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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quinta-feira, 26 de março de 2015

OPINIÃO: PALAVRAS OCULTADAS DEBAIXO DA LÍNGUA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

                                                            Filomeno Pina - " NÔ DJAGRA!"

Sem alternativas tentaram dormir um sono leve como sobreviventes mal-amados, mantendo viva uma esperança desgastada pela angústia persistente do luto. A realidade sem tempo previsto para acabar. Ela não mata, mas mói tudo por dentro, deixando silenciosamente descrita nos rostos a revolta silenciosa e o sentimento de abandono, só. 

As palavras abandonadas no fundo da alma vivem debaixo da língua, numa tensão constante, parecem canções de embalar tristes, que adormecem com um olho aberto, resistem vigilantes, mas com medo de represálias, manobras dum mundo mau com que têm de lidar como se fosse travesseiro destinado, um dia de cada vez, sua boca fechada, esperam por dias melhores. 
Palavras enlutadas, arrastam num impasse atravessadas na garganta como nó-cego, presas nas cordas vocais das suas vítimas, vivem no porão da consciência, com a cabeça pesada, inclinada sobre o peito na tentativa de esconder a sua tristeza. Tentam sono leve a cabecear num vaivém corcunda, notado por amigos e familiares, quando passam a caminho da solidão arrastadas por um luto que não conseguem fazer, com tranquilidade condigna e humanamente justa!

Custa-lhes a engolir este nó na garganta, misturado com o peso na consciência, toda a tristeza untada com fel, desde a boca até ao estômago, embora seja assim, as Famílias aparentam serenidade, mas com medo de morderem a própria língua, soltar gritos de acordar palavras velhas e ocultadas debaixo da língua, de viva voz. 
Falamos aqui de sofrimento que anda pelos cantos, disfarçado, parecendo não existir sofredor crónico, mas não é verdade! Há Guineenses preocupados com a solução de paz entre Famílias, mas querem ouvir a voz da Justiça, só depois haver partilha possível do - perdão - entre irmãos, assumido com a dignidade que um luto material e psicológico como este merece. 

Todo este sofrimento ocultado debaixo da língua vive na clandestinidade sob tensão, tempos infinitos, arquivado na memória do passado por denunciar. Enterrado vivo na massa cinzenta, continua sem poder vir à rua quebrar obstáculos, voar como lã de polõm para uso da liberdade. Um velho desejo para terapêutica das palavras reprimidas debaixo da língua, nunca pronunciadas em público, mas é hoje um desejo óbvio por realizar, acredite.  

Sair do silêncio sepulcral e arrepiante do buraco, ver o País renovado, com Democracia plena, Justiça, igualdade de  Direito e de circunstância para os cidadãos, é o maior desejo. Acabar com o clima de medo onde a inteligência adormeceu, parou, sem nunca vir à rua, desde que o crime de sangue é impune no País!
Hoje as vítimas querem assistir à devassa deste medo em Sede própria, enfrentar os monstros, cuspir a revolta e a tristeza interiores, isto sim, seria um final feliz, para a esmagadora maioria de Guineenses, acredite se quiser. 

Palavras coladas no fundo da consciência, sublimadas, permitem a vida avançar com aceitação social, mas, não é totalmente verdade, pensar que caíram definitivamente no esquecimento, porque continuam em estado de alerta subliminar, desconfiados como sempre… 

Aqui temos um luto difícil de ultrapassar pelas Famílias revoltadas à espera de justiça que não chega! Na verdade estão aguardando pelo dia "D". Quando o - Estado der a mão à palmatória - assumindo a sua cota parte de responsabilidade ou "conivência", pelo simples facto de, na altura devida não tomar a palavra de viva voz, para consolar os familiares das vítimas e punir os criminosos sem hesitar, paradoxalmente preferiu simplesmente adoptar o silêncio como resposta ideal, mas infeliz! 

Hoje o Estado ainda vai a tempo - como pessoa de bem -  para reparar e recuperar o seu Povo, no tocante a este passado menos bom da nossa história infeliz.

Sem ninguém saber quais as palavras ocultadas debaixo da língua, mas existem sem dúvida, à espera de ouvir o sino de rebate, mas, este "sino" pode, ainda, nunca tocar, será? 

Uma espera longa não faz sentido aqui, porque é possível tudo terminar bem, i. é, se todos contribuirmos para que haja Paz, na compreensão especial em relação ao luto nacional das Famílias vítimas de crimes de sangue, perpetuados no nosso País. 

Um facto político e histórico, são os Guineenses (civis, políticos e militares) que tombaram vítimas de crime de sangue, no período pós-independência na Guiné-Bissau. Uma memória triste que carregamos como luto nacional!

Penso que merece um – Monumento – erguido como símbolo da Paz e de solidariedade entre Guineenses. Seria ao mesmo tempo uma referência à memória do luto, que não queremos ver repetir nunca mais no País, pense nisto Camarada!

Há que enfrentar serenamente toda a situação ácida, seus conteúdos perigosos, inoportunos, que poderão provocar mudanças radicais no sistema político, mexer com a liberdade de personalidades públicas, mas, penso que valerá a pena por uma questão de justiça social, com o objectivo de unir o Povo Guineense. 

As palavras num determinado contexto têm um tempo activo ou de esperança de vida, sobretudo para o tribunal, i. é, também “morrem”.
A Justiça precisa ser célere e tem-se esforçado para tal, contudo, se continuar sobretudo a impunidade, sem mudar nada (que não será o caso), morrerá com certeza qualquer esperança em relação à verdade dos factos perante a Justiça e o Tribunal. O que é grave acontecer, porque poderá encorajar a perversão ou levar a que se tente fazer justiça pelas próprias mãos.

Neste mundo complexo, por vezes as - palavras e o silêncio - parecem iguais em pensamento. Há uma sensação de vazio enorme difícil de entender. Só quem as viveu, sabe o que é sensação de "gravidez mental" do género, com palavras  angustiadas, sem voz própria. Presas como um papagaio de papel, atado a quem segura a ponta do fio e o vigia. Mas, percebemos logo a tristeza vincada no semblante, quando passam as vítimas desta impunidade, carimbadas nos rostos de órfãos, de viúvas, familiares e amigos das vítimas, ninguém ignora.

Perante este sofrimento imaginemos então como estará uma família material e psicologicamente, sem respostas há anos, pense nisto.

As palavras de quem sofre na pele a perda de um familiar, quer queiramos quer não, fazem sempre sentido! Todas merecem atenção e reflexão – quem somos nós afinal - para ignorar ou ajuizar o luto dos outros!?

Tudo isto importa reflectir porque é raiz  deste sofrimento e luto das Famílias afectadas. Transporta uma revolta contra o Estado e pessoas, a angústia e medo de falar, de chorar livremente os seus mortos na devida altura, tudo isto aconteceu em silêncio, hoje querem falar e saber como é... 

Este sentimento é do pior e explica a injustiça, ressentimento  em relação ao Estado. Foram abandonados por todos à sua volta, e daí a projecção da culpa recair nos dirigentes, governantes, o poder político e castrense de então. Um medo factual, que levou familiares a refugiarem debaixo da própria língua, com a boca "calada" em silêncio profundo, mas, hoje parece vislumbrar um fim à vista! 

Não é difícil perceber o lado do mal de tudo isto, falando de crimes de sangue. Na verdade, deixaram sem voz toda a gente, na altura, com medo. Todos se acobardaram, nenhum de nós teve coragem de apoiar as vítimas publicamente. Ignoramos Famílias inteiras que nunca foram ouvidas, nunca sequer receberam os pêsames da parte do poder Institucional do Estado, nunca! 

Houve simplesmente silêncio quase absoluto sem contacto humano ou institucional, o que induziu à percepção dum Estado-conivente, porque fechou os olhos à Impunidade da justiça reinante, na devida altura não agiu como deveria (investigar, julgar e condenar os culpados), fechou-se como uma ostra!

Digo isto Camaradas, como reflexão até prova em contrário, sublinho tudo, o porquê de nunca ninguém ter feito nada! Passaram-se décadas e cada vez se torna mais difícil encontrar caminho justo e oportuno, para uma resolução definitiva.
Nesta fase de mudança no País, devemos corrigir os erros sem deixar para trás (mais uma vez) as Famílias, sem uma palavra definitiva sobre este assunto.

Acreditamos que a investigação prossiga no seu ritmo “lento”, embora até hoje o próprio Tribunal permaneça em silêncio, aparentemente, e talvez com "palavras" ocultadas debaixo da língua, na postura semelhante aos familiares das vitimas (ninguém fala, cada um tem seus motivos), porém o cidadão comum, está sem saber a quem pedir mais responsabilidades disto, penso. 

Tribunais e Família das vítimas estão ambos entalados com palavras ocultadas debaixo da língua (parece). Iguais num destino que se arrasta - acreditamos que mais vale tarde do que nunca - não deitem por favor a toalha ao chão, para o bem da Imagem da Justiça na Guiné-Bissau!

