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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

domingo, 7 de janeiro de 2024

Morte de Rui Mingas enluta o mosaico político-cultural angolano.

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Angola chora a morte do músico e compositor, Rui Mingas, que faleceu esta quinta-feira, 4 de Janeiro, vítima de doença prolongada, em Portugal. Rui Mingas, político angolano, antigo desportista e co-autor do hino nacional, morreu nesta quinta-feira, 4 de Janeiro, em Lisboa, por doença, aos 84 anos. Políticos e músicos angolanos descrevem a figura daquele que foi ministro da cultura, embaixador, desportista e co-autor do hino nacional. Na sua página de Facebook, o Presidente angolano mostrou-se “profundamente consternado” pela morte de Rui Mingas, lembrando que o seu passamento físico empobrece o país. “Com profunda consternação recebi a triste notícia do falecimento de Rui Mingas, personalidade de grande prestígio que em várias frentes e em diversas funções representou com talento, competência e dignidade o nosso país”, expressou João Lourenço. O sobrinho de Rui Mingas, Maneco Vieira Dias recorda os feitos do tio que, para ele, foi um intérprete e um exímio desportista, que enluta toda a família angolana. “Só podemos lamentar por mais esta perda de um angolano, de um intérprete, de um exímio desportista…neste momento até as palavras faltam, perdemos, além de mais, um parente também, infelizmente”, descreveu Maneco Vieira Dias. O director nacional da Cultural, Euclides da Lomba, também lembrou as qualidades de Rui Mingas. O também músico coloca o co-autor do hino nacional, como a figura conciliador, cujas letras musicadas devem ser “imortalizadas”. “Foi implementador de muitas iniciativas que fizeram acontecer a nossa nação. Tenho a felicidade de partilhar com Rui Mingas poucas vezes, mas o suficiente para entender a sua extensão como cidadão, como conciliador. Para dizer que é um digno patriota”, lembrou. Rui Alberto Vieira Dias Rodrigues Mingas nasceu a 12 de Maio de 1939, distinguiu-se na juventude no atletismo, designadamente nas especialidades de salto em altura e 11 metros barreiras. fonte: rfi.fr

Morreu o jogador e treinador brasileiro Mário Zagallo.

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O primeiro futebolista a ganhar o Mundial de futebol como jogador e depois como treinador, Mário Zagallo, morreu na sexta-feira no Rio de Janeiro. Por: RFI O "velho lobo" ou "professor", como era conhecido no meio de futebol, morreu aos 92 anos deixando uma carreira repleta de títulos. Mário Zagallo teve um papel fundamental em quatro dos cinco títulos mundiais da Seleção. Como jogador sagrou-se campeão do Mundo em 1958 (Suécia) e em 1962 (Chile), ao lado de outras lendas dos relvados como Pelé e Garrincha. Depois, como treinador, comandou aquela que para muitos é a melhor selecção da história, que para além do 'Rei' Pelé tinha Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivellino, e conquistou o tri em 1970 (México). No quarto título do Brasil, em 1994 (Estados Unidos), foi coordenador técnico junto do treinador Carlos Alberto Parreira. Jogou no Flamengo e Botafogo, tendo sido convocado pela primeira vez para jogar pela selecção do Brasil em 1958. Com dois títulos mundiais como jogador, pendurou as chuteiras em 1966. Após ter conquistado mais dois títulos como treinador pelo Braisl, chegou a treinar a selecção dos Emirados Árabes Unidos, que sob o seu comando conseguiu pela primeira e única vez qualificar-se para o Mundial em 1990. fonte: rfi.fr

Jogo Amistoso: GUINÉ-BISSAU SOFRE A PESADA DERROTA FRENTE AO MALI

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A Seleção Principal de Futebol da Guiné-Bissau sofreu este sábado, 6 de janeiro de 2024, uma pesada derrota frente a sua congénere do Mali, no encontro amistoso da preparação das duas seleções sediadas na África Ocidental que estarão presentes no Campeonato Africano de Futebol (CAN’2023) a realizar-se na Costa do Marfim. Numa altura em que faltam 8 dias para o arranque da maior competição de futebol em África, os ‘Djurtus’, que vão participar pela quarta vez consecutiva no CAN, foram derrotados na capital maliana por 6-2 pela equipa local. A seleção nacional, que vai abrir o jogo de abertura da competição frente a sua congênere da Costa do Marfim no dia 13 de janeiro, não entrou bem na partida frente ao Mali, sofrendo golos nos minutos iniciais deste desafio amigável. Aos 5 e 15 minutos da primeira parte, a seleção do Mali fez dois golos por intermédio de Youssoufou Niakité e Lassana Coulibaly, dando a vantagem a seleção local. Embora tenha entrado mal no jogo sofrendo dois golos, a Guiné-Bissau orientada por Baciro Candé, recentemente condecorado com a medalha Amílcar Cabral, conseguiu reduzir a vantagem por intermédio de Mama Baldé aos 37 minutos da partida, dando assim um alento à seleção nacional. Antes do fim da primeira partida, a seleção maliana, que estava a ser superior à Guiné-Bissau, voltou a marcar, fazendo o seu terceiro golo frente a uma seleção que apresentou enormes dificuldades nesta partida amistosa. O terceiro golo da seleção maliana foi marcado por intermédio de Kamony Doumbia. Nos instantes finais da primeira parte, a Guiné-Bissau conseguiu reduzir o marcador, fazendo o seu segundo golo no encontro, através de Carlos Mané aos 42 minutos, dando esperança à seleção nacional para conseguir mudar o rumo dos acontecimentos na segunda metade do desafio. Na segunda parte, a seleção nacional desapareceu completamente da partida, entregando o jogo ao adversário. A seleção de Mali dominou por completo o jogo, criando enormes dificuldades à defensiva da seleção nacional, onde conseguiu fazer mais três golos. Os tentos foram marcados por Dorgeles, que bisou na partida, aos 68 e 85 minutos e Falaye Sacko aos 75 minutos. Numa altura que falta uma semana para o início do CAN’2023, os adeptos e desportistas nacionais reagiram com preocupação a esta derrota da Guiné-Bissau, uma vez que a seleção nacional nunca conseguiu qualificar-se para uma segunda fase do CAN. A Guiné-Bissau vai participar pela quarta vez consecutiva no CAN, mas nunca conseguiu apurar-se para a fase seguinte desta prova. Nas últimas participações, nomeadamente 2017, 2019 e 2021, a seleção nacional apenas alcançou um ponto na tabela classificativa e nas duas últimas edições não marcou nenhum golo. Na sua primeira participação, em 2017, no Gabão, marcou dois tentos por intermédio de Juary Soares e Piqueti Djassi, ambos os jogadores não estão na lista dos convocados. A Guiné-Bissau foi sorteada no Grupo A, em que pontifica também a anfitriã Costa do Marfim, a Nigéria, treinada pelo português José Peseiro e três vezes vencedora da competição e a Guiné-Equatorial. Os dois primeiros classificados de cada um dos seis grupos qualificam-se para os oitavos de final, bem como os quatro melhores terceiros. A fase final do CAN-2023 terá lugar de 13 de janeiro a 11 de fevereiro de 2024. Por: Alison Cabral fonte: odemocratagb.com

LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO NO BURKINA: Ibrahim Traoré deve ir até o fim!

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No seu discurso à nação por ocasião do Ano Novo, o presidente da transição, Ibrahim Traoré, prometeu lançar a máquina de combate à corrupção durante o ano de 2024. Isto chamou-me particularmente a atenção quando sabemos que a prática é bem estabelecida no Burkina, que é erradamente chamada de terra dos homens honestos. Pessoalmente, encorajo o Chefe de Estado nesta luta que considero nobre e necessária. Porque a corrupção, é um eufemismo dizê-lo, constitui um verdadeiro gargalo ao desenvolvimento do nosso país. É um cancro que, se não for tratado a tempo, leva inexoravelmente à morte de um país. Quando sabemos que alguns neste país são considerados fãs da curta escala, só podemos esperar que a promessa feita pelo Chefe de Estado seja cumprida. Devemos rastrear todos os infratores de colarinho branco que tomam liberdades com recursos públicos a ponto de descartá-los como herança de família. Digo isto porque muitas vezes tenho dificuldade em compreender que certos funcionários públicos cujo rendimento mensal é conhecido se tornem subitamente magnatas. Andam de carruagem e constroem castelos na Europa, enquanto outros, os mais virtuosos, puxam o diabo pelo rabo. Não sou eu que estou dizendo isso. Os fatos falam por si. Basta observar o estilo de vida de certos funcionários públicos para compreender que existem ambos. Os infratores financeiros são feitos de tal forma que inovam a cada dia que Deus faz Você vê? As coisas precisam mudar. Todos devem compreender que o bem público é sagrado. Você não pode e não deve se divertir com isso sob pena de multa. Dito isto, encorajo as estruturas responsáveis ​​pelo combate à corrupção, que já estão a fazer um trabalho notável, a não baixarem a guarda. Porque os infratores financeiros são tão feitos que inovam a cada dia que Deus faz. Eles pregam peças nos textos quando às vezes não tentam contorná-los. Eles amam tanto o dinheiro que, ao vê-lo, não param de lamber os lábios se não o desviarem para o bolso. É por isso que admiro um país como o Ruanda, onde as autoridades fizeram questão de erradicar a corrupção de tal forma que a prática foi jogada pela janela. Se os outros tiveram sucesso, por que não nós? Em todo o caso, tenho fé que com Ibrahim Traoré as linhas acabarão por se mover para a grande felicidade do nosso país que, recorde-se, tem pouquíssimos recursos. Sei que a luta será longa, mas vale a pena lutar. Apesar de estar louco, pretendo desempenhar o meu papel na luta contra a corrupção no Burkina Faso. Eu sei que isso fará algumas pessoas sorrirem. E ainda assim, estou falando sério. A minha estratégia de luta consistirá em recusar qualquer moeda ou nota que me seja entregue por um corrupto numa esquina. Quem disse melhor? " O País " ​

PRESIDENCIAL 2024 NO SENEGAL: Ousmane Sonko ainda conseguirá se recuperar?

