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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Notícias da Serra Leoa: 10 lugares apontados como propensos ao Ebola.

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Director of Communication Sidi Yahah Tunis

Dez lugares perigosos foram identificados como propensos a Ebola na parte Ocidental. 
Estes incluem, Wilberforce, Hill Cot Road, Lumley, Malamah, Goderich, Marjay Town e área de Gbendembu, Upper Bombay Street, Monkey Bush e Waterloo. 

O Diretor de Comunicações do Ministério da Saúde e Saneamento, Sidi Yayah Tunis ao fornecer uma atualização sobre a propagação de Ebola no país identificou esses pontos quentes na zona oeste. 
Ele fez esta declaração ontem no Salão Harry Yansaneh Campbell Street, durante uma coletiva de imprensa. 

Em termos estatísticos, Sidi Yayah Tunis disse que a partir de 8 de setembro de 2014, houve 11 novos casos em todo o país, seis deles em Kenema, 2 em Pujehun, 2 na Área Urbana Ocidental, e um no distrito de Bo. 

Ele também afirmou que a doença ainda está no país, porque ainda estamos coletando novos casos em uma base diária, porque nós só podemos dizer que o Ebola está erradicado, quando vamos para 42 dias sem registrar qualquer novo caso, mesmo quando chegarmos a zero casos confirmados de algum bairro, e se os outros estão registrando casos positivos em uma base diária, existe uma tendência muito preocupante que é a área ocidental, que na semana passada havia registrado casos positivos em uma contagem diária. 

É por isso que como representante do ministério, disse que eles descobriram áreas que são pontos quentes no país e dividiram-nos em bairros de Bo Kakwa chiefdom e vila Kalia, e na região Kailahun Kissi Teng, em Kono, cidade de Koidu, em Port Loko, o eixo Buya Romende, em Lunsar, uma aldeia chamada Komrabai e em Bombali Makarie Banti. 

O Conselheiro Presidencial, Alhaji Ibrahim Ben Kargbo disse que os membros da comissão têm trabalhado assiduamente para encontrar uma maneira em que o governo e outras instituições de estado e os associados na luta contra o Ebola, garantam que a doença Ebola está erradicada e alguns deles são membros de SLAJ. 
Ele também acrescentou que haverá uma conferência de imprensa diária para informar. 
Ele acrescentou que a visão do presidente é que o jornalista deve ser visto como uma parte efetiva de todo este processo. 

Ele disse que de vez em quando, haverá participantes de alto perfil, como Ministros, que estarão abordando e incentivando todos a fazer perguntas relevantes para que eles possam relatar o fato. 
Ele sustentava que a doença Ebola criou toda uma série de problemas no país com médicos, caos social e económico, e que não devemos parar de sensibilizar a todos que devem olhar para o caminho a seguir e aceitar o fato de que a doença ainda está conosco. 

Por Nancy Koroma 

Quarta-feira 10 de setembro de 2014


# www.awoko.org/

Guiné-Conacry: Dubreka - Ebola, um vírus, uma higiene.

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A epidemia existe agora em Dubréka, localizado a 50 km da capital guineense. Foram registrados cerca de 116 casos suspeitos e duas mortes. Cada um se preserva como pode da doença. São 08:00h. O sol já estava se prevalecendo apesar deste inverno. Ele pode ser visto da estrada principal que conduz ao bloco administrativo, na ida e na volta.


Funcionários, comerciantes, motoristas percorrem realizando seus negócios diário. Alsény Sylla tem 26 anos. Ele dirige uma pequena loja no centro da cidade. Em frente do seu depósito, um balde com uma solução na água "javélisée"!. 
"Eu preciso que todos os meus clientes lavem as mãos, porque não sabemos quem está a sofrer desta doença ', argumentou ele meio sério. Alsény diz que em casa, ele não poupa ninguém e que suas duas crianças lavam as mãos com sabão antes e depois de cada refeição. 
Sentado debaixo de um abrigo, Mamadou Camara sorriu observando seus amigos a preparar o chá. Ele é um pequeno fornecedor de gasolina no mercado negro. Ele admite que antes de tomar cada banho, ele adiciona algumas gotas de água sanitária na água. O sol está agora irradiando em cima. As mulheres continuam a fazer suas compras. Uma Espécie de fumaça sobe ao virar à esquina, táxis estacionados em turnos e motoristas se misturam em busca de clientes. "Eu estou com medo, porque não podemos ficar sem saudações e esfregando carros em trânsito. Eu uso o sabão e água sanitária, mas o risco ainda é alto ", disse Mariam Fofana, que vende mandioca. 
As nuvens ameaçam. O dia perde a sua clareza e o monte Kakoulima desaparece na parte inferior das nuvens que bloqueiam o horizonte. Na alça esquerda da estrada, dois jovens avançam. Eles também falam da epidemia: "A doença continua a matar; em algumas casas, muitos negam a sua existência ", disse um dos transeuntes, antes de ingressar no bloco administrativo. 

Hippolyte BATUMBLA para GuineeConakry.info



Mobilização mundial contra o ebola.

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Apesar de a doença estar circunscrita à África, países têm um compromisso com o continente, para reduzir efeitos do surto, com ações que evitem uma pandemia

POR 
O ebola se espalha na África, nas últimas semanas, com uma intensidade e um poder de contaminação que envolvem o surto num cenário mais preocupante do que há alguns meses, por volta de março, quando foi oficialmente detectado. Um balanço da Organização Mundial de Saúde indica que o vírus matou quase 70 pessoas na África Ocidental — onde a epidemia parece concentrada — apenas nos dois primeiros dias de agosto. Até agora, são quase 900 óbitos na região, de um total de pouco mais de 1.600 casos da doença.
A epidemia já está consolidada em Libéria, Guiné e Serra Leoa. São países que compartilham as condições propícias para a rápida expansão da doença, como grandes concentrações populacionais vivendo em ambientes degradados, sem rede sanitária e médico-hospitalar eficaz, quando não inexistente, sistemas de prevenção e controle falhos etc. Por conta desse perfil desolador, o atual surto já é o mais grave desde 1976, quando o mortal vírus foi descoberto.

