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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 19 de maio de 2015

Angola: Os líderes da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) - Declaração condena violência.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Os líderes da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) condenaram ontem, em Luanda, a tentativa de golpe de Estado no Burundi e exortaram as autoridades de Bujumbura a adiarem as eleiçoes de modo a envolver todas as partes interessadas num processo eleitoral pacífico, credível e transparente.


Fotografia: Rogério Tuti


Após reunirem durante várias horas na capital angolana, numa Cimeira Extraordinária convocada pelo presidente em exercício da CIRGL, José Eduardo dos Santos, os líderes da região emitiram uma declaração na qual exortam todas as partes envolvidas na crise pré-eleitoral no Burundi a cessarem os actos de violência e a engajarem-se no diálogo e na paz.

Na “Declaração de Luanda”, os líderes da Região dos Grandes Lagos exortaram o Governo do Burundi a respeitar os direitos constitucionais do povo e as suas obrigações à luz do pacto da CIRGL sobre segurança, estabilidade e desenvolvimento.

A crise pré-eleitoral no Burundi levou a que centenas de famílias saíssem das suas áreas de origem em busca de refúgio. São centenas de famílias deslocadas que precisam agora da atenção das autoridades burundesas e da comunidade internacional. A crise também afectou o secretariado da CIRGL. Os líderes da Região recomendaram que essa estrutura passe a funcionar temporariamente fora do Burundi, até que a situação volte à normalidade.

Delegação de alto nível

Ainda em relação ao Burundi, os líderes da CIRGL decidiram fazer deslocar a Bujumbura uma delegação de Chefes de Estado para avaliar a situação e contribuir para uma solução pacífica da actual crise. A delegação que viaja o “mais cedo possível”, é composta pelos Chefes de Estado da África do Sul, Quénia, Uganda e Tanzânia.

Além do Burundi, os líderes da CIRGL também analisaram as mais recentes ocorrências no leste da RDC, a situação política na RCA e Sudão do Sul. Os líderes da CIRGL encorajaram o Governo da RDC a prosseguir com as ofensivas militares contra as FDRL e outras forças negativas, visando a neutralização das suas estruturas de comando.

Diálogo na RDC

A “Declaração de Luanda” encoraja o diálogo estratégico entre o Governo da RDC e as Nações Unidas, de maneira a restabelecer a cooperação entre as Forças Armadas da RDC e a Missão das Nações Unidas para a RDC (MONUSCO), de modo a aumentar a pressão sobre as forças negativas e os grupos armados que ainda operam na região.

Os líderes da Região encorajaram o rápido repatriamento para o Ruanda dos elementos das FDRL (Kanyabahonga, Walungu e o tenente-general Bahuma) e seus familiares que se encontram em campos de trânsito na RDC. Os líderes da Região felicitaram o Governo da Tanzânia pela detenção do líder da ADF, Sheikh Jamil Mukulu, e também saudaram a rendição do fundador do grupo NALU às autoridades governamentais do Uganda. 

Os líderes da CIRGL vão convocar uma cimeira conjunta, com a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), para discutir a situação da RCA, e fizeram um apelo aos membros da Conferência e à Comunidade Internacional a honrarem os seus compromissos anteriores e a mobilizarem recursos adicionais de modo a garantir a condução do processo eleitoral.

Fim das sanções

Ainda em relação ao apoio internacional para o processo de transição na RCA, os líderes da CIRGL apelaram ao fim das sanções e do embargo de armas àquele país e pedem, para o efeito, o apoio dos Estados africanos membros do Conselho de Segurança da ONU, a fim de restabelecer os órgãos nacionais de segurança. A “Declaração de Luanda” faz também referência à necessidade de se levantar as restrições em relação ao comércio de diamantes no quadro do processo Kimberly.

Os líderes apelaram para os ministros da CIRGL participarem numa Conferência Internacional sobre a RCA, prevista para o próximo dia 26, em Bruxelas, sob a coordenação do Ruanda, e solicitaram ao Comité de Ministros da Defesa a criação de um Comité de Peritos Militares da região que fique encarregue de constatar no terreno as necessidades das Forças Armadas e elaborar um plano de assistência técnica.

Em relação ao Sudão do Sul, os líderes da Região foram peremptórios no reconhecimento dos esforços do Governo na busca de soluções para paz e na condenação dos rebeldes do SPLM-IO, liderados por Riek Machar, acusado de ser o principal empecilho na aplicação dos acordos para a resolução pacífica do conflito. 

Os líderes da CIRGL apelaram à mediação dos históricos dos partidos africanos de libertação (ANC, Chama Cha Mapinduzi e NRM), que devem reunir-se de urgência para analisar o estado de aplicação do Acordo de Reunificação do SPLM. Trata-se de um expediente necessário para o engajamento dos rebeldes do SPLM-IO num acordo negociado, para formação de um Governo inclusivo de transição e unidade nacional. A “Declaração de Luanda” reconhece e apoia o papel desempenhado pela Troika CPA, formada pelos Governos da Noruega, EUA e Reino Unido, no processo de paz liderado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), e opõe-se a qualquer tipo de embargo de armas contra o Sudão do Sul. “Os efeitos de tal medida seriam contraproducentes e só serviriam para exacerbar a situação no país.”

Os líderes da CIRGL manifestaram apoio e solidariedade ao Governo e ao povo do Sudão e fizeram ainda um apelo ao fim das sanções impostas a esse país há duas décadas.
A “Declaração de Luanda” condena o apoio às forças negativas sudanesas (JEM, SPLM-N, SLM.AW e SLM-MM) e faz um apelo à cooperação com outros actores regionais e organizações internacionais para conter a proliferação de mercenários, traficantes de armas e forças negativas que fazem dos soldados de manutenção de paz, trabalhadores humanitários e a população civil seus alvos.

Situação é preocupante

Ao discursar na abertura da Cimeira Extraordinária que juntou, em Luanda, a maioria dos líderes da região, o presidente em exercício da CIRGL, José Eduardo dos Santos, disse que a situação na região “inspira cuidados” e que as ocorrências mais recentes no Burundi, Sudão do Sul e RDC têm “consequências inevitáveis sobre os restantes Estados membros”.

Sobre a situação no Burundi, além de condenar de forma enérgica a tensão política pré-eleitoral e a tentativa de golpe de Estado, o Chefe de Estado angolano saudou, em nome da Conferência, a defesa da ordem constitucional pelas forças leais ao Presidente Pierre Nkurunziza.

O presidente da CIRGL fez, no entanto, um apelo ao restabelecimento do diálogo entre os burundeses para que sejam criadas as condições, com o apoio da Região, para a realização das eleições legislativas e presidenciais de forma ordeira, transparente e credível. Sobre a RCA, José Eduardo dos Santos falou em “optimismo moderado” em relação às hipóteses de concretização efectiva do processo de paz e reconciliação e a estabilização do país. “Saudamos os progressos alcançados nas últimas semanas, mas é necessário continuar a apoiar o Governo de Transição e o Mediador do Processo de Paz de modo a que possam integrar os grupos armados que ainda actuam em zonas fora do controlo do Governo.”

O líder em exercício da CIRGL encorajou os Governos da RDC e do Sudão do Sul, que desenvolvem ofensivas para aniquilar as forças negativas nos seus territórios, a juntarem-se aos organismos internacionais como a ONU e União Africana, para encontrar soluções que permitam estancar a pilhagem de recursos naturais, acabar com a violência contra civis e criar condições para a realização de eleições democráticas.

