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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sábado, 17 de outubro de 2015

Angola: Diplomata português e outros representantes da UE visitaram Luaty Beirão.

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Visita no quadro da União Europeia juntou diplomatas de Portugal, Reino Unido, Suécia e Espanha e o representante da UE em Luanda. “Ele estava lúcido” e está “bem acompanhado em termos médicos”.


Luaty Bairão exige que ele e os outros activistas aguardem julgamento em liberdade DIOGO BAPTISTA 

Um diplomata da embaixada de Portugal em Angola visitou este sábado de manhã Luaty Beirão no quadro de uma visita da União Europeia (UE), em que também participaram diplomatas das embaixadas do Reino Unido, Espanha e Suécia e o representante da delegação da UE na capital angolana. 
O activista luso-angolano, em greve de fome há 27 dias, encontra-se desde quinta-feira na clínica Girassol, em Luanda, para onde foi transferido “por precaução”, de acordo com os serviços prisionais. 
O pedido formal dos embaixadores dos Estados-membros da UE para a visita tinha sido feito na quarta-feira, numa reunião mantida com o ministro da Justiça angolano. Durante a visita, puderam transmitir ao Luaty Beirão que “a UE está a desenvolver os contactos necessários junto das autoridades angolanas”, acrescentou a mesma fonte sem adiantar mais informações. 
Portugal mantém a vontade e fez o pedido formal para realizar uma visita bilateral ao activista e espera poder fazê-lo, independentemente de outras iniciativas no quadro da UE, “nos próximos dias”.  
“O Luaty Beirão estava lúcido, a falar normalmente e, daquilo que os diplomatas puderam ver, bem acompanhado em termos médicos”, disse ao PÚBLICO fonte do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros português sobre a visita deste sábado. 
O activista está a soro intravenoso. E o seu estado terá melhorado desde que foi transferido há dez dias da prisão de Calomboca, no Bengo, para o hospital-prisão de São Paulo em Luanda, quando o seu organismo dificilmente retinha a água e o soro, que os familiares lhe passaram a levar, em vez de alimentos, quando entrou em greve de fome, no dia 21 de Setembro. 
Ultrapassados que foram os três meses de prisão preventiva, previstos para os crimes de actos preparatórios de rebelião e atentado contra o Presidente, de que foram acusados os 15 activistas, presos a 20 de Junho, Luaty Beirão exige, com esta forma radical de protesto, que todos aguardem o julgamento fora da cadeia.

#publico.pt

Primeiro-ministro de Cabo Verde deposita «muita confiança» no novo governo da Guiné-Bissau.

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José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde



O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse, esta sexta-feira, na cidade da Praia, à margem da conferência `Diálogo pela Cultura´, que tem «muita confiança» no novo governo da Guiné-Bissau, liderado por Carlos Correia.

«Felicito o novo primeiro-ministro recentemente empossado, político muito experiente e com grande capacidade de trabalho e diálogo, portanto, tenho muita confiança neste novo governo e, sobretudo, esperança que conseguirá ultrapassar os grandes obstáculos que ainda perduram na República da Guiné-Bissau», afirmou.

Para o chefe do executivo cabo-verdiano, «é fundamental que a partir de agora haja diálogo entre as autoridades guineenses, para que o país entre na senda do desenvolvimento».

«É absolutamente fundamental que haja entendimento, diálogo, procura de consensos entre todos os órgãos da soberania para que a Guiné-Bissau ganhe uma nova dinâmica em termos de paz, estabilidade e desenvolvimento», enfatizou.

Questionado sobre a retoma das relações de cooperação entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, José Maria Neves disse que as relações decorrem normalmente «independentemente dos governos».

#abola.pt

Luaty Beirão: o filho "ingrato" do regime angolano?

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O ativista luso-angolano Luaty Beirão está em greve de fome há 26 dias, para protestar contra a sua detenção ilegal. A cada dia piora o seu estado de saúde. Quem é Luaty Beirão, que muitos descrevem como herói?
Luaty Beirão
Luaty Beirão, ativista e músico angolano
Na quinta-feira (15.10), Luaty Beirão foi transferido do hospital-prisão de São Paulo para uma clínica privada em Luanda. O músico faz parte do grupo de 15 ativistas detidos desde 20 de junho, acusados de preparação de uma rebelião e de um atentado contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
"Um dia, quando os meus filhos me perguntarem quem foi Luaty, direi que foi um herói que vi a lutar pela causa justa do povo angolano". A frase é de um ouvinte da DW África, mas reflete a opinião de muitas outras pessoas, que vêem no ativista de 33 anos um símbolo da resistência ao regime angolano.

"É o meu herói", diz também o jornalista angolano Rafael Marques. O defensor dos direitos humanos acrescenta que Luaty Beirão "é de uma coragem e de uma convicção extraordinárias, duas qualidades fundamentais para a afirmação da cidadania em Angola. O Luaty é um cidadão angolano exemplar, porque está a colocar a sua vida em risco por um bem comum, pela liberdade dos angolanos. E não há sacrifício maior do que este."
Rafael Marques, jornalista e ativista angolano
Luaty, uma pessoa comum

Mas Luaty não se vê como um líder. Diz-se "igual a qualquer um". "A pretensão dele não é ser um símbolo ou um herói nacional", diz a mulher do ativista, Mónica Almeida: "O Luaty é uma pessoa comum. As pessoas estão a ‘deusificar’ o Luaty. Ele comete os seus erros, tem as suas convicções muito fortes e isso é que contribui para que as pessoas estejam a transformá-lo em símbolo, porque cada vez há menos pessoas assim."

Família e amigos têm tentado demovê-lo da greve de fome, que já levou a manifestações de solidariedade, de Luanda a Lisboa e noutras cidades. Mas Luaty Beirão está disposto a lutar até ao fim por aquilo em que acredita.
Já assinou "uma declaração a desresponsabilizar os médicos e outra a responsabilizar José Eduardo dos Santos caso morra", conta a esposa: "A greve de fome dele é para exigir que os seus direitos enquanto arguido sejam respeitados, no que toca principalmente à possibilidade de liberdade condicional. Ele tem plena noção que será julgado, com ou sem provas."

Luaty Beirão é um dos rostos mais visíveis da contestação ao regime angolano desde 2011, ano em que as manifestações anti-governo começaram a ganhar expressão. Já foi preso várias vezes pela sua luta.
José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola
Um músico crítico

E Mónica Almeida lembra que "o Luaty quer mais condições para o povo angolano. Quer mais água, quer mais luz, quer mais educação, quer mais saúde. É isso que ele quer. O Luaty nunca iria cometer qualquer atentado contra o Presidente da República".

