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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Empresa angolana constrói 100 habitações na Guiné-Bissau.


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A FreiMar, uma empresa angolana, vai construir 100 casas na Guiné-Bissau. A informação foi apresentada pelo representante da empresa em Bissau, Maria de Fátima Gomes.
 

A FreiMar vai investir na área da construção civil em Bissau. Depois de ter verificado, mediante duas visitas realizadas ao país no início do ano, uma "carência ao nível da habitação" a empresa angolana vai investir na construção de 100 habitações."No âmbito da estratégia da FreiMar optamos pela expansão para a Guiné-Bissau e como constatamos carência ao nível da habitação decidimos construir 100 casas a médio prazo", explicou Maria de Fátima Gomes.Para já, a FreiMar vai arrancar com a construção de sete casas de baixo custo totalmente financiadas por recursos da empresa, prevendo depois a construção de mais sete.Maria de Fátima Gomes disse também que, numa fase posterior, a empresa está interessada em "outros sectores como a agricultura, indústria, pescas e serviços financeiros".
Fonte: Diário Digital/Lusa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Portugal: O Obama de Massamá. Passos Coelho, "Sou o mais africano de todos os candidatos."

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Foto: (Lusa/i)
O Obama de Massamá. Passos casa com África mas imigrantes não gostam.
Por Sónia Cerdeira e Luís Claro, i.
Uma boa parte da comunidade africana não se interessa em eleições. "Nem sequer se vão recensear", diz CNE.
"Sou o mais africano de todos os candidatos." As palavras de Passos Coelho, no domingo, durante um encontro com imigrantes na Amadora, não caíram bem junto da comunidade africana em Portugal.

"Mas é africano porquê? Porque a mulher é africana? Porque tem uma filha africana? ''Casei com África''... Isso é uma hipocrisia, um paternalismo. Foi um mau princípio de conversa que Passos teve com a imigração", afirmou ao i Timóteo Macedo, presidente da Associação Solidariedade Imigrante. "Esta atitude tem sido a da sociedade portuguesa em relação às comunidades mais excluídas, uma atitude de feridas mal saradas do colonialismo que não tratam os cidadãos como iguais a si, porque se tratassem não tinham de dizer que a mulher nasceu em tal sítio", completa.

A opinião é partilhada por Celeste Correia, deputada do PS e presidente da Assembleia-Geral da Associação Cabo- -verdiana: "É vergonhoso que um político que pretende ser primeiro-ministro use a cor da mulher e a antecedentes da família para tentar captar votos na comunidade portuguesa de origem africana e dizer que por causa disso tem uma sensibilidade diferente."
 
Mas o entendimento de Passos Coelho é outro. "Podem ter a certeza de que tenho uma sensibilidade muito especial para tudo o que são os problemas destas comunidades. A minha raiz pessoal está muito ligada a África, também. Praticamente posso dizer que casei com África", afirmou. Mas o apelo do líder do PSD ao voto dos imigrantes não é válido para todos. Segundo a legislação eleitoral portuguesa, os imigrantes não podem votar para as eleições legislativas, com a excepção de "cidadãos brasileiros com estatuto especial de igualdade e direitos políticos", que são cerca de mil no país, o que sucede devido a acordos de reciprocidade.

E há outro motivo para esta declaração ter impacto reduzido no resultado das eleições. "Em Portugal, tradicionalmente as comunidades de imigrantes não se envolvem nos actos eleitorais", diz ao i João Quelhas, da Associação Portuguesa de Marketing Político, lembrando que "a grande maioria dos imigrantes ou não estão recenseados ou excluem--se de participar". O especialista diz que, ao contrário do que acontece em países como os Estados Unidos ou França, os imigrantes têm "uma expressão eleitoral muito reduzida" e "concentram a sua militância em algumas associações". O que, no entender do especialista em marketing político, deveria "merecer a atenção da Comissão Nacional de Eleições (CNE) ou de outra organização desse género, mas isso não tem acontecido". O porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, diz que "é um facto que o recenseamento dos imigrantes é muito diminuto e a maioria dos recenseados são brasileiros". Os portugueses de origem familiar africana, confirma o porta-voz da CNE, mesmo quando podem votar não o fazem. "Nem sequer se vão recensear", diz.

Mudar legislação? Timóteo Macedo, que é também dirigente do Bloco de Esquerda, queixa-se da falta de direitos dos imigrantes: "Mais de 90% dos cidadãos que vivem em Portugal e estão regularizados não podem votar. Não são só bons para trabalhar e pagar impostos também deviam ter direito a escolher." Para isso é preciso que a Constituição Portuguesa seja alterada. António Vitorino, socialista e ex-comissário europeu para os Assuntos Internos e Justiça, defendeu ontem que a participação dos imigrantes na política portuguesa está "aquém do desejável". "Há muito para fazer em relação à participação política e mudar a Constituição é um início", afirmou, durante a conferência "Políticas de Imigração e Direitos Humanos", na Universidade King''s College de Londres. Vitorino lamentou ainda a timidez dos partidos nas propostas sobre o direito ao voto aos imigrantes. "Há um contraste entre a multiculturalidade e a cor que se vê nas ruas de Lisboa e [a que se vê] no parlamento", constatou.

Passos Coelho parece querer dar um passo no sentido de permitir aos imigrantes o direito ao voto. Um dos presentes no encontro de domingo propôs a criação de um círculo eleitoral para os imigrantes, mas o presidente do PSD discordou: "Sabe porquê? Porque isso seria verdadeiramente discriminatório. Temos de dar a possibilidade aos imigrantes de poderem votar também." A fórmula ficou, no entanto, por definir.

Para Celeste Correia, as declarações de Passos Coelho "podem ter um resultado perverso". "É uma caça desesperada ao voto. Estive hoje numa acção do Observatório da Imigração, na Gulbenkian, e comentava-se nos corredores que Passos foi muito infeliz, falei com guineenses e cabo-verdianos que me disseram que não gostaram", afirma. Já para João Quelhas, a declaração do líder do PSD pretende, sobretudo ,"transmitir uma afinidade".

"Obama de Massamá" Passos Coelho é conhecido dentro do PSD por Obama de Massamá, por ter escolhido os subúrbios da capital para morar e por ter casado com Laura Ferreira, nascida na Guiné-Bissau, segundo dá conta a sua biografia autorizada "Passos Coelho. Um homem invulgar", da jornalista Felícia Cabrita. Barack Obama foi o primeiro presidente norte-americano de raízes africanas a ser eleito. As suas origens foram muito faladas ao longo da campanha eleitoral e, já depois de eleito, o presidente dos EUA teve mesmo de apresentar a certidão de nascimento para provar que tinha nascido em solo americano.