Até aqui cavou-se um subterrâneo, para ficar calado, mudo, no contexto social onde vivemos. Talvez sejamos todos  um pouco culpados disto (uns mais do que outros) do que está a acontecer até hoje, será. 
Todavia, já sentimos que há mulheres e homens a trabalhar para que a paz e as verdades ocultadas, sejam um dia tornadas transparentes ou públicas e, havemos de viver felizes uns com os outros, acredite.

Vale a pena estarmos atentos a outro nó-cego ainda pior, em vez de o ser na garganta, é-o na inteligência, em forma de impotência perpétua e fóbica, para lidarmos com este problema. Trocando os pés pelas mãos, fugir com o rabo à seringa num assunto sério e nacional, sem a consciência da repercussão continuada na ausência de sensibilidade necessária, decisões acertadas, para lidar com o problema cabalmente. 

Pior do que isto ainda, seria a tentativa de oferecer soluções fáceis, forjadas em cima do joelho, sem ouvir primeiro as Famílias, saber o que trazem debaixo da língua e anotar, racionalizar tudo, para compreendermos melhor as suas expectativas, o estado material dum trabalho a fazer, para minimizar este sofrimento, facilitando a reconciliação entre Guineenses nesta nova era da “Terra-Ramka”, com todos e para todos! 

Será que se deixarmos que o tempo resolva tudo, nós próprios vamos ter tempo de vida suficiente, para assistirmos e ver "tudo" resolvido?

Penso que não, Camaradas, será preferível fazer a pega frontal do "touro", assumir a Justiça expectante para quem sofreu danos morais e materiais.
Reparar quanto possível esta ferida, embora haja pouco a recuperar, porque o pior já foi feito, infelizmente. Todos assistimos calados. A dignidade do Estado esteve ausente e demitida da função superior esperada.  

Não se consegue reparar nada neste contexto da realidade, se fizermos as coisas à distância, friamente, clicando os media para falar ou escrever, porque não é a melhor solução, só.
Os recados chegam deturpados ou sentidos friamente do outro lado, sem emoção adequada do contexto de luto que se vive.
Não favorecendo a imagem que o Estado pretende, reconquistar as Famílias das vítimas de crimes de sangue, com base na Justiça material e consequente “reparo” e perdão dos danos.

Há que reaproximar do fenómeno de luto associado à impunidade da justiça, depois dum trabalho organizado para o efeito na sociedade civil, passar ao acto e fazer o que ainda for possível fazer na reparação dos erros cometidos do passado neste contexto (crime de sangue).

Esta geração actual de políticos deve nunca virar a cara ao facto histórico, mas, assumir responsabilidades do Estado na sua totalidade e não meia culpa (lavar as mãos e fazer de conta, que isto não é connosco).
Perante Deus, somos iguais antes e depois da morte, lembre-se disto!

É preciso reconquistar a empatia e o respeito do Povo pelo Estado neste aspecto e noutros, há que fazer valer a cultura do - ADN da Democracia - no nosso País!

Camaradas abracemo-nos uns aos outros na Partilha do Perdão, porque nunca é tarde para chorar os mortos (tóka-tchur) ou rezar por eles.

…que a natureza nos proteja, se DEUS quiser…


Djarama. Filomeno Pina.







quarta-feira, 25 de março de 2015

Mais de mil milhões de euros para a Guiné-Bissau na mesa redonda de Bruxelas.

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O Governo da Guiné-Bissau veio à mesa redonda de doadores em Bruxelas com um objetivo ambicioso: conseguir dos parceiros ajudas financeiras para a sua estratégia de desenvolvimento. Saiu de Bruxelas com muitas promessas.
 Belgien Brüssel Eröffnung der Geberkonferenz von Guinea-Bissau

"Terra Ranka – Um novo começo para a Guiné-Bissau” foi esta quarta-feira (25/03) o mote da conferência de doadores em Bruxelas. O evento estava ainda a meio e já era considerado "um sucesso” pelos seus promotores: o Governo guineense, a União Europeia (UE) e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).
Meta ambiciosa da Guiné-Bissau
O dia em Bruxelas foi de sala cheia. Dezenas de países e organizações internacionais compareceram à chamada. O Presidente do Senegal, Macky Sall, foi uma das figuras de destaque na abertura.
Conseguir mais de 427 milhões de euros de apoios financeiros para pôr em prática a sua estratégia de desenvolvimento para os próximos dez anos foi a meta do Governo da Guiné-Bissau para esta mesa redonda dos doadores.
Aos poucos, foram sendo revelados os contributos a conceder para que a Guiné-Bissau vire a página da instabilidade e relance a sua economia, depois de anos de fragilidade.
Os apoios de 160 milhões de euros da União Europeia e de 40 milhões de Portugal foram dos primeiros a ser anunciados na capital belga. O secretário de Estado da Cooperação de Portugal, Luís Campos Ferreira, classificou os fundos do seu país como "um apoio com músculo".
No total, a conferência de Bruxelas permitiu mobilizar mais de mil milhões de euros de apoios. "Com base nas prioridades identificadas pelas autoridades no seu ambicioso plano estratégico e operacional para os próximos cinco anos, os parceiros decidiram dedicar mais de mil milhões de euros à Guiné-Bissau para atingir os seus objetivos e para conseguir melhorias tangíveis nas condições de vida do povo da Guiné-Bissau", indica o comunicado final da conferência, lido na sessão de encerramento pelo chefe de diplomacia da Guiné-Bissau, Mário Lopes da Rosa.
O chefe do Governo guineense, Domingos Simões Pereira, em Bruxelas
"Voto de confiança"
Para o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira - que trouxe consigo uma delegação de mais de 40 pessoas – a adesão ao evento é "um voto de confiança" na Guiné-Bissau: "Isso faz-nos sentir bastante mais reconfortados, porque era muito importante, de facto, trazer para Bruxelas uma visão estratégica e partilhá-la com os nossos parceiros e ouvir da parte dos nossos parceiros a disponibilização dos mecanismos necessários para construirmos a parceria necessária para o futuro".
Prioridade: reformar o sector da defesa e segurança
O chefe do Governo guineense considerou que o compromisso assumido pelos parceiros é ainda mais significativo que os números. E aproveitou para sublinhar que entre as prioridades no processo de estabilidade e paz interna está a reforma das Forças Armadas: "O programa de reforma do sector de defesa e de segurança foi sempre identificado pelo Governo e pela sociedade guineense como uma prioridade."
O primeiro-ministro guineense disse que a implementação deste programa da reforma no sector de defesa e segurança não serve para ter acesso aos 40 milhões de euros disponibilizados por Portugal: "Temos necessidade de o aplicar e é muito importante ter essa disponibilidade dos países", disse Domingos Simões Pereira.
Nos últimos anos, a Guiné-Bissau sofreu vários golpes de Estado e tentativas de golpes por militares. O último ocorreu no dia 12 de abril de 2012, quando um autodenominado "Comando Militar" tomou o poder em Bissau e destituiu o presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.
União Europeia retoma a cooperação com Bissau
Um dia depois de ter comunicado a suspensão das restrições à cooperação com a Guiné-Bissau, em vigor desde 2011 devido a uma sublevação militar em 2010, a União Europeia fez outro anúncio. Vai conceder 160 milhões de euros para "consolidar a democracia, reforçar o Estado de direito, acelerar a retoma económica e melhorar as condições de vida dos guineenses".
José Mário Vaz, o Presidente da Guiné-Bissau, em Bruxelas
A UE "apoia fortemente este novo começo", salientou o diretor-geral para o Desenvolvimento e Cooperação Internacional da Comissão Europeia, o português Fernando Frutuoso de Melo: "A União Europeia e os Estados-membros estão confiantes de que este Governo, esta administração, vai conseguir ultrapassar as dificuldades dos últimos anos e vai pôr a Guiné-Bissau no bom caminho, não só do reconhecimento internacional.
As promessas de José Mário Vaz
"A Guiné-Bissau quer deixar de ser um fardo para a comunidade internacional", garantiu o Presidente José Mário Vaz, na abertura da conferência.
Mas tendo em conta os "desequilíbrios do país" e a economia "frágil e vulnerável", o país precisa ainda muito do apoio dos parceiros externos. "Porque queremos ter um país diferente nos próximos anos", justificou José Mário Vaz os pedidos feitos pela Guiné-Bissau.
Miguel Trovoada, ex-primeiro ministro e ex-Presidente de São Tomé e Príncipe, é o enviado especial da ONU para a Guiné-Bissau
"Consciente desta situação, o país, através do Governo, reconhece que a melhoria da condição básica da nossa população só seria possível com a implementação de medidas e políticas, no sector da educação e da saúde, capazes de sustentar o aumento da produção e da produtividade”, disse o Presidente guineense.
A Guiné-Bissau terminou a quarta-feira com "esperança num novo rumo para o país", como concluiu o representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, o são-tomense Miguel Trovoada.
#dw.de

O futuro da Guiné-Bissau em jogo em Bruxelas.