Luaty é filho de João Beirão, já falecido, e que foi primeiro presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA). Mas isso nunca o impediu de criticar o Presidente. Já o fazia enquanto rapper, na voz do "Brigadeiro Mata Frakuzx" ou como "Ikonoklasta" – nomes com que se apresenta em palco.

"Acusam-me de ser um filho do regime, mas não vejo em que é que isso me obriga a seguir a linha de pensamento do meu pai. Felizmente, pude formar-me e penso pela minha própria cabeça", defende-se o músico.

Luaty Beirão é "uma pessoa sui generis", segundo disse à DW a ativista dos direitos humanos Lisa Rimli, que o conheceu em Angola, em 2011, quando trabalhava como investigadora da Human Rights Watch.
Lisa Rimli recorda que "ele teve uma educação privilegiada, estudou em Inglaterra, em França, mas depois dos estudos voltou para Angola, à boleia, com apenas cem dólares no bolso. Isso mostra que ele tem uma atitude diferente do que é típico para as elites angolanas. É uma pessoa que tem uma grande humildade. (…) Identificou-se muito cedo com as pessoas mais pobres em Angola."

Um ponto de vista que, como o ativista confessou em tempos, gostaria um dia de transmitir ao Presidente angolano, numa "conversa tranquila no seu jardim": "Nós queremos pedir-lhe, com toda a humildade, que o senhor peça ou exija a quem deve zelar e velar pelo respeito das normas constitucionais, que não as pise. E que nos deixe, por favor, manifestar, nós, os 20% que não votamos no MPLA. Deixe-nos, por favor, usufruir desse direito que nos foi dado pela Constituição".
#dw.de

Guiné-Conacry: O Presidente Alpha Condé Reeleito no primeiro turno.

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 Presidente Alpha Condé FOTO | ARQUIVO

O Líder guineense Alpha Condé foi reeleito para um segundo mandato no primeiro turno de eleições presidenciais disputadas no país, de acordo com os resultados provisórios divulgados na sexta-feira.

Resultados publicados pela Comissão Eleitoral Nacional Independente, a partir de áreas que representam mais de 90 por cento dos cadernos eleitorais, o presidente Condé mostrou ganhar com uma maioria absoluta, com cerca de 2,2 milhões de votos.

O comparecimento às urnas nas eleições de 11 de outubro, que seu principal rival Cellou Dalein Diallo denunciou como um "disfarce", foi calculado em cerca de 66 por cento, bem abaixo da estimativa inicial de 75 por cento.

No subúrbio da capital Conakry e os votos expressos pelos guineenses residentes no estrangeiro, os que vivem em Nova York ainda têm de ser contados.

A oposição disse que a votação de domingo é a segunda eleição presidencial democrática desde que a Guiné obteve a independência da França em 1958, foi marcado por fraudes generalizadas e de má gestão, e exigiu uma recontagem.

Condé, 77, tinha ido para a campanha prometendo aplicar um "golpe KO " para os seus sete adversários, vencendo no primeiro turno, evitando um segundo turno contra seu rival mais próximo.

A Primeira eleição democrática da Guiné em 2010, ele foi para o segundo turno com o ex-primeiro-ministro Diallo, de quem o Presidente Condé ganhou com estreita diferença.

Quando o Sr. Diallo com contragosto admitiu a derrota naquela eleição, ele prometeu não reconhecer o resultado da revanche de domingo - na qual ele recebeu mais de 1.600.000, um milhão e seiscentos mil votos, de acordo com os últimos resultados - alegando fraude generalizada.

O 63º e outros seis candidatos da oposição, todos exigiram um recontagem e alertaram pela proclamação de vitória do operador histórico na primeira rodada revindicando suas suspeitas sobre fraude eleitoral.

O líder da oposição apelidou o voto de "um disfarce, uma fraude maciça" e pediu protestos quando ele caiu fora da corrida na quarta-feira.

A eleição suscitou tensões no país Oeste Africano, com cerca de uma dúzia de pessoas mortas em confrontos entre os apoiantes da oposição e o presidente à frente no dia da votação.

Uma equipa de observadores eleitorais da UE criticaram a comissão eleitoral por má organização e "falta de preparo".

Sr. Condé passou quase três décadas no exílio na França, onde liderou a oposição contra o ditador e o primeiro presidente da Guiné após a independência da França, Ahmed Sekou Touré.


#africareview.com

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Os 10 africanos mais ricos de acordo com a "Forbes".

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Aliko Dangote, o mais rico do mundo Africano. Aqui em Davos, em 22 de janeiro de 2014. REUTERS / Denis Balibouse.

As pessoas mais ricas da África são listados todos os anos pela revista Forbes. Eles são os empresários que operam na área de cimento, luxo, agronegócio e varejo, e quase todos eles vêm essencialmente da África do Sul, Nigéria e Egito. Eles são constituídos na sua maioria por homens com idade entre 54 a 83 anos, sendo apenas dois negros e uma mulher de 42 anos.

1º. Aliko Dangote, da Nigéria
O Africano mais rico do mundo tem 58 anos de idade. Ele pesa 15,7 bilhões, de acordo com a Revista Forbes no ranking 2015. Nascido em uma família de comerciantes em Kano, no norte muçulmano, ele faz parte de um desses homens "self-made-men" se que criam eles mesmo na Nigéria. Ele começou o negócio aos 20 anos de idade, com 2300 euros emprestados por um tio e três caminhões para venda de cimento. Ele agora se encontra a cabeça do Grupo Dangote, um império industrial que prospera em cimento, açúcar e farinha. Depois de uma viagem ao Brasil em 1999, onde ele é fascinado por o nível de industrialização chegou a este mercado emergente, decidiu mudar-se de vender a produção. Ele compra plantas e faz o seu sucesso no mercado continental: com negócios implantados na Zâmbia, Tanzânia, África do Sul, mas também no Senegal, Costa do Marfim e Camarões.

2º. Johann Rupert, da África do Sul
A segunda fortuna da África prova metade do primeiro, com 7,1 bilhões. Esta fortuna é propriedade do branco Sul Africano Johann Rupert. Este Afrikaner 65 anos que herdou o negócio de seu pai, Anton Rupert, um magnata em tabaco. Desde 2010 chefe da empresa de bens de luxo Richemont, com sede na Suíça, ele possui as marcas Cartier, Van Cleef & Arpels e Mont Blanc, entre outros. Você não pode culpá-lo por não ter nada na África, uma vez que detém uma participação na holding Remgro, um império industrial listada na Bolsa de Joanesburgo. Ela opera duas propriedades vinícolas da África do Sul e exibe sua coleção de 200 carros em um museu em Franschhoek na região do Cabo.

