Postagem em destaque

AES: Fraternidade e consulta em Moscovo em torno do Presidente Assimi Goïta.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A primeira-ministra Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, acompanhada pe...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cuba: O que não poderá ser esquecido nunca.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


                                                                ARTIGO DE FIDEL
Domingo, dia 12 de outubro, pela manhã, a edição dominical na internet do The New York Times – órgão de imprensa que em determinadas circunstâncias traça pautas sobre a linha política mais conveniente aos interesses de seu país, publicou um artigo que intitulou "Tempo de acabar o embargo a Cuba"; com opiniões do que a seu julgamento, deve seguir o país.
 Há momentos em que tais artigos são assinados por algum prestigiado jornalista, como alguém a quem tive o privilégio de conhecer pessoalmente nos primeiros dias de nossa luta na Serra Maestra com os restos de uma força que tinha sido quase totalmente eliminada pela aviação e pelo exército de Batista. Éramos então bastante inexperientes; nem sequer concebíamos que dar essa impressão de fortaleza à imprensa constituía algo que pudesse merecer uma crítica.

Não era bem como pensava aquele valente correspondente de guerra com uma história que lhe deu nome nos tempos difíceis da luta contra o fascismo: Herbert Matthews.
 Nossa suposta capacidade de luta, em fevereiro de 1957, era um pouco menor, porém mais que suficiente para desgastar e derrotar o regime.

 Carlos Rafael Rodríguez, dirigente do Partido Socialista Popular, foi testemunha do que, após a Batalha de Jigüe, em que uma unidade completa de tropas seletas foi obrigada a capitular, depois de dez dias de combate, expressei sobre meu temor de que as forças do regime fossem se render, em julho de 1958, quando suas tropas de elite se retiravam precipitadamente da Serra Maestra, apesar de treinadas e assessoradas pelos vizinhos do norte. Tínhamos encontrado a forma adequada para derrotá-las.
 Era inevitável estender-me um pouco neste ponto se desejasse explicar o ânimo com que li o mencionado artigo do jornal norte-americano, no domingo passado. Citarei suas partes essenciais que irão entre aspas:

 "... o Presidente Obama deve sentir angústia ao contemplar o lamentável estado das relações bilaterais que sua administração tem tentado consertar. Seria sensato que o líder estadunidense reflita seriamente sobre Cuba, onde uma virada política poderia representar uma grande vitória para seu governo."

 "Pela primeira vez, em mais de meio século, mudanças na opinião pública estadunidense e uma série de reformas em Cuba, têm feito que seja politicamente viável retomar relações diplomáticas e acabar com um embargo insensato. O regime dos Castro tem utilizado o referido embargo para justificar suas falhas e tem mantido o seu povo bastante isolado do resto do mundo. Obama deve aproveitar a oportunidade para dar fim a uma longa era de inimizade, e ajudar um povo que tem sofrido enormemente desde que Washington cortou relações diplomáticas em 1961, dois anos após Fidel Castro ter chegado ao poder."

 "...o deplorável estado de sua economia tem obrigado Cuba a implementar reformas. O processo tornou-se mais urgente a raiz da crise financeira na Venezuela, dado que Caracas proporciona-lhe petróleo subsidiado. Com o temor de que a Venezuela tenha que cortar sua ajuda, líderes na Ilha dão passos importantes para liberar e diversificar uma economia que historicamente tem controles rígidos."

 "...o governo cubano começou a permitir que seus cidadãos se empreguem no setor privado e que vendam propriedades, como automóveis e casas. Em março, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma lei com o fim de atrair investimento estrangeiro. (...) Em abril, diplomatas cubanos começaram a negociar os termos de um tratado de cooperação que esperam assinar com a União Europeia. Participam das primeiras reuniões preparados, ansiosos e conscientes de que os europeus vão pedir maiores reformas e liberdades civis.
 "O governo autoritário continua perseguindo dissidentes, que frequentemente são detidos por períodos curtos. Havana não explicou a suspeita morte do ativista político Oswaldo Payá”.

 Como pode ser apreciada uma acusação caluniosa e gratuita.
 "No ano passado, flexibilizaram as restrições de viagens para os cubanos, o que permitiu que dissidentes proeminentes viajassem ao exterior. Na atualidade, existe um ambiente de maior tolerância para aqueles que criticam seus líderes na Ilha, mas muitos ainda temem as repercussões de falar abertamente e exigir maiores direitos".
 "O processo das reformas tem sido lento e tido reveses. Mas em conjunto, estas mudanças demonstram que Cuba está se preparando para uma era pós-embargo. O governo afirma que retomaria com gosto as relações diplomáticas com os Estados Unidos sem condições prévias".

 "Como primeiro passo, a Casa Branca deve retirar Cuba da lista que mantém o Departamento de Estado para penalizar países que respaldam grupos terroristas. Atualmente, as únicas outras nações na lista são Sudão, Irã e Síria. Cuba foi incluída em 1982, por seu apoio a movimentos rebeldes na América Latina, ainda que esse tipo de vínculo já não exista. Atualmente, o governo estadunidense reconhece que Havana está jogando um papel construtivo no processo de paz na Colômbia, servindo de anfitrião para os diálogos entre o governo colombiano e líderes da guerrilha”.

 "As sanções por parte dos Estados Unidos à Ilha começaram em 1961, com o objetivo de expulsar Fidel Castro do poder. Através dos anos, vários líderes estadunidenses têm concluído que o embargo tem sido um erro. Apesar disso, qualquer iniciativa para eliminá-lo traz consigo o risco de enfurecer membros do exílio cubano, um grupo eleitoral que tem sido decisivo nas eleições nacionais. (...) a geração de cubanos que defende o bloqueio está desaparecendo. Membros das novas gerações têm diferentes pontos de vista, e muitos sentem que o embargo tem sido contraproducente para fomentar uma mudança política. Segundo uma recente pesquisa, 52% de norte-americanos de origem cubana em Miami pensam que deve terminar o bloqueio. Uma ampla maioria quer que os países voltem a ter relações diplomáticas, uma posição que compartilha o eleitorado norte-americano em geral".
 "Cuba e Estados Unidos têm sedes diplomáticas em suas capitais, conhecidas como seções de interesses, que desempenham as funções de uma embaixada. No entanto, os diplomatas estadunidenses têm poucas oportunidades de sair da capital para interagir com o povo cubano e seu acesso aos dirigentes da Ilha é muito limitado".

 "Em 2009, a administração Obama tomou uma série de passos importantes para flexibilizar o embargo, facilitando o envio de remessas à ilha e autorizando um maior número de cubanos radicados nos Estados Unidos a viajar à Ilha. Também criou planos que permitiriam ampliar o acesso à telefonia celular e internet na ilha. Mesmo assim, seria possível fazer mais. Por exemplo, se poderia eliminar as restrições às remessas, autorizar mecanismos de investimento nas novas microempresas cubanas e expandir as oportunidades para norte-americanos que desejem viajar à ilha."

