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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Angola: José Eduardo dos Santos toma posse em Angola pela primeira vez.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O presidente angolano José Eduardo dos Santos foi legitimado no poder pela primeira vez. Ele nunca tinha sido eleito

Chefe de Estado é o primeiro presidente eleito do país, mas chegou ao poder em 1979, ao ultrapassar nomes do então partido governista MPLA. Nova Constituição lhe dá direito a mais dois mandatos e define eleição indireta.
José Eduardo dos Santos, chefe de Estado de Angola desde 1979, tomou posse como presidente do país esta quarta-feira (26.09), na sequência das eleições gerais de 31.08, durante as quais o MPLA obteve 72% dos votos.

A adoção da nova Constituição, em fevereiro de 2010, define que o presidente é nomeado a partir da lista do partido mais votado nas eleições gerais, o que perspetiva mais um ciclo de poder de dois mandatos, até 2022.

José Eduardo dos Santos, de 70 anos, nunca foi escrutinado individualmente, uma vez que nunca conseguiu confirmar a vitória na primeira volta das presidenciais de 1992 devido ao reinício da guerra civil angolana, encerrada em 2002.

Segundo líder mais antigo de África

"Zedu", como é conhecido, é o segundo líder mais antigo de África, atrás apenas de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial.

Dos Santos chegou ao poder aos 37 anos, ultrapassando grandes nomes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder naquela época. Ele sucedeu ao líder histórico do MPLA e considerado "pai da independência", Agostinho Neto, o primeiro presidente angolano depois da independência de Portugal, em 1975.
Angolanos fazem fila em Luanda para votar a 31.08: com 72% dos votos, o MPLA foi o vencedor do pleito. O primeiro da lista do MPLA, dos Santos, foi eleito presidente
Angolanos fazem fila em Luanda para votar a 31.08: com 72% dos votos, o MPLA foi o vencedor do pleito. O primeiro da lista do MPLA, dos Santos, foi eleito presidente
Segundo a agência noticiosa LUSA, José Eduardo dos Santos assumiu a liderança de Angola com o país na bancarrota, mergulhado numa guerra civil, e que chegou a dar à União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, hoje maior partido da oposição) o controlo de 70% do território – em plena Guerra Fria, contra as pretensões do bloco ocidental e dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com a LUSA, persiste ambiguidade do presidente angolano em relação aos seus planos, levando os analistas a dividirem-se entre os que acreditam que irá ceder a presidência ao seu "número dois" na lista do MPLA, Manuel Vicente – também empossado esta quarta-feira –, ainda durante o primeiro mandato, e os que acreditam que ir manter-se na liderança até lhe ser fisicamente possível.

"Estabilidade política é prioridade"

Durante a posse, José Eduardo dos Santos apontou a "estabilidade política" como primeira prioridade do mandato presidencial. "No mandato que agora começa, a primeira prioridade do executivo é manter a estabilidade política, mediante a promoção, defesa e consolidação da paz", disse José Eduardo dos Santos, no discurso de investidura.

Esta estabilidade política também será assegurada pelo cumprimento de um programa de reformas para a melhoria da organização, gestão e controlo das finanças públicas, segundo divulgou a LUSA.

Ainda de acordo com a agência noticiosa, perante milhares de pessoas, José Eduardo dos Santos acrescentou que se integram naquele objetivo "o aprofundamento da democracia, em que a liberdade de expressão e de criação, a igualdade de oportunidades e a justiça social se entrelaçam com os programas e ações multidisciplinares para o desenvolvimento da cultura nacional e do homem".

A primeira cerimônia de posse no cargo de presidente na história angolana foi considerada um "momento muito especial" por José Eduardo dos Santos – tanto para os angolanos quanto para ele mesmo e para o partido MPLA.
Isaías Samakuva, líder do partido oposicionista UNITA, vota em 31.08. A UNITA apontou irregularidades no processo eleitoral, mas seu recurso foi considerado "improcedente"
Isaías Samakuva, líder do partido oposicionista UNITA, vota em 31.08. A UNITA apontou irregularidades no processo eleitoral, mas seu recurso foi considerado "improcedente"
Na terceira e última referência que fez ao MPLA durante o discurso de posse, Eduardo dos Santos destacou o Manifesto Eleitoral e o Programa de Governação sufragados pelo eleitorado nas eleições gerais de 31.08. Ele garantiu que estes serão aplicados pelo seu executivo a partir do princípio da "renovação e da continuidade para renovar e corrigir o que está mal, dar ontinuidade e melhorar o que está bem e iniciar novas obras".

Maior rigor na transparência

Para se alcançar a "promoção da igualdade do género, e um maior rigor na observância dos princípios da boa governação e da transparência na gestão dos bens públicos", José Eduardo dos Santos disse que irão ser reforçados os "mecanismos de diálogo" com sindicatos, organizações sociais e profissionais, igrejas, empresários e outros parceiros sociais, "a fim de se obter a sua colaboração na definição das políticas de desenvolvimento e das estratégias para a sua aplicação".

O presidente empossado também afirmou que quer ampliar o diálogo com a juventude, que precisa, segundo ele, "de canais eficientes para se envolver na solução dos problemas que afetam toda a sociedade".
Manuel Vicente, vice-presidente: dúvidas sobre se ele receberá o poder já durante o mandato atual de José Eduardo dos Santos
Manuel Vicente, vice-presidente: dúvidas sobre se ele receberá o poder já durante o mandato atual de José Eduardo dos Santos
Crescimento económico reflete "eficácia de medidas do governo"

Depois de lembrar que a economia angolana registou nos últimos cinco anos uma taxa de crescimento médio de cerca de 9,2%, em que o setor não petrolífero cresceu em média a uma taxa de 12%, José Eduardo dos Santos considerou que tais níveis de crescimento resultam da "eficácia das medidas tomadas pelo executivo para a estabilidade dos indicadores macroeconómicos de natureza fiscal, monetária e cambial que permitiram reanimar a economia".

Para apoiar os empresários nacionais, José Eduardo dos Santos prometeu "maior atenção ao fortalecimento dos instrumentos de financiamento", e destacou a recente criação do Fundo de Garantia e do Fundo de Capital de Risco Promocional, e também do Banco de Desenvolvimento Angolano (BAD).

Outro instrumento destacado foi a entrada em funcionamento do mercado de capitais, que classificou como "fonte adicional de financiamento da economia, alternativa ao tradicional crédito bancário".

Educação

Ainda de acordo com a LUSA, nos setores da Educação e Formação Profissional, José Eduardo dos Santos defendeu que para se enfrentarem com sucesso os desafios do desenvolvimento do país importa contar com "quadros nacionais altamente qualificados" e com "uma classe de trabalhadores bem formada tecnicamente, capaz de se adaptar rapidamente ao ambiente de mudanças e às necessidades impostas pelos novos sistemas de produção".
Angola é o segundo maior produtor de petróleo de África, mas presidente sofre cada vez mais pressões para distribuir riquezas de forma justa
Angola é o segundo maior produtor de petróleo de África, mas presidente sofre cada vez mais pressões para distribuir riquezas de forma justa
Nesse sentido, o presidente empossado anunciou que o governo vai desenvolver um programa de revisão do sistema educativo, "centrado na eficácia do ensino", que tenha em conta o modelo curricular, o perfil de competências profissionais dos professores, dos formadores e dos educadores, bem como o sistema de gestão das escolas públicas.

"A revisão do sistema educativo que vamos implementar visa reorientar os cursos em função das necessidades de desenvolvimento do país e das suas províncias e regiões. Pretendemos assegurar a educação pré-escolar e o ensino primário obrigatório e gratuito para todos, e elevar a taxa líquida de escolaridade da educação básica para cerca de 100%", prometeu.

Autor: RK/LUSA/Áudio: António Carlos (Luanda)
Edição: António Rocha
fonte: DW

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tribuna: É hora de deixar Ouattara!

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O Colunista Théophile Kouamouo disse que a comunidade internacional deve apoiar Charles Konan Banny, o Presidente da Comissão de reconciliação, somente agora, diz ele, para que este seja capaz de estabelecer uma verdadeira política de reequilíbrio na Costa do Marfim.





Embora sua origem é em grande parte inexplicável, os fenômenos de guerrilha podem ser observados na Costa do Marfim por um período de um mês e meio para que eles se tornem de certo modo, "estruturais"?

Em qualquer caso, os tiros e artilharia pesada estão "de volta e em serviço" depois de uma pausa de algumas semanas. Eles ocorrem no contexto de preocupação particular, que se caracteriza por uma verdadeira decepção que se pode ler através de uma série de declarações, anúncios e atitudes.

Assim, o mais recente lançamento de Jean-Louis Billon (Presidente da Câmara de Comércio e empregadores na Costa do Marfim), saindo de uma reunião com Charles Konan Banny, é muito significativo.

"Tem-se falado da situação sociopolítica que agora preocupa os marfinenses e, especialmente, no nosso caso, nós, do setor empresarial, nós, os agentes económicos. Desde julho, vimos o retorno da violência na Costa do Marfim. Isto não é feito para tranquilizar. Chegamos, portanto a conclusão, que o presidente do estado pode chamar Banny e retomar o diálogo para que os marfinenses encontrem a verdadeira reconciliação. (...) ", disse Ele.

