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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Brasil: O Homem que Encurtou a Ditadura Brasileira.

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O Homem que Encurtou a Ditadura Brasileira. 20337.jpeg

Entre a ampla bibliografia lançada para os cinquenta anos dogolpe militar, o breve ensaio Ditadura e democracia no Brasil [Rio de Janeiro: Zahar, 2014], do historiador Daniel Aarão Reis, destaca-se pela defesa de tese e de proposta surpreendentes, para não dizer mais. Vejamos a tese: literalmente sem enrubescer, o autor encurta a ditadura em seis anos.

ESCRITO POR MÁRIO MAESTRI   
QUI, 15 DE MAIO DE 2014   
Para ele, ao contrário do tradicionalmente proposto, a ordem militar durou apenas 15 anos, e não 21. Ela teria chegado ao fim durante o governo Ernesto Geisel. A revelação de Daniel Aarão Reis não é menos paradoxal. Ele retoma com enorme ênfase a proposta já um tanto velha de que a ditadura não foi regime meramente militar! Com outros historiadores, em suas pesquisas, teria descoberto que a ordem militar foi apoiada também por civis, conhecendo, sempre, apoio entre a população não-fardada! Portanto, mais correto seria denominá-la de ditadura cívico-militar, como se tem proposto.
Entre outras comprovações dessa importante descoberta estariam a "Marcha por Deus, pela Pátria e pela Família" e os índices eleitorais da ARENA durante aqueles anos! Para Daniel Aarão Reis, a ditadura interrompeu-se durante o governo Ernesto Geisel, quando o ditador devolveu à sociedade alguns preceitos constitucionais. Os anos finais de seu governo e toda a presidência do "homem que amava os cavalos" seriam período pós-ditatorial, de "transição democrática". Essa última teria se iniciado "com a revogação das leis de exceção [...] em 1979" e terminado "com a aprovação" da Constituição de 1988. [p.125] A Ditadura Encurtada Envolvido em seu formalismo institucional, o autor vacila na própria qualificação de parte do governo Castelo Branco como ditadura nua e crua.
"Em seus últimos meses de governo, Castelo Branco efetuou ações estratégicas no sentido de institucionalizar a ditadura, dotando-a de um direito autoritário que pudesse, porém, prescindir do recurso continuado a atos de exceção". A materialização desse projeto "significava, objetivamente, a superação do estado de exceção, ou seja, da ditadura". [p.64]
Procederiam, portanto, as propostas dos apologistas de Castelo Branco como um general de foro constitucionalista, ainda que conservador. O certo é que, em 24 de janeiro de 1967, no final do governo castelista, era promulgada Constituição que, segundo Daniel Aarão Reis, punha fim à ordem ditatorial substituindo-a por "estado de direito autoritário". [66] Portanto, parte daquele governo e da administração de Costa e Silva, até o AI 5, seriam governos constitucionais, regidos por preceitos constitucionais, ainda que imperfeitos. Ditadura, mesmo, dura e crua, seria a conhecida de 13 de dezembro de 1968, com o AI 5, até a magnanimidade de Ernesto Geisel.  
Segundo o autor, a restauração da "ditadura aberta" teria sido feita a partir de movimento defensivo do alto mando militar, inquieto, devido a uma conjuntura social e política que "podia eventualmente se condensar e oferecer perigo real de desestabilização da ordem [...]". Como veremos, ele propõe que o próprio golpe foi iniciativa defensiva do alto comando militar diante de perigo real. [p.71] Portanto, não deveremos estranhar caso Daniel Aarão Reis revele, proximamente, que o país conheceu apenas dez anos de ditadura militar [desculpem-me, cívico-militar], ao contrário dos 15 que atualmente propõe. Maldade, mesmo, apenas desde o AI 5, em fins de 1968, até a efetivação do "pacote de medidas liberalizantes" [sic] de setembro de 1978, de Ernesto Geisel.
Para o autor, em inícios de 1979, com a obsolescência dos atos institucionais, "revogava-se o estado de exceção, ou seja, a ditadura". [pp.116, 123].  E pensar que desconhecíamos, naquele então, que não vivíamos mais sob ordem ditatorial! Formalismo Institucional Em processo explícito de substituição da essência dos fenômenos por sua aparência, Daniel Aarão vê a democracia que decresce ou que cresce onde recua ou avança o respeito formal a normas institucionais.
Como nos casos de Castelo Branco/Costa e Silva e Ernesto Geisel/João Figueiredo. Vê o fim da ditadura e início da transição democrática na restauração formal de normas legais, respeitadas ou desrespeitadas ao bel prazer pelo alto comando militar. Devido ao seu formalismo, como não houve modificação constitucional essencial nos anos Geisel-Figueiredo-Sarney, o autor define todo o período como de "transição democrática".
A ruptura de qualidade não teria se dado na entrega do poder pelo último ditador [ditador, não! Presidente ou quase], mas apenas quando da Constituição de 1988.  Geisel e Figueiredo seriam, portanto, quase presidentes e Sarney, o primeiro presidente após 1985, um meio-ditador! Não é difícil compreender por que há consenso historiográfico em torno do fim da ditadura em 1985, quando da assunção de José Sarney, vice-presidente na chapa oposicionista de amplo consenso. E não apenas quando da plena vigência da Constituição de 1988, que formatou constitucionalmente a nova forma do exercício dos poderes republicanos que emergiram da ordem militar. 
Do Poder Militar ao Civil Em 15 de março de 1985, mesmo nos marcos da Constituição ditatorial apenas retocada, com a diplomação de José Sarney, as rédeas do hipertrofiado poder presidencial passaram totalmente para as mãos de um civil, representante do amplo bloco político-social oposicionista, sob a hegemonia dos segmentos democrático-burgueses e conservadores. De 1964 a 1985, o poder de mando sobre a sociedade fora exercido em forma monopólica pelo alto mando militar, através dos poderes executivo, judiciário, legislativo e da coerção direta.
Fossem quais fossem as concessões institucionais formais, elas eram ou podiam ser violadas explícita e implicitamente, segundo a vontade do poder ditatorial. Realidade que se manteve até o último dia do governo de João Figueiredo. A partir da presidência de José Sarney, o feixe de poderes escapou totalmente das mãos da alta oficialidade. Agora, para ela intervir na sociedade, necessitava apoderar-se do poder através de novo golpe e de nova deposição do poder civil. Em verdade, desde então, o alto comando perdeu espaço de gerência da própria instituição militar.
Por exemplo, já não mais determinava o orçamento das forças armadas. Ditadura Militar Burguesa O caráter essencialmente burguês do golpe militar de 1964 é questão patente para a historiografia não formalista. É ideia há muito consolidada que, em 1964, a ruptura da gestão civil e a administração do Estado e da sociedade pelo alto mando militar foi projeto proposto, avançado e sustentado pelo bloco proprietário dominante no país, já sob a direção da burguesia industrial, sobretudo paulista. Um projeto de ruptura institucional já ensaiado quando do suicídio de Getúlio, em 1954; da impugnação da posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, em 1955 e 1956; e do veto a João Goulart, em 1961.
Todos aqueles ensaios anticonstitucionais, apoiados no alto mando das forças armadas, eram expressão de poderosas facções proprietárias que não haviam, porém, alcançado ainda o consenso em favor do golpe, obtido em 1964. Em todos aqueles movimentos, as classes proprietárias arrastaram atrás de si seus partidos, seus movimentos, suas organizações de classes, os múltiplos e amplos segmentos sociais de pequenos proprietários ou assalariados sob sua hegemonia plena ou parcial.