Fonte: i

A liberdade de imprensa ainda é um sonho no Zimbabué.

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Newsday é um dos novos jornais de propriedade privada que o presidente Robert Mugabe deu permissão para imprimir no ano passado, mas o governo se recusou a permitir maior liberdade de imprensa. (Desmond Kwande AFP / Getty Images / Getty Images).
HARARE, Zimbábue - "Publicar e ser condenado" é mais do que apenas uma expressão no Zimbábue hoje, onde a mídia é restrita e sob ameaça.
O governo do presidente Robert Mugabe tem emitido licenças a uma série de novos jornais, como resultado de acordos entre os grandes partidos após as eleições fraudulentas em 2008.
Entre o novo lote de publicações são Newsday, um diário publicado pela Alpha Media Holdings, que também publica o Zimbabwe Independent e Standard.
Outra publicação de importante novidade é o Daily News, da propriedade da Associated Newspapers do Zimbabué, que foi fechada em 2003 por não cumprir com as cláusulas de inscrição no mais notórios das legislações da mídia Mugabe, o Acesso à Informação e Protecção da Privacidade (AIPPA ). Antes disso, pressionaram a empresa de impressão que foi destruído em um atentado a bomba. Apesar de ninguém onipresente do serviço de inteligência do estado nunca ter sido cobrado.
Os novos jornais privados apresentaram uma medida de diversidade, mas o "público" mídia permanece no firme controle do aparelho do Estado com propaganda implacável.
 "O ambiente no Zimbabué continua ameaçado pela mídia, impedimentos legais e administrativas."  Embaixador dos Estados Unidos em Harare, Ray Charles.

Apesar da proliferação de novas publicações, o regime de Mugabe se recusou a abrir o espaço radiofónico. Como resultado, a única voz ouvida em toda a terra é de Mugabe. Há também e permanece na legislação, uma série de medidas que afetam a liberdade de imprensa.
"O ambiente da mídia no Zimbábue continua ameaçado por obstáculos jurídicos e administrativos", embaixador dos Estados Unidos em Harare, Ray Charles, disse em uma reunião sobre o Dia da Liberdade de Imprensa, 3 de maio. "Os jornalistas e editores continuam a estar sob ameaça de fazer o seu trabalho com o aumento da auto-censura por medo de processos por difamação."
Leis criminais de difamação do Zimbabwe são uma relíquia do império, concebido para calar as vozes do nacionalismo insurgente de domínios distantes da Grã-Bretanha. A maioria das ex-colónias têm revogado essa legislação, alegando que ele é incompatível com as normas democráticas. Atualmente, o alto funcionário do MDC, Roy Bennett é incapaz de regressar ao Zimbabwe para assumir seu cargo no governo, porque a ameaça da acusação paira sobre ele.

Media de Mugabe e do ministro da Informação, Webster Shamu chamou os jornalistas do Zimbabwe que trabalham na diáspora a regressar a casa. Ele também pediu o que o governo chama de estações "piratas" de rádio transmitindo ao Zimbabué do exterior, para fechar. Mas os editores disseram que o Estado deve garantir uma passagem rápida e sem obstáculos para aqueles que querem voltar e o fim do ódio mongering na mídia estatal.
Atualmente, os líderes do MDC estão sujeitas a ataques mordazes do Zimbabwe Broadcasting Corporation (Zbc) e é negado o direito de resposta. A emissora nacional nas últimas semanas foi a tentativa de transferir a responsabilidade pela violência ao MDC. Bennett, mas rejeitou essa alegação como ridículo.
"O que temos no Zimbabué", disse ele numa reunião de negócios em Londres, "é uma confraria de assassinos impiedosos, os bullies e os indivíduos incompetentes que aparece como uma organização política."
O advogado de Zimbabué de direitos humanos Beatrice Mtetwa acredita que Zbc é incapaz de reforma. O foco deveria ser sobre os recém-chegados, disse ela.
"Eu duvido que Zbc em seu estado atual e em nosso ambiente político atual pode ser transformado", disse ela sobre o Dia da Liberdade de Imprensa. "O caminho que deveria ser tomada não é a transformação de Zbc mas proporcionar uma concorrência séria para Zbc".
Os profissionais de comunicação social querem que a Comissão Mídia do Zimbabwe, que é responsável pelo licenciamento de jornais e emissoras, a ser mais pró-ativa na eliminação de leis de mídia que impedem os novos jogadores. Eles ressaltam que já passaram dois anos desde que os representantes dos meios estatais e privadas que se reuniram no resort à beira do lago de Kariba para discutir as reformas. Houve consenso de que AIPPA deve seguir.
Mas essa breve "Primavera do Harare" tem fracassado como os limites do próprio Estado para o licenciamento de um punhado de documentos antes das eleições do próximo ano, e se recusa a permitir que as vozes independentes subam as ondas.
O que está claro em tudo isso é que o público não será capaz de fazer uma escolha informada nas urnas. Com isso a democracia está em causa, o futuro do Zimbabué continua a ser decepcionante no curto prazo.

Fonte: Globalpost 
 


 

Mulheres congolesas violadas em Angola durante o seu repatriamento para a RDC.

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 Por Edlena Barros, DW

A ONU está preocupada com o processo de repatriamento de imigrantes ilegais de Angola para a República Democrática do Congo por forma evitar mais casos de violações.

As Nações Unidades querem acompanhar de perto o processo de repatriamento de imigrantes ilegais de Angola para a República Democrática do Congo (RDC) com vista a travar o aumento de casos de violações registadas durante o processo. A última denúncia de violações de mulheres foi feita por um padre da Caritas na RDC.

É na Província de Kamako, região da República Democrática do Congo que faz fronteira com Angola, que se encontram as cem mulheres congolesas que foram violadas pela polícia angolana, segundo denúncia feita pelo Padre Pierre Mulumba, responsável pelo prelado da Caritas em Luebo (Província do Kasai-Ocidental). “É importante dizer que isto não aconteceu em Luanda, mas sim nas províncias onde de tempo em tempo as pessoas são expulsas... É durante esse movimento que os elementos da polícia angolana aproveitam para violar as mulheres congolesas antes de as expulsar de Angola para a República Democrática do Congo”, disse o padre.