Soa como um chefe da Frente Popular Marfinense (FPI). Mas não! Qualquer um que expressa como um representante emblemático do que poderíamos chamar de marfinense da direita conservadora.

Ele saiu da "perna" do Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI), como Dionísio foi liberado, segundo a mitologia grega, a coxa de Júpiter.

O grupo agro-industrial SIFCA, ele é o chefe e herdeiro de fato há muito tempo segurando festa informal de Félix Houphouët-Boigny (presidente 1960-1993), e tem se beneficiado muito com as privatizações de 1990. Privatização que muitas vezes consistiam de transferência de patrimônio nacional em cofres particulares.

Jean-Louis Billon marfinense representa a oligarquia, para a qual aliança formal com a França, que é um dos relés de influência e que é incondicional e inegociável.


Mesmo os assalariados não querem mais

O fato de que ele fala com dureza muito sobre o relatório de progresso e práticas de um regime que ele ajudou a instalar diz muito sobre a desilusão dos negócios contra governança franco-marfinense decadente e a ausência de reais perspectivas econômicas em um contexto político mais do que nunca bloqueado.

A "palavra liberada" por Jean-Louis Billon em reunião, entre outros, que o embaixador dos EUA em Abidjan, cuja desaprovação ao lançamentos fazem parte da paisagem. Como Billon, o embaixador Philip Carter III foi um dos apoiantes mais activos de Alassane Ouattara em sua conquista violenta do poder estatal.

O fato de que o presidente da Câmara de Comércio expressa com audácia igual a conseguir uma entrevista com o presidente (abusado), a Comissão de Diálogo, Verdade e Reconciliação (CDVR), Charles Konan Banny, não é tão trivial.

Uma espécie de batalha farpada envolvido agora no sistema de números que atualmente domina a Costa do Marfim e perceptível inicialmente pela controversa, que assumiu uma dimensão do velho sábio da aldeia.

Pouco a pouco, com um sentido de oportunidade, Charles Konan Banny começa a ser ouvido, no plano institucional, a maneira da maioria silenciosa que se recusa a crescente guerra é agora a única estratégia de da clã de Ouattara.

Embora quase todo o tempo reduz a dança de tango em impotência de várias maneiras, Banny reunirá gradualmente, tanto a mobilidade da oposição soberanista, a sociedade civil "razoável", e grande Rally de peças Houphouetista para a Democracia e Paz (RHDP).

Em nome dos interesses nacionais e de auto-interesse a longo prazo de um país que está sendo levado a uma segunda guerra civil para preservar sórdidos interesses políticos.


Konan Banny, o único baluarte de verdade

A comunidade internacional deve entender que Banny apoio, em se aliar com uma verdadeira política de reequilíbrio, inclusive por meio de pressão e estresse tradicional que não é "bombas de democracia" - ele poderia corrigir seus erros e encontrar uma saída honrosa contra a ditadura cada vez mais retrógrada que ajudou a instalar e não controlar mais.

O recente aumento orquestrada de ódio contra o país vizinho Gana, mas ainda pacífico, democrático e cada vez mais próspera, é um motivo a mais de preocupação.

O caráter das reações impensadas do regime e tiros ouvidos na cidade fronteiriça de Noé, cuja origem permanece amplamente misteriosa e delirante, ativismo do regime de falcões nas redes sociais-Alain Lobognon (Ministro da Juventude) Guillaume Soro (Presidente da Assembleia Nacional) a liderar o caminho no Twitter, e os meios de comunicação são indicações muito claras.

Eles mostram que, dada a sua incapacidade notória para restaurar a prosperidade e segurança, portanto, o regime escolheu Ouattara como cabeça tirando e diplomacia.

Guerra permanente é a única maneira de manter todas as forças centrípetas que constituem a espinha dorsal do poder em Abidjan.

Théophile Kouamouo (Fundador da Courier New)

fonte: SlateAfrique


Brasil - Leia você também( pois como negro você tem um exemplo a seguir). Ele não tinha cota... e nunca perseguiu ninguém...

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Esta é a prova maior de que, quando queremos, tudo podemos.
Um grande exemplo de dignidade e honradez.
Ex faxineiro... ele limpava banheiros no TRE do DF.
Filho de uma dona-de-casa e de um pedreiro...
Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal.
Apaixonado por línguas. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão,
cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE.
Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma.
A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções.
É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol.
Formou-se em Direito pela UNB, sendo a época o único negro da faculdade.
Passou nos concursos de:
- Oficial da Chancelaria, Advogado do Serviço Federal, Procurador da República,
Professor da Universidade do Rio de Janeiro.
Ah, ele toca piano e violino desde os 16 anos de idade.


História do homem que você não pode deixar de ler e saber:


Joaquim Benedito Barbosa Gomes
* Paracatu, MG – 7 de outubro 1954
 d.C
PERSONALIDADES - Juristas - Brasil - Ministro Joaquim Barbosa STF 04
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade daCalifórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).


Obs.: São histórias que nos emocionam, mas também nos orgulha!


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Artigo de opinião: À DITA, DURA REALIDADE DE UMA DITADURA.

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Com lágrimas, suor da vida dura e memória de sangue das vítimas da ditadura no mundo, vivemos ouvindo vozes proclamando necessidade de mudança deste regime político, convictas que estão e dispostas a recomeçar vida nova, a não repetir os mesmos erros, corrigindo barbaridades cometidas no passado, e evitar andar com os pés a um palmo do chão, mas com firmeza caminhar sem hesitação rumo à mudança para uma vida mais justa e sem exploração, mudando o que está mal e mantendo o que for o melhor e mais justo para todos, a liberdade, a igualdade de direito, paz e segurança de cidadãos livres, asseguradas pelo Estado de Direito.
Esta esperança renovada, ainda que frágil, levantou âncoras, quer ver modificado quase tudo, e como se não bastasse, enterrar fundo esse machado de guerra das ditaduras contra o Povo e reprovar a sua história cheia de erros cometidos por malvadez, roubos e crimes contra a humanidade.
Erros de palmatória cometidos por indivíduos com dificuldades básicas para a percepção das reais necessidades do Povo, e também por incapacidade em saber “pôr-se na pele do outro”, perceber suas dificuldades reais, as condições de vida, dificuldades na adaptação social e, finalmente os erros, por incapacidade de resistir à perversão e ao enriquecimento fácil, só por isso, uma ditadura é um sistema que melhor conserva e protege corruptos e as suas interacções criminosas por tempo indeterminado no poder.

O que é infelizmente muito grave para o património do Estado, que é normalmente delapidado sem pudor, abusado, explorado e roubado sem contenção ou consciência material e política desta gravidade para uma Nação, que se vê espoliada dos seus bens e infra-estruturas, pelos próprios filhos da “outra” e naturais da terra, que vendem a própria Mãe sem ressentimento algum, pela obsessão ao dinheiro, falta de identidade cultural e de valores nacionalistas em defesa do Estado.

Erros reincidentes que acontecem quando nos distanciamos da essência da sabedoria humana, como o amor ao próximo, a solidariedade, a fraternidade, a inter-ajuda e a honestidade inter-pessoal, preferindo, em detrimento destes valores, enveredar pela cobiça, inveja, abuso de poder, o engano, a mentira, a corrupção e o roubo.

Todas estas condições de desigualdade de circunstâncias materiais e psicológicas entre os cidadãos, quando acontecem, qualquer Estado terá um preço difícil a pagar no futuro, quando pretender melhorar a sua situação/condição política perante o Povo. Dificuldades encontradas simplesmente por nos distanciarmos de um processo de equilíbrio/reequilíbrio dinâmico no desenvolvimento do País, mas que necessários, são uma constante único e permanente no avanço positivo da sociedade e para os seus cidadãos.

Ditador, este monstro maníaco com estados de espírito flutuantes entre o mal que provoca aos cidadãos na sociedade e o medo pessoal da sua própria sombra, sendo ao mesmo tempo vítima dos próprios crimes cometidos, que nunca conviveu politicamente sem intenção de roubo, exploração do outro, crimes de sangue como um estado de espírito doentio que é permanente nele.
Queremos ver evaporados da política qualquer semelhança à ditadura, para nunca mais reencarnar num político à frente dos destinos do Povo.
Não queremos nunca mais nenhum sobrevivente político ditador, com vícios de alienação política e cultural, constatadas nesta elite perversa que se alimenta do sistema, baseados na exploração e no roubo compulsivo, espezinhando o Povo, até chegar o dia em que pagará com a própria vida a saída inglória da cena política.
Mas, antes da separação, infelizmente, já fez muito mal ao Povo, com a arrogância e a frieza desta repressão levada a cabo pelo regime, com exigências e obrigações injustas impostas aos cidadãos, apropriando-se de tudo quanto quer, não hesitando em tirar, matar, ameaçar e perseguir os resistentes ao regime.
No entanto eles (ditadores) são covardes, dispostos a dar tudo para salvar a pele quando sentem a própria vida ameaçada, quando sentem o império financeiro em risco, quando os Bancos Internacionais não estão satisfeitos e exigem mais pagamentos ao ditador, chantageando com o facto de serem os únicos testemunhos vivos do tesouro roubado ao Estado e arrecadado nos seus cofres.
Bancos que transformam o ditador numa presa fácil e submissa às chantagens institucionais, que passam a obedecer às ordens do “padrinho”, este, que por sua vez, controla o afilhado (ditador) ladrão, que por sua vez entrega a própria vida nas mãos do Banco, com a fé de ser poupado de morte “súbita” e, por isso, condicionados nesta dependência entregam quase tudo ou repartem, ficando normalmente com a pior parte, penso, e mesmo assim, são executados friamente, numa conspiração silenciosa que até parece, que a história se repete, com as mesmas tintas, descritas por um punho que carimba certidões de óbito, tendo como causa de morte quase sempre, um único sintoma, a mentira da conspiração.  