 "Washington poderia fazer mais para respaldar as empresas norte-americanas que têm interesse em desenvolver o setor das telecomunicações em Cuba. Poucas se atreveram por temor às possíveis repercussões legais e políticas."
 "Por não fazer, os Estados Unidos estariam cedendo o mercado cubano a seus rivais. Os presidentes da China e da Rússia viajaram a Cuba, em julho, tendo em vista ampliar os vínculos".

 "O nível e envergadura da relação poderia crescer significativamente, dando a Washington mais ferramentas para respaldar reformas democráticas. É factível que ajude a frear uma nova onda migratória de cubanos sem esperança que estão viajando para os Estados Unidos em balsas".

 "Uma relação mais saudável poderia ajudar a resolver o caso de Alan Gross, um especialista em desenvolvimento que está há quase cinco anos detido na ilha. E mais ainda, criaria novas oportunidades para fortalecer a sociedade civil, com as quais gradualmente se diminuiria o controle que exerce o Estado sobre a vida dos cubanos. Se bem que a Casa Branca pode tomar certos passos unilateralmente, desmantelar o embargo requereria uma ação legislativa em Washington".

 "... vários líderes do hemisfério se reunirão na Cidade do Panamá, por ocasião da sétima Cúpula das Américas. Vários governos da América Latina fizeram questão de convidar Cuba, rompendo assim com a tradição de excluir a Ilha por exigência de Washington."
 "Dada a quantidade de crises em nível mundial, é possível que a Casa Branca considere que dar uma virada substancial em sua política em relação a Cuba não é uma prioridade. Todavia, uma aproximação com a Ilha mais povoada do Caribe que incentive o desbloqueio do potencial dos cidadãos de uma das sociedades mais educadas do hemisfério, poderia representar um importante legado para a administração. Também ajudaria a melhorar as relações dos Estados Unidos com vários países da América Latina e a impulsionar iniciativas regionais que sofrem como consequência do antagonismo entre Washington e Havana."
 "... Após o convite a Cuba para a Cúpula, a Casa Branca não confirmou se Obama participará."

 "Tem que fazê-lo. Seria importante que se fizesse presente e considerasse como uma oportunidade para desencadear uma conquista histórica".
 Uma das sociedades mais educadas do hemisfério!!!! Isso sim que é um reconhecimento. Mas, por que não diz de uma vez, que em nada se parece ao que nos legou Harry S. Truman quando seu aliado e grande saqueador do tesouro público Fulgencio Batista assaltou o poder, em 10 de março de 1952, a somente 50 dias das eleições gerais. Aquilo não poderá ser esquecido nunca.

 O artigo está escrito, como pode ser apreciado, com grande habilidade, buscando o maior benefício para a política norte-americana na complexa situação, quando se acrescentam os problemas políticos, econômicos, financeiros e comerciais. A isso se somam os derivados da mudança climática acelerada; a concorrência comercial; a velocidade, precisão e poder destrutivo de armas que ameaçam a sobrevivência da humanidade. O que hoje se escreve tem uma conotação muito diferente do que divulgavam há apenas 40 anos, quando nosso planeta se via já obrigado a albergar e abastecer de água e alimentos ao equivalente da metade da população mundial atual. Isto sem mencionar a luta contra o Ebola que ameaça a saúde de milhões de pessoas.

 Acrescente-se que dentro de alguns dias a comunidade mundial irá expor ante as Nações Unidas se está de acordo ou não com o bloqueio a Cuba.
Fidel Castro Ruz

O ébola é "a mais grave urgência sanitária dos últimos anos", dizem Obama e Merkel.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Os líderes mundiais reconhecem a gravidade da febre hemorrágica que já matou mais de 4500 pessoas. Falta tomar as medidas que "acelerem de maneira espectacular" a ajuda aos países afectados.

Trabalhador de saúde com equipamento de protecção em Monróvia, na Libéria DOMINIQUE FAGET/AFP

O ébola é “a mais grave urgência sanitária dos últimos anos” para Barack Obama, Angela Merkel, o Presidente François Hollande e os primeiros-ministros britânico David Cameron e italiano Matteo Renzi, e é preciso “fazer muito mais e mais rápido para travar a progressão desta doença”, concordaram estes líderes , após uma conversa em videoconferência nesta quarta-feira.

O Conselho de Segurança fez um apelo no mesmo sentido: num momento em que se registaram já 4493 mortos em 8997 casos de infecção, este órgão aprovou por unanimidade uma declaração aos países da ONU “que acelerem de maneira espectacular a ajuda financeira e material” aos países mais atingidos pela epidemia desta febre hemorrágica. “A resposta da comunidade internacional foi, até ao momento, insuficiente, face à amplitude da epidemia e as duas consequências.”

As consequências de uma falta de empenho na luta contra esta doença viral com uma mortalidade de 70% começam a notar-se no Ocidente, com os primeiros casos de transmissão da infecção a ocorrerem em países como Espanha e Estados Unidos. São muito poucos, de profissionais de saúde que trataram de doentes provenientes dos países africanos afectados verdadeiramente pela epidemia – Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri – mas estão a espalhar o pânico e a revelar que os sistemas de saúde dos países ricos também não estão preparados para lidar com esta ameaça.

O porta-voz do primeiro-ministro britânico, ao revelar a conclusão da conversa dos líderes em videoconferência, anunciou a proposta de David Cameron de utilizar o encontro de Milão na sexta-feira em que os Presidentes russo e ucraniano vão tentar alcançar a paz, enquadrados por várias diplomacias ocidentais, bem como o Conselho Europeu da próxima semana, “para tentar fazer algo mais para lutar contra esta doença”.

Nos Estados Unidos, Presidente Barack Obama, adiou uma viagem de campanha eleitoral que tinha previsto para se reunir com a equipa que está a coordenar a resposta do Governo à epidemia de ébola em África e aos casos que surgiram nos EUA. Há 76 pessoas em isolamento, por terem estado em contacto com as enfermeiras de Dallas, e a viagem de avião da segunda, Amber Vinson, coloca a possibilidade de muitas mais virem a ser postas em quarentena.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que o Presidente apelou aos líderes europeus para que “fizessem um esforço maior” na luta contra a epidemia de ébola. Impor um bloqueio aéreo contra aqueles três países da África Ocidental é algo que “não está sequer em casa”, pois impediria o envio de materiais e de pessoal de auxílio para aquela região, adiantou.

Os Estados Unidos anunciaram o envio de 4000 militares para a Libéria, a partir do fim de Setembro, onde fornecerão apoio médico, logístico e segurança, numa operação que o Pentágono baptizou Assistência Unida. Mas as necessidades são ainda muito maiores.

#publico.pt

Eleições em Moçambique testam décadas de hegemonia de ex-grupo guerrilheiro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Carregando a filha nas costas, mulher deposita seu voto em urna para eleições gerais em Maputo, capital de Moçambique
Carregando a filha nas costas, mulher deposita seu voto em urna para eleições gerais em Maputo, capital de Moçambique.

