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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

GUINÉ-BISSAU: PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS RETALHISTAS ACUSA AGENTES DE ALFANDEGAS NO DESVIO DE CONTENTORES DE TRINTA TONELADAS.

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Não dá para acreditar mesmo!

Dois contentores de produtos, contendo trinta toneladas foram esvaziados pelos agentes dos serviços das Alfândegas, alegadamente por existir um despacho viciado.

O acto ocorreu na semana passada, nos arredores do Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira, envolvendo três elementos da Guarda-fiscal sob comando de Fernando Cá e os produtos desapareceram. 


A prática foi denunciada terça-feira em Bissau, durante a conferência de imprensa realizada pelo presidente da Associaç”ão dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau, Aliu Seide.


De acordo com Aliu Candé os agentes em causa foram suspensos pelos seus responsáveis máximo perante o ministro do Estado e do Interior.



“Os agentes foram ao aeroporto de Bissau não encontraram os proprietários dos camiões carregados de contentores, violaram os contentores, transferiram os produtos num “ Canter” e levaram-os para Safim, sem conhecimentos dos seus próprios responsáveis. Que tipo de pais é este!?”, Questionou Aliu Seide.


Seide ameaça disparar os preços dos produtos da primeira necessidade no mercado nacional, caso haja qualquer aumento por parte do Governo, na sequência do acordo firmado com Associação de “lugateres”, em pagar as taxas de sete milhões de francas cfa de despacho.

Conosaba/Notabanca



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PAIGC exige "demissão imediata" do Governo guineense.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O partido vencedor das legislativas na Guiné-Bissau pede a nomeação de Augusto Olivais como primeiro-ministro. Líder do PAIGC também acusou José Mário Vaz de facilitar narcotráfico no país. Presidência ainda não reagiu.

default Sede do PAIGC em Bissau: Protesto contra o Presidente em 2015

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) exigiu esta segunda-feira (20.01), em comunicado, "a imediata demissão do atual Governo", liderado por Umaro Sissoco Embaló, e "a nomeação sem demoras de Augusto Olivais".
Para o partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, a nomeação de Olivais, dirigente do PAIGC, colocaria fim ao impasse político na Guiné-Bissau e faria com que fosse respeitado o Acordo de Conacri.

O PAIGC regozija-se ainda com as palavras do presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO).
Marcel de Souza defendeu, em declarações à RTP África, que a persistência do impasse político na Guiné-Bissau se deve ao facto de o nome de consenso escolhido à luz do Acordo de Conacri, o de Augusto Olivais, ter sido preterido pelo de Umaro Sissoco Embaló, nomeado primeiro-ministro.
Narcotráfico volta ao debate
Numa entrevista exclusiva à DW África, o presidente do PAIGC acusou José Mário Vaz e o atual Governo de facilitarem o tráfico de droga no país. A DW África solicitou uma reação à Presidência da República e ao Executivo guineense, mas ainda aguarda uma resposta.
Não é a primeira vez que se fala num alegado envolvimento das autoridades no narcotráfico nas ilhas Bijagós. Ultimamente, em Bissau, foram referidos os nomes do Presidente da República, José Mário Vaz, e do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, como estando associados a essas práticas.

Guinea-Bissau Umaro Sissoco und José Mário Vaz  
Umaro Sissoco Embaló e José Mário Vaz

Num encontro mantido na semana passada com operadores turísticos no país, José Mário Vaz avisou que não irá tolerar qualquer atividade que envolva o tráfico de droga no país. "Eu não quero droga na Guiné-Bissau", frisou.
O chefe de Estado guineense deixou ainda um conselho aos operadores que eventualmente estejam ligados a essa prática: "Terminem rapidamente com isso. Se não terminarem, terão a casa fechada e podem ir para prisão".
As denúncias têm sido feitas por grupos de militantes do PAIGC e pelo Movimento dos Cidadãos Consciente e Inconformados. Dizem que pequenos aviões clandestinos oriundos da América do Sul carregados de cocaína aterram com uma certa frequência nas ilhas do arquipélago dos Bijagós. Por vezes, acrescentam, os traficantes preferem largar a droga empacotada no mar, perto do arquipélago.
Interpol sem meios
"A Guiné-Bissau tem cerca de 86 ilhas e não temos meios para chegar lá", admite Martinho Camará, diretor nacional da delegação na Guiné-Bissau da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, que tem recebido notificações de atividades ilícitas nas ilhas.
"Estamos na eminência de os traficantes se aproveitarem das nossas fragilidades para as suas atividades ilícitas. É um perigo para a Guiné-Bissau e para o mundo", adverte o responsável da Interpol.
Neste momento, diz, a Guiné-Bissau ainda é um país de trânsito, mas com o tempo pode vir a tornar-se um país consumidor ou produtor.
Segundo Martinho Camará, tem aumentado a compra de carros topo de gama em Bissau com dinheiro que se supõe estar ligado ao narcotráfico. "São viaturas de proveniência duvidosa. Mas há um inquérito em curso e estamos a trabalhar em parceria com outras corporações", diz.

#dw.de

GUINÉ-BISSAU: Crise política - ANALISTAS GUINEENSES APONTAM FALHAS DO SISTEMA VIGENTE E DEFENDEM DIÁLOGO PARA SALVAR O PAÍS.