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 Em Bruxelas, nesta quarta-feira, 25 de março é realizada uma mesa redonda de parceiros internacionais da Guiné-Bissau. Uma forte delegação chefiada pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira já na capital belga está desde segunda, 23 de março. Os parceiros vão analisar, entre outras, a espinhosa questão da reforma do sector da segurança. O novo plano visa $ 270,000,000 para iniciar esta reforma, que é de cinco anos e envolve várias centenas de homens.  Quem não sonhou como Amilcar Cabral, o herói da independência, de um futuro brilhante para a Guiné-Bissau? Quarenta anos depois, o projeto ainda não conseguiu traduzir aspirações. Um diagnóstico é então necessário. O novo regime planejou um ambicioso programa de desenvolvimento de mais de dez anos, 2015-2025.  Este programa é baseado em quatro níveis de crescimento: agricultura e agro-indústria, pescas, turismo e mineração. Parceiros internacionais do país também vão analisar a espinhosa questão das reformas no sector da segurança.  As muitas revoltas que Guiné-Bissau tem experimentado desde a sua independência, em 1974, explicar as dificuldades económicas que o país atravessa. Se o exército se tornou uma das principais causas de instabilidade, a sua localização é também o legado de uma história particular: a Guerra da Independência. Ele está fechado há quarenta anos. Para muitos observadores políticos, não há razão para manter o maior número de homens no quartel sem fazer nada.   ■ A UE levanta definitivamente as sanções contra Guiné-Bissau.  A UE retoma cooperação com Guiné-Bissau. As restantes restrições, impostas após os tumultos de 2011, foram definitivamente levantadas na terça-feira, 24 de março. Detalhes de programas de financiamento da UE ainda para ser finalizado. Mas o anúncio foi recebido com alívio pelas autoridades. Guiné-Bissau o ministro da Defesa, Cadi Seidi, estava em Bruxelas. RFI testou sua reação.   Quando a União Europeia fez o anúncio, todos estavam felizes: o primeiro-ministro, os ministros, todas as pessoas que estavam na sala. Isso realmente nos fez muito feliz e é um alívio para Guiné-Bissau.

#rfi.fr

terça-feira, 24 de março de 2015

Senegal: Veredicto do caso Karim Wade - 6 anos atrás das grades, 138 bilhões de Franco CFA em multa, a crônica de uma sentença anunciada.

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Dois anos após a eclosão do processo contra Karim Wade e Companhia, o Tribunal de repressão de enriquecimento ilícito (CREI) emitiu o seu veredicto nesta segunda-feira, 23 de Março de 2015. A sentença não foi surpreendente. Karim Wade foi condenado e sentenciado a 6 anos atrás das grades, além de uma multa de 130 mil milhões de FCFA. O procurador, Antoine Diome também havia anunciado a cor: "Não há nenhuma possibilidade de que Karim escapa a uma condenação." Crônica de uma condenação anunciada.

 O caso começou a 02 de agosto de 2012, quando o procurador especial Alioune Ndao proibiu-o de sair do país e mais 25 pessoas apontadas por enriquecimento ilícito. Os conselheiros de Karim Wade depuseram recursos junto ao Tribunal de Justiça da CEDEAO, em uma sentença proferida em 22 de fevereiro de 2013, e constataram que a proibição de saída do território nacional "não tinha base legal" e que o promotor especial viola a presunção de inocência.

08 de novembro de 2012, numa conferência de imprensa, o procurador especial Alioune Ndao, cita os dignitários liberais como Karim Wade, Oumar Sarr, Abdoulaye Balde, Samuel Sarr Niang e Ousmane Ngom Madické, abrangidos pela...

Em 14 de novembro de 2012, o rali Karim Wade para Dakar a bordo de um Air France. Convocado pelos investigadores, ele se apresenta pela no dia seguinte para a Secção de Investigação da Gendarmerie Colobane.

Esta quinta-feira, 15 de novembro de 2012 é então o ponto de partida de um dos processos judiciais mais mediáticos da história do Senegal. Esta fase, que ele é chamado para audiências, ela não se concentra apenas no filho de Wade, uma vez que Bibo Bourgi, Pape Mamadou Pouye, Mbaye Ndiaye ..., desfilarão perante os investigadores durante vários meses.


Karim: "Eu sei que vou seguir para a cadeia"

Durante estas longas audiências, o caso do jato particular de Karim Wade, empresas de fachada que ele abrira, e que ele teria contas offshore nas Ilhas Cayman, as Ilhas virgens de Canárias e Monaco, estiveram no centro do debate. O governo do Senegal prestaria a mesma queixa em Paris contra Karim Wade em novembro de 2012.
Em dezembro de 2012, depois de várias audiências e confrontos, a investigação preliminar ficou completa. Karim sabe que seu destino está selado e claramente disse o Procurador Especial a seu tempo, Alioune Ndao: "De qualquer forma eu preparei minhas malas, porque eu sei que eu vou para a prisão."


O ex-ministro chamado para justificar a origem lícita de 693.000.000.000 FCFA

Em 15 de março de 2013, Karim Wade foi desafiado para justificar a origem lícita dos seus bens estimados em 693.000 milhões de francos CFA no prazo de 30 dias, de acordo com a Lei no Crei. Ele trabalha em suas respostas com seus advogados e, eventualmente, apresentará suas respostas no final do período.
Segunda - feira, 15 de abril, 2013, poucas horas após a apresentação de sua resposta à notificação de que foi encaminhado para ele, Karim foi detido e mantido sob custódia para Secção de Investigação da Gendarmerie Colobane. No dia seguinte, o promotor especial Alioune Ndao, ladeado por seu vice, Antoine Diome, enfrentou a imprensa, e revelou ter descoberto "uma verdadeira engenharia financeira fraudulenta", o que levou à prisão de Karim Wade e alguns de seus supostos cúmplices. Ele revela que tudo dependia "sobre um sistema com duas versões de nomeações."


O filho do ex-presidente e seus supostos cúmplices colocados sob custódia

Na quarta-feira, 17 de abril de 2013, Karim Wade e seus colegas réus são acusados ​​de enriquecimento ilícito e de cumplicidade no enriquecimento ilícito antes de serem colocados sob custódia na Casa de detenção Remand Rebeuss (Beira-Mar). Seis meses depois, Karim seria novamente convocado para Crei e recebe um segundo aviso em 17 de outubro de 2013.
18 abril de 2014, os ativos de Karim Wade foram drasticamente reduzidos pela instrução da Comissão ao Tribunal de supressão de enriquecimento ilícito. O que não deixa de suscitar surpresa. Quase 700 bilhões, que acabou por ser reduzida para 117 bilhões de FCFA.

O julgamento

Quinta-feira, 31 de julho de 2014, o julgamento de Karim Wade e Companhia começou. O primeiro dia foi marcado por adiamentos como no incidente criado por Moisés Rampino. O Ativista na causa de Karim Wade, que tinha proferido, na platéia, tratando os juízes de corruptos. Para esta "presunção", ele foi condenado a dois anos de prisão. Os dias que se seguiram foram essas da Batalha de procedimentos. Mas em 04 de agosto, o tribunal rejeitou a invalidade de exceções levantadas por advogados de Karim.

Karim: "Disseram-me que vocês me condenarão a 5 anos de prisão"

Em 1 de setembro de 2014, Karim Wade comemorava 46 anos na prisão de Rebeuss. Dois dias depois, ele declarou ao ao juiz em plena audiência pública: "Foi-me dito que vocês vão dar o veredicto em 15 de setembro e vocês me condenarão a cinco anos de prisão." Os juízes não retornaram.

Quarta-feira 12 novembro de 2014, golpe de teatro. Alioune Ndao, o procurador especial do Crei, foi demitido em audiência pública. A União dos Magistrados, muito chateada, encontrou "o processo muito sério e deselegante". Quinta-feira 22 de janeiro de 2015, o assessor Abu Yaya Dia, renuncia após uma briga com o presidente do Crei, Henry Gregory Diop.

Os advogados de Karim abandonam a audiência

Terça-feira 20 de janeiro de 2015, Karim adota nova estratégia: o silêncio. Seus advogados, em um comunicado, informaram a opinião de que "na sequência da brutalidade que sofreu, e dada a contínua violação dos seus direitos, o Sr. Karim Wade decidiu não comparecer perante o que ele considera um Crei de jurisdição política. Ele se recusa a participar de uma paródia de justiça e uma conspiração criminosa política ". Karim foi espancado por um guarda de prisão, enquanto seu advogado foi expulso da sala de audiências. Seu conselho então decidiu boicotar permanentemente o julgamento.

Me El Hadj Diouf, um dos advogados do Estado, em seguida, declarou que "Karim Wade criou as condições de sua sentença."

7 anos de prisão e 250 bilhões necessários de multa


11 de fevereiro de 2015, deposição dos argumentos. Sr. Moussa Sow Felix, um dos advogados do Estado, pediu no final do julgamento, em nome do Estado do Senegal 200 bilhões de FCFA em danos. Argumentos no final do qual, Me Clédor Ciré Ly, o advogado de Karim, disse: ". Eu ouvi os ataques, injúrias"

O Procurador Especial, Cheikh Tidiane Mara, que substituiu Alioune Ndao o procurador-geral do Tribunal de supressão de enriquecimento ilícito, por sua vez, requer sete anos de prisão, uma multa de 250 mil milhões contra Karim Wade, a perda de direitos cívicos a Karim, entre outros.