3º. Nicky Oppenheimer, da África do Sul
Herdeiro principal grupo de diamantes brutos do mundo De Beers, fundado por seu avô Ernest, um judeu alemão que emigrou para a África do Sul, Nicky Oppenheimer, de 70 anos, decidiu vender esta jóia da indústria de mineração Sul Africano em 2012. A escolha radical que marcou o fim do controle da família sobre o grupo, mas que lhe permitiu arrecadar $ 5,1 bilhões em dinheiro. E uma boa parte de sua fortuna, é estimada em US $ 6,7 bilhões. Anexado a África do Sul onde ainda vive, Nicky Oppenheimer reinvestiu o dinheiro através de duas empresas de investimento que ele controla com seu filho Jonathan Oppenheimer.

4º. Christoffel Wiese, da África do Sul
Apelidado de "Christo", este empresário Afrikaner DE 74 anos acumulou $ 6,3 bilhões em varejo. Ele detém 15% das ações em cadeia de supermercados Shoprite, localizada em toda a África, mas também 44% dos Pepkor, um grupo Sul-Africano especializado na venda de roupas baratas. Ele também é proprietário de um hotel cinco estrelas Lanzerac Manor & Winery, uma reserva natural privada no Kalahari e à sociedade de investimento Brait. Em abril de 2015, adquiriu a Virgin Group 80% de participação britânica em ginásios Virgin Active em todo o mundo. Valor da Transação: $ 1 bilhão.

5º. Nassef Sawiris, de Egito
Aos 54 anos, Nassef Sawiris detém a primeira fortuna do Egito - cerca de 6,3 bilhões. Filho mais novo do capitão da indústria Onsi Sawiris, ele dirige a principal empresa de sua família, Orascom Construction Industries (OCI), com o maior valor na Bolsa do Cairo. Produtor de cimento e fertilizantes, ele tirou uma parte de sua fortuna com a venda em 2007 da Orascom Cement ao Grupo Lafarge, uma multinacional francesa que se tornou o segundo maior acionista. Olhando para os Emirados Árabes Unidos, Nassef Sawiris formou uma parceria em 2015 com uma empresa em Abu Dhabi para construir uma usina de carvão no Egito. Seus dois irmãos mais velhos, Nagib e Samih, mais conhecido do que ele, são ativos em telecomunicações e hospitalidade.

6º. Mike Adenuga, da Nigéria
Segundo sexta fortuna da Nigéria e da África de acordo com a Forbes, com US $ 4 bilhões, o ex-próximo do General Babangida floresceu nas telecomunicações e petróleo. Fundou, em 2006, Comunicação Global (Globacom), o segundo operador nigeriano em celular(telemóveis) - 27 milhões de assinantes - e pilota Conoil Producing, uma das maiores empresas independentes de petróleo na Nigéria. Apelidado de The Bull ("Taurus") por causa de seu tamanho, o Yoruba mais ricos da Nigéria se mostra, aos 62 anos, menos discretos qu e Aliko Dangote. Criou uma torre de 13 andares banhado a ouro em Victoria Island, Lagos.

7º. Mohamed Mansour, do Egito
Patrão do Grupo familiar Mansour, este engenheiro de 67 anos de idade,  formado nos Estados Unidos detém US $ 4 bilhões. Ele possui Metro, a maior cadeia de supermercados no Egito, e o segundo grupo de propriedades no país, a Palm Hills, além de franquias com a McDonald e Philip Morris. Mohamed Mansour construiu seu império através do desenvolvimento de concessões de marcas de automóveis americanas, Chevrolet, General Motors e a Caterpillar. Desde a revolução egípcia, diversifica seus investimentos no exterior, especialmente no setor imobiliário nos Estados Unidos.

8º. Nathan Kirsh, da Suazilândia
De uma família judaica Sul-Africana, este industrial de 83 anos já levantou US $ 3.9 bilhões em um percurso tão atípico de enxofre: ele se estabeleceu em 1986 na Suazilândia, um reino encravado em território sul-africano que ele se tornou o proprietário após o fracasso de uma parceria com o grupo Sul-Africano Sanlam. Proprietário da sociedade imobiliária Swazi Plaza Properties, tem 50% com com uma empresa pública da Suazilândia, ele  fundou a JETRO Holdings, um atacadista servindo mercearias. Suas múltiplas empresas domiciliadas em paraísos fiscais, Ilhas Virgens e Libéria, em particular. Ele detém através de várias holdings uma parte significativa da empresa de segurança israelense Magal Security Systems.

9º. Isabel dos Santos, de Angola
A filha mais velha de José Eduardo dos Santos, no poder em Angola desde 1979, foi identificada pela Forbes em 2011 como a mulher mais rica da África. A "Princesa Isabel" bela mestiça, fruto do casamento do Presidente José Eduardo dos Santos com uma russa, ela tem 42 anos e detém a 9ª fortuna africana, estimada em US $ 3,1 bilhões. Ela tem negócios em todos os lugares em Angola e Portugal em bancos - entre outros, com 25% do Banco Internacional de Crédito (BIC), o quarto banco angolano, e 19% do Banco de Investimento Português (BIP) o quarto maior banco em Portugal - mas também diamantes, energia, telecomunicações, cimento, imobiliário e agronegócio. Casada com Sindika Dokolo, Dinamarquês-congolês Métis e grande colecionador de arte contemporânea, que opera na sombra de seu pai poderoso.

10º. Isaad RebRab, da Argélia
Contabilidade simples em sua fase inicial, o industrial argelino de 71 anos agora tem 3,1 milhões. Ele fundou Cevital em 1998, se tornou um dos maiores grupos privados do seu país. Ela exporta para a Europa e o Magrebe óleos, margarina, açúcar, água mineral e outras bebidas não alcoólicas. Activo no varejo, indústria e serviços, ele comprou as empresas europeias à beira da falência para melhor diversificar. Em 2013, adquiriu Cevital Oxxo Evolution, fabricante francês de janelas em PVC, em seguida, em 2014 Fagor-Brandt, um aparelho pesado franco-espanhola, e as aciarias italiana Lucchini em Piombino. Seu último projeto: uma vasta área industrial denominada Cap-2015, com um hub portuário em Cap Djinet, leste de Argel, e a construção de uma nova cidade.

#jeuneafrique.com

Burkina Faso: O General Gilbert Diendéré acusado de "crimes contra a humanidade".

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Gilbert Diendéré no aeroporto de Ouagadougou, em 18 de setembro de 2015 © Theo Renaut / AP / SIPA

Numa conferência de imprensa na sexta-feira, o coronel Sita Sangare, o diretor da Justiça Militar, anunciou que o golpista General Gilbert Diendéré  foi acusado de onze acusações chefe, incluindo a de "crime contra a humanidade".

Seu caso se agrava. o General Gilbert Diendéré, que assumiu em 17 de setembro a cabeça dos golpistas quando tentativa do golpe contra o regime transitório, é oficialmente acusado de "crimes contra a humanidade" e de outras dez acusações chefe, dos quais "acusação ao atentado contra a segurança do Estado "ou" alta traição ".