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A crise política e parlamentar vivida na Guiné-Bissau há cerca de dois anos bloqueou por completo o funcionamento do parlamento, como também impossibilita a viabilização do programa de três últimos governos nesta nona legislatura.  Para algumas vozes, a instabilidade política vivida há cerca de 20 anos no país, tem a ver com a falha do sistema político vigente ‘Semipresidencialista’, enquanto outras vozes defendem adoção de um pacto de estabilidade política como uma das soluções para acabar com a instabilidade.
O Democrata ouviu os especialistas em assuntos políticos da Guiné-Bissau, designadamente o Mestre em Ciências Políticas, Temóteo Samba Mbunde e Tamilton Gomes Teixeira, licenciado em Sociologia, ambos apontam falhas do sistema político vigente e defendem o diálogo sério para salvar o país. Afonso Té,  líder do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), apesar de defender a mudança do sistema político, sugere a adoção do sistema ‘Presidencialista’ como a solução para a constante crise política no país.

PRID DEFENDE REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO VIGENTE E ELEGE ADOÇÃO DE PRESIDENCIALISMO
Para o líder do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), António Afonso Té, a solução para a constante instabilidade política e governativa na Guiné-Bissau passava pela reforma do sistema político vigente do país (o Semi-presidencialismo) e adotar o sistema presidencialista que, no seu entender, adaptar-se-ia à realidade do país.
O político acrescenta ainda que é preciso criar um espaço nacional de concertação e do diálogo permanente que envolva as forças políticas, membros da sociedade civil e os elementos observadores da Comunidade Internacional da qual o país faz parte, bem como representante do poder tradicional. Na visão do político, o referido espaço de concertação ajudaria na escolha de um sistema político viável que adaptasse à realidade do país, através de um debate sério e responsável das matérias apresentadas antes que sejam submetidas ao parlamento para a sua adoção.
Perante essa realidade, o líder do PRID não tem dúvida que o país tem sofrido com o sistema político vigente, do qual continua a ser vítima. Na sua observação deixa claro que, “essa situação de vitimização é resultado das incongruências de certas personalidades políticas influentes do país e de certas organizações políticas do nosso país”, refere.
Afonso Té diz acreditar, no entanto, que se o país tivesse construído um espaço nacional de diálogo e de concertação permanente, teria percebido que dez anos depois da sua adoção que o sistema vigente na Guiné-Bissau não iria avançar o país, mas pelo contrário criaria dificuldades no funcionamento das instituições.
“Espaço nacional de concertação estaria em condições de operar uma alternativa viável, ou seja, uma proposta de saída para que o sistema seja adequado as nossas condições. Ou seja, tenhamos que mudar do sistema, porque não serve”, enfatizou o líder dos republicanos.
Segundo Afonso Té, o sistema político em vigor na Guiné-Bissau é um modelo que continua a dividir as pessoas e criar dúvidas, porque não separação dos poderes e cada um assume o protagonismo de ser o único detentor do poder.
Apesar de tudo, o político guineense garante que o seu partido defende e continua a defender a criação de um espaço de concertação nacional que vai trabalhar para a criação das bases que possam sustentar pacto de estabilidade política.
Adiantou que o seu partido vai defender a adoção do sistema presidencialista para a Guiné-Bissau, com forma de “evitar a situação bicéfala do poder, porque as pessoas têm dificuldade em perceber que essa bicefalia tem que ser sincronizada para conseguir uma direção única do país e trabalhar para o desenvolvimento na Guiné-Bissau”.
Sobre a iniciativa da reconciliação nacional da família guineense levada a cabo pela Comissão Nacional de Reconciliação, Afonso Té disse que é difícil avançar com a iniciativa de reconciliação nas circunstâncias em que se encontra o país.
“Estou com medo que efetivamente as pessoas estejam a ganhar o dinheiro nas nossas costas. Essas convocações todas parecem já uma moda. É preciso atacar o problema pela raiz e ousar mesmo atacar o problema na base do conhecimento da realidade política da Guiné-Bissau”, alerta o político guineense, que, no entanto, frisou que o que saiu dessa conferência são apenas papeladas e mais nada de concreto.
“José Ramos Horta pediu voluntariamente para vir à Guiné-Bissau. Essa ideia pode ser uma ideia nobre se não estiver com alguma intenção secundária. A sua intenção é nobre, porque faz parte do espaço cultural que nós une, a CPLP. Mas será que isso é mesmo assim? Eu tenho dúvidas! Porque ele trabalhou para que essa situação se produza. Os erros cometidos, bem recentemente, é que estão a refletir na situação política que temos hoje”, assegurou o político.
Sem, no entanto, apontar erros em específico que o antigo chefe do UNIOGBIS, José Ramos Horta, tenha cometido no seu mandato quando dirigia o gabinete, o líder dos republicanos afirma que foram cometidos muitos erros na altura e que um dos maiores erros tinha a ver com o fato de ter defendido que o PAIGC era o único partido com condições para gerir o país.
“Esse é um erro enorme da CPLP e um erro enorme de Ramos Horta. O PAIGC está perto de proposta de soluções para a saída de situação em que nos encontramos, porque o problema vem normalmente do PAIGC e são problemas internos do partido. Todos pensavam que se tratava do bloqueio do PAIGC, e é preciso desbloquear o PAIGC”, esclareceu.
Relativamente ao eventual agendamento do programa de governo pelo parlamento, Afonso Té admite que não há possibilidade para o agendamento de uma sessão parlamentar para a discussão e, consequentemente, aprovação do programa de governo e Orçamento Geral de Estado.
O líder do PRID justifica a sua afirmação com base no jogo político vigente no país, porque, segundo disse, o PAIGC percebeu que se convocar a sessão, o Programa e o Orçamento Geral do Estado passam com os votos da bancada parlamentar dos renovadores (PRS) e elementos do Grupo de 15 deputados dissidentes da bancada parlamentar do PAIGC.