São mulheres com idades entre os 18 e 35 anos, algumas delas casadas, mas que viviam ilegalmente em Angola. Segundo o padre, as violações terão ocorrido entre 1 e 19 de abril de 2011, altura em que também foram expulsos de Angola outros 5.300 congoleses. “As violações aconteceram sobretudo à noite. Quando os policiais prendem essas pessoas elas já estão no limite do estado de fraqueza. E como é uma atitude comum entre os policiais, eles conseguem levar as mulheres para a floresta, casas ou outros lugares desconhecidos e as violações acontecem lá."

Mais de 700 congoleses violados no seu repatriamento de Angola

De acordo com a ONU, em novembro de 2010 mais de 700 congoleses entre homens, mulheres e crianças, foram violados durante o seu repatriamento de Angola.

A representante especial do secretário-geral da ONU para a violência sexual, Margot Wallström, esteve recentemente em Angola e na República Democrática do Congo para junto com as autoridades dos dois países chegar a um consenso com vista resolver a situação. Dos encontros ficou claro que é preciso punir os responsáveis por esses crimes.

“Em Angola o governo precisa aplicar a 'tolerância zero' contra a violência sexual e todas as formas de violência. Nós lutamos contra a impunidade e o governo angolano concordou com isso. Do lado congolês é preciso que eles registem e relatem adequadamente estes casos para que possa ser possível acompanhar o processo e punir os responsáveis”, disse Wallström em entrevista à DW.

A ONU deve acompanhar o processso de repatriamento

A represente especial das Nações Unidas disse ainda que seria bom que ONU acompanhasse de perto o processo de repatriamento. “Se tivermos alguém no terreno trabalhando com as autoridades durante esse processo, poderemos controlar melhor essas situações”, finalizou.

Em outubro de 2009, Angola e a República Democrática do Congo, expulsaram dos seus territórios dezenas de milhares de pessoas. Muitas foram encontradas sem comida nem abrigo na região fronteiriça entre os dois países. Desde 2004, mais de 350 mil imigrantes congoleses clandestinos foram expulsos das províncias mineiras de Angola, na operação "Diamante", que visava combater o tráfico ilegal de diamantes angolanos.

Autora: Edlena Barros
Revisão: António Rocha
Fonte: DW

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cabo submarino de telecomunicações chega a São Tomé em Dezembro.

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O anúncio foi feito esta manhã pelo Governo, num encontro de peritos dos países africanos que vão estar conectados ao cabo submarino que tem dois ramais. Um está a descer de Portugal rumo África do Sul e outro está a subir da África do Sul em direcção a Europa. Os dois ramais vão se cruzar em São Tomé. A ilha africana tem assim a vantagem de ter dois ramais de cabo submarino, já em Dezembro próximo. Segundo a equipa técnica que está a trabalhar no processo, o cabo submarino chegará a São Tomé entre 1 e 15 de Dezembro próximo. O cabo submarino que vai revolucionar as telecomunicações a nível nacional, conferindo celeridade ao serviço internet, só estará disponível ao público a partir de 2012. Para São Tomé e Príncipe o projecto de instalação do cabo submarino está avaliado em 25 milhões de dólares. O Estado são-tomense através do financiamento do Banco Mundial já disponibilizou 10 milhões de dólares. A outra parte, ou seja, 15 milhões de dólares são assegurados por duas entidades. A CST participada pela Portugal Telecom e o Estado são-tomense, garante 10 milhões de dólares, e os restantes 5 milhões são assegurados pela instituição internacional que está a conduzir o cabo de fibra óptica para ligar África e o mundo. O cabo submarino chega a São Tomé entre 1 e 15 de Dezembro. A CST já está a executar obras no sentido de receber o cabo submarino, nomeadamente a reabilitação e apetrechamento da antiga estação de São Gabriel, que vai funcionar como a base central de distribuição do cabo de fibra óptica a nível nacional.

 Fonte: Telanon.info

'Marcha das vadias' ganha adeptos e se multiplica nos EUA.

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LUCIANA COELHO
EM BOSTON
Jovem segura cartaz em frente a posto policial durante uma 'Slut Walk', no Canadá.

Estuprada por colegas na faculdade em uma festa, Jaclyn Friedman nunca chegou a dar queixa. "Tanta gente disse que eu seria culpada, por estar na festa, por estar bebendo, por me vestir como eu me visto, que eu desisti."
O episódio, que aconteceu há quase duas décadas e foi narrado com resignação à Folha, marcou a vida da escritora e ativista feminista.
Seus agressores, inicialmente expulsos da faculdade, acabaram readmitidos e impunes, diz ela.
No último sábado, aos 39 anos, sutiã à mostra e tatuagem anunciando "corajosa", era Jaclyn uma das oradoras da SlutWalk, a "marcha das vadias", que reuniu 2.000 pessoas em Boston.
Até o segundo semestre, o movimento que começou em Toronto e pipocou em outras dez cidades dos EUA e do Canadá deve chegar a mais 40 cidades americanas e 19 outras pelo mundo.
Nova York, Houston, Londres, Johannesburgo e Buenos Aires estão no roteiro para reivindicar o significado da palavra "slut" (traduzível como "puta" ou "vadia", mas que na origem era "mulher desordeira").
"Porque nós vivemos um mundo de mentiras, sempre ouviremos que devemos ser obedientes, discretas, disponíveis e nunca agressivas -se o formos, viramos putas, e essa palavra é usada para nos pôr na linha", disse Jaclyn. A plateia urrou.
A SlutWalk surgiu como um protesto em resposta ao comentário de um policial canadense que orientou universitários dizendo: "Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro".
A frase reverberou não só no Canadá. Qualquer país, afinal, tem exemplos do que os organizadores chamam de "cultura de estupro": considerar o estupro um crime menor ou provocado pela vítima (quase sempre mulher, mas às vezes, homem).
MACHISMO
Os comentários de Paulo Maluf (com seu "estupra, mas não mata") e do comediante Rafinha Bastos (sobre mulheres feias que deveriam agradecer pelo estupro) traduzem o raciocínio.
Mas a SlutWalk vai além dos comentários machistas - como o da senhora que, ao ver Theresa Esconditto, 29, a caminho da marcha com "estou pedindo", estampado no decote, reprovou. "Espero que esteja assim para uma peça de teatro."
Como Jaclyn, muitas das participantes foram estupradas. "Não dá mais para que nos violem e nos culpem por isso, nem que nos digam o que fazer com nossos corpos", disse à Folha a comediante Cameryn Moore.
Na marcha majoritariamente feminina, moças carregavam frases como "meu vestido não significa sim". Uma participante tinha um cartaz dizendo ter sido estuprada aos 12 anos. "Estava usando agasalho largo e pantufas. Sou uma puta?"