Numa conferência de imprensa em Ouagadougou, o coronel Sita Sangare, diretor da justiça militar, anunciou igualmente que 23 pessoas do antigo regimento segurança presidencial (RSP) teriam sido acusados no quadro da investigação sobre o golpe falhado, confiado à justiça militar e um comitê governamental dedicado. Uma cinquentena de testemunhas ou partes civis foram ouvidas nesta matéria.

Djibril Bassolé e "Fatou" Diendéré também são acusados

Djibril Bassolé, suspeito de ter sido cúmplice do general Diendéré, ele é acusado de seis acusações chefe. O ex-ministro das Relações Exteriores de Compaoré mantinha antes de sua prisão em 29 de setembro, contato telefônico com Diendéré, mas também com Guillaume Soro, o presidente da Assembleia Nacional da Costa do Marfim. O domicílio em Ouagadougou desse último também  foi escolhido como parte da investigação, disse nesta sexta-feira à AFP o Chefe de Justiça Militar, o coronel Sita Sangare.

Entre outras personalidades acusadas figuram Léonce Koné e Fatoumata Diendéré dois barões do Congresso para a Democracia e Progresso (CDP), o partido do Compaoré. Segundo várias fontes, a esposa de Gilbert Diendéré está agora refugiada no Togo.

Durante a sua conferência de imprensa, o coronel Sita Sangare também se referiu à investigação do assassinato de Thomas Sankara, igualmente confiada a justiça militar. Oito pessoas foram acusadas, neste caso, quatro dos quais foram colocados sob custódia. De acordo com nossas informações, há quatro soldados mantidos sob Prisão Preventiva e de Correção do exército (Maca) em Ouagadougou. O coronel Sangaré também disse que "não está excluída a hipótese" de que Blaise Compaoré pode ser processado neste caso.

De Roger Benjamin

#jeuneafrique.com

Os primeiros resultados colocam o presidente Condé à frente dos rivais na Guiné-Conacry.

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Presidente Alpha Condé da Guiné-Conakry em 09 de outubro de 2015. FOTO | ARQUIVO

Os resultados provisórios da votação presidencial na Guiné-Conacry colocaram o Presidente Alpha Condé à frente de seus rivais. Na quinta-feira à noite, o líder tinha atraído cerca de um milhão de votos à frente de Cellou Dalien Diallo, seu rival mais próximo na corrida. Ao anunciar os resultados, as autoridades eleitorais disseram que 1,9 milhões de votos dos 3,9 milhões contados foram para o operador histórico. O líder da oposição, o Sr. Diallo tinha conseguido 870.000 votos até então. Os outros seis candidatos tiveram números insignificantes de votos, de acordo com as autoridades eleitorais. Os resultados dos distritos urbanos populosos de Matoto e Ratoma serão anunciados em 16 de outubro. Estas regiões consideradas redutos da oposição contribuem com até 25 por cento dos votos nacionais. Se o Sr. Diallo angariar 90 por cento dos votos não contados, o país da África Ocidental será forçado a ir para um segundo turno.

#africareview.com

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Angola avisa que não vai ceder a "ingerências" estrangeiras.

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Coube ao vice-presidente substituir o Presidente José Eduardo dos Santos na leitura do discurso à nação. A prisão dos ativistas não mereceu destaque, mas ficaram as críticas a quem procura "atalhos para chegar ao poder".

Manuel Domingos Vicente, vice-presidente de Angola

Ao discursar perante o Parlamento, em nome de José Eduardo dos Santos, o vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente começou por fazer uma incursão da luta de libertação nacional e do conflito armado terminado em 2002.
Por outro lado, numa referência indireta ao caso dos jovens ativistas detidos sob a alegação de tentativa de golpe de Estado, afirmou que será combatida energicamente qualquer tentativa de resolver os problemas políticos pela via da violência e das armas. "Não vale a pena procurarmos atalhos para chegar ao poder político, violando a Constituição e a lei, e provocando a desordem, como está a ocorrer em alguns países africanos", disse Manuel Vicente.
Presidente José Eduardo dos Santos
O número dois do Governo disse que politicamente o país observa um momento estável e que as autoridades governamentais têm respeitado e fazem respeitar as leis. "As entidades competentes estão vigilantes e tem tomado as previdências necessárias para se evitarem ou repararem todos os atos que significam abusos do poder e violação dos direitos humanos", frisou.
Angola "não permite" interferências
No discurso que marca o arranque do novo ano parlamentar, a comunidade internacional volta a ser alertada que Angola não irá permitir qualquer ingerência externa nos assuntos do país. O chefe de Estado aponta para a existência de "entidades estrangeiras interessadas em instalar o caos e a desordem em alguns países do continente, para provocar a queda de partidos políticos ou de dirigentes com os quais não se simpatiza".
Angola enfrenta uma crise financeira devido à forte quebra da cotação do petróleo no mercado internacional
"Os angolanos nunca vão ceder diante de quem quer que seja, sempre que se tratar da defesa dos seus interesses essenciais e vitais. Assim, é fundamental que o nosso povo se mantenha unido e coeso", disse Manuel Vicente, ao ler o discurso de José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979.
Relativamente à atual crise financeira que o país enfrenta devido à forte quebra da cotação do petróleo no mercado internacional, o que provocou também uma crise cambial devido à redução da entrada de divisas no país, Manuel Vicente recomendou contenção de custos. "Todas as economias têm ciclos altos e baixos. A boa notícia é que não haverá recessão mas apenas uma ligeira desaceleração do crescimento da economia sendo essa uma boa base de trabalho para o próximo ano".
Na atual conjuntura, acrescentou o vice-presidente, temos de fazer mais e melhor e com menos. Isso significa que temos de alterar modelos e práticas de mobilização e utilização de recursos. Na verdade, o Estado, as empresas, as famílias e a sociedade civil, todos temos de eliminar o desperdício e o supérfluo. Todos temos de trabalhar mais e melhor".
UNITA critica discurso "vazio"
Lider parlamentar da UNITA, Raúl Danda
Reagundo ao discurso sobre o estado da nação, Raúl Danda, o presidente da bancada parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição angolana, considerou o discurso "vazio" e aquém das expectativas. E acrescentou que o Presidente da República fez muito bem em não ter comparecido no Parlamento.
"Ir ao Parlamento pessoalmente para fazer uma mensagem daquelas era complicado. Há situações graves de violação dos direitos humanos que fazem com que a imagem do nosso país seja gravemente afetada tanto internamente como exteriormente", disse Danda à DW África.
O líder da bancada parlamentar da UNITA disse ainda ser um paradoxo afirmar que o país vive em estabilidade política, quando recorrentemente são violados os direitos humanos e o país vive constantemente sob o fantasma de um golpe de Estado. É preciso deixar de "utilizar o argumento de bode expiatório", defende Danda. "Há sempre alguém culpado dos problemas que não se resolvem no nosso país. Agora até apontam o dedo acusador para a comunidade internacional".
Quanto à contenção dos gastos públicos para contornar a atual situação económica e financeira, Raúl Danda afirma que José Eduardo dos Santos devia começar pelo "emagrecimento do Governo" e acabar com gastos supérfluos como, por exemplo, a compra de uma aeronave no valor de mais de 62 milhões de dólares.
"Nós podemos ter dois ministros, um da Economia e outro das Finanças? Um só ministro pode ocupar-se dessas duas pastas. Podíamos ter um ministro que se ocupasse do comércio; da hotelaria e do turismo para emagrecer o governo e poupar nas despesas", sugere.
#dw.de

Comentarista que dizia ser ex-agente da CIA é preso por fraude nos EUA.