Terrorismo e xenofobia

José Eduardo dos Santos alertou para a ameaça que o terrorismo representa para a estabilidade e desenvolvimento regional e citou como exemplo o massacre de mais de centena e meia de estudantes no Quénia, além de outros actos terroristas perpetrados pelo grupo Al Shabab. “São crimes que condenamos com veemência”, disse o líder da CIRGL, que considerou “inaceitável” que se recorram a actos dessa natureza para se resolver diferendos políticos ou de outra natureza.
O Presidente angolano sugeriu o alargamento dos mecanismos regionais de luta anti-terrorista, através de uma colaboração mais estreita entre as agências de informação e de inteligência da Região, assim como o controlo efectivo da circulação transfronteiriça e da imigração ilegal.

Para o líder angolano, o controlo da circulação transfronteiriça e da imigração nada tem a ver com atitudes xenófobas contra cidadãos africanos ou de outros continentes, que partem das suas origens em busca de refúgio ou que procuram contribuir de forma legal e honesta para o desenvolvimento do país que os recebeu. José Eduardo dos Santos apelou à concertação de esforços por todos os membros da CIRGL, pois só assim, disse, é possível instaurar na região um clima de paz, concórdia, estabilidade e segurança dentro e fora das fronteiras. 

“Essa é a condição indispensável para ampliarmos a nossa cooperação com benefícios para os respectivos povos”, defendeu.
À margem da Cimeira, o Presidente José Eduardo dos Santos manteve conversações com os seus homólogos da RCA, Catherine Samba-Panza, e da África do Sul, Jacob Zuma, que fez parte do encontro como convidado.

Em declarações à imprensa após o encontro com o Chefe de Estado angolano, Catherine Samba-Panza agradeceu o apoio do Presidente José Eduardo dos Santos às iniciativas que visam devolver a paz e a estabilidade ao povo da RCA.

O encontro com o Presidente Zuma, que é o actual líder do órgão de política de defesa e segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), serviu para concertar posições em relação a pontos da agenda de trabalho da Cimeira, nomeadamente a questão que prevalece no leste da RDC.  Jacob Zuma deixou a residência protocolar no complexo de Talatona e juntou-se aos outros líderes na sala de trabalhos.

Momento oportuno

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Ruanda destacou o “momento oportuno” em que teve lugar a Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da CIRGL. Louise Mouchiviwabo, que representou o Presidente Paul Kagame, disse que Angola, desde que assumiu a presidência da CIRGL, tem dedicado grande atenção à organização sub-regional, no acompanhamento de todos os dossiês.
A chefe da diplomacia ruandesa elogiou o trabalho do Presidente José Eduardo dos Santos à frente da CIRGL desde o ano passado. Louise Mouchiviwabo disse que o líder angolano é “um homem sério e com grande maturidade política”. 
O ministro das Relações Exteriores do Sudão do Sul, Barnaba Marial Benjamin, considerou calma a situação actual no seu país e disse que o Presidente Salva Kiir Mayardit e as demais forças do país estão a trabalhar para o alcance da paz definitiva.
O diplomata sudanês referiu que o seu país pretende alcançar uma paz definitiva e que os líderes políticos possam resolver todos os conflitos na base de diálogo, para que se tenha eleições livres. “Vamos integrar todos os militares rebeldes que regressarem às nossas Forças Armadas do Sudão Sul e este é o caminho para o futuro”, disse. 

 Apoio à paz regional

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, garantiu que Angola vai continuar a apoiar os Estados membros da CIRGL na busca de soluções pacíficas para os conflitos e assim promover a paz e a estabilidade. Chikoti reiterou que Angola apoia todas as iniciativas em prol da paz na região, mas afastou qualquer possibilidade de envio de tropas.
A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos  (CIRGL) é constituída por Angola, Burundi, Congo, Quénia, RDC, RCA, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.


#jornaldeangola.sapo.ao

China e Brasil assinam acordos de US$ 7 bi em financiamento para Petrobras.

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Os convênios foram anunciados em uma cerimônia na sede do governo depois de uma reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e a presidente brasileira, Dilma Rousseff.

A presidente Dilma recebe o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang

Brasília - China e Brasil assinaram nesta terça-feira (19/5) em Brasília dois acordos de cooperação e financiamento de projetos para a Petrobras por um total de 7 bilhões de dólares.

Os convênios foram anunciados em uma cerimônia na sede do governo depois de uma reunião entre o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e a presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Dilma e Li também assinaram 35 atos. O principal deles é o Plano de Ação Conjunta . O governo brasileiro espera  atrair US$ 53,3 bilhões de investimentos. A presidente avisou que, em 2016 irá para a China com o objetivo de  estreitar ainda mais a cooperação bilateral. O premier chinês destacou que os investimentos chineses no país somaram US$ 27 bilhões com os termos assinados hoje.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, está no Brasil e, em uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, firmaram mais de 30 acordos entre os dois países, em áreas como comércio, investimentos, finanças, agricultura, energia e transportes. A assinatura dos atos ocorreu por volta das 12h30. O principal deles derruba as barreiras fitossanitárias, garantindo assim a entrada de carne bovina brasileira na China. O encontro também marcou a assinatura do acordo  de US$ 7 bilhões entre o Banco Chinês de Desenvolvimento, China EximBank e a Petobras. As empresas asiáticas vão investir, respectivamente, US$ 5 bilhões e US$ 2 bilhões na estatal brasileira. 

Segundo Dilma, oito frigoríficos brasileiros já vão ser credenciados, ampliando a relação comercial com o gigante asiático, principal parceiro do Brasil. "Essa parceira é importante porque cria um novo relacionamento sobre essa questão com os dois países”, completou a presidente.


De acordo com o embaixador brasileiro Sergio Amaral, presidente Emérito do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), cerca de 200 empresários fazem parte da comitiva que acompanha o governo chinês, entre eles, estão representantes de seis importantes bancos chineses, como o China Development Bank (CDB), a maior instituição financeira de desenvolvimento do mundo com um patrimônio de US$ 1,6 trilhão.

A visita de Li ocorre menos de um ano depois da visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, em julho de 2014, quando foram assinados cerca de 50 acordos de cooperação. O governo brasileiro pretende anunciar um pacote de US$ 53,3 bilhões de investimentos chineses no país, no entanto, uma parte dos projetos já está em execução.

#correiobraziliense.com

Vice-presidentes de Angola e de Cuba têm conversações oficiais.

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Durante o encontro, os dois responsáveis discutiram o desenvolvimento alcançado na cooperação nas áreas de saúde, educação, construção e o setor militar e outras questões na agenda internacional.