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A decisão era tanto mais esperada porque poderia selar definitivamente o destino de Ousmane Sonko, candidato às eleições presidenciais de 25 de fevereiro. E caiu ontem, 4 de janeiro de 2024, no Senegal onde o Supremo Tribunal teve de decidir sobre o recurso de cassação do opositor, na sequência da sua condenação em recurso, em maio passado, a seis meses de prisão suspensa no julgamento por difamação interposto contra ele pelo Ministro do Turismo, Mame Mbaye Niang. Uma ordem que, por si só, já estava potencialmente repleta de consequências para o truculento presidente da Câmara de Ziguinchor, cujas ambições presidenciais se mantinham verdadeiras relativamente a esta decisão legal. Ainda assim, a audiência que foi aberta na ausência do arguido, mas na presença de advogados de ambas as partes, cristalizou todas as atenções no Senegal, tendo em conta o que estava em jogo para o jovem opositor que apostava no seu futuro político a curto prazo. longo prazo, nos seus diversos dramas jurídicos que mantêm o país em suspense há mais de dois anos. A questão que se coloca agora é se Ousmane Sonko ainda conseguirá recuperar. A questão é tanto mais justificada porque, para além da decisão do Supremo Tribunal no julgamento por difamação, Ousmane Sonko, que conseguiu apresentar a sua candidatura às eleições presidenciais do próximo mês nas condições que conhecemos, ainda não está no fim dos seus problemas. . Ousmane Sonko está longe de ser dono do seu destino Porque, enquanto não houver veredicto final nos seus processos judiciais que permanecem pendentes nos tribunais, o natural de Thiès será sempre um candidato suspenso. Contudo, no presente caso, para além do julgamento por difamação que acaba de chegar ao seu epílogo e do caso Adji Sarr que ainda aguarda esgotamento de todos os recursos, o prisioneiro de Cap Manuel é objecto de um terceiro processo judicial que conduziu a o facto de ter sido detido e encarcerado em 31 de Julho e no qual está a ser processado por nada menos que oito acusações, incluindo as de “apelo à insurreição e conspiração contra a autoridade do Estado”. Isto mostra que Ousmane Sonko está longe de ser dono do seu destino. Preso no fato de que ele está sob o controle de vários processos legais que parecem tantas espadas de Dâmocles que podem arruinar suas esperanças de se encontrar na linha de partida da corrida para suceder Macky Sall a qualquer momento. E depois, por último mas não menos importante, há a fase crucial do Conselho Constitucional que deve, em última instância, validar os candidatos ao cargo supremo. Mas face aos vários bloqueios que não faltaram no seu percurso tanto para a retirada dos processos de patrocínio como para o depósito do seu depósito, apesar da decisão da Justiça ordenar a sua reintegração no processo e nas listas eleitorais, há razões para acreditar que a validação da sua candidatura ainda está longe de ser definitivamente adquirida. E tudo sugere que, para além dos seus reveses legais e apesar do apoio dos seus firmes apoiantes, ele tem toda uma base eleitoral para reconstruir. A musa da juventude senegalesa deve saber aprender com a sua própria história para melhor projetar-se no futuro Trata-se portanto, digam o que digam, de um Ousmane Sonko lavado pelos processos judiciais e pelo menos um pouco enfraquecido em termos do potencial da sua base eleitoral devido à dissociação de outros líderes da oposição da sua luta, que tem poucas hipóteses de ver a sua o sonho de suceder Macky Sall no palácio presidencial tornou-se realidade. Mas por mais que pareça um exemplo de coragem que soube enfrentar com dignidade as adversidades, a musa da juventude senegalesa deve saber aprender com a sua própria história para melhor projetar-se no futuro enquanto a chama da seu desejo de um dia presidir o destino de seu país permanecerá ardendo dentro dele. Porque, se teve ao seu lado o entusiasmo da sua juventude e o seu discurso de ruptura que o tornou o candidato ideal aos olhos de muitos senegaleses, em retrospectiva, devemos reconhecer que o principal adversário de Macky Sall terá pecado especialmente na sua estratégia . Uma táctica de vitimização que antes se voltou contra ele, uma vez que o Chefe de Estado renunciou solenemente à candidatura ao terceiro mandato que se pensava pretender e que fundou a ira de muitos dos seus compatriotas e a revolta do adversário contra a Justiça do seu país. país. Mas como ninguém pode reivindicar a sua própria torpeza, tudo sugere que Ousmane Sonko jogou e perdeu. Em qualquer caso, a força permaneceu com a lei. E isto é um mérito do sistema judicial senegalês, que se dotou dos meios para se manter à altura do desafio destes julgamentos com conotações políticas. " O país

REJEIÇÃO DA OFERTA DE DIÁLOGO INTER-MALIAN DIRETO DO GOITA PELO CSP: O que fazemos agora?

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No seu discurso de Ano Novo, o presidente da transição maliana, coronel Assimi Goïta, anunciou o estabelecimento de um “diálogo inter-maliano direto para a paz e a reconciliação, a fim de eliminar as raízes dos conflitos comunitários e intercomunitários” e de “favorecer a cooperação nacional”. apropriação do processo de paz”. Uma oferta de diálogo imediatamente rejeitada pelos separatistas do Quadro Estratégico Permanente (CSP) que vêem nela “uma forma de anunciar a caducidade definitiva do Acordo (Paz de Argel de 2015) e de colocar à porta a mediação internacional”. Uma posição inequívoca que reflecte perfeitamente o desejo dos antigos senhores de Kidal de não “participar num processo de paz que será apenas uma farsa”. O mínimo que podemos dizer é que persiste a crise de confiança entre Bamako e os grupos separatistas do Norte, expulsos, nas condições que conhecemos, do seu bastião de Kidal, considerado uma cidadela inexpugnável. recusar-se a regressar à República, mantendo as suas exigências. Caso contrário, como compreender esta rejeição categórica da mão estendida de Bamako, ainda antes de terem sido revelados os contornos do diálogo directo proposto pelo Chefe de Estado? Os malianos beneficiariam se jogassem a carta da moderação Em sua defesa, o momento da saída do presidente da transição do Mali não parece trivial. Porque surge num contexto em que Bamako se encontra numa posição de força, depois da captura de Kidal, que está longe de ser uma vitória simbólica, com a derrota pelas forças combatentes dos separatistas que tiveram de encontrar refúgio noutro local. E neste contexto de tensões crescentes entre Bamako e Argel, questionamo-nos se esta oferta de diálogo directo entre o Mali não esconde o desejo de Bamako de desafiar o mediador argelino. Deste ponto de vista, poderíamos também nutrir apreensões sobre a qualidade do diálogo, se as autoridades de transição não jogassem a carta da inclusão e da transparência até ao fim, optando por excluir certos actores do jogo. Ao mesmo tempo, para que serviria tal diálogo sem a participação dos principais protagonistas? Isto significa que, seja qual for o lado em que estejamos, os malianos beneficiariam se jogassem a carta da moderação, da franqueza e da sinceridade se quiserem ter a oportunidade de sair da situação de crise permanente que não está longe de pôr em causa as acções de desenvolvimento do seu país. . É por isso que o diálogo direto parece sempre melhor do que a mediação, desde que a abordagem seja marcada pela sinceridade. É por isso que nos perguntamos que jogo estão a jogar os separatistas do Norte e qual é a resposta a esta recusa categórica do CSP? Também podemos nos perguntar quais poderiam ser as consequências. Isto levará Bamako a reconsiderar a sua cópia? Ou irão as autoridades de transição optar por prescindir dos separatistas do Norte? A questão é tanto mais justificada quanto situações deste tipo são legiões nos nossos trópicos, onde os mais fortes do momento muitas vezes escolhem fazer o que bem entendem. É hora de estourar o abscesso Mas o Mali não deve cair na armadilha de um pseudo-diálogo que não só não o resolveria, mas contribuiria para perpetuar a profunda crise que o país atravessa há muitos anos. E mais cedo ou mais tarde o problema ressurgirá. É por isso que é hora de estourar o abscesso e é apropriado que todos concordem em colocar água... no chá, para dar uma chance real à paz. Pois, como diz Eclesiastes, há um tempo para tudo: um tempo para a guerra e um tempo para a paz. E se é verdade que todas as guerras terminam sempre à volta de uma mesa de negociações, quanto mais cedo os malianos se encontrarem debaixo da árvore das palavrinhas, melhor. Em qualquer caso, mesmo sem parecer a priori, esta oferta de diálogo inter-maliano directo por parte do inquilino do palácio Koulouba, poderia reflectir a realidade de que Bamako está consciente de que a vitória militar sobre Kidal por si só não é suficiente. E que é necessário dialogar entre si para encontrar um modus vivendi para melhor enfrentar as forças do mal. E, no presente caso, devemos temer que, ao virarem as costas ao diálogo e ao recusarem o que equivale a uma mão estendida de Bamako, os separatistas do Norte acabem por ver-se assimilados ao verme que aterroriza o país e dá às forças armadas do Mali um momento difícil e tratado como tal. Qualquer coisa que só aumentaria a complexidade de uma crise que infelizmente não conseguiu encontrar, em oito anos, a solução nos acordos de paz de Argel. Mas agora que expressaram claramente a sua rejeição, o que fazemos? fonte: " O país "

Sérgio Moro e a Harvard Law(fare) School.