O Procurador Diom "Não há possibilidade de Karim escapar a prisão"
17 de Fevereiro de 2015, o promotor Antoine Diome, disse: "Só as propriedades declaradas em nome de Karim Wade são amplamente suficientes para condená-lo do crime de enriquecimento ilícito. Não há absolutamente nenhuma possibilidade de que Karim Wade escape a prisão "fatia Diome, o promotor. "Em termos de provas, nós ainda vamos muito por onde escolher", acrescenta ele.


Wade: "Eu não vou aceitar que condenem Karim"
No entanto, Abdoulaye Wade, ex-presidente e pai de Karim Wade argumenta que, não há dúvida de que seu filho foi condenado. "Eles fazem o que eles querem fazer, mas eu não aceito que condenem Karim", diz ele. Não parando na pista, ele ativa o seu partido, finalmente, a escolher Karim Wade como o candidato para as próximas presidenciais do PDS.

Não é ao acaso. Esta segunda-feira, 23 de março de 2015, Karim Wade acabou por ser condenado por enriquecimento ilícito e condenado a 6 (seis) anos de prisão, e multa de 130 bilhões de FCFA.

#seneweb.com

Tribunal de Luanda suspende julgamento do ativista Rafael Marques até 23 de abril.

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Julgamento do ativista Rafael Marques vai prosseguir a 23 de abril, decidiu o juíz do Tribunal de Luanda, para permitir uma melhor consulta do processo face aos argumentos apresentados pela defesa.

Rafael Marques no Tribunal Provincial de Luanda no início do julgamento

Começou esta terça-feira (24.03), em Luanda, o julgamento do jornalista e ativista dos Direitos Humanos, Rafael Marques, num processso em que é acusado de denúncia caluniosa por sete generais do regime angolano.

Além dessa acusação feita pelo Ministério Público, foi também conhecida uma outra, desta vez relacionada com crime de difamação apresentada por uma empresa de exploração diamantifera e que vem mencionada no livro “Diamantes de Sangue”.

Parte do julgamento foi à porta fechada

Na sessão do julgamento, cujo início ocorreu por volta das 10 horas da manhã desta terça-feira (24.03), após as partes em litígio terem apresentado os seus argumentos de defesa, o juíz do processo Adriano Cerveira Baptista, determinou que o julgamento decorresse à porta fechada, uma medida que não foi contestada pelos advogados de ambas as partes, apesar de terem apelado para que o julgamento não fosse secreto.
"Estou calmo e preparado para o julgamento", disse em entrevista à DW África Rafael Marques na véspera do início do processo (23.03)
Ao fazer a leitura da acusação, o magistrado do Ministério Publico, Lucas Miguel Janota, disse que os relatos descritos no livro ''Diamantes de Sangue: Tortura e corrupção em Angola'', da autoria de Rafael Marques estão revestidas de falsidade.

"O arguido, sabia e sabe da falsidade das suas implicações quanto à autoria ou comparticipação da participante e ofendida nos alegados crimes descritos na sua queixa apresentada à Procuradoria Geral da República de Angola. Com o seu comportamento, o arguido Rafael Marques de Morais, cometeu um crime de denúncia caluniosa".

Em resposta, a defesa de Rafael Marques, na voz do advogado Luís do Nacimento, alegou que a acusação do Ministério Público não tem qualquer base de sustentação.
"Esta acusação não consegue preencher o elemento objetivo nem o elemento subjetivo do tipo criminal de denúncia caluniosa. A acusação atropela várias garantias e normas fundamentais da Constituição da República de Angola. Não apresenta factos que a sustentem, antes, ficando por afirmações inconclusivas sem fundamento".

Ministério Público a favor dos generais?
Além disso, o advogado de Rafael Marques acusou ainda o Ministério Público de se ter colocado a favor dos generais queixosos desde o inicio desse processo. Luís do Nacimento, deu como exemplo, o facto das contas bancárias do jornalista e defensor dos Direitos Humanos terem sido grampeadas, o que por si só, fundamenta o advogado de Marques, constitui uma clara perseguição ao seu constituinte.
Luís do Nascimento, Advogado de Rafael Marques
"Este Ministério se afastou dos princípios de objetividade e legalidade de forma constante neste processo. São exemplos disso a realização de levantamento de sigilo bancário e análise dos motivos migratórios do arguido.
Na verdade, numa investigação por denúncia caluniosa não se vislumbra qualquer necessidade nem fundamento de investigar contas bancárias ou viagens. Resulta pois que a execução dessas diligências se está perante uma eventual perseguição do homem (ad hominem)".

Vários ativistas cívicos de organizações dos direitos humanos nacionais e internacionais estiveram presentes na abertura do julgamento, onde foi notória a ausência dos líderes dos partidos políticos da oposição.

Entretanto, nesse primeiro dia do julgamento de Rafael Marques registou-se nos arredores do Tribunal Provincial de Luanda um enorme aparato da Policial Nacional, coadjuvada pelos serviços secretos e a Policia Militar.

Polícia detém jovens em frente a tribunal onde decorria julgamento de ativista
Livro "Diamantes de Sangue: Tortura e corrupção em Angola" da autoria de Rafael Marques
A Polícia Nacional de Angola deteve pelo menos cinco jovens, por tentativa de manifestação junto ao tribunal onde decorria o julgamento do ativista angolano Rafael Marques. O incidente teve lugar com um grupo de jovens que compareceu no local para assistir ao julgamento.

Os jovens exibiam no exterior do tribunal exemplares do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", de Rafael Marques, que deu origem ao julgamento.

Na sua ação, o grupo pedia a libertação de Marques e a detenção de um dos queixosos, o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, conhecido como "Kopelipa".
#dw.de

Guiné-Bissau cita representatividade nacional na Mesa Redonda de Bruxelas.

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Acesse o Link abaixo e leia a notícia:

AQUI.

# RÁDIO ONU.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Quarta-feira 25 de março: Conferência internacional sobre desenvolvimento sustentável na Guiné-Bissau.

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Uma conferência internacional de apoio à Guiné-Bissau terá lugar em Bruxelas em 25 de março. O evento será co-organizado pelo governo da Guiné-Bissau, a UE e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).
A conferência de Bruxelas irá reunir a comunidade internacional e Guiné-Bissau para endossar a visão e estratégia de longo prazo de desenvolvimento do governo de 2015-2025 e para prometer apoio para permitir a sua execução.

O pano de fundo:
2015 é o Ano Europeu para o Desenvolvimento. Neste contexto, a conferência surge num momento crucial para a Guiné-Bissau. Depois de anos de extrema fragilidade e instabilidade política, o país virou uma esquina, em 2014, com as eleições em maio e a restauração da ordem constitucional. O objectivo será o de manter o impulso positivo e garantir que o país se afaste da fragilidade e parta para o desenvolvimento sustentável.

O evento:
A conferência de um dia será realizada no centro da Conferência Borchette em Bruxelas. Está prevista uma conferência de imprensa. Jornalistas interessados ​​em cobrir o evento são convidados a registar-se no seguinte e-mail, indicando a sua profissão de mídia: guinea-bissau.conference@cecoforma.com

Os contatos:
Catherine Ray, +32 229 69921, Catherine.Ray@ec.europa.eu
Irina Novakova, +32 229 57517, Irina.Novakova@ec.europa.eu

Sharon Zarb, +32 229 92256, Sharon.Zarb@ec.europa.eu

#http://europa.eu/

Conferência internacional em Borschette, em Bruxelas sobre o desenvolvimento sustentável a favor da Guiné-Bissau.

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Local da Conferência: Centro Borschette, Bruxelas, Bélgica
Regiões e desenvolvimento local, relações exteriores e negócios estrangeiros, Eventos / Conferências / Exposições, Comissão Europeia.
Uma conferência internacional sobre desenvolvimento sustentável a favor da Guiné-Bissau será realizada em Bruxelas em 25 de março. O evento será co-organizado pelo Governo da Guiné-Bissau, a União Europeia e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

Esta conferência será uma oportunidade para a comunidade internacional apoiar a Guiné-Bissau na estratégia de desenvolvimento e visão de longo prazo do governo no horizonte (2015-2025). Ela permitirá igualmente a comunidade internacional anunciar promessas de donativos, destinados a apoiar à implementação desta estratégia.


A conferência será realizada sob uma jornada, no Centro de Conferência de Borschette, em Bruxelas. A conferência de imprensa está sendo planejada. Jornalistas interessados ​​em cobrir o evento são convidados a inscrever-se através do endereço de e-mail abaixo, tendo o cuidado de indicar a sua profissão: guinea-bissau.conference@cecofomra.com.

#http://europa.eu/

Rafael Marques "calmo" e "preparado" para julgamento em Angola.

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Vai esta terça-feira (23.03) a julgamento o homem que pode ser considerado o ''inimigo número 1'' do regime angolano de José Eduardo dos Santos. O jornalista e ativista Rafael Marques é acusado de "denúncia caluniosa".