Sobre as sanções que o líder do PAIGC pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para ativar contra os políticos guineenses, e em primeiro plano o Presidente da República que, diz ter posto em causa o exercício da democracia, Afonso Té defende que as sanções devem ter rácios de ponto de vista da sua justificação, porque “senão estar-se-ia a cortar os efeitos e não as causas dos bloqueios da Guiné-Bissau”.
“Quem vai ser sancionado e com base em quê? São os políticos do PRS ou serão dos deputados do PAIGC a serem sancionados? Ou políticos do PAIGC que estão de outro lado, quem será sancionado? O problema é meramente guineense e deve ser resolvido pelos guineenses, enquanto a comunidade internacional ou a ONU só pode dar a sua contribuição ou conselhos para a solução dos problemas que temos, mas não sancionar alguém”, advertiu o político.
Assegurou ainda que as sanções do Conselho de Segurança não vão resolver o problema da Guiné-Bissau, porque conforme disse, “apenas vão sancionar um ou dois gatos pingados e acabou, e depois?”, questiona.
“Quais serão os efeitos práticos dessas sanções em relação ao bloqueio que existe no país, ou então, a solução para a saída do bloqueio que existe no momento. Algumas personalidades já foram sancionadas neste país e disseram que não podiam viajar, e acabaram por viajar durante todo o tempo, portanto em quê é que foram sancionados. Não estou a ver isto como uma solução aos problemas do bloqueio que estamos a enfrentar”, disse o presidente do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento.
TEMÓTEO: “NÃO HÁ FÓRMULA MÁGICA NENHUMA QUE RESOLVA O IMPASSE SEM CONCESSÕES POLÍTICAS”
Especialista em Assuntos Políticos, Mestre Timóteo Saba Mbunde disse a’O Democrata que para já não existe fórmula mágica para a elaboração e observação efetiva de um pacto de estabilidade política para a Guiné-Bissau, sem que os atores envolvidos queiram fazer concessões, que considera do primeiro aspecto para a efetivação do pacto de estabilidade política.
“Aliás, o fracasso em relação à implementação do acordo ou recomendações políticas de Conacri sinaliza nitidamente que o principal ponto desse imbróglio diz respeito à liderança do governo. Em um eventual pacto de estabilidade governativa, quem seria o líder do executivo?”, questionou o especialista político.
Assegurou ainda que o primeiro-ministro é figura fundamental na distribuição dos cargos e demissão de integrantes do governo, por isso o PAIGC condiciona a sua participação no eventual governo à condição de chefiar o executivo. Acrescenta, no entanto, que os libertadores fizeram isso pensando no futuro político de curto e médio prazos, bem como projetando também o seu amanhã político.
“O Presidente da República (e o seu círculo político) e o próprio PRS, negam o PAIGC essa possibilidade. Aliás, o chefe do governo questiona a mediação de Alpha Condé justamente porque este advoga formação de um governo cujo Primeiro-Ministro seja indicado pelo PAIGC, partido vencedor das últimas eleições. Ademais, esse questionamento desferido por Sissoco revela como a intransigência política vem caraterizado a crise em questão”, observou.
Solicitado a pronunciar se o sistema político vigente é a razão principal da crise política que tem assolado o país nos últimos tempos, respondeu que tinha defendido em algumas ocasiões, que o sistema político vigente está defasado e abre lacunas para hermenêuticas plurais, especialmente sobre as prerrogativas e limitações constitucionais do Presidente da República em relação à demissão do governo.
“E quando há tensões políticas, como ocorre hodiernamente, essas nebulosidades tendem a aparecer mais”, disse o jovem especialista em Assuntos Políticos, que entretanto, diz acreditar que o sistema político não é o único problema, porque segundo a sua explicação, o PAIGC e a Guiné-Bissau passam por uma crise de liderança política, ou seja, há crise de figuras políticas proeminentes, fortes ou carismáticas, com enorme capital político de construção de consensos políticos.
“Não temos mais Nino Vieira, Malam Bacai Sanhá, Koumba Yalá ou Cadogo Júnior. Não é que estes eram ou não o tipo ideal de políticos e estadistas para o país, mas potencialmente tinham mais elementos políticos para demolir focos de crise, independentemente dos métodos utilizados – isso seria outro debate”, precisou.
Para o especialista, a Guiné-Bissau nunca funcionou suficientemente na base da institucionalidade e das leis, por isso sente-se muito quando há um equilíbrio considerável, em termos de projeção e capital político limitado, entre os principais jogadores. Realçou neste particular que a corrente crise revela que as instituições partidárias e estatais, em sua grande parte, não funcionam por si só na Guiné-Bissau, precisam de personalismos quase que incontestáveis para mascarar a sua inoperância.
“A devolução de governação ao PAIGC enquanto legítimo eleito seria o ideal para dar solução a esse impasse, entretanto seria um revés político ao Presidente e à ala expulsa/suspensa deste partido. Por outro lado, está claro de que na atual conjuntura o governo dificilmente conseguirá aprovar seu orçamento e programa de governação na ANP. Talvez fosse interessante propor um Primeiro-Ministro que não fizesse parte de nenhuma das partes conflitantes. Um nome neutro. Mas quem o seria, e acima de tudo quem o indicaria? CEDEAO, ONU, CPLP, organizações da sociedade civil? Será que estas organizações não estão politizadas ou não são politizáveis? Claro que são”, notou.
Timóteo Samba Mbunde aponta algumas soluções para a resolução que passaria para a realização antecipada das eleições, que depende da dissolução do parlamente por parte do Presidente José Mário Vaz, ou que a governação seja devolvida ao PAIGC, ou a crise arrasta até 2018.
“Esta última condição é preocupante, porque poderá gerar uma crise maior no país, em 2018, tendo como epicentro as prévias eleitorais no PAIGC. Reitero, não há fórmula mágica nenhuma que resolva esse impasse, sem que haja concessões políticas significativas”, sustenta.