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por Fernando Soares Campos Este artigo foi censurado, em 09.06.2023, quando da tentativa de publicação do mesmo no blog Assaz Atroz, administrado pelo autor. Termos da censura: "A publicação desta mensagem foi anulada porque viola as Regras da comunidade do Blogger. Para publicar novamente, atualize o conteúdo para que cumpra as regras." "Foi atribuído a esta mensagem um aviso para os leitores porque contém conteúdo sensível conforme descrito nas Regras da comunidade do Blogger." Sérgio Moro e a Harvard Law(fare) School por Fernando Soares Campos Em 1996, teve início a carreira de Sérgio Moro como magistrado, na condição de juiz substituto, em Curitiba. Naquele mesmo ano, ele passou a lecionar na Universidade Federal do Paraná. Depois de 22 anos exercendo o cargo de juiz de direito, tendo cumprido a missão (missão, sim) de prender Luís Inácio Lula da Silva, com o propósito de tirá-lo da disputa eleitoral para a Presidência da República em 2018, favorecendo, assim, a candidatura de Jair Bolsonaro, Moro acabou abandonando a magistratura para ser nomeado ministro da Justiça do governo Bolsonaro, com a promessa de vir a ser recompensado pelo seu trabalho sujo com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Em 1998, Moro assumiu cargo de juiz titular em Cascavel (PR), onde fixou residência. Foi exatamente naquele ano que ele participou do Programa de Instrução de Advogados da Harvard Law School. Daí, foi convidado a participar de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro, sob o patrocínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Em 2012, Moro foi auxiliar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, no caso do Escândalo do Mensalão. Essa foi a sua oportunidade de acompanhar o desenvolvimento do processo em que o petista José Dirceu, um dos réus, foi condenado sem prova da acusação que Roberto Jefferson lhe imputara. “Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite.” Essa foi uma das mais importantes lições que a ministra Rosa Weber deu ao seu auxiliar, o juiz Moro, que, com esse mesmo “fundamento infundado”, julgou e condenou o ex-presidente Lula no caso “Triplex do Guarujá”, em 2017, atendendo denúncia do Ministério Público Federal, representado pelo procurador Deltan Dallagnol, que havia “fundamentado” a denúncia de maneira semelhante àquela em que a ministra Rosa condenou Dirceu. Dallagnol, tendo concluído que naquele processo não havia provas contra o ex-presidente Lula, alegou que, em foro íntimo, ele tinha “convicção” de que o ex-presidente da República teria sido o “comandante” dos esquemas de corrupção na Petrobrás, falcatruas que vinham sendo aplicadas contra a empresa estatal desde governos anteriores aos petistas, corrupção denunciada e apurada no governo Dilma, que determinou a exoneração de Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento, Renato Duque, diretor de engenharia e Jorge Zelada, imiscuídos nos esquemas de corrupção, e encaminhou os casos à Justiça. Porém, ao ser deflagrada a Operação Lava Jato, os acusados foram apresentados à população, pela imprensa empresarial, oligopolizada, notoriamente antipetista, como se os denunciados tivessem sido “capturados” pela Lava Jato. Deltan Dallagnol formou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná em 2002 e tornou-se mestre em direito pela Harvard Law School em 2013. Muitas são as armadilhas das quais a CIA se utiliza para aliciar estudantes e militares estrangeiros que possam atuar como seus colaboradores. O propósito é convencê-los a operar em seus países de origem como subagentes daquela agência de espionagem, tornando-se traidores de seu povo, colaboradores nos processos de cometimento de crimes de lesa-pátria. Os ambientes preferidos para assediar os mais vulneráveis estudantes e militares estrangeiros, fazendo deles subagentes da CIA, são as universidades dos EUA e a antiga Escola das Américas. A atuação da CIA nesse sentido envolve praticamente toda a comunidade universitária norte-americana e o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Para a realização de suas escusas atividades, as universidades mais visadas são Harvard e Yale. Escola das Américas, o outro reduto de atuação da CIA Descrição da Escola das Américas na Wikipédia trata de seus supostos objetivos nos seguintes termos: A Escola das Américas (School of the Americas, em inglês) é um instituto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, fundado em 1946. Em 1961, seu objetivo oficial passou a ser o de ensinar a "formação de contra insurgência anticomunista". A Escola treinou vários ditadores latino-americanos, gerações de seus militares e, durante os anos 1980, incluiu o uso de tortura em seu currículo. Em 2001 foi renomeada para Western Hemisphere Institute for Security Cooperation (WHINSEC). (Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança, em português). A instituição é mantida pelos Estados Unidos e, entre outros, oficialmente ministra cursos sobre assuntos militares a oficiais de outros países. Atualmente situada em Fort Benning, Columbus, Geórgia, a escola esteve de 1946 a 1984 situada no Panamá, onde se graduaram mais de 60 mil militares e policiais de cerca de 23 países da América Latina, alguns deles de especial relevância pelos seus crimes contra a humanidade, como os generais Leopoldo Fortunato Galtieri e Manuel Noriega. Assim, podemos imaginar quantos brasileiros, civis e militares, atendidos nessas instituições regressaram ao nosso País na condição de subagentes dos sistemas de espionagem ianque, deixando lá nos States, no mais top secret arquivo da CIA, dossiês que tratam de seus pequenos “pecados”, cometidos, em geral, no âmbito de sua sexualidade, com fotos e vídeos que fariam muito sucesso em sites pornô. Outras transgressões à lei são anexadas à pasta do entreguista, principalmente relatos das propinas que o subagente “cucaracha” (no conceito dos gringos) teria recebido com a venda de sentenças e outras falcatruas. (*) Fernando Soares Campos é autor de "Saudades do Apocalipse - 8 contos e um esquete", CBJE, Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2003; "Fronteiras da Realidade - contos para meditar e rir... ou chorar", Chiado Editora, Portugal, 2018; e "Adeildo Nepomuceno Marques: um carismático líder sertanejo" (em parceria com Sérgio Soares de Campos), Grafmarques, Maceió, AL, 2022. fonte: pravda.ru

A Venezuela, as narrativas e Lula.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A ideologização sobre tudo o que se move na sociedade é uma espécie de patologia que expandiu-se com o MBL (Movimento Brasil Livre), em 2014, desenvolveu-se no lavajatismo e atingiu grau máximo com o bolsonarismo, em 2018.
Muito foi escrito sobre a permanência do lavajatismo e bolsonarismo mesmo após a desmoralização de seus líderes, como Dallagnol, Moro e Bolsonaro. Todos erraram, porque sem o apoio da imprensa reacionária, nada fica de pé por muito tempo. Com a vinda do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao Brasil, para a reunião de cúpula dos países da América do Sul, vimos, mais uma vez, como esses ‘adjetivismos’ são dependentes de uma boa imprensa parcial e financiada para produzir as narrativas de interesses dos EUA. Lula anfitrião O Presidente Lula, como anfitrião, teve que tomar atitudes de acordo com cada convidado. Com Maduro, que se parece com aquele primo beberrão que vive aprontando, mas que é convidado por ser da família, Lula teve que normalizar sua presença, mesmo sabendo das críticas que receberia. As análises simplistas feitas por jornalistas e palpiteiros da internet sobre a ditadura na Venezuela, não colocam na discussão o cidadão e cidadã venezuelanos, não aprofundam as questões como nacionalidade e pertencimento. Os venezuelanos, nas análises dessa turma, são fugitivos de um regime ditatorial de um sanguinário, que abandonam suas vidas, sua pátria, seus sonhos, para viverem de maneira sub-humana em outros territórios. Na verdade, existem venezuelanos saindo da Venezuela, como existiram cubanos indo para Miami. Porém, não é criando sanções e embargos comerciais contra o governo, que na prática se vira contra a população, que esse problema será resolvido. No Brasil, a aprovação do Marco Temporal foi uma derrota para o governo, como apregoa a imprensa, ou uma derrota para os indígenas? Aos berros, reacionários de todos os naipes e escalões, fazem coro com o imperialismo que sustenta as narrativas que refletem na crise por qual passa o povo venezuelano e, agindo assim, são responsáveis indiretos por aquilo que denunciam. O Presidente Lula, com toda a sua sensibilidade, percebeu isso e, diplomaticamente, de maneira cordial, do alto do exercício de seu mandato de chefe de Estado, afagou e acolheu Maduro em sua casa, tentando ‘humanizá-lo’ perante a opinião pública mundial, para que o povo venezuelano seja tratado com mais respeito e tenha a devida atenção daqueles que levaram seu país à condição que está hoje. A América do Sul precisa se unir e tentar resolver diferenças de cunho ideológico, social e comercial, com total soberania interna dos países do continente. Desde sempre convivemos com a desvalorização de nossas moedas, com o abafamento da nossa cultura e andamos de cabeça baixa pelos corredores da ONU e fóruns internacionais. Aos que olham a vida com viés ideológico, fica a lição de que existe limite entre uma nação e outra, que as diferenças precisam ser abordadas com respeito a essa regra, porque só assim é possível o diálogo, mesmo que seja com um ditador, para que haja solução positiva que coloque em primeiro plano as necessidades dos principais envolvidos, nesse caso, o povo venezuelano. Ricardo Mezavila, cientista político fonte: pravda.ru