O jornalista e ativista dos direitos humanos é acusado de calúnia por sete generais, entre eles Hélder Vieira Dias Kopelipa, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente República, e dois antigos chefes do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, João de Matos e Armando da Cruz Neto, respetivamente.
Em causa estão relatos de violência descritas pelo jornalista no livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", publicado em Portugal em 2011, no qual relata as graves violações de direitos humanos cometidas por generais do Exército e varias empresas nas minas de diamantes de Angola.
A poucas horas do início do julgamento, o advogado de Rafael Marques de Morais, Luís do Nascimento, garante que o estado de espírito do seu constituinte é "sereno" e que o mesmo está preparado para provar em tribunal o relato das investigações contidas no seu livro.
"Rafael Marques está calmo. Está a preparar-se minimamente para, de certo modo, contrariar as acusações e conseguir provar que não incorreu em nenhum ilícito criminal", revelou em entrevista exclusiva à DW África.
Processo arquivado em Portugal
O processo contra o jornalista já havia tido lugar em Portugal, onde as acusações foram arquivadas. O Ministério Público português entendeu que as investigações do jornalista "se enquadram no legítimo exercício de um direito fundamental, a liberdade de informação e de expressão, constitucionalmente protegido".
Luís do Nascimento, advogado de Rafael Marques
No entanto, insatisfeitos com a decisão do Ministério Público português, os sete generais tentam agora a Justiça angolana, onde mudaram a acusação de difamação para "denúncia caluniosa".
"Independentemente do que aconteceu em Portugal, estamos a preparar a defesa e Rafael Marques vai defender-se como sempre se defendeu", afirma Luís do Nascimento. "E espera que o resultado da acção movida pelos queixosos também tenha o mesmo veredicto, a sua absolvição, porque é da mais inteira justiça".
Questionado sobre que resultado aguarda desse julgamento, uma vez que o poder judicial é constantemente acusado de estar politizado, o advogado de Rafael Marques disse esperar que o juiz do processo "esteja à altura" e possa "julgar o caso de acordo com a lei e a sua consciência".
Apelo da Amnistia Internacional
Dezassete organizações dos direitos humanos endereçarem uma carta à Organização das Nações Unidas (ONU) e a Amnistia Internacional (AI) tem estado pedir a atenção para o caso.
Esta é a segunda vez que o jornalista e defensor dos direitos humanos vai a julgamento, 15 anos depois de ter sido processado pelo Presidente angolano por causa de um artigo intitulado "O Batom da Ditadura".
No texto, Marques acusou José Eduardo dos Santos de ser um ditador e responsável pela "destruição do país, a promoção do desfalque, da incompetência e da corrupção."
Por ter chamado ditador e acusado José Eduardo dos Santos de promotor da incompetência e da corrupção, Rafael Marques foi condenado a seis meses de prisão. Já na cadeia, o jornalista recusou alimentar-se durante vários dias em protesto por ter sido impedido pelas autoridades de se encontrar com a sua advogada e com a sua família. Mais tarde, foi colocado em liberdade sob fiança, mas a polícia impediu-o de sair do país ou falar com jornalistas.
#dw.de

domingo, 22 de março de 2015

Angola; Cuando Cubango - FAPLA aniquilaram Apartheid.

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Foto: http://www.tsf.pt/

Cuito Cuanavale - A história da sangrenta, violenta e decisiva Batalha do Cuito Cuanavale, entre as Ex-FAPLA e o Exército Sul-africano, há muito terá deixado de suscitar dúvidas sobre o desfecho.



(Por Elias Tumba)
 
Era o longínquo 1988, há exactamente 27 anos, quando o mundo assistiu a mais pesada derrota das forças militares do Apartheid, a Sul do Sahara.
 
O tempo passou e com ele esfumou-se uma guerra cujo desfecho honrou a tenacidade dos angolanos, abrindo portas para a independência da Namíbia.
 
A derrota militar dos temidos e bem preparados invasores sul-africanos e seus aliados, a 23 de Março de 1988, simbolizou a queda do Apartheid, um dos mais cruéis regimes do mundo.
 
As marcas do violento combate, que evidenciou a supremacia da ex-FAPLA sobre as forças racistas de Pretória continuam cravadas em várias zonas nas densas matas do Cuito Cuanavale.
 
As memórias revelam-se por largas décadas. Tanques de guerra sofisticados, abandonados pelo inimigo nos combates, comprovam esse desfecho.
 
O Triângulo do Tumpo é o ponto mais expressivo desse duro confronto, como relatou à imprensa o general da então 25ª Brigada, António Valeriano.
 
Comunicação social foi decisiva
 
O oficial e o seu batalhão foram determinantes na vitória contra o Regime Militar Sul-africano.
 
Eles e outros milhares de combatentes vergaram um poderio que parecia imbatível. Lutaram contra tudo: Mig 23, Lança Mísseis, Tanques, Carros de Combate Anfíbio e Taques sul-africano Olifant.
 
"O pessoal estava psicologicamente preparado. Tratou-se de uma acção conjunta, não só das forças. Aproveito destacar a comunicação social que jogou um papel determinante", explicou.
 
Segundo o oficial, em "Janeiro as forças sul-africanas e da UNITA haviam anunciado
a retomada do Cuito Cuanavale, algo que só foi desmentido depois do trabalho da imprensa.
 
"Foi muito difícil. Eles tinham uma comunicação muito organizada e isso só foi comprovado quando a nossa comunicação social veio cá visitar as tropas e confirmou que as unidades das FAPLA estavam intactas e preparadas para o último combate", revelou.
 
Reconheceu que as tropas nacionalistas das FAPLA foram aprendendo com outros combates e o desfecho da batalha final deveu-se à experiência obtida nessas acções.
 
"Havia necessidade de se dar o golpe final", disse, acrescentando que as FAPLA travaram o exército Sul-Africano na área do Tumpo, onde a sua unidade estava confinada".
 
Explicou que a defesa do Tumpo foi preparada durante dois meses, mas o inimigo desconhecia esse importante elemento.
 
"Quando as nossas unidades lançaram-se à ofensiva, na profundidade, já o comando superior estava a pensar onde haveria de derrotar o inimigo. Eles pensaram que a retirada das unidades em operação fosse uma retirada desorganizada", esclareceu.
 
Quem também viveu e sentiu na pele as peripécias dessa Batalha foi o cidadão Carlos Queda. O soldado era especialista em minar terrenos e com isso ajudou a 25ª Brigada na ofensiva final.
 
As suas memórias do confronto são várias.
 
Ele confessa que perdeu muitos companheiros na Guerra do Cuito Cuanavale e a vitória das Ex-FAPLA exigiu coragem e determinação.
 
"Eu era do 2º Batalhão da 25ª Brigada, do Comandante 14. Era infanteiro, fui atirador de RPK e posteriormente mereci de uma reciclagem de engenharia na brigada para ser sapador de minas", lembrou.
 
Ele disse que os combates eram intensos e as tropas tinham de resistir a ofensivas tremendas do inimigo sul-africano.
 
"Dentro dessas acções combativas, os sul-africanos, comandos búfalos, todos os dias faziam ataques contra nós, de manha e de tarde; flagelamentos por cima", lembra.
 
Apesar desse cenário, ele resistiu à dureza da guerra e as condições adversas do clima.
As suas lágrimas e feridas "ficaram" nas matas da histórica Batalha do Cuito Cuanavale, mas da sua mente não quer arrancar uma realidade que o anima por 27 anos: a vitória sangrenta.
#portalangop.co.ao

Francofonia: Michelle Jean em Conakry.

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Como parte da celebração do Dia Internacional da Francofonia, a chefe da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Michelle Jean chegou este domingo, 22 março de 2015 em Conakry. Michelle Jean será recebido pelo Presidente Alpha Conde. Esta é uma visita de três dias que vai de 22-24 março de 2015, e faz parte das comemorações do mês da Francofonia.


Excepcionalmente, este ano o festival da Francophonie se estende ao longo de um mês pontuado com atividades que realçam a riqueza da língua francesa. É também um convite para ter em conta os novos desafios do futuro, como o ambiente, o clima, a biodiversidade, que representam ao mesmo tempo, os temas deste ano.
A Guiné, membro da OIF terá, portanto, a honra de acolher o secretário-geral da organização para a sua primeira visita a solo Africano, e numa altura em que a atmosfera política parece realmente prejudicial.
A OIF já desempenhou um papel importante no processo eleitoral guineense, de modo que a adição da celebração Francofonia, a questão política poderá ser evitada no encontro entre Alpha Condé e a Secretária-Geral desta organização internacional.
Este movimento também tem como objetivo proporcionar o apoio da OIF para a Guiné, um país francófono afetada pelo surto de Ebola.

# Pivi BILIVOGUI GCI
2015 - GuineeConakry.Info

Senegal: O encarcerado Karim Wade eleito Candidato presidencial

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Foto: Karim Wade

Karim Wade, filho preso do ex-presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, foi nomeado candidato presidencial do Partido Democratico do Senegal (PDS) para a próxima eleição.

Karim era o único candidato a cargo na eleição de sábado em Dakar.

Sua eleição foi divulgada há apenas 48 horas antes de uma sentença judicial, no julgamento que prevê dois anos de prisão por seu suposto desvio de milhões de dólares.

O promotor do Tribunal Especial indicado para o julgamento do ex-ministro no final do julgamento no mês passado, recomenda uma cadeia de sete anos para Karim.