Quando morre um ditador, normalmente seca a sua árvore das “patacas”, porque o dinheiro desaparece, perde continuidade, apenas os banqueiros sabem do montante arrecadado e o seu novo herdeiro.
Um ditador é por isso submisso ao seu Banco ou banqueiro, não pensa, obedece às regras do jogo, impostas pelo Banco.
São estes ditadores cheios de “medo”, que matam e roubam os próprios irmãos para satisfazerem exigências destes banqueiros sentados na neve, à espera dos dinheiros vindos dos trópicos, os mais quentinhos, por não terem Bancos credíveis no próprio País.

Quando cai um ditador da cadeira do poder, antecede-o um projecto de morte anunciada, construída a pensar em si.
Primeiro falam, criticam e apontam o dedo, posteriormente uma “arma” à cabeça, se tentam a independência do jogo de interesses em que se meteram, para se constituírem como organização autónoma, aí têm sido sem excepção sacrificados publicamente, e com tempo de antena na TV para quem quis acompanhar sem pestanejar.
Acontecimentos seguidos como estreia de um filme que promete, este negócio virtual que vende bem.
Quem não se lembra das horas perdidas na cobertura televisiva com a invasão da NATO à Líbia de Kadafy, ou na guerra do Golfo.
O efeito subliminar deste estímulo (poderio militar da NATO), deixou uma emoção de medo e impotência antecipada nos Países em vias de desenvolvimento, uma espécie de submissão aos mais fortes está latente, o que é “vantajoso” (mas pau de dois bicos) para esta máquina imperial ao serviço dos caçadores furtivos, causando submissão no resto do mundo subdesenvolvido aos acordos e contratos comprometedoras, elaborados pelas potências, mas com influência directa na dependência material por tempo indeterminado do Estado em causa, que perde a sua autonomia para assuntos internos da sua auto-gestão económica e comercial, uma vez que passa a renegociar com o seu “protector” tudo, inclusive armas “engraxadas” que já serviram na 2ª guerra mundial, que hoje são pagas com o petróleo, ouro, diamante e outros minerais do Continente Africano.
Como pode África não estar em conflito permanente, sendo um mercado bom para venda de armas, eis uma das questões pertinentes para reflectirmos. Os grandes negócios sempre falaram “alto”, a droga, a prostituição e venda de armas.

Não obstante o controle dos maiores Bancos internacionais, com a sua engenharia financeira ao serviço das máfias “(M-8)”, certa máfia sobrevive à custa de vários Estados Africanos, que os alimenta através de depósitos milionários que os ditadores e  lideres corruptos fazem chegar a esses Bancos, em Países estrangeiros.

Recordando a última intervenção da NATO na Líbia, descolaram mais de vinte e oito mil voos para despejar toneladas de bombas em poucas semanas por cima de um País soberano, uma engenharia de destruição planeada ao milímetro, que executou o seu papel, para logo a seguir se reconstruir tudo de novo, e por empresas que na sua maioria têm chefias igualmente estrangeiras, o que facilita na “linguagem do dinheiro” fazer uma síntese de onde vem e para onde vai a maior fatia desta reconstrução da Líbia.

Testemunhamos pela TV o poderio desta intervenção militar, os danos causados nas infra-estruturas do País atacado, tudo mereceu “publicidade” desde a primeira hora, não deixou dúvidas mais uma vez quanto à sua soberba orquestra militar no mundo.
Talvez só a China de que ninguém ouve falar neste contexto, continua silenciosa e a rastejar para onde quer chegar, sem produzir ruído inútil, mas, que tem chegado com maior “dignidade” junto de Países menos desenvolvidos, enquanto outros, estão a perder pé em águas rasas, influenciados por princípios ou modelos imperialistas de ocupação e intervenção, imiscuindo-se nos assuntos internos (política e desenvolvimento) desse País soberano tirando o proveito da sua fraqueza material e cientifica.
Neste campo, a China tem sido um exemplo para muitos outros Países desenvolvidos só no tamanho industrial e tecnológico, mas, que manifestamente serão subdesenvolvidos na sua maturidade cultural, social e política, manifestada na sua “interacção” com África no plano económico, comercial e sociocultural.

Nas duas últimas intervenções militar da NATO, antes tudo parece uma conspiração de vários Países para invadir outro, quando preparam o “abate” de mais um ditador. Tem sido este sinal de alerta antes da “matança”, através da comunicação social, a vítima, normalmente é um País que tem petróleo, um pré-aviso destacado que denuncia este método de invasão planeada que temos dado conta. Antes do início de mais um teatro de guerra, tudo começa sempre com um aquecimento televisivo da desinformação, a seguir entram a matar, já sabemos que na primeira fase entram os aviões para bombardear até enfraquecerem completamente o alvo, e só depois por terra, para fazerem a ocupação ou ajustar “contas”.

Este último crime contra populações inocentes na Líbia, quase que diríamos bem sucedido em quase cinco décadas de mandato, foi o Kadafy, apoiado por potências mundiais, que agora chegou ao fim, como assistimos na TV, mas porquê só agora, perguntamos nós.
Tudo muito rápido, foi desencadeada uma perseguição para matar, capturado no lugar onde se escondia das balas, na sua terra natal, foi arrancado e morto aos olhos do mundo, vimos manchas de sangue no pequeno ecrã e, ao vivo, seu rosto de despedida focado até intencionalmente e directa a memória dos homens que ficam para contar ou registar como história este fim triste.
Um triunfo dos adversários políticos que viam o projecto de decapitação e silenciamento de Kadafy a chegar ao fim e com direito de antena televisiva na sua execução.
Para muitos Países, personalidades políticas internacionais isso foi um alívio, porque deixou de poder vir a cobrar dívidas antigas a alguns senhores bem visíveis no mundo da política internacional e os seus Bancos.
Como também para outros Países amigos do Coronel, foi uma triste notícia, sim, porque a Líbia sempre ajudou muitos Países da África ocidental e não só, é uma potência amiga dos Países mais pobres desta área na era de Kadafy, esta invasão dividiu a opinião mundial, embora tenha havido poucas opiniões frontais e com isenção, pondo em causa o método usado nesta resolução e na rapidez negocial como foi concluído este avanço da NATO.
É a dita dura realidade de um País soberano atacado e em estado de choque depois de uma guerra destruidora, ficando por momentos hoje, sem voz própria, no mercado internacional, sem o controle total do seu petróleo e outros minérios.
Uma realidade crucial desta invasão que até hoje ninguém pôs em causa o método reincidente utilizado pela NATO, ninguém ouviu falar sequer dos prejuízos causados por esta força, os excessos cometidos sobre um Povo inocente, e sobretudo quem devia pagar os danos causados, se os Líbios ou esta NATO que agiu aqui como “ditadura” das armas em plena democracia deste século, invadindo por mar, terra e ar, um Estado Soberano, alegando motivos falsos, que não se confirmaram, temos como exemplo a investida militar contra Saddam, onde em vez de armas químicas, encontraram Jóias guardadas nos cofres deste Chefe de Estado, e esta heim!

Vamos recordar que Kadafy da Líbia também era aliado dos imperialistas, mas então o que é que falhou para esta engenharia (USA/EU) de guerra aterrar na Líbia, foram precisos mais do que quarenta anos para perceberem que o homem é ditador, que inteligência lenta tem mostrado esta “NATA” de polícias do mundo, fica a impressão de que gostam deles (os ditadores) já mais gordinhos e recheados de petro-dólares, só depois esta “caça” grossa compensa a investida militar, o desperdício de bombas lançadas, tem custos elevadíssimos a repartir entre os caçadores furtivos. Será uma das razões?
O mundo com os olhos postos na Líbia, o pior foi constatar o silêncio dos “sábios” e intelectuais impostores, caladinhos no mesmo circo desta problemática complexa da investida atrás do petróleo e do gás natural, talvez consciências compradas, porque ninguém falou, ninguém disse nada, até hoje.
Aliás, todos apoiaram, directa ou indirectamente, este imperialismo blindado na sua guerra “expansionista” pelo controle do Crude e do gás natural da Líbia, disto já ninguém tem dúvidas. Nos Países sem petróleo, os conflitos podem existir anos sem que ninguém dê conta, porque não vão lá como fizeram na Líbia. Não compensa os gastos relativamente  ao ganho a posteriori, isso já percebeu qualquer um.

O Sr. Que conseguiu fugir ficou logo depois encurralado no túnel sem saída para a vida, era cara conhecida, o famoso Coronel Kadafy, já com uma expressão de medo de morte estampada no rosto, mas sereno, era o contraste entre o olhar e a sua face com o ar sério de sempre, a que nos habituou há décadas.
Aqui era um sinal da alma prestes a abandonar seu corpo, de onde escorria naquele olhar, angústia e dor, acontecer na morte. Vimos esse “rosto” da Líbia ensanguentada, o rosto do homem abstracto e diferente a despedir-se, sua face registada nas várias cimeiras de chefes de Estado, que ninguém confunde, este famoso Líbio, que trazia com ele o aroma natural do deserto e odor intenso do dinheiro, cheirava a negócios, vinham preparados para lidar com “camelos” e os seus compradores astutos.

Ele usava os mesmos métodos, eram negócios debaixo de tendas da Líbia e, chegados de fresco, montavam o circo, uma autêntica feira de conhecimentos, de jóias prometidas, onde se vendia magia e ficção, sentia-se na pele o poder agarrado ao dinheiro que ninguém queria perder.
Quem entrasse na tenda não saia de mãos a abanar, notava-se, traziam uma promessa deste mágico líbio, seus visitantes abandonavam a tenda sempre sorridentes, como se perdessem por segundos a “honra”, na expressão facial que contrastava com a anterior (séria e carrancuda). Este novo olhar testemunhava satisfação e era expressivamente fácil de detectar.
Pareciam estar reunidos com os mesmos objectivos, o da rentabilidade financeira esperada das negociatas políticas de bastidores, antes da cimeira, concluídas satisfatoriamente, sem sinais de conflito político, diplomático ou outro, com a Líbia, no entanto, uma surpresa fatal chegou dos céus, afinal nem tudo está bem, surge então uma guerra inventada, que veio derrubar Kadafy e seu império económico, um regime político e financeiro implantado através dos bancos espalhados pelo mundo de negócios, mudaram de tom e ritmo, guerra que veio mudar também o curso negocial deste fóssil cobiçado, o crude Líbio.

Ainda temos memória deste coronel no tapete vermelho desta diplomacia internacional, umas vezes fardado e outras envergando a sua túnica, um aspecto destoante no meio de fatos em tom cinza ou azul escuro, exceptuando um ou outro vestido, a realçar o encanto feminino nas lides da diplomacia internacional.
É interessante, na fotografia de “família” todos os chefes de Estado pareciam irmãos de sangue com o mesmo “crude” na mente, afinal falsos actores nesta passerelle, circulando em terra firme, mas longe do que iria passar-se poucos meses depois na Líbia, a menos de nove meses de distância da última foto tirada em conjunto. Estavam lá todos (Europa, América, África e Ásia), enganados na mesma foto. Ainda vejo como se fosse hoje, o amigo Sarcozy, o especial amigo de Kadafy, de quem se falou há tempos nos jornais, em França e, por motivos pouco dignos para um político representante de uma Nação.
Seria delírio pensarmos que se hoje continuasse tudo na mesma, com Kadafy vivo e a ser julgado num Tribunal Internacional, que histórias iríamos saber deste Aly Babá e os quarenta ladrões espalhados pelo mundo, sim, este governante teve quarenta e três anos de relacionamentos “secretos” com Chefes de Estado de vários Países no mundo, já imaginaram como a sua morte calou, enterrou, mais do que o próprio corpo de Kadafy. Este filme não vai chegar nunca à TV. Talvez, por isso mesmo, houvesse um “acordo” apressado de invasão da Líbia, que sempre teve água no bico para muitos de nós, só Deus sabe, mas uma certeza temos, alguns “amigos” preferiram vê-lo morto e nós assistimos a tudo, mas talvez melhor assim do que Ele dentro de uma prisão imperialista, será?

Kadafy era fiel aos seus “amores” e também aos objectos que fizeram história junto dele, onde montasse uma tenda fora de casa, trazia com ele uns “quilos” de areia do deserto, uma substituição simbólica talvez do “cordão” umbilical. Este objecto transitivo (areia do deserto) funcionou como resistência psicológica à separação física da Líbia, num desmame de curta duração deste “berço”, um afastamento normalmente dedicado ao Povo Líbio (representação diplomática).
Este homem de berço de ouro era fanático, mas também um apaixonado eterno da sua Líbia dourada e cobiçada por reis e rainhas deste planeta.

O País dos amores e crenças irracionais, material e financeiramente alucinantes para muitos, que chegaram a aí permanecer como imigrantes, para trabalhar ou fazer negócios, uma expectativa típica de quem pensa em enriquecimento rápido (fazendo lembrar os diamantes de Cabinda ou o Crude Angolano) procura um País rico. Um desejo típico que tem motivado muita cobiça e inveja de potências internacionais, e quando acontece isto, significa que o País promete, causando loucuras pelos dinheiros d’África, um síndrome que afecta muitos lideres políticos mundiais e sobretudo da Europa e América, que não conseguem pensar Angola por exemplo, sem imaginar as suas riquezas, o mesmo que dizer que amam, mas pelo dinheiro ou outra condição material imaginada, é este o diagnóstico crónico da maior parte dos Países que se relacionam com o Continente Africano.
Talvez por isto e por outros motivos menos visíveis, haja uma tendência para a atenção excessiva, que se nota através da comunicação social e não só, centrada sobre Países Africanos em vias de desenvolvimento, independentemente do sucesso individual de cada um registado hoje, desde o período pós-independência à presente conjuntura do estado de desenvolvimento em que se encontram estes Países Soberanos espalhados pelo Continente Africano.

Ditadores ainda os há, então para quando uma outra “investida” para a caçada de mais uma “raposa”? A caça grossa de mais um ditador multimilionário, porque esta perseguição tem dado e trazido boa colheita para alguns Bancos internacionais, sabe que sim, quem sabe.
Esta caçada aos ditadores “recheados” ainda não terminou, aliás como já se advinha nas cenas dos próximos capítulos. Imagino alguns “ditadores” a ficarem neuróticos e com um registo de ansiedade extrema. Alguns apressaram as visitas aos “padrinhos” para prestar contas ou garantir “protecção”, isto logo após a execução de Kadafy.

Que fazer, será que eles pensam nisto a sério, penso que não e por isso precisam ser aconselhados a ter nova postura perante os Bancos, e agirem no sentido de proteger os bens retirados indevidamente ao Povo, voltar a recolocar parte significativa deste bolo de “regresso” aos cofre do Povo, antes que seja tarde e vá parar mais uma vez nas mãos de mafiosos políticos ou Bancos criminosos.

Será que pelo menos três dos actuais Presidentes Africanos se sentirão ameaçados nesta altura, como potenciais estímulos de atracção para caçadores furtivos de ditadores. Será que guardam todo o dinheiro em “casa” ou fora? Se está em casa, fica em “família”e sabe-se do paradeiro do ”bolo”, fora de casa, ninguém saberá mais nada, a partir de certo momento, perde-se tudo a favor dos Bancos fora de casa.  

Senão vejamos, num exercício de memória curta, perguntamos em voz alta, onde param as fortunas de alguns ditadores como Mobutu do Zaire, que após a sua morte, nem aos filhos foi permitida a entrada na Suíça para exigir o “resgate” financeiro enterrado neste Banco, até hoje, e porque assim, esta velha máxima do “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão” tem fim à vista. Porque não devolvem todo o dinheiro ao Povo legítimo do Zaire? Porque motivo um banco estrangeiro ficou com tudo?

Tudo isto tem permanecido em segredo, por enquanto. Alguém sabe onde param os dinheiros de Mubarak, onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi, onde param as fortunas dos barões da droga colombiana, e não só, onde param as fortunas de Saddam Hussein, as fortunas das máfias desmanteladas ou extintas, onde param as fortunas de ex-governantes com contas chorudas na Suíça, Presidentes, Ministros, todos com avultados saldos Bancários, que após a morte ou perda de lugar no “poleiro”, ficam sem a fortuna roubada ao Povo, que representaram?
Todo este dinheiro, do qual nunca mais ninguém falou ou fala, ficou congelado, é impossível de recuperar pelos titulares da conta, os “legítimos” herdeiros ou até, pelos Países que indevidamente foram espoliados durante décadas, estes sim, seus herdeiros legítimos.
Sendo assim, aqui jaz a honestidade de alguns Estados imperialistas nesta matéria, como falsos moralistas, que nesta situação não são recomendáveis como bons conselheiros para a companhia dos jovens Estados Africanos em vias de desenvolvimento, porque eles roubam aos ladrões depois de mortos ou ainda vivos e fora do poder. Uma vez ficando com o dinheiro nunca mais este é devolvido ao Estado Soberano. Por isso estes Bancos deveriam ser levados à barra do Tribunal Internacional, assim como aconteceu com Saddam, Mubarak e outros, também eles (Bancos) cometeram crimes económicos contra os Estados, quando ficam com a fortuna de ditadores e não o devolvem ao Povo legitimo desses Países.

As ditaduras e as dentaduras de ferro, prontas a trincarem qualquer resistência de políticos opositores ao regime. Deste aparelho musculado sabemos de histórias tristes de eliminação física de cidadãos inocentes, execuções por fuzilamento, assassinatos de políticos da oposição ao regime, perseguições, prisões sem julgamento prévio, impunidades do sistema judicial, corrupção, ausência de liberdade de expressão, abuso de direito, desigualdade de condições e de circunstâncias para o cidadão comum, ausência de liberdade de acção e de cidadania, direitos e deveres em desigualdade permanentes, abuso de poder, instauração do medo, intimidação através da acção do aparelho ditatorial do Estado, e assegurados pela polícia política do regime.

Uma autêntica cegueira invadiu naturalmente estes líderes africanos, na sua maioria Chefes de Estado, como cabeça do polvo que controlando a engenharia financeira do País, para parte dele fazer seu depósito em Bancos no estrangeiro.  

Vemos aqui Países da NATO que apoiaram o derrube de ditaduras a permitirem crimes de biliões ou triliões de dólares arrecadados indevidamente, “sepultados” nos cofres destes Bancos, que nunca serão devolvidos à proveniência, ao seu Povo legítimo. Por que motivo alguém da NATO, não levanta a voz a clamar por justiça, a não pactuar com este crime, pensamos que não invadiram estes Países para permitir que Bancos criminosos ficassem com a “colheita”, pois ingénuos não somos, até porque já são reincidentes no método.

“Ladrão que rouba ladrão”, não pode continuar a beneficiar de cem anos de perdão, i. é, porque é pior, quem limpa friamente o sangue do dinheiro após a morte do ditador, para a seguir fazer o seu branqueamento, apagando as pegadas das suas fontes ou Países de origem, e ficando com tudo, como o diabo vestido de anjo e confundido no altar continua este teatro, se não for desmascarado.
Isto faz lembrar alguns testas-de-ferro, que ficaram com dinheiros confiados, funcionando como cofres vivos para evitar uma denúncia obvia (sinais de enriquecimento rápido) pelo cargo de liderança que ocupavam determinados líderes, mas que logo a seguir à sua queda do poder, quando tentaram ter de volta o dinheiro e outros bens, viram frustradas as suas esperanças, pois ficaram sem uma fatia sequer do bolo desviado, também sem os documentos comprovativos, porque permitiram que o “amigo” registasse tudo e como titular, para não levantar suspeitas, só que o tiro depois saiu pela culatra, e uma vez caídos da cadeira do poder, estes “amigos” aproveitaram para se impor como donos legítimos, passando de testa de ferro ao “miolo” do polvo, enfim, são coisas nossas, que ainda um dia terão outras tintas mais realistas a descreverem os próximos episódios num novo capitulo.

Com este estado de espírito, vamos recordando outros episódios que marcaram o mundo há bem pouco tempo, quando a NATO atacou novamente e destruiu infra-estruturas de um País soberano, repito, e baseando suas certezas em afirmações que não vieram a confirmar-se. Afinal, a montanha pariu um rato cor de ouro.
Mais uma vez utilizou-se um método que podíamos chamar de ditadura militar, invadiram um País, deram um espectáculo triste ao ar livre, o aparelho militarizado e não só, atacou e destruiu, no fim deste, nem sequer justificaram o erro crasso cometido por uma potência militar ao serviço da comunidade internacional, a NATO.
Os políticos utilizaram este aparelho de guerra que fez estragos incalculáveis do ponto de vista humano, material e financeiro, mas sem contas a saldar com a justiça internacional, porque são eles próprios os juízes do inferno a ferro e fogo que deixaram para trás, não se tirou prova dos nove a uma conta que muitos acham certa e justa (invasão da NATO).
Mas a natureza tem demonstrado não estar a dormir quando se manifesta, quando está no controle, em tempos diferentes e nos vários palcos ao mesmo tempo, vamos tendo e vendo, outras leituras, análises, com maior clarividência do que a versão anterior que justificou o terror desta invasão militar.
Lembramos que Saddam Hussein, quando “crucificado” aos olhos de todo o mundo, toda a gente “sentiu” esta execução, porque vimos a corda à volta do pescoço deste pobre diabo, porque alguém determinou a exibição deste filme macabro, e não era necessário, tratou-se de uma agressão psicótica gratuita infligida à distancia pelos senhores da guerra, que deixou ficar este símbolo cruel, talvez como forma a prevenir os actuais ditadores, o que os espera, não cumprindo determinadas exigências políticas e económicas, uma ameaça latente deixada nesta última aparição de Saddam Hussein, está no ar.

Toda a gente se recorda dos motivos e argumentos dos senhores da guerra, Americanos e seus aliados, para invadirem um País Soberano, como o Iraque, afirmando terem provas da existência de armas nucleares.
Estes falhados procuravam armas nucleares  para o espanto de todos nós, depois de destruírem um país com dezenas de milhares de voos, largando milhares de toneladas de bombas, afinal, estes “policias” do mundo, falharam, porque em vez de armas químicas, encontraram um tesouro valiosíssimo, classificado já como património mundial da humanidade.
São as Jóias Assírias e Babilónicas “de” Saddam Hussein, guardadas no seu cofre-forte, c. 4000 anos antes de Cristo. Foram encontradas em escavações no Iraque e depositadas num cofre-forte ao invés de estarem num local apropriado para consulta, observação e estudo, o que seria normal pensarmos logo num Museu de arqueologia, mas assim não aconteceu.
Mas, o pior já se ouviu dizer, i. é, hoje (depois da invasão) ninguém sabe ao certo onde se encontram estas Jóias, que pertenceram a civilização antiga, hoje queremos todos saber qual o lugar “sagrado” para onde foi levado e nela repousa este pesado espólio da humanidade, há que descobrir tudo antes que seja tarde e se perca o pudor para quem dá mais, num leilão milionário.
Ladrão que rouba ladrão, não pode ter cem anos de perdão, nunca mais!

Bem, sabemos pelo menos que Saddam guardou tudo muito bem e a sete chaves, não vá o diabo vender este tesouro hoje, porque ontem ele estava seguro “escondido”, protegido nos cofres de Saddam, de outro modo teria desaparecido há muito.
O que não seria de estranhar, basta recordarmos o que aconteceu com o assalto ao Museu do Cairo, e onde para o espólio roubado deste País. Também não sei.
De certeza que este espólio roubado já chegou a outros destinos “dourados” e apetecíveis, nas terras dos quarenta ladrões haverá sempre espaço para esconder quase tudo, já todos procuramos ou perguntamos, ninguém descobre aquilo que está a “descoberto”, e ninguém inventa o que já existiu, então será impossível qualquer tentativa de mudar a história acerca deste espólio.

Uma pergunta deixo nesta reflexão, alguém sabe dizer onde está este tesouro encontrado no cofre-forte de Saddam Hussein, pergunto e não espero respostas, porque todos temos uma resposta na consciência. Eu pessoalmente, conto visitar em “sonho” estas Jóias Assírias e Babilónicas, que segundo ouvi dizer, na sua nova morada, nos Museus e colecções particulares de um “desconhecido”, sei que estão ainda em bom estado de “conservação”, porque aguardam por um “leilão” ainda em parte incerta, logo se verá, mas aguardamos serenamente que o ladrão se confesse ou permita visitas guiadas, para este contacto com a civilização antiga, esteja onde estiver este espólio, queremos abraçar com o olhar toda a sua amplitude e conteúdos de beleza exótica, antropológica e cultural.

Ainda acerca de Bancos no mundo, façamos justiça a um deles, o Banco Português, Caixa Geral de Depósitos, o único que denunciou publicamente um depósito feito em nome da Líbia de Kadafy, num valor médio de dois milhões de Euros, penso, se não estou em erro, para trabalhos diplomáticos deste País em Portugal.
E mais, nunca se ouviu dizer pelo mundo fora, que outro Banco seguisse as mesmas pisadas ou qualquer outra manifestação no mesmo sentido, só ficou esta registada até hoje, temos entre nós um Banco exemplar, só.
Mais Bancos em Países Europeus, Americanos e Asiáticos haviam de manifestar, para não concluirmos para já que o Coronel Kadafy era afinal muito “pobrezinho” ou só conheceu este Banco Português.

Há que devolver o dinheiro e outros bens materiais ao Povo, legítimo herdeiro das fortunas sugadas indevidamente ao País, repor justiça, solidariedade e paz social, só assim é possível caminharmos tranquila e infinitamente pelas estradas que o mundo oferece, sem arrependimentos, sentimento de culpa ou injustiças cometidas sem sentido e amor próprio entre nós.

Confiarmos um filho a um padre que afinal é pedófilo, é similar à confiança do Povo nos seus líderes, que afinal são corruptos, ditadores e criminosos. Também eles, acabando por serem enganados por banqueiros ou políticos corruptos, ficando sem nada, quando caídos em desgraças, com os Bancos guardando fortunas que começam por ser congelados com a sua morte ou crise política no País do ditador, e mais tarde “esquecidos” nos cofres, e logo a seguir impossíveis de recuperar pelos legítimos herdeiros, que indevidamente espoliaram lesando o Estado em fortunas incalculáveis.