O projeto fascista neoliberal para América Latina.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... No último final de semana, Javier Milei venceu as eleições argentinas com ampla vantagem. Milei combina um entreguismo radical e uma política repressiva dura. Adepto da “doutrina do choque”, a ideia é aproveitar a profunda crise econômica e social, aliado à dispersão das forças populares para implementar uma reformulação completa do regime político do país. A ideia é entregar de vez o destino argentino aos desmandos diretos de Washington. Fim do Banco Central, dolarização, privatização de tudo. Ao mesmo tempo, defende uma política repressiva totalitária; defensor da ditadura militar e aliado ao Estado sionista de Israel.
Alguns analistas brasileiros procuram minorar a gravidade deste fato comparando Milei a Bolsonaro e repetindo o mantra anestésico “vai passar”; aludindo a suposta derrota do bolsonarismo no Brasil. Nada mais narcótico. Nem aqui a extrema-direita foi derrotada, muito menos se trata de um fenômeno retardatário na Argentina. A vitória de Milei mostra claramente uma segunda ofensiva da extrema-direita no continente. Algo que deve ser observado de perto; pois o sucesso dessa ofensiva indicará o que vem pela frente no Brasil. Um indício evidente é a conexão entre Milei na Argentina, Noboa no Equador e Bukele em El Salvador. Sendo este último, o posto mais avançado no laboratório político do imperialismo no continente. “Convido-vos a trabalhar para fortalecer as relações bilaterais e para um futuro próspero que busque a cooperação entre as nossas nações”, escreveu o presidente equatoriano recém-eleito após um golpe de estado. Enquanto a vice-presidente do Equador manteve uma intensa agenda internacional que incluiu reuniões com o primeiro-ministro do Peru, Alberto Otárola; o presidente do partido espanhol de extrema direita Vox, Santiago Abascal, e uma reunião neste domingo com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Não se trata de acaso Não se trata de acaso; Equador e El Salvador, além do Panamá, já realizaram o processo de dolarização e abertura total das fronteiras comerciais com os Estados Unidos. A vitória de Milei na Argentina revela o plano norte-americano de estender para todo o continente a receita. Qual a receita? Terra arrasada; destruição de todo patrimônio nacional; destruição da indústria nacional e da soberania nacional; recessão profunda; fortalecimento do agroexportador ligado ao imperialismo; fim dos direitos políticos e sociais, fim dos serviços públicos. Uma repetição ainda mais amarga da receita FHC para o Brasil. Entretanto, o tamanho da destruição pretendida é tal que é preciso outro regime político para reprimir completamente as tendências necessárias de levante massivo do povo pobre em resposta. Portanto, para além do problema econômico devemos acompanhar com preocupação o progresso da política de exceção rumo a um estado totalitário. O objetivo do imperialismo é claro: diante da crise que o seu controle político está sofrendo no Oriente Médio, na África e Ásia, a América Latina deve ser disciplinada. O quintal dos EUA tem que estar sob controle completo para que o imperialismo possa avançar nos demais frontes. Algumas propostas de Milei: desregulamentar o mercado legal de armas de fogo, proibir a entrada de estrangeiros com antecedentes criminais e deportar os que cometerem delitos. No sistema prisional, promete construir prisões público-privadas, militarizar as que já existem para reestruturá-las durante esse período de transição e eliminar auxílios a detentos. Fala ainda em capacitar, equipar e "despolitizar" as forças de segurança e modificar leis de defesa nacional e inteligência. E disse que vai "meter presos os piqueteros", referindo-se a manifestantes que costumam fechar ruas. Já Noboa, declarou que Equador está em “guerra”. Sua proposta mais comentada é a de criar navios-prisões para isolar os presos de suas redes criminosas e propõe a militarização das fronteiras e enviar os presos mais violentos para navios prisionais. Mas El Salvador já não é projeto, é realidade. Também se utilizando do disfarce ideológico de “combate ao tráfico e ao crime” Bukele instaurou uma ditadura policial no país. Desde 2022 El Salvador vive sob um regime de exceção. Sem mandato, sem processo legal, sem mesmo acusação formal, 1% da população foi presa em poucos dias. Hoje El Salvador é o líder mundial em número de presos proporcional ao total da população. E a operação fascista foi televisionada, foi divulgada com superproduções cinematográficas para divulgar o “maior presídio do mundo”!. El Salvador é o “experimento de sucesso” pronto a ser exportado por todo o continente. Equador e Argentina é o segundo estágio do projeto. É muito grave isso, pois o Brasil é o foco final. E aqui, o estado de exceção jurídico já está pronto. Presídios privados estão sendo aprovados. O sionismo exerce uma pressão cada vez mais evidente no Estado nacional. Exército dos EUA operam na Amazônia brasileira; Guajajara abre o seu ministério para os EUA e França... O polianismo não nos ajudará em nada; pelo contrário. Leandro Monerato Ver mais em https://port.pravda.ru/cplp/58279-projeto_fascista/

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

CABO VERDE: Professores recentemente contratados estão há quatro meses sem salários e a passar fome – Sindprof.

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O sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) denunciou que professores recentemente contratados pelo Ministério de Educação estão há quatro meses sem receber salário e alguns colocados em ilhas diferentes da sua residência já dizem “passar fome”. “Os professores novos contratados para o presente ano lectivo iniciaram as suas funções no dia 04 de Setembro de 2023 e até agora não viram nenhum tostão dos seus salários, tendo inclusive passado as festas natalícias numa total miséria”, lê-se na publicação feita nas redes sociais do sindicato. Alguns alegam estar a passar fome Segundo a mesma fonte, muitos desses professores lhe tem solicitado ajuda e outros, assegurou, alegam estar a passar fome, assim como, noutros casos, estão a ser ameaçados pelos proprietários das residências onde moram por causa das rendas em atraso. O sindprof criticou o facto do Ministério da Educação continuar em “silêncio profundo”. “É assim que se investe na educação? Colocar um professor fora da sua ilha sem salário durante quatro meses? Qual a motivação deste professor em continuar?”, questionou o sindicato, acrescentando que o problema vem se repetindo todos os anos, mas, “este ano está a ser dos piores”. Importante ressaltar que o Sindprof iniciou ainda na quarta-feira, 27, uma greve por um período indeterminado, por falta de acordo com o Ministério da Educação sobre as reivindicações ligadas ao aumento salarial. Aumento do salário base em 36% O Sindprof, segundo a presidente Lígia Herbert em declarações à Inforpress, apresentou uma proposta com o pedido de aumento salarial de 78.678 escudos para 107.471 escudos de salário base o que não foi aceite na última reunião com o Ministério da Educação e Direcção-geral do Trabalho. C/ Inforpress

CABO VERDE: Em tempos difíceis, PR augura um 2024 com menos pobreza e desigualdades sociais.

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Numa época considerada “difícil”, tanto a nível nacional quanto no cenário mundial, o Presidente da República desejou hoje que 2024 seja, para todos, um ano de menos pobreza, menos desemprego e menos desigualdades sociais, fenómenos corrosivos para qualquer sociedade. Num cenário de guerra, os votos são também para um mundo mais humano e orientado para o bem comum. “Nesta hora de passar em revista o ano findo e perspetivar o futuro, os meus votos são de esperança num ano de 2024, muito melhor, para todos, tanto nas ilhas como no mundo inteiro”, declarou o Chefe de Estado, na sua mensagem de Ano Novo. A nível global, José Maria Neves reconhece que o Mundo atravessa uma crise estrutural para a qual ainda não se vislumbra nem o fim, nem a duração, e nem o seu desfecho, em meio a “tempos difíceis de crise e de estagnação”, mas diz que “temos de ter confiança e alento suficientes para acreditar que 2024 será um ano de paz, principalmente pela cessação dos conflitos com evidente desprezo pela vida humana”. “Repudiamos os ataques maciços infligidos à população civil indefesa, com massacres de mulheres e crianças, só comparáveis ao pior que aconteceu durante a segunda guerra mundial”, sublinhou. Insegurança, criminalidade e educação Outro desafio para este ano, segundo disse, é a questão da insegurança e da criminalidade, pelo que auguro mais sucesso nessa luta, a bem de um clima de maior tranquilidade e harmonia social. Já no sector da educação, não obstante os ganhos, que, segundo sublinhou, são assinaláveis, é preciso melhorar a sua qualidade e examinar as questões relacionadas com as reivindicações que têm ocorrido ultimamente, nomeadamente as dos professores. Saúde e transportes “Na saúde, regista-se, com agrado, o engajamento dos seus profissionais. No entanto, há que encetar esforços conducentes a uma melhor avaliação da prestação dos serviços disponibilizados aos utentes, com vista à sua melhoria, garantindo maior eficácia e eficiência”, elencou ainda. Os seus votos de melhorias significativas para 2024 passam também pelos transportes, marítimos e aéreos, onde, no seu entender, tem-se assistido a uma “regressão”. “No geral, desejamos que as reivindicações de vários grupos profissionais possam merecer a devida atenção, pois, muitas delas parecem ser justas. O diálogo deve ser eleito como a melhor forma para encontrar soluções para os diferendos”, encorajou, não descurando de uma necessária revisão da política salarial do Estado, “para que haja maior equilíbrio e justiça entre os diferentes grupos profissionais”. Alterações climáticas No tocante às alterações climáticas, José Maria Neves diz que a COP28 abre uma porta à esperança de um mundo livre de energias fósseis, capaz de atingir a almejada neutralidade carbónica em 2050. “Cabo Verde se orgulha de iniciar esta caminhada, desde 2008. A aceleração da ação climática, a implementação do índice de vulnerabilidade, o financiamento climático e ambiental, são anseios de todos, principalmente dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, ou seja, dos mais vulneráveis e dos mais afetados, incluindo o nosso país”, especificou. Neves encerra os seus votos desejando que o Novo Ano traga, para todos, mais paz, mais amizade e mais irmandade, mas, também, mais oportunidades e mais prosperidade. fonte: anacao.cv