Photo: Ricardo López Hevia

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, recebeu, em 18 de maio, no Palácio da Revolução, o vice-presidente de Angola, Ex.mo Sr. Manuel Domingos Vicente, que faz uma visita oficial à Ilha.
Durante o encontro, os dois dirigentes trocaram opiniões sobre o excelente estado das relações bilaterais e ressaltaram que as mesmas são uma expressão da amizade histórica entre nossos povos e governos. Eles examinaram o desenvolvimento alcançado na cooperação nas áreas de saúde, educação, construção e o setor militar e outras questões da agenda internacional.
O distinto visitante foi acompanhado pelo ministro da Saúde, José Van Dunem; o da Educação, Mpinda Simão; o do Ensino Superior, Adão do Nascimento; o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Manuel Domingos Augusto e o embaixador de Angola em Cuba, Cesar Augusto Kiluanje, entre outros membros da delegação.
Pela parte cubana estavam presentes o vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz; o presidente executivo do Grupo de Administração de Empresas, general-de-brigada Luis Alberto Rodriguez Lopez-Callejas; o vice-ministro das Relações Exteriores, Rogelio Sierra Díaz e o embaixador de Cuba em Angola, Gisela Garcia Rivera.
O presidente angolano tinha sido recebido anteriormente pelo vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, na sede do Conselho de Ministros, momento em que foram discutidos os progressos alcançados em termos de cooperação, as relações entre os dois países, nomeadamente, nas áreas de saúde, educação, ensino superior e construção.
#granma.cu

Costa do Marfim: JNTIC 2015 / Bruno Koné, Ministro das Tecnologias de Informação e Comunicação ", as JNTIC atingiram uma dimensão internacional".

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JNTIC

O Ministro dos Correios e Tecnologias de Informação e Comunicação, Bruno Koné procedeu ao lançamento da 15ª edição no Salão JNTIC, organizada pela União de Empresas de Telecomunicações (UNETEL) da Costa do Marfim, nesta terça-feira, 19 de maio no Sofitel Hotel da Costa do Marfim, em Abidjan. O tema escolhido para este ano: Telecom / TIC: os condutores da inovação.

O ministro de Bruno Koné felicitou os iniciadores desta plataforma de troca de informações em torno das questões / TIC telecomunicações e da economia digital. `` O JNTIC atingiu uma dimensão internacional e felicito UNITEL pela sua consistência na organização deste evento`` disse Bruno Koné.

O evento de dois dias vai ser feito através de exposições, workshops temáticos, conferências, reencontros de B para B e de recepções para negócios, e uma série de eventos.

Durante o seu discurso, o ministro dos Correios e Tecnologias de Informação e Comunicação salientou casos de esforços do governo para melhorar o acesso à internet e das novas tecnologias.
`` O governo vai continuar nos próximos dias para estender a rede sem fio no campus e também para o lançamento do projeto um estudante um computador `` revelou Bruno Koné

O ministro para terminar convida empresas da Costa do Marfim a se apropriarem das novas ferramentas oferecidas pelas novas tecnologias. Por Bruno Koné.
`` A inovação deve tornar melhor a vida de nosso cidadãos``.

Nota-se que a edição de 2015 no Salão JNTIC também marcou a celebração de 150 anos da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Por: Didier ASSOUMOU

#abidjan.net

segunda-feira, 18 de maio de 2015

UE anuncia pacote de medidas para crise de imigração no Mediterrâneo.

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AFP
Das 700 pessoas a bordo de um barco que fazia a travessia do Mediterrâneo, só 28 foram resgatadas
Na noite do último sábado, um barco com cerca de 700 pessoas virou ao sul da ilha italiana de Lampedusa. Só 28 foram resgatadas.
A tragédia ocorreu poucos dias depois de 400 imigrantes se afogarem num incidente semelhante, desta vez perto da costa da Líbia, no norte da África.
Agora, as equipes de patrula da operação Tritão, criada para socorrer barcos que cruzam do continente africano para a Europa, serão reforçadas e terão autorização para destruir as embarcações usadas no tráfico de pessoas.

Tragédia no Mediterrâneo pressiona UE a tomar atitude sobre tráfico de pessoas

Crédito: AFP
Primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, pede 'solidariedade' da comunidade europeia para combater tráfico de pessoas
Após a segunda tragédia no Mediterrâneo em menos de uma semana, o primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, fez um apelo à União Europeia por novas ações para lidar com a questão do tráfico de pessoas na região.
Na noite do último sábado, um barco com cerca de 700 imigrantes, virou ao sul da ilha italiana de Lampedusa, no Mar Mediterrâneo. Ainda na última semana, na quarta-feira, 400 imigrantes se afogaram num incidente semelhante, desta vez perto da costa da Líbia.
Essas travessias, em sua maioria, acontecem em condições precárias, comandadas por traficantes de pessoas, que colocam os imigrantes em embarcações pequenas e apertadas.
Diante da situação, o premiê italiano pediu uma reunião de emergência dos líderes europeus para debater novas ações para resolver a questão e pediu solidariedade das outras nações para combater o tráfico de pessoas, "uma praga em nosso continente".
"É inimaginável que diante de uma tragédia como essa, não haja o sentimento de solidariedade que a Europa já demonstrou em outras situações", disse.
"Nós pedimos para não sermos abandonados sozinhos nessa questão. Não tanto com relação à emergência no mar, mas principalmente com relação a combater o tráfico de seres humanos."
Alguns políticos italianos chegaram a pedir um bloqueio naval na região, mas o primeiro ministro disse que isso só ajudaria os contrabandistas, pois não haveria mais navios para resgatar os imigrantes.
'Escravidão do século 21'
Matteo Renzi destacou a Líbia como o principal problema, porque é lá o ponto de partida de cerca de 90% dos imigrantes que chegam à Itália pelo mar.
O premiê pediu que a União Europeia tomasse novas atitudes para combater o problema que é a "escravidão do século 21", segundo ele.
Ainda de acordo com Renzi, a questão não é ter mais barcos de resgate na região, mas sim impedir novos barcos com imigrantes de saírem da costa.
Só no ano passado, pelo menos 3.500 imigrantes teriam morrido em acidentes na travessia
Só neste ano, as estimativas apontam que mais de 1.500 imigrantes teriam morrido na travessia.
Em meio à crise política na Líbia, contrabandistas de pessoas se aproveitam para usar o país como um ponto de partida para os barcos que transportam imigrantes que fogem da violência ou das dificuldades econômicas na África e no Oriente Médio.
Reação
"O que está acontecendo agora tem proporções épicas. Se a Europa e a comunidade internacional continuar a fazer vista grossa…seremos todos julgados da mesma maneira que a história julgou a Europa quando ela fez vista grossa ao genocídio deste e do século passado", disse o primeiro ministro de Malta, Joseph Muscat, disse à BBC.
Outros líderes europeus também se manifestaram sobre a tragédia no Mediterrâneo. O primeiro ministro da Espanha, Mariano Rajoy, reforçou o apelo do premiê italiano para que atitudes sejam tomadas.
"É a enésima vez que vemos outra tragédia acontecer no Mediterrâneo…palavras não vão mais adiantar nada."
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse que "a Europa pode fazer mais e precisa fazer mais."
"É uma vergonha e uma confissão de fracasso a forma como muitos países fogem da responsabilidade", completou.
Líderes europeus pedem atitude da União Europeia para resolver a questão dos imigrantes no Mediterrâneo
O Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond, afimou que "o mundo está horrorizado com a terrível perda de vidas" e que a grande prioridade agora seria combater as "gangues criminosas que estão lucrando com o tráfico dessas pessoas."
A União Europeia tem sido criticada por sua falta de ação desde que encerrou a operação de resgate Mare Nostrum - sistema de patrulhamento designado especificamente para o socorro a embarcações ilegais cruzando o Mediterrâneo - no ano passado. Alguns membros da União Europeia disseram que eles não poderiam pagar por ela e se mostraram preocupados de que a própria operação poderia estar incentivando mais imigrantes a fazerem a travessia.
Agora, a União Europeia organiza um controle de fronteiras mais limitado, na operação chamada Triton, com o patrulhamento e o socorro da região sendo feitos em menor escala.
Comandante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla em inglês), Antonio Guterres, disse: "O desastre confirma o quão urgente é restaurar uma operação forte de resgate no Mar Mediterrâneo."
O presidente da União Europeia, Donald Tusk, já cogita a possibilidade de chamar uma reunião de emergência com membros do grupo para discutir a questão. Ele se manifestou sobre o assunto pelo Twitter dizendo que falou com o primeiro ministro de malta, Joseph Muscat, e "irá continuar as conversas com líderes da União Europeia sobre como aliviar a situação".
Resgate
Até o fim deste domingo, 24 corpos haviam sido encontrados e 28 pessoas haviam sido resgatadas.
Segundo a UNHCR, a tragédia pode ficar marcada na história como a maior perda de vidas já registrada em uma travessia para a Europa.
As operações de resgate e patrulhamento na região foram reduzidas no ano passado
De acordo com relatos, os imigrantes caíram no mar quando correram para um dos lados da embarcação ao avistarem um navio na região – todos foram para o mesmo lado para chamar a atenção do navio, mas o peso concentrado acabou virando o barco.
Um dos sobreviventes, que está no hospital Cannizzaro na Catânia, disse que havia cerca de 950 pessoas na embarcação, mas essa informação ainda não foi confirmada. Segundo ele, muitos estavam trancados no convés e não tinham permissão para sair.
De acordo com a UNHCR, barcos de imigrantes teriam levado 13.500 pessoas em águas italianas somente na última semana. No ano passado, um número recorde de 170 mil imigrantes fez a travessia para chegar à Itália. Milhares morreram na viagem.
Análise: Correspondente de assuntos internacionais, Richard Galpin
Presidentes, primeiros ministros e até o Papa já se manifestaram sobre a tragédia no Mediterrâneo e descreveram o quão horrorizados ficaram com as incontáveis mortes. Eles reforçaram o discurso de que algo precisaria ser feito imediatamente para acabar com isso.
Mas será que os discursos emocionantes e poderosos irão levar a uma nova abordagem da União Europeia para combater a crise dos imigrantes, incluindo o envio de mais navios para as buscas e resgates?
As divergências entre os 28 membros da União Europeia ficaram claras no ano passado, quando a Itália encerrou suas operações de busca e resgate depois de terem conseguido retirar mais de 100 mil pessoas do mar.
A União Europeia substituiu essa operação por outra bem menos controlada por sua agência de gestão de fronteiras, Frontex, que tem um terço do orçamento e uma fracção da mão-de-obra utilizada pela marinha italiana.
Desastres recentes com imigrantes no Mediterrâneo
·         Outubro de 2013: Mais de 360 pessoas, a maioria de eritreus e somálios, morreram quando o barco afundou próximo à Lampedusa.
·         Setembro de 2014: Pelo menos 300 imigrantes naufragaram em Malta, quando traficantes de pessoas empurraram o barco depois que as pessoas à bordo se recusaram a mudar para uma embarcação menor. Sobreviventes disseram que era um "assassinato em massa".
·         Fevereiro de 2015: Pelo menos 300 imigrantes teriam se afogado quando quatro botes entraram em apuros depois de deixarem a Costa da Líbia com condições climáticas muito ruins.
·         Abril de 2015: Cerca de 400 imigrantes se afogaram quando o barco deles virou na costa da Líbia
·         Abril de 2015: Cerca de 700 imigrantes teriam se afogado após o barco ter virado próximo à Lampedusa.
·         BBC News