Uma hegemonia de quatro décadas será posta à prova nesta quarta-feira quando cerca de 11 milhões de eleitores vão às urnas em Moçambique para as eleições presidências, legislativas e provinciais.

No poder desde 1975, o ano em que o país obteve sua independência de Portugal, a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), grupo guerrilheiro transformado em partido político, é apontado por especialistas como favorito.

Mas enfrenta um clima de insatisfação popular com a desigualdade social.

Apesar de ser uma das economias mais prósperas da África, com uma média anual de crescimento de 8% na última década, Moçambique tem fortes disparidades - ocupa, por exemplo, a 178ª posição no ranking do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento econômico (Pnud), 99 postos abaixo do Brasil, por exemplo.

Um terço do orçamento nacional vem de doações internacionais, e o país ainda é majoritariamente rural, com maioria dos 25 milhões de habitantes vivendo em pobreza.

No entanto, a descoberta de jazidas de gás natural no norte do país criaram a expectativa de um salto econômico - há a previsão de que Moçambique possa se tornar o terceiro maior exportador de gás liquefeito natural do mundo.

Só que os adversários da Frelimo acusam o partido de monopolizar os benefícios, restringindo-os à elite ligada ao partido.

As maiores críticas vêm da Resistência Nacional Moçambicana, a maior força de oposição e também um grupo paramilitar durante os 15 anos de guerra civil (1977-1992).

Em 2013, as tensões políticas reacenderam o conflito, e a Renamo voltou a pegar em armas. Mas em agosto deste ano as duas partes assinaram um novo acordo de paz.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tentará mais uma vez nas urnas quebrar o domínio da Frelimo - foi derrotado nos quatro pleitos anteriores (1994, 1999, 2004 e 2009).

Dhlakama passou os últimos dois anos foragido e apenas em setembro ressurgiu para anunciar sua candidatura.

Também concorre Daviz Simango, candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido que vem trabalhando a imagem de "terceira via" na política moçambicana.

A Frelimo, que nos primeiros 19 anos de independência governo num sistema de partido único, tem como candidato o ministro da Defesa, Filipe Nyusi, relativamente desconhecido do público, mas que busca se beneficiar da imagem ainda heróica da Frelimo na guerra de independência contra Portugal (1964-74).

O atual presidente Armando Guebuza, já cumpriu o número máximo de dois mandatos permitidos por lei.

No total, porém, 27 partidos disputam as eleições. Nas últimas semanas, houve relatos de enfretamentos entre correligionários, e a eleição moçambicana terá mais de mil observadores internacionais, incluindo enviados da União Europeia.

Além do presidente, serão eleitos também 250 deputados e membros das assembléias provinciais.

A apuração dos votos deverá levar um mês.

A mineiradora brasileira Vale é um dos maiores investidores estrangeiros em Moçambique, já tendo injetado cerca de US$ 4,5 bilhões na economia do país em projetos ligados à exploracão de jazidas de carvão, um dos principais produtos de exportação da nação africana.

# http://noticias.uol.com.br

Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos. 21004.jpeg
BRASILIA/BRASIL - Apesar do analfabetismo ter caído atualmente no Brasil, em números absolutos, cerca de 13 milhões de brasileiros, do total de 201,5 milhões, não são capazes de ler ou escrever. A taxa de analfabetismo caiu de 8,7% em 2012 para 8,3% em 2013.
A proporção de analfabetos é especialmente alta entre os maiores de 60 anos (23,9% da população), enquanto é quase inexistente entre os mais jovens, já que a taxa se situa em 1% entre os 15 e 19 anos de idade e chega a 1,5 % até os 24 anos.
O estudo também mostrou um ligeiro aumento do tempo que os brasileiros passam na escola, que chegou a uma média de 7,7 anos de escolarização, dois décimos a mais que em 2012.
Das crianças de 6 a 14 anos, 98,4% vão à escola, mas essa porcentagem cai para 84,3% entre os jovens de 15 a 17 anos, segundo o Pnad.
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

terça-feira, 14 de outubro de 2014

OMS estima 10 mil novos casos de ebola por semana em dezembro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Foto: www.lejourguinee.com
Informação é do diretor-geral adjunto da entidade, Bruce Aylward.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que o número de novos casos de ebola deve subir, em dezembro, dos atuais mil para 5 mil a 10 mil casos por semana. A informação é do diretor-geral adjunto da entidade, Bruce Aylward, e foi transmitida nesta terça-feira (14/10), durante entrevista à imprensa, em Genebra, na Suíça.

Mesmo com sinais de redução nas taxas de infecção em algumas das áreas mais atingidas, Aylward disse que a doença continua se expandindo geograficamente e chegou a “mais bairros, condados e municípios” dos países africanos da Libéria, Guiné e de Serra Leoa. Até a manhã de hoje, 4.447 mortes foram confirmadas em 8.914 casos registrados da doença. “Esta semana, vamos ultrapassar os 9 mil casos”, previu o diretor.

O representante da OMS informou que a taxa de mortalidade da doença aumentou para 70%. A estimativa anterior era de 50%. Ele caracterizou o ebola como “doença de alta mortalidade” em qualquer circunstância. Salientou que o foco é tentar isolar as pessoas contaminadas e prover tratamento imediato aos doentes. “Seria horrivelmente antiético dizer que estamos apenas isolando pessoas”, ressaltou. Acrescentou que novas estratégias, como dar equipamentos de proteção a familiares e montar clínicas simples, são prioridade.



Conforme Aylward, as medidas adotadas devem frear a expansão do vírus, mas é preciso muito mais para acabar com o ebola. "Mudanças no comportamento da população, com sepultamentos seguros, mais gestão dos casos, abertura de novos centros e o encaminhamento de doentes para tratamento, podem ajudar a frear a expansão da doença. Mas isso não vai parar o ebola", concluiu.

# correiobraziliense.com.br

O fundador do Facebook doa US $ 25 milhões para luta contra Ebola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


O fundador do Facebook e CEO, Mark Zuckerberg. FOTO | AFP.

O co-fundador do Facebook  Mark Zuckerberg disse terça-feira que ele e sua esposa estavam doando US $ 25 milhões para ajudar nos esforços dos EUA para conter a epidemia de Ebola.

"A epidemia de Ebola está em um ponto crítico. Ele já infectou 8.400 pessoas até agora, mas está se espalhando muito rapidamente e as projeções sugerem que ele pode infectar um milhão de pessoas ou mais ao longo dos próximos meses se não forem tomadas medidas", disse Zuckerberg em sua página no Facebook.

"Precisamos deter o Ebola sob controle no curto prazo de tempo para que ele não se espalhe ainda mais e tornar-se uma crise de saúde global de longo prazo, depois que estamos acabando de brigar por décadas com doenças em grande escala, como o HIV ou a pólio."