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O americano Wayne Simmons, que colaborava com a Fox News, mentia sobre ter trabalhado na agência por 27 anos.
Wayne Simmons
Wayne Simmons(Fox News/Reprodução) 

Comentarista do canal Fox News, Wayne Simmons costumava se apresentar como ex-agente da CIA, a mais célebre agência de inteligência dos Estados Unidos. Dizia ter liderado operações secretas contra alguns dos mais perigosos cartéis de drogas e contrabandistas do mundo durante seus 27 anos de serviço. A informação consta em seu site pessoal e foi usada, inclusive, em documentos oficiais que ele enviou ao governo americano. Por suas realizações, Simmons era um dos especialistas em terrorismo consultados pelo canal de notícias da rede Fox desde 2002 e chegou a ser contratado pelo governo americano para prestar consultoria militar. De acordo com o Ministério Público dos EUA, porém, Wayne Simmons é uma fraude. 
O homem de 62 anos que alegava ter trabalhado na CIA de 1973 a 2000 como "paramilitar de grupos de operações especiais no exterior" foi preso nesta quinta-feira. Ele usou suas supostas qualificações como especialista em terrorismo para tentar obter autorizações de segurança do governo americano e trabalhar como consultor de defesa militar no exterior. Simmons deu palestras sobre o assunto e publicou ainda um livro de ficção sobre espionagem em 2012 que, dizia ele, havia sido inspirado em suas experiências profissionais. 
A investigação que desmascarou o 'especialista' é baseada, principalmente, nas mentiras de Simmons em documentos oficias do governo, que ele preencheu quando buscava empregos e licenças de segurança especiais. O processo também alega que Simmons fraudou uma vítima em cerca de 125.000 dólares, ou mais de 475.000 reais, com um investimento imobiliário falso, mas não foram divulgados detalhes sobre o caso. A CIA informou que está trabalhando com o Departamento de Justiça americano para esclarecer o caso. 
Detido, Simmons vai responder acusações pelas falsas declarações ao governo, fraude contra os Estados Unidos e fraude eletrônica, informou a agência Reuters.
#veja.com.br

Eleições em Burkina Faso confirmadas para 29 de novembro.

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Presidente interino do Burkina Faso Michel Kafando fez uma declaração à imprensa no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Uagadugu em 23 de setembro de 2015. Eleições presidenciais e parlamentares serão realizadas em 29 de novembro. FOTO AFP | SIA KAMBOU

Governo interino do Burkina Faso confirmou nesta quarta-feira que as eleições presidenciais e legislativas, inicialmente marcadas para outubro, mas que foram adiadas por um golpe fracassado, mas que irá adiante em 29 de novembro.

O governo confirmou a data acordada na terça-feira com as principais facções políticas para as eleições, que foram marcadas para 11 de Outubro, mas que em seguida voltou à tona após um breve golpe de Estado no mês passado.

As pesquisas apontam a iniciativa como um passo fundamental no percurso do país da África Ocidental para a democracia, um ano após a expulsão de seu líder de longa data Blaise Compaoré em um levante popular.

Aos eleitores serão apresentadas duas cédulas - uma para escolher os membros do parlamento, a outra para escolher entre 14 candidatos que concorrem no primeiro turno a eleição presidencial.

Membros da guarda presidencial leais ao Sr. Compaoré anunciaram o golpe de Estado em 17 de setembro, levando o país à beira do caos durante seis dias antes do golpe desmoronar com seus líderes a admitir que faltava apoio popular.

Uma de suas exigências era que a proibição de legalistas Compaoré correndo para o escritório ser levantada.

A guarda presidencial já foi desarmado e formalmente dissolvido.

Sr. Compaoré foi deposto por uma campanha de protestos de rua no ano passado, após a tentativa de estender seus 27 anos no poder.

Um número de seus assessores próximos e simpatizantes foram presos sobre a tentativa de golpe, que deixou 14 mortos e dezenas de pessoas que ficaram feridas.

logo cedo na quarta-feira, a Anistia Internacional disse que não poderia haver impunidade para os oficiais da guarda presidencial que "expuseram o desprezo a sangue-frio para a vida humana" e dispararam contra civis desarmados e mortos, incluindo crianças, na sequência do golpe de Estado.

Citando testemunhas oculares, o grupo de direitos humanos disse que em várias ocasiões soldados abriram fogo sem aviso aos manifestantes que mantinham suas mãos no ar.

Ele disse que duas crianças estavam entre os 14 mortos, seis dos quais levaram tiros nas costas.

Entre as 271 pessoas feridas na violência de pós-golpe citou-se uma mulher grávida que foi baleada no estômago e teve que ter um parto de cesariana, disse o grupo.

A parteira disse à Amnistia que o filho da mulher "nasceu com uma ferida de bala na nádega esquerda".

#africareview.com

Benin lamenta a morte do seu ex-presidente Mathieu Kerekou.

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Mathieu Kerekou chegou ao poder pela segunda vez, depois de vencer a eleição de 1996. FOTO | BBC.

O ex-presidente do Benin Mathieu Kerekou morreu em Cotonou aos 82 anos após uma longa doença.
Nascido em 2 de setembro de 1933, ele se tornou o general militar comunista que tomou o poder e governou o país na África Ocidental, de 26 de outubro de 1972 a 04 de abril de 1991.
Na sequência de protestos populares relacionados com a queda do Muro de Berlim, o Sr. Kerekou renunciou a ideologia marxista-leninista em 1989.
O líder que morreu no dia 14 de outubro de 2015 tornou-se o primeiro presidente Africano a permitir a política multipartidária sob pressão da população civil.
Em 1990, ele organizou a primeira conferência de unidade nacional para dar ao país uma constituição e decretar eleições livres.
Quando o Sr. Kerekou perdeu a eleição presidencial para Nicephore Soglo em 1991, ele entregou o poder a ele. Essa foi a primeira verificada na época.
O Cameleão, como ele preferia ser chamado, mais tarde, venceu as eleições democráticas em 4 de Abril de 1996, e governou até março de 2001, quando ele deixou a política devido à idade avançada.
Seu sucessor e atual presidente Yayi Boni declarou um luto de uma semana para o final do estadista.