Angola: A Cimeira levanta alarme sobre as crises na região dos Grandes Lagos.

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Presidente Angolano Jose Eduardo dos Santos. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP


O Presidente angolano José Eduardo dos Santos, disse nesta segunda-feira a situação política e militar na região dos Grandes Lagos é de grande preocupação.

O Presidente dos Santos expressou os sentimentos durante a abertura de uma reunião dos chefes de Estado e de Governo na Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) em Luanda.

O Presidente da República de Angola é o presidente da ICGLR.

Ele sublinhou que as situações no Sudão do Sul, na  República Democrática do Congo e no  Burundi serão dadas uma atenção especial na reunião de Luanda.
O Burundi, que está actualmente a atravessar uma crise de liderança, não se fez representar na reunião.

No entanto, o presidente dos Santos condenou o fracassado golpe da semana passada contra o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza.

Uma sessão privada
"Condenamos a tentativa de golpe de Estado e saudamos a defesa da ordem constitucional por parte das forças de direito no Burundi, onde perante uma crise pré-eleitoral que levou a confrontos violentos", disse ele.

"O fenômeno do terrorismo, que é uma forma inaceitável para resolver problemas, será discutido durante a reunião," O Presidente dos Santos disse aos jornalistas.
A reunião da ICGLR, que foi programada para terminar mais tarde na segunda-feira, estava por trás de portas fechadas.

O Presidente dos Santos reuniu seus homólogos africanos do Sul, da República Centro-Africana, Jacob Zuma da África do Sul e Catherine Samba Panza respectivamente, em uma sessão privada antes da aberta da cúpula.

Outros presentes foram os presidentes Joseph Kabila da República Democrática do Congo, Salva Kiir do Sudão do Sul, Uhuru Kenyatta do Quénia e Edgar Lungu da Zâmbia.


ICGLR é um bloco composto por 12 Estados, nomeadamente Angola, Burundi, República Centro Africana, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo (RDC), Quênia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

#africareview.com

domingo, 17 de maio de 2015

Pierre Nkurunziza: Presidente até quando?

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Agora, quase único mestre a bordo, o presidente Pierre Nkuzunziza está firme com o poder. Ele quer ser desejado à sua maneira por seus vassalos, seus militantes zelosos e jornalistas também curiosos e incrédulos, que queriam lhe ver e realmente acreditar em seu retorno ao país. Levou mais de 72 horas depois da tentativa de golpe de Estado para que o presidente consinta, enfim, a fazer uma aparição pública oficial. Para enfim, pôr fim a uma parte das interrogações concernentes a essa sequência de sua vida no poder.



Diante de meios de comunicação nacionais e internacionais que queriam vê-lo e entender que, para uma escolha, que simplesmente por curiosidade profissional, o presidente Pierre Nkurunziza tem feito um jogo político. Ele deliberadamente ignora a tentativa do golpe fracassado do ex-general Godefroid Niyombare, para se focar no Shebab somalianos, que, segundo ele, são a verdadeira ameaça para o país, e que os soldados do Burundi estão incorporados por conta das forças da UA e da ONU na luta contra estes terroristas.

O Presidente burundiense, escolheu no entanto, conscientemente por ignorar atualidade nacional para se mostrar mais preocupado com as possíveis ameaças externas. Ele dedica menos de um minuto para a mídia sobre esse assunto, e que somente a rádio e televisão nacional, conseguem fazê-lo voltar, quando ele rapidamente quer por fim o encontro. Ele se expressara em Kirundi, na língua nacional, para tentar desdramatizar por um lado, apelando a vigilância, por outro, para sair da actual situação.

Como em um cenário bem oleado, Nkurunziza se afastará para deixar a suite a seu conselheiro, Willy Nyamitwe, para que ele analise a possibilidade "de um ligeiro adiamento das eleições legislativas e presidenciais '', normalmente previstas para 26 de junho próximo. Mas com estes 18 supostos golpistas levados à justiça, no dia anterior, ou seja, em 16 de Maio, devemos dizer que as coisas poderão ficar mais difíceis.