Ele disse que, ele e sua esposa Priscilla foram doar os fundos para os Centros dos EUA para Controle de Doenças (CDC) Foundation.

A doença

"Acreditamos que nossa concessão é a forma mais rápida de capacitar o CDC e os especialistas nesta área para evitar o avanço dessa doença", disse Zuckerberg.

"Subsídios como estes ajudam diretamente os respondedores da linha de frente em seu trabalho heróico. Essas pessoas estão no terreno para criação de centros de atendimento, treinamento de pessoal local, identificação de casos de Ebola e muito mais."

O vírus Ebola já matou mais de 4.000 pessoas, a maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Sistemas de saúde deficitários na África Ocidental têm sido o factor que possibilitou o avanço da doença, que entrou em uma espiral fora de controle e infectou 7.400 pessoas desde o início do ano.

A Fundação Bill e Melinda Gates, no mês passado, prometeu US $ 50 milhões para ajudar a impulsionar a luta contra o surto de Ebola, fornecendo os recursos para as agências da ONU e organizações internacionais envolvidas no surto.

# africareview.com




Tanzânia: História não contada de como Nyerere venceu a guerra mortal da África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


                                     Mwalimu Julius Nyerere. IMAGEM | GRUPO Nation Media

Como a Tanzânia comemora o 15 º aniversário da morte do fundador e presidente Mwalimu Julius Kambarage Nyerere? Novos detalhes surgiram sobre como o estadista reconhecido mundialmente construiu um caso de oito anos de tempo como uma cortina de raiser para a guerra contra a Uganda do General Idi Amin Dada - um dos ditadores mais brutais da África. 

Alguns analistas haviam apontado uma conspiração ocidental presumida contra a Tanzânia, que se tinha distinguido como um país socialista e um dos maiores defensores da luta de libertação sul Africana, uma postura que irritou alguns estados, incluindo a Grã-Bretanha. 

Houve então a dimensão de apoio da Argélia, cujo líder tinha deixado um testamento em que ele ressaltou que, se a guerra viesse a sair entre Uganda e Tanzânia, o seu governo deve ficar com Mwalimu Nyerere a qualquer custo. 

Houve também o caso de dois editores administrativos que foram despedidos, porque escreveram um editorial condenando o inimigo Tanzânia, o que irritou Mwalimu Nyerere. 

O Presidente da Tanzânia estava jogando suas cartas diplomáticas com cuidado antes da guerra com o Uganda. 

Vizinhos da Tanzânia não condenaram  Idi Amin Dada ao afirmarem que parte do território da Tanzânia foi de Uganda, e posteriormente verificou-se que eles estavam secretamente apoiando Amin em sua missão sinistra. 

Quem finalmente se sentasse para escrever a história da guerra da Kagera, o seu trabalho seria incompleto se não estabelecer por que o mundo, incluindo os países vizinhos da Tanzânia, se recusaram a condenar a invasão da Kagera do general Amin em 30 de janeiro de 1978, apesar de um apelo apaixonado do presidente Nyerere para a comunidade internacional para evitar a guerra. 

Chegar ao fundo do porquê que o mundo se comportou da maneira que aconteceu, talvez ajude a responder uma série de questões que incluem como a Tanzânia atualmente encara as relações com outros países. 

Durante um mês, Mwalimu apelou ao mundo para condenar a invasão - um ato de agressão flagrante, mas não houve resposta, vizinho da Tanzânia ao norte, o Quênia, está entre aqueles que foram inflexíveis. 

A invasão 

"Nós não precisamos de sua ajuda para lidar com o invasor. O que nós queremos é simplesmente para que vocês condenem a invasão. Isso é tudo o que precisamos ", comentou Mwalimu Julius Kambarage Nyerere. 

Na verdade, se há alguma coisa que inspirou Mwalimu e seus comandantes militares sobre a necessidade de não só expulsar as tropas do general Amin de Kagera, mas também para perseguir o líder de Uganda dentro de seu próprio país, foi o comportamento estranho da comunidade internacional. 

Escrever o livro interessante, sobre a Guerra no Uganda: O Legado de Idi Amin, pelo ex-correspondente da BBC / Reuters Tony Avirgan e Martha Honey, que durou quase uma semana para as tropas da Tanzânia poderem recapturar a Kagera Salient de tropas de Uganda, que fugiram em desordem, deixando para trás suas armas pesadas. 

Era evidente, então, que a Tanzânia não precisou de longos preparativos para a missão. É evidente, ainda, que, o sucesso da Tanzânia militarmente ensinou Amin e seu exército desorganizado formado de corporações alfabetizadas e de semi-analfabetos foram as grandes lições, porém difíceis para que nunca mais repetissem suas travessuras - se, e é um grande se, na verdade, se eles estavam com vontade de aprender! 

No entanto, foi devido a estranha conduta diplomática da comunidade internacional, que finalmente convenceu Mwalimu a preparar o seu país para tirar o General Amin do poder, o que explica longa preparação da Tanzânia para a guerra. 

A decisão de Mwalimu foi motivada pela descoberta de que, o General Amin contou com o apoio maciço, não só do Ocidente e do Israel, que o haviam incentivado a derrubar o presidente Milton Obote (enquanto este último estava participando de uma cúpula da Commonwealth, em Singapura), mas também de seus vizinhos - Quênia em particular. 

O General Amin também teve muito apoio do país rico em petróleo que é o reino da Arábia Saudita e da Líbia de Muammar Gaddafi, que financiaram necessidades das forças militares. 

Armas oferecidas 

A Tanzânia avaliou que, dado esse cenário, que subjugou o General valentão  foi a opção lógica; outra coisa, ele iria continuar a perseguir os tanzanianos. 

Além da Arábia Saudita e Líbia outros países que apoiaram General Amin foram a Grã-Bretanha, Israel, Estados Unidos, Quênia, então União Soviética, França, Paquistão e o então Alemanha Oriental comunista. 

No entanto, de todos os adeptos de Amin, talvez nenhum doeu mais ao Mwalimu que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que ofereceu armas e combatentes. 

Curiosamente, mesmo depois de descobrir a posição palestina, Mwalimu não reclamou publicamente, mas, pelo contrário, deu um apoio sustentado da Tanzânia para a luta da entidade contra Israel por nacionalidade. 

Os palestinos tinham esfaqueado pelas costas o homem que, ao contrário de outros líderes africanos que oscilaram, ele tinha-lhes apoiado com punho até o fim. 

A decisão de Mwalimu de manter-se em silêncio sobre o papel dos palestinos na guerra parece ter sido ditada pelo seu desejo de se concentrar em general Amin, em vez de ampliar o conflito, contra aqueles que apoiaram o seu inimigo. 

Mwalimu fez a mesma coisa quando ele foi atacado pelo primeiro editor-gerente da estatal diária Inglesa, Daily News, a Sra Frene Ginwala, uma Sul-Africana. 

Ela havia sancionado um editorial que descreveu o então Presidente sudanês, Jaafar Numeiry como "açougueiro", sobre a execução do último dos jovens oficiais do exército comunista que tentaram derrubá-lo em um golpe de Estado abortado. 