TAMILTON: “GUINEENSES PRECISAM SENTAR-SE A UMA MESA E CONVERSAR DE MANEIRA FRANCA E SÉRIA”
Tamilton Gomes Teixeira, um observador dos assuntos da política guineense que se encontra no Brasil [UNILAB/CEARA], explicou a’O Democrata que o único pacto que ajudará a Guiné Bissau a sair da sua crise é aquele assumido pelo povo (através de eleição). Adianta ainda que “não quero crer que, foram implementadas várias soluções de promoção de paz. Acho que são mecanismos que foram sempre frágeis, sem definir o que aconteceria quem depois colocar em causa a paz alcançada”.
“A própria UNIOGBIS e as demais organizações vocacionadas precisam pensar, se de facto têm ajudado a Guiné e principalmente os guineenses. Se a comunidade internacional julga que tem ajudado a Guiné através de constantes realizações das eleições, está amplamente enganada. Porque, eu, particularmente, não entendo esta lógica de ajudar sempre quem não quer se auto ajudar. Os guineenses precisam sentar-se a mesma mesa e conversar de maneira franca e séria. É importante que saibamos o seguinte: ninguém mais tem interesse nas coisas que acontecem na Guiné e aos guineenses de forma como acontecem. Nós temos que deixar esta estratégica retórica de que, precisamos de “pacto de estabilidade”. Estabilidade é uma palavra bonita, que todos nós procuramos e desejamos mesmo para a nossa vida. Mas não podemos confundir ou forçar uma pseudo estabilidade política”, precisou.
Na visão de jovem analista político, a Guiné-Bissau precisa assumir, através da sociedade civil, criação duma nova Câmara política que passará necessariamente pelo investimento na educação de base e superior. Sublinhou ainda que, “conseguindo isto, talvez tenhamos um Estado novo, forte e capaz. Um Estado com os seus atuantes à altura. Porque na Guiné Bissau, infelizmente até linguagens que os homens de Estado utilizam, como dizem brasileiros, são cafonas (algo pacato).
O sociólogo disse estar contra o pacto político que algumas vozes defendem como a saída para a crise, porque segundo ele, o povo guineense fez sua escolha através de ANP, e não entende por que motivo vai ter que entrar em acordos ou pactos.
“Estes pactos, na Guiné, historicamente, tem favorecido apenas aqueles que acham que, se não estão no governo temos que começar de zero. Até uma simples e humilde mulher no mercado de Bandim, sabe que para determinados políticos reina a seguinte lógica: quanto pio melhor. O Partido libertador tem tido dificuldade em conciliar o passado com o presente. A lógica de ‘nbai luta’ é muito mais pesada que a visão, capacidade, sagacidade e pessoas com visão para fazer face aos desafios atuais. Entendo que este é um momento oportuno para que PAIGC se renove e se redefina”, notou.
Para o jovem analista político, o Partido da Renovação Social (PRS) como maior partido de oposição poderia muito bem aproveitar-se da crise entre dirigentes de PAIGC para se reconstruir como potência e uma esperança de estabilidade.
“Renovando-se no discurso e na captação dos jovens quadros e não só. Mas infelizmente enfiou-se num problema que não é dele, mas que poderia muito bem aproveitar no sentido político. Acho que podemos ter sim uma estabilidade política se pormos fim a fenómeno ‘matchundade’!”, assegurou.
Relativa à reforma do sistema político vigente do país que alguns analistas entendem é o fator do diferendo entre os titulares de órgãos de soberania, Tamilton Gomes Teixeira, reconhece igualmente que o país falhou desde o começo da adoção do referido sistema.
“Acho que falhamos no prelúdio. Eu acho que PAIGC, não obstante após independência não ter capacidade e experiência de governação, deveria ter mais tempo para fazer determinadas coisas. Infelizmente descarrilou-se. Creio que para nós, a Democracia chegou demasiado cedo. Defendo ditadura? Não. A própria Europa é um exemplo. Em Portugal não foi fácil chegar à Democracia. Mesmo depois de 25 de Abril de 74 não foi fácil. MAF (Movimento das Forças Armadas) que, derrubou regime de Salazar e Caetano não passou de imediato bastão aos políticos. Houve todo um processo de maturação e organizar a casa para depois pensar nova realidade. Golpe de 14 de Novembro de 1980 é importante para estudar a Guiné e seus problemas. Abertura democrática, foi através de uma chantagem, a meu ver”, frisou que, no entanto, defendendo que é importante entender determinados processos internacionais para entender questões locais internas. “A derrocada de bloco socialista soviético, ex URSS vai ter forte impacto nos países recém independentes como a Guiné, que dependia dele. É neste contexto que o capitalismo vai se consolidar e alargar mais suas bases para África. É importante falar de programa de Ajustamento estrutural e suas políticas como liberalismo económico por exemplo. Dentro do pacote estava também a Democracia. Foi nesse contexto de grandes aberturas que chegamos a Democracia”, lembrou este estudante das ciências sociais na UNILAB/Brasil.
Afirmou ainda que não sabe dizer se a instabilidade política constante tem a ver com a falha do sistema político, tendo frisado que, “acho que mesmo se mudássemos hoje o modelo, teremos mesmas pessoas que são vocacionadas a instabilidade a criar desordem enquanto suas vontades não forem atendidas. Portanto, acho que o problema não é tanto assim sistema, embora reconheço a sua cota. Precisamos criar um novo modelo de Estado com base num estudo aprofundado e preciso”.
Sobre o agendamento da sessão parlamentar para a discussão do programa de governo e o orçamento, assegurou que o  quadro político agora está muito mais complexo que antes, com posições bem demarcadas e discursos inflamados. Sublinhou, no entanto, que a Guiné-Bissau é um país que salta um olhar intelectual devido os seus ‘modus operandis’, portanto quem sabe o que poderá acontecer na ANP depois?
“Estou mais convencido de que temos uma legislatura perdida. PAIGC tem uma conta a acertar com os guineenses e antes de ousar se lançar para próximas eleições precisará desculpar-se com os seus eleitores e militantes por fazer-lhes eleger deputados e um presidente de República que não falam a mesma língua e nem têm mesmo conceito de governação e desenvolvimento”, disse.