E OS BRANCOS ANGOLANOS…

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Na edição digital do Folha 8, de 24 de Dezembro deste ano de 2023, o Orlando Casto interrogava-se para onde foram os brancos angolanos. É simples, foram-se, maioritariamente, para outras paragens. Por Carlos Pinho (*) Eforam-se por várias razões muito simples. Basta dar uma vista de olhos por dois ou três artigos de opinião em publicações angolanas, para se perceber tais razões. Por exemplo, olhe-se para o que foi escrito no Novo Jornal pelo Fernando Pacheco em 20 de Novembro de 2023, no artigo intitulado “A independência e a torneira sempre a inundar a sala”. O autor tece bastantes e pertinentes considerações sobre os 48 anos de independência e embora faça extensas críticas à incompetência do MPLA, não se coíbe de referir “… a ignorância política da esmagadora maioria da população portuguesa, o que a levou a temer o futuro ou a rejeitar o convívio com um governo de maioria negra ou mesmo a aderir a acções ilegais contra a independência.”. Repare-se que nada no referido texto se refere aos angolanos brancos, claramente não existiam para este autor, pertencendo claramente à dita “população portuguesa”. Esqueceu-se o autor de referir igualmente, embora ande por lá perto, ao nomear os ódios raciais que existiram de parte a parte. Ora, na verdade, aquilo que a meu ver aconteceu, foi a tremenda ignorância política dos políticos angolanos, com especial ênfase nos do MPLA, que tudo fizeram para expulsar os portugueses e seus descendentes de Angola, neles se incluindo claramente os angopulas, os tais brancos angolanos. Mas outros escritos de outros autores mostram claramente que idêntico preconceito se explana no que escrevem. Olhe-se para o texto de Fernando Pedro no Club-k em 23 do mesmo mês de Novembro de 2023. Basta o título para se perceber claramente tudo – “Governo angolano é aculturado: No “berço” faltou a lição nacionalista”. Segundo este autor é por demais evidente que a ligação aos portugueses e a Portugal, seja esta cultural ou de cariz diferente, é a razão que sustenta todos os esquemas e corrupções. Depreende-se, pois, que tivessem sido os governantes angolanos afastados de quaisquer resquícios de cultura portuguesa, a corrupção nunca teria criado tão fortes raízes em Angola. Ora, quem diz portugueses, diz maioritariamente brancos sendo, concluo agora eu, que a expressão máxima dessa perfídia governativa poderia ter sido expressa por angolanos brancos, caso esses não tivessem sido expurgados de Angola nos tempos gloriosos da pré-independência e mesmo no pós-independência. Em suma racismo claro e conciso. Malditos tugas, mesmo que de pele negra, mas com coração branco, e volto a citar “Enfim, os actuais membros do governo – maioria portugueses – não têm interesse em melhorar as condições de vida da população. São insensíveis, classistas e arrogantes… Portanto, não é por acidente o que se passa hoje em Angola. É o resultado de termos um governo aculturado e sem sentido de nacionalismo angolano”. Só não entendo por que raio o autor desta obra de arte, o tal Fernando Pedro, não escreveu o texto em quimbundo ou umbundo ou noutra dita língua nacional angolana. Teria certamente uma posição mais consentânea com aquilo que escreveu. Os autores destes belíssimos artigos parecem esquecer algumas questões básicas: – Primeiro, tendo os portugueses governado Angola, claramente mais mal do que bem, salvo no pós 1961 quando viram que a “Jóia da Coroa” ia fugir-lhes, era e é natural que a influência da cultura portuguesa fosse dominante na formação dos cidadãos angolanos, mormente das suas classes dirigentes. Até o “querido pai da pátria” se casou com uma branca pula. Ora pelos vistos, e tendo por base a opinião do Fernando Pedo, tratou-se de um arrogante aculturado. Concordo com o adjectivo arrogante, o homem era um patife. Eu, claramente diria mais e pior! Mas aculturado? – Depois é bem claro que o conceito de angolanidade aparece por oposição ao conceito de portugalidade; – A noção da nação angolana não existia antes da chegada dos portugueses. Havia reinos, tribos e povos que se guerreavam entre si, sendo a escravatura dos derrotados um fenómeno recorrente; – Não foram pois os brancos que trouxeram a escravatura para Angola. Por isso não perceber o enquadramento histórico que levou ao desenvolvimento da nação angolana, tal como se conhece hoje, é pura ignorância. As rivalidades existentes entre as vários tribos, povos e reinos que ocupavam o actual território do país, só foram atenuadas pela oposição que se desenvolveu à ocupação colonial. O branco agiu, involuntariamente é claro, como elemento de união entre esses vários povos, pois em certa medida foi o ódio ao branco que os uniu numa luta comum. Ironicamente o principal elemento fomentador aglutinador dos povos que constituem a actual Angola foi o branco, fosse ele proveniente de Portugal ou já nascido em Angola. Citei apenas estes dois casos para minimizar o fastio do presente texto. Mas basta varrer vários artigos de opinião de conceituados comentadores e comentadoras angolanas, para se constatar mais do mesmo. Poucos têm a inteligência e a coragem para analisar com frieza o sistema que controla o estado angolano, tal como o faz o escritor José Luís Mendonça (https://kesongo.com/jose-luis-mendonca-escalpeliza-o-sistema/) (acedido em 31 de Dezembro de 2023). Para o José Luís Mendonça, é bastante claro o que se passou em Angola na sequência do Golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, com o aparecimento de um “sistema” muito peculiar. Passo a citar “Por sistema, especificamente em Angola, deve entender-se uma equipa de amigos que capturaram o Estado, mesmo antes da emancipação da colónia, isto é, durante as lutas intestinas em Luanda, em 1974, contra o colono da periferia e, depois, através da guerra civil, que se disseminou por todo o país, o que resultou na anulação com sangue do Acordo de Alvor… Angola é um cadinho de ex-nações, povos e culturas, cujo material etno-histórico é preciso saber misturar com sabedoria, a fim de acomodar com a participação dessas ex-nações no poder político, económico e cultural… Esta equipa de espírito pequeno burguês saiu da Casa dos Estudantes do Império e impôs aos angolanos um sistema presidencialista, baseado num regime totalitário e autocrático, baseado em excessos repressivos, prisões, tortura mecânica e psicológica e fuzilamentos sem juízo criminal, com a ocultação de cadáveres. Foi este sistema que desencadeou o massacre do 27 de Maio e hoje continua a utilizar os mesmos métodos dessa época”. Ora, e agora afirmo eu, autor do presente texto, é evidente que para tal gente do sistema vigente em Angola, o malvado do colono em particular e o malvado do branco em geral, é uma rica explicação para a inoperância do actual status quo em Angola. Muitas pessoas, colocam-se atrás de análises, umas mais eruditas tal como fez o Fernando Pacheco, outras mais cavernícolas como fez o Fernando Pedro, para chutarem as culpas daquilo que correu e ainda corre mal para o colono, para os brancos, para os angopulas, e nunca vão directamente ao cerne da questão, tal como o fez o José Luís Mendonça. É pena, pois assim talvez houvesse alguma possibilidade de emendar a mão e se garantir um melhor futuro para Angola. Aliás, na sequência das tais lutas intestinas de 1974 e 1975, muitos portugueses e angopulas pretenderam retornar a Angola após a independência, mas o governo do Agostinho Neto opôs-se a isso. Convinha a muita boa gente herdar as propriedades e outros bens materiais e empresas dos “ausentes”. Estou perfeitamente à vontade para escrever sobre isso, os meus pais ficaram em Angola até Outubro de 1979 e as histórias que eles me contaram dos desmandos efectuados pelos representantes do governo angolano nas empresas intervencionas são por demais esclarecedoras. Logicamente que passados anos, com o conhecimento daquilo que o poder popular representou, poder esse que de facto não existiu na prática, mas foi uma estratégia engendrada pelos tais amigos do sistema para controlarem o país, quaisquer veleidades que os brancos tivessem de voltar a Angola se esfumaram. Em vez de os brancos terem privilegiado o seu amor por Angola, eles privilegiaram o amor à própria pele e demandaram outras paragens. Como sempre novas gerações de estrangeiros, vão à procura de ganhar a vida em Angola, sejam quais forem os meios, lícitos ou ilícitos. É a lei da vida. Deveria caber ao governo angolano ter juízo e tentar controlar o que se passa. Mas, sejamos honestos, é pedir o impossível. Basta ver onde o actual Presidente da República vai passar a virada do ano de 2023 para 2024, o tamanho da sua comitiva de 33 pessoas e o custo da estravagância, (https://www.club-k.net) (acedido em 27 de Dezembro de 2023) para se perceber que, como dizem os brasileiros “daquele mato não sai cachorro”. Ora se tal se viu alguma vez no tempo dos colonos brancos? Pois, eram colonos e fascistas. E os actuais colonizadores o que são? Está mesmo visto que os angolanos brancos não são parvos. Foram para outras paragens, por muita dor de alma que isso lhes tenha custado e ainda hoje lhes custe. Eu que o diga. (*) Angolano, Professor (reformado) da FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

ANGOLA: PRESIDENTE ESTAR DE FÉRIAS (FORA DO PAÍS) É ESTAR LEGALMENTE AUSENTE?

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O Presidente da República, João Lourenço, está ausente do país em gozo de férias nas Ilhas Seychelles desde o dia 30 de Dezembro de 2023 com regresso marcado apenas no próximo dia 9. Durante a sua ausência quem o representa nas funções de Chefe de Estado e Titular do Poder Executivo? O jurista Hutson Vasco responde. Por Geraldo José Letras De acordo com o artigo 131 n°1 da Constituição da República de Angola (CRA), em caso de ausência no país, impossibilidade de exercer as suas funções ou em situações de impedimento temporário, cabe à vice-presidente da República, Esperança da Costa, segunda figura mais importante do poder executivo a nível de representatividade, substituir o Presidente da República, João Lourenço e assumir “a gestão corrente da função executiva do país”. O esclarecimento vem do jurista Hutson Vasco ao explicar ainda que, em caso de se identificar também a ausência da Vice-presidente da República, Esperança da Costa, arroga-se a responsabilidade de substituí-la à Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, se por acaso também esta não estiver em condições, ai vai exercer o cargo de Presidente da República, na ausência dos três primeiros entes públicos, o Juiz Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo. “Importa aduzirmos, que a Vice-Presidente da República, é um órgão auxiliar do Presidente da República no exercício da função executiva, como sustenta constitucionalmente o artigo 131 n°1 da CRA. O que pressupõe dizer efectivamente, que a segunda figura mais importante do poder executivo a nível de representatividade é o/a vice Presidente da República. A vice Presidente da República, é o candidato número dois da lista, pelo círculo nacional, do partido político ou da coligação de partidos políticos mais votado no quadro das Eleições Gerais, realizadas ao abrigo do artigo 143 e seguintes da constituição”, disse o jurista. Hutson Vasco sublinha ainda que o Presidente da República, João Lourenço, também pode ser substituído pela vice-Presidente da República, “em caso de vacatura, cumprindo a vice-Presidente da República, o mandato na sua ausência até ao fim, com a plenitude dos poderes. Mas não é concretamente a situação em causa, pois trata-se de uma ausência temporária (gozo de férias). Porém, na ausência do Presidente da República, assume o cargo de Presidente da República, a Vice-Presidente, que praticará actos de gestão corrente, permitindo o normal funcionamento da soberania executiva, até ao regresso do Presidente efectivo”, sentenciou. fonte: folha8

MINISTÉRIO INTERIOR DENUNCIA QUE EX-DIRETOR FINANCEIRO DESVIOU 148 MILHÕES DE FCFA.