De acordo com o chefe Fotógrafo do jornal, Sr. Adarsh ​​Nayar, que agora vive na Grã-Bretanha, o editorial tivera sido escrito por Richard Gott, um comunista confesso que foi assistente especial da Sra Ginwala.

# africareview.com

Guiné-Bissau: Polícia desmantela rede de falsificação de notas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A polícia guineense anunciou, esta segunda-feira, o desmantelamento de uma rede de falsificação de notas que operava, sobretudo, na zona sul do país.

Segundo o tenente-coronel Samuel Fernandes, porta-voz do Ministério da Administração Interna (MAI), «duas pessoas foram apanhadas em flagrante na posse de notas falsas de francos CFA» (moeda local e de vários países da África Ocidental).

A polícia assegura ter apreendido ainda 1,5 milhões de francos CFA (cerca de 2.286 euros).

Os suspeitos encontram-se detidos no comando da polícia, em Bissau, aguardando o fim das investigações.


«O processo será remetido ao Ministério Público até quarta-feira», garantiu Samuel Fernandes.


#abola.pt

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Reeleição na Bolívia: Em nove anos, Morales erradica analfabetismo e mantém inflação sob controle.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O desafio dos primeiros dois mandatos de Evo Morales foi recuperar as riquezas naturais da Bolívia.




O presidente da Bolívia, Evo Morales, conquistou no domingo (12), de acordo com resultados extraoficiais, o terceiro mandato consecutivo – um feito em país marcado por história de instabilidade política e econômica. A vitória era esperada: em nove anos de governo, Morales erradicou o analfabetismo, reduziu a pobreza e a desigualdade e garantiu alto índice de crescimento econômico, mantendo a inflação e os gastos públicos sob controle. O líder sindical dos cocaleros (cultivadores da coca), que chegou ao poder com um discurso anti-imperialista, é hoje elogiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial – organizações que ele criticou.

“O FMI elogia nossa estabilidade econômica, mas essa não é um patrimônio do FMI, nem dos economistas neoliberais”, diz o ministro da Economia da Bolívia, Luiz Arce. “Chegamos aos resultados que eles pedem, mas sem usar as fórmulas deles. Usamos nosso modelo, que tem ingerência do Estado e investe dinheiro na área social”.
Segundo Arce, o desafio dos primeiros dois mandatos de Evo Morales foi recuperar as riquezas naturais da Bolívia (minérios e gás natural), que ele nacionalizou para poder investir em educação, saúde e planos sociais. “O petróleo rende US$ 6 bilhões ao ano, que equivalem a cerca de um quinto do nosso Produto Interno Bruto, de US$ 31 bilhões. Agora, 85% desse dinheiro ficam no país e apenas 15% com as transnacionais”, explica Arce.

Os altos preços das commodities favoreceram Evo Morales - primeiro presidente aymara, em um país onde a maioria de indígenas jamais chegou ao poder. Mas, desde 2011, elas vem caindo, afetando a economia dos países vizinhos. Ainda assim, este ano – segundo relatório da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe – a Bolívia é o país que mais vai crescer na América do Sul: 5,5% (o dobro da média regional). De acordo com Arce, esse crescimento deve-se ao aumento do consumo interno, que compensou a desaceleração da economia de países desenvolvidos, compradores de produtos bolivianos.

“Construímos estradas, que ajudaram a aumentar a produção, porque integraram partes da Bolívia que estavam isoladas”, explicou. O consumo, no segundo país mais pobre da América do Sul (depois do Paraguai), é por produtos básicos: gás (que até recentemente era exportado, mas não chegava às casas de muitos bolivianos), supermercados e serviços. Duas obras que marcam a “modernização” da Bolívia são o Tupac Katari (primeiro satélite de telecomunicações do país, lançado em 2013) e o bondinho (ligando a capital, La Paz, à vizinha cidade de El Alto). O teleférico é o mais alto e o maior em extensão urbana no mundo.

Mas o desafio, nos próximos cinco anos, será manter o crescimento de uma economia que depende dos mercados dos países vizinhos (principalmente do Brasil) e reduzir a pobreza, que ainda afeta um quarto da população. Segundo Arce, o próximo passo é explorar novas riquezas, como o lítio (usada para fabricar desde remédios para depressão até baterias e pilhas). A Bolívia tem a maior reserva mundial de lítio, mas não está exportando a matéria-prima porque quer industrializá-la. “A ideia é fabricar pilhas aqui e outros produtos, como fertilizantes, feitos de fosfato, ou plásticos”, destacou Arce.

A dúvida é se a Bolívia terá recursos financeiros e humanos suficientes para dar esses passos ou se vai precisar de dinheiro e tecnologia de países que investiram na região e foram surpreendidos pela nacionalização de seus investimentos – entre eles, o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 12 de outubro de 2014

Luta contra o Ebola: Uma oportunidade para a Guiné-Conacry?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A propagação inquietante da epidemia de Ebola é uma oportunidade para o presidente Alpha Conde? Sidya Toure, presidente da União das Forças Republicanas (UFR) responde à pergunta desta semana. 

"Ouvir o Presidente da República, temos a impressão de que o Ebola é uma oportunidade para a Guiné", lamentou Sidya Toure. Ele disse que foi o primeiro líder político de abril a maio a solicitar para que medidas mais sérias sejam tomadas para evitar Ebola, no momento concentrado em uma região. Alpha Conde tinha respondido naquele momento, diz Sidya, "que nós não temos medo de Ebola". 

"Este é um problema extremamente grave para o nosso país. Mas como diz o ditado de um provérbio Africano, ele não está lutando ao lado do leito da mãe doente. Nosso país está doente, eu digo literalmente e figurativamente. Portanto, devemos todos dar as mãos para garantir que possamos sair dessa ", martelou o presidente da UFR. 

"Infelizmente, ele continuou, nós acusamos muito o ​​atraso na ignição sobre esta questão, porque nós nos perdemos em conjecturas. Eu percebo que a comunidade internacional veio à nossa cabeceira com muitos recursos, muitas possibilidades. Teríamos de combiná-los com nossas próprias habilidades em comunicação, nível de saúde, nas reuniões, para garantir que todos o nosso país compreendesse que esta doença está lá e temos de lutar para que possamos livrar-se dela. "

Sidya prosseguiu, advertindo: "Esta doença é grave. Não é segura. Ela está destruindo não apenas o que vemos em termos de pacientes, mas está a destruir a economia do nosso país. "Antes de comparar "países como a Nigéria, onde a doença chegou em Lagos, uma cidade que tem o dobro da população de toda a Guiné, eles registraram apenas 9 mortos, mas eles foram capazes de conjurar." Enquanto a Guiné, no mais recente relatório observou-se mais do que 800 mortos. 