Segundo a OMS, o ebola já chegou à Nigéria, o país mais populoso e um dos mais carentes de serviços médico-sanitários adequados da África, que potencializa ainda mais o risco de a epidemia sair do controle. A isso se juntam outros fatores preocupantes. Por exemplo, a perspectiva de o surto ganhar nova força ao se espalhar pelos grandes e miseráveis aglomerados de favelas de Lagos, capital da Nigéria. Há, ainda, questões como a detecção de um caso suspeito na Arábia Saudita e as ineficazes — por deficiências dos serviços públicos dos países atingidos, pela imensidão de fronteiras e pelas facilidades de transporte — barreiras contra a exportação do vírus.

Apesar disso, até agora os sinais são de que a doença está circunscrita ao Oeste da África. O que, no entanto, não pode implicar despreocupação, nos outros continentes, com o flagelo dos países atingidos. Ao contrário; o mundo tem o dever de se voltar para o drama africano. Em primeiro lugar, e de forma mais imediata, por um compromisso humanitário. O ebola está matando pessoas, e numa escala exponencial. Segundo, porque é fundamental que os países, seus organismos sanitários e, principalmente, a ONU por seus órgãos afins procedam a um esforço conjunto para não só combater a terrível crise africana, mas também evitar uma pandemia de proporções imprevisíveis.

O tom da dimensão do problema foi dado anteontem pela OMS. A entidade alertou em Genebra que o surto deve se acentuar ainda mais nos próximos meses. Com base nessa sombria perspectiva, declarou a epidemia de ebola uma emergência pública sanitária internacional. Com isso, se acentuarão as ações profiláticas na região, o que era não só esperado, como imperativo. Da parte dos países afetados, entre outras medidas serão redobrados os exames para detectar o vírus em portas de saída. E, do outro lado, cabe a todos os países redobrarem a vigilância em aeroportos, portos e fronteiras. A mobilização precisa ser mundial


#: http://oglobo.globo.com/opiniao/mobilizacao-mundial-contra-ebola





Ebola: morre freira congolesa que trabalhava com padre infectado na Libéria.

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A freira congolesa Chantal Pascaline, que trabalhava com o padre espanhol infectadopelo vírus do ebola em um hospital da Libéria, morreu ontem (9) de madrugada devido à febre hemorrágica, informou a Ordem Hospitaleira de São João de Deus.

Pascaline, de 47 anos, estava no Hospital de São José de Monróvia, capital da Libéria, assistida pelo enfermeiro voluntário camaronês William Ekeurm, assim como dois outros religiosos infectados, a freira da Guiné Equatorial Paciencia Melgar e o padre de Gana Georges Combey.

Assim como o padre espanhol Miguel Pajares e a freira de origem espanhola Juliana Bonoha, levados na quinta-feira (7) para a Espanha, os três religiosos africanos prestavam assistência a doentes de ebola naquele hospital liberiano.

Em comunicado, a ordem religiosa informa que prepara uma equipa de profissionais de saúde para enviar o mais rapidamente possível à região, no âmbito da campanha "Paremos o ebola na África Ocidental".

Pajares, de 75 anos, foi infectado pelo vírus e seu estado de saúde é estável. Bonoha, de 65, foi internada por suspeita de infecção, não confirmada até agora, e está sem sintomas e em bom estado geral, segundo o Hospital Carlos 3º de Madri, onde estão internados.

A Libéria é um dos quatro países da África Ocidental que enfrentam o pior surto de ebola das últimas quatro décadas. A epidemia é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)emergência internacional.

Desde fevereiro, o vírus infectou mais de 1.700 pessoas - mais de 900 morreram, na Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria, segundo a OMS.

# dm.com.br

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil: Misto de FHC e Jânio, e de saia - falando da candidata à eleição presidencial de outubro de 2014 no Brasil.

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Misto de FHC e Jânio, e de saia. 20832.jpeg
Candidata Marina Silva