Fonte:  Folha São Paulo.

Adoptado plano de acção para Países Menos Avançados.

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No fim da Conferência de Istambul, comunidade internacional e grupo de 48 Estados concordam com objectivos para reduzir a pobreza; Angola e Timor Leste podem sair da categoria em 5 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A comunidade internacional adoptou, nesta sexta-feira, um plano acção de 10 anos no sentido de apoiar os países em desenvolvimento no combate à pobreza.
O pacto, aprovado na cidade turca de Istambul, marcou o encerramento da 4ª Conferência da ONU dos Países Menos Avançados, PMAs. Entre os 48 Estados do grupo, 33 são da África Subsaariana.
Em entrevista à Rádio ONU, de Istambul, o embaixador da Guiné-Bissau junto da ONU, João Soares Gama, manifestou optimismo com o desenvolvimento dos PMAs.
Obrigações
"Traz as obrigações concretas de cada uma das partes, que devem ser implementadas pelos parceiros de desenvolvimento e também aquelas que devem ser implementadas pelos PMAs. Mas, mais do que isso penso que há um mecanismo de seguimento muito claro nacional, regional e mundial que será de forma periódica que ajudará muito para que os nossos países adoptem, nos seus planos de desenvolvimento nacional, os objectivos traçados nestes dois documentos", disse.

Na conferência de Istambul, foi renovada promessa dos países desenvolvidos e em desenvolvimento contribuírem com 0,2% da sua renda anual para os PMAs. Será igualmente estabelecido um plano de desenvolvimento social e económico para os 48 países considerados os mais pobres do mundo.
Delegados
Mais de 800 delegados de todo o planeta participaram na conferência, apontada como a maior sobre o desenvolvimento realizado na última década.
Espera-se que Angola e Timor-Leste, ao lado da Guiné Equatorial, possam sair da categoria em 5 anos. Antes, prevê-se que 3 Estados do Pacífico - nomeadamente Samoa, Tuvalu e Vanuatu - deixem de fazer parte do grupo.
Um apelo foi feito ao sector privado para que reforce o seu papel com investimentos adicionais. Durante os próximos anos, a ONU deve monitorizar a implementação do programa de acção em todos os PMAs.

Fonte: Rádio ONU

Cabo Verde vai participar em feira nos Estados Unidos.

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Segundo fontes da organização citadas pela Inforpress, esta é a primeira exposição cabo-verdiana do género em New Bedford, a cidade-berço da imigração cabo-verdiana nos Estados Unidos.
De 27 a 29 deste mês, o País vai mostrar os seus produtos e serviços na exposição Hello Cabo Verde Expo 2011, em New Bedford, Estados Unidos, uma iniciativa conjunta da embaixada em Washington e do consulado em Boston e com o apoio da Câmara de New Bedford.
Segundo fontes da organização citadas pela Inforpress, esta é a primeira exposição cabo-verdiana do género em New Bedford, a cidade-berço da imigração cabo-verdiana nos Estados Unidos.
Mas a festa de Cabo Verde nas Terras do Tio Sam já começou, desde o dia 8 de Maio, com a apresentação do seu produto mais querid a música.
Foi um acto de pré-lançamento da exposição Hello Cabo Verde Expo 2011 e contou com a presença dos Boy Gé Mendes, Manu Lima e Grace Évora, que fizeram as honras da casa na promoção do arquipélago.
Seguem mais manifestações culturais crioulas durante a exposição, designadamente danças tradicionais, carnaval, sanjon e mazurka.
A Hello Cabo Verde Expo-2011 vai ter lugar no “State Pier” (porto de New Bedford), o ponto de chegada dos cabo-verdianos para sugerir novas partidas com as oportunidades de investimento que existem hoje no mercado emergente de Cabo Verde.
Nesse evento esperam-se, por isso, as presenças de instituições de promoção de Cabo Verde nas áreas de turismo e investimento, para além de cabo-verdianos e cidadãos interessados nas oportunidades que o mercado nacional oferece a interessados dos diferentes cantos dos Estados Unidos, da Europa e de Cabo Verde.
Durante três dias, a Expo-2011 acolhe uma exposição-venda de produtos típicos de Cabo Verde com demonstração, ao ar livre, de manifestações culturais de todas as ilhas do arquipélago.
Vários workshops sobre investimento, turismo, imobiliária, arte e cultura estão, igualmente, programados, assim como espectáculos de diversos artistas cabo-verdianos das ilhas e de outros países da diáspora.

fonte:  REDAÇÃO, com Inforpress

sábado, 14 de maio de 2011

A mentira tem pernas curtas.

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O governo do Mpla não quer falar a verdade acerca da gravíssima crise que se consubstancia actualmente na irradiação radioactiva que presentemente afecta as escolas, as crianças, encarregados da educação bem como as comunidades residentes no perímetro do Bairro do Projecto Nova Vida em Luanda! Medo de esconder o quê?
Como acreditar em um governo caduco e mentiroso que permanente e sistematicamente viola os direitos do povo e oculta a verdade ao povo, mesmo sabendo que há vítimas por meio? Como acreditar em infâmias e slogans ensurdecedores e sem sentido "recuperação dos valores cívicos e morais em Angola", vindos de um mentiroso.
O Mpla. Sendo que avaliação de desempenho governativo se estende aos domínios das políticas públicas, que eixo da acção do governo é positivo ao longo dos tenebrosos 34 anos de governação monopartidária do Mpla?
Objectivo é relembrar ao Mpla-governo que o entendimento das realidades e das formas concretas de racionalização e prática do quotidiano das populações constitui um elemento-chave na identificação das potencialidades e dos constrangimentos que surgem nas mais variadas áreas de actuação para o desenvolvimento, para além de significar um aumento dos conhecimentos da realidade socioeconómica actual.
Assim, em vésperas de eleições gerais para Angola em 2011é urgente descodificar as lógicas arcaicas presentes nos programas de governação do Mpla. Como? Fazer o levantamento das necessidades e aspirações dos povos de Angola que na verdade são maioritariamente africanos. Fazer uma avaliação da importância de que se revestem as ideologias e as práticas relacionadas com a urbanidade e o modo como podem ser percepcionadas as referências da maioria pobre dos cidadãos na actualidade.
A um outro nível, é possível encontrar elementos que não só explicam as formas de resolução de contrariedades por onde passa a maioria dos cidadãos angolanos como ainda colocar em destaque as questões mais centrais relativas à segurança e aos riscos múltiplos e variados que constituem as preocupações dos indivíduos e grupos sociais em Angola.
Mas, e em boa verdade, o Mpla não só não percebe os sinais dos tempos, como também é, e a todos títulos incompetentes para conduzir os destinos do nosso País Angola, rumo à prosperidades e felicidade de todos os angolanos. As boas práticas governativas assentes na Transparência, Governança e Boa Governação, são para o Mpla inimigas a combater! Que Despautério! Por isso mesmo, Angola tem de MUDAR de REGIME em 2012...
Constantino Zeferino
Docente universitário e Activista Cívico