"O Paciente Zero veio da Guiné, por isso somos nós que contaminamos outros países. Eu acho que se queremos resolver os problemas em nosso país, temos de encarar a verdade. Isso é muito sério, porque o ato de contornar a verdade, não lhe permite entender sua situação e começar a pedir soluções. Quando ouvimos algo na TV RPG (alusão à RTG), repete-se, todo mundo repete isso como uma verdade da Bíblia ou Corão. Estamos num partido único, cada um deve emitir uma opinião sobre essas questões ", disse ele. 


Fanta Bah

#www.lejourguinee.com/

Cuba: O custo de uma política arbitrária.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



De março de 2013 a igual período de 2014, os efeitos nocivos do bloqueio imposto a Cuba têm causado a entidades da indústria alimentar perdas milionárias.
Se a empresa mista Havana Club Internacional tivesse podido vender nosso rum em mercados estadunidenses, de março de 2013 a igual período de 2014, suas contas financeiras teriam contabilizado receitas avaliadas em mais de US$100 milhões. Contudo, hoje esta cifra só faz parte das fatais afetações que provoca ao nosso país uma política arbitrária que leva já muitos anos.

Este exemplo aparece entre os tantos que revelam a natureza do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba e que somente a entidades do Ministério da Indústria Alimentar (Minal) tem causado, durante a etapa avaliada, perdas superiores aos US$102 milhões, segundo foi informado num encontro com a imprensa efetuado em dias recentes.
Poder oferecer serviços variados e de maior qualidade à população tivesse sido possível com esta soma, afirmou a vice-ministra do Minal, Betsy Díaz Velázquez, que enfatizou nas receitas deixadas de perceber por exportações de bens e serviços, bem como nas afetações monetário-financeiras, à população e as derivadas da recolocação geográfica do comércio.
Nesse sentido, o diretor da empresa comercial Caribex, Antonio Guerra, explicou as limitações da exportação de produtos pesqueiros aos Estados Unidos, mercado com capacidade para assimilar quase a totalidade de suas exportações.
Entretanto, a “obrigada” comercialização com outros clientes, supôs para Caribex uma afetação próxima do meio milhão de dólares.

O presidente da Corporação Cuba Ron e da empresa mista Havana Club Internacional, Juan González Escalona, também se referiu à maneira em que o bloqueio afeta a gestão empresarial.
“No mercado internacional do rum, as marcas Premium atingiram em 2013 uma estimativa de 45 milhões de caixas, delas, aproximadamente 40% é consumido nos Estados Unidos. Havana Club é líder do rum Premium em vários países como a Alemanha, Itália, Reino Unido, Suíça, Peru, Bolívia, Holanda... Não obstante, a absurda política do vizinho do norte impede que Cuba conquiste o mercado estadunidense”, afirmou.
Foram evidentes, além disso, em cada uma das intervenções, os danos à economia, associados ao encarecimento dos custos de frete e aumento do preço de algumas matérias-primas contratadas com provedores longínquos. Entre as entidades afetadas destacam Los Portales S.A. , Papas & Co, Stella, a empresa importadora e exportadora Alimpex, e a mista Bucanero.

Betsy Díaz também assinalou como “ano após ano crescem os danos do bloqueio, cujo recrudescimento, desde 2013 e até hoje, encontra seu máximo expoente nas multas impostas a bancos e empresas que operam com suas homologas cubanas”.
As entidades nacionais são obrigadas a elevados gastos financeiros  derivados das taxas de câmbio e a manterem níveis de inventários muito altos a partir  da distância geográfica dos provedores, o que leva a uma fatídica imobilização de recursos.

#granma.cu

Eleições em Moçambique: Dhlakama diz que já está "a formar Governo".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Candidato diz que vai "limpar" as eleições em Moçambique.



O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, assegurou à Lusa que já está a formar o próximo governo moçambicano e garantiu que vai "limpar" a primeira volta das eleições presidenciais e também as legislativas de quarta-feira, "com mais de 60% dos votos".
"Por aquilo que vemos, vamos limpar numa primeira volta com 60% ou 70%, mesmo as legislativas, porque quem vai votar no Dhlakama, vai votar na Renamo (Resistência Nacional Moçambicana). Toda a gente quer mudança", assinalou, em entrevista à Lusa, o presidente do principal partido da oposição.
Segundo Dhlakama, "há muitos moçambicanos de boa vontade que estão à espera há mais de 22 anos, e que gostariam de fazer parte de um governo honesto, para servir os interesses do povo, para governar com justiça e democracia".
"Ser de facto governante e respeitar os governados. É este governo que estamos a preparar", declarou.
"Pessoas honestas"
O candidato presidencial da Renamo recusou a ideia de que o principal partido da oposição não tem quadros, afirmando que "não há nenhum partido neste mundo, mesmo na Europa, que forma quadros", porque este são "apanhados nas universidades".
"Temos a Universidade Eduardo Mondlane, que sobrevive através dos nossos impostos. Forma jovens médicos, intelectuais. Eu vou buscá-los", afirmou.
"O que se quer é que sejam pessoas honestas, capazes de aceitar trabalhar e comprometer-se a cumprir e servir de facto, para sermos um governo inclusivo e capaz de ajudar esse povo. Portanto, em termos de quadros há muitos moçambicanos formados em Portugal, Estados Unidos, França descontentes. Eu vou usá-los", assegurou.
O líder da Renamo disse também que tem recebido telefonemas de membros do governo a disponibilizarem-se para integrar o eventual executivo a ser constituído em Moçambique, após o escrutínio de quarta-feira.
"Por isso eu digo que o meu governo vai ser inclusivo", prometeu Afonso Dhlakama que, caso vença as eleições, vai dirigir o país que entra num novo ciclo económico caraterizado pela previsão de exploração das grandes reservadas de gás no norte do país.
Afonso Dhlakama prometeu criar um Estado democrático e de justiça social, em que "haja acordos para que estrangeiros não se sintam explorados, mas também para que os moçambicanos não se sintam explorados".
"É muito importante que as empresas paguem os impostos, sem roubalheira, porque os impostos grandes afugentam os investimentos", afirmou.
# www.cmjornal.xl.pt

Costa do Marfim: A sociedade civil tem um papel-chave nas eleições de 2015.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Entretien
© Presidência por DR 
Entrevista acordada com o Presidente da República,  com a representante Especial do Secretário-Geral da ONU na Costa do Marfim, na segunda-feira, 21 de julho de 2014, em Abidjan. O Presidente da República, Sua Excelência o Sr. Alassane Ouattara se reuniu nesse dia com a Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sra. Mindaoudou Aïchatou.

O Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Costa do Marfim, Aïchatou Mindaoudou, comentou nesta sexta-feira, em Abidjan, o principal papel da sociedade civil da Costa do Marfim no processo eleitoral no país. 

"A sociedade civil tem um papel fundamental para a realização de eleições democráticas em 2015", disse Mindaoudou durante um fórum dedicado aos direitos humanos. 

Para Sra. Mindaoudou, ações de promoções de direitos humanos levadas a cabo por diferentes organizações devem ser incentivadas. 