Para evitar no Burundi a justiça dos vencedores, as Nações Unidas e os Estados Unidos estão na linha de frente para denunciar as violações flagrantes dos direitos humanos e, novamente, aconselham ao abandono da terceira candidatura presidencial de Pierre Nkurunziza para salvar a paz e defender a Constituição.

Mais uma vez, Pierre entenderá esse apelo à razão? Aquele que vem a frustrar a lealdade de seus acólitos militares, numa poderosa tentativa de golpe, ele, o Presidente triunfante, saberá entender as crises e os apelos das populações torturadas ou enlutadas?

Apenas ser mestre de bordo, até quando?

#guineeconakry.info

O desafio de ser mulher e fazer política em África.

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As africanas que desejam mudar os seus países pela via política têm algo em comum: não se rendem diante das dificuldades que enfrentam diariamente. E o seu progresso transformou-se num exemplo para todas as mulheres que lutam pela igualdade de género num espaço historicamente dominado por homens.


Muitos países africanos estão acima da média global dos 22% de representação feminina nos parlamentos, segundo os dados do Banco Mundial. O Ruanda, com 64%, é o país com o maior número de deputadas de todo o mundo. 
Apesar das estatísticas, ser mulher e política em África não é fácil. É preciso força de vontade para embarcar neste desafio e conseguir fazer-se ouvir. Nadifa Mohammed Osman, engenheira, entrou em 2012 no parlamento da Somália - onde só 14% das cadeiras são ocupadas por mulheres - porque queria mudar o seu país e provar que as mulheres podem ter lugar na política. Dois anos depois tornou-se ministra de Obras Públicas e Reconstrução. 
«Era a única mulher com um alto perfil no ministério. As mulheres eram apenas empregadas de limpeza, e o resto era tudo homens. Não foi fácil trabalhar com essa situação», conta.
Durante o ano em que ocupou o cargo, sofreu o desprezo de muitos dos seus colegas, mas, apesar disso, continuou a lutar pelos seus valores e tentou recrutar várias engenheiras para o ministério. «Muitos achavam que eu não estava preparada para o cargo, que uma mulher não podia liderar um ministério, nem dizer-lhes o que tinham de fazer. Isto dificultou e muito o meu trabalho», explicou.
Fora do gabinete, e agora como parlamentar, Osman mantém a sua batalha para equilibrar uma sociedade que encurrala as mulheres fora das esferas de decisões importantes. O primeiro passo, opinou, é criar uma lei de paridade que garanta a presença feminina no parlamento, «porque não há nenhuma norma que regule o processo de seleção dentro dos partidos, é o líder que se encarrega disso».
Na Serra Leoa as mulheres não têm facilidades para impulsionar a sua liderança. Hon Veronica Sesay, que tem 54 anos e está há dez na política, reconhece que o caminho foi feito com muitas dificuldades. «Se não houver mulheres na representatividade elas tornam-se seres mais vulneráveis - se ficarem sem uma voz que exponha as suas reivindicações e sem ninguém que escute as suas demandas», alertou.
Um dos grandes obstáculos que as mulheres enfrentam na hora de avançar na sua carreira política é a falta de financiamento. «Por razões de tradição, o financiamento é muito complicado. Os homens contam com muito mais recursos, o que torna ainda mais difícil concorrer contra eles», lamenta Sesay.
Noutros países do continente a situação melhorou nos últimos anos, como na Etiópia, onde as mulheres passaram de um irrelevante 2,3% das cadeiras em 1995 para os atuais 33%. «Não me senti discriminada na hora de entrar na política», afirma Chernet Haile Mariam, que há cinco anos é deputada no parlamento etíope.
Noutros países ainda há muito mais a fazer, como por exemplo na Costa do Marfim e no Botswana, onde só 9% dos parlamentares são mulheres.
Estas histórias, tão diversas como África, são apenas um pequeno exemplo da luta contínua feminina. Osman, Sesay e Mariam participaram na última edição do Fórum Global de Mulheres Parlamentares (WIP), realizado em Adis Abeba, onde trocaram as suas experiências com mais de 400 colegas.

#africa21online.com

O Presidente Nkurunziza do Burundi reaparece em público.

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Presidente Pierre Nkurunziza. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O Presidente Pierre Nkurunziza do Burundi fez sua primeira aparição oficial neste domingo, desde uma tentativa de golpe. Ele parecendo relaxado e assertivo de seu controle total do país no centro da África.

Vestido com um blazer e camisa pólo azul, o presidente sorriu e apertou as mãos de jornalistas na presidência, no centro da cidade de Bujumbura, e deu apenas uma breve declaração sem sequer mencionar tentativa desta semana para derrubá-lo.

Nkurunziza vem enfrentando semanas de protestos de rua, protestos violentos e mortais por causa do lance polêmico para ficar para um terceiro mandato consecutivo na presidência, e na quarta-feira generais anunciaram que estavam derrubando-o, enquanto ele estava fazendo uma visita à vizinha Tanzânia.

Mas na sexta-feira, não tendo conseguido capturar a emissora estatal depois de violentos combates com as tropas legalistas, os líderes do golpe admitiu a derrota e foram detidos ou ter ido na corrida, permitindo carreata de Nkurunziza para rolar de volta para a cidade.

Nkurunziza falou apenas sobre ameaças relatadas a partir de Al-Qaeda ligados aos militantes de Al-Shabaab da Somália, que têm alertado para os ataques contra Burundi e outros países que contribuem com tropas para a força da União Africana na Somália.

"Temos tomado medidas contra a Al-Shabaab. Nós tomamos esta ameaça a sério", disse o presidente. Bujumbura estava calma no domingo, apesar da oposição, da sociedade e ativistas civis se comprometeram de que a cidade de Bujumbura estava calma no domingo, apesar da oposição da sociedade e ativistas civis se comprometeram a retomar os protestos de rua na segunda-feira. Semanas de protestos já deixaram pelo menos 20 mortos, muitos deles baleado pela polícia na dispersão das manifestações.

"Há uma trégua para que possamos enterrar os nossos mortos", disse Pacifique Nininahazwe, um dos líderes da campanha para acabar com vontade do presidente permanecer em pé para concorrer a um terceiro mandato. "Os protestos vão começar novamente na segunda-feira de manhã."

#africareview.com

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Nkurunziza regressa a Bujumbura depois de fracassada a tentativa de golpe de Estado no Burundi.

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Pierre Nkurunziza, regressou à capital do país, Bujumbura, onde os líderes da tentativa de golpe de Estado estão em fuga ou presos.

Pierre Nkurunziza, Presidente do Burundi

O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, regressou na tarde desta sexta-feira (15.05) à capital do país, Bujumbura, onde os líderes da tentativa de golpe de Estado estão em fuga ou presos enquanto recomeçaram as manifestações hostis ao chefe de Estado em alguns bairros.