fonte: Angola24horas

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Costa do Marfim retoma as exportações de cacau, enquanto isso a massa de túmulos é descoberta.

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Com a Costa do Marfim retomando lentamente suas exportações de cacau, após um hiato de três meses, o seu legado de violência pós-eleitoral brutal está vindo à luz. Em Yopougon, um subúrbio comercial da Costa do Marfim na capital Abidjan, Losseni Foumba lembra de como ele organizou os jogos de futebol em um trecho de areia da terra. Com as chuvas agora se movendo na areia solta, ele fez uma descoberta macabra - o campo de futebol é hoje uma vala comum.
"Os corpos de pessoas que foram enterradas neste campo de futebol não foram sepultadas nas profundezas da terra. Eram apenas cobertas com areia", disse Foumbe.
"Nossos filhos teriam atingidos crânios humanos em vez de uma bola de futebol", lamentou.

"Este é o lugar onde nossos filhos utilizam bolas para imitar os seus ídolos do futebol e se divertir. Em futebol internacional muitas estrelas marfinense  fizeram a sua estreia neste campo. É uma pena que este lugar se transformou em um cemitério. Agora os nossos filhos não têm para onde ir se divertir ", disse Seydou Kone, que mora nas proximidades.
A partir de duas valas comuns no bairro, mais de 100 corpos já foram descobertos. Parentes que não encontraram seus entes queridos nos campos de deslocados espero que eles possam, pelo menos, agora, encontrar seus restos mortais.

Em novembro passado, os Costamarfinenses foram às urnas para eleger um presidente, em uma eleição já adiado desde 2005 devido à guerra civil, que eclodiu em 2002.

Os resultados das eleições foram disputadas, com a comunidade internacional a reconhecer Alassane Ouattara como o vencedor, mas compete Laurent Gbagbo a recusa de demitir-se.

Violência logo se generalizou, ao longo de linhas étnicas e políticas lembra da luta da guerra civil, provocando deslocamento de massas.

Pelo menos 3.000 pessoas foram estimados como mortos durante os meses de violência que se seguiu, até Gbagbo ser preso e suas milícias reduzido para apenas alguns bolsões da última resistência.

De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha só na cidade de Duékoué pelo menos 800 pessoas foram mortas de uma ves só, muitos deles civis.
Enquanto as forças de Gbagbo foram expulsas da área, uma vala comum com cerca de 200 cadáveres foi descoberta em Duékoué, com muitas das mortes atribuídas aos leais Ouattara.

apoiantes Gbagbo, entretanto estão agora a ser acusado de aplicar uma política de terra queimada, matando apoiantes de Ouattara quando eles se retiraram em derrota.

"Pelo que eu vi, posso dizer que a maioria das vítimas não eram guerreiros e não estavam usando uniforme militar. Eram meros civis e havia mulheres e crianças entre as vítimas", disse um residente Yopougon, pedindo anonimato para falar livremente.

Trabalhadores humanitários dizem que ainda estão tentando descobrir quem está por trás de cada morte ilegal, e grupos de direitos humanos estão cada vez mais certos que ambos os lados cometeram abusos.

Human Rights Watch acusou as forças Outtara de matar centenas de civis, além de mais de 20 estupros denunciados.

O grupo nova-iorquino afirmou que Ouattara precisa abrir investigações sobre as alegações, que incluem acusações de assassinatos baseada na raça.

Na semana passada, Ouattara foi oficialmente empossado como presidente, pondo fim a um limbo jurídico do país e colocando a altos cargos e, finalmente, firme em suas mãos.

Ele já permitiu a renovação das exportações de cacau da maior produtora mundial da cultura, para reanimar a economia em apuros. Mas activistas de direitos humanos querem que ele também incida sobre justiça a favor das vítimas da guerra civil e a violência pós-eleitoral.

"Graves violações dos direitos humanos cometidas por Laurent Gbagbo e os seus apoiantes, bem como os cometidos por forças leais ao Alassane Ouattara, devem ser abordados e os responsáveis que ​​sejam levados à justiça", disse Véronique Aubert com a Anistia Internacional.

Uma investigação liderada pelas Nações Unidas sobre os abusos está em curso.

Fonte; Africanews

A pirataria na Somália custa US $ 8.3bilhões em um ano, diz relatório.

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Pirataria ao largo da costa da Somália custos à comunidade internacional até US $ 8.3bi (£ 5,1 bilhões) por ano, estima um novo relatório da consultoria Geopolicity.

Esse montante pode chegar de 13bilhões a 15 bilhões de dólares em 2015, diz o relatório. Ele calcula que um pirata pode ganhar até 79.000 dólares por ano.
"Dada a oferta e a procura de serviços de pirataria ... há muito espaço para expansão", adverte o relatório .
A UE NAVFOR -força anti-pirataria, diz que 23 navios e 530 reféns estão sendo mantidos.
 