Se até mesmo o juiz defende cinco anos de prisão, como é amplamente esperado, o ex-ministro não vai concorrer à próxima eleição presidencial marcado para 2017.

Evidência tangível

Há duas semanas atrás, o presidente Macky Sall anunciou que iria convocar um referendo para reduzir o mandato presidencial de sete para cinco anos.

Os políticos da oposição, especialmente membros do PDS, foram acusados por atual governo de indiciar Karim com o único propósito dele concorrer para a presidência.

Mas o tribunal especial tem vindo constantemente a tentar fornecer  contra Karim  o que ele descreveu como "evidência tangível" de riquezas roubadas, incluindo milhões de dólares em dinheiro e bens em ouro que foram adquiridos ilegalmente pelo ex-ministro.

Karim e vários outros ex-ministros do governo têm enfrentado julgamentos por dois anos, mas o mesmo ainda prossegue.

#africareview.com

"Segredos e Poder do Dinheiro" de Isabel dos Santos em livro.

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Isabel dos Santos é a mulher mais rica e poderosa de Portugal, com investimentos em setores estratégicos da economia portuguesa. O jornalista Filipe Fernandes publicou agora um livro sobre a empresária angolana.


Isabel dos Santos é dona de uma fortuna avaliada em três mil milhões de dólares, segundo a revista Forbes. A empresária angolana, filha mais velha do Presidente de Angola, fez investimentos em múltiplos setores estratégicos da economia portuguesa, centrados sobretudo a nível da banca, da energia e das telecomunicações. A revista norte-americana classificou-a como a primeira bilionária africana, mas sobre a sua vida e o seu império pouco se sabe, pela discrição com que trata os negócios e aparece em público.
A origem do dinheiro é uma das interrogações a que tenta responder Filipe S. Fernandes no seu recente livro sobre a empresária. Terá sido dos diamantes de Angola?
Jornalista português Filipe Fernandes
"Não há provas concludentes e evidentes de que o dinheiro tenha vindo daí", diz o jornalista. "Normalmente, nestas coisas, opto pela explicação mais simples e lógica: por exemplo, o facto de Isabel dos Santos ter acesso a uma licença de telecomunicações móveis para Angola é algo que, só por si, explica já alguma parte da fortuna. Não é preciso andar à procura de coisas muito escondidas, porque elas são evidentes. Obviamente que parte da sua fortuna se explica pela proximidade que ela tem ao poder de Angola. Mas também, verdade seja dita que, em qualquer país, quem estiver próximo do poder pode fazer melhores negócios."
Filipe Fernandes acrescenta uma outra nota importante, ao referir que o volume de negócios de Isabel dos Santos começa a aumentar a partir de 2002 após o casamento com Sindika Dokolo, empresário originário do Congo Democrático (RDC), considerado um dos maiores colecionadores de obras de arte africana contemporânea.
"Testa de ferro"?
Mas, até que ponto Isabel dos Santos foi favorecida por ser a filha do Presidente de Angola, no poder desde 1979? Ela atua a título individual ou é a "testa de ferro" dos negócios do pai?
Capa do livro "Isabel dos Santos - Segredos e Poder do Dinheiro"
"Essa é uma das coisas que Isabel dos Santos já contestou publicamente várias vezes, o facto de ser considerada a 'testa de ferro' do pai. Ela diz que só se representa a si própria", diz Filipe Fernandes, autor do livro "Isabel dos Santos - Segredos e Poder do Dinheiro", que chegou esta semana às livrarias em Portugal.
Ainda assim, o jornalista acredita que o facto de Isabel dos Santos ser filha do chefe de Estado angolano e fazer negócios em Angola terá certamente repercussões na sua vida empresarial. "Isso é inevitável", diz. Mas "se ela foi favorecida, foi-o como outros empresários foram favorecidos por estarem próximos do poder e terem acesso a determinados negócios, a que outros não têm. Esse é um dado objetivo e penso que incontestável."
Estratégia
O jornalista refere que os investimentos de Isabel dos Santos em Portugal, que fazem dela "a dona disto tudo" - como se diz atualmente em terras lusas - têm uma lógica empresarial, pelas ligações com empresas angolanas de peso, como é o caso da Sonangol.
Segundo Filipe Fernandes, a participação indireta de Isabel dos Santos na energética portuguesa Galp é estratégica: a "Galp é uma empresa que também poderá ser estratégica para a Sonangol. Poderá haver ali algumas sinergias no futuro."
Na área das telecomunicações, quando lançou a OPA à PT (Operação Pública de Aquisição da Portugal Telecom), a empresária angolana não projetava apenas uma eventual participação acionista no Brasil. Essa seria também uma estratégia para determinar o futuro da UNITEL, uma das suas empresas em Angola, de acordo com o jornalista.
Filipe Fernandes não acha, no entanto, que Isabel dos Santos tenha uma agenda política oculta para Angola, apesar do seu poder.
O livro "Isabel dos Santos - Segredos e Poder do Dinheiro", que é lançado publicamente na próxima semana, procura dar respostas a uma série de outras perguntas. Através de pesquisas e cruzamentos de dados de várias fontes, o autor tenta contar a história desta empresária de sucesso, cujas ligações também se estendem à Suíça, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
#DW.DE

Angola: Amizade com a Namíbia é sólida.

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Fotografia: Francisco Bernardo

O Presidente eleito da República da Namíbia, Hage Geingob, tomou posseontem, em cerimónia testemunhada pelo Chefe Estado, José Eduardo dos Santos, e a Primeira-Dama, Ana Paula dos Santos, no Estádio da Independência em Windhoek.

A cerimónia de posse do novo Chefe de Estado marcou em simultâneo as celebrações dos 25 anos de independência da Namíbia e foi igualmente testemunhada por líderes dos Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Milhares de namibianos assistiram à cerimónia da tomada de posse do Presidente Hage Geingob. O Presidente cessante passou o testemunho ao novo Chefe de Estado, colocando sobre os seus ombros o colar, símbolo do poder do Estado, um gesto que foi seguido por fortes aplausos dos namibianos que testemunharam o acto.
 Hage Geingob prestou juramento e fidelidade à Pátria, tendo, posteriormente, assinado o compromisso de honra do termo de posse e recebeu o martelo, símbolo do poder.
Hage Geingob, candidato da SWAPO,  foi declarado vencedor do escrutínio presidencial com 772.528 votos, correspondentes a 77,16 por cento dos votos, de acordo com os resultados oficiais anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral.
O Presidente cessante da Namíbia, Hifikepunye Pohamba, reconheceu o contributo de Angola na luta pela conquista da independência da Namíbia. Discursando na cerimónia que marcou o fim do seu mandato,  agradeceu igualmente a contribuição prestada pela Zâmbia, Tanzânia e Cuba na luta pela independência do povo namibiano.

Batalha do Cuito Cuanavale

Hifikepunye Pohamba recordou ainda as batalhas de Cassinga, província da Huíla, e a do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, ambas em solo angolano, como marcos da história de libertação dos namibianos.
O Presidente José Eduardo dos Santos  esteve em Windhoek acompanhado da Primeira-Dama da República, Ana Paula dos Santos, a convite das autoridades namibianas e regressou ontem à tarde a Luanda.
A delegação angolana integrou o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e do Ensino Superior, Adão do Nascimento, além de directores do seu gabinete. À chegada no estádio, com capacidade para 10 mil pessoas, o estadista angolano, convidado especial para a cerimónia, foi bastante ovacionado pelos presentes.
A ovação ao estadista angolano por parte da população namibiana deve-se ao contributo prestado por Angola, pelos sacrifícios consentidos pelas autoridades angolanas e seu povo, na luta pela conquista da independência da Namíbia.
A Namíbia tornou-se independente da África do Sul em 21 de Março de 1990. No dia 22 de Novembro de 1988 a África do Sul assinava o acordo nas Nações Unidas, concedendo a independência à última colónia em África, a qual era conhecida na época como África do Sudoeste.

San Nujoma

O antigo Presidente da Namíbia, Sam Nujoma, reconheceu em Windhoek o “importante e influente papel” de Angola na conquista da independência do seu país e para a estabilização de toda a região austral de  África.
“Namíbia e Angola são países irmãos, lutamos juntos contra o colonialismo português e o antigo regime do apartheid da África do Sul. Apesar da minoria branca na altura possuir meios mais sofisticados, as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) venceram os invasores sul-africanos, acima de tudo na batalha do  Cuito  Cuanavale”, recordou .
O primeiro líder da SWAPO, então na guerrilha, referiu que o primeiro Presidente de Angola,  Agostinho Neto, era um líder que tinha uma visão muito ampla e que ele, na altura, viu a necessidade de nos organizarmos para combater a minoria branca, que estava a governar na África do Sul.
“Depois do falecimento do  Presidente Agostinho Neto, o Presidente José Eduardo dos Santos continuou com aquilo que o seu antecessor iniciou, sacrifício que ditou a proclamação da nossa independência”, destacou Sam Nujoma.

#jornaldeangola.sapo.ao

sexta-feira, 20 de março de 2015

A República Democrática do Congo (RDC) vai deportar os ativistas do Senegal e do Burkina Faso.