São estes Bancos mafiosos que agora ficaram com todo o dinheiro roubado pelos ditadores. Bancos que funcionam como ladrões de segunda, porque não precisaram de dar a cara em primeiro lugar no pódio, raras vezes o último a chegar é o mais premiado, neste caso acontece ficarem com o “bolo” após a morte ou desaparecimento da cadeira do poder por golpe de Estado, quase sempre, deixando estes Países ainda mais pobres, abandonados à sua sorte, quando o dinheiro roubado fica nos cofres dos Bancos no estrangeiro e os governos desmantelados.
Teima a má sorte para estes Países que primeiramente foram colonizados e explorados pelos colonizadores, no período pós-independência, pior ainda, só mudaram as moscas, porque continuam explorados e roubados pelos próprios filhos, enquanto governantes com mão de ferro, ditadores sem escrúpulos e obcecados pelo dinheiro.
Países chupados até ao tutano, agora por último pelos Bancos criminosos, mas paradoxalmente os mais bem conotados internacionalmente, estando espalhados por terras frias e temperadas deste planeta, numa selva de betão armado longe de África, nesta distância que servirá com certeza de imaginação, quando pensarmos que futuro para a humanidade neste Continente Africano, aliás de todos nós como tudo indica, porque a origem do berço da humanidade, só.

Mas também servirá ainda melhor esta visão global do mundo, como termo de comparação numa análise da evolução social do passado longínquo, cheio de incertezas, acabando por delimitar fronteiras à régua e esquadro, nos mares, terra e ar, que trouxe aos nossos dias Países com políticas diferentes, que vão das ditaduras às democracias, cada um com o seu Povo, usos e costumes em sociedade, cada um com a sua promessa de futuro prometido da boca dos lideres, esquecidos na sua grande maioria, uns mais do que outros, de acordo com o regime político ou riqueza material em causa (infra-estruturas e matéria prima), e um futuro ditatorial nalguns Países, que teimam em manter o Povo debaixo de fogo, repressão política e militar, uma tristeza.

O direito, o dever, a liberdade, a justiça social, mantêm uma clivagem no essencial, e por isso não se vislumbra ainda um caminho “perfeito” em democracia, enquanto não atingirmos maturidade cultural e política o suficiente, sem exploração humana, repressão, corrupção e outras formas de abuso de direito na sociedade, pois então minha gente, se não há ainda nos regimes democráticos, quanto mais numa DITADURA!

Há que esperar sentados, com calma, porque esta travessia é mais longa do que se pensa, passando entre curvas de um corpo territorial sem fronteiras ideológicas, nu, sem cores partidárias, mas com pêlos brancos de tanto esperar deitados, e agora sentados, mais convincentes e voltados para futuro, penso.

Então, aqui vos deixo mais uma vez, estas palavras gastas, com repetições e conjugações do léxico neste tacho de letras ou como preferirem chamar.
Sujeito-me a várias interpretações, porque cada uma delas é importante para quem a tem, como cada um de nós é o que é, aqui o autor “desaparece”, não está, passa a ser o menos importante, partindo do princípio que somos “lidos” por um número infinito de desconhecidos e igualmente intérpretes convictos das suas próprias ideias, só e mal acompanhado, prefiro estar nisto, de pensar os meus próprios pensamentos, só.

Tenho um sonho, o de não dizer aqui tudo o que penso acerca deste Tema, mas se, direi a um ditador e, só a Ele…

Um abraço Guineense a todos. Djarama. Filomeno Pina.

domingo, 23 de setembro de 2012

Brasil: Como nasce um escândalo eleitoral(corrupção).

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


De um total mais de 5.500 prefeitos da atual legislatura, cerca de 200 foram cassados. VEJA desta semana mostra que acordos de candidatos fechados nas campanhas com empresários, grupelhos e máfias que são as sementes do desvio de dinheiro que vão germinar mais tarde nos governos.

Carolina Rangel
O COTIDIANO BRASILEIRO - Em São Lourenço da Serra, interior de São Paulo, o prefeito teve de renunciar depois de dar cargo e contratos a empresário que o apoiou na campanha
O COTIDIANO BRASILEIRO - Em São Lourenço da Serra, interior de São Paulo, o prefeito teve de renunciar depois de dar cargo e contratos a empresário que o apoiou na campanha (Luiz Maximiano)

Campanha eleitoral hoje, escândalo de corrupção amanhã. Distantes dos grandes centros -- e também da fiscalização da imprensa independente e dos órgãos de controle --, milhares de candidatos Brasil afora fecharam nos últimos meses e semanas os acordos políticos, financeiros e logísticos que poderão levá-los à vitória. Mas, uma vez eleitos, chegará a fatura. Ela será paga, como sempre, pelos cidadãos. Muitos políticos estão, desde já, com o rabo preso. A duas semanas das eleições, VEJA ouviu especialistas para entender as engrenagens desse mecanismo que movimenta a robusta máquina da corrupção no país. Os três principais caminhos que levam aos escândalos constam do quadro abaixo. Em comum, há sempre alguém que oferece vantagens ao candidato para no futuro obter benefícios, muitas vezes ilegais, dos eleitos.
A teoria encontra amplo respaldo na realidade. Tome-se o exemplo de São Lourenço da Serra, município no interior de São Paulo com 11.000 eleitores e orçamento anual de 28 milhões de reais. Nas eleições de quatro anos atrás, o empresário Antonio Carlos Soares, dono de uma empresa de equipamentos de som, fez o serviço de áudio da campanha de Lener do Nascimento Ribeiro (DEM). Coisas simples, como alto-falantes em carros de som e microfones em comícios. O pagamento veio depois da vitória do candidato. Em janeiro de 2009, Soares ganhou um cargo na prefeitura, com salário de 1 200 reais. Em depoimento à polícia, o empresário confirmou que obteve o cargo em troca da ajuda na campanha. A prefeitura continuou contratando seus serviços para eventos. Soares recebeu cerca de 13 000 reais, emitindo notas fiscais fajutas. O falatório na cidade levou o Ministério Público a fazer investigações. Soares foi exonerado e Lener renunciou à prefeitura em 2010. Como esses, há exemplos por todo o país -- ainda que, infelizmente, quase nunca com o desfecho positivo da associação entre Soares e Lener. De um total nacional de mais de 5 500 prefeitos da atual legislatura, cerca de 200 foram cassados por corrupção.
Na prática, reproduz-se em nível municipal, e com um grau de refinamento muito menor, o que ocorre nas eleições para os cargos mais altos do país. As roubalheiras menores são parte da cadeia alimentar da alta política. Não existe saída fácil para quebrar esse círculo vicioso. “Corrupção não se extingue, controla-se”, afirma Roberto Livianu, promotor de Justiça e coordenador da campanha “Não aceito a corrupção”. Uma das saídas é reduzir de maneira drástica o número de cargos comissionados. Sem indicações políticas, fica mais difícil aparelhar a máquina e fraudar contratos. Outro avanço seria acabar com as “doações ocultas”, aquelas em que empresários doam dinheiro ao partido e não a um candidato determinado. Tudo fachada. O partido repassa a doação ao político previamente escolhido pelo empresário com interesses comerciais na futura administração. Em muitos casos, para fechar todas as probabilidades, são feitas doações a todos os candidatos viáveis. Fique de olho. Isso pode não extinguir a corrupção, como alerta o promotor Livianu, mas ajuda a controlá-la.

fonte: veja.com.br


Em Gana, os mortos são enterrados como eles viviam.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Entre os Ga de Gana, se você é um pescador, você será enterrado em caixão em forma de um peixe. Como alternativa, para ser enterrado em um caixão em forma de avião ou de carro ... Para uma viagem tranquila em vida após a morte. Reportagem.



Ernest Anang e seu filho Eric Kwei frente de sua loja. © Todos os direitos reservados.

Ao entrar na cidade de Teshie (perto de Accra, capital de Gana), há cabanas enormes de pescadores espalhadas ao longo da costa atlântica.

Ao longo da avenida principal, vê-se mulheres que vendem peixe fumado a preços mais competitivos da região. Aqui ou se é um agricultor ou pescador.

Na frente de todos os quartéis, este, ao lado esquerdo da avenida principal, foi erguido um edifício em dois níveis com os dizeres: Bem-vindo à carpintaria e escultura Kane Kwei.

Aqui está o negócio da família de fabricantes de caixões da prática figurativa. E o mais novo da família Kwei Kane, o Ossa, 20 anos, encontrou sua vocação no desenho.

Para isso um caixão em forma de uma Bíblia, e há outra forma, por exemplo, uma vagem de cacau. "Esta é a minha obra-prima", diz-nos ele com grande orgulho.

De geração em geração

Tal como o seu irmão mais velho, Eric, Ossa quer continuar a perpetuar a prática da fabricante de caixões figurativa fundada por seu avô há quase 60 anos.

Caixões em forma de garrafa de cerveja ou Coca, caixões e até caneta em forma de cebola ou peixe ... Os preços variam entre 300 e 800 euros. E todos os caixões foram concebidos a partir da Ossa design.

"Eu amo esse trabalho e eu vou tentar fazer melhor do que o meu pai", entusiasma-se ele.

Para a história, é preciso voltar ao início dos anos 50, onde o avô, Seth Kane Kwei, primeiro fiz uma vagem de cacau caixão em forma de homenagem a um tio, que era um grande fazendeiro na aldeia.