Marina Silva prega uma menor presença do Estado na economia, o que significa adicionais privatizações, a recuperação do tripé macroeconômico, o mercado como o definidor dos investimentos, agências reguladoras técnicas, enfim, conceitos e medidas aplicadas por FHC no passado. A autonomia do Banco Central e a diminuição da atuação dos bancos estatais não foram aplicadas no passado, mas devem ter a aprovação de FHC.
Escrito por Paulo Metri   
 O parágrafo único do artigo primeiro da Constituição diz que "todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". Desta forma, como é possível dar autonomia a um órgão de governo que não dá garantia alguma de que satisfará aos interesses do povo? Pelo contrário, esta medida tem o intuito de transformá-lo em um órgão autônomo com relação à vontade do povo, mas subordinado ao mercado financeiro. Será o paraíso dos "rentistas". Quando a diretoria do Banco Central é demissível a qualquer momento pela presidente, que tem mandato popular, é mais provável que a vontade popular esteja sendo cumprida.
No mundo dos negócios, é comum se ouvir que "não existe almoço de graça". Assim, o suporte financeiro do Itaú e de outros bancos privados para a campanha de Marina tem como contrapartida, no caso de ela ser eleita, a menor participação dos bancos do Estado em financiamentos, mesmo que eles ofereçam melhores condições para o povo. Para os ideólogos de Marina, a expressão "agências reguladoras técnicas" significa que argumentos sociais, estratégicos e geopolíticos nunca devem ser considerados, prevalecendo somente os aspectos econômicos e financeiros sob o ponto de vista das empresas. Aliás, não é muito diferente de como muitas delas, hoje, atuam.
 De qualquer forma, eu não deveria estar fazendo críticas ao programa de governo de Marina, sem dizer a que versão eu me refiro, porque ela troca de opinião com certa frequência. Já é bastante conhecido que Marina colocou, no seu programa de governo, ser favorável ao casamento gay e à criminalização da homofobia. 24 horas depois, por imposição do pastor Malafaia, mudou de opinião. Se eleita, pastores vão ter domínio das decisões da presidente? Recentemente, posicionou-se contrária à transposição do Rio São Francisco, mas, segundo jornais, já mudou de opinião, o que começa a não mais causar espanto.
Na minha percepção, Marina mente sem prurido. Pois, para ela, não importa o conteúdo de uma promessa, desde que haja um ganho real de votos, que é a diferença entre os votos ganhos e os votos perdidos devido à fala. Enfim, ninguém conhece a verdadeira Marina, que só se mostrará depois de eleita, se tal ocorrer.
 Parece também que ela não tem bons assessores, pelo menos na área de energia, sobre a qual ela falou algumas veleidades. Marina disse que "o petróleo é um mal necessário em todo o planeta" e, por isso, irá tirar a prioridade do Pré-Sal. Ela não sabe que a maior parte da produção do Pré-Sal será para exportação. Esta parcela varia a cada ano, mas será sempre a maior parcela. Assim, ela vai abrir mão da imensa geração de divisas, que irá nos permitir importar mais e ter acesso a novas tecnologias, e da maior geração de recursos para o royalty e o fundo social, além da grande ajuda na impulsão de toda a economia com as encomendas do setor petrolífero. Sem investir no Pré-Sal, ficará mais difícil ter altas taxas de crescimento do PIB.
 Ela disse também que "a política energética será realinhada com foco nas fontes renováveis e sustentáveis". A candidata supõe erradamente que um mercado elétrico, que demanda cerca de 3.000 MW novos de energia a cada ano, possa ser satisfeito por energia eólica e solar. Demonstra não saber que estas energias são mais caras que, por exemplo, a energia hidroelétrica, resultando no encarecimento dos produtos e serviços brasileiros para exportação e no recrudescimento da inflação. São mais caras por serem intermitentes e sazonais. Portanto, para instalá-las, é preciso ter unidades em "stand by", que possam fornecer energia nos períodos sem vento e sem sol. No caso da solar, há o agravante de a tecnologia fotovoltaica ainda estar cara.
 Notar que Aécio é tão neoliberal quanto Marina e não cresceu nas pesquisas. Assim, a razão que justifica a sua ascensão, além do empurrão dos institutos de pesquisa e da mídia, que têm a missão de expulsar o PT do poder, pode ser o fato de que ela gera um sentimento de piedade no eleitorado pela forma de surgimento da sua candidatura e pela sua fragilidade. Ela é herdeira do espólio político de Eduardo Campos, morto de forma trágica, com grande comoção popular. Além disso, é mulher, negra, franzina, aparentando estar subnutrida, foi empregada doméstica e analfabeta até os 16 anos.
 Marina sabe que não possui estrutura partidária para governar e a proposta de nova política não irá resolver, pois precisaria, antes, de um novo povo, mais alimentado, com mais saúde, mais alfabetizado, desfrutando de novos canais de informação, mais democráticos, o que permitiria maior politização da sociedade e, consequentemente, melhor escolha de seus representantes. Por falar nesses pontos, o governo Dilma está providenciando a melhoria de muitos deles, o que significará, se houver continuidade, votações mais conscientes e melhores representantes do povo no futuro.
Contudo, hoje, existe um Congresso com a maioria de representantes de grupos de capital, com os quais Marina não conseguirá aplicar a sua nova política, a menos que se subordine aos interesses destes grupos. Pode-se argumentar qualquer candidato que for eleito terá esta dificuldade, o que nos leva a concluir que, no Brasil de hoje, os candidatos ainda têm que fazer acordos com o capital para poderem governar. Assim sendo, o que irá os diferenciar serão suas alianças preferenciais. Exatamente neste ponto, reside uma das maiores virtudes dos governos Lula e Dilma, pois eles mantiveram muitos acordos reprováveis com o capital, como com os bancos, mas começaram a construção de uma sociedade mais consciente e com maior possibilidade de proteger seus próprios interesses.
 Se Marina pensa que, eleita, os congressistas terão que obedecê-la, como a uma rainha absolutista, senão ela renunciará e "retornará nos braços do povo", é bom ela se lembrar do que aconteceu com o ex-presidente Jânio Quadros. Marina tem como inspiradores ideológicos de suas posições o Itaú, a Natura, o Greenpeace e o World Wildlife Fund, além dos tucanos. Com estas ligações, não há possibilidade de ser uma presidente para o povo. Acredita ser beneficiada pela providência divina, mas, se fosse um verdadeiro Messias, uma estadista, não fecharia acordo para capturar votos de incautos para, em troca, entregar o país a aproveitadores de toda espécie. Ela não ajudará a arrefecer a tensão da luta de classes, pelo contrário, ela a aumentará, o que poderá ser sentido através da maior violência dentro da sociedade.
 A direita está em uma sinuca de bico, pois tem um candidato confiável, no sentido de fazer acordos e cumpri-los, de não ser rebelde, não se achar um iluminado, não acreditar que a providência divina o escolheu para uma missão, que não repudia a velha política - aliás, a única que existe. Mas, para tristeza da direita, está preso a um baixo patamar de intenção de voto. Será que ela, irresponsavelmente, continuará a insuflar a candidatura Marina?
Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania.

Autor do Blog: http://paulometri.blogspot.com.br/
# extraído do pravda.ru

Síria: Repetição da barbárie que só agora choca.

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Repetição da barbárie que só agora choca. 20835.jpeg

O mundo está indignado e perplexo, com muita razão, em função da barbárie que tomou conta de parte da Síria e do Iraque onde se formou um Estado Islâmico sob o controle de yihadistas. A barbárie, como não poderia deixar de ser, choca.