Propagação da pirataria?
Geopolicity, especializada em inteligência económica, prevê um aumento anual de 200-400 no número de piratas operando na costa somali.
Pirataria custou entre US $ 4,9 bilhões e US $ 8.3bilhões em 2010, estima-se que, tendo em conta o efeito sobre o volume de comércio marítimo, a área de expansão em que os piratas operam e as tácticas mais sofisticadas utilizadas para combatê-las.
A Pirataria corre riscos de se tornar um problema em toda Africa, no Mediterrâneo e nas águas do Pacífico, adverte o relatório.
A renda total de piratas e de actos de pirataria foi de US $ 75milhões de dólares em 2010, diz o estudo. É destacado o potencial de ganhos dos piratas em um país pobre e com poucas oportunidades e outros, sem nenhum governo e nenhum Estado de Direito.
Enquanto um pirata indivídual pode ganhar de $ 33.000 - $ 79.000 por ano, a melhor alternativa seria fazê-lo ganhar em apenas 1 ano US $ 500, ou 14.500 dólares ao longo da vida.
A consultoria destaca o que chama de "Pirata da Cadeia de Valor" - os piratas, financiadores e patrocinadores.
"Piratas são visíveis e conhecidos, os financiadores estão mais difíceis de rastrear e patrocinadores permanecem invisíveis", diz.
Geopolicity diz que cartas de suas pesquisas estão "em grande parte em território desconhecido", sublinhando a "aplicação relativamente fraca da economia para o problema da pirataria".
"O fornecimento de piratas, portanto, está intimamente relacionado com os benefícios esperados de  um pirata e os custos associados e ajustados ao risco", diz o estudo.

fonte:  BBC

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Moçambique: Órgãos genitais preferidos no tráfico para feitiçaria.

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Nalguns dos casos documentados, órgãos e membros do corpo humanos foram colhidos das vítimas enquanto estas ainda estavam vivas.

Por Filipe Vieira, VOANews

Em Moçambique,regista-se um caso de tráfico de partes do corpo humano, com preferência por órgãos genitais, de duas em duas semanas, para utilização em rituais de feitiçaria - revela um estudo elaborado pela Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, agora revelado em Maputo, admitindo-se que a frequência possa ser superior.

Aquele documento foi elaborado ao longo de 14 meses, na sequência um trabalho de campo envolvendo mais de 300 testemunhos pessoais em todas as províncias de Moçambique e da África do Sul. De acordo com a dra. Susana Ferreira, que teve este estudo a seu cargo, as regiões mais afectadas são as províncias moçambicanas de Tete, Cabo Delgado e Zambézia e as de Kwazulu Natal e de Eastern Cape, na África do Sul.

Foram identificadas 39 partes do corpo humano retiradas das vítimas e destinadas para fins de feitiçaria. Nalguns dos casos documentados, órgãos e membros do corpo humanos foram colhidos das vítimas enquanto estas ainda estavam vivas.

Os investigadores entrevistaram e fotografaram os sobreviventes. Entre os casos reais documentados cita-se o de uma mulher estéril, que queria engravidar, e que usava um “cinto” feito de órgãos sexuais de crianças.

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos pretende com este estudo motivar os parlamentos moçambicano e sul-africano a criar legislação – hoje inexistente – para punir casos de tráfico de partes do corpo humano. A África do Sul é o país de destino desse tráfico, enquanto que o país de oferta é Moçambique.

Fonte: VOANews

Museveni do Uganda empossado quando retorna Kizza Besigye.

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Yoweri Museveni, que está no poder há 25 anos, venceu as eleições de fevereiro, com 68% dos votos.
Uganda está a enfrentar um potencial confronto político, após a líder da oposição, Kizza Besigye voltar ao país no dia em que o presidente Yoweri Museveni foi empossado para um quarto mandato.
 
A segurança é apertada, especialmente sobre a 40 km (25 milhas) da estrada entre a capital, Kampala, e do aeroporto de Entebbe.
Dr Besigye, procurou atendimento médico no Quênia após ser ferido quando foi preso durante protestos contra o governo.
Ele é um ex-aliado do Sr. Museveni, que está no poder desde 1986.
Dr Besigye deixou Uganda, mas retornou em 2005 com a introdução da política multipartidária.

"Presidente fraudulento"

Análise

"Este é certamente o pior pesadelo do governo de Uganda. No mesmo dia em que o presidente Yoweri Museveni, é empossado no cargo, o Dr. Kizza Besigye chegou de jato e recebe uma recepção de herói de milhares de seus partidários agitando ramos de árvore. Como no tweeter se colocou: "Choveu no seu desfile senão ficaria pior do que isso."
Os dignitários visitantes podem ter vindo dar um tapinha nas costas do presidente, mas alguns terão visto em primeira mão o entusiástico apoio que o Dr. Besigye tem - especialmente em Kampala.
O governo acusa o Dr. Besigye de ser um mau perdedor que está determinado a causar o caos, a fim de impulsionar seu perfil político. E há uma abundância de ugandenses que concordariam.
Mas não há como negar o líder da oposição resistiu quantidades extraordinárias de opressão, de processos judiciais forjadas antes da eleição de 2006 para o tratamento recente e brutal nas mãos da polícia, cada vez que ele salta para trás.
Yoweri Museveni, venceu as eleições em fevereiro, mas o governo vai reconsiderar a sabedoria de dar apoio a sua idéia de tratar a oposição com o poderio militar. Até agora, nada fez além de aumentar o sofrimento do Dr. Besigye.
Dr Besigye e sua mulher, acenando para a multidão de um carro de topo aberto, foram levados para a capital através da multidão de simpatizantes, diz o correspondente da BBC Will Ross, que viajou com o comboio.
O comboio avançou em ritmo de caminhada seguido de apoiantes em motocicletas, enquanto outros ladeavam a estrada em seus milhares de transportes, aplaudindo e acenando com vegetação.
Ele estava se movendo tão lentamente que não poderia ter chegado à capital no momento dignitários, que incluia vários chefes de Estados Africanos.
Esta mostra da força da oposição é exatamente o que o governo vinha tentando evitar, no dia Museveni é empossado, diz ele.
Há preocupações de que a polícia poderia usar a violência para dispersar os apoiantes do Dr. Besigye.
Agência de notícias Reuters disse que a polícia usou gás lacrimogêneo e alguns canhões de água para dispersar a multidão em um estádio, mas depois se reagruparam e continuaram.
Na terça-feira, a polícia pulverizou  com tinta rosa para dispersar manifestantes em Kampala e pelo menos nove pessoas foram mortas nas últimas semanas, segundo a Human Rights Watch.
Dr Besigye devia retornar na quarta-feira, mas diz que foi impedido de fazê-lo - isto foi negado pelas autoridades do Uganda.
Em sua chegada em Entebbe, Dr Besigye disse à BBC que ele não iria estar presente no empossamento de um "presidente fraudulento".
Museveni tomou o juramento de posse em uma cerimônia em uma pista no centro de Kampala, na frente de milhares de apoiantes e de líderes de países Africanos, incluindo o Quénia, Tanzânia e Zimbabwe. A cerimônia foi seguida por uma salva de 21 tiros.
 