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O Secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Macedo Monteiro, revelou esta sexta-feira, 29 de dezembro de 2023, que o ex-diretor financeiro do Ministério do Interior, Malam Camará (Moro), levantou na conta bancária do ministério no dia 20 do mês em curso 50 milhões de francos CFA e no dia seguinte 98 milhões de francos CFA, totalizando 148 milhões de francos CFA, alegando “ordem superior”. José Carlos Macedo Monteiro negou que tenha sido “detido ilegalmente” por ordens de Botche Candé, apenas está a ser ouvido no âmbito desses levantamentos, por isso “continua sentado no ministério”. Admitiu que Malam Camará foi intimado para esclarecer o assunto, mas não está preso, nem foi humilhado, espancado ou algemado e ilibou Boche Candé do envolvimento no caso que envolve o suspeito Malam Camará. “Mas algumas pessoas estão a denegrir a imagem do ministro do interior, acusando-o de estar a perseguir Malam Camará. É falso e não corresponde à verdade, porque nem Botche Candé sabia se o suspeito tinha sido trazido às instalações do ministério, a mando do Secretário de Estado, enquanto parte operacional dessa instituição. O ministério está sem dinheiro para alimentação e combustível para as viaturas que fazem o trabalho diariamente”, informou. José Carlos Macedo falava durante uma reunião realizada no Ministério do Interior com comandantes de diferentes corporações policiais, tanto do Setor Autónomo de Bissau como das regiões. Anunciou que em breve sairá uma circular que irá regular, a nível nacional, algumas normas nas vias públicas, nomeadamente não utilização das viaturas do Estado em horários inapropriados, o uso obrigatório de capacetes para motorizadas, retirada das viaturas danificadas das ruas, perturbação sonora, entre outras medidas a serem tomadas, depois da orientação do titular do Ministério do Interior. Na sua comunicação, o ministro do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé, defendeu que é preciso garantir segurança na Guiné-Bissau, acabar com vinganças e ódio para que os estrangeiros tenham confiança de investir no país. O governante advertiu que a partir de agora, qualquer pessoa que for assassinada, espancada e roubada em qualquer zona, tanto em Bissau como nas regiões, o comandante e o seu adjunto dessa área serão exonerados automaticamente, porque “revelará a falta de capacidade em controlar a sua zona de jurisdição”. Por: Aguinaldo Ampa Foto: A.A fonte: odemocratagb.com

Almoço com chefias militares: PR SISSOCO ELEGE 2024 COMO ANO DE DISCIPLINA, RIGOR E DE LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO.

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O Presidente da República, General Umaro SissocoEmbaló, elegeu 2024 como o ano da disciplina, de rigor e de luta contra a corrupção, acrescentando, neste particular, que não se pode impedir “as tentativas”, mas voltou a avisar que nenhuma tentativa de golpe de Estado vai consumar-se, enquanto estiver como chefe de Estado da Guiné-Bissau. “Apesar dos esforços feitos na formação de militares nos últimos tempos, infelizmente as forças armadas são rotuladas com a cultura de golpes de Estado neste país, através da manipulação de alguns políticos falhados. Quero garantir-vos que eu, enquanto Presidente da República, não posso impedir que as pessoas tentem, mas garanto-vos que nenhuma tentativa de golpe vai consumar-se”, disse o chefe de Estado, elegendo o 2024 como o ano da disciplina, rigor e de combate à corrupção. Embaló fez estas afirmações na sua mensagem endereçada às forças de defesa e segurança, durante um almoço de confraternização com as chefias militares, oficiais generais e superiores do exército guineense e com a presença dos responsáveis das forças de segurança (POP e Guarda Nacional), realizado no pátio do Estado-Maior (Fortaleza de São José da AMURA). “As forças armadas não podem permitir que um dos seus elementos esteja a destabilizar o país sistematicamente. A Guiné-Bissau é um país de gente séria e de homens e mulheres bons. A Guiné é o único país do mundo em que, quando uma pessoa é presa por ter cometido um erro, levantam-se as vozes para dizerem que o fulano não pode ser detido. Mas porquê?” Questionou. Umaro Sissoco Embaló afirmou que qualquer pessoa que tomar o dinheiro do Estado vai para o calabouço. Avisou aos militares na ocasião, que quem quer fazer a política deve desmobilizar-se, a começar pelo próprio Chefe de Estado-Maior General das Forças, para depois ir fazer a política.
“É uma pena o que aconteceu recentemente. Como é possível que as pessoas tenham sido detidas por terem cometido algum erro pareçam uns marginais que foram libertá-las? Digo assim porque essas pessoas não são militares, são sim marginais que costumam ter este tipo de comportamento de ir violar as celas para retirarem os presos”, criticou. Assegurou que este ano as pessoas saberão que existe um Estado e desafiou quem quiser que saia a rua para manifestar. “Que saiam para se manifestarem, qualquer número de pessoas e mesmo 50 mil pessoas, haverá uma resposta adequada, porque a indisciplina não pode continuar neste país”, advertiu, assegurando que “até ao fim deste mês, todos os bandidos vão parar nas celas e mesmo que seja ele, porque ninguém tem o direito de tomar o bem público”. “Nenhum tropa aqui é mercenário. As pessoas tomam os recursos do Estado para mobilizarem alguns marginais para fazerem o golpes de Estado. Não haverá golpe nunca mais nesta terra”, assegurou, enfatizando que “haverá golpes só na urna. Mas quem quiser desafiar que venha”. “Não temos o direito de destabilizar este país e colocá-lo toda a hora na situação da instabilidade. É uma vergonha esta situação que acontece neste país, mas a população precisa da paz e estabilidade”, disse. Embaló lembrou que várias vezes mandou as forças de defesa e segurança para retirar o lixo das ruas, mas depois de algumas horas via-se novamente lixo aglomerando nas ruas o que, no seu entender, é uma indisciplina que deve acabar. Apelou às chefias militares e paramilitares para ajudarem no trabalho da reconstrução da Guiné-Bissau. O Brigadeiro general, Samuel Fernandes, apresentou a mensagem do final de ano do chefe do Gabinete do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, endereçada aos militares, na qual lembrou que 2023 foi ano de grandes realizações nas forças armadas. “A nível da formação conseguimos enviar estudantes militares para o Reino de Marrocos em diferentes especialidades, para a República Popular da China, depois de um interregno de quase três anos, devido a pandemia de Covid-19, enviamos estudantes para Senegal, Portugal e em janeiro, um número significativo de estudantes militares vai para a Federação da Rússia, onde neste momento temos mais de uma centena dos nossos camaradas a estudarem nos diferentes estabelecimentos de ensino militares”, contou. Realçou o trabalho feito para melhorar o sistema de saúde militar que agora tem maior e melhor assistência médica e medicamentosa para os militares e a população em geral que procura aquele serviço. Por: Assana Sambú fonte: odemocratagb.com

Guiné-Conacri: Perspectivas económicas - Coronel Doumbouya contradiz o governo.

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O presidente da transição, coronel Mamadi Doumbouya, declarou no seu discurso à nação, domingo, 31 de dezembro de 2023, que a economia guineense “está bem”. Enquanto os responsáveis ​​pelas instituições responsáveis ​​pela economia do país prevêem perspectivas sombrias. Uma contradição que levanta questões. Contrariamente às afirmações do ministro da Economia perante o Conselho Nacional de Transição (CNT), o presidente da transição garantiu que “a economia guineense está bem apesar da situação global. Apesar das dificuldades, a nossa economia é resiliente. As reformas estruturais profundas para a recuperação da economia nacional e da boa governação empreendidas pelo Comité Nacional da Reunião para o Desenvolvimento (CNRD) e pelo Governo terão mais sucesso”, declarou Mamadi Doumbouya no seu discurso à nação. Esta declaração do Chefe de Estado contradiz assim as declarações dos Ministros do Orçamento, Lanciné Condé, da Economia, Moussa Cissé e até do Primeiro-Ministro que alertou para as sombrias perspectivas económicas da Guiné após a explosão no depósito de combustível em Kaloum. “Economicamente, o crescimento será afetado. Com efeito, se a destruição das instalações do SGP conduzir, a médio prazo, a uma perturbação no abastecimento de combustível do país, corre-se o risco de perturbar os sectores dos transportes, da indústria, do comércio, dos serviços, etc. Em termos de inflação, esta perturbação poderá provavelmente provocar um aumento nos preços ao consumidor”, explicou o governador do BCRG, Karamo Kaba, aos conselheiros de transição nacionais por ocasião da apresentação do projeto de lei da demonstração financeira inicial de 2024. Nesta mesma ocasião, o Primeiro-Ministro, Bernard Goumou, não escondeu a sua preocupação com a situação. “Nosso país foi afetado de forma duradoura. Olhando para a evolução da crise, posso afirmar que estamos a passar por uma tragédia. Tragédia no sentido de que a maior parte dos nossos ministérios, quero dizer, os serviços públicos, estão paralisados, as nossas empresas privadas que pagam impostos estão paralisadas. Quero também dizer que o sistema de transportes também está paralisado e quando o sistema de transportes está parado isso significa que até à última aldeia da República da Guiné será afectada. (…). Se o governo não tomar as medidas adequadas, poderemos assistir a crises na sequência do aumento do preço dos bens de primeira necessidade. (…) Os impactos desta crise são enormes. Não é hoje, nem amanhã, que conseguiremos encontrar todas as soluções e resolver esta crise. Esta crise levará algum tempo até que toda a situação volte ao normal”, alertou o chefe do governo. E o Ministro da Economia, Moussa Cissé, e das Finanças acrescentou: “Este incêndio terá repercussões económicas e sociais significativas. Economicamente, o crescimento será afetado.” Em quem devemos acreditar nesta situação? Mamadi Doumbouya ou os ministros económicos que prevêem o “pior” para a Guiné? fonte: https://www.guinee360.com/

A CARTA DO EDITOR: Que o sangue derramado de nossos mártires e combatentes sele o destino do inimigo!