Por: Assana Sambú

XENOFOBIA AUMENTA EM PRETÓRIA E JOANESBURGO

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O ambiente continua tenso nas cidades sul-africanas de Pretória e Joanesburgo, onde os residentes mobilizados por grupos de vigilantes pilham e incendeiam casas ocupadas por imigrantes nigerianos, numa alegada guerra contra a venda de drogas e promoção de prostituição.
 
Cerca de 30 carros e duas casas foram pilhadas e incendiadas em Pretória por sul-africanos no fim-de-semana.
 
Seis pessoas foram detidas.
 
Os promotores da violência dizem que não vão desistir da guerra.
 
Os membros da África Diáspora, organização de defesa dos interesses dos imigrantes africanos, apelam ao Governo sul-africano a tomar medidas enérgicas contra a criminalidade e manifestações camufladas de xenofobia nas comunidades.
 
O elevado desemprego que ronda os 26 por cento e a disputa de oportunidades de pequenos negócios são factores que agitam a juventude sul-africana contra emigrantes, sobretudo africanos e, neste caso particular, nigerianos.
 
Mesmo depois da destruição de casas consideradas prostíbulos, prostitutas sul-africanas voltam ocupar os escombros para fazer o continuar o negócio de sexo, alegando que não têm alternativas na economia formal do pais.
 
Os residentes consideram que os agentes da policia são inactivos porque são facilmente subornados por sindicatos do crime pelo que a luta contra a droga e a prostituição continua.
Para a África Diáspora, esta é uma forma de xenofobia contra emigrantes africanos pobres.
O emigrante moçambicano Richard Moamba, produtor e apresentador de programa musical na rádio pública sul-africana SAFM e que vive na África do Sul há mais de 40 anos, considera que os sul-africanos não têm outra alternativa que não conviver com estrangeiros.
 
Moamba acredita que mesmo o Presidente norte-americano Donald Trump vai ter que mudar de política.
 
O Ministério sul-africano de Assuntos Internos diz que no ano passado houve mais de quatro mil casamentos forjados por imigrantes com sul-africanos visando a obtenção de documentos legais de residência no país.
 

PAIGC EXIGE AO PR DA GUINÉ-BISSAU QUE "DEMITA IMEDIATAMENTE" GOVERNO DE UMARO SISSOCO.

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O Ministro da Educação, do Ensino Superior e da Investigação Científica, Sandji Fati, anunciou esta segunda-feira, 20 de fevereiro 2017, que o processo da reabertura da Universidade Amílcar Cabral está em curso. Fati revelou que o chefe do governo deu orientações ao ministro da Economia e Finanças para desbloquear 38 milhões de francos CFA [cerca de 58 mil euros], montante alegado pela reitoria para reabertura da universidade pública ainda no presente ano letivo.
 
O titular do pelouro da educação falava ao jornal O Democrata no ato da abertura da segunda reunião do ano do “Grupo Local da Educação”, composto por vários parceiros da Guiné-Bissau, nacionais e internacionais que apoiam o setor educativo.