"inspiração no Egito"
Dr Besigye diz que foi enganado nas eleições de fevereiro, embora ele tenha reunido apenas metade dos votos do que o Sr. Museveni.
A oposição já foi envolvido em "pé-de-obra" nos protestos contra os aumentos no custo dos alimentos e combustíveis.
John Nagenda, um assessor de imprensa sênior do presidente Museveni, disse à BBC que o programa Network Africa do Dr Besigye está tentando "ganhar na rua o que ele não ganhou na urna".
O governo acusa o Dr. Besigye de tentar organizar um levante a estilo do Egito. Ele foi preso quatro vezes.
Os dois costumavam eram aliados próximos, com o Dr. Besigye a servir como médico pessoal de Museveni, quando eles estavam lutando contra o governo do presidente Milton Obote no início de 1980.
Dr Besigye teve um papel no governo, quando o Sr. Museveni assumiu o poder, mas ele caiu há cerca de 10 anos atrás.
Museveni foi visto como parte de uma nova geração de líderes Africanos, substituindo o pós-independência "Big Men".
Mas o tratamento que se deu ao Dr. Besigye significa um compromisso do Sr. Museveni para a democracia e ele já foi interrogado e alguma ajuda para o Uganda já foi cortada.

fonte: BBC

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Brasil recebe ativistas de educação africanos para intercâmbio.

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Enviada por: Comunicação Social da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
 


De 10 a 15 de maio, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Brasil) recebe em São Paulo representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe para iniciar o Programa de Cooperação Sul-Sul para Países Lusófonos Africanos, um de seus projetos para os próximos dois anos. A ideia é contribuir para o fortalecimento da sociedade civil na área de educação nesses países, compartilhando experiências e promovendo o intercâmbio entre essa rede de nações de língua portuguesa.

A partir de uma série de atividades, o programa promoverá a criação de uma rede lusófona de organizações da sociedade civil que atuam na área de educação. O objetivo é estimular e apoiar o desenvolvimento de estratégias de incidência política das coalizões de educação nos países, resultando no desenvolvimento e na expansão das políticas de educação.

“O programa começa a concretizar um sonho que começou em julho de 2007 e que vem avançando no âmbito das campanhas de educação de países lusófonos que participam da Campanha Global pela Educação, mas que até então tinham sua atuação limitada por causa da língua. Com o programa, mostramos que é possível e necessário desenvolver relações que ultrapassam as fronteiras geográficas e se baseiam em raízes históricas e culturais comuns”, explica Iracema Nascimento, coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil.

O Programa de Cooperação Sul-Sul para Países Lusófonos Africanos é uma iniciativa em parceria com o Programa de Apoio à Educação da Open Society Foundations. “Estamos animados em apoiar este projeto, uma iniciativa inédita que esperamos ter um efeito positivo e significativo sobre as estratégias e atividades da sociedade civil de educação dos países lusófonos africanos”, declarou Ian Macpherson, vice-diretor do Programa de Apoio à Educação da Open Society Foundations.

Participantes da Oficina – Participam da oficina de maio ativistas da sociedade civil dos cinco países envolvidos:

- António Carlos Cambuta (Rede Angolana da Sociedade Civil de Educação para Todos) e Vítor Manuel Barbosa (Rede Angolana da Sociedade Civil de Educação para Todos), de Angola;

- Abraão Borges (Rede Nacional Campanha Educação para Todos) e João Pedro Teixeira Cardoso (Rede Nacional Campanha Educação para Todos), de Cabo Verde;

- Vençã Mendes (Rede da Campanha de Educação Para Todos ) e Victor Rodrigues (Rede da Campanha de Educação Para Todos), da Guiné-Bissau;

- Reinaldo Jorge Sive (Movimento Educação para Todos de Moçambique), de Moçambique e

- Aída Quaresma (FLIMÁ Educação para o Desenvolvimento) e Maria Cristina Figueira Manjua (Fundação da Criança e da Juventude), de São Tomé e Príncipe.

Ainda em 2011, o programa realizará um estágio de um mês no Brasil, com a participação de ativistas de educação dos cinco países.

Da: Comunicação Social da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Acompanhe as atividades do programa por meio do blog Lusofonias em Educação e siga-nos no Twitter

fonte:

terça-feira, 10 de maio de 2011

Em Ruanda, o futuro é digital.

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Um ônibus de luxo puxa pelo fio para pegar passageiros. Um jovem salta logo em, recupera um cartão inteligente de sua carteira e furtos contra uma máquina ao lado do motorista antes de tomar seu assento. A ocorrência rotineira na Alemanha ou os EUA, mas este é o Ruanda, um dos mais pobres países do mundo, onde o genocídio em 1994 trouxe quase o litoral Africano e pequeno país de joelhos.

O sistema de cartão inteligente de bilhética é conhecido como twende. Sua introdução na capital, Kigali, no início deste ano por Kigali Bus Services é o último de uma série de avanços tecnológicos que estão alterando os ruandeses a forma de comunicar, para pagar bens e serviços, e ir sobre suas vidas diárias. No processo, eles estão impulsionando o Ruanda em um centro regional de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

Ruanda emergiu do genocídio de 1994 com uma população traumatizada e uma economia em apuros. Naquela época, o governo do novo presidente, Paul Kagame, é confrontado com enormes desafios em cada turno: milhões de refugiados e deslocados a serem reassentadas, as vítimas do genocídio aguarda justiça e uma economia que necessário reiniciar. Avanço rápido até 2011. Há muitas evidências de que as políticas pensadas estão transformando uma sociedade agrária para uma economia baseada no conhecimento sofisticado e tentando incutir um sentimento de identidade nacional e unidade entre os ruandeses.

-Friendly políticas de negócios

Segundo o Banco Mundial, é agora mais fácil, mais rápido e menos dispendioso para operar um negócio em Ruanda que na maioria dos outros países Africano. Só Maurícias, África do Sul, Botswana e na Tunísia agora se saem melhor.

Encorajados, os investidores estão retornando a favor. Entre 2005 e 2009 o investimento directo estrangeiro em Ruanda saltou quase 15 vezes maior, de US $ 8 milhões para 118,7 milhões dólares americanos. No ano passado, o produto interno bruto do país doméstico cresceu 7,4 por cento, no topo de uma taxa de crescimento médio anual de 7,5 por cento entre 2004 e 2009.

