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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

OPINIÃO: PAIGC - A CAMINHO DE MEDALHA DE PRATA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

                                                           Filomeno Pina - Nô Djagra


OS PRIMEIROS PASSOS para a saída do “ouro” foram sendo dados silenciosamente através dos descuidos, dos erros cometidos e das intrigas dentro e fora do PAIGC. Parecendo que o mais importante nesta organização foi sempre o “culto de personalidade” entre líderes rivais, julgo ser óbvio para os mais atentos que discutiram promessas em vez de projectos para o futuro, pois tudo começou antes do último Congresso do PAIGC em Cacheu. Este encontro ficou caracterizado pelo egocentrismo adulto, ofuscou o real valor social e político do Partido, que já era fraco, aqui onde ainda é forte, quando é visto ou passa simplesmente a representar um “trampolim elástico”, desejado pelos seus atletas mais poderosos da linha da frente, usado para trepar no salto pretendido mais alto, provavelmente para alguns subirem na vida material e financeira, a única preocupação de alguns, sem ideias inovadoras, revolucionárias, que provoquem mudanças necessárias na Casa-Grande!

São Lutas pessoais pelo poder, que cegou os protagonistas, agiram com um exibicionismo extremo, sem trabalho de fundo dentro de Casa, sem reconhecerem a fragilidade do Partido, uma organização com mais de meio século, a precisar de renovação pedagógica urgente assente em novos objectivos para o futuro, porque para hoje no séc. 21, já é tarde, pois há que repensar o PAIGC, coisa que não tem sido tratada frontalmente no justo valor da exigