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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 22 de julho de 2014

OPINIÃO: GUINÉ EQUATORIAL - A DEMOCRACIA DO PETRÓLEO.

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Opinião: José Filipe Pinto – jornal i

Salazar contou a anedota moderna do inglês. Incisiva: "É necessário arranjar dinheiro, honestamente, se puder ser, não podendo ser, é necessário arranjar dinheiro"

O próximo dia 23 de Julho vai ficar na história da Lusofonia como a data da entrada da Guiné-Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Oitenta e seis anos atrás, em Coimbra, Salazar, malgrado o seu ar sisudo, contou a anedota moderna do inglês. Curta. Incisiva. Dizia assim: "É necessário arranjar dinheiro, honestamente, se puder ser, não podendo ser, é necessário arranjar dinheiro".

E o que têm em comum dois factos à partida tão díspares? Mais do que aquilo que seria previsível e desejável, como à frente se verá.

Assim, Díli vê chegar a bom porto a pretensão do presidente Teodoro Obiang Nguema, depois de um processo longo e que já tinha logrado um primeiro sucesso em 2006, quando o país obteve o estatuto de associado da CPLP.

Um percurso acidentado devido às reticências de alguns membros, com Portugal à cabeça, relativamente ao regime vigente na Guiné-Equatorial e tutelado, desde 1979, pelo atual presidente que conta com o filho como segundo vice-presidente para a Defesa e Segurança do Estado.

Por isso, na Cimeira de Luanda, em 2010, os representantes portugueses invocaram a necessidade do cumprimento dos estatutos e a delegação da Guiné-Equatorial regressou a penates com uma espécie de caderno de encargos e sem a qualidade de membro efetivo da CPLP.

Isso porque os estatutos estipulam que a organização só pode admitir como membro um país que tenha o português como língua oficial e manifeste, sem reservas, adesão aos princípios que norteiam a CPLP, ou seja, regime democrático, boa--governação e respeito pelos Direitos Humanos. Como a CPLP está impedida de qualquer ingerência na vida interna dos membros, percebe-se a imposição de condições a priori .

Porém, em Maputo, em 2014, o Conselho de Ministros viria a dar luz verde à pretensão equato-guineense, através de uma recomendação à X Conferência de Chefes de Estado e de Governo a realizar em Díli.

Face ao exposto, uma primeira leitura apontaria para a circunstância de os membros da CPLP considerarem que a Guiné-Equatorial tinha cumprido as exigências formuladas.

Uma interpretação que, no entanto, está longe de consensual, apesar de o português ter passado a ser a terceira língua oficial da Guiné-Equatorial - depois do espanhol e do francês - e da entrada em vigor de uma moratória que suspendeu - coisa diferente de proibiu - a pena de morte.

Na verdade, de acordo com relatórios de organizações internacionais credíveis e testemunhos dos jornalistas que têm a sorte de obter um visto de entrada no país, a Guiné-Equatorial não apresenta um desempenho passível de ser considerado democrático.

Por isso, o índice Mo Ibrahim de boa- -governação coloca a Guiné-Equatorial na 45.a posição entre os 52 países africanos considerados, com uma avaliação negativa - 40,9% - e a agravante de a rúbrica de Participação e Direitos Humanos se quedar pelos 25,6%.

Trata-se de um país rico, mas onde, apesar de o presidente defender que não há pobreza mas penúria, a percentagem de pobres é superior a 70%. Um país onde as enormes receitas do Estado só são suficientes para proporcionar água potável a metade da população.

Como explicar, então, a entrada na CPLP?

Em primeiro lugar, alguns membros da organização estão longe de constituírem um modelo aceitável de boa-governação.

Em segundo, a "democracia do petróleo", mais a mais contando com o apoio do gás natural, da pesca e da construção de infra-estruturas, dispõe, como trunfo adicional, de capitais para investir na Lusosfera. A "diplomacia do livro de cheques". Uma organização deveria ter interesses e princípios. Algumas elites e a crise encarregaram-se de dispensar os segundos.

Afinal, os dois factos iniciais têm muito em comum.

Professor Catedrático em Ciência Política - Especialista em Lusofonia

Senegal: O ministro das Forças Armadas anuncia retorno a Dakar do coronel Abdoulaye Aziz Ndao: "Ele é responsável por suas ações disciplinares".

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Coronel Abdoulaye Aziz Ndao cometeu "uma violação dos regulamentos por publicar este livro sem a permissão de seus superiores", disse o ministro das Forças Armadas Augustin Tine em um comunicado divulgado pela RTS, nesta segunda-feira, às  20 horas. 

"O coronel Abdoulaye Aziz Ndao violou uma obrigação fundamental para todo o pessoal das forças armadas: a obrigação de reserva. Assim, este oficial cometeu graves infrações disciplinares (...) ", reconhece o ministro que evoca vários artigos da lei, incluindo a lei de 28 de Julho de 2008 sobre a defesa nacional (...), portanto " a obrigação de reserva até aos 65 anos de idade. "

Augustin Tine salientou também "uma infração às regras de proteção do segredo", após a publicação de seu livro (Em honra da polícia senegalesa), do qual o coronel Ndao, disse ele, deverá arcar com as consequências.

"Dada a gravidade dos fatos também evocou, que foram tomadas as seguintes medidas: o retorno ao adido militar de Dakar do coronel Abdoulaye Aziz Ndao, em atividade militar em Roma, autor do livro", prosseguiu Augustin Tine que conclui com estas palavras: "O coronel Ndao deve responder por suas ações em matéria disciplinar. A inspeção geral das forças armadas será estabelicido para inquéritos sobre alegações do livro e extrair todas as consequências. As pessoas em causa se reserva o direito de responderem na justiça. "

# seneweb.com

Simões Pereira diz que regresso do país à CPLP é uma «demonstração de solidariedade».

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Domingos Simões Pereira (foto ASF)

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, considerou, esta terça-feira, que o regresso do país à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) espelha a solidariedade dos Estados-membros da organização.

É uma «demonstração de solidariedade o facto de os países da CPLP nos acolherem de volta e vamos tentar corresponder através das discussões que vão certamente acontecer», afirmou Domingos Simões Pereira aos jornalistas, pouco depois de ter chegado a Díli, onde participará na cimeira da CPLP.

# abola.pt

Guiné-Bissau prepara-se para eventual surto de ébola.

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Apesar de ainda não se ter registado casos de sintoma da ébola na Guiné-Bissau, as autoridades, em colaboração com a ONG Médicos Sem Fronteiras, promoveram uma ação de formação para técnicos de saúde.

Técnico de saúde guineense recebendo formação da Médicos Sem Fronteiras

O curso, que decorreu entre os dias 11 e 12 de julho, foi destinado a técnicos recém-formados e de centros de saúde das zonas Leste e Sul do país, junto à fronteira com a Guiné-Conacri, e visa prevenir o surto de ébola que assola aquele país vizinho desde abril último.
Os técnicos de saúde, por estarem mais expostos ao vírus da ébola, foram capacitados com vista a lidar com a doença e os cuidados a ter para não serem contaminados.
Maria Grovas, coordenadora da equipa de formadores e médica da ONG Médicos Sem fronteiras, disse que uma das estratégias de formação é ensinar o diagnóstico da doença e o uso de equipamentos de proteção.
Ela afirma que "demos formação aos técnicos sobre medidas preventivas para se protegerem, assim como os passos a seguirem quando chegar um doente com o vírus de ébola ao centro de saúde."

Aula prática sobre desinfeção
Boas práticas
A coordenadora da ONG acrescenta que "ao mesmo tempo fizemos um reforço teórico sobre sintomas de ébola para distinguirmos realmente um doente de ébola. A formação da equipa de resposta ao virus foi mais intensa por ser mais especializada em estabelecer o isolamento e tratamento do doente."
Maria Grovas aponta boas práticas de higiene como uma das condições para a prevenção da ébola: "O que estamos a insistir com os técnicos de saúde, não só nos lugares próximos da fronteira. Mas em todo o país, o mais importante agora é reforçar aquelas práticas de higiene dentro dos centros de saúde, que é usar as luvas e lavar as mãos."
Para a médica "essas medidas deveriam estar presentes em todos os centros de saúde". Entretanto ela está ciente das condições do país: "Sabemos que por vezes, por falta de tempo ou meios, essas medidas não são tomadas. Agora é que estamos em alerta por causa dessa epedemia, a maior da história no país vizinho, os técnicos de saúde devem reforças as medidas de higiene "
Entretanto, Nicolau Almeida, diretor geral de serviços da prevenção e promoção de saúde na Guiné-Bissau, garantiu a DW África que estão montadas medidas preventivas em todo o país.
O diretor relata: "Formamos as pessoas, tanto os técnicos de saúde como os guardas-fronteira, resolvemos arranjar um quarto para o isolamento dos possiveis casos suspeitos e elaboramos um plano de contingência."
Para além disso, segundo Nicolau Almeida, "periodicamente fazemos visitas às regiões que achamos que possivelmente poderão aparecer casos da doença. Também fornecemos kits de proteção para todas as zonas que fazem fronteira com a Guiné-Conacri. Uma equipa está no aeroporto vendo os possiveis casos suspeitos da ébola."

A proteção é a palavra chave na formação de prevenção
E o controle marítimo?
Mas não em todas as fronteira que tudo corre de feição, revela Almeida: "Em termos marítimos, é um pouco difícil, mas mesmo assim preparamos guardas marítimos para a deteção precoce de casos."
David Quadé, recém-formado e um dos participantes na formação, garante que estão aptos a fazer face a eventuais casos de ébola: "Como atuar diante de um caso suspeito de ébola, que é colocar o doente numa sala isolada para que possamos intervir usando equipamentos de proteção."
Recorde-se que a CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, em colaboração com a Organização Oeste Africana de Saúde, decidiu criar um Plano Regional para fazer face à epidemia da ébola que já matou mais de 400 pessoas na Guiné Conacri, Libéria e Serra leoa.
Por este motivo, as duas organizações constituíram um fundo de solidariedade de luta conta a ébola tendo, a Nigéria já disponibilizado 3.5 milhões de dólares para os países afetados.
# dw.de


«Suíça de África» espera por mais portugueses.

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(dinheirodigital.sapo.pt)

Os empresários portugueses presentes na Guiné Equatorial pedem mais apoios de Portugal e apontam as áreas da saúde, agricultura e gestão de equipamentos como as grandes oportunidades do país.
“Isto é a Suíça de África”, diz o empresário de Braga Manuel Moreira, com vários projetos na Guiné Equatorial, um país que deve aderir quarta-feira à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
É um país que “tem petróleo e gás natural, mas não produz nada” e “tem condições de comprar no exterior” devido às receitas petrolíferas, acrescenta Manuel Azevedo, cônsul honorário de Portugal em Malabo, capital insular de um país que tem um território continental 13 vezes maior do que a ilha.
O gigantesco pacote de obras públicas lançado em 2007 no âmbito do plano ‘Horizonte 2020′ visa a transformação das infraestruturas do país. Foram construídos milhares de quilómetros de estradas, milhares de prédios, centenas de palácios e edifícios públicos vários, num esforço financeiro que surpreende qualquer pessoa que visite o país.
“Há sedes do mesmo ministério em três cidades”, diz com orgulho António, jornalista do jornal El Lector e funcionário do Ministério da Informação, Imprensa e Rádio do país.
A febre da construção atraiu multinacionais brasileiras, francesas, espanholas e marroquinas ao país, criando, do nada, autoestradas, portos, prédios e edifícios vários.
Nos últimos anos, grande parte dos projetos de maior fôlego têm sido assumidos por consócios chineses e sul-coreanos, ao abrigo dos acordos nacionais de petróleo por obras.
O Governo da Guiné Equatorial fornece petróleo e aqueles países assumem os custos das empresas e dos projetos de maior dimensão.
Estes acordos permitem autonomia em relação às variáveis do preço do petróleo e agradam às duas partes. Por isso, e porque grande parte das maiores obras já estão feitas, o futuro é fornecer bens e serviços ou assegurar a diversidade da produção nacional, considera o cônsul honorário de Portugal.
“As nossas empresas são as que constroem melhor”, mas “já não há muito mais estradas ou prédios grandes por fazer”, diz Manuel Azevedo, que apela à vinda de uma nova geração de empresários portugueses para setores como a agricultura ou as pescas, onde existe “um potencial enorme”.
O cônsul indica ainda a saúde como um setor em que a Guiné Equatorial pode ser “um país interessante”, bem como as áreas de “fiscalização e manutenção de equipamentos, estradas ou edifícios”.
“Na construção, este é um mercado maduro, mas há outras áreas por explorar”, diz António Belo, da construtora Armando Cunha, que também gere a empresa local de capitais mistos ACSA, responsável pela construção de um hotel e de vários postos de combustíveis.
Em Mongomo, terra natal do Presidente Obiang, a Armando Cunha está a construir uma escola, orçada em 108 milhões de euros. “É um instituto politécnico para o estudo de hidrocarbonetos, uma escola de elite a nível universitário para formar técnicos especializados, numa concessão em conjunto com as petrolíferas que cá trabalham”, explica António Belo.
Além da saúde, pescas e agricultura, o empresário indica a banca como uma “área com níveis muito baixos de qualidade” e em que o investimento português pode fazer a diferença.
No entanto, “entrar num país não é fácil”, avisa António Belo. “Não é fácil aqui, mas também não é em Espanha ou no Brasil” e é “preciso muito trabalho” e “apoio político, que é coisa que não existe”, acrescenta.
Os portugueses no país rondam o meio milhar, um número que depende muito da rotação de quadros e de expatriados. Todos se conhecem e todos se apoiam, até porque concorrem com outros investimentos de maior dimensão.
“Aqui tem de haver entreajuda”, mesmo entre empresas que seriam “concorrentes em Portugal”. Na Guiné Equatorial, explica António Belo, “há muitas falhas, o país está a começar a ter infraestruturas e se não existirem entreajudas torna-se muito mais difícil”.
Quando chegou, em 2008, o “país era um autêntico estaleiro e agora já começa a estar em funcionamento”, recordou.
Para trabalhar na Guiné Equatorial é necessário criar uma empresa local com um sócio nacional. Só assim é possível concorrer a concursos ou a obras diretas do Governo.
Mas grande parte dos empresários portugueses trabalham em subempreitadas, como é o caso da empresa de Setúbal Entremar, responsável pela construção dos portos da Guiné Equatorial. A obra foi adjudicada à marroquina Somagec, que subcontratou os trabalhos.
“Viemos há sete anos, em 2007. Fomos convidados pela Somagec para fazermos as obras do porto de Malabo e, a partir daí, as oportunidades têm surgido e temos concretizados os projetos da melhor maneira”, diz Pedro Vidal, um dos responsáveis no país da Entremar.
Os construtores portugueses acabam por ajudar a economia nacional porque é “necessário importar tudo” e os negócios são feitos preferencialmente com os fornecedores da sede. “Compramos muita coisa em Portugal”, diz António Belo.
Mas o grande negócio de venda de materiais de construção é de uma empresa que não tem representação formal no país: a cimenteira Secil. São visíveis sacos de cimento português um pouco por todo o país, num acordo de venda que se repete nas grandes obras.
Em 2013, a empresa faturou 11,5 mil milhões de euros em vendas de cimento para a Guiné Equatorial. O país é o sexto maior mercado no exterior da empresa, imediatamente atrás do Brasil.
A área de formação profissional, com uma escola em Mongomo, a construção de hotéis e vários outros equipamentos ou a modernização bancária completam os grandes trabalhos feitos pelos portugueses no país. (dinheirodigital.sapo.pt)
com Lusa

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Guiné-Bissau: Biague Na Ntan nomeado Chefe da Casa Militar da Presidência da República.

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O vice-Chefe do Estado-maior do Exército guineense, Biague Na Ntan, foi nomeado para exercer funções como responsável da Casa Militar da Presidência da República da Guiné-Bissau.

Segundo a Portuguese News Network (PNN), o decreto presidencial, assinado por José Mário Vaz data de 17 de julho, conferindo a Na Ntan os direitos e regalias inerentes ao cargo de ministro.

No mesmo dia, outro decreto nomeou o ex-diretor da campanha eleitor de Mário Vaz, Marciano Silva Barbeiro como Chefe da Casa Civil da Presidência.



José Mário Vaz inicia presidência aberta.
José Mário Vaz (foto LUSA)
O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, inicia, esta sexta-feira, a primeira presidência aberta, cerca de um mês depois de ter tomado posse.
O chefe do Estado irá iniciar o périplo no sul do país, passando por Catio, região de Tombali, e também por Quinara, em Buba, pelo Saltinho e terminando em Mansoa, no norte do país, no próximo dia 20.
Numa segunda fase, José Mário Vaz irá deslocar-se, a 24 e 25 de julho, às regiões de Bafatá e Gabu. No último dia dever+a visitar a região de Cachéu, Canchungo e Calequisse, a sua terra natal.
A aproximação ao povo guineense e tentativa de resolução dos problemas mais prementes da população foi uma das promessas feitas durante a campanha para as eleições presidenciais.
Nesta presidência aberta, o chefe do Estado guineense estará acompanhado por alguns membros do governo, entre eles o ministro da Administração Interna, Botche Cande.
# abola.pt

Guiné Equatorial aprovada hoje como membro efectivo da CPLP.

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(Bazuki Muhammad- Reuters)
(Bazuki Muhammad- Reuters)

Xanana Gusmão assume a presidência na quarta-feira em Díli. Moçambique elogia entrada do novo país
Timor-Leste vai assumir pela primeira vez a presidência da CPLP durante a cimeira de chefes de Estado e de governo, a realizar quarta em Díli, num encontro que vai ficar marcado pelo regresso da Guiné-Bissau a esta organização, suspensa desde o golpe de Estado de 2012, e pela entrada da Guiné Equatorial.
O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, já assumiu publicamente acreditar que a Guiné Equatorial será um membro activo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e vai contribuir para consolidar os valores da organização.
“Acredito que a Guiné Equatorial será um membro activo e o presidente vai fazer todo o possível para contribuir para a consolidação dos valores da própria CPLP”, afirmou o chefe do executivo timorense.
A entrada da Guiné Equatorial foi fortemente contestada por várias organizações da sociedade civil, que acusam o governo de vários atentados aos direitos humanos e à liberdade no país.
Em relação à presidência timorense da CPLP, Xanana Gusmão disse que vai ser dada continuidade a todos os eixos considerados em todas as presidenciais e aos esforços que têm sido feitos de concertação política e diplomática, na cooperação e na promoção da língua portuguesa. No âmbito da concertação política e diplomática, o líder do governo timorense destacou a Guiné-Bissau.
“As eleições democráticas são sempre bonitas em todo o lado do mundo, mas atendendo a que a Guiné-Bissau vem há várias décadas fragilizando-se há que pensar profundamente em como segurar os resultados já alcançados pelo povo”, salientou. Outro eixo importante apontado por Xanana Gusmão é o económico. “Às vezes falamos de pobreza, de direitos humanos, de condições de vida das nossas populações e tendo feito uma análise a toda a comunidade, reparado nas graves assimetrias que existem dentro da comunidade e em cada país, nós próprios percebemos que o sector económico é que poderá viabilizar todos os outros objectivos de desenvolvimento do milénio. Sem isso nada se consegue”, concluiu.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Odemiro Baloi, defendeu que a CPLP só admite quem interessa, referindo-se especificamente à adesão da Guiné Equatorial. “Antes de admitirmos qualquer membro, quer como observador, quer como membro de pleno direito, como é o caso, fazemos uma avaliação, estudamos os impactos e só admitimos quem nos interessa”, afirmou o chefe da diplomacia moçambicana.
Além do presidente de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, que chegou ontem a Timor-Leste, vão estar em Díli os chefes de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, de Moçambique, Armando Guebuza, de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e também da Guiné Equatorial Teodoro Obiang. Angola estará representada pelo vice-presidente, Manuel Vicente, e o Brasil pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Alberto Figueiredo Machado. A Guiné–Bissau vai estar representada pelo primeiro-ministro, Domigos Simões Pereira. O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, também vai participar na cimeira e realizar uma visita oficial a Timor-Leste a 24 e 25. (ionline.pt)
# Lusa

Ativistas de direitos humanos focados no pós-adesão da Guiné Equatorial.

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Presidente Teodoro Obiang

Lisboa, 20 jul (Lusa) -- Já ninguém duvida da entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e os ativistas de direitos humanos concentram-se agora no futuro, pressionando Portugal a exercer a sua "influência diplomática".

Em declarações à Lusa, Teresa Pina, diretora executiva da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional, defende que Portugal deve utilizar as "relações próximas" e a "influência diplomática" para pressionar as autoridades da Guiné Equatorial a mudarem de comportamento no futuro.

A adesão da Guiné Equatorial é tida como certa também por Pedro Krupenski, presidente da Plataforma Portuguesa das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento, que já antecipa o nascimento de "uma nova CPLP", transformada "numa espécie de clube de negócios, numa mini-OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo]".

Classificado como "ditadura" por vários relatórios internacionais, o país governado há mais de três décadas por Teodoro Obiang deverá ser aceite como membro da CPLP na quarta-feira, dia da cimeira de chefes de Estado e de Governo em Díli, Timor-Leste.

"Uma vez dentro, só com razões profundíssimas, aliás os próprios estatutos da CPLP não preveem essa situação, é que um país poderia ser expulso da comunidade, portanto vai ser um dado adquirido", disse à Lusa.

Reconhecendo que, nesta fase, o que os críticos da entrada da Guiné Equatorial na CPLP podem fazer "é um bocadinho limitado", Krupenski promete "continuar a monitorizar a situação de direitos humanos" na organização lusófona.

"Há uma situação de direitos humanos na Guiné Equatorial que preocupa", realça Teresa Pina, sublinhando, porém, que a Amnistia não está focada apenas na adesão do país africano à CPLP. Até porque "a aproximação diplomática que parece estar em curso" pode ser "a oportunidade para que os direitos humanos façam parte da agenda" da política externa de Portugal.

Pina defende que Portugal "deve erguer a sua voz mais claramente", até porque é candidato a um mandato no Conselho de Direitos Humanos. O Governo "não deve ficar refém de eventuais questões económicas", mas "usar a sua influência diplomática para contribuir para uma mudança da situação de direitos humanos na Guiné Equatorial", sustenta.

As violações de direitos humanos na Guiné Equatorial, recorda, não dizem apenas respeito à pena de morte, mas também à tortura, às liberdades civis e políticas e aos defensores de direitos humanos.

De acordo com a Amnistia, pelo menos quatro pessoas foram condenadas à morte a 31 de janeiro, existindo "indícios de que outras cinco podem ter sido também executadas". Ora, foi a 13 de fevereiro que o presidente Teodoro Obiang decretou uma moratória temporária à pena de morte. "Anunciar uma moratória apenas duas semanas depois de terem sido feitas execuções levanta sérias dúvidas sobre a motivação desta moratória", frisa Teresa Pina.

Na opinião da diretora executiva, se houvesse "uma vontade manifesta, um compromisso efetivo e duradouro no que toca à abolição efetiva da pena de morte, outras vias poderiam ser tomadas", nomeadamente "uma moratória permanente, definitiva, vinculativa, para todos os crimes, que fosse incorporada na lei interna".

Se tal não acontecer, Portugal deve, "pelo menos, pressionar a Guiné Equatorial para que mantenha o compromisso" assumido em fevereiro, com a moratória temporária, e cumpra com a obrigação internacional de "tornar pública toda a informação relativa à execução de pessoas", pois os advogados dos quatro presos executados em janeiro "não foram informados das execuções" e "os corpos não foram devolvidos às famílias antes de serem enterrados".

Já Krupenski considera que a moratória temporária sobre a pena de morte "não é suficiente" e, percebendo "o enfoque" na "mais simbólica violação de direitos humanos", desvaloriza a moratória, que não foi registada junto das Nações Unidas.

"No decreto presidencial em que supostamente os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP se basearam para recomendar" que a Guiné Equatorial se tornasse membro da organização, "não se fala uma única vez em moratória", mas apenas em "suspensão da pena de morte, o que não é o mesmo", alerta. Face a isto, diz, nada leva a crer "que esta vontade de suspender seja real, mas sim totalmente condicionada à entrada na CPLP".

# SBR // PJA – Lusa

domingo, 20 de julho de 2014

Guiné-Bissau: PM Domingos Simões Pereira aos microfones da RFI - Respondeu as perguntas com segurança e teve o cuidado de não precisar a data de retorno do ex-Presidente e do ex-Primeiro Ministro da Guiné-Bissau ainda refugiados no exterior..

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Para você que não teve a oportunidade de ouvir essa entrevista, acesse o link abaixo e escuta o quão inteligente é o novo Primeiro Ministro que não se enrola quando das respostas precisas.
Domingos Simões Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau
Domingos Simões Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau
Liliana Henriques.


Aos Microfones da RFI. PM Domingos Simões Pereira

Fonte: www.rfi.fr

ÁFRICA DO SUL: Menino de 9 anos se casa com mulher de 62 pela segunda vez: "eu a amo".

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meninocasavelha

Um caso curioso em Ximhungwe, na África do Sul, chamou a atenção da imprensa internacional. Saneie Masilela, um garoto de apenas 9 anos, se casou pela segunda vez com Helen Shabangu, uma mulher de 62 anos e que já é mãe de cinco filhos. A notícia foi publicada pelo jornal britânico 'Mirror'.
Saneie e Helen já tinha assumido compromisso no ano passado, mas decidiram repetir os votos novamente com o objetivo de torná-los oficiais. À publicação, o marido de Helen, Alfred Shabangu, de 66 anos, confessou que ele e seus filhos não veem problema na união da esposa com o menino.
Ela, que trabalha com reciclagem, afirmou que o casamento só foi feito para agradar os ancestrais mortos: "Sanele vai crescer normalmente e, um dia, terá sua própria família e se casar. Toda essa cerimônia é para deixar os antepassados felizes".
Em entrevista ao jornal, o garoto explicou o motivo de ter escolhido Helen para ser sua 'esposa': "Eu a amo. Apesar de nós não vivermos juntos o tempo todo, nós nos encontramos no lixão onde minha mãe trabalha. Quando eu crescer, casarei com uma mulher da minha idade".
Fonte: iBahia

Empresários italianos a caminho de Angola.

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Fotografia: Rogério Tuti

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, chega hoje a Luanda para uma visita oficial de 24 horas, destinada ao relançamento e aprofundamento das relações entre os dois países e da cooperação bilateral, informa o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
Matteo Renzi encabeça uma delegação com forte pendor empresarial e é recebido amanhã pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
No mesmo dia, a anteceder o encontro com o Presidente da República, o governante italiano visita o Memorial do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, onde vai depositar uma coroa de flores no sarcófago.

Importância da visita

O embaixador da Itália em Angola, Giorgio Pietrogiacomo, considerou de “grande importância\" a visita que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, efectua a Angola a partir de hoje. 
O diplomata italiano, que sexta-feira fez a entrega ao Presidente José Eduardo dos Santos das suas cartas credenciais, justificou a importância desta visita pelo facto de acontecer 40 anos depois do início das relações políticas e diplomáticas entre Angola e a Itália.
A Itália tem dado particular importância ao relacionamento com os países de África e prevê discutir novas parcerias com vantagens recíprocas.
A visita do primeiro-ministro italiano tem como objectivo reforçar ainda mais os laços antigos existentes entre os dois países. “Itália e Angola têm uma excelente relação de cooperação\", sustentou o diplomata, que afirmou que o seu país já confirmou o apoio à candidatura de Angola ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A delegação italiana integra importantes empresários que vão manter contactos com colegas angolanos. O diplomata italiano frisou que entre as principais metas da sua missão em Angola está a reafirmação do apoio do seu país à política estrangeira de paz dos angolanos, na qual o Presidente José Eduardo dos Santos tem desempenhado um importante papel, em particular na Região dos Grandes Lagos.
# jornaldeangola.sapo.ao

Gâmbia: O Diplomata diz que a Correia do Norte quer cooperar com a Gâmbia na agricultura, e em outras áreas.

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O embaixador norte-coreano recém-acreditado junto da República da Gâmbia revelou que seu país tem a intenção de cooperar com o seu aliado Oeste Africano nas áreas de agricultura, educação, pescas, saúde pública e construção. 

Hong Son Phy falava na quinta-feira na Presidência em Banjul, no final de sua reunião a portas fechadas com o presidente da República, Sua Excelência Sheikh Professor Dr. Yahya Jammeh Alhaji. 

O Diplomata Nortecorreano deu início as suas atividades na terça-feira e apresentou suas credenciais através do vice-presidente e ministro de Assuntos da Mulher. Ele disse aos jornalistas que esperavam sua discussão com o presidente Jammeh focado principalmente sobre a situação política e econômica dos dois países. 

"Eu tive a oportunidade de discutir com Sua Excelência, o presidente Yahya Jammeh várias questões de cooperação, que seriam reforçadas ao mais alto nível no sentido de reforçar as relações entre a Coreia do Norte e a Gâmbia", ressaltou. 

Suécia 
O embaixador sueco também se reuniu com o presidente Jammeh a portas fechadas, horas depois de apresentar suas cartas credenciais ao vice-presidente. 

Embaixador Per Carlson também disse a jornalistas que ele discutiu com o presidente,questões políticas e econômicas relevantes para ambos os países. Ele revelou que particularmente foi discutido a necessidade de incentivar o comércio direto entre os dois países, bem como a necessidade de explorar as oportunidades de investimento na Gâmbia e aumentar o número de chegada de turistas suecos anualmente. 

Autor: Musa Ndow

# www.observer.gm

África: Presidente Hollande prepara lançamento da operação "Barkhane" em N´Djamena.

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Patrouille française au Mali.
Patrulha francesa no Mali. © AFP/Sébastien Rieussec

A operação "Barkhane", de nome da nova configuração estratégica do exército francês no Sahel deve mobilizar cerca de 3.000 soldados, será lançado oficialmente no dia 1 º de agosto, em N'Djamena. 
Por esta ocasião, o general Jean-Pierre Palasset assumi suas funções como comandante da operação. Homem experiente, ele comandou a força Licorrne, na Costa do Marfim, de 2010-2011. Ele também foi oficial no Afeganistão em 2011-2012. Ele se encontra agora no Chade, onde o presidente francês, François Hollande, fez uma visita oficial neste sábado, 19 de julho, com o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian.

Lua de mel entre  Idriss Déby Itno e François Hollande
A hora é agora, a transferência do pessoal da operação "Serval" de Mali para N'Djamena começou, disse uma fonte militar. O efetivo de tropas francesas implantadas no Chade passará assim nos próximos dias de 950 para 1.250 homens.
O nascimento de Barkhane significa a morte das operações Serval (no Mali) e Falcão (no Chade), mas também essa de Licorne. Trata-se, de acordo com o Ministério da Defesa de uma reconfiguração da presença francesa em toda a África Ocidental, a fim de melhor responder às ameaças terroristas. Em outras palavras, manter quase o mesmo número de homens, mas podemos mudar a missão e manter apenas um único centro de comando.

Unicórnio e Falcão nasceram para estabelecer a paz na Costa do Marfim e no Chade. Serval para caçar os jihadistas no norte do Mali, Barkhane terá um único objetivo, comandado de Paris: a caça aos jihadistas em todo o Sahel - e talvez até mais além.

Quatro bases principais: N'Djamena, Niamey, Gao e Tessalit
O novo sistema inclui cinco países do Sahel - Chade, Níger, Mali, Burkina Faso e Mauritânia - e têm quatro bases principais. O Chad será o centro nevrálgico: é em N'Djamena que se encontrará o grosso das tropas do estado-maior. E é na capital chadiana que decolarão agora os aviões de combate para o Sahel (compostos entre três e seis, as Mirages e Rafale). Haverá também uma ou duas bases de reabastecimento, no norte, em Faya-Largeau e talvez em Zouar.

No Níger, onde cerca de 300 homens serão instalados, é considerado o "pólo de inteligência. A " Base Aérea de Niamey abrigará três drones não armados (dois Reaper e um Harfang), os aviões de reconhecimento que também, por vezes, aviões de caça. A França deverá dispôr também de uma base avançado na região de Madama, perto da fronteira com a Líbia.

No Mali, a França terá uma base em Gao e e será composto de mil homens. Ela também terá um base avançada em Tessalit, perto da fronteira com Argélia. Finalmente, mantém forças especiais que atuam em todos os momentos em Burkina Faso (Ouagadougou) e, em menor escala, na Mauritânia (Atar). A base de Port-Bouët, em Abidjan, não faz parte da operação Barkhane, mas ela servirá de base logística e de reserva de tropas em caso de necessidade.

Este novo sistema deverá permitir que o exército francês de ser "mais flexível e mais móvel" a fim de melhor lutar contra grupos terroristas que fizeram do sul da Líbia seu novo castelo permitindo-lhes a se espalhar por toda região. "" Nós seremos muitos, porém eficazes, como mais reativos, diz um oficial. Isso é o que precisamos no contexto do combate anti-terrorismo, sobretudo em uma zona desértica. "Isso significa dizer que, as tropas francesas poderão empreender operações em países concernentes, sem referir o avanço das autoridades? Sobre este ponto, os militares franceses são menos desertores.

A presença militar francesa ", que não deve durar"
A França também mantem as bases em Djibuti, Libreville e Dakar. Os dois primeiros devem ver os seus números diminuir nos próximos meses. O terceiro já sofreu um severo perca de peso há três anos.
Esta forte presença militar no Sahel foi negociado com os países interessados​​, diz a comitiva de Le Drian. "Tudo isso é feito em colaboração com o G5", que reúne cinco países abrangidos pelo Barkhane, que foi criado há alguns meses, por iniciativa da Mauritânia, diz um colaborador de François Hollande. "Não só os governos desses países estão de acordo, mas, além disso, eles são os solicitantes. Este não era o caso há dois anos."

Um exemplo: na época, Mahamadou Issoufou, o presidente do Níger, se opôs à uma presença militar francesa, ainda que pequena, no seu território. Hoje, ele se alegrou e alguns em sua comitiva, mesmo pedindo que drones que decolam de Niamey sejam armados.
Para Idriss Deby, presidente do Chade, esta reorganização é "essencial", mas não dura. "A França não pode continuar a estar sempre ao lado dos africanos para encontrar soluções para crises ou ameaças. Já é tempo dos africanos tomarem as suas próprias medidas de segurança."


Rémi Carayol, Enviado Especial para N'Djamena


# jeuneafrique.com

sábado, 19 de julho de 2014

Novo caso de corrupção na polícia de Moçambique.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O Gabinete Central de Combate à Corrupção em Moçambique denunciou práticas corruptas da polícia na angariação de fundos para a realização de “jornadas de trânsito”.



Segundo as autoridades, a polícia fazia pedidos de patrocínio para “jornadas de trânsito” a entidades privadas e singulares. Em contrapartida, os patrocinadores ficavam isentos de qualquer multa em caso de infração do código de estrada, incluindo acidentes de viação.
O Gabinete de Combate à Corrupção diz ainda que a gestão do dinheiro resultante destes patrocínios não era transparente. A polícia emitiu cartões para identificar os seus patrocinadores. Segundo a autoridade competente, esta prática não tem nenhum ordenamento jurídico.
Desconhece-se o destino dado aos fundos
O porta-voz do gabinete anti-corrupção, Bernardo Duce, disse à DW África que não há registo dos fundos que foram atribuídos à polícia. Quanto aos valores monetários, Duce afirma que “não existe nenhuma conta bancária aberta para a gestão das contribuições financeiras”. O que se sabe, segundo o responsável, é que “para cada jornada de trânsito foi criada uma comissão ao nível da província, com um grupo de funcionários pertencentes a estes sectores, que recebem estes bens, incluindo os valores monetários, e que fazem a gestão”.
Os automobilistas são, muitas vezes, vítimas de extorsão pela polícia
O Gabinete identificou ainda outro elemento que se junta às acusações graves contra a polícia. No caso de envolvimento em acidentes de viação, indivíduos portadores do cartão de patrocinador emitido pela polícia “identificam-se com estes cartões”, diz Duce, acrescentando: “Pode-se imaginar que isso contribua para que a isenção e imparcialidade dos agentes da polícia de trânsito, fique em causa nessas situações”
Apelo aos cidadãos
Por se tratar de violação da lei vigente, o Gabinete de Combate a Corrupção, mandou a polícia parar com estas práticas. Mais ainda, diz o porta-voz: “Apelamos para os cidadãos para não colaborarem com esta prática. Porque isto pode culminar no envolvimento de cidadãos em atos de corrupção.”
A entidade que examina casos de corrupção em Moçambique já intimou a polícia a explicar estas práticas mas, segundo Bernardo Duce, “ Ainda não tivemos reação por parte da polícia. Mas como foi uma comunicação recente, esperamos que a qualquer momento tenhamos um “feedback”.
Por seu turno, a polícia refere que oficialmente ainda não foi contatada, e nem sabe se estas acusações têm algum fundamento. O porta-voz do comando geral da polícia, Pedro Cossa, alega que a informação lhe chegou pelos meios de comunicação soscial. Questiona ainda se existem dados concretos para fundamentar a acusação: “ Se houver fundamentos, não me posso pronunciar em oposição à apreciação que fizeram. Penso que terão tido elementos de fato e de direito para chegarem a esta conclusão”.
A instituição mais corrupta do país
Pedro Cossa referiu ainda que já envidou esforços junto da polícia de trânsito para perceber o que se passou: “Quis falar com o meu colega que superintende a área de trânsito, mas infelizmente, devido a outras ocupações, não está aqui. É a pessoa que conhece este assunto, se temos estado a enviar abusivamente algumas cartas solicitando patrocínio ou não, para podermos verificar a veracidades das acusações”.
Em Moçambique, diversos estudos sobre práticas ilícitas apontam a polícia como sendo a instituição mais corrupta do país.
# dw.de

Retoma da cooperação entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.

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Domingos Simões Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau
Domingos Simões Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau
Liliana Henriques.


Para além da retomada formal da cooperação entre União Europeia e a Guiné-Bissau, esta semana ficou igualmente marcada pela morte da escritora sul-africana Nadine Gordimer assim como o Mandela Day nesta sexta-feira. Estes últimos dias ficaram igualmente marcados pela marcação para 12 de Outubro das eleições legislativas, regionais e autárquicas em São Tomé e Príncipe e o impasse na concertação social em Cabo Verde.

# rfi.fr

Guiné_Bissau: Brasil vai retomar programa de cooperação.

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Vista da cidade de Bissau (foto AP)

O encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau, Fernando Appatício da Silva, anunciou o retorno ao programa de cooperação entre os dois países, depois de concluído o processo eleitoral que pôs fim ao período de transição política na Guiné-Bissau.

Segundo o responsável, citado pela agência PNN, até meados de outubro estará em funcionamento o Centro de Formação de Forças de Segurança da Guiné-Bissau, em João Landim, região de Biombo, no norte do país.

O projeto é uma parceria entre o Brasil e o Escritório das Nações Unidas para as Drogas e Crimes (OUNDC).

O diplomata anunciou, ainda, a inauguração de uma escola no Bairro de São Paulo, nos arredores de Bissau.

As decisões foram tomadas na sequência de um encontro com o ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa.

# abola.pt

Senegal: Idrissa Seck, " Abdoulaye Wade destruiu a família liberal, ele deve ir descansar".

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Depois de Thies onde ele discutiu com seus militantes nesta quinta-feira, Idrissa Seck convocou seus seguidores a cultivar a virtude do voto, dando como exemplo Abdou Diouf e Abdoulaye Wade, que perderam o poder. "Eu disse a Wade que o poder era para o Partido Socialista em 2000. Abdou Diouf tinha 42%, o PDS 32%, Moustapha Niasse, 15%, Djibo Ka menos de 10%. Os socialistas tinham ainda quase 70%. Djibo dividiu com Diouf. Esta fragmentação custou o poder Diouf. Em 2001, eu disse então a Moustapha Niasse que eu não tenho necessidade do cargo número 2 que ele poderia ficar. Eu lhe propus a ir para eleições legislativas com a gente, ele recusou. Quando percebi Abdoulaye Wade, ele me disse, então você tem que separar de Moustapha Niasse. 

Por sua vez, Abdoulaye Wade também participou da corrida do PDS. As eleições são uma competição onde quem tem a maioria de votos ganha. Isso foi o que eu lhe disse. Esta fragmentação do PDS o levou a perder o poder. Ele destruiu a família liberal, ele deve ir descansar e vamos reconstruí-la ", diz Idrissa Seck.

Falando sobre o seu estilo de gestão, ele argumenta que não é influenciado. "Ninguém pode me influenciar. As pessoas podem influenciar Abdoulaye Wade ou Macky Sall, mas não é o meu caso. Eu escuto todos, mesmo aqueles que me dizem que este prefeito vendeu terras. Mas sobre esta questão, são mentiras políticas. Que as pessoas saibam que as mentiras políticas não dão atributos a mim. Esta é a verdade política, e o trabalho é que dá atributos a mim. E não existe sobre a terra alguém que pode me fazer cantar. Quando queremos ser cúmplice com favores, façámo-lo dentro da justiça ", ele ensina.

# seneweb.com

Brasil: Lula cita artigos de FHC e diz que vai debater corrupção.

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Lula citou os artigos do antecessor, o ex-presidente FHC, disse que não fugirá do debate e convocou a militância petista a defender o PT (Foto: Divulgação)
Lula citou os artigos do antecessor, o ex-presidente FHC, disse que não fugirá do debate e convocou a militância petista a defender o PT (Foto: Divulgação).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou os artigos do antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse que não fugirá do debate e convocou a militância petista a defender o PT. “FHC já escreveu dois artigos. Nós temos de debater a corrupção neste País”, afirmou, em ato político de apoio à candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) a governador de São Paulo, no centro da capital paulista.
De acordo com Lula, o governo que comandou foi o que mais investiu no combate à corrupção. “Desafio eles a provar se algum presidente criou mais mecanismos de investigação, de apuração, do que durante meu governo”, disse. Ele disse ainda que a militância não pode evitar o debate.”Criamos mecanismos para fazer o povo andar de cabeça erguida.”
“Reconheço (que a corrupção) é um tema delicado para a militância e que muitas vezes não gostaríamos de discutir. Dizem que o PT é um partido corrupto e, muitas vezes, baixamos a cabeça, mas não podemos fugir do debate”, completou. Lula usou o discurso para criticar o governo do candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) e disse que “nem água para beber eles (PSDB) estão garantindo”. “Eu não sei quantos banhos o governador está tomando, mas na periferia o povo está deixando de tomar banho para ter água para beber”, afirmou.
O ex-presidente petista declarou ainda que a candidatura de Padilha ainda deslanchará. “Temos a melhor possibilidade desde que o PT foi fundado de ganhar as eleições nesse Estado. E pelo debate”, disse.
#diariodolitoral.com.br

Gâmbia: A inovação tecnológica é essencial para o desenvolvimento futuro da Gâmbia - Veep.

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O vice-presidente da República e ministra de Assuntos da Mulher, descreveram a inovação tecnológica como um meio essencial para acelerar o desenvolvimento futuro da Gâmbia. Ela opinou que a capacidade do país para sustentar o crescimento econômico, melhorar os padrões de vida e de saúde da população e a co-existência de um sistema ambiental depende de desenvolvimento e comercialização de novos produtos, processos e serviços.

Sua Excelência Dr. Aja Isatou Njie-Saidy falava nesta quinta-feira, em um hotel local, em Kololi, enquanto presidia a abertura da II Conferência Nacional e Exposição de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A conferência de dois dias, organizado pelo Ministério do Ensino Superior, Investigação, Ciência e Tecnologia pretende incentivar a Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) na Política da Gâmbia; para apresentar e construir um consenso sobre as conclusões do estudo de linha de base nacional STI, bem como para estabelecer uma comissão ad hoc para a criação da Academia de Ciências da Gâmbia.

VP Njie-Saidy disse na reunião que as pressões para se envolver nos esforços tecnológicos podem emanar do ambiente econômico no qual as empresas operam. "O mais importante deles parece ser o clima económico geral, o grau de concorrência e da estrutura do mercado, entre outros", ressaltou.

Ela descreveu a revisão e finalização da política STI tão oportuna, numa tentativa de avaliar as realizações, especialmente em ciência, tecnologia e inovação e se preparar para desenvolvimentos no futuro próximo e distante para o benefício das gerações de Gambianos vindouros.

Ela continuou: "O governo Gambiano sob a liderança do presidente Jammeh, está ciente das oportunidades que uma agenda de inovação tem para oferecer, e está cheio de apoio para lançar as bases para explorar plenamente esses potenciais como um motor para o crescimento sócio-econômico e de desenvolvimento."

O vice-presidente sublinhou que no passado recente, Gâmbia tem registado níveis significativos de desempenho econômico caracterizado por uma forte taxa de crescimento do Produto Interno Bruto de quase 6% ao ano. Ela observou que, neste contexto, o governo tem vindo a desenvolver quantidades apreciáveis ​​de tempo de planejamento para o desenvolvimento por meio de investimentos de capital, a estabilidade macro-económica, com um monte de foco em planejamento econômico.

"É cada vez mais apreciado o impulso econômico limitado da maioria de nossos sistemas que têm sido em grande parte devido à ausência de dimensões tecnológicas e inovadoras científicas que são tão vitais para a indução e manutenção da evolução estratégica técnico-econômico", acrescentou.

A questão para a política, continuou ela, é a forma como os formuladores de políticas encaram a ciência, tecnologia e inovação e poderiam criar mecanismos para garantir o desenvolvimento de STI; geralmente visto como chave para o desenvolvimento industrial no mundo desenvolvido, e pode ser efetivamente utilizado no desenvolvimento sócio-econômico dos países em desenvolvimento, como a Gâmbia.

Os esforços dos formuladores de políticas industriais e de DST, segundo ela, é de concentrar-se, nomeadamente, no desenvolvimento de instrumentos de política que permite a redução da diferença entre as importações e exportações, através da promoção eficaz e eficiente de inovação, a industrialização, o empreendedorismo, a promoção contínua e rigorosa de investimentos e uma estratégia agressiva impulsionado pelas exportações.

"Vale a pena, portanto, construir os pontos fortes e capacidades existentes em ambos os círculos públicos e privados para uma transformação efetiva como o postulado na Visão da nação para 2020", disse ela.

A diretora de Educação Científica das Nações Unidas e da Cultura (UNESCO) no Escritório Regional para a Educação em África, nascida na Gâmbia, Anne Therese Ndong-Jatta, disse que a ciência não é uma área que tem que lidar apenas com um cientista, observando-se que, para desenvolver, as pessoas devem dar prioridade necessária para a ciência e tecnologia. "Isso vai ajudar Gâmbia a avançar sobre as suas prioridades em DST", observou ela.