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O tempo atribuído ao ano de 2023 está a chegar ao fim; faltando apenas mais algumas horas e o ano de adiamento, comerá os dentes-de-leão pela raiz. Uma vez sepultado pela feliz espécie Adâmica, feliz por ter sobrevivido, 2023 juntar-se-á aos seus ascendentes na grande abóbada do Tempo; este tempo cuja imensidão nos capturará a todos, sem exceção, na sua espiral devoradora e implacável. Vanitas vanitatum e omnia vanitas! (Vaidade das vaidades e tudo é vaidade). Naufragado pela passagem do tempo, 2023 dará lugar, portanto, a 2024, de onde esperamos uma odisseia mais calma e menos perigosa. Em todo o caso, este é sem dúvida o desejo mais ardente e mais partilhado das populações do Sahel e, mais particularmente, das populações da Aliança dos Estados do Sahel (AES), vítimas de uma violência tão terrível quanto insensata, que lhes é imposta há muito tempo. há vários anos por hordas de Cerberus direto das profundezas da escuridão, em uma busca inextinguível por sangue humano. Que o Céu faça com que 2024 marque finalmente uma viragem decisiva; por outras palavras, o momento crucial em que as “ovelhas” perdidas serão obrigadas a regressar ao recinto da razão, sob o risco de adormecerem subitamente no seu último sono. Dito isto, o que podemos lembrar do ano que agora jaz nos abismos do Tempo? “Na terra dos homens honestos”, devemos, antes de mais, saudar o empenho e a determinação das nossas valentes Forças de Defesa e Segurança (FDS) e dos Voluntários de Defesa da Pátria (VDP) que, à custa do supremo sacrifício, continuam a molhar as treliças e a marchar com as botas por colinas e vales, com vista à libertação total do território. Que o sangue derramado pelos nossos mártires e pelos nossos valentes combatentes que tombaram na frente de batalha, para além do imenso choque justamente sentido pelas suas famílias sofredoras, sele sem apelo o destino do inimigo e, finalmente, marque o advento de uma nova era livre dos sedentos de sangue. ogro! Em todo caso, o ano que termina não terá escapado à loucura assassina da besta imunda. Infelizmente, este ano, novamente, Faso foi assolado por cicatrizes profundas de sangue e horror. E face à série atroz e interminável de caos, populações inteiras tiveram que fugir das suas aldeias e abandonar quase tudo para encontrar abrigo. Certamente, as linhas mudaram na frente da luta contra o terrorismo. Além disso, é mencionada a “ascensão do poder” das nossas forças combatentes, tendo como pano de fundo a criação de novos batalhões e o estabelecimento de reorganizações que deverão ajudar a separar mais crupiês do inimigo. Mas, a tarefa, é preciso reconhecê-lo, não será fácil, os “homens do mato”, como os chamamos lá em casa, continuando o seu terrível e interminável baile com o diabo, onde emergem cada vez mais enfurecidos, como foi o caso durante o ataque que atingiu a cidade de Djibo em 26 de Novembro. Apostemos que as desastrosas expedições destes bárbaros dos tempos modernos são a manifestação das últimas convulsões de um monstro em agonia. Em suma, que seja, para a besta, o canto do cisne. Isto é o mínimo que poderíamos desejar para este país que terá ficado profundamente marcado pela tragédia. De resto, e num registo completamente diferente, podemos regozijar-nos com a postura das novas autoridades burquinenses hoje lançadas, de espadas em punho, para enfrentar o imperialismo tendo, na sua mira, a reconquista da nossa soberania nacional. Que o Burkina Faso pretenda, sob a liderança do seu novo Guia, finalmente assumir o controlo do seu destino é muito corajoso e altamente louvável! Especialmente porque enquanto a mão que dá (a do Ocidente) estiver acima daquela que recebe (a das suas ex-colónias), não haverá salvação para o continente negro e os seus povos, procurando sempre as suas marcas no cenário político. , níveis económicos e culturais. É tão claro quanto o nariz no meio do rosto: nossos antigos mestres nunca nos farão felizes por nós. Eles não têm interesse nisso. Visto deste ângulo, podemos saudar a nova direcção dada à marcha da Nação pelo Executivo Burquinense. Uma postura que obviamente exige sacrifícios por parte do povo burquinense recentemente convidado a fazer ainda mais. Uma causa nobre, se é que alguma vez existiu. Mas tenha cuidado; o poder da transição deve ter o cuidado de não puxar demasiado a corda, sob o risco de tornar o fardo demasiado pesado sobre os ombros frágeis deste povo, já muito testado em termos de segurança e económicos. E a frente social? No contexto da luta em curso contra o terrorismo, unir forças contra o inimigo comum e ir direto ao ponto é uma necessidade tão absoluta que este requisito deveria ser o mantra mais partilhado pelo povo burquinense. Contudo, a luta contra o terrorismo não deve servir de álibi para tudo, especialmente para pôr em causa muitas das conquistas arduamente conseguidas neste país, à custa de inúmeros sacrifícios. Temos, em todo o caso, a fraqueza de acreditar que os princípios sacrossantos da separação de poderes, da independência da justiça, da liberdade de expressão, do respeito pelas liberdades individuais e colectivas, do direito a uma informação justa e sólida, etc., não são antitético à nossa busca pela segurança nacional. Em qualquer caso, o poder de Koulouba deveria ser cauteloso com os seus fanáticos inveterados, sempre inclinados a agitar as castanholas de louvor e “está tudo bem”. Em qualquer caso, ninguém detém o monopólio da virtude ou da ciência infundida. E se há um sentido de que este poder deve cultivar mais, é o da justiça, da equidade e da firmeza. Ao fazê-lo, deve levar em consideração certas críticas que carregam a marca de construtivas e positivas. Dito isto, o nosso maior desejo para o poder de transição é que ele tenha sucesso. É do interesse de todos. Devemos, a todo custo, nos proteger dos horrores de qualquer retrocesso que possa ser prejudicial à Nação. Certamente, as reformas mais ousadas na história de uma nação numa encruzilhada são geralmente aquelas realizadas em tempos de transição política. E nesta matéria podemos felicitar o governo por ter tomado iniciativas bem sucedidas e, no mínimo, ousadas. Mas tenha cuidado para que certas reformas não impulsionem o país para trajetórias incertas. Estas reformas deverão, em todos os casos, ser um reflexo fiel das aspirações do povo. Ainda assim, no que diz respeito ao poder da Transição, uma questão essencial deve assombrá-la constantemente: “O que irá a História recordar do seu tempo à frente deste país? » Dito isto, é sabido que as mudanças inconstitucionais recentemente introduzidas no Mali, no Burkina Faso e no Níger não agradam ao Ocidente e, mais particularmente, à França. Não porque ela se preocupe tanto com a democracia e o respeito pelos direitos humanos. Mas porque estas grandes convulsões não contribuem, face a antigos acordos denunciados aqui e ali pelos poderes cáqui da AES, para a manutenção e fortalecimento dos seus interesses. Mais seriamente, para a França, o baching francês está a ganhar terreno em África. Não há nada de surpreendente nisto: a juventude africana tomou consciência do jogo pouco saudável, do claro-escuro da velha metrópole nas suas relações com as suas antigas colónias; ela que continua a mantê-los nos laços perniciosos da servidão e da dependência. Contrariando a “imersão” da França no Sahel, emerge uma Rússia mais ambiciosa, mais conquistadora, que se posiciona cada vez mais como um parceiro privilegiado, essencialmente ao nível da segurança. Se o teste pudesse ser transformado na luta contra o terrorismo, tanto melhor! Ainda assim, o tão difamado imperialismo do Ocidente poderia esconder outro. Por mais que nos recusemos a ser enredados nas patas do Galo Gálico, devemos também evitar ser apanhados nas garras do Urso Russo. Cabe ao povo africano saber aproveitar ao máximo este jogo de interesses que ninguém deve ser enganado. Aos nossos muitos leitores daqui e do exterior, estendemos nossos melhores votos de saúde, prosperidade e sucesso a todos. Que Deus abençoe e proteja Burkina Faso e os seus habitantes. Cheick Beldh’or SIGUE, jornalista-escritor. Diretor Geral, Diretor de Publicação das Edições “Le Pays” Cavaleiro da Ordem Nacional fonte: lpays.bf

República Democrática do Congo: VITÓRIA DE FELIX TSHISEKEDI NA POLÍTICA PRESIDENCIAL NA RDC - A oposição só pode culpar a si mesma.

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São conhecidos os resultados provisórios das eleições presidenciais realizadas em 20 de Dezembro na República Democrática do Congo (RDC). Como seria de esperar, é o presidente cessante quem vence os seus adversários. Assim sucede Félix Tshisékédi, depois de um primeiro mandato que não foi fácil. Será ele capaz de enfrentar os muitos desafios que o seu país enfrenta? A questão permanece. Especialmente porque, neste momento, ele parece mais preocupado em manter o seu poder do que com qualquer outra coisa. Como prova, ainda antes do anúncio dos resultados provisórios que lhe deram o vencedor, a oposição política, liderada por Martin Fayulu, Denis Mukwegue e Moïse Katumbi, denunciou um processo eleitoral opaco e apelou à reorganização de novas eleições. Claramente, ela contesta a vitória de Félix Tshisékédi, a quem acusa de estar em conluio com o primeiro chefe da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), Denis Kadima, a quem deseja ver levado à justiça por incompetência. Isto mostra o quanto o Presidente Tshisékedi tem muito trabalho pela frente; ele que, como em 2018, acaba de ser reeleito após uma “desordem gigantesca”, para usar a expressão do Arcebispo de Kinshasa, Fridolin Ambongo. Como conseguirá fazer com que os seus adversários engulam a pílula amarga que, recusando-se a ser enganados, apelam ao seu rebanho para que tome as ruas? Em todo o caso, cabe-lhe saber negociar a mudança evitando cair na armadilha da oposição que, enquanto aguarda a proclamação dos resultados finais pelo Tribunal Constitucional, não deixará de multiplicar actos de provocação para pressionar ele ao erro. Para tal, o inquilino do Palácio de Mármore deve evitar, tanto quanto possível, o uso excessivo da força que, na maioria das vezes, resulta no caos. Porque, se à crise de segurança se juntar uma crise sociopolítica, a RDC, conhecida por ser um gigante com pés de barro, chegaria ao fundo do poço. Daí a necessidade de os actores políticos congoleses mostrarem lucidez para salvar o que é essencial. Porque, se é verdade que as últimas eleições gerais decorreram em condições que deixaram a desejar, é preciso reconhecer que a oposição também não está isenta de todas as censuras. Ela só pode culpar a si mesma; ela que, após muitas negociações, não conseguiu unir forças para apoiar um único candidato contra o presidente cessante; todos pensando que sua hora chegou. E aqui está ela, grogue com suas próprias torpezas, forçada a se unir para se meter em problemas. fonte: lepays.bf

Senegal: [Homem do Ano da Seneweb 2023] Macky Sall.