“Nesta reunião vamos fazer a restituição daquilo que foi o primeiro encontro, e continuaremos com a discussão sobre padrões de qualidade do sistema educativo e saber qual seria o perfil de um diretor da escola ou instituição do ensino. Também vamos analisar o plano setorial trienal”, contou o governante.
Representante do programa das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no país, Cristine Jaulmes, informou na sua intervenção que a última vaga do financiamento de Projeto Multissetorial Integrado (PMI), permitiu o país conduzir as reformas do currículo escolar no sentido de pôr a criança no centro de atenção de aprendizagem, como também formar os professores, melhorar a capacidade de gestão de diferentes departamentos do ministério da educação e fornecer manuais escolares a mais de 300 mil crianças em todo país.
Não obstante os progressos registados na efetivação do projeto PMI, Cristine Jaulmes assegurou que o país continua a enfrentar enormes dificuldades no que diz respeito à qualidade do ensino, a falta de oportunidade para as crianças que se encontram fora do sistema educativo guineense.
Para o Coordenador da Rede da Campanha de Educação para Todos, Vençã Mendes, a educação guineense está na fase embrionária em termos da construção, pelo que, no seu entender, é preciso o engajamento de todos a fim de registar performance no setor da educação, que poderá competir com outros países.
 
Por: Aguinaldo Ampa

ATÉ QUANDO VAMOS ADIAR O FUTURO DO NOSSO MARAVILHOSO PAÍS? ATÉ O PAIGC DESAPARECER DA CENA POLÍTICA.

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Um mero olhar sobre os acontecimentos do país é notório que estamos longe de ser um país normal, onde os guineenses gozam os seus direitos de forma plena e têm a liberdade de fazer as suas escolhas. É bom que se diga que a insana ambição declarada de alguns guineenses, particularmente os PAIGCWOOD, em reduzir o esforço dos guineenses à insignificância, propalando a ideia segundo a qual os indivíduos que têm opinião contrária ao regime ditatorial do PAIGCWOOD ou do seu líder, são  inimigos  e devem ser aniquilados.
 
É preciso que se compreenda que a diversidade é um fator que enriquece uma sociedade, um partido político ou um país. E os que pensam de modo diferente não são, de modo algum, inimigos. Porém, infelizmente alguns guineenses ainda não compreenderam isso. Não deveria haver dúvidas que as posições que assumimos são parte fundamental do esforço coletivo de edificação desta pátria. Todos queremos uma nação justa e próspera. Uma nação em que ninguém tenha de ficar preocupado se a Justiça ou a Polícia virá defendê-lo ou condená-lo com base nas suas cores políticas.
 
Este comportamento, digamos demente, encontra fundamento na seguinte situação: grande parte dos guineenses cresceu ou foi criado debaixo da árvore do monopartidariíssimo; desde a infância, centenas de milhares de guineenses nutriram-se (e continuam a nutrir-se) de discursos demagógicos dos lideres falhados do PAIGCWOOD, segundo os quais quem tiver ideias diferentes é inimigo, está contra a falsa promessa de desenvolvimento que anunciaram  aos guineenses aquando da proclamação da independência do país em Madina do Boé , não pode ser patriota e deve ser veemente combatido.
 
Ontologicamente, por razões históricas, alguns guineenses acreditam que apenas um partido(PAIGCWOOD) tem o direito legítimo de conduzir a nau desta nação. É dentro dessa realidade que assistimos impávidos à partidarização do Aparelho do Estado, da sociedade  guineense e, consequentemente, resulta na intolerância política, para além de vermos atitudes como a do presidente da ANP, Jiló Cipriano Cassamá e DSP pseudolíder do PAIGCWOOD .
 
Depois da independência, o PAIGC sequestrou a Guiné-Bissau, considerou-se dono e senhor do país, alegando motivos de ter sido o libertador do povo, como se isso fosse a verdade absoluta e indiscutível. O PAIGC elegeu a independência como a sua única causa durante a luta da libertação e abandonou as outras subsequentes de maior importância para organização do estado de direito, com vista ao desenvolvimento, transformando-se num partido dos casos: intriga, corrupção, peculato, nepotismo, enriquecimento fácil e disputa desenfreada de lugares no governo ou nos altos cargos públicos.
 
O PAIGC nem sequer foi capaz de conservar, pelo menos, as infraestruturas e o património herdados da administração colonial, tudo se encontra na mais completa degradação. O PAIGC é tão incapaz até para resolver os problemas internos criados por ele mesmo. Senão, vejamos. A presente crise no país teve origem no seu seio, devido às intrigas de que são especialistas os seus membros na disputa de poder, mas até ao momento ainda não conseguiu ultrapassá-la, mantendo a Guiné como refém dos interesses, meramente, partidários.
 
Por: Bambaram di Padida

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

DOIS PORTUGUESES PASSAM NOITE NO MAR DA GUINÉ-BISSAU À ESPERA DE SOCORRO

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Dois portugueses passaram a última noite no mar da Guiné-Bissau, numa lancha sem combustível, até conseguirem que alguém os socorresse, contou à Lusa Sara Santos, de visita ao país pela primeira vez.