#africareview.com

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Guiné-Conacry: Guineenses aguardando os resultados da eleição presidencial.

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As populações da cidade de Conacri e das prefeituras vivem na expectativa, à espera dos resultados da eleição presidencial de domingo, 11 de outubro de 2015. Enquanto se aguarda o resultado da votação, a oposição através de sete candidatos, rejeitou categoricamente os possíveis resultados que serão anunciados pelo CENI nos dias que estão por vir, em causa, segunda ela, de suposições sobre alegadas irregularidades na eleição.



O campo presidencial, por sua parte exortou os cidadãos por calma, esperando os resultados, que ela já qualificou como emana a vontade popular.

A tensão está em seu pico em Conakry e à rejeição dos resultados das eleições presidenciais por parte da oposição, enquanto isso a CENI ainda não anunciou os resultados preliminares, nada tem feito para melhorar as coisas. Conakry vive em câmera lenta neste segundo dia após a eleição, principalmente na estrada principal Hamdallaye-Bambeto-Cosa-Kagbelin.

Os comércios estão fechados a sobre a longa via o tráfego está reduzido. Confrontos foram relatados em locais incluindo notadamente Hamdallaye e do lado de Dixinn perto da casa do líder da oposição guineense, Diallo.
A suite é de todo o mais imprevisível, que as posições de trincheiras e de atores políticos parecem irreconciliáveis. Se do lado do movimento nós já temos um vislumbre de "um ko súbito", as conversações da oposição sobre qualquer coisa, mas é justo que a eleição foi credível e transparente. No entanto, a comunidade internacional (UA, UE, OIF, a CEDEAO, EUA) reconhece a eleição como válida, apesar das avarias registadas, que não são susceptíveis de pôr em perigo o voto dos guineenses.

De Aliou Mamadou Diallo para GCI
2015-GuineeCnakry.Info

Guiné-Bissau: O País vai continuar a beneficiar dos apoios do Fundo Monetário Internacional.

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Sede do Fundo Monetário Internacional (Foto forumcompetitividade.org)



A Guiné-Bissau «vai continuar a beneficiar dos apoios do Fundo Monetário Internacional (FMI)», garantiu o representante residente da instituição financeira internacional à saída de uma audiência com o novo primeiro-ministro guineense, Carlos Correia.

«Disse ao primeiro-ministro e ao ministro da Economia e Finanças que podem contar com os apoios do FMI nesta nova etapa do país», disse Oscar Edgardo Melhado Orellana, acrescentando, depois, que a instituição financeira «está empenhada em continuar a ajudar a Guiné-Bissau».

Esta audiência ocorreu poucas horas antes da cerimónia da tomada de posse do novo executivo, encontro durante o qual o primeiro-ministro, Carlos Correia, apontou «a exploração racional dos recursos naturais da Guiné-Bissau «como uma das prioridades do governo».

#abola.pt

Guiné-Bissau: PUSD espera um Governo idóneo que priorize combate à corrupção e impunidade.

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Bissau,14 Out 15(ANG) - O Partido Unido Social Democrata (PUSD), exortou ao Governo de Carlos Correia a privilegiar o combate a corrupção,  impunidade, bem como a criação de condições para a reforma no sector da defesa e segurança e na administração pública.

Em declarações à imprensa à margem da reunião da Comissão Politica do PUSD, realizada hoje, o Porta-Voz do partido, Valdir da Silva disse que congratularam com o actual executivo de Carlos Correia e na esperança de que os dias melhores virão para os guineenses.

Instado a dizer o que motivou o partido a ficar fora do Governo de Carlos Correia, Valdir da Silva sublinhou que o PAIGC como vencedor das últimas eleições, é soberano e tem toda a legitimidade e direito de formar o seu executivo com quem quiser.

"A nossa missão agora é de fazer uma oposição responsável para que haja justiça, democracia e governabilidade no país. Temos ainda de fazer o papel de mediador tanto dos órgãos da soberania como no seio dos partidos políticos", informou.

Fazendo o  balanço  da participação do PUSD no anterior Governo de Domingos Simões Pereira, a testa da justiça, o Porta-voz daquela formação política disse que é positiva apesar de alguns bloqueios que a titular daquele pelouro neste caso a líder do PUSD sofrera.

Aquele responsável afirmou que agora o PUSD vai trabalhar para a implantação de  uma democracia verdadeira no país e para a criação de  um ambiente de coesão dentro do partido e elaboração de estratégias para o eventuais embates eleitorais.

A reunião da Comissão Política do PUSD, que termina ainda hoje, tem como objectivo: análise da actual situação politica do país, a organização interna do partido entre outros. 

ANG/ÂC/SG

Burkina Faso: Sankara permanece popular - o falecido líder 'crivado de balas'

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Thomas Sankara, que adotou política de esquerda radical, continua a ser popular em muitas partes da África. FOTO | BBC

Os resultados de uma autópsia sobre os restos de líder assassinado do Burkina Faso Thomas Sankara deram positivos, fontes confirmaram em Ouagadougou na terça-feira.

Os resultados da autópsia do corpo  "crivado de balas", referiu o advogado de sua família.

A família ainda está à espera de resultados de DNA para confirmar a identidade do corpo.

O Sr. Bénéwendé Stanislas Sankara, o advogado da família (sem nenhuma relação), disse que o tribunal militar encarregado do caso insiste em que um teste de DNA é necessário ainda para autenticar o corpo.

O relatório da autópsia e o relatório de peritos em balística "foram apresentados para a família".

O relatório de balística confirmou que Thomas Sankara foi baleado por armas de fogo.

Visto como Che Guevara da África, o revolucionário anti-imperialista foi enterrado às pressas quando do golpe de Estado de 1987.

A permissão para uma exumação foi negada durante o reinado do seu sucessor Blaise Compaoré, que foi deposto em um levante no ano passado após 27 anos no poder.

O Presidente Compaoré sempre negou envolvimento no assassínio do ex-líder, insistindo que os "fatos são conhecidos" e que ele não tem "nada a esconder".

Mas, enquanto ele estava na presidência, o tribunal do Burkina Faso bloqueou um pedido da família de Sankara para que os seus restos mortais fossem exumados.

"Incompreensível"

Isso mudou no ano passado quando um governo de transição  foi nomeado depois de protestos de rua.

A exumação começou em maio, mas o relatório da autópsia foi adiado durante sete dias após o golpe do mês passado.

O Sr. Ambroise Farama, um dos advogados que representam a família Sankara, disse que as revelações sobre o corpo do Sr. Sankara são "incompreensíveis", relata a agência de notícias AFP.