Pierre Nkurunziza, que parece ter saído vitorioso da tentativa de golpe de Estado, regressou na tarde desta sexta-feira ao Palácio presidencial em Bujumbura. Ele agradeceu as forças de defesa e de segurança pela sua “rapidez e eficácia” em travar a tentativa de golpe, tendo anunciado por outro lado a reabertura das fronteiras do país.
Num discurso publicado no site da presidencia em kirundi (a língua nacional) e que deverá ser mais tarde difundido pela rádio e televisão nacional, o presidente Nkurunziza relacionou o grupo dos golpistas com as manifestações de opositores à sua candidatura a um terceiro mandato presidencial.
Presidente Nkurunziza sai mais forte desta tentativa golpista
Para Fidel Bafilemba, especialista sobre a região dos Grandes Lagos na organização “Enough Project” o presidente Nkurunziza saiu mais forte ao sobreviver à esta tentativa de golpe de Estado “mas tudo ainda não terminou. A divisão permanece no seio do exército e se o presidente cometer o erro de desencadear represálias de vingança só irá reforçar os riscos no seio do exército como da população."
Segundo Fidel Balifenda, este fracasso na tentativa de golpe de Estado pode ser por enquanto considerado temporário por tres razões e explica:
"Houve um mau cálculo por parte dos golpistas nomeadamente na falta de preparação e de coordenação da ação; a desproporção em termos de armamento entre os golpistas e os militares que permaneceram fiéis ao presidente; finalmente e talvez a mais importante, a hipocrisia da comunidade internacional. Não se pode condenar um presidente que em todo caso violou a Constituição e ao mesmo tempo dar-lhe um certo apoio como está a acontecer."
Manifestações prosseguem em Bujumbura
Apesar do regresso de Pierre Nkurunziza ao Palácio presidencial, as manifestações da oposição a um terceiro mandato do presidente, recomeçaram esta sexta-feira, tendo a polícia disparado para o ar para dispersar os contestatários.
Burundi Proteste gegen den Präsidenten Nkurunziza
Manifestação em Bujumbura contra um terceiro mandato presidencial
As manifestações contra um terceiro mandato presidencial, desencadeadas nos finais de abril, tinham cessado com o anúncio da tentativa de golpe de Estado lançado na tarde de quarta-feira (13.05) pelo general Godefroid Niyombare. Mas nas primeiras horas desta sexta-feira, o líder do coletivo da sociedade civil contra o terceiro mandato, Vital Nshimirimana, apelou os manifestantes a irem para as ruas.

Os manifestantes continuam a considerar um terceiro mandato de Pierre Nkurunziza, já eleito em 2005 e 2010, como uma medida anticonstitucional e principalmente contrária aos acordos de reconciliação assinados em em Arusha (Tanzânia) que deram lugar à abertura para o fim da longa e mortífera guerra civil burundesa entre 1993 e 2006.
#dw.de

GUINÉ-CONACRY: LUTA CONTRA Ebola - Uma Jornada Mundial da Juventude com a UNICEF em Forecariah.

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Por quase três meses, a UNICEF apelou a experiência de Justin Morel Junior, ex-funcionário internacional da organização e ex-ministro das TIC e da Cultura, para apoiar as atividades de resposta a febre hemorrágica vírus Ebola, com a Unidade de Coordenação Nacional da luta contra a Transmissão '' do amaldiçoado vírus ''.



Neste contexto a JMJ está trabalhando diretamente com a equipe a qual é 'liderada por Fodé Sylla Tass, jornalista-roteirista e diretor da Televisão Nacional. Sob a supervisão do Dr. Sakoba Keita, o Sr. Morel e o norueguês Anne Skatvedt cuja principal função, em nome da UNICEF, é aconselhar e apoiar a Unidade de Coordenação Nacional da Comunicação, como uma interface para catalisar inteligências na elaboração de estratégias relevantes em via da erradicação do Ebola.

Amplo desafio os coloca em contato diário com as realidades no terreno, estatísticas e o drama dos pacientes e dos pais. Juntos, eles estão comprometidos na luta para motivação daqueles que realmente acreditam no que eles fazem. O risco é naturalmente grande, mas eles decidiram enfrentá-lo no terreno. Em algumas aldeias, os doentes se escondem ou escondem-nos, entretanto, nós temos estratégias de divulgação para encontrar seus '' contatos '' suspeitos até que se prove o contrário. Em seguida, as equipes especializadas irão traçar a sua rota a seguir com todos os outros contactos a fim de evitar que a doença se espalhe nestas aldeias, os últimos bastiões do Ebola.
 Assim, a JMJ está atualmente em Forecariah nos quadro dos preparativos da campanha de detenção ativa dos casos e de sensibilização além fronteira que será lançado neste sábado, 16 de maio em Pamalape na presença dos Presidentes guineense e Serra-leonense, para se engajar no que Fodé Tass chama de - "o assalto final contra o Ebola.''

Esperemos realmente...

DE: Pivi BILIVOGUI para GCI
2015-GuineeConakry.Info

Como o Presidente Nkurunziza furtivamente voltou para o Burundi.

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Presidente Pierre Nkurunziza. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP.  

Detalhes dramáticos de como o aguerrido Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza que sofreu tentativa de golpe foi deslocado de volta para seu país devastado pela crise com ele ainda na Tanzânia e que só agora pode ser revelado.

Um cidadão relatou a rota que o presidente usou para chegar à capital Bujumbura, na quinta-feira, à noite, para recuperar a sede do poder depois de uma tentativa de derrubá-lo espetacularmente.

Fontes no governo e nos círculos de segurança confidenciaram o cidadão de como o Presidente Nkurunziza estava desesperado para voltar ao Burundi e teria recusado uma oferta de asilo na África do Sul.

Presidente Nkurunziza foi a Dar es Salaam na quarta-feira para uma Cimeira de Chefes de Estado da Comunidade da África Oriental sobre a crise no Burundi, quando generais do exército e policiais renegados deram um golpe contra ele.

Quando a notícia do golpe eclodiu, a cúpula foi cancelada e, mais tarde, à noite, o Presidente Nkurunziza tentou retornar para Bujumbura.

No entanto, sua fuga foi abortada no ar e voltou para Dar es Salaam quando os golpistas ordenaram que o aeroporto estava fechado.

O Presidente do Burundi, então, passou quarta-feira em um hotel de Dar es Salaam, mas seu paradeiro no dia seguinte permaneceu como uma questão de especulação até que ele twittou sobre sua bem sucedida re-entrada em Burundi, onde ele estava no comando na sexta-feira.

Fontes detalharam que o presidente Nkurunzia passou a maior parte de quarta-feira em uma reunião de maratona no palácio com o presidente Jakaya Kikwete com uma equipe de seus assessores de segurança máxima. Eles estavam explorando a melhor maneira de responder ao cenário de rápidas mudanças em Bujumbura.

Foi nessa reunião que o Presidente Nkurunziza declaradamente recusou uma oferta da África do Sul para seu asilo, explicando que as coisas iriam se deteriorar em seu país durante sua ausência. Ele queria voltar para acalmar seus partidários e terminar a luta.

Sua própria casa

"Ele disse a seu anfitrião que o ônus estava na Tanzânia para garantir que ele voltasse para casa com segurança. Ele rejeitou o golpe e disse que tudo estava bem dentro de seu governo ", revelou uma das fontes de segurança.

Na quinta-feira, o líder do Burundi permaneceu escondido em um lugar não revelado de onde ele foi levado para o Aeroporto Internacional Julius Nyerere às 03:00h (+ 3GMT) para a primeira etapa de sua jornada quando suas forças tinham recuperado uma boa parte de área sob comando dos golpistas.

Ele embarcou em seu avião que tinha sido alocado a partir de África do Sul e voou para a cidade de Kigoma, na parte ocidental da Tanzânia na fronteira com Burundi, de onde ele esperava para atravessar.