"Não há uma guarda costeira ou capitania? Tem que ter um trabalho preparatório para receber turistas", referiu, depois de ela e outra pessoa, juntamente com três membros da tripulação, terem esperado por ajuda durante nove horas num barco sem cobertura, sem rádio, sem coletes salva-vidas e sem água ou outros mantimentos, descreveu.

A meio da noite, Sara Santos diz que sentiu "a vida em risco", quando "a maré começou a levantar e o barco a baloiçar".

Sara estava em Bissau por motivos profissionais e no sábado decidiu juntar trabalho e turismo: numa agência local, com outro português, marcaram uma viagem de ida e volta à ilha de Orango, arquipélago dos Bijagós.

Na viagem de regresso à capital, pelas 18:00, o motor parou, a tripulação "verificou que não havia combustível" e começou a ligar por telemóvel para alguém que lhes iria levar um abastecimento a partir de Bissau.

"Supostamente ia chegar alguém, mas nunca chegou", referiu Sara Santos, que percebia pelas conversas que as soluções iam sendo descartadas ou por falta de dinheiro para combustível ou por falta de meios ou por dificuldades de articulação entre diferentes pessoas.

Após várias horas de espera e contactos sem sucesso, Sara Santos diz ter arrancado o GPS das mãos de um tripulante para comunicar as coordenadas para Bissau.

"Achavam que não era necessário, que já tinham dado todas as indicações", mas "foram as coordenadas" que orientaram um barco do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) a resgatá-los pelas 03:00 da última madrugada - chegando pelas 05:30 a Bissau.

Este barco de auxílio foi ativado depois de um tripulante da lancha imobilizada "ter telefonado a um primo que trabalha no IBAP" e foi preciso ainda alguém pagar 100 euros de combustível para ela arrancar de Bissau ao encontro dos portugueses.

"Fiquei a saber o valor das nossas vidas: 65.000 francos CFA [100 euros]", referiu Sara Santos que pretende que o caso sirva de alerta para os cuidados a ter no acolhimento de turistas na Guiné-Bissau.

A situação foi seguida pelo embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, com quem os portugueses estiveram em contacto telefónico durante a noite em busca de soluções de socorro, até ser ativada a lancha do IBAP.

Fonte diplomática em Bissau confirmou à Lusa que o caso esteve a ser acompanhado e continua a merecer a atenção da embaixada.

Sigá Baptista, comandante do Porto de Bissau, disse à Lusa que "é normal haver barcos que se fazem ao mar e que depois ficam sem combustível ou avariam" e que, para o efeito, o porto tem os seus meios.

No entanto, o barco que devia ter prestado socorro na última noite "está em reparações", pelo que há uma parceria com o IBAP, que foi ativada, concluiu.

Fernando Vaz, ministro do Turismo da Guiné-Bissau, disse à Lusa que o governo vai proceder à identificação de todos os barcos que fazem transporte de turistas para que haja o devido licenciamento.

Acrescentou ainda que no final de março deverá entrar em operação um barco de 400 lugares de uma companhia privada para fazer a ligação entre Bissau e Bubaque, principal cidade do arquipélago dos Bijagós - e com uma vedeta rápida para operar depois entre as ilhas.

O ministro do Turismo recomenda que quem chega a Bissau se aconselhe no balcão do Ministério "no aeroporto, nas chegadas, a fim de se evitar estas situações".

"Eles tratarão do que for necessário para as deslocações às ilhas", concluiu.


Conosaba/Lusa 

GÂMBIA: PRESIDENTE ADAMA BARROW TOMA POSSE PELA SEGUNDA VEZ.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Adama Barrow na cerimónia de tomada de posse

Milhares de apoiantes reuniram-se este sábado (18.02) para celebrar a tomada de posse do chefe de Estado, um mês após ter feito o juramento na embaixada gambiana no Senegal, depois de uma intensa luta pelo poder.

Celebra-se este sábado, 18 de fevereiro, o 52º aniversário da independência da Gâmbia do Reino Unido, mas muitos são os que já falam no nascimento da terceira República, após a derrota de Yahya Jammeh nas urnas, após 22 anos no poder.

As cerimónias de tomada de posse do Presidente gambiano, Adama Barrow, começaram logo pela manhã, no Estádio da Independência, em Bakau, a oeste da capital, Banjul, e contam com a presença de vários chefes de Estado africanos, bem como de diplomatas. Cerca de 25 mil pessoas assistem à cerimónia no estádio.

O primeiro Presidente da Gâmbia, Dawda Jawara, que governou desde a independência em 1965 até ao golpe de 1994, também foi convidado, disseram os organizadores à AFP. Diplomatas dos Estados Unidos e do Reino Unido tiveram dificuldade em entrar no estádio, segundo o correspondente da agência de notícias francesa.

Barrow fará novamente o juramento que fez pela primeira vez na embaixada da Gâmbia no Senegal, cujo território circunda quase totalmente o país e cujo Presidente, Macky Sall, é visto como um importante aliado do novo chefe de Estado.

O fim da crise


A cerimónia deste sábado representa o fim da crise política dos últimos meses. Barrow tomou posse a 19 de janeiro, na embaixada da Gâmbia no Senegal, onde estava refugiado a aguardar que Yahya Jammeh passasse o poder de forma pacífica.