Foi a 20 anos que o avô desapareceu. Mas seu filho Ernest Anang Kwei também continua o trabalho com seus próprios filhos. E é um trabalho que atrai centenas de turistas curiosos que vêm para contar a história a cada ano:

"Um dia, um grande homem morreu na cidade. E como era um grande pescador, as pessoas queriam a honra pela última vez em sua profissão. E assim as pessoas passaram a encarrar o meu pai para perguntar o que ele poderia fazer nessa direção. Meu pai ofereceu-lhes um peixe em forma de caixão. Que eles realmente gostaram e é por isso que as pessoas começaram realmente a conhecer o trabalho do meu pai ", diz ele.

Marcar o túmulo do falecido

E a história continua ... Depois que alguém construiu um avião em forma de caixão. Porque o falecido queria um dia voar ... Foi assim que os outros ordenaram a construção de caixões em formatos diferentes uns dos outros.

"Então, meu pai morreu com a idade de 70 anos. E eu disse a mim mesmo que era necessário continuar o trabalho. Porque é um trabalho nobre ", diz Ernest.

Naquele dia, o Kwei Kane recebeu uma encomenda de um caixão em forma de pilão.

"Esta é uma tia que morreu e restauramos, há um mês", diz ele.

No Instituto de Estudos Africanos da Universidade de Legon, Accra, historiador Irene Odotei realizou uma pesquisa sobre essas práticas na comunidade Ga E aqui está como ele analisa a prática:

"Quando se trata de sepultamento, isso significa que algo deve marcar para sempre o túmulo do falecido como uma pessoa que tem trabalhado duro em sua vida e deixou a sua marca."

Esta é a razão e precisamente por isso que os nossos artistas responder dizendo:

"Ou ele era um piloto ace, de repente, a família quer enterrá-lo em um carro em forma de caixão. Ou ele era um professor e amava trabalho inteligente, neste caso, pode ser enterrado em um caixão em forma de caneta. "

Oportunismo?

O impacto social dessa prática é o que todo mundo quer se destacar em que ele faz para ganhar o reconhecimento da empresa no dia do seu desaparecimento.

Enquanto isso, Kane Kwei tem o reconhecimento da pesquisa familiar a nível internacional. E é o filho mais velho, de Eric, que está enfrentando esse desafio.

"Durante os últimos dois anos, tenho viajado muito. Eu fui para entregar caixões na Bélgica. Eu fui para a Rússia, onde trabalhei por três semanas para preparar dois caixões no local. Depois voltei ao Gana. Mas não por muito tempo. E então eu também fui para os Estados Unidos. Além disso, eu ensino os alunos a fazer caixões ", diz ele.

Todos esses alunos se tornam depois de dois ou três anos de treinamento como fabricantes de caixões. Alguns até mesmo criam o seu próprio negócio.

Hoje, existem na região mais de 30 micro-empresas que fazem caixões figurativas.

Esta vaga não é visto como uma coisa boa por Irene Odotei, historiador, lamentando uma forma de oportunismo:

"Infelizmente, algumas pessoas já perceberam que com esses tipos de caixões poderiam ganhar dinheiro, tornou-se um bom negócio para eles."

Bruno Sanago Accra

fonte: SlateAfrique

Angola: Presidente da República é investido quarta-feira.

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Cabeça de lista do MPLA, José Eduardo dos Santos

José Eduardo dos Santos, vencedor das últimas eleições gerais como cabeça de lista do MPLA, é investido no cargo de Presidente da República na próxima quarta-feira, de acordo com um comunicado do Tribunal Constitucional.
A cerimónia de investidura, para a qual se espera a presença de vários chefes de Estado e de Governo, membros do corpo diplomático, representantes de partidos políticos, clérigos e figuras destacadas da sociedade civil, é realizada na Praça da República, contígua ao recém inaugurado Memorial Dr. António Agostinho Neto. 
No mesmo acto, é igualmente investido Manuel Domingos Vicente como Vice-Presidente da República, segundo na lista de candidatos do MPLA. Nos termos da Constituição, é eleito Presidente da República e Chefe do Executivo o cabeça de lista, pelo círculo nacional, do partido político ou coligação de partidos mais votado no quadro das eleições gerais. O Vice-Presidente, que é um órgão auxiliar do Presidente da República, no exercício da função executiva, é o candidato número dois da lista do partido ou coligação mais votado.
O MPLA e o seu cabeça de lista foram os grandes vencedores das eleições gerais de 31 de Agosto, com 4.135.503 votos, correspondentes a 71,84 por cento do total, seguido pela UNITA com 1.074.565 votos (18,66 por cento) e pela coligação CASA-CE, com 345.589 votos (6,00 por cento). O PRS foi o quarto mais votado, com 98.233 votos (1,70 por cento).
O MPLA arrebatou 175 dos 220 lugares em disputa no próximo Parlamento. A UNITA ficou com 32 lugares, sendo 24 pelo círculo nacional e oito pelo círculo provincial. 
A coligação CASA-CE conseguiu oito lugares, todos pelo círculo nacional, enquanto o PRS elegeu somente três deputados, dois pelo círculo nacional e um pelo círculo provincial da Lunda-Sul.

Reacções à vitória

As reacções à vitória do MPLA e do seu líder José Eduardo dos Santos começaram ainda durante a divulgação dos resultados provisórios, quando o número de votos já apontava para um triunfo com maioria qualificada. Da sociedade civil angolana e dos quatro cantos do mundo vieram mensagens de felicitações ao Presidente reeleito.
Da República Árabe do Egipto chegou a mensagem de felicitações do Presidente Mohamed Morsi, que expressou confiança no contínuo contributo do Presidente  José Eduardo dos Santos para a materialização das aspirações do “povo irmão de Angola e do continente africano”.
De Cabo Verde, o Presidente Jorge Carlos Fonseca telefonou para felicitar José Eduardo dos Santos. Ao telefone, segundo fonte da presidência do arquipélago, os dois líderes falaram também das relações bilaterais, incluindo a troca de visitas de Estado aos respectivos países. Aos parabéns de Jorge Carlos Fonseca, juntou-se a mensagem enviada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, pela “histórica eleição” para o cargo de Presidente da República de Angola. 
O Presidente italiano Giorgio Napolitano quis recordar o estatuto de primeiro país europeu ocidental a reconhecer Angola, como nação livre e independente. E na mensagem escreveu: “a Itália pretende trabalhar para consolidar os laços de amizade e cooperação que ligam os nossos dois países”. O Governo britânico também saudou a eleição de José Eduardo dos Santos como Presidente de Angola e o MPLA pela vitória nas eleições. Através do “British Foreign & Commonwealth Office” (FCO), numa declaração, a 12 de Setembro, assinada pelo novo vice-ministro para África, Mark Simmonds, o Governo de Sua Majestade felicita a eleição do Presidente José Eduardo dos Santos e o MPLA pela vitória nas terceiras eleições na República de Angola. Mark Simmonds, que substituiu Henry Belingham, na última remodelação governamental, feita pelo primeiro-ministro David Cameron, disse que o Governo britânico está ansioso por continuar a reforçar as relações bilaterais com o Governo de Angola, e por um maior envolvimento com o povo angolano.
fonte: jornaldeangola


Líbia: líder Magarief promete desmantelar milícias ilegais.

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Libyan soldiers in Benghazi, 22 September
As tropas do governo têm vindo a assegurar as bases da milícia em Benghazi


O líder interino da Líbia, Mohammed Magarief, prometeu desmantelar todas as milícias ilegais no rescaldo da morte do embaixador dos EUA neste mês.

Todos os campos e as milícias que não estão sob a autoridade do governo seriam dissolvidos e não há postos de controle não autorizados permitidos, disse ele.

Milícias que surgiram durante a luta para derrubar o coronel Muammar Kadafi no ano passado, continuam a ser uma força poderosa.

Moradores de Benghazi despejados e militantes em resposta à morte do  Embaixador Christopher Stevens.

Embaixador Christopher Stevens e outros três americanos morreram durante um ataque à cidade e o consulado dos EUA em 11 de setembro, o que coincidiu com os protestos contra um vídeo anti-Islã produzido  nos EUA.

Militantes islâmicos negaram estar por trás do ataque.

Líbia tem sido inundado com armas de fogo, bem como poderosas brigadas regionais e milícias locais da cidade desde o levante, disse Rana Jawad da BBC em relatórios da capital da Líbia, Trípoli.