Por Mário Augusto Jakobskind
Só que tem um fato que não deve ser esquecido. Há pelo menos três anos na Síria, extremistas têm praticado crimes hediondos, nos mesmos moldes que os dos grupos que estabeleceram o Estado Islâmico.
Quem viu ficou horrorizado, e não é para menos, com o degolamento de soldados sírios capturados por extremistas apoiados pelo Ocidente. Repetiram a dose agora com dois jornalistas norte-americanos e ameaçam matar mais. Dão recado em vídeo a Barack Obama, que na prática favorece mais a quem eles combatem do que a eles mesmos.
Em fevereiro de 2012, o emirado islâmico criado no bairro Baba Amro, na cidade síria de Homs, criou um tribunal religioso que condenou mais de 150 pessoas ao degolamento. A barbárie foi efetivada, mas o Ocidente continuou apoiando as forças que lutavam pela derrubada do Presidente Bashar al Assad.
O Ocidente não reagiu como agora. Será por quê? É que valia tudo para derrubar o que líderes europeus e norte-americanos consideravam importante, ou seja, o Presidente Bashar Assad, só mencionado como ditador.
Empenharam-se ao extremo no apoio a terroristas que produziam a barbárie. Criou-se um clima ao estilo dos dias que antecederam a primeira invasão norte-americana britânica no Iraque com a demonização de Saddam Hussein.
Os fatos que resultaram no surgimento e fortalecimento dos jihadistas de alguma forma lembram outros acontecimentos históricos envolvendo os Estados Unidos. No Afeganistão, por exemplo, deram toda força a Osama Bin Laden para combater os soviéticos que foram chamados pelas autoridades afegãs da época para evitar o caos, como justificavam.
O Departamento de Estado e o Pentágono não pensaram duas vezes e se aliaram aos grupos que anos mais tarde se transformaram em terroristas. Para muitos não houve propriamente uma transformação, pois o grupo de Bin Laden sempre foi terrorista, mas só que contava com o apoio irrestrito estadunidense. Era ainda tempo de Guerra Fria e qualquer um que aparecesse para combater o inimigo principal, no caso os soviéticos, eram benvindos.
Na Síria, segundo denúncias de fontes fidedignas, os extremistas que queriam derrubar o "ditador" Bashar al Assad não foram apenas fortalecidos pelo Ocidente como, inicialmente, também treinados até pelo serviço secreto israelense Mossad. Naquele momento, com a divisão instalada na região, que perdura até hoje, quem mais lucrou e lucra é a indústria da morte, ou seja, os fabricantes de armamentos.
Este grupo que sempre lucrou com qualquer tipo de conflito no mundo, através de seus protegidos no Congresso, os próprios parlamentares que receberam subsídios financeiros em suas campanhas, começou a se articular no sentido de exigir a ação militar ocidental mais contundente. Como se bombardeios garantissem o derrocamentos dos jihadistas, que se aproveitam até das mal traçadas fronteiras estabelecidas pelos antigos colonialistas para tentar impor as suas ideias de sangue e ódio.
No plano interno da Grã Bretanha e Estados Unidos estão reinstalando com toda a força o clima de medo, como nos dias posteriores as ações terroristas de 11 de setembro de 2001. Embora jovens, sobretudo britânicos, tenham sido detectados como participantes de ações com marcas de barbárie, praticadas pelos jihadistas, não há indícios de que ao retornarem aos seus países de origem vão deflagrar ações terroristas. Mas as autoridades decidiram assim e está acabado. Torna-se até difícil convencer ao contrário.
Mas não importa, com indícios ou sem, os Estados britânico e norte-americano aproveitam o embalo do medo para agir passando por cima dos tradicionais valores democráticos.
Anos atrás, na própria Grã-Bretanha, que enfrentava ações terroristas do ETA, não foi necessária a utilização de métodos semelhantes aos das ditaduras civis militares que predominavam na América Latina nos anos 70, como todos sabem, com o total apoio dos Estados Unidos.
Ou seja, o Estado britânico combateu o ETA sem passar por cima da Constituição e sem necessidade de romper com os valores democráticos, como acontece agora.
Mas hoje, aproveitando a situação de instabilidade na área internacional, os governos britânico e estadunidense passam por cima de tudo para impor o que acreditam ser o certo. Em outras palavras, combatem o terror com terror internacional na base do prender, arrebentar, bombardear, invadir etc. sem se importar com as consequências.
Na prática, os povos são os mais atingidos pelas medidas decretadas para combater o terror, medidas que muitas vezes em vez de combater acabam gerando mais violência.
Já no Brasil se aproxima a data do primeiro turno presidencial e com projeções dos institutos de pesquisas indicando que haverá uma disputa voto a voto num provável segundo turno em 26 de outubro próximo. Resta agora aguardar e lembrar que os resultados das pesquisas só serão mesmo para valer quando faltarem poucos dias para a realização do pleito. Tem sido assim ao longo da história das últimas eleições.
Uma pergunta que não quer calar: quando sai a conclusão final sobre a causa do acidente que vitimou o então candidato do PSB, Eduardo Campos e seus assessores?
Corre a versão segundo a qual a forma com que o avião baixou como bola de fogo indica que ocorreu alguma explosão em pleno voo. Especialistas indicam que quando um avião cai os corpos não são dilacerados, como aconteceu, podendo permanecer intactos. Já quando explode no ar os corpos são dilacerados e para serem reconhecidos só mesmo por testes de DNA.
Se junta a isso o silêncio sobre a não gravação de diálogos na caixa preta, o mistério aumenta e dá margem a especulações de várias naturezas.
Na história mundial há muitos acidentes que dão margem a especulações que perduram ao longo do tempo, como aconteceu com o panamenho Omar Torrijos e o equatoriano Jaime Roldós.
Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil); preside a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI - seus livros mais recentes: Líbia - Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla (no prelo).
Direto da Redação é um fórum de debates, do qual participam jornalistas colunistas de opiniões diferentes, dentro do espírito de democracia plural, editado, sem censura, pelo jornalista Rui Martins.
# pravda.ru

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nigéria: Boko Haram inferniza Borno • Escolas, clínicas fechadas, o acesso a assentamentos -SSG impossível.

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O Secretário do Governo do Estado de Borno, embaixador Baba Ahmad Jidda, lamentou que a maioria das regiões do estado está sendo ocupada pelos insurgentes do Boko Haram. 

Jidda, que falava a título individual, em Abuja, no fim de semana, chamado para a cimeira dos cidadãos eminentes da zona Nordeste de partes interessadas, para articular uma solução de base ampla para a ameaça representada pelos insurgentes. 

Segundo ele, a presença e a administração do governo do Estado mantêm-se em muitas partes mínimas ou inexistentes, com serviços económicos, comerciais e sociais totalmente limitados. 

Ele disse que "as escolas e clínicas permanecem fechadas. A maioria dos assentamentos nas áreas afetadas do estado, quer tenham sido abandonados ou acesso a eles praticamente impossível, portanto, maioria dos atores políticos não podem, na verdade, chegar a seus eleitores. 

"Então, a ameaça dos insegentes afeta a todos, independentemente das diferenças políticas. O ambiente propício para a política e a campanha eleitoral não é simplesmente exercida actualmente em estado de Borno ", disse ele. 