" Poderiam dizer pura e simplesmente que ele foi crivado de balas ", disse ele.

Autópsias nos outros 12 soldados enterrados com ele, em 1987, revelaram que eles tinham apenas um ou dois ferimentos de bala.

"Mas, tanto quanto o corpo de Thomas Sankara que gerou preocupação, havia também mais de uma dúzia de corpos, o " Sr Farama foi citado como quem disse".

Soldados ligados a Compaoré estavam por trás do golpe do mês passado, o que atrasou eleições presidenciais que devia acontecer no último domingo.

Governo interino do Burkina Faso remarcou agora a votação para terça-feira, 29 de Novembro.

#africareview.com

Obama 'invade' casamento e posa para fotos ao lado de noivos.

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Presidente jogava golfe em campo onde seria realizada a cerimônia
O casal Stephanie Mirkin e Brian Tobe foi surpreendido com a presença do presidente Barack Obama durante seu casamento em La Jolla, Califórnia. Obama terminava uma partida de golfe nas proximidades do local da cerimônia e posou para fotos com os noivos. Foto tirada dia 11 de outubro
O casal Stephanie Mirkin e Brian Tobe foi surpreendido com a presença do presidente Barack Obama durante seu casamento em La Jolla, Califórnia. Obama terminava uma partida de golfe nas proximidades do local da cerimônia e posou para fotos com os noivos. Foto tirada dia 11 de outubro(Jeff Youngren/Reuters) 


Um casal que realizava sua cerimônia de casamento em um campo de golfe da Califórnia no final de semana ganhou um memorável convidado inesperado: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. 
Os americanos Brian Tobe e Stephanie Mirkin estavam prestes a começar a cerimônia quando a administração do local pediu que eles atrasassem um pouco o evento, pois o presidente americano estava prestes a terminar sua partida de golfe no campo de Torrey Pines, no bairro de La Jolla, em San Diego. 
"Após completar sua rodada, o presidente se dirigiu até o casal para cumprimentá-los e posar para fotos", escreveu em seu blog a fotógrafa do casal, Erin Youngren. 
Obama não permaneceu no local para acompanhar a cerimônia, mas tornou o dia ainda mais especial para noivos e convidados. "Ele desejou 'boa sorte' e nos parabenizou pelo casamento. Foi incrível", disse a noiva à rede ABC.
#veja.com.br

O IMPASSE POLÍTICO FOI QUEBRADO NA GUINÉ-BISSAU.

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O IMPASSE político foi quebrado na Guiné-Bissau e o país já tem Governo, sob a chefia do Primeiro-Ministro Carlos Correia, dois meses depois do Presidente da República, José Mário Vaz, ter demitido o Executivo liderado por Domingos Simões Pereira. O novo Executivo tomou posse ontem (13). 

Um decreto presidencial anunciou, na noite de segunda-feira (12), quase madrugada de ontem (13) em Maputo, a formação de um novo Governo, após vários dias de impasse entre o chefe do Estado, o Primeiro-Ministro e o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições legislativas de 2014. 

O decreto foi divulgado no final de uma maratona negocial, com forte envolvimento de representantes da comunidade internacional, entre o antigo Presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo, mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). 

A nova equipa governamental comporta 15 ministros e 14 secretários de Estado, além do Primeiro-Ministro Carlos Correia, nomeado a 17 de Setembro pelo Presidente Mário Vaz. 

Os novos ministros são, na sua maioria, da equipa dissolvida em Agosto e membros do PAIGC. 

A sociedade civil assim como duas formações da oposição - o Partido da Convergência Democrática (PCD) e a União para a Mudança (UM) - estão representados no novo Executivo. 

A principal força da oposição, o Partido de Renovação Social (PRS) declinou a oferta de participação na nova equipa governamental. 

Dois ministérios-chave estão confiados à mulheres. Adiatu Nandigna (PAIGC) é ministra da Defesa Nacional e Aida Injai Fernandes (sociedade civil) da Justiça. Artur Silva (PAIGC), que foi ministro em diferentes Governos bissau-guineenses, é o novo titular dos Negócios Nstrangeiros. Cadi Seidi Mané (sociedade civil), ministra da Defesa no Governo de Simões Pereira, transitou para Saúde. Gerardo Martins (PCD) foi reconduzido como ministro da Economia e Finanças. 

Por designar estão ainda os ministros da Administração Interna e Recursos Naturais, na sequência de um desacordo entre Correia e Vaz sobre a escolha dos nomes. Assim, as duas pastas serão assumidas interinamente pelo chefe do Governo.
#jornalnoticias.co.mz

Novo governo da Guiné-Bissau toma posse hoje.

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Palácio da Presidência da Guiné-Bissau.
Palácio da Presidência da Guiné-Bissau.
Liliana Henriques / RFI

O Chefe de Estado José Mário Vaz nomeou ontem o novo executivo guineense. O governo liderado por Carlos Correia é composto por 15 ministros e 14 secretários de Estado, contudo ficaram os responsáveis pelas pastas da Administração Interna e Recursos que serão assumidas interinamente pelo chefe do executivo. A tomada de posse deve ter lugar hoje.

Dois meses depois da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro a Guiné-Bissau acordou hoje com um novo governo. Uma nomeação que acontece após alguma resistência do presidente em aceitar as propostas do PAIGC, partido maioritário na Assembleia, para a composição do executivo e que levou à retirada de nomes como Domingos Simões Pereira e Daniel Gomes.
No decreto 12/2015 pode ler-se que compete ao presidente e ao primeiro-ministro a nomeação do executivo e que esta escolha deve reflectir uma confluência "que não possível com a maior parte dos nomes propostos". No documento divulgado pela presidência subtende-se que persiste um descontentamento com o elenco governamental, no entanto é ressalvada "a necessidade e urgência na nomeação do novo executivo".
O decreto presidência nomeia 15 ministros, entre as quais quatro mulheres, e 14 secretários de Estado, todavia ficar por designar os responsáveis pelas pastas da Administração Interna e Recursos que serão assumidas interinamente por Carlos Correia. A tomada de posse do executivo guineense deve acontecer esta tarde.
Composição do governo liderado por Carlos Correia
  • Malai Sane, ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares;
  • - Adiatu Nandigna, ministra da Defesa Nacional;
  • - Valentina Mendes, ministra da Mulher, Família e Coesão Social;
  • - Artur Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades;
  • - Geraldo Martins, ministro da Economia e Finanças;
  • - Vicente Fernandes, ministro do Comércio e Indústria;
  • - Agnelo Regala, ministro da Comunicação Social;
  • - Odete Semedo, ministra da Educação;
  • - João Aníbal Pereira, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural;
  • - Cadi Seidi, ministra da Saúde Pública;
  • - José António Almeida, ministro das Obras Públicas, Construção e Urbanismo;
  • - Aida Fernandes, ministro da Justiça;
  • - Wasna Papai Danfa, ministro da Energia;
  • - Luís Vaz Fernandes, ministro da Função Pública e Trabalho;
  • Malam Jaura, ministro do Turismo e Artesanato;
#RFI

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Guiné-Bissau constitui novo governo após impasse.