Jamais houve no Brasil ou no exterior golpe militar digno do nome que não expressasse poderosos segmentos civis. Por além das aparências, ditaduras militares ou militarizadas como o fascismo, na Itália, o salazarismo, em Portugal, o nazismo, na Alemanha, o franquismo, na Espanha, chegaram ao poder em representação do bloco social burguês e proprietário dominante, que expressaram enquanto dirigiram o Estado. Mesmo contando com uma maior ou menor autonomia relativa, sobretudo em médio e curto prazo. Quem mandava em Hitler e Mussolini? Nessas ordens ditatoriais, o poder de fato foi mantido, sempre, pelas classes proprietárias hegemônicas. E
m forma geral, as forças burguesas entregaram o poder a aparatos militarizados por não poderem exercer democraticamente sua ditadura, como na Itália e Alemanha, ou por preferirem as formas autoritárias para impor suas necessidades profundas, como no caso do Brasil. Com a ordem ditatorial, o alto comando militar transforma-se em espécie de parlamento uniformizado, que se substituiu ao constitucional, no seio do qual as forças proprietárias concorrentes digladiavam-se para implementar seus interesses.
No Brasil, o rodízio dos generais-ditadores ensejou uma mais fácil expressão das necessidades e vontade das classes proprietárias hegemônicas. Afinado sobretudo com os interesses bancários e financeiros nacionais e internacionais, o projeto liberal-castelista foi rapidamente deslocado e corrigido, sob a pressão da burguesia industrial, sobretudo paulista. Ela impôs como seu delegado direto o jovem economista Delfim Netto, em 17 de março de 1967, defenestrando o neoliberal Octavio Gouvêa de Bulhões. A retomada da oposição popular nas ruas contribuiu certamente para a modificação de orientação. 
Por detrás dos projetos militares divergentes expressavam-se sempre as facções proprietárias que se uniam no escorcho dos trabalhadores e populares e se digladiavam sobre os rumos da intervenção de Estado central em incessante hipertrofia. A definição da ditadura como cívico-militar, sem qualificar essa componente civil, retira e mascara a verdadeira essência de classe da ditadura.
Ou seja, seu caráter burguês. Um Salto para o Passado O conservadorismo que se abateu sobre o mundo após a vitória histórica da maré neoliberal dos anos 1990 ensejou recuo dramático nas ciências sociais e na compreensão do passado. Em retorno ao fenomenismo da história política factualista, procedeu-se a um literal abandono da leitura da história a partir de solução dos confrontos dos interesses sociais profundos, determinados pelos indivíduos, organizações etc., que expressam e os expressam.Ditadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis, constrói-se como encadeamento crescentemente ininteligível de epifenômenos apresentados como fatos sociais e políticos essenciais. Nesse processo, a ordem ditatorial é literalmente obscurecida como expressão da refundação pelos segmentos burgueses dominantes de novo padrão de acumulação de capitais, em detrimento dos segmentos trabalhadores e populares, que se mantém substancialmente até os dias de hoje. Retomando a retórica ditatorial e conservadora, o autor vê o golpe como, inegavelmente, movimento "defensivo", para "salvar a democracia, a família, o direito, a lei e a Constituição", para "garantir a hierarquia e a disciplina" nas forças armadas. [p.48] Proposta que não explica minimamente por que ele já fora tentado, em circunstâncias históricas diversas,  em 1954, 1955-6 e 1961, como proposto. Nessa reconstrução histórica socialmente pasteurizada, o projeto "nacional-estatista" e "corporativista estatal" (sic) varguista e janguista ressurge como política da ditadura, da Constituinte de 1988 e do primeiro governo civil. Recorrência que torna praticamente incompreensível o sentido da instauração e da superação da ordem militar.
Ordem ditatorial, como apenas visto, ensejada por razões totalmente conjunturais que, no livro de Reis, assume dimensão histórica estrutural! Quem Perdeu, Quem Ganhou? A análise quase desconhece a substituição, pela ordem militar, do mercado interno pelo externo como locus privilegiado da realização da produção nacional. Inversão que permitiu a incessante expansão tendencial da exploração absoluta e relativa da força de trabalho, desde então marginalizada como segmento consumidor de produção dirigida agora preferencialmente ao mercado externo. Desde a ditadura, degringolaria a participação relativa do trabalhador na renda nacional. 
O autor desconhece a ditadura militar como lídima expressão da ação das classes dominantes nos anos 1964-1985 e, a seguir, a participação de facções das mesmas na sua desconstrução, conscientes, por um lado, da obsolescência daquela ordem para a gestão da crise social e econômica em curso e, por outro, interessadas em radicalizar a internacionalização da economia e a privatização dos bens estatais. O autor propõe corretamente que, em 1º de abril de 1964, não estava dada a derrota da esquerda "reformista". Ela teria sido devida, essencialmente, à sua "irresolução". Entretanto, não se esclarecem as origens políticas, sociais e ideológicas da dita "irresolução", que jamais se deveu à rendição de João Goulart, igualmente impossível de ser explicada apenas a partir de suas idiossincrasias pessoais.
A apresentação desconjuntada da situação mundial sequer sugere os reflexos no Brasil do embate internacional entre o mundo do capital e do trabalho nos anos 1960-1980. O que facilita apresentação caricatural da esquerda revolucionária após 1964, corolário do encobrimento do caráter de classe da dominação ditatorial. No final, são jovens que partem inconsequentes, sem apoio na população e na realidade, para enfrentarem, armados de algumas pistolas, revolução que ele vê como apenas parte de suas ilusões e fantasmagorias. Jamais Ousar, Jamais Vencer Nesse verdadeiro limbo social, a proposta de Daniel Aarão Reis é clara. Impulsionada apenas por seus desejos subjetivos, a esquerda revolucionária encontrava-se derrotada antes mesmo de partir para a luta.  Portanto, não deveria, em nenhum momento e sob qualquer forma e meio, ter obedecido à consigna de "ousar lutar, ousar vencer". Para o autor, a própria revolução é um sonho desvairado. 
É permanente a deslegitimação da luta revolucionária anti-ditatorial: enfatizam-se os guerrilheiros "delatados pelos camponeses que os revolucionários pretendiam salvar da miséria e da opressão". Delação ocorrida, lembra-se igualmente, por parte de "populares", de "revolucionários e seus esconderijos". [77] O epitáfio da esquerda revolucionária não podia ser mais revelador: "Longe de constituírem forças radicalmente inovadoras [...] não passaram de uma última espuma das ondas levantadas pelos movimentos anteriores a 1964". Portanto, a derrota popular e dos trabalhadores diante do capital, após o golpe, estava, definitivamente, marcada nos astros. Talvez porque não tenha havido, realmente, derrota social, quando da ditadura.
Sugestão que aflora permanentemente no trabalho, sem jamais se materializar de modo tangível. Entretanto, não são poucos os elogios à interação entre a "ditadura e a sociedade" que produziu "um país próspero e dinâmico". [p.78] São recorrentes as referências às obras positivas da ditadura - o Estatuto da Terra, o  BNH, o FGTS, o INPS, o PIS, o Pasep, o Funrural, o fortalecimento do CNPq, da Capes, da Finep etc. E, nessa estrada, já em franca derrapagem, Daniel Aarão Reis define a primeira metade dos anos 1970, que até ele aceita como período da plena vigência da ditadura, mais como verdadeiros anos de "ouro" do que como os propostos "anos de chumbo"! [p. 91] A orelha da contracapa de Ditadura e democracia no Brasil afixa a foto do autor, que se abre em um enorme sorriso, seguida de breve biografia que declara ser ele especialista em história das "revoluções socialistas" e da "esquerda brasileira". Ao terminar a leitura desse sempre instigante ensaio, por um momento, me perguntei se o autor não estaria se rindo de mim e de seus leitores. 
Mário Maestri é historiador e orientador do Programa de Pós-Graduação em História UPF-RS.E-mail: maestri@via-rs.net
# pravda.ru


Incidentes nas eleições guineenses. PAIGC denuncia agressões.

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(D.R)
                            (D.R)

Primeiro-ministro eleito pede segurança junto das assembleias de voto. Nas suas declarações aos jornalistas não acusou qualquer força partidária. Os guineenses elegem o futuro Presidente na segunda volta das eleições.

É a primeira vez que são denunciados incidentes nas eleições presidenciais deste ano na Guiné-Bissau. A liderança do PAIGC, partido vencedor das legislativas de há um mês, convocou este domingo uma conferência de imprensa para denunciar agressões a elementos seus. 

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro eleito e líder do partido, apareceu ao lado do candidato presidencial José Mário Vaz, ambos com um semblante carregado e de preocupação. Falaram em espancamentos ocorridos no sábado e hoje a alguns elementos eleitos para o Parlamento. 

Os factos, ocorridos no interior do país, vão ser transmitidos aos representantes das organizações internacionais no país, garantiu Domingos Simões Pereira, que exigiu o reforço da segurança junto das assembleias de voto, sobretudo, à hora de encerramento (17h00 em Lisboa, menos uma na Guiné-Bissau). 

A primeira volta das presidenciais, a 13 d Abril, decorreu sem qualquer incidente. Nesta segunda volta participam José Mário Vaz e Nuno Nabian (PNR).

# sapo.pt

A visão compartilhada por diversas pessoas sobre a Eleição na Guiné-Bissau: A RTC apresenta...

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Ana Freitas/LUSA

Acompanhe as declarações em vídeos sobre as eleições na Guiné-Bissau:

Eleições Guiné-Bissau: Diáspora guineense voto para um futuro diferente.


# RTC.CV

Acompanha também na RFI:

Clica AQUI.

# rfi.fr

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OCDE: Crescimento de 2,8% este ano na Guiné-Bissau "esconde sérios problemas".

A Guiné-Bissau deve crescer 2,8% do PIB este ano, recuperando face à recessão em que mergulhou no seguimento do golpe militar de abril de 2012, mas esta expansão económica "esconde sérios problemas estruturais", considera a OCDE.


Paris, 19 mai (Lusa) - A Guiné-Bissau deve crescer 2,8% do PIB este ano, recuperando face à recessão em que mergulhou no seguimento do golpe militar de abril de 2012, mas esta expansão económica "esconde sérios problemas estruturais", considera a OCDE.

"O golpe militar de abril de 2012 causou uma certa turbulência económica; em 2013, a taxa de crescimento foi 0,3%, uma melhoria face a 2012, mas este regresso ao crescimento esconde sérios problemas estruturais, que só pioraram com a interrupção da maioria das reformas começadas antes do golpe militar", lê-se num relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O documento sobre as Perspetivas Económicas Africanas (African Economic Outlook - AEO, no original em inglês), hoje divulgado em Paris, acrescenta que a previsão de expansão económica de 2,8% do PIB resulta essencialmente do crescimento esperado no seguimento das eleições programadas para este ano.

No entanto, o documento da OCDE, no que à Guiné-Bissau diz respeito, adota um tom sombrio face aos desafios do país, nomeadamente devido às consequências das suspensões dos fornecimentos, por um lado, e dos pagamentos dos doadores internacionais, o que levou a um aumento dos incumprimentos, um pouco por toda a economia.

O défice das contas públicas, também por isso, piorou de 2,7% do PIB, em 2012, para 4,7 no ano passado e deverá melhorar este ano, para -3,6% do PIB, piorando novamente em 2015, representando 4,9% do PIB.

A inflação, que deverá ficar nos 1,5% este ano e 1,8% em 2015, voltando assim aos níveis anteriores ao golpe militar, registou em 2013 um crescimento de apenas 1%, o que se deveu essencialmente a uma redução na procura interna motivada pela degradação das condições de vida.

# MBA // PJA

domingo, 18 de maio de 2014

Na Espanha, torcedora imita macaco para jogador marfinense.

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O racismo continua presente nas arquibancadas de jogos do futebol espanhol. Neste domingo, o fato ocorreu na terceira divisão do país. Uma torcedora do Llagostera imitou um macaco para o marfinense Mamadou Koné, do Racing Santander.
Pelas redes sociais, a vítima do ato colocou uma foto da torcedora e evitou prolongar a polêmica: "a respeito desta senhora, melhor não falar nada... Já se retrata por si só".
A diretoria do Llagostera emitiu um comunicado lamentando o fato no estádio. "O clube condena todo tipo de racismo e pede desculpas aos que se sentiram atingidos com a atitude. O clube já trabalha para identificar a torcedora, que não é sócia do clube, e proibir sua entrada no estádio".
O futebol espanhol está se notabilizando por problemas seguidos de racismo. No fim de abril, Daniel Alves comeu uma banana jogada por torcedores do Villarreal. Alguns dias depois, o atacante Diop, do Levante, dançou para torcedores do Atlético de Madrid após ser provocado.
 # terra.com.br

Violência em Kidal: O Mali entra em guerra contra os terroristas.

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Le Premier ministre malien, Moussa Mara, le 29 avril 2014.
O Primeiro ministro maliano, Moussa Mara, em 29 abril de 2014© AFP

O Mali vai conduzir uma guerra para compensar o ataque dos terroristas que chocou o país, neste sábado,  contra o seu exército em Kidal ( extremo nordeste ), o ataque provocou oficialmente 36 mortos, incluindo oito soldados, disse neste domingo seu primeiro-ministro Moussa Mara, visitando o Norte.

" Os terroristas declararam guerra ao Mali, o Mali está em guerra contra os terroristas. Vamos mobilizar recursos para a guerra, disse Moussa Mara, revelando por telefone em Gao ( nordeste ), onde neste domingo foi de helicóptero até região de Kidal, distante da capital mais de 340 km ao norte de Gao.


Quando perguntado se falava dos rebeldes tuaregues, culpando o seu ministro da Defesa, Moussa Mara respondeu : "Quando alguém ataca a República, ele é um terrorista, qualquer que seja sua origem, sua pertença ao terrorismo. Então vamos desencadear uma guerra sendo obrigados por estes terroristas ". Ele não forneceu mais detalhes.


Oito soldados malianos mortos e funcionários evacuados


Em um comunicado divulgado pouco antes do ministro da Defesa do Mali Soumeylou Boubèye Maiga, que disse que os soldados malianos entraram em confronto neste sábado em Kidal com o MNLA ( Movimento Nacional para a Libertação de Azawad ) apoiados por elementos dos grupos terroristas não identificados. "Durante os confrontos, as forças armadas do Mali sofreram oito mortos e 25 feridos e 28 mortos e 62 feridos foram contadas no lado dos atacantes, ele disse. As nossas forças tomaram o controle de todos os edifícios administrativos, exceto no momento, a governadoria, onde o MNLA e terroristas seguram trinta funcionários como reféns. "


Sábado, uma fonte militar relatou o estado de um soldado que não resistiu aos ferimentos, enquanto o MNLA disse que matou quatro soldados e feriu um elemento em suas fileiras. Domingo de manhã, um funcionário da governadoria de Kidal revelou à AFP : " Trinta policiais estão desaparecidos desde ontem (Sábado), nós não sabemos o seu destino. Ele disse que os agentes efetuaram disparos contra os civis e os militares. "


O primeiro-ministro Moussa Mara foi aguardado neste sábado em Kidal, no âmbito de uma turnê ao norte do Mali, sua primeira desde que assumiu a função no início de abril. Sexta-feira ele foi para Timbuktu, e para Gao no domingo. A calma voltou a Kidal na noite de sábado para domingo, de acordo com um responsável da Missão da ONU no Mali ( Minusma ).


Kidal, Gao e Timbuktu foram ocupadas por quase dez meses, entre 2012 e 2013 por grupos armados, incluindo os islâmicos ligados à Al- Qaeda. Islamistas foram expulsos das grandes cidades pela operação militar internacional lançado em janeiro de 2013, por iniciativa da França. Eles foram enfraquecidos, mas ainda estão presentes no Norte, onde cometem regularmente ataques mortais. E o governo maliano na verdade nunca recuperou o controle de Kidal e de sua região.



(AFP)

Denúncias de intimidação mancham festa das presidenciais na Guiné-Bissau.

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A segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau decorreu, regra geral, em clima de festa e esperança na mudança. Mas o PAIGC também denunciou agressões e tentativas de intimidação contra os seus membros.


Paulo Sanha, de 38 anos, é um desempregado que vive dos pais comerciantes. Ele diz que foi votar este domingo (18.05) na segunda volta das eleições presidenciais para acabar com a instabilidade crónica e mudar o rumo do país.
“Basta! Agora vamos mostrar que vamos mudar a Guiné”, disse Sanha. “Estamos cansados de viver nessa situação. Vamos votar em massa para mudar”.
Porém, a verdade é que a taxa de abstenção será o grande vencedor nesta segunda volta das presidenciais. Este domingo houve uma fraca afluência dos guineenses às assembleias de voto. Em comparação com a primeira volta, a taxa de participação está muito aquém das expetativas.
Denúncias
Dois estreantes na corrida eleitoral disputam a Presidência guineense: José Mário Vaz, candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o mais votado na primeira volta, e Nuno Gomes Nabiam, apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS).
Nabiam mostrou-se confiante na vitória e apelou ao civismo dos guineenses.
“A segunda volta também correu bem, sem incidentes. Estou seguro que continuará a correr desta forma até à proclamação dos resultados finais. Estamos à espera dos resultados finais”, disse o candidato presidencial.
Por seu lado, José Mário Vaz denunciou atos de intimidação e o espancamento de nove dirigentes do PAIGC na região de Bafatá, no centro-norte da Guiné-Bissau.
“Sei que o presidente da Comissão Política da região de Bafatá e mais alguns dirigentes do nosso partido e deputados da Nação estão a ser intimidados. Isso é grave. É inadmissível numa democracia”, disse.
Entretanto, o PAIGC denunciou uma alegada tentativa de “forjar os resultados” da segunda volta das presidenciais, num comunicado citado pela agência de notícias Lusa.
"Há rumores de uma intenção deliberada em limitar a circulação das pessoas através de uma espécie de recolher obrigatório não decretado e assim facilitar intenções obscuras a favor de forjar resultados e alterar as escolhas feitas pelo povo", disse Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e futuro primeiro-ministro guineense.
Candidatos à Presidência guineense: José Mário Vaz e Nuno Gomes Nabiam
Apelo à calma
Porque todo o cuidado é pouco, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Augusto Mendes, apelou à calma e ao civismo dos guineenses e avisou que a única entidade competente para divulgar os resultados oficiais é a CNE.
O em breve ex-Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, espera que, desta vez, o próximo chefe de Estado guineense termine o seu mandato. E, este domingo, também apelou à calma.
“Faço mesmo um apelo para que haja aquela calmia que nos caracterizou na primeira volta. E que a segunda seja ainda muito mais exemplar, para que, de uma vez por todas, possamos enveredar pela via de coabitação pacífica para que o país conheça uma nova era e para que o Presidente da República a ser eleito hoje termine o seu mandato”, disse Nhamadjo.
# DW

Guiné-Bissau escolhe novo Presidente.

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José Mário Vaz ou Nuno Nabiam - um dos dois será o novo Presidente guineense. 800 mil eleitores são chamados às urnas para escolher o próximo chefe de Estado, que trabalhará com o Governo do PAIGC, eleito a 13 de abril.


A segunda volta das eleições presidenciais começou, como previsto, às 07:00 de Bissau e terminará às 17:00 (19:00 na Alemanha). Esta manhã, a votação decorria num ambiente calmo e sem incidentes, segundo o representante das Nações Unidas no país, José Ramos-Horta, em declarações à agência de notícias LUSA.
Porém, a LUSA noticiou esta tarde que, na região de Bafatá (centro-norte), 15 dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) terão sido agredidos de madrugada por pessoas não identificadas.
A denúncia foi feita pelo presidente do partido, Domingos Simões Pereira, e segue-se a outras queixas de intimidação divulgadas pelo candidato presidencial apoiado pelo PAIGC, José Mário Vaz.
Antes, o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, pedira aos guineenses para terem um "bom comportamento" nesta segunda volta porque o "mundo está com os olhos postos" na Guiné-Bissau.
José Ramos-Horta, representante da ONU na Guiné-Bissau
Na sexta-feira (16.05), o último dia da campanha para este pleito eleitoral, Nhamadjo apelou "ao civismo da população" e à "responsabilidade dos dois candidatos" – José Mário Vaz, o candidato mais votado na primeira volta, e Nuno Nabiam, apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS), o principal partido da oposição.
De olhos postos no futuro

Segundo o Presidente guineense de transição, "o mundo continua a estar com os olhos postos em nós, por isso devemos mais uma vez acorrer massivamente aos locais de voto para, em liberdade e em consciência, fazermos as nossas escolhas", pediu, numa intervenção que disse encerrar o período de transição (iniciado com o golpe de Estado de abril de 2012). O Presidente lembrou que a escolha que os guineenses fizerem este domingo determinará o futuro de todos nos próximos cinco anos.

Também Joaquim Chissano, antigo Presidente de Moçambique e chefe da missão de observadores eleitorais da União Africana na Guiné-Bissau, disse esperar que a segunda volta presidencial culmine numa "festa de todo o povo guineense".
Joaquim Chissano (esq.), chefe da missão de observadores eleitorais da UA
Chissano também liderou a missão de observadores que acompanhou as legislativas e a primeira volta das presidenciais a 13 de abril.

Por seu turno, John Dramini Mahama, chefe de Estado do Gana e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), exortou os responsáveis da Guiné-Bissau a fazerem o possível para que a segunda volta das presidenciais decorra de forma pacífica.

Dramini Mahama saudou a forma como decorreu a primeira volta das presidenciais, a 13 de abril, e disse esperar que, após as eleições, "a Guiné-Bissau abra uma nova página da sua história", noticiou a agência Panapress.

Ainda na linha dos apelos da comunidade internacional, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, telefonou na sexta-feira (16.05) aos dois candidatos à Presidência da Guiné- Bissau e pediu-lhes que respeitem os resultados das eleições de domingo. Segundo o porta-voz de Ban Ki-Moon, a ONU acredita que "os dois candidatos vão colocar os interesses do país acima de tudo".
Só CNE publica resultados finais

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Augusto Mendes, já pediu a todos os intervenientes que sejam rigorosos no cumprimento da lei durante a votação para a segunda volta das eleições presidenciais.

"Só a CNE tem competência para publicar os resultados finais das eleições", sublinhou Augusto Mendes numa comunicação à Nação a menos de 24 horas da escolha do novo Presidente.
José Mário Vaz e Nuno Gomes Nabiam disputam segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau
Augusto Mendes explicou que o apuramento final dos resultados começa com a contagem em cada assembleia eleitoral, em espaços públicos "à vista de todos" e onde "nada contrário à legislação eleitoral pode ocorrer".

Os resultados aí apurados são transcritos para uma ata que é afixada depois de assinada e autenticada por todos os membros da mesa e pelos delegados dos dois candidatos, acrescentou o presidente da CNE, citado pela agência LUSA.

Mendes diz confiar no desempenho profissional de todos os elementos da CNE e espera dos dois candidatos e apoiantes "a preservação da ordem e o respeito pelo espírito e letra da lei eleitoral".

Esta segunda volta das presidenciais acontece depois das eleições mais concorridas de sempre na Guiné-Bissau. De acordo com os números finais da votação de 13 de abril, as taxas de abstenção foram as mais baixas de sempre, com 11,43% nas legislativas e 10,71% na votação para a Presidência.
(em atualização)
# DW

Guiné-Bissau: Votação para a escolha do novo Presidente.

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O Presidente interino da Guiné-Bissau Manuel Serifo Nhamadjo. O país está indo para um segundo turno para eleger seu Presdiente. FOTO | AFP

A Guiné-Bissau começou a eleição para a escolha de um novo presidente neste domingo:  em um teste -chave para um país abalado por um golpe militar há dois anos.

A nação na África Ocidental tem estado estagnada desde 2012 sob o domínio de um governo de transição apoiado pelo seu todo-poderoso líder militar, com a economia anêmica e tráfico de drogas alimentando a corrupção.

"Eu gostaria que todos os Bissau -guineense levantassem muito cedo para ir votar maciçamente para mostrar que Guiné-Bissau é capaz de virar a página definitivamente sobre a instabilidade ", disse o presidente da comissão eleitoral Augusto Mendes, à véspera da votação.

O ex- ministro das Finanças, José Mario Vaz venceu o primeiro turno em 13 de abril - a primeira eleição presidencial desde que o Exército adiou a eleição de 2012, mas por não conseguir obter uma maioria absoluta, enfrenta o vice-campeão Nuno Gomes Nabiam na segunda rodada.

Multidões já estavam reunidos do lado de fora das assembleias de voto em Bissau e que a votação começou pontualmente às 7:00 da manhã, com alguns 3.048 centros espalhados e que devem permanecer abertos até 018:00.

" A grande incógnita é qual será o papel do exército? Levando em conta que ele interveio em 2012 para parar o processo, " o analista político residente em Bissau, Bamba Kote, pronunciou antes da votação.

"O alto comando militar apóia Nuno, mas o exército não se atreve a intervir de novo no contexto atual, com um grande número de observadores e da comunidade internacional a seguir de perto o processo? "

Rebeldes

A ex-colônia Portuguesa é a única nação Oeste Africano que conquistou a independência através da força militar em 1974, após isso o exército e o Estado têm estado em constante choque, muitas vezes mortais, devido a concorrência.

Seus 1,6 milhões de habitantes sofreram agitação intermitente desde a libertação, bem como uma série de golpes militares atribuídos, em grande parte, por inchaço sem precedentes do exército depois da guerra.

Isto levou a uma instabilidade crônica e um estado disfuncional que, com a sua costa poroso e arquipélago de ilhas, terrenos férteis, além dos senhores da droga, os latino-americanos à procura de um hub para enviar sua cocaína para a Europa.

Guiné-Bissau nunca teve um presidente eleito que terminou o seu mandato.

Os Estados Unidos cobra do golpista de 2012 Antonio Indjai, desde abril do ano passado, o seu envolvimento com o tráfico de drogas e buscando vender armas a rebeldes colombianos das FARC, embora ele não tenha sido extraditado permanecendo-se em Bissau.

Vaz, o favorito e membro do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, prometeu perseguir " diálogo permanente " com o exército se ele ganhar.

Com 40,9 por cento de votos na primeira rodada contra o voto do Nabiam 24,8 por cento, de 57 anos, pai de três filhos é o candidato de consenso.

O candidato independente Nabiam, um engenheiro, fez campanha como o slogan " unificar ", ele afirma ser capaz de trazer estabilidade ao seu país.

A eleição será a primeira desde que Indjai concordou em Maio de 2012 entregar o poder a um regime de transição civil liderado pelo presidente Manuel Serifo Nhamadjo.

Cerca de 4.000 tropas vão garantir a segurança enquanto 245 observadores de vários países irão se reunir evidências de que a votação e a contagem foram realizados de forma justa e com credibilidade.

Os resultados são esperados no prazo de cinco dias após o fechamento das urnas.

# africareview

Os dirigentes africanos reunidos em Paris declaram guerra a Boko Haram.

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François Hollande et Goodluck Jonathan, le 17 mai 2014.
François Hollande et Goodluck Jonathan, le 17 mai 2014. © AFP

Os Cinco chefes de Estado africanos se reuniram neste sábado em Paris em torno do presidente francês François Hollande. Adoptoram um plano de acção regional para lutar contra o grupo islâmico armado nigeriano Boko Haram, que se tornou uma grande ameaça na África.

"Estamos aqui para declarar guerra ao Boko Haram ", resumiu em torno de uma conferência de imprensa conjunta, o Presidente camaronês  Paul Biya. "O plano adoptado pela cimeira prevê a coordenação de inteligência, troca de informações, os meios de controle central, a vigilância das fronteiras, uma presença militar ao redor do lago Chade e capacidade de resposta em caso de perigo " detalhou François Hollande. " Não há nenhuma necessidade para a França implantar unidades militares, elas estão presentes na região ", acrescentou.

Holanda apela também para um "plano abrangente " contra Boko " grande ameaça ".
O seu homólogo nigeriano, Goodluck Jonathan, criticado por sua lentidão em reagir após as atrocidades do Boko Haram, se declara plenamente "engajado " para encontrar cerca de 200 meninas sequestradas há mais de um mês pelos islamitas. " Estamos totalmente empenhados para descobrir as garotas, onde elas estão ", declarou.

" Boko Haram fez mal na sub- região"
O Presidente do Chade, Idriss Deby sublinhou a determinação para lidar com os terroristas que assolam a região. " Esses terroristas já fizeram mal na sub- região, deixá-los continuar é correr o risco de deixar toda a sub-região da África na bagunça ", ele disse.

"Nós decidimos unir nossos esforços, nossos recursos (...) a nível regional e internacional", acrescentou por sua parte, o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi. A intolerância religiosa não tem lugar na África, frisou.

O Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, finalmente, saudou a Cimeira de Paris que permitiu discutir a longo termo o desenvolvimento econômico e social da região.

Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a União Europeia também estiveram representados na cimeira de Paris.

(AFP)

sábado, 17 de maio de 2014

IN MEMORIAN RUI ARAÚJO (RUI KIMBANDA).

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Rui Kimbanda
A luta de emancipação do povo guineense estava ao rubro, numa guerra total, que cobria completamente todos os campos, na altura, transformados em frentes. Mas eram frentes que se confundiam com retaguardas, prova de que se tratava mesmo de uma guerra total, onde as coisas se decidiam, tudo, definitivamente. Frente de guerra propriamente dita, de “ferro contra ferro”, banhado de suor, de lágrimas, lá onde se contavam os feridos e se enterravam os mortos; Frente da chamada ação psicológica, melhor dito, de “guerra psicológica”, onde se procurava captar emoções, orientar a inteligência emocional num determinado sentido, nos nossos bairros e tabancas, também nas nossas escolas - tentativa vã de travar o nacionalismo guineense; Frente cultural, em geral, para moldar e conquistar as nossas almas juvenis, de novo nas escolas, mas na verdade, no vasto campo de manifestações artísticas, do belo, do sublime. Principalmente na música, esse campo privilegiado de socialização para todos, para muitas coisas, para muitas direcções, na altura, em disputa, concorrentes, às vezes complementares e, até mesmo, simbióticas.
O regime colonial, já em transformação, tinha procurado recuperar o nacionalismo guineense, restituindo a liberdade a algumas dezenas de camaradas, regressados do Tarrafal, em 1969.Também quis ganhar o futuro, pela socialização cultural da juventude nos valores que não eram propriamente os que os jovens sentiam serem os seus valores. “Pensar em português, falar português” soava como exigência naquela altura, lembras-te Rui? Era assim o teu tempo, nosso tempo, tempo de véspera, que corria, de transformação, de mudança;
Estudávamos a língua portuguesa a sério, é certo. Mas não como substituto do nosso crioulo, não como sucedâneo da língua da nossa resistência cultural, da nossa resistência política, da nossa nação imaginada, da língua que sussurrávamos aos ouvidos das nossas queridas “N’gosta de bô”. Tempo de revolução cultural, de revolução estética, foi isso mesmo, não estou a exagerar. De par com a revolução política, naquele tempo do fim do colonialismo, quando a independência aí vinha, inevitável, mas que exigia luta, muita luta, sacrifícios; tempo de sonhos, tempo de aurora.
O crioulo tinha saído do gheto, dos subúrbios, da periferia para o centro da cidade, com a grande contribuição, com o notável protagonismo do Capa Negra, o agrupamento musical do Rui Araújo, digo, Rui Kimbanda. Não era possível fazer aquela revolução cultural não sendo ao mesmo tempo anti-colonialista - tal a dialéctica da cultura, da liberdade.
Mas por quê? Porque o nacionalismo guineense, bem entendido, tornou-se cultura; a cultura, por sua vez, tornou-se nacionalista, no bom sentido. Cultura nacional, isso mesmo. Foi essa a substância do nosso tempo, do tempo do Rui Araújo. Foi nesse tempo, caro amigo Rui, que nós crescemos, contigo, juntos. Que a nossa geração adquiriu sua formação cultura básica, a matriz que nos acompanharia para sempre, até hoje, quando começa já a soar a hora da nossa despedida.
Tinha nascido, naquele tempo, o agrupamento musical denominado “Juventude 71” e na sua esteira crescia, mas para o ultrapassar, o Capa Negra: marcante, bonito, de alunos, desses alunos que - como tu, Rui - para tocar, tinham de fazer tudo para também serem bons estudantes. Muito bonito - esse tempo de promessas; de musas inspiradoras; de fé e de esperança; já se percebia ao longe, mas já suficientemente visível, a nossa terra - de sol, suor, verde o mar, do nosso hino nacional.
Sensivelmente na mesma altura nascia o Cobbiana Djazz e na sua esteira, para o acompanhar e, também, mais tarde para o superar, crescia o Mama Djombo. Nós, na altura, andamos muito mais ligados ao Cobbiana do José Carlos e do Aliu Bari.
Mas entre nós - os do Capa Negra, os do Cobiana, os do Mama Djombo - passavam vasos comunicantes, pontes, o fluir das nossas vidas.
Não, não. A independência nacional não podia ter chegado sem os seus artistas, sem a sua consagração cultural pelos músicos e poetas, sem ti ó Rui, sem o Sidónio de Alma Bom, sem o Toni, sem o Carlos Cardoso “Caló”, sem o João Sanfa “Djon Quartel”, sem o Filomeno Pina. Não, não podia ter chegado sem vocês todos - a independência. Improvável, impossível mesmo.
Senhor Presidente Nhamadjo e esposa Maria José Moura , agora viúva Filhos do Rui Araújo, agora órfãos
Permitam-me que diga só mais algumas palavras sobre o ilustre desaparecido - teu marido Zézinha; vosso pai; amigo de sempre de Manuel Serifo Nhamadjo. Rui de Araújo Gomes, o aluno aplicado no Liceu Honório Barreto, depois, Liceu Kwame N’Krumah. Bom estudante na Universidade de Praga, na Checoslováquia, hoje República Checa, lá onde ele se fez engenheiro. Rui, o professor de físico-química, o professor de português. O animador de uma cooperativa agrícola, empresário na sua área profissional, de engenharia civil; o militante, o quadro político, o dirigente partidário; o quadro superior do Estado guineense - o director-geral, o ministro.
Rui, o cidadão, servidor do Estado, músico de fina sensibilidade artística, o homem de cultura. Rui, na sua batalha final, que, sem o saber, seria a sua última batalha, de infra-estruturação rodoviária do nosso país, em grande escala, um projecto que lhe preenchia muito, toda a sua energia, o derradeiro projecto, que ele estava a pilotar.
Por fim, o Rui, em Macau, República Popular da China, com ideias a fervilhar na sua mente, com projectos profissionais em carteira, discreto, empenhado, cheio de esperança, apanhado pela morte traiçoeira.
Ó Rui, chegou a tua hora, caro amigo. Mas, bem vistas as coisas, é propriamente a nossa hora que já chegou. De termos de partir. Às vezes longe da casa, longe da família, sozinho, na solidão, como agora te aconteceu. Na certeza porém de que, seja onde for que a morte nos surpreender, cairemos sempre na mesma terra de Deus, provavelmente, sempre de pé. Como tu.

Discurso fúnebre proferido em Bissau, a17 de Maio de 2014, pelo Dr. Delfim Silva (Ministro dos Negócios Estrangeiros – Guiné-Bissau).



Guiné-Bissau, país que nunca viu um Presidente concluir seu mandato.

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Em 40 anos de independência da Guiné-Bissau, apenas três dos dez Presidentes e ex-presidentes estão vivos e dois deles afastados da política. Observadores falam em um novo ciclo político no país, após a presidencial.
As ruínas do antigo Palácio Presidencial, em Bissau (dw.de)

Com a morte, a 4 de Abril, do ex-chefe de Estado Kumba Ialá – deposto em 2003, após três anos na Presidência, na sequência das eleições de 2000 – apenas estão vivos três políticos que se sentaram na cadeira presidencial na Guiné-Bissau, todos eles interinos: o actual Presidente do governo de transição,Serifo Nhamadjo, que assumiu a Presidência após o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012; o homem a quem sucedeu, Raimundo Pereira, o único Presidente de transição que acabou deposto; e Carmen Pereira, há muito afastada da política.
Dos 10 chefes de Estado que a Guiné-Bissau já conheceu, apenas quatro foram legalmente escolhidos ou eleitos. Os outros seis, ocuparam o cargo como interinos ou num governo de transição.
João Bernardo Vieira, ou Nino Vieira (foto), eleito nas presidenciais de 2005, foi morto em 2009 (dw.de)
João Bernardo Vieira, ou Nino Vieira (foto), eleito nas presidenciais de 2005, foi morto em 2009 (dw.de)
O risco de ser Presidente
O sociólogo guineense Leonardo Cardoso, Mestre em Ciências Sociais e historiador, não acredita que ser Presidente na Guiné-Bissau signifique correr sérios riscos.
“Ser Presidente é ser o magistrado supremo da nação, é ter de trilhar o compromisso no sentido de resolver da melhor forma aqueles que são os anseios das populações,” define.
O problema estaria em não conseguir gerir o país e transferir a família e os amigos para a esfera do poder.
“As pessoas geralmente assumem o poder, esquecem-se dos compromissos que têm com a população e, por outro lado, em primeiro lugar, põem a relevo os compromissos que têm com os amigos, com os familiares, com os militares etc., e aí sim começam os riscos,” explica.
“Mas, por si só, ser Presidente não tem qualquer risco na Guiné-Bissau,” acredita o sociólogo.
Carlos Gomes Junior, ou Cadogo (foto), ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de abril de 2012 (dw.de)
Carlos Gomes Junior, ou Cadogo (foto), ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de abril de 2012 (dw.de)
Entre mortes e golpes militares
Pelo Palácio Presidencial da Guiné-Bissau passaram Luís Cabral, João Bernardo Vieira (ou “Nino”), Kumba Ialá e Malam Bacai Sanhá. O país conheceu ainda os seguintes Presidentes interinos: Raimundo Pereira, Carmen Pereira, Ansumane Mané, Veríssimo Seabra, Henrique Rosa e o actual Presidente de transição Serifo Nhamadjo.
Uma longa lista desde a independência do país, em 1973, e que leva muitos guineenses a perguntar se existe uma “maldição” de ser Presidente na Guiné-Bissau. Leonardo Cardoso refuta esta tese.
“A única maldição à qual se pode referir, na Guiné-Bissau, é a má gestão da coisa pública. São os compromissos que as pessoas assumem antes de serem Presidentes, as alianças que fazem – à excepção talvez do Presidente Malam Bacai Sanhá, que faleceu por razão de doença prolongada,” considera.
Factores que influenciam o mandato do Presidente
Num país de muitas crenças populares, várias etnias, religiões, um índice elevado de analfabetismo e onde um Presidente nunca chegou a concluir o seu mandato, poder-se-á pensar que tudo isso perturba o comportamento do eleitorado guineense.
Para o sociólogo guineense, a explicação não estaria ligada a tais factores, mas sim aos compromissos e às alianças que os políticos contraem antes de assumirem o mandato.
“Se quisermos falar das amarras da tradição que normalmente são os Presidentes – são todos os governantes, não só guineenses mas africanos de uma forma geral – que acabam por ficar reféns dessa tradição, porque fazem muitos compromissos junto aos santuários do culto religioso, de forma que ficam reféns dos compromissos que eles assumiram,” revela.
Leonardo Cardoso explicita, no entanto, que isso não significa “inquirir que as mortes tenham alguma relação com os compromissos que eles têm com aquilo que nós chamamos de imãs, que são pais de culto religioso tradicionais.”
Carlos Gomes Junior, ou Cadogo (foto), ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de abril de 2012 (dw.de)
Carlos Gomes Junior, ou Cadogo (foto), ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de abril de 2012 (dw.de)
Perfil do eleitorado
Leonardo Cardoso, fala ainda do que considera ser os elementos que condicionam a decisão do eleitor guineense no exercício do seu dever de cidadania, ou seja, de votar nos pleitos eleitorais.
“Os aspectos étnicos, que são claramente notórios; as afinidades culturais e religiosas, em menor escala; e também os compromissos que advém dos investimentos que os candidatos fazem nas comunidades rurais e mesmo urbanas guineenses. Estes elementos condicionam grandemente a decisão do eleitorado guineense,” avalia.
Muitos guineenses já dizem que o mês de Junho de 2014 – altura em que o governo e o novo Presidente deverão entrar em funções – ficará na história da Guiné-Bissau como o momento da rotura do ciclo de golpes de Estado, de insegurança e de instabilidade. E o sociólogo guineense também acredita nesta tese.
A segunda volta da presidencial na Guiné-Bissau, no próximo domingo (18.05.14), será decidida entre José Mário Vaz, apoiado pelo PAIGC e Nuno Nabiam, apoiado pelo principal partido da oposição, o PRS (dw.de)
A segunda volta da presidencial na Guiné-Bissau, no próximo domingo (18.05.14), será decidida entre José Mário Vaz, apoiado pelo PAIGC e Nuno Nabiam, apoiado pelo principal partido da oposição, o PRS (dw.de)
“Em princípio deve marcar, porque nós todos esperamos que estas eleições venham marcar o fim das sucessivas crises e o início de uma nova era que se espera para a Guiné-Bissau,” finaliza. 
(dw.de)