Este foi o caso como ele advertiu, que tramando pela eleição a cargos eletivos em 2015, em face da ameaça à sobrevivência do país, ser insensível e repulsiva. 

Ele desafiou os políticos do país a não enfatizar discussões sobre a eleição de 2015 no estado ou em qualquer lugar do país, devido ao ataque furioso pelos insurgentes do Boko Haram. 

Ele argumentou que haveria a necessidade de todas as partes do país e do Estado de Borno, em particular, a abandonar a politicagem por enquanto. 

"Do ponto de vista dele, esse pensamento sobre a política e a prossecução do interesse político neste ambiente parece absurda, cruel e moralmente repulsivo. 

"À luz disto, é absolutamente essencial para que todos os cidadãos e patriotas de Estado de Borno a assumirem em uníssono para se concentrar na solução para os desafios colocados pela insegurança, o que é uma ameaça real para a nossa sobrevivência coletiva. 

"A este respeito, é, neste ato proposto pela primeira vez que, deverá ser convocada uma reunião de todos os interessados​​, idosos e homens de Estado de Estado de Borno, independentemente de convicções sectárias, étnicas e políticas, para analisar a situação no estado. 

"Em segundo lugar, esse grupo deve buscar audiência com o Presidente Goodluck Jonathan para apresentar em conjunto, as condições insuportáveis ​​impostas ao povo do Estado de Borno, com isso, a agonia das meninas raptadas de Chibok e a dor de seus pais. 

"Este tipo de abordagem está relacionada, especificamente, com portões abertos para a insegurança decisivamente no combate e seus encargos económicos e sociais no Estado de Borno, na zona Nordeste e Nigéria como um todo. 

"Finalmente, em relação a isso é a proposta eleitoral local para  Jere da Assembleia Constituinte. É imperativo apelar para a Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) para adiar imediatamente, esta eleição marcada para 03 de outubro. 

"Esta chamada fervorosa é necessária, porque o ambiente não é propício para a realização de eleições. No momento, Conselho Metropolitano de Maiduguri e o Governo local estão cheios de refugiados de Marte, Gwoza, Ngala, Bama e outras partes do estado. 

"Mais uma vez, gostaria de salientar que no Estado de Borno, hoje, a busca pelos interesses pessoais ou partidários pode esperar até a paz, a lei e a ordem esestarem totalmente restabelecidos. 

"Neste momento, é pertinente fazer alguns esclarecimentos. Apesar de eu continuar a ser um membro de Todo Congresso Progressistas (APC), atual SSG no Estado de Borno e de ter servido a nação no passado como Embaixador da República Federal e SSA para o Presidente, faço este apelo especial pela minha capacidade individual, como um cidadão privilegiado e mais velho no estado de Borno. 

"Eu, por isso, almejo a sua indulgência para não ver o meu esforço em curso a partir de qualquer ponto de vista político, mas sim, exercendo um cargo de interesse patriótico para a paz e o desenvolvimento do estado de Borno, na zona Nordeste e da Nigéria." 


Insurgentes para expandirem o seu território, movem-se em Michika 
De James Bwala e Wale Akintunde

# tribune.com.ng

Controle do ebola requer ações diferentes em cada país, diz especialista.

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Segundo a médica Denise Cardo, diretora da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Controle de Doenças dos EUA, conter a epidemia não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona.

Neutralizar o atual surto de ebola no Oeste da África requer ações diferentes que dependem da intensidade de contaminação e da infraestrutura de cada um dos países atingidos. Essa é a visão da médica brasileira Denise Cardo, diretora da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Ela informou que não há registro de transmissão de ebola fora da África, mas defendeu que a comunicação deve ser fortalecida, devido ao trânsito entre os continentes Americano e Africano.

"A informação é crucial para evitar o contágio de ebola, porque sabemos que o vírus só é transmitido quando há sintomas, principalmente febre, diarreia e vômitos", explicou. Denise conta que nos Estados Unidos, por exemplo, os profissionais de saúde estão orientados a investigar se um paciente viajou para a África, em caso de atenção por febre ou outros sintomas.

Quanto ao risco de transmissão da doença, a médica reforça a atual situação de "controle". No Continente Americano, só nos Estados Unidos houve registro de pessoas que contraíram a doença na África, e, uma vez isolados, foram encaminhados a hospitais do país. Os dois primeiros foram tratados e curados no Emory Hospital, em Atlanta, mesma cidade em que a médica brasileira reside e sede do CDC.

Denise Cardo explica que o surto atual - considerado o maior desde a descoberta do vírus em 1976 - atingiu nível de descontrole em alguns países, especialmente em Serra Leoa e na Líberia, por causa da má condição de infraestrutura. "Se nesse surto o primeiro caso de contaminação em humanos tivesse sido corretamente isolado, não estaríamos vendo o quadro atual. Mas as condições de saúde pública na região são precárias, algumas com estrutura hospitalar comprometida devido a guerras civis", detalha.

# Agência Brasil

Gabão: Ali Bongo Ondimba: a impunidade, acabou.

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Ali Bongo Ondimba, President of Gabon at the Climate Security Conference in London, 22 March 2012.jpg
O presidente gabonês, Ali Bongo Ondimba.

Em o No. 2980 de "Jeune Afrique", nas bancas hoje 07 de setembro, você pode encontrar a entrevista com o Presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba. 
Um ano depois de sua última entrevista com Jeune Afrique, Ali Bongo Ondimba, Presidente do Gabão, durante cinco anos, parece ter tomado uma decisão. Ontem Mba Obame,  hoje Jean Ping ... enfrenta uma oposição que está agitada, ele permanece impassível: "Eles precisam ser ouvidos!" Por questões internas, ele defendeu com força e convicção a primeira avaliação que ele mesmo classifica de imperfeita "pode fazer mais e melhor." 
É assim que ele declara entre outros a impunidade que finalmente acabou: que seria pela gestão dos fundos do Estado ou pela gestão de actividades das empresas estrangeiras, todo o mundo deve mostrar suas credenciais. A luta contra a pobreza, a construção de habitação social será uma das principais prioridades do novo Primeiro-Ministro, Daniel Ona Ono. 
Sobre a política externa, ele mesmo tem ajustado seu terno como um líder em uma área afetada por várias crises. Ali Bongo Ondimba não fugia a qualquer pergunta:  tanto a que se refere a República Centro Africana, Ebola ou Boko Haram. Discutem-se as estreitas relações do país com a França. Os laços estreitos de seu país com a França foram evocados. Ele que nunca escondeu sua proximidade com o ex-presidente, Nicolas Sarkozy, disse ter aprendido "a conhecer François Hollande." 