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No âmbito da sua tradição anual de designar o Homem do Ano, a Seneweb escolheu o Presidente da República, Macky Sall, que terá deixado uma marca indelével no ano de 2023. Pela sua renúncia a concorrer a um mandato demais, sua influência internacional marcou os últimos doze meses. Por outro lado, as suas notas falsas, as suas saídas da pista, as suas decisões consideradas “antidemocráticas” e os seus ataques contra os seus adversários, nomeadamente Ousmane Sonko, também têm ressoado nos últimos 365 dias. Quer queiramos ou não, o Presidente da República do Senegal, Macky Sall, marcou de forma única o ano de 2023. Para o bem e para o mal! Tem estado omnipresente em todas as notícias sociopolíticas dos últimos 365 dias. O líder da coligação governante, Benno Bokk Yakaar (BBY), está a terminar os seus doze anos à frente do poder judiciário supremo do país com uma nota muito confusa. Se internacionalmente o ex-presidente da União Africana (5 de Fevereiro de 2022-18 de Fevereiro de 2023) e portador da voz do continente se mostrou nas vestes brilhantes de um democrata amante da justiça, as suas acções a nível interno, nomeadamente a sua propensão para gerir a política com mão de ferro mal coberta por uma luva de veludo, jura o contrário. Suas ações e conquistas em determinados setores são elogiadas (TER, BRT, Stade Abdoulaye Wade, Dakar Arena, pontes, viadutos, rodovias, universidades, subsídio especial para soldados deficientes aposentados, entre outros). Além do seu historial “intangível” marcado por uma abundância de escândalos (Petrotim, Force Covid-19, relatórios contundentes dos órgãos de controlo) e um abuso pernicioso para subjugar os seus oponentes (Karim Wade, Khalifa Sall, Ousmane Sonko) através da justiça, têm sido o assunto da cidade o ano todo. Renúncia ao 3º mandato, uma decisão histórica Na verdade, se há apenas uma coisa em que Macky Sall conseguiu alcançar a unanimidade - ou quase - este ano, foi na sua decisão de desistir de concorrer a um terceiro mandato. E isto, afirma em voz alta, “mesmo que a Constituição” lhe dê o direito de o fazer. Na verdade, depois de anos de imprecisão e claro-escuro, ele finalmente se absteve de provar o fruto proibido (o terceiro termo), mesmo que o desejo parecesse fazê-lo salivar. Uma decisão histórica tomada, um mês depois dos tumultos sangrentos, com mais de 20 mortes no total, que se seguiram à condenação de Ousmane Sonko a dois anos de prisão no caso Adji Sarr, para acalmar uma situação político-social extremamente tensa.
Na segunda-feira, 3 de julho de 2023, Macky recupera, durante uma tão esperada mensagem à nação, a simpatia da maioria do povo senegalês. “Meus queridos compatriotas, a minha decisão longa e cuidadosamente ponderada é não ser candidato nas próximas eleições de 25 de fevereiro de 2024. E isto, mesmo que a constituição me dê o direito de o fazer. Com efeito, desde a revisão constitucional de 2016, o debate jurídico foi definitivamente resolvido pela decisão do Conselho Constitucional n°1-C-2016 de 12 de fevereiro de 2016", confidencia, despertando os senegaleses de um profundo torpor. Além deste último, que temia que o ex-primeiro-ministro de Wade (abril de 2004 a junho de 2007) seguisse os passos de seu ex-mentor, também seus apoiadores - que o nomearam candidato em 7 de janeiro de 2023 no Grand Théâtre - receberam um resfriado banho. “Sei que esta decisão surpreenderá todos aqueles cuja sincera admiração, confiança e lealdade conheço. Surpreenderá também aqueles que desejam ver-me continuar a guiar a construção do país que cada vez mais se firma. Mas o Senegal é maior do que eu e está cheio de líderes igualmente capazes de empurrar o país para a emergência”, diz-lhes. Seus rivais mais radicais tiram o chapéu para ele. Alcance internacional Do Cairo à Cidade do Cabo e mais além, o mundo inteiro aplaudiu. As chancelarias ocidentais, que se manifestaram abertamente contra o desejo de concorrer a um terceiro mandato numa sub-região já afectada por crises políticas, acolhem favoravelmente a decisão. O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi o primeiro a abrir o baile ao expressar, numa nota, “a sua profunda estima” por Macky Sall.
“A declaração clara do Presidente Sall é um exemplo para a região, ao contrário daqueles que procuram minar o respeito pelos princípios democráticos, incluindo limites de mandato”, comentou o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
A mesma história aconteceu no Eliseu, onde Emmanuel Macron, que tinha trabalhado arduamente, durante um tête-à-tête alguns meses antes, para dissuadi-lo de concorrer a um mandato a mais, levantou a possibilidade de reconversão ao G20 ou à ONU se Macky Sall renuncia. “O Senegal demonstra mais uma vez a solidez da sua longa tradição democrática”, exulta o presidente francês. O índice de popularidade de Macky Sall, que caiu drasticamente desde a eclosão do caso Ousmane Sonko em março de 2021, está visivelmente a regressar a uma curva ascendente após esta decisão de longo alcance. O aluno do Papa de Sopi é citado como exemplo em todo o mundo por ter decidido organizar eleições nas quais não participará em 2024. Distinções seguidas internacionalmente: prémio da Liga Islâmica Mundial, prémio de excelência do Presidente do Café 2023 , construtor africano da década, futuro enviado especial da França ao 4P, entre outros. Democrata no exterior, intransigente no Senegal Por outro lado, há quem acredite que o “jovem” presidente cessante – celebrou o seu 62.º aniversário no dia 11 de dezembro –, que acabava de polir a sua imagem no dia 3 de julho de 2023, está a trabalhar incansavelmente para escurecer este quadro. Acima de tudo pela sua maneira “antidemocrática”, segundo alguns, com a qual gere o que é comumente chamado de arquivo Ousmane Sonko (principal opositor). Como ele mesmo disse, colocou todo o seu peso neste assunto político-judicial. Assim, por detrás da prisão domiciliária de 55 dias do opositor considerado “ilegal”, da sua condenação à revelia pelo crime “obsoleto” (segundo os profissionais da justiça) de corrupção juvenil, da sua retirada das listas eleitorais, a dissolução do seu partido Pastef, a prisão de centenas dos seus activistas, a recusa da Direcção Geral de Eleições (DGE) em dar-lhe os seus formulários de patrocínio apesar das decisões judiciais que lhe são favoráveis..., muitos vêem a mão “firme” de Macky Sall . A dissolução total do Cena (contrariamente aos textos), pelo Presidente da República, por ter ordenado à DGE a entrega dos seus autos ao opositor, parece dar-lhes razão. Outro ponto negro que causou grande clamor no Senegal e no país de Marianne em 2023, é a polêmica visita ao Senegal e o tête-à-tête (18 de janeiro de 2023) entre o presidente Macky Sall e o presidente do Rally Nacional ( RN), Marine Le Pen. Uma alegada “doação” de 7,9 mil milhões de francos CFA poluiu esta entrevista à base política. “Você recentemente deu dinheiro a uma figura política francesa? Em caso afirmativo, trata-se de um montante de 12 milhões de euros (cerca de 7,9 mil milhões de francos CFA)? », tinha perguntado também, numa carta aberta dirigida ao Chefe de Estado, o antigo Primeiro-Ministro (2007-2009) e antigo Presidente da Comissão da UEMOA, Hadjibou Soumaré. O que lhe rendeu dias de custódia policial e supervisão judicial. Frustrações, arrependimentos, tapas em seus aliados.
Poucos meses antes do final do seu arrendamento no Palais de la République, o Presidente Sall mostra uma certa relutância, nas suas últimas saídas mediáticas, que mal esconde as suas apreensões do pós-poder. As suas mudanças de humor, as explosões de raiva (contra Pierre Goudiaby Atepa e os executivos da Casamança), bem como as severas críticas contra os seus próprios aliados durante o encerramento da sua viagem económica em Fatick em meados de Novembro de 2023, traem, segundo vários observadores, uma desconforto profundo. Embora tenha escolhido, contra todas as probabilidades, o seu primeiro-ministro Amadou Ba como candidato de Benno Bokk Yakaar (em setembro de 2023), Macky Sall continua a estabelecer-se como o único comandante a bordo. fonte: seneweb.com ​

Assaltos no Mali: mentores burquinenses cercados em Tamba.

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Os gendarmes da Secção de Investigação (Sr) de Tambacounda incapacitaram o bando burquinense dos irmãos Ibrahima e Moustapha Dabré, que actua principalmente no Mali. Cumpridos os crimes, os ladrões refugiaram-se na aldeia mineira de ouro de Diyabougou, no Senegal, relata o L'Observateur. Ele relata: “Com a ajuda de seus colegas de inteligência, as Pandoras de Tamba irão, após uma semana de pesquisa, localizar e prender os mentores da gangue, os burquinenses Ibrahima e Moustapha Dabré. » Antes de especificar que a investigação permitiu revelar os ataques perpetrados no Mali, o último dos quais diz respeito ao assalto a uma loja de transferência de dinheiro. Depois de neutralizar o dirigente sob ameaça de uma pistola automática calibre 9 mm, os agressores conseguiram apreender 350 mil francos CFA e três telemóveis, sublinha a fonte. Isto indica que informado da presença dos patrões em solo senegalês, o comandante do Sr de Tamba lançou os seus homens atrás deles: “Primeiro a ser detido, Ibrahima Dabré confessou e cooperou com os gendarmes para facilitar a queda do seu companheiro” no a corrida. O fugitivo será surpreendido em uma área do submundo comumente chamada de “Niafa”. Ele tinha muitos itens roubados em sua posse. Os Pandoras também pegaram a pistola automática. Os dois burquinenses foram encaminhados ao Ministério Público de Tamba ao final da custódia policial. fonte: seneweb.com

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