Dias depois, Barrow formou o seu Governo com representantes dos oito grupos políticos que integram a coligação no poder, bem como vários políticos que eram perseguidos por Jammeh.

Com a posse oficial de Barrow em território gambiano, o país africano encerra a crise política suscitada após a recusa de Jammeh, que governou o país durante os últimos 22 anos, a ceder o poder ao Presidente eleito nas urnas a 1 de dezembro.

Jammeh entregou o poder a Barrow a 21 de janeiro, após ceder às pressões diplomáticas e à ameaça de intervenção militar da CEDEAO, e deixou finalmente o país para se exilar na Guiné-Equatorial.

As forças da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental continuam na Gâmbia para garantir a segurança do país.

Conosaba/dw

LÍDER DO PAIGC ACUSA PRESIDENTE GUINEENSE DE FACILITAR NARCOTRÁFICO.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

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O que anda Domingos Simões Pereira a fumar? Se calhar fumou padjina em Cabo-Verde, hipermercado de estupefacientes. Domingos Simões Pereira, está completamente desesperado, já não sabe o que fazer, anda a inventar mentiras e crimes para denigrir a imagem da Guiné-Bissau e do Presidente JOMAV no exterior,  cada vez que abre a boca só sai mer..da. Domingos poderá ser processado para provar tudo o que disse, quando esse dia chegar, esperamos que não venha dizer que está a ser perseguido. 

Em entrevista exclusiva à DW, Simões Pereira diz que "não é completamente inocente" a nova postura do Presidente da Guiné-Bissau de pretender controlar as pescas. E acusa o Governo de fechar os olhos à entrada de droga.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusou, na Cidade da Praia, o Presidente José Mário Vaz de estar ligado ao negócio do narcotráfico na Guiné-Bissau. "Não sou eu que estou a dizer, há organizações da sociedade civil que apresentaram elementos sobre isso", disse à DW África Domingos Simões Pereira.

E essas organizações "têm relatórios objectivos a demonstrar na Guiné-Bissau quem é quem e quem é que está ligado a essas práticas menos corretas", argumenta o antigo primeiro-ministro, que esteve na capital cabo-verdiana no último fim de semana para o XV Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

"Eu penso que não é completamente inocente esta nova postura do Presidente da República em pretender controlar as pescas", afirmou ainda o presidente do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições na Guiné-Bissau, mas arredado do poder.

Arquipélago dos Bijagós

"É através das pescas e através das unidades marítimas que tentamos fazer o controlo das águas territoriais guineenses em relação ao arquipélago dos Bijagós. Quando um só homem tenta chamar a si toda esta responsabilidade, ele não está a pretender que o povo compreenda o que acontece, ele está a esconder algo do povo", acrescentou.

Em declarações à DW África, Domingos Simões Pereira também acusou o Governo de Umaro Sissoko Embaló de estar a facilitar a entrada de droga no país. "Se telefonar, alguém em Bissau vai dizer-lhe que na placa do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira está estacionado um avião que é utilizado pelo Governo da Guiné-Bissau de forma indiscriminada que não passa pelos circuitos normais de controlo, que ninguém escrutina o que leva e o que recebe", afirma.

Acordo de Conacri por cumprir

Na semana passada, o presidente da Comissão da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), Marcel de Souza, pediu os dirigentes políticos da Guiné-Bissau que respeitem o Acordo de Conacri para estabilizar o país e reacendeu a questão sobre os três nomes então falados e no consenso à volta de Augusto Olivais.

"Obtivemos em Conacri uma lista de três nomes para a chefia do Governo e o consenso que conseguimos foi por Augusto Olivais, mas foi Umaro Sissoko que foi nomeado", lembrou Marcel de Souza.

Domingos Simões Pereira diz que este reconhecimento público peca pela demora: "O único lamento que tenho é que tenha levado tanto tempo para o presidente da Comissão da CEDEAO tornar público aquilo que todos nós sabíamos desde outubro de 2016".

O presidente do PAIGC afirma ainda que o Governo de Umaro Sissoko Embaló está em situação de ilegalidade, por não ter conseguido a discussão e aprovação no Parlamento do seu programa e do Orçamento Geral do Estado. "Ouvi há dia o Presidente a dizer que ele não pode sancionar o Governo, porque é a Assembleia Nacional Popular que não convoca a sessão para se poder aprovar o programa. É mais uma tentativa de forçar a barra jogando contra tudo e todos e um pontapé na nossa Constituição", critica.

Ilhas em troca de cooperação

Segundo Domingos Simões Pereira, José Mário Vaz também quis oferecer ilhas da Guiné-Bissau ao Rei de Marrocos e ao ex-chefe de Estado português Aníbal Cavaco Silva.

"Isto não aconteceu só com o Rei de Marrocos. Quando se começou a falar de uma provável visita do então Presidente de Portugal, Cavaco Silva, foi o primeiro momento em que me abordou, dizendo que se nós oferecêssemos uma ilha ao Presidente Cavaco Silva nós ganhávamos um nível de proximidade e de cooperação", conta.

A crise política na Guiné-Bissau começou em agosto de 2015 quando o Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro eleito Domingos Simões Pereira. Desde então já houve mais quatro governos, mas nenhum conseguiu a aprovação do Parlamento.

Fonte: DW África


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