Segundo fontes, o presidente Nkurunziza chegou em Kigoma depois de uma hora. Às 17:30, ele foi levado a bordo de um helicóptero da Força de Defesa  do Povo da Tanzânia (TPDF)   que foi levá-lo à sua região em sua própria casa no Ngozi.

O helicóptero, sob o comando de oficiais de inteligência, foi cercado por civis e cobriu uma distância de cerca de 450 km de Kigoma a Ngozi. Aqui, o Presidente Nkurunziza foi entregue a uma equipe avançada de seus oficiais de segurança e inteligência que haviam sido expedidos de Bujumbura.

De acordo com informantes, o helicóptero chegou e ele foi levado para sua sala VIP às 7h. Os planejadores do itinerário acharam a rota muito mais segura para o presidente tal como era em sua fortaleza.

Ele foi então conduzido à noite em um pequeno comboio de carros para chegar a Bujumbura de onde ele falou para a mídia social em cerca de meia-noite para apelar à calma e anunciar que ele estava no país e estava seguro e responsável.

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Líderes da Região dos Grandes Lagos vão se reunir em Angola.

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Presidente Angolano Jose Eduardo dos Santos. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

Os chefes de Estado e de Governo vão se reunir na Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR - sigla em inglês) em Angola na próxima segunda-feira.

Se espera que a reunião extraordinária em Luanda, vai avaliar a instabilidade prevalecente em alguns países membros do bloco, a mídia estatal confirmou nesta quarta-feira.

A crise do Burundi deve ter lugar de destaque na reunião, disse o Secretário Executivo da ICGLR Alphonse Ntumba Luaba.

Sr. Luaba disse a repórteres em Luanda que a situação no Burundi estava tensa, daí a necessidade de uma vigilância apertada.

Não ficou claro quem nesta quinta-feira estava no comando do país que foi mergulhado em uma crise com a insistência do presidente Pierre Nkurunziza em concorrer a um terceiro mandato.

Os militares anunciaram na quarta-feira que o governo do presidente Nkuruziza 'havia sido derrubado.

Capital de Burundi, Bujumbura, alberga a sede da ICGLR.

A agitação prevalece

Sr. Luaba apontou que Bujumbura não foi acolhida para a reunião por causa da agitação prevalecente.

O ambiente em Bujumbura não é propício para negociações com o pessoal da CIRGL temendo por suas vidas, acrescentou.

Angola é atual presidência da ICGLR.

O bloco é composto por 12 membros, nomeadamente Angola, Burundi, República Centro Africana, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo (RDC), Quênia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

A reunião na próxima segunda-feira, convocado pelo líder angolano e chefe do bloco, o Sr. José Eduardo dos Santos, também vai discutir a situação no Quénia, Burundi, RDC e Sudão do Sul.

O encontro será precedido por uma reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros 'agendado para sexta-feira em que os documentos serão preparados para os chefes de Estado e de Governo na sessão.

A reunião do comité de ministros da Defesa, na terça-feira, concluirá os debates dos delegados militares e serviços de inteligência da região.

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Burundi: o que precisamos saber sobre a situação na segunda noite do golpe de Estado de Pierre Nkurunziza (121) - Bujumbura (32) - golpe de Estado (15) - Nyombare Godefroid (1).

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Outra noite de incerteza esperando burundienses nesta quinta-feira depois que os militares golpistas e os fiéis do Presidente Nkurunziza continuaram a batalha pelo controle da mídia. Aqui está o que sabemos sobre a situação.

Un Burundais enjambant une barricade dans Bujumbura.
Um burundiense abrangido numa barricada em Bujumbura. © Erik Esbjörnsson / AP / SIPA

Quem detém o poder?

Difícil de dizer. A confusão na sua totalidade reina. O General Niyombare anunciou nesta quarta-feira a destituição do Presidente Pierre Nkurunziza e os golpistas declararam nesta quinta-feira, à tarde, o controle da quase totalidade da capital. Mas a Presidência continua por sua parte a afirmar que a tentativa de golpe foi fracassada. Contactado por Jeune Afrique, Willy Nyamitwe, conselheiro responsável pela comunicação do presidente do Burundi, diz que "a situação se normaliza cada vez mais" em Bujumbura.

Revivendo a jornada de 14 de maio no Burundi com o nosso correspondente ao vivo
Contatado por telefone pela RTNB, a rádio nacional, Pierre Nkurunziza enviou entretanto uma mensagem ao povo do Burundi em Kirundi, apelando-o para manter a calma. Ele também agradeceu as forças de defesa e segurança do Burundi pelo "bom trabalho que frustrou a tentativa de golpe de Estado." No decorrer da mesma operação, o presidente do Burundi também disse que "muitos líderes do golpe se renderam" e chamou aqueles que ainda resistem a se desarmarem.

Pierre Nkurunziza também assegurou que "as fronteiras do pais não estão fechadas", enquanto que os legalistas e golpistas afirmam que do lado deles controlam o aeroporto.


Quinta-feira à tarde, enquanto a chuva se abateu sobre Bujumbura, o equilíbrio de poder permanece incerta e a população espera os novos combates nesta sexta-feira. Os membros da sociedade civil do Burundi na vanguarda e na anti-campanha ao terceiro termo de Nkurunziza, teriam dito a Jeune Afrique que temiam por suas vidas. "Vivemos na clandestinidade, diz um deles. Se as tropas leais de Pierre Nkurunziza nos encontrarem, vamos ser mortos."
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Presidente francês culminou a visita bem-sucedida a Cuba.

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Raul marcou presença no aeroporto internacional José Marti para dar a despedida. Depois, fez declarações à imprensa.

O general-de-exército Raúl Castro despediu-se no aeroporto internacional José Martí, do presidente da França, François Hollande. Photo: Estudio Revolución.