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O regime do Presidente Joseph Kabila foi abalada nas ruas com violentos protestos em janeiro. FOTO | BBC

A República Democrática do Congo diz que vai deportar quatro ativistas pró-democracia do Senegal e do Burkina Faso presos no domingo.

Cerca de 20 outros ativistas foram presos no mesmo dia e ainda estão detidos.

Aqueles que enfrentam expulsão são membros de conhecidos grupos da sociedade civil que participaram nas revoltas populares em seus países.

O governo congolês diz que eles eram suspeitos de representar uma ameaça para a segurança do Estado.

O governo da República Democrática do Congo acusou os ativistas detidos de tramar uma insurgência com o apoio dos EUA, uma alegação que Washington negou.

Ele disse que o evento pró-democracia, co-patrocinada na capital, Kinshasa, foi apartidária.

Os três ativistas senegaleses foram parte de um "Y'en marre" (Já tivemos o bastante), que organizaram protestos para parar o então presidente do Senegal, Abdoulaye Wade de estender seu mandato para 12 anos em 2012, em desrespeito à Constituição.

O Burkinabé faz parte de Cidadãos do balayé (Citizen Broom), que ajudou a mobilizar as pessoas que derrubaramo longo período do governante do Burkina Faso Blaise Compaoré no ano passado.

A preocupação com a estabilidade no rico em recursos RDC tem sido crescente antes das eleições presidenciais marcadas para o próximo ano.

Pelo menos 40 pessoas foram mortas durante protestos em janeiro, depois de a oposição aumentar a preocupação de que o presidente Joseph Kabila planeja para atrasar as eleições, a fim de se manter no poder - uma acusação que o governo negou.

#africareview.com

quinta-feira, 19 de março de 2015

GUINÉ-CONACRY: O PRESIDENTE ALPHA CONDE - A radiografia de sua conferência de imprensa sobre Ebola.

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Na sequência do relatório da conferência de imprensa da oposição republicana, o Presidente Alpha Condé recebeu na terça-feira última no palácios Sékhoutoureya, meios de comunicação público-privados para abordar questões em torno do surto de Ebola e as medidas previstas para lidar com o impacto do vírus sobre a economia guineense duramente atingida.


O encontro ocorre em meio a tensões caracterizadas por uma tumultuada cena política guineense após a publicação pela CENI (Comissão Eleitoral Nacional Independente) do calendário de eleições programados para 2015 e 2016, respectivamente, para a presidencial e municipal.
Esta versão também está em um momento em que a epidemia entrou numa espiral positiva, marcada pela diminuição dos novos casos registrados, mas que esbarra em muita reticência e resistência, especialmente na costa baixa (Forécariah, Coyah, Dubréka) ... e ... Conakry, que agora é considerado o epicentro da doença.

Ordem do Dia
Enquanto a situação política continua tensa, tanto quanto a oposição anunciou a retirada de seus representantes na Câmara, e declarou não reconhecer a CENI, Alpha Condé preferiu ignorar isso, para dedicar-se à questão a luta contra o Ebola e medidas práticas na luta contra o Ebola.

Sessões de imunização
Durante sua exposição a imprensa, uma vacina em ensaios clínicos foi administrada por alguns voluntários (médicos). Esta sessão faz parte da lógica da futura  campanha de vacinação, quando os testes serão considerados conclusivos. Uma operação que será apoiada por parceiros estrangeiros, em colaboração com o governo guineense contra a epidemia nomeadamente a OMS, CDC e MSF.

Alpha Conde pintou um quadro sombrio da situação do impacto do Ebola, atraindo a atenção dos cidadãos sobre a questão da relutância das pessoas contra agentes de controle. Que Significa também o peso desta epidemia sobre os sectores da vida económica, porque ela ajudou a penalizar os operadores económicos, desempenhou um papel na saída de alguns investidores e afetando setores como agricultura, turismo.

O Presidente chamou a atenção para os riscos de deixar seguir.
Como na cimeira de Bruxelas, em Fevereiro, o Presidente Condé queria fazer aumentar a consciência para não ceder à liberação.
"Muitas pessoas pensam que a febre do Ebola está na sua fase final, ela ainda não está na sua fase final. Temos casos na capital Conakry, capital que abrange mais de dois milhões de almas! Se não tomarmos precauções, será extremamente grave! ", Disse Alpha Condé

Ele também aproveitou a ocasião para sensibilizar aos bons gestos a adoptar neste período, com a lavagem das mãos e evitar contatos desnecessário. "Nós temos que cumprir rigorosamente esses hábitos ao fim de três semanas. Teremos que fazer de tudo para acabar com Ebola, até meados de abril. Porque nós teremos uma reunião no dia 17 de abril, em Washington, com Assembléia da Primavera do Banco Mundial ... ", acrescentou o presidente.

O convite ao debate político
Apesar das precauções tomadas pela assessoria de imprensa para as perguntas que estão focadas exclusivamente sobre o tema o Ebola, a questão eleitoral está em torno da mesa. Notadamente essa concernente  ao calendário da CENI. Com isso, Alpha Condé se refere aos textos de leis, adversários que acusam o regime de interferir nas decisões da CENI, que dizem que é a causa pela qual a instituição adiou o municipal de 2016.

"A data das eleições é a Constituição que determina, não sou eu. Não podemos querer uma democracia sem respeito aos princípios democráticos. A CENI (Comissão Eleitoral Nacional Independente, Nota do Editor) é um órgão independente. É ela quem decide e eu endosso por meio de um decreto ", retorquiu ele.
Durante este maior intercâmbio com a imprensa, o presidente Condé queria em substância desafiar os atores envolvidos na luta a fim de intensificar os seus esforços num momento em que a curva da epidemia está em fase de declínio, mas também apelou as populações para cumprirem a higiene e trabalhar com os agentes no terreno para derrotar a epidemia, até meados de abril.

Por: Aliou Mamadou Diallo GCI

#2015 - GuineeConakry.Info

quarta-feira, 18 de março de 2015

O Presidente Senegalês Macky Sall se oferece para reduzir o termo que pode servir como 'exemplo para África "

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O presidente senegalês, Macky Sall dá uma conferência de imprensa em 17 de março de 2015 no palácio presidencial em Dakar. FOTO | AFP

O Presidente Macky Sall do Senegal falou nesta terça-feira sobre a proposta de um referendo sobre a redução do seu mandato para dois anos, uma posição que contrasta com a visão de vários líderes africanos, companheiros criticados por se apegarem ao poder.

A promessa vem de presidente de países como Benin, Ruanda, Burundi e Congo-Brazzaville, todos eles disseram estar considerando uma mudança constitucional para permitir-lhes como presidentes concorrer a um terceiro mandato.

"Eu fui eleito por sete anos (mas) no ano que vem, vou propor a organização de um referendo para a redução do meu mandato", disse ele em uma entrevista coletiva com a imprensa estrangeira em Dakar.

A medida permitiria "uma revisão da Constituição em primeiro lugar, sobre o mandato e, em seguida, em alguns outros aspectos para fortalecer a nossa democracia", disse ele, acrescentando que ele queria que a votação tivesse lugar em Maio do próximo ano.

"Presidente, você prevê reduzir o seu mandato? Bem, eu estou caminhando para fazer isso", disse Sall na reunião na presidência, isso corresponde bem a uma promessa que fiz como parte de minha campanha eleitoral em 2012.

"Temos que compreender, que na África também, somos capazes de oferecer um exemplo, e que o poder não é um fim em torno de si mesmo", acrescentou.

O Presidente Sall disse que queria eleições presidenciais para 2017, em vez de dois anos mais tarde, como previsto sob o regime constitucional vigente, mas não  comentou sobre se tem a intenção de ficar para um segundo mandato.

Caos

Seu anúncio seguiu-se a um apelo pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon aos líderes africanos que se reuniram na cimeira anual realizada no mês de janeiro, pediu para não se agarram ao poder e respeitar os desejos de seus povos.

Caos eclodiu em Burkina Faso, em Outubro do ano passado quando os legisladores preparavam para votar para permitir a candidatura do presidente de 63 anos, Blaise Compaoré - que tomou o poder em um golpe em 1987 - para disputar as eleições em novembro de 2015. Ele foi forçado a sair do poder.

As Nações africanas onde as leis foram alteradas para o benefício de seus líderes históricos incluem Argélia, Angola, Chade, Djibuti e Uganda.

Com os  muitos protestos como o que aconteceu na RDC (República Democrática do Congo), onde 42 pessoas morreram em protestos que eclodiram em janeiro contra um projeto visto como uma tentativa de estender esperança do Presidente Joseph Kabila no poder no país que lidera por 14 anos.

O Presidente Macky Sall disse aos correspondentes estrangeiros na entrevista coletiva em Dakar que tinha a intenção de apelar pessoalmente para Kabila para a libertação de ativistas senegaleses presos no domingo.

Três membros senegaleses na campanha do grupo pró-democracia Y'en a marre ("Fed Up") foram detidos em Kinshasa com os ativistas da República Democrática do Congo e do Burkina Faso.

Um diplomata americano e jornalistas que foram detidos juntamente com os ativistas, foram libertados, mas os ativistas africanos permanecem sob custódia por suspeita de planejar para desestabilizar o país.