Cimeira em Paris sobre Boko Haram com um presidente nigeriano muito criticado.

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François Hollande et Goodluck Jonathan à Abuja, le 27 février 2014.
François Hollande e Goodluck Jonathan em Abuja, em 27 fevereiro de 2014. © AFP

Um mês após o rapto de mais de 200 estudantes por Boko Haram, Paris abriga uma mini- Cúpula Africana no sábado com o presidente nigeriano Goodluck Jonathan, cuja estratégia contra o grupo islâmico é cada vez mais contestada.

A Cimeira reúne no Elysee os chefes de Estado da Nigéria, de Camarões, do Níger, Chade e Benin, além de representantes de Estados Unidos, Grã-Bretanha e da União Europeia. Ela destina-se a estabelecer uma estratégia regional contra o Boko Haram, seita islamita nigeriana que surgiu em 2002 e que ameaça de mais a mais os vizinhos a Oeste do gigante país africano anglófono.

O seqüestro em massa de mais de 200 estudantes em 14 de abril em Chibok, no nordeste da Nigéria, e os vídeos horríveis do líder de seita, Abubakar Shekau, ameaçando casar à força as mulheres jovens ou fazê-las escravas provocou uma indignação mundial e colocou os holofotes sobre a violência até então pouco divulgada. A violência de um grupo islâmico armado cujos ataques sangrentos resultou em milhares de mortes, mas também a violência do exército nigeriano e má gestão do governo, apontadas pelos aliados mais próximos da Nigéria, encabeços pelos americanos.

" Lentidão Trágico e inaceitável "
Washington, que classificou em novembro de 2013 Boko Haram na lista de "organizações terroristas estrangeiras", e que mobilizou homens e equipamentos para ajudar a encontrar alunas, criticou nesta quinta-feira pela " lentidão trágico e inaceitável " da resposta do governo nigeriano face à crise.

Na verdade, o presidente Goodluck Jonathan não se moveu quanto a situação do rapto das jovens, só depois de mais de 15 dias. E, na véspera da sua visita a Paris, expondo-se a nova crítica internacional, ele cancelou uma visita anunciada para Chibok, localidade do estado de Borno, a (nordeste), onde o rapto ocorreu.

Os erros Goodluck Jonathan.
Paris, que por sua vez não fez nenhuma crítica pública no encontro do seu novo aliado anglófono, considerado uma das potências econômicas do continente, vai tentando com essa cimeira coordenar a luta a nível regional. Os diplomatas sublinharam a "excelência" das relações entre Paris e Abuja, desde a chegada ao poder do presidente François Hollande, que muito investiu no continente Africano.

Anti- terrorismo a nível regional
Se não há questão da intervenção militar ocidental contra a Boko Haram, repete Elysee, na França, que interveio militarmente em Mali e na República Centro Africano, dispõe de tropas no Chade e no Níger e há vários cidadãos feito reféns na região que dependem da experiência real para promover essa luta. A França tem Rafale em N'Djamena que pode realizar missões de reconhecimento e dois drones no Níger, disse uma fonte militar.

Essa cimeira acontece depois que Paris está reorganizando suas forças armadas em África ", para um projeto regional contra o terrorismo ", disse o ministro da Defesa, Jean -Yves Le Drian, que deve detalhar o contingente em breve, mobilizando 3.000 soldados Franceses na região do Sahel-Saahariano.

No plano Regional, Paris espera que os países concernentes elaborem um um plano com medidas comuns, como o compartilhamento de informações e apoio dos parceiros ocidentais para planejar, diz uma fonte diplomática.

O início de uma cooperação entre a Nigéria e os Camarões, um dos países mais ameaçados pelos  Boko Haram, é aguardado o atendimento. Os dois países vizinhos, que a longo do tempo estavam balanceados pela disputa territorial, iniciaram uma tímida normalização das suas relações. Com o Níger, onde os violentos combates iniciados em maio entre o exército e os elementos do Boko Haram, a cooperação já existia, revelou a nota, mas é limitada pela fragilidade de meios dos países pobres.

A Comissão da Bacia do Lago Chade, uma pequena organização regional também poderá ser relançada. Outro ponto que poderia ser abordado, é o envolvimento do Conselho de Segurança da ONU e da eventual aplicação das sanções contra o grupo islâmico.

# ( Com AFP)




Cuba e EUA retomam contato diplomático de alto nível com reunião.

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Subsecretária de Estado para América Latina se reuniu com diplomata em Washington.

Raúl Castro tem liderado abertura em Cuba - Efe
Raúl Castro tem liderado abertura em Cuba

Uma porta-voz do Departamento de Estado confirmou o encontro à agência France Presse. Os dois países mantêm contatos regulares a nível técnico para discutir questões como vistos e política migratória. O encontro de ontem é o primeiro entre diplomatas de alto nível nos últimos meses.
O conteúdo da conversa não foi divulgado. Desde novembro, o escritório de interesses de Cuba não tem acesso a um serviço bancário, o que dificulta a emissão de vistos para a entrada de cubano-americanos no país. Os EUA, por sua vez, tem interesse na libertação do americano Alan Gross, preso em Cuba acusado de espionagem.
Washington já pediu que Cuba liberte Gross por razões humanitárias. Havana quer que a Casa Branca solte, em troca, três agentes cubanos presos no país acusados de espionar a comunidade anticastrista da Flórida.
# estadao.com.br

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