TERÇA-FEIRA, bem cedo na manhã, o presidente Raúl Castro esteve presente no aeroporto internacional José Martí, para se despedir do presidente francês, François Hollande, que chegou a Havana na noite do domingo 10, para uma visita oficial, descrita como histórica, por ter sido a primeira de um dignitário francês à nação caribenha.
Após uma troca nos salões do terminal, Raúl acompanhou Hollande até a escadaria do avião que o levaria ao Haiti, último ponto de sua turnê pelo Caribe. Minutos antes de sair, o presidente francês agradeceu ao general-de-exército “por esta visita tão útil”, e previu a presença aqui de muitos outros presidentes, além de um bom desenvolvimento para a nação, “vocês poderão fazer o que quiserem com seu país”, disse.
Após a despedida, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba deu à imprensa suas considerações sobre a estada aqui do presidente francês, bem como de outras questões da realidade cubana. Raul disse que na noite anterior havia dito a Hollande que viria para se despedir dele, “o que é um sinal da satisfação que temos com os resultados de sua visita”.
Raul resumiu o programa de atividades do presidente francês na capital, que incluiu uma visita ao comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, uma palestra na Aula Magna da Universidade de Havana, a inauguração da nova sede da Aliança Francesa e da realização do Fórum Empresarial Cuba-França, onde se mostraram grandes perspectivas nos negócios. “Foi muito claro, muito claro, muito amigável”, disse o general-de-exército.
Quanto às relações com a União Europeia (UE), o presidente cubano explicou que em junho será realizada em Bruxelas, a Cúpula UE-Celac, na qual “esperamos não ter que falar tanto quanto na do Panamá, porque, em última análise, a posição comum da União Europeia em relação a Cuba nunca deveria ter existido, isso foi uma importação... cuja instrução foi feita em inglês, mas isso vai se resolver”.
Sobre o aperfeiçoamento do modelo econômico e social, comentou que “vai a um bom ritmo, muitos criticam que vai devagar, mas eu me pergunto por que nós temos que ir correndo para cometer erros... Não queremos tomar qualquer medida para sacrificar nosso povo, que é o mais importante e nosso povo entende isso”.
Raul disse que "a questão do bloqueio não foi resolvida, está começando agora". Sobre a inclusão de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo, ele observou que este era um ‘título honorário’ imposto injustamente. “Como eu disse no Panamá, que tipo de terrorismo é esse que os mortos são nossos e aqueles que nos atacam têm nenhum. Nós não temos assassinado ninguém, nem temos colocado qualquer bomba em qualquer hotel”.
Raúl comentou que em 29 de maio próximo conclui o prazo de 45 dias após a certificação do presidente Obama ao Congresso. “Essa acusação vai ser eliminada e então podemos avançar no processo de restabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas, incluindo a acreditação dos embaixadores de ambos os países”.
Depois, referiu-se às restrições de movimento impostas aos diplomatas cubanos nos Estados Unidos, de cerca de 20 milhas, a partir da administração Reagan. “Então, nós impusemos as mesmas restrições aos seus diplomatas aqui. Agora eles alegam que seus diplomatas não devem ter mais limitações de movimentos que em outros países”. E a seguir, Raul expressou que o que mais nos preocupa é que eles continuem cometendo ilegalidades como antes, o que nos obriga a tomar medidas. “O que propomos, simplesmente, é que temos de ajustar-nos aos acordos sobre o comportamento dos diplomatas de todo o mundo, aprovados na Convenção de Viena”, precisou.
Uma vez que as relações diplomáticas sejam restauradas, podemos avançar em direção à normalização, significou Raul. Mas isso é outro assunto. Para isso “deve ser removido o bloqueio e a Base Naval de Guantánamo deve ser devolvida”.
Enquanto Raul proferia estas palavras, o avião do presidente francês se preparava para a decolagem, culminando assim uma visita qualificada de histórica e útil para ambos os países, que mais uma vez evidenciou a boa recepção do povo cubano a seus hóspedes. Não por acaso, as últimas palavras de Hollande aos repórteres, antes de sair foram, “obrigado pela hospitalidade”.
#granma.cu

Bruxelas choca com a Grã-Bretanha sobre o plano de imigrantes que atravessam o Mediterrâneo.

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Fuzileiros navais britânicos ajudam os migrantes a desembarcar de um barco inflável em um navio de desembarque de HMS Bulwark após serem resgatados há cerca de 40 milhas ao largo da costa da Líbia, em 13 de maio de 2015. FOTO | AFP

A União Europeia entraram em confronto com a Grã-Bretanha nesta quarta-feira sobre um plano para salvar milhares de imigrantes africanos, principalmente, os que tentam atravessar o Mar Mediterrâneo, o que inclui quotas de reinstalação controversas para os refugiados.

O ministro do Interior britânico Theresa May solicitou que os imigrantes sejam enviados de volta, dizendo que a forma de lidar com os pedidos de asilo de pessoas resgatadas no mar da UE encorajou mais os africanos para arriscar suas vidas tentando a viagem.

Os elementos mais controversos do plano são uma redistribuição obrigatória dos requerentes de asilo em todo o bloco de 28 países membros e do uso da força militar europeia contra contrabandistas em águas líbias.

A Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca têm a intensão de optar por sair do plano, que vem em meio a uma onda sem precedentes de imigrantes que fogem de conflitos e da pobreza no Norte da África e no Oriente Médio.

"Eu me pergunto como é que alguém poderia afirmar que isso poderia tornar a situação pior", disse o Sr. Frans Timmermans primeiro vice-presidente  da Comissão Europeia numa conferência de imprensa em resposta aos comentários da Sra. May.

"Se depois não fazer nada, fazemos a situação piorar para as pessoas em dificuldades e perdermos credibilidade aos olhos dos nossos cidadãos que têm exigido que façamos algo sobre as tragédias no Mediterrâneo."

Sr. Timmermans, o braço direito de chefe da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, pediu aos membros da UE para mostrar "solidariedade" com países como a Itália, Grécia e Malta, que carregam o fardo da maioria das chegadas de migrantes.

Factor de atracção

Mais de 5.000 imigrantes, da África, bem como da Síria, morreram nos últimos 18 meses, enquanto tentavam atravessar o Mediterrâneo, muitas vezes em botes de borracha ou em frágeis barcos de pesca.

Escrevendo no jornal The Times, de Londres, a Sra May confirmou que a Grã-Bretanha não tomaria parte no plano da quota da Comissão e disse que a UE deve mandar de volta os imigrantes.

"Eu não concordo com a sugestão da Alta Representante da UE, Federica Mogherini, de que " os imigrantes interceptados no mar 'deve ser' enviados de volta contra a sua vontade '", escreveu ela.

"Tal abordagem só contribuiria para o aumento do factor de atracção através do Mediterrâneo e incentivaria mais pessoas a colocar suas vidas em risco."

Os comentários da Sra. May podem também ressaltar os confrontos por vir entre recém-reeleito primeiro-ministro britânico David Cameron e seus parceiros europeus que querem a reforma em matéria de migração e outras questões antes de um referendo sobre a adesão da Grã-Bretanha à União Europeia.

Se a Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca optarem por sair, em seguida, os outros 25 membros da UE ainda podem elaborar o plano, que está pronto para sair antes que os líderes europeus participem da cúpula no final de junho.

Mas isso poderia provocar a ira de outros países, especialmente porque a imigração é uma questão política tão sensível para muitos Estados membros.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban - cujo país não tem saída - na semana passada chamou o plano de quota "louca e injusta".

Força naval

Até agora, os Estados da UE têm admitido refugiados numa base voluntária, sob o princípio de que os seus pedidos de asilo são tratados no país em que estão, e não no país que eles estão tentando chegar.

A comissão disse que iria apresentar uma proposta legislativa até ao final do ano para estabelecer quotas vinculativas aos Estados-membros a admitir migrantes para se estabelecerem há números de contingente imediatos.

Sob o plano da UE pretende-se também reassentar 20 mil refugiados directamente de países terceiros.

A Amnistia Internacional saudou o plano da Comissão como uma "mudança de boas-vindas" para não só diminuir um maior estresse sobre as operações de busca e salvamento para os imigrantes, mas também no estabelecimento de rotas seguras e legais para eles puderem entrar na UE.

Mas ele advertiu que os Estados membros não ponham em causa o plano.

"Hoje vimos a Comissão Europeia dar um primeiro passo na mudança de sua atitude, a Fortaleza Europeia para a crise de refugiados, mas terá de ser implementado expansivamente e com o apoio integral de todos os estados membros da UE", disse John Dalhuisen, diretor da Anistia para Europa e Ásia Central.

A atuação militar também é executado com dificuldades, com o pedido da Sra Mogherini a ganhar pouco apoio durante um apelo ao Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, seu pedido de apoio é para o uso da força militar europeia contra contrabandistas nas águas territoriais da Líbia.

Durante a conferência de imprensa em Bruxelas, Sra. Mogherini reiterou que não seria com "botas no chão" que os europeus no norte da África empreenderiam qualquer ação para destruir barcos de contrabandistas com pessoas, mas seria puramente com navíos.

AFP


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