Ativistas presos

O Presidente Sall disse que havia instruído o chanceler Ndiaye Mankeur para fazer contato com as autoridades congolesas, acrescentando: "Nós fizemos o que tinha que fazer como um Estado, para defender os nossos cidadãos."

"Eu mesmo, portanto, eu pretendo falar esta manhã, se a ligação for estabelecida, com o presidente Kabila", disse ele na entrevista coletiva.

"Não cabe a mim julgar se isso deve estar em cima da mesa ou não. A minha posição como presidente da República do Senegal não é para chegar a esta situação", acrescentou.

"Minha posição é garantir em primeiro lugar, que os membros senegaleses de 'Yen a marre' sejam liberados e voltem para casa."

Os Ativistas dos três países se reuniram-se em Kinshasa no sábado para uma reunião que eles disseram que tem como destino conscientizar e mobilizar os jovens sobre o bom governo e sobre a democracia.

Forças de segurança prenderam cerca de 30 pessoas no domingo em entrevista coletiva dos ativistas, incluindo três jornalistas franceses que trabalhavam, respectivamente, para a AFP, BBC e emissora belga RTBF.

Os ativistas que ainda se encontram detidos incluem Fadel Barro, o chefe carismático de "Yen a marre", bem como o colega ativista Aliou Sane e o rapper senegalês Fou Malade.

O grupo lutou contra o ex-presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, cuja proposta para um terceiro mandato foi controversa e desencadeou a violência mortal em Dakar em 2012.

#africareview.com

terça-feira, 17 de março de 2015

Serra Leoa: o que há de errado com o vice-presidente Samuel Sam Sumana?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Le vice-président sierra-léonais Samuel Sam-Sumana.
O vice-presidente da Serra Leoa Samuel Sam-Sumana. © AFP

O vice-presidente da Serra Leoa, Samuel Sam Sumana, solicitou recentemente asilo político na Embaixada dos Estados Unidos. Ele disse que ele está ameaçado e atualmente vive escondido.
Em Freetown, soldados foram mobilizados desde sábado, 14 de março, ao redor da casa de Samuel Sam Sumana. Depois de sua expulsão do seu partido, o Todo Congresso do Povo (APC), o vice-presidente está escondido e aguarda uma resposta do seu pedido de asilo apresentado a Embaixada dos Estados Unidos.

Acusações em série
O vice-presidente da Serra Leoa Samuel Sam Sumana, foi expulso de seu partido, o APC, no poder. O anúncio foi feito no dia 6 de março, depois de uma reunião do Conselho Consultivo Nacional do partido. Ele é acusado de falsificar diplomas acadêmicos, incitação à violência, e participação na criação de um novo partido separatista.

Após sua saída, os soldados conduziram uma busca à sua casa, e sairam com os documentos. De acordo com testemunhas, os soldados membros de sua guarda foram desarmados e residência estaria sob vigilância militar.

O vice-presidente de Serra Leoa está sempre escondido e mantém conversações com os diplomatas.
De acordo com um porta-voz do partido, algumas acusações contra o vice-presidente estão sendo investigadas pelas mais altas instâncias do APC.

Em janeiro, o vice-ministro para os Assuntos Políticos, Karamoh Kabba, acusou o vice-presidente de querer matá-lo. Uma comissão de inquérito foi criada. Samuel Sam Samuna tem, por sua vez, confirmado que ele apareceu perante a comissão para responder à acusação.

No mesmo mês, o ministro dos Transportes e Aviação, Leonard Balogun Koroma, queixou-se, por sua vez, aos altos funcionários do partido. Ele acusou o vice-presidente de tentar comprometer o poder dissociando algumas decisões difíceis tomadas pelo Presidente, Ernest Bai Koroma e seu governo. Ele afirma ter provas irrefutáveis ​​de que o vice-presidente injetou descrédito no partido durante um programa de rádio apresentado nos Estados Unidos.

Em uma entrevista que ele deu a Radio Democracia em 10 de março em uma estação de rádio local e retransmitido em sua página no Facebook, Sam Sumana não afirma ter recebido uma carta oficial do partido ou do seu secretário-geral, em caso de expulsão. "Se eu recebi uma carta, há disposições da Constituição do partido a dizer o que fazer. Então eu vou ter certeza de responder à carta como um cidadão cumpridor da lei que a verdade seja estabelecida", disse ele.

O vice-presidente de Serra Leoa considera as acusações contra ele infundadas, dizendo que eles foram concebidos para criar uma disputa entre ele e o presidente Ernest Bai Koroma.

Onde está Sam Sumuna?

Sam Sumana havia ele mesmo decidido ficar em quarentena por causa de Ebola. A doença havia matado um de seus guarda-costas. A quarentena era para durar 21 dias a partir 20 de Fevereiro. Ele alegou fazer face a essas acusações quando a quarenta acabar.

O Vice-presidente de Serra Leoa se colocou voluntariamente em quarentena
De acordo com a BBC, que afirma ter falado com ele, o vice-presidente e sua esposa fugiram de sua casa, em Freetown e pediram asilo político na Embaixada dos Estados Unidos. O paradeiro atual do casal não é claro, diz a BBC. Informação negada por Washington.
Sábado, às 2200 GMT, o APC, disse em uma declaração que ele foi informado pela Embaixada dos EUA em Freetown que o vice-presidente Samuel Sam Sumana pediu asilo a ela, alegando que sua vida está ameaçada e que sua residência foi saqueada.

Um dos parentes do vice-presidente confirmou seu pedido de asilo e afirmou que ele estava em um local não revelado e seguro.

#jeuneafrique.com

A cólera e malária causam estragos em Moçambique.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Pelo menos 405 moçambicanos morreram afectados por cólera e malária, entre janeiro e meados de Março, confirmou a imprensa local.

O relatório lançado na mídia foi citado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira.

De acordo com o relatório, a parte das províncias Central e do Norte foram as mais afetadas pelas doenças.

O Gerente-adjunto da Saúde Pública Rosa Marlene disse que a cólera atingiu uma fase estacionária, apesar dos 6.000 casos relatados nas províncias de Tete e Nampula, de acordo com o diário independente O País.

A causa da morte

Os registros, embora em estado mais elevados, mostraram uma clara queda em comparação com as do ano anterior.

A malária foi a principal causa de morte, alegando que algumas rondam 273 vidas, seguidas de diarréia com 83 e, em seguida, a cólera com 49.

As autoridades locais também disseram que tinham registrado casos de dengue, uma doença semelhante à malária.

Eles apontaram que cerca de 110 casos de dengue foram notificados entre janeiro e meados de março, embora nenhuma morte tivera ocorrido.

Até o mês passado, as autoridades moçambicanas havia registrado 3.500 casos de cólera, com 37 mortes.

#africareview.com

Nigéria : petições da oposição ao TPI (tribunal Penal Internacional) para investigar a primeira-dama.

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Jornais nigerianos ficaram nesta terça-feira emocionados com a possibilidade de o Tribunal Penal Internacional (TPI) investigar a primeira-dama Patience Jonathan, sobre suposta incitação à violência antes da eleição presidencial de 28 de março.

O tribunal reconheceu uma petição da principal partido de oposição All Progressives Congress (APC), pedindo a acusação da esposa do presidente Goodluck Jonathan por fazer comentários que incitam e que podem levar à violência.

Nada menos do que 24 membros da APC foram mortas em Okrika, a cidade natal da primeira-dama na região do Delta do Níger, onde ela supostamente dirigiu os dirigentes do Partido Democrático do Povo (PDP)  para apedrejar quem apoiasse publicidade do APC.

Enquanto isso, um protesto turbulento contra a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) atingiu a capital comercial Lagos na segunda-feira, com os movimentos convidando o presidente da comissão, Prof Attahiru Jega, a demitir-se.

O protesto foi realizado pelos apoiadores do Presidente Jonathan, incluindo o Congresso do sudoeste da Oodua, constituído por pessoas do (OPC) e os grupos do Delta do Níger.

Os manifestantes bloquearam algumas ruas principais, pedindo a renúncia de Prof Jega, porque o chefe eleitoral insistiu no uso de de cartões de eleitores  para conter votações.

Demitir-se agora

Os manifestantes feriram alguns cidadãos, veículos foram apedrejados e outdoors de APC destruídos.

Os protestos semelhantes mas relativamente pacíficos contra Prof Jega foram realizados em Umuahia e Enugu, no sudeste.

Em uma declaração em Abuja na terça-feira, o Prof Jega descartou a possibilidade de prosseguir a licença do trabalho antes do termo do seu mandato, em junho.

"A idéia será equivalente a não prestação de serviço para o país, especialmente agora com as eleições tão perto", disse ele.

As eleições presidenciais e da Assembleia Nacional foram fixadas para 28 de março e as eleições estaduais para 11 de abril.

"Eu tenho um trabalho a fazer e eu vou manter o foco para fazê-lo. Será para mim abonar o serviço  se me demitir agora.

"Nenhuma pessoa de mente boa e na minha posição iria proceder com a licença, quando há um trabalho muito sério a ser feito", disse o presidente da CENI

#africareview.com.

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