# jeuneafrique.com


domingo, 7 de setembro de 2014

Serra Leoa impôs 3 dias de quarentena por causa do Ebola.

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DAKAR, Senegal - Com os governos da África Ocidental cada vez mais desesperados para conter a epidemia de Ebola de forma mais rápida, Serra Leoa decretou uma nova medida rigorosa confinando os moradores em suas casas neste mês de setembro. 

Durante três dias, a partir de 19  até 21 setembro, "todo mundo deve ficar dentro de sua casa", a medida vai permitir que 7.000 equipes de trabalhadores de saúde e comunitários vão de porta em porta para erradicar pacientes de Ebola escondidos, disse o porta-voz do governo, Abdulai Bayraytay, neste sábado a partir da capital, Freetown. Os militares e a polícia vai reforçar a medida, acrescentou o Sr. Bayraytay. 

"É claro que temos pilotões de resistência, em termos de negação", disse ele. "As pessoas ainda estão abrigando os seus entes queridos em casa." 

"Às vezes, os vizinhos nos chamam" com informações sobre os pacientes de Ebola, acrescentou. "Isso nos deu a clara indicação de que as pessoas ainda estão abrigando os pacientes." 

As organizações internacionais de saúde opõem a tais medidas coercitivas na luta contra a epidemia, argumentando que elas adicionam um elemento punitivo, aumentam as dificuldades para as comunidades atingidas pelo vírus e diminuem a confiança necessária e cooperação. 

No sábado, um representante de uma agência expressou reservas sobre a nova política de Serra Leoa, expressando dúvidas de que seria eficaz. Ele sugeriu que o plano inicial do governo - para educar as comunidades que podem estar abrigando pacientes sobre os riscos de tal comportamento - se transformou em algo mais severo. Ele pediu para não ser citado pelo nome por causa da delicadeza do assunto. 

Os médicos do grupo Sem Fronteiras, que tem vindo a trabalhar na região, alertaram que o bloqueio poderia piorar a situação. "Tem sido nossa experiência que bloqueio e quarentenas não ajudam a controlar o Ebola, porque os familiares acabam levando as pessoas ao enterro e pondo em risco a confiança entre as pessoas e os profissionais de saúde", disse neste sábado, de acordo com a agência de notícias. 

Mas um alto funcionário das Nações Unidas na Serra Leoa disse que apoiou a idéia. "Durante três dias, vamos de casa em casa para chegar a todas as famílias", disse Roeland Monasch, o representante da UNICEF no país. "A realidade é que a luta contra o Ebola não será vencida na clínica de Ebola. Pela campanha de casa em casa, você tenta passar informação a nível de família. "

A Organização Mundial de Saúde, disse nesta sexta-feira que o número de mortos por Ebola na África Ocidental havia ultrapassado 2.000 - o número total de confirmados, prováveis ​​e suspeitos de mortes é agora 2097 - sem nenhum sinal de que o surto está diminuindo. Serra Leoa registrou 491 mortes. 


Como as agências de ajuda a implorar por mais ajudas, Sr. Bayraytay disse que os pagamentos de incentivos de US $ 150 por semana seriam repassados aos trabalhadores de sepultamento e enfermeiros na luta contra a epidemia, graças aos fundos dos doadores internacionais.

# nytimes.com

Subida de preços na África Ocidental.

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Fotografia: Reuters

A imposição de quarentena na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, os países da África Ocidental mais atingidos pelo surto de ébola, dificulta as colheitas e faz disparar os preços dos alimentos, alertaram as Nações Unidas.

Nestes países, refere um comunicado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as zonas de quarentena e as restrições de deslocações de pessoas “limitaram seriamente o movimento e a comercialização dos alimentos, provocando compras ditadas pelo pânico, penúria alimentar  e preços inflacionados de certos produtos, particularmente nos centros urbanos". A FAO emitiu um "alerta especial" porque a situação agravou-se devido à falta de mão-de- obra numa altura em que se aproximam campanhas agrícolas na região, “pondo em perigo a segurança alimentar de um elevado número de pessoas".  Os três países são importadores de cereais, principalmente a Libéria, “o mais dependente do fornecimento externo".
A FAO recomendou a avaliação imediata das “medidas susceptíveis de atenuar o impacto da falta de mão de obra durante o período de colheita e para as actividades depois da colheita".  O Programa Alimentar Mundial (PAM) lançou uma operação de emergência, durante a qual deve distribuir 65 mil toneladas de alimentos a cerca de 1,3 milhões de pessoas.

Países afectados
A ONU saudou os esforços dos países afectados pelo ébola que assola a África Ocidental, e pediu mais solidariedade regional e internacional na luta contra o surto, o mais grave da história. Responsáveis regionais da ONU, que se reuniram em Dakar a convite do enviado do Secretário-Geral da ONU para a África Ocidental para avaliar os esforços envidados para conter a pandemia, deploraram as consequências socioeconómicas da propagação do vírus, o isolamento dos países afectados pela doença e o risco de estigma das suas populações.
Sublinharam que a restrição das viagens não é solução, é preferível garantir a aplicação de medidas preventivas e curativas eficazes e revelaram os impactos potenciais sobre a segurança alimentar, a liberdade de circulação e a prestação dos serviços, que podem influenciar os esforços envidados pelas equipas dos Governos da região. O enviado da ONU e os directores regionais reiteraram o apoio a uma resposta comum, coerente e coordenada, sob a égide das autoridades nacionais.  Também pediram maior compromisso por parte da comunidade internacional para apoiar os esforços regionais contra a propagação do vírus, através da mobilização dos recursos.