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Presidente José Mário Vaz Foto | Arquivo

A Guiné-Bissau formou um novo governo, de acordo com um decreto presidencial emitido nesta terça-feira, pondo fim a um impasse político de dois meses na nação da África Ocidental atormentado por golpes.

O país tem vivido em tumulto desde que o presidente José Mario Vaz demitiu premiê Domingos Simões Pereira em 12 de agosto sobre uma série de disputas, colocando o chefe de Estado em desacordo com o seu Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A volatilidade crônica atiçou a pobreza no país de 1,6 milhões de habitantes, com poucos recursos entre outros a castanha de caju, recursos marítimos (peixes), atraindo os cartéis de drogas da América do Sul que transformou o país em um centro de tráfico de cocaína.

A nova equipe de governo inclui 15 ministros e 14 secretários de Estado, principalmente constituído por membros do governo anterior e do PAIGC.

O gabinete é chefiado pelo premiê de 81 anos de idade, Carlos Correia, que se tornou o terceiro primeiro-ministro em pouco mais de um mês, quando foi nomeados em setembro.

Um engenheiro agrícola formado na Alemanha do Leste, Correia ganhou a reputação de um homem rigoroso no controle do dinheiro público, ganhando elogios de grupos internacionais, incluindo o FMI e o Banco Mundial por contenção de mordomia em tempos de crise.

Este é seu terceiro mandato como chefe do governo após dois mandatos na década de 1990 e num período de quatro meses em 2008.

Duas pastas ministeriais chaves - o Ministério do Interior e Ministério de Recursos Naturais - não foram atribuídas devido a divergências sobre quem deve ser nomeado, disse o comunicado oficial.

"A escolha dos membros do gabinete é de responsabilidade tanto do presidente como do primeiro-ministro. A seleção dos nomes propostos exige um nível de acordo que ainda não foi cumprido na íntegra", disse o comunicado presidencial divulgado na mídia estatal.

Não foram divulgados detalhes sobre quando ou como as pastas em branco seriam alocadas.

Instabilidade crônica

Grupos de oposição do Partido da Convergência Democrática (PCD) e da União para a Mudança (UM) também estão representados no novo governo, embora o segundo maior partido - o Partido da Renovação Social - optou por não participar.

Dois ministros do sexo feminino assumiram pastas chaves - Adiato Djaló Nandigna, anteriormente a conselheira do Presidente Vaz, vai se tornar ministra da Defesa e Aida Injai Fernandes vai se tornar ministra da Justiça.

Artur Silva, que atuou em vários governos, será o novo ministro dos Negócios Estrangeiros e Gerardo Martins foi nomeado como ministro das Finanças.

Este é o segundo governo da Guiné-Bissau depois de dois meses após uma administração liderada por Baciro Dja que foi anunciada em setembro, mas que desmoronou dias depois após a sua demissão.

A instabilidade não é nada de novo para o país, que se tornou independente de Portugal em 1974, depois de uma guerra com o governo colonial que durou mais de 10 anos.

A nação da África Ocidental sofre com agitação intermitente desde a sua libertação, bem como uma série de golpes militares atribuídos em grande parte ao inchaço sem precedentes do exército após a guerra.

Especialistas temem que o caos atual irá parar a reforma das forças armadas da Guiné-Bissau, responsável por uma série de golpes de Estado desde o final da década de 1990, e, potencialmente, levará a um renascimento do tráfico de drogas.

O ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo conduziu os esforços de 15 nações da CEDEAO, o bloco regional para resolver a crise, e no mês passado iniciou conversações com as facções rivais no parlamento.

CEDEAO advertiu em setembro que a instabilidade crônica na Guiné-Bissau tinha "seriamente ameaçado" os progressos económicos realizados após as eleições presidenciais em julho do ano passado.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Guiné-Bissau há dois meses sem Governo.

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A crise política guineense é marcada pela rejeição por parte do Presidente José Mário Vaz de nomes propostos pelo PAIGC para integrar o novo Governo. Cenário de ameaças e troca de acusações preocupa os guineenses.


Presidente José Mário Vaz - "Muito sério"

Foi a 12 de agosto que José Mário Vaz demitiu o Executivo liderado por Domingos Simões Pereira, alegando quebra de confiança no primeiro-ministro.
Desde então, a situação piorou com a troca de acusações entre a Presidência da República, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS), os dois principais partidos no Parlamento. A situação agravou-se com a constante rejeição do Presidente às listas propostas pelo PAIGC para a formação do elenco.
Esta segunda-feira (12.10), à saída de uma reunião com o chefe de Estado, o novo primeiro-ministro, Carlos Correia, deu a entender que o Presidente recusou mais alguns nomes da lista entregue no sábado (10.10). "O Presidente insiste em tirar nomes da minha lista. Não vamos aceitar isso. Já fizemos todas as concessões necessárias para que pudéssemos ter um Governo", afirmou Carlos Correia.
Entidades guineenses falam em situação de desespero e calamidade
A tensão política tem vindo aumentar e fala-se em prisões arbitrárias. O PRS denunciou uma ameaça de morte, feita por telefone, contra o dirigente Florentino Mendes Pereira, ex-ministro da Energia.
O representante residente das Nações Unidas, Miguel Trovoada, espera que o país saia da crise. "Eu espero que seja muito brevemente ultrapassado. Faz dois meses que o país está sem Governo e isso traz prejuízos muito grandes. O impacto faz-se sentir a nível nacional, mas também há uma grande preocupação no plano internacional", disse em entrevista à DW África.
Situação de desespero
O cenário de instabilidade preocupa os guineenses. Muitos funcionários públicos já não comparecem no local de trabalho. O líder do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) alerta que o sistema educativo público também poderá ficar bloqueado se o impasse persistir.

Em todos os sectores tem surgido um grito de socorro para minimizar as dificuldades enfrentadas. Para o jogo da Selecção Nacional de Futebol agendado para esta terça-feira (13.10), em Bissau, o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Manuel Nascimento Lopes, teve de tirar dinheiro do próprio bolso, a título de empréstimo, para que a equipa possa defrontar a Libéria.
O cineasta guineense Flora Gomes ilustra com uma cena trágica a crise política no país. O realizador imagina toda a população a viajar num avião, que representa a Guiné-Bissau, em que se pensava estar "um bom piloto".
"Só que de um momento para o outro, o piloto ficou cego e surdo. É um momento de desespero e, ao mesmo tempo, de revolta", lamenta.
#dw.de

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