Ndong-Jatta, ex-ministra da Educação da Gâmbia, observou que a falta de informação e de dados adequados tem sido alguns dos principais desafios que têm dificultado o desenvolvimento do STI na África, enquanto submete a proposta da UNESCO a Gâmbia quer a sua plena integração no DSTs.

Autor: Amadou Jallow

# www.observer.gm

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Celebrando o Dia Mandela, sem o ícone.

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Celebrando o Dia Mandela na África do Sul, 18 de julho de 2014 FOTO | BBC

Povos de todo o mundo comemoram o Dia de Mandela, nesta sexta-feira pela primeira vez, desde a morte do líder icônico sul-Africano que morreu fazendo boas ações quando completava o seu 96 º aniversário.

Ao longo dos últimos cinco anos, um milhão de pessoas se voluntariaram por 67 minutos de seu tempo, em 18 de julho, para o bem comum e para marcar os 67 anos de ativismo de Nelson Mandela para a liberdade da África do Sul.

Mandela morreu em 5 de dezembro do ano passado aos 95 anos após permanecer longo tempo doente.

Dezenas de milhares de pranteadores, incluindo líderes mundiais, Frequentaram os serviços fúnebres que antecederam o seu funeral.

A chamada para fazer boas ações em seu nome começou em Joanesburgo e Nova York em 2009 e se expandiu para 126 países este ano.

Para o primeiro Dia de Mandela após a sua morte, ocorreram eventos em Paris, Nova York, Dallas, Londres, Edimburgo e Glasgow, enquanto um filme Retratando a sua vida foi exibido pela primeira vez na China.

Na África do Sul, as tarefas sugeridas para os cidadãos variou-se de limpeza de uma escola a adopção de um pinguim.

Jornais têm postado também como sugestões para voluntariado em orfanatos, doar livros para escolas ou cobertores para os desabrigados, ou ajudar a esterilizar gatos vadios.

O presidente Jacob Zuma chamou os sul-africanos a levar vassouras e esfregonas para ajudar a enfeitar seu país.

"Este ano, nós, decidimos homenagear a memória do Madiba através de uma campanha maciça 'Operação  de Limpeza para Madiba", disse ele, usando um nome tribal respeitoso como Consulte o primeiro presidente negro do país.

"Nós shoulds demonstramos o nosso amor por nosso belo país, limpando o nosso meio, juntos" - o que levou alguns resmungos de contribuintes reclamando que deveria ser o trabalho do governo.

Revele uma estátua

O próprio presidente Zuma participou de limpeza de uma escola em Mvezo, no Cabo Oriental, a aldeia onde Mandela nasceu em 18 julho de 1918.

Ele foi então movido a revelar uma estátua do herói da libertação.

Outro tema para este ano é a segurança alimentar em um país onde um quarto da população passa fome.

Cidadão grupo ativista LeadSA encorajando os sul-africanos a plantar hortas e doar comida em regime de alimentação "no verdadeiro espírito de cidadania activa."

E em um país notório por altas taxas de criminalidade, uma pessoa estranha oferece um curso de 67 minutos em auto-defesa.

Entre as homenagens internacionais, Google Homenageou Mandela através das TIC do famoso logotipo, enquanto em Glasgow, sua neta Tukwini Mandela foi a convidada de honra em uma cerimônia em memória de seu avô.

Mandela passou 27 anos na prisão insistindo na sua luta contra o regime de minoria branca, no final perdoou seus opressores quando o regime do apartheid terminou com eleições livres em 1994.

Sua ação pela Reconciliação dividido ao povo de seu país lhe rendeu o respeito mundial e o prêmio Nobel da Paz.

"Sua compaixão eficaz e extraordinários pelos 27 anos de prisão mostrou que os direitos humanos e a igualdade são mais fortes do que a discriminação e ódio", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon No início desta semana.

Nos dias que antecederam o Dia Mandela em 18 de julho, as pessoas foram instadas a pedir a amigos e colegas para postar fotos de suas boas ações em mídias sociais.

Os políticos têm em si capitalizado sobre o evento para polir sua própria imagem, anunciando onde eles arregaçariam as mangas na esperança da cobertura da mídia.

# africareview.com

Mais de 100 especialistas em Aids estavam no voo da Malaysia Airlines.

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O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo.
O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo.
REUTERS/Edgar Su.

Um grupo com 108 pesquisadores e ativistas em luta contra a Aids estavam a bordo do voo MH17, que caiu na noite de quinta-feira (17) no leste da Ucrânia. As vítimas, entre elas um dos porta-vozes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Glenn Thomas, iam para uma conferência sobre o tema organizada pelas Nações Unidas em Melbourne, na Austrália.

A Malaysia Airlines ainda não confirmou a lista dos passageiros, mas a imprensa australiana informou que 108 pessoas que estavam sendo esperadas para a 20ª Conferência internacional sobre Aids estavam no avião que caiu no leste ucraniano. O evento acontece de 20 a 25 de julho. Em seu site, a OMS diz sentir muito pela perda “de um de seus colegas, Glenn Thomas, que estava a bordo do avião da Malaysia Airlines”. Ex-jornalista da BBC, Thomas era especializado em temas ligados à saúde pública antes de integrar a organização. O diretor da Unaids, Michael Sidibe, postou uma mensagem no Twitter na qual se refere às vítimas do acidentes, “muitas delas a caminho da conferência”.
Além do porta-voz da OMS, o pesquisador holandês Joep Lange faz parte da lista dos participantes do evento que estariam no voo MH17. Médico e ativista na luta contra a doença há mais de 30 anos, ele presidiu a International AIDS Society (IAS) entre 2002 e 2004. Em 2001, ele criou o projeto "PharmAccess Foundation", uma organização sem fins lucrativos baseada em Amsterdã, que devenvolvia programas de acesso a terapias antirretrovirais nos países em desenvolvimento.
O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas. Segundo a última lista fornecida pela Malaysia Airlines na manhã desta sexta-feira, a aeronave transportava 154 holandeses, 43 malaios, incluindo os 15 integrantes da tripulação, 27 australianos, 12 indonésios, 9 britânicos, 4 alemães, 5 belgas, 3 filipinos e um canadense. A nacionalidades dos demais passageiros ainda está sendo verificada. A hipótese de que a aeronave pode ter sido atingida por um míssil lançado por rebeldes pró-Rússia é a mais provávels, segundo o serviço de inteligência dos Estados Unidos.
Em uma entrevista coletiva em Haia na tarde desta sexta-feira, o ministro holandês da Justiça, Ivo Opstelten, disse que o aparelho foi “provavelmente derrubado”. A Holanda enviou uma equipe de investigadores para a Ucrânia.

# RFI.FR

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