«Singapura de África"

Mas é ambicioso plano do governo para transformar o Ruanda em um centro regional de alta tecnologia - a "Singapore da África" ​​- que atraiu a maior atenção. O primeiro plano, de 2000 a 2005, focada em criar um ambiente propício para iniciativas de TIC. O segundo, de 2006 a 2010, construíram a espinha dorsal das TIC, incluindo a instalação de cabos de alta capacidade de fibra óptica. A terceira, prevista para 2011-2015, irá acelerar a introdução de serviços para explorar a nova tecnologia e, as autoridades estão convencidas, empurre o Ruanda à frente dos rivais regionais.

O ministro do gabinete do presidente responsável pela ICT, Ignace Gatare, disse à África Renovação que a terceira fase vai fortalecer centros de treinamento de competências e desenvolver uma "cultura de TIC" nas escolas como uma forma de criar "uma massa crítica de profissionais de TI. "

No início deste ano, a estatal Ruanda Autoridade de Tecnologia da Informação anunciou que havia completado um cabo de todo o país 2.300 quilômetros de fibra óptica. A rede conecta Ruanda para o mundo exterior por meio de um cabo submarino Seacom do Leste Africano. Ele fornece acesso à Internet mais rápido e mais barato do que as conexões via satélite que ele substitui.

Mais telemóveis

As três operadoras de telefonia móvel, Rwandatel, MTN e Tigo, já estão explorando a rede de fibra óptica para estender seu alcance. Penetração de telefonia móvel, enquanto em expansão, ainda é baixa, no entanto. Em 2010, cerca de 2,4 milhões de pessoas - ou um em cada quatro ruandeses - propriedade de um telemóvel, um número de analistas esperam top 6 milhões até 2015.

O governo está negociando com operadoras de telefonia móvel para trazer para baixo o custo do equivalente a US $ 14 por ligação com cerca de US $ 3,50 e oferecendo a suportar metade do custo total de um celular. Palestras também estão sendo realizadas com o Banco de Desenvolvimento de Ruanda para conceder micro-créditos para celulares.

Um dos negócios que mais cresce entre os jovens está vendendo cartões de celulares top-up, geralmente nas esquinas. Internet cafés também estão ganhando popularidade como o uso de ferramentas de mídia social como o Facebook eo Twitter vão mainstream.

De atualizações saúde para cortar preços

Já as inovações tecnológicas estão afetando praticamente todos os aspectos da vida em Ruanda, de saúde e educação para os serviços bancários. Ruanda está distribuindo telefones celulares gratuitamente para milhares de agentes comunitários de saúde em todo o país para acompanhar as mulheres grávidas, enviar alertas de emergência, chamar uma ambulância, tela de contrafacção de medicamentos ou fornecer atualizações sobre questões de saúde em clínicas locais através de mensagens de texto.

Ruandeses estão agora desfrutando da comodidade dos serviços bancários através de telemóveis, um serviço já disponível em outros países Africano. No início deste ano, a MTN uniram-se com o Banco Comercial do Ruanda para lançar um serviço móvel de dinheiro. Ela permite que milhares de assinantes para transferir dinheiro entre contas, sacar dinheiro e pagar a electricidade ea televisão paga contas através de mensagens SMS.

Os agricultores também podem agora receber atualizações sobre os preços de mercado para suas colheitas, com um programa de software chamado SMS e-Soko ("e-mercado"), eliminando intermediários e permitindo-lhes ao bolso o dinheiro extra.

Telecentros

Em resposta à demanda de acesso à internet mais e mais rápido, uma rede de telecentros conectado ao cabo de fibra óptica está brotando em todos os 30 distritos do país. Esses telecentros oferecerão cada cidade ruandesa de acesso banda larga de alta velocidade nacional. Com ruandeses apenas começando a sentir o impacto de suas novas tecnologias, o caminho para a prosperidade econômica pode ser apenas passar o cartão fora.

fonte: Africa News

A semana acadêmica africana na UFPE - participe você é nosso(a) convidado(a).

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Em comemoração ao Dia da África que terá lugar na UFPE nos dias 25 a 28/05/2011, os estudantes africanos e todos que fazem parte da organização vêm por este meio convidar você a participar nos vários eventos que serão levados a cabo nessa instiuição, com participação de personalidades africanas em palestras e outros eventos programados.

Confirme sua parcipação enviando email para: semanaacademicaafricana@hotmail.com

Dados obrigatórios:

Nome do Estudante:________________________
A Instituição que está vinculado:______________
O Curso:_________________________________
Email de contato:__________________________

A inscrição poderá ser feita também no Prédio CFCH no 13o andar no departamento de antropologia e museologia.

Objetivos:
Objetivos específicos

1 - Estimular a troca de informação e conhecimento entre os estudantes africanos e brasileiros através de experiências sociais e acadêmicas, no sentido de possibilitar a permuta de conhecimento, sobretudo à evolução e o desenvolvimento social e político do Brasil e dos países africanos com ênfase nos países africanos falantes do português.

2 – Favorecer a construção de redes sociais de solidariedade, para garantir a rápida integração dos estudantes africanos de diferentes nacionalidades na sociedade de acolhimento, tendo cada um (a) à possibilidade de trazer para a esfera acadêmica o debate de tópicos pertinentes á sua área de conhecimento, bem como à diversidade cultural africana, apoiar na interpretação das práticas sociais relativas à questão étnico-racial na África e as questões concernente à África no Brasil.

3 – Oferecer como atividades de extensão as referências áudios-visuais, bibliográficas e explanações precisas sobre a realidade da África contemporânea, da relação entre África e  o Brasil com destaque na divulgação e reflexões sobre o Programa Estudante Convênio de Graduação PEC-G e Programa Estudante Convênio de Pós- Graduação – PEC-PG e outros acordos institucionais firmados entre o Brasil e os países africanos.

 
Objetivo Geral

1- Construir um espaço acadêmico interativo na perspectiva de propiciar difusão sistemática de conhecimento científico e técnico acerca das culturas, geografias e histórias da África. Essa iniciativa de estudantes africanos não pretende ser uma ação isolada que se encerra em si mesma, mas ser algo permanente de modo que se estabeleçam a partir de eventos anuais, debates, reflexões e interpretação de materiais didáticos, paradidáticos e acadêmicos sobre a África no espaço universitário e nas escolas públicas e privadas do Estado de Pernambuco entre outras possibilidades.

Contamos com a sua participação,

A Coordenação.

 

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