Ébola está a ganhar 

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o mundo está a perder a batalha contra o ébola e pediu o envio “imediato"de equipas médicas civis e militares para combater o surto na África Ocidental.  A directora-geral  da MSF lamentou que a resposta internacional até o momento se tenha concentrado “em Ministérios da Saúde sobrecarregados e ONG", e acusou os líderes mundiais de “falharem no combate a esta ameaça global" e “entrarem numa coligação global de inactividade".
# jornaldeangola

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Nigéria: Boko Haram assume as esposas dos Emirs '• Soldados moveram esposas, filhos para fora do quartel • Força Aérea intensifica bombardeios • Mais de 50 suspeitos de terrorismo presos.

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Membros de alto escalão do Boko Haram apossaram-se das esposas dos Emires que fugiram de seus palácios, na esteira de uma renovada ofensiva dos insurgentes em algumas comunidades nos Estados de Borno e Yobe. 

Nada menos do que sete Emires disseram ter abandonado seus domínios para Boko Haram - infestados nos dois estados no último par de dias. 

Um dos principais membros da JTF civil, Ahamdu Umar, que divulgou comunicado neste sábado na Tribune em Maiduguri, descreveu a ação dos insurgentes como uma violação do estado, da santidade, uma tradição e religião. 

"Eles saquearam mais de sete emires de seus palácios nos estados de Borno e Yobe. Emires são um símbolo da cultura e chefes do Islã nesta parte do país. Se os membros do Boko Haram fossem verdadeiros muçulmanos, eles teriam reverência para os palácios, eles teriam tido respeito pelos emires e eles não teriam tomado as esposas dos emires de seus comandantes (para usar). Este é um sacrilégio ", disse Umar. 

Ele disse que os relatos de algumas áreas dos governos locais mostraram que depois de assumir os seus palácios, os comandantes do Boko Haram, que então se constituíram como senhores em domínios dos emires afetados ", zombaram a instituição tradicional, forçando suas esposas em" casamentos ". 

Este desenvolvimento, fundamentado por Umar, mostrou que Boko Haram não é só contra a democracia, mas também é contra a tradição e o Islã como uma religião. 

Segundo ele, os nigerianos devem entender que este não é um problema religioso, mas um caso de algumas "seitas" que tentam usar o Islã como uma plataforma para perpetrar o mal. 

"Aqueles que são simpáticos a este grupo entre os muçulmanos estão fazendo isso ou porque não conhecem as atrocidades que esses maus elementos estão cometendo ou fazem parte daqueles que sofreram lavagem cerebral pelo líder da seita quando ele estava vivo e, portanto, eles também são Boko Haram ", acrescentou. 

Umar não quis mencionar os palácios ou emires envolvidos, alegando que ele também estaria a zombar da parte dele para fazer exatamente isso 

"Nós queríamos ir e morrer para o nosso povo e para resgates tradicionais nessas áreas capturadas por Boko Haram, mas fomos impedidos de o fazer por agentes de segurança que disseram que as baixas seriam demais." 

Sábado Tribune também constatou que as esposas e filhos dos soldados estão sendo realocados nos quartéis em todo Maiduguri para que os soldados pudessem se concentrar na preparação em curso para envolver os militantes em esforços renovados por parte dos militares para acabar com a insurgência no estado de Borno e do Nordeste em geral . 

Enquanto isso, agentes de segurança e membros da JTF civil prenderam nada menos que 50 terroristas dentro de Maiduguri. 

Os suspeitos acredita-se que fazem parte do grupo que atacou cidade de Bama durante a semana. 

Um dos suspeitos presos na quarta-feira, junto a Rodovia Circular, em Maiduguri, confessou aos homens da JTF civil ser um membro do Boko Haram e que ele estava tentando escapar do calor que tinha sido trazido a eles por agentes de segurança em Bama. 

Outro suspeito, que foi preso na Universidade de Maiduguri com diversos telefones celulares e iPads, disse aos agentes de segurança que ele pertencia a uma equipe que estava preparando para atacar a instituição, enquanto o grupo maior atacava Maiduguri, capital do estado. 

De acordo com membros da JTF civil, muitos dos membros da seita se juntou aos moradores fugindo da cidade de Bama na segunda-feira, durante a batalha feroz com os militares. 

Enquanto isso, relatórios de Bama, diz a Força Aérea continuou a bombardear as posições dos terroristas na cidade e áreas adjacentes. 

O bombardeio, segundo fontes militares, resultou na morte de centenas de terroristas. De fato, uma fonte afirmou que cerca de 1.200 elementos do Boko Haram foram mortos nas últimas 48 horas. A alegação não poderia, contudo, ser verificada de forma independente. 

Esposas manifestaram recentemente, suas preocupações na Sétima Divisão do Exército nigeriano em Maiduguri protestando contra mais mortes de soldados e que tinham vindo até Giwa Barracks para resistir aos seus maridos de prosseguir para Bama, conforme indicado pelo comandante geral, o general Mohammed Ibrahim, há algum tempo atrás. 

As mulheres enfurecidas ficaram sabendo do fato de que seus maridos foram dirigidos para avançar para Bama, a cerca de 70 quilômetros de Maiduguri, quando os soldados começaram a se reunir obrigando pessoal a transportar carga e armas para eles. 

Na mira das armas, as mulheres saíram em seus números, insistindo que seus maridos não iria abandoná-los no quartel para serem mortos por Boko Haram da forma como alguns de seus amigos foram mortos no início do ano. 

Uma fonte militar confiável disse que o comandante do quartel havia se mudado para Bama e estava à espera de seus subordinados para acompanhá-lo para uma operação clandestina. 

"Eles bloquearam a estrada e todas as nossas armas estão trancadas dentro. Em caso de emergência, não temos armas para nos defender. As mulheres não estão igualmente armadas, mas estão muito zangadas sentadas lá com seus filhos. 

"Elas estão dizendo que não vão ser deixadas sozinhas, sem qualquer soldado para protegê-las durante estes tempos difíceis, considerando o fato de que quase 2.000 pessoas perderam a vida fora e dentro dos quartéis a última vez que os insurgentes lançaram assalto este ano. 

"Elas não são ignorantes do que está acontecendo. Elas vivem no quartel com seus maridos e estão cientes de que existem mais de 40 dos insurgentes presos dentro do quartel. 

"Deixá-las sozinhas é suicídio claro e não há nenhuma garantia de que não serão atacadas pelos rebeldes que estão sempre empenhados em lançar seu próprio ataque, independentemente de onde eles são mantidos. 