A padroeira da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim também pediu a sociedade civil para trabalhar em prol da não-violência a partir da perspectiva de umas eleições bem sucedidas. 

Uma Série de eleições a partir do próximo ano na Costa do Marfim, com a eleição presidencial prevista para Outubro de 2015. 

Para o Representante Especial, "as eleições de 2015 serão um ponto de viragem na vida política e econômica da Costa do Marfim." 

"Os marfinenses devem mostrar que eles não querem voltar para a crise eleitoral de 2010-2011", disse ela. 

Sra. Mindaoudou exortou todas as partes da Costa do Marfim para trabalhar para o país para evitar outra crise pós-eleitoral, como a de 2010-2011, que matou pelo menos 3.000 pessoas e gerou um milhão de deslocados no país.

# abidjan.net

ONU pede a África Ocidental para se unir contra os mercenários.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Mercenários presos no Zimbabué. A ONU instou os Estados da África Ocidental para se unirem na luta contra o uso de soldados contratados para desestabilizar governos. IMAGEM | GRUPO Nation Media.

A ONU pediu aos países da África Ocidental para reforçarem a sua cooperação para lutar contra mercenários durante os períodos de crise. 

Um relatório precisou; que "este flagelo (mercenários) é um fenômeno transnacional e só pode ser combatido em conjunto pelos países em causa". 

O relatório confirma que nesta sexta-feira seguem para quatro dias uma missão de especialistas da ONU independente para Costa do Marfim, o relatório confirmou que os mercenários foram de fato utilizados nos dois conflitos armados na Costa do Marfim. 

Os conflitos decorreram entre Setembro de 2002 e 2005, bem como durante a crise pós-eleitoral de Dezembro de 2010 a Abril de 2011. 

Cerca de 5.000 pessoas foram mortas nos conflitos que posteriormente subdividiu o país, o norte controlado pelos rebeldes e o sul controlado pelo governo. 

Um relatório detalhado da visita será apresentado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em setembro de 2015. 


Durante as guerras fratricidas gêmeas na Serra Leoa e na Libéria, entre 1989 e 2013, foram utilizadas milhares de mercenários dos países membros da sub-região.

# africareview.com

GUINÉ-CONACRI: SOLIDARIEDADE - UNICEF libera 57 toneladas de material para apoiar na luta contra Ebola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Um avião que transportava equipamentos para apoiar na luta contra a epidemia de Ebola chegou a Guiné. São 57 toneladas de suprimentos em ajuda contendo 4,5 milhões de pares de luvas, 50 tendas, medicamentos e insumos nutritivos e as balanças para bebês. O material foi financiado pelo Banco Mundial e veio em apoio as estruturas sanitárias do país, severamente enfraquecidas pela epidemia de Ebola.

Para o efeito, uma delegação composta pelo Ministro da Cooperação Internacional, o Representante da UNICEF e Diretor Regional do UNICEF para a África Ocidental e Central que foi recebido no Aeroporto Internacional Conakry Gbessia para receber esta entrega importante. 

Congratulando-se com a contribuição, o Sr. Moustapha Sano Koutoubou expressa confortado pelo apoio constante dos parceiros da Guiné. "O Banco Mundial e a UNICEF que continuam apoiar-nos incansavelmente desde o início da epidemia. Quero reiterar a nossa gratidão e confiança que este material vai realmente para as unidades de saúde para conter a doença o mais rápido possível. "

O Diretor Regional do UNICEF para a África Ocidental e África Central, Manuel Fontaine, renovou o apoio da UNICEF e seu compromisso com o país. Atualmente visitar a Guiné, é particularmente inteirar-se sobre a situação das crianças afectadas por este flagelo. "A grande maioria das crianças afetadas pelo vírus Ebola não têm sempre o bom atendimento. Não podemos responder a uma crise dessa natureza e magnitude com meios convencionais. Precisamos de mais coragem, mais criatividade, e muitos mais recursos. "


Enfrentando a situação no terreno, o governo e os seus parceiros estão a trabalhar arduamente para levantar dinheiro e parar a contenção da progressão da doença, que causou 783 mortes no país.

# www.guineeconakry.info/

sábado, 11 de outubro de 2014

DW destaca: Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialistas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Em destaque nessa emissão do dia 09/10/2014: 



Em Moçambique, Afonso Dhlakama diz que está em vantagem na corrida à Presidência. Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialista. População angolana ainda à espera da data das primeiras eleições autárquicas.


Acesse o LINK e escuta: AQUI.

Fonte DW

Quem são e de onde vêm os candidatos à Presidência de Moçambique?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014
Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014

Quem são afinal Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi?
Afonso Dhlakama
Moçambique – Eleições 2014 - Afonso Dhlakama (Moma, provincia de Nampula)
Nascimento – 1 Janeiro de 1953
Localidade: Magunde, província de Sofala
Ocupação – Presidente da RENAMO, Político
Dhlakama ascendeu à liderança da RENAMO apos a morte de André Matsangaissa, às mãos das forças governamentais moçambicanas em 1979. Dhlakama competiu como candidato da RENAMO nas três anteriores eleições presidenciais multipartidárias.
Quem é Afonso Dhlakama?
Afonso Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953, em Mangunde, distrito de Chibabava, na província central de Sofala, e é hoje um dos mais destacados políticos moçambicanos. E foi no regulado de Mangunde, um povoado pobre, onde Dhlakama forjou a sua maneira de ser: determinado.
Após a morte, em 1979, pelas tropas governamentais, do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaissa, Dhlakama torna-se o homem forte deste movimento guerrilheiro.
Antes de se juntar á RENAMO, Afonso Dhlakama era militar das forças armadas moçambicanas.
A sua tomada de posição face ao prosseguimento da luta de guerrilha iniciada por Matsangaissa, foi o seu primeiro grande gesto contra o socialismo, e desde então tem sido o grande defensor dos ideais da RENAMO, tornando-se, por isso, uma figura polémica em alguns círculos políticos moçambicanos, sobretudo pela forma como fugiu do exército moçambicano.
Na RENAMO, segundo Odete de Sousa, Dhlakama é considerado um político realista que defende a identidade deste movimento. Ele sabe tomar decisões e, acima de tudo, é um homem de justiça, aparentemente, tendo sido por isso que em 2009, foi reeleito presidente do Partido, derrotando Rogério Francisco Joao.
Até 1984, Afonso Dhlakama era comandante em chefe das forças da Renamo e ao mesmo tempo Presidente do Conselho Executivo do movimento, uma espécie de Governo sombra, constituído por 12 membros.
Foi sob o comando de Dhlakama que a RENAMO teve alguma ascendência na sua luta contra o Governo moçambicano, controlando algumas partes do País. A guerra terminou em 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz, tendo a RENAMO se tornado um Partido político da oposição, ainda na década de 90.
Mas a grande experiência política de Afonso Dhlakama aconteceu quando ele concorreu para as primeiras eleições multipartidárias em Moçambique, em 1994, alcançando 33.7 % dos votos, contra 52.3 % de Joaquim Chissano, com quem assinara o acordo de paz, em Roma.