O governo se baseou em algumas brigadas para ajudar a fornecer segurança, e muitas pessoas vão estar assistindo de perto para ver como as autoridades irão percorrer a cerca e atingir a gigantesca tarefa de ganhar o controle militar total sobre o país, acrescenta.

fonte: BBCNEWS


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Angola: Uma labuta de 30 anos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Quando José Eduardo dos Santos, Presidente da República, depositou segunda-feira uma coroa de flores junto ao sarcófago com os restos mortais do Fundador da Nação angolana, concretizou um gesto mais de confirmação de uma longa trajectória. Foi, na verdade, um percurso demorado até ao emocionante acto de inauguração desta semana.
As obras iniciaram em Setembro de 1982, três anos depois que Agostinho Neto falecera, aos 57, na sequência de uma operação ao fígado num hospital de Moscovo, antiga capital da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
De acordo com a descrição do responsável pelas obras nesta derradeira etapa, o projecto teve como premissa principal de concepção um espaço histórico-cultural que retratasse, nos diversos ambientes do edifício, a história do primeiro Presidente de Angola, no antes e pós independência do país. Com uma área total de 18 hectares, tem um bloco central, que comporta o sarcófago, onde repousam os restos mortais de Agostinho Neto, museu, galeria de exposição, salas multi-uso, administração, biblioteca, biblioteca multimédia, videoteca, centro de documentação e tribuna presidencial exterior.
Na ala esquerda do edifício encontra- se uma galeria para exposição, oficinas (artesanato e grafismo), serviços de apoio como cafetaria e instalações sanitárias. Já a ala direita tem um saguão multifuncional, salas de pesquisa de internet, de formação, de conferência e uma tribuna exterior. O Memorial tem ainda uma pista para desfiles, de cerca de 500 metros de extensão, com uma área de tribuna para 1979 lugares. Cabem no parque de estacionamento mais de 300 viaturas.


fonte: opais.net

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Este golpe que mergulhou a Costa do Marfim no caos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Costa do Marfim desde 19 de Setembro comemora o décimo aniversário do fracassado golpe contra Gbagbo, um evento que mergulhou o país em uma crise que não podemos ver o fim.


Bandeira comemorando a morte de Robert Guei, Abidjan, 19 de Setembro 2012.SIA KAMBOU / AFP.


Na noite de 18 de setembro a 19 de 2002, centenas de homens armados do norte do país atacaram vários campos de polícia, exército, antes de serem empurrados para trás e voltar a cair Bouaké (cerca de 350 km de Abidjan).

A luta tinha 300 pessoas, incluindo o ministro do Interior de Laurent Gbagbo e General Robert Guei, o golpe de Estado de 24 de dezembro de 1999, que derrubou Henri Konan Bedie, o sucessor de Houphouët-Boigny (o primeiro presidente do país).

Recusando-se a vir em auxílio de Gbagbo, a França enviou uma força de paz, resultando na partição do país, os rebeldes no norte, sul legalistas, que durou até o fim da crise pós-eleitoral em abril 2011.

"Como e por que desafiou a ditadura Gbagbo", como O Patriota, uma publicação pró-Ouattara uma galeria de retratos miltaires rebeldes.

"Dez anos de massacres, saques, mentiras", responde o tempo, um corpo pró-Gbagbo, que redondamente   nega o novo regime de Ouattara.

Nem uma palavra na frente da revista Nosso Canal de aniversário, como órgão oficial da FPI (Frente Popular Marfinense) temos preocupações mais imediatas. Ela publica "conselheiro na revelações do TPI (Tribunal Penal Internacional)" na próxima audiência para considerar a saúde do ex-presidente.


Gbagbo poderia encontrar o solo Africano

Dezessete meses depois de sua prisão nos escombros de sua residência presidencial, Laurent Gbagbo, detido em Haia, ainda não foi julgado.

A audiência sobre a confirmação de acusações, antes do julgamento, nem sequer ocorreu. E o ICC, o que, obviamente, não sabe o que fazer com esta máquina pesada, encomendado a pedido da defesa, uma avaliação médica para determinar se, com 67 anos, ele é capaz de participar de uma audiência de vários dias.

Ou, como seus defensores esperam, se ele pudesse encontrar o solo Africano para curar a artrite sob prisão domiciliar em Kampala (Uganda), onde uma casa está pronta para o acomodar.

Fraternité Matin, o quotodiano do governo celebra o aniversário de uma forma muito discreta: "Tudo vai mudar", proclamou a manchete do jornal. "Tudo vai mudar" ... para o pessoal de casa ...

Ao pé de uma, em uma entrevista, Sidiki Konaté (ex-porta-voz Forças Novas,  e atual ministro de Turismo e Artesanato) explica que "tinha que acabar o défice democrático".

Estamos mergulhados de volta para o golpe fracassado de 2002. Este companheiro Guillaume Soro (Presidente da Assembleia Nacional), foi claramente responsável por trazer a palavra dos ex-rebeldes como nós encontramos no Norte-Sul, onde ele explica que " a oposição Soro  a IB " é imperfeito sendo definido como IB, o rebelde como meio-jogador da NBA, foi preso a 27 abril de 2011 em sua fortaleza de Abobo (Abidjan bairro ao norte), onde ele foi cercado com seu "comando invisível".


Muitos capítulos continuam a ser escritos.

"Como foi montado o ataque de 19 de Setembro de 2002? Quem financiou a rebelião de setembro 2002? Como sindicalista Guillaume Soro, de repente viu-se à frente da Secretaria-Geral das Forças Novas ...? De onde é que veio o dinheiro? "As perguntas inteligentes.

Primeiro de tudo, quem fez isso?

"Estes são os soldados que dispararam primeiro, responde Sidiki Konate. E o mundo inteiro viu essas fotos e muitas pessoas passaram a compreender novas razões para a revolta militar ".

Inicialmente, uma reivindicação de algumas centenas de investidores institucionais e corporativos "bahéfoués" esses soldados desmobilizados do exército e lembrou no início de 2000 após o golpe de sucesso contra o general Guei Bédié, em dezembro de 1999, recusaram-se a voltar à vida civil com Gbagbo.

Dentro deles, cabeça forte e lesões faciais em algumas sessões de espancamento em campos militares.

Mas não civis, Soro e Konate e outros, que esperaram algumas semanas para aparecer como os líderes políticos da rebelião. Soro, ele nega ter tomado o movimento e diz que ele participou do atentado frustrado de 19 de setembro de 2002, e fugiram de Abidjan disfarçados de mulheres.



O papel da França neste caso

Incertezas, mas também algo óbvio. O golpe deixou em Ouagadougou, Burkina Faso, onde Soro e IB foram graciosamente hospedados por meses nos hospedeiros do bairro. E na sua sombra, dois homens, Djibril Bassolé, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da eterna Burkina Faso e Shafi Mustapha, um mauritano que agora tem 52 anos.

Cadastrado Blaise Compaoré, em 1995, encontrou-o como ator e mediador em numerosas crises em África (RDC, Côte d'Ivoire, o Níger, Guiné, Libéria). E hoje acusa a Mauritânia de injustiça "apoio financiamento ao terrorismo" de AQIM. Um homem treinado na arte de bombeiro incendiário, querido pelo Presidente do Burkina Faso.

Esta trilha leva inevitavelmente Burkina Faso para o cofre onde a rebelião chamou seus recursos para a liquidação.

Quanto à acusação direta contra Alassane Ouattara a recuperação tão assustadora nos últimos dez anos por partidários de Gbagbo, que nunca foi apoiada por evidência, mesmo se o novo presidente marfinense é de perfil "culpado ideal."

Muitos rebeldes, Soro, primeiro nunca escondeu a pegar em armas por causa da rejeição da candidatura de Ouattara na eleição presidencial de 2000.

Uma eleição sem Ouattara, Laurent Gbagbo foi permitido prevalecer em condições descritas por ele como "calamitosa" contra o general Guei.

Note-se que Ouattara foi a 19 de setembro de 2002 em sua casa na beira da lagoa em Abidjan em si era uma vítima indireta do golpe.

Ameaçado pelos pró-Gbagbo, ele teve que se refugiar em uma embaixada vizinha antes de ser protegido pelos militares franceses e encontrar asilo por meses na embaixada da França. Sua casa foi queimada e alguns de seus parentes mortos.

Outra pergunta sem uma resposta definitiva: Qual foi o papel da França de Jacques Chirac e Villepin? Ela salvou Gbagbo ao interpor para impedir o avanço dos rebeldes que proclamaram como a doutrina oficial? Ou ela apoiou Gbagbo como a corda sustentando o enforcado?

Ao prestar assistência mínima e ensaboá-lo sistematicamente e embarcar para atingir o objetivo final, a sua saída do poder.

Em face-a-face com Gbagbo na televisão, na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2010, Ouattara prometeu uma comissão de inquérito sobre os acontecimentos que devastaram a Costa do Marfim por mais de dez anos. Incluindo o golpe fracassado de 2002. Nós ainda estamos esperando.

Se o novo presidente da Costa do Marfim lança investigações, eles são sempre unilateral e único alvo são os pró-Gbagbo, enquanto os crimes foram cometidos de ambos os lados.

Esta política repressiva de tudo é para impedir a reconciliação essencial para o bom funcionamento do país. Ele exacerba a tensão e contrata jogadores em confrontos intermináveis.

Em 2002, Sidiki Konate diz: "Nós estávamos em um impasse político, juntamente com um ilegitimidade política e da pressão e da tensão especialmente dirigida contra uma comunidade política. Ingredientes de uma luta armada no horizonte. "

Ao ler estas linhas, não é claro que os pró-Gbagbo, que ainda contestam a eleição de Ouattara, não podem levá-los de volta para sua conta.

Para evitar a aplicação do seu programa, como Gbagbo em 2002. E para conduzir a grande maioria dos marfinenses em crescente pobreza.

Philippe Duval

fonte: SlateAfrique



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