"Vocês estão cientes do fato de que eles tentaram libertar seus comapnheiros da Giwa Barracks este ano. É pela graça de Deus que alguns de nós estamos vivos até agora e, certamente, não pela força das armas. 

"É do mesmo quartel que ele quer que todos os soldados deixem suas guarnições para seguirem para Bama", disse a fonte. 


Ele disse aos jornalistas que a decisão de mover os soldados para fora do quartel foi falha, razão pela qual as mulheres estavam protestando.

# tribune.com.ng

Somália: O líder dos Shebab morto durante um ataque áreo americano.

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Un drone américain, en 2010.
Um drone americano em 2010. AFP

Ahmed Abdi "Godane", o líder islâmico Shebab somali, foi morto segunda-feira durante um ataque aéreo do exército americano. 
Anunciado por vários meios de comunicação nos últimos dias, a morte de Ahmed Abdi "Godane", o líder dos jihadistas Shebab somalis, em um ataque americano realizado na segunda-feira foi oficializado nesta sexta-feira, 5 setembro pelos Estados Unidos. A morte de Godane "é uma grande perda do ponto de vista simbólico e operacional para as maiores filiais de entidades da Al Qaeda", disse a Casa Branca em um comunicado. O Pentágono também confirmou sua morte. 
"Mesmo que seja um passo crucial na luta contra o Shebab, os Estados Unidos vão continuar a usar todas as ferramentas à sua disposição - financeiro, diplomático, a inteligência e militares - para enfrentar a ameaça representada por outros grupos terroristas nos Estados Unidos e do povo americano al-Shabab ", informou a Casa Branca. 
Armas guiadas a laser 
A Presidência americana observou que esta operação foi "a culminação de anos de trabalho duro dos serviços de inteligência, militares e de aplicação da lei." 
A operação, foi realizada por forças especiais norte-americanas com drones e aviões, e ocorreu segunda-feira às 15:20 GMT em ataque ao alvo, uma reunião de líderes da Al-Shabaab atendidos por "Godane", disse terça-feira o Pentágono . Mísseis Hellfire e armas guiadas a laser teriam "destruído um acampamento e um veículo" no sul de Mogadíscio, explicou, observando que nenhum soldado americano em terra firme foi envolvido na operação. 

(Com AFP) !...


Moçambique: Os rivais assinam o cessar-fogo.

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                      Afonso Dhlakama perdeu todas as eleições desde 1994 | FOTO | BBC

Ex-rebeldes moçambicanos da Renamo assinaram um cessar-fogo com o governo.

O acordo entre o presidente Arnando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakhama aumenta as perspectivas de uma solução pacífica paara as eleições gerais programadas para ocorrer em 15 de outubro. 

Sr. Dhlakhama retornou à capital Maputo, nesta quinta-feira, pela primeira vez, depois de dois anos. 

A cerimônia de cessar-fogo também viu Sr. Dhlakama confirmar que ele vai disputar a eleição presidencial de outubro. 

Sr. Dhlakama desembarcou no Aeroporto Internacional de Maputo, na noite desta quinta-feira e foi recebido por milhares de seus partidários que começaram a se reunir na manhã. 

Avião para o transporte do ex-líder rebelde foi fornecido pelo governo italiano. 

Sr. Dhlakama foi acompanhado por altos funcionários do seu partido e alguns diplomatas internacionais acreditados em Maputo. 

Dezenas de jornalistas também estavam no aeroporto, mas ele se recusou a responder a todas as perguntas dos repórteres. 

Anteriormente, o Sr. Dhlakama presidiu um comício na cidade de Chimoio, na província central de Manica e afirmou que seu retiro de um local secreto tinha reforçado a democracia e multipartidarismo rejuvenescido. 

De acordo com a Radio DW, ainda não estava claro se o Sr. Dhlakama iria estabelecer sua residência em Maputo. 

Ele poderia escolher uma das três casas disponíveis para ele; um em Maputo, a segunda em Nampula e outro em Satunjira. 

Em outubro de 2012, o Sr. Dhlakama foi transferido para um acampamento remoto no centro de Moçambique, alegando que o governo não havia honrado os termos de acordo de paz de 1992, e desapareceu da vida pública. 

Crimes - perdoar 

No final de 2013, ele sumiu para se esconder nas montanhas de Gorongoza quando tropas do governo invadiram o acampamento e o conflito de baixo nível aprofundou-e. 

Sr. Egídio Vaz, um analista político, disse à Radio DW que havia algumas lições a aprennções com a tensão política. 

"A guerrilha não necessariamente aponta ao poder político, por não aceitar negociações. Afirma que teria sido possível negociar há dois anos, sem retornar ao conflito armado. "

"Afonso Dhlakama vai continuar a jogar um papel importante no processo político moçambicano. Ele é o líder do principal partido de oposição e existem fatos históricos inegáveis​​. Não podemos negar que a paz em Moçambique depende muito da atitude do Sr. Dhlakama para o processo ", o Sr. Fernando Gonçalves, outro analista político citou dizendo. 

Enquanto isso, o Sr. Dhlakama quer uma Comissão da Verdade e Reconciliação para ser criado para fazer um balanço das violações dos direitos humanos cometidas durante o conflito entre a Renamo e a Frelimo. 

Liga dos Direitos Humanos de Moçambique também apoiou a criação da comissão para compensar as vítimas do conflito. 

Igreja Anglicana de Moçambique do Bispo Dinis Sengulane também apoiou a criação de uma Comissão de Verdade e Reconciliação. 

Ele disse aos jornalistas em Maputo que a reconciliação genuína ainda está para ser alcançado. 

"O silenciar das armas de fogo é uma oportunidade para isso, agora temos que trabalhar para a reconciliação." 

No mês passado, uma lei de anistia foi aprovada pelo Parlamento, destinada a perdoar crimes contra a segurança do Estado que as forças militares da Renamo, cometeram nos últimos dois anos. 

O porta-voz da Renamo Antonio Muchunga e outros 30 membros do partido foram libertados da prisão após a lei de anistia ser aprovada. 

Eles foram acusados ​​de escalada das tensões políticas e militares entre o partido e o governo.


# africareview.com

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