Daviz Simango

Daviz Simango
Nascimento – 7 Fevereiro 1964
Localidade: Tanzânia
Profissão – Engenheiro Civil
Ocupação – Presidente Camarário da Beira, Politico, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique
Simango aderiu à Renamo em 1997 e como candidato deste partido concorreu com sucesso à presidência da camara da Beira em 2003. Em Março de 2009, Daviz Simango fundou o novo partido MDM, pelo qual concorreu como candidato presidencial nas eleições de Outubro de 2009.
Quem é Daviz Simango?
O Movimento Democrático de Moçambique-MDM, escolheu Daviz Simango, como o seu candidato às eleições Presidenciais de 15 de Outubro próximo, um jovem tido como incómodo tanto para a Resistência Nacional Moçambicana-RENAMO como para a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, e que em 2008, tornou vitoriosa a primeira candidatura independente a um município moçambicano.
Actual Presidente do Conselho Municipal da Beira e do MDM, Daviz Simango nasceu a 7 de Fevereiro de 1964, e a sua aposta é chegar á Presidência da República, no âmbito do projecto do seu Partido "Moçambique Para Todos".
Quis o destino que Simango nascesse numa família de políticos, pois, o seu pai, Uria Simango foi vice-presidente da FRELIMO, o qual foi morto sob acusação de traição, a mãe, Celima Muchanga, também militante da FRELIMO, e um irmão, Lutero Simango, que é deputado da Assembleia da República pelo MDM.
Licenciado em engenharia civil pela Universidade pública moçambicana Eduardo Mondlane, Simango foi membro do extinto Partido da Convenção Nacional-PCN, e em 1977 juntou-se á RENAMO, Partido pelo qual se tornou, em 2003, Presidente do Conselho Municipal da Beira, a segunda maior cidade do País.
Na RENAMO, Daviz Simango chegou a ser considerado um delfim do Presidente deste Partido, Afonso Dhlakama. Em 2008, Simango era o candidato natural á sua própria sucessão nas eleições municipais, mas a Renamo optou por nomear para o município da Beira um dos seus deputados na Assembleia da República como seu candidato.
Isso fez com que um grupo de militantes da Renamo iniciasse uma campanha para a candidatura independente de Daviz Simango, o que veio a ser oficializado no dia 05 de Setembro. Nas eleições de 15 de Novembro foi reeleito com mais de 60 porcento dos votos.
E foi em Março de 2009 que Simango apresentou o seu Partido - o MDM, na cidade da Beira, altura em que também foi eleito Presidente desta formação política, a terceira no parlamento moçambicano, onde ocupa oito dos 250 assentos.
Simango é considerado uma figura com prestígio e viu a sua governação na cidade da Beira ser reconhecida pela revista sul-africana Profissional Management Rexiew-Africa, considerando-o melhor presidente de município de Moçambique, em 2006.
No seio do MDM, Simango é visto como uma pessoa que projecta uma imagem de humildade e liderança, e talvez tenha sido por isso que escapou ileso de um atentado quando se preparava para dirigir um comício, na província nortenha de Nampula.
Tal como foi anunciado na altura, o atentado foi da autoria de elementos da RENAMO, um Partido no qual Daviz Simango é considerado traidor, traidor não só por ter formado o seu próprio Partido, mas, sobretudo, por ter atraído muitos membros da Renamo para o MDM.
E há mesmo quem assevere que quem mais tira o sono a Dhlakama é Daviz Simango e não os outros adversários da RENAMO.

Nyusi, o candidato presidencial da FRELIMO

A sua escolha surpreendeu muitos, é um homem do Norte, mas respondeu a muitos outros que achavam que a FRELIMO devia deixar de escolher apenas candidatos do sul.
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)

Nascimento – 9 Fevereiro de 1959
Localidade: Distrito da Mueda, Província Cabo Delgado
Profissão - Engenheiro
Estudou Engenharia mecânica (Antiga Checoslováquia) e Gestão (Universidade Machester, Grã-Bretanha)
Nyusi trabalhou na gestão dos Caminhos-de-Ferro e Portos de Moçambique, presidiu ao Ferroviário de Nampula, leccionou na Universidade Pedagógica (campus de Nampula). Quando foi escolhido para candidato presidencial pela FRELIMO (Março 20140 era Ministro da Defesa.
Quem é Filipe Nyusi?
Numa escolha surpreendente e que terá desapontado algumas pessoas, a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, escolheu Filipe Nyusi, o primeiro homem do norte do País, como seu candidato às eleições presidenciais de 15 de Novembro próximo, contrariando uma prática em que todos os candidatos frelimistas eram do sul.
Há muito que destacadas figuras da FRELIMO originários do norte, entre os quais os generais Alberto Chipande, Raimundo Pachinuapa e Eduardo da Silva Nihia, entre muitos outros, vinham reclamando por um candidato a Presidente da República que não fosse do sul.
E numa escolha surpreendente a FRELIMO, o partido no poder, escolheu Filipe Nyusi, um jovem maconde, para disputar as presidenciais com outros candidatos da oposição.
A escolha foi numa eleição interna do Partido em que Nyusi venceu figuras preponderantes como Luísa Diogo e Aires Aly, ambos antigos primeiros-ministros,
Nyussi nasceu a 29 de Fevereiro de 1969, no distrito de Mueda, na província nortenha de Cabo Delgado, o berço da luta armada de libertação nacional.
Quadro extremamente profissional dos Caminhos de Ferro de Moçambique desde 1992, Nyusi acumulou experiência de bom gestor que o levou ao cargo de Administrador-Executivo da empresa, entre 2007 e 2008, altura em que foi nomeado Ministro da Defesa Nacional.
Juntou-se à FRELIMO, na Tanzânia, quando ainda tinha 10 anos e foi lá onde cresceu, tendo características de um bom líder e bom gestor, qualidades essas demonstradas sobretudo quando foi administrador dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Quando chega ao Governo, Nyusi ataca o problema da logística das forças armadas moçambicanas, e conta com a confiança política que inspira para melhorar aspectos ligados aos quartéis, casernas e até fardamento, sendo hoje visíveis militares bem fardados, um pouco por todo o País.
Nos meios politizados moçambicanos diz-se que esta escolha desapontou algumas pessoas, porque Filipe Nyusi, não é um histórico de Frelimo e é pouco conhecido entre o eleitorado, apesar de o engenheiro civil formado na antiga Checoslováquia ter sido Ministro de Defesa Nacional entre 2008 e início de 2014.
Nyusi tem desafios com o desemprego, sobretudo da juventude, com o estabelecimento da indústria transformadora, com a criação de melhores condições que atraiam o investimento, ou seja, com um crescimento económico que garanta o bem-estar para os moçambicanos.
# VOA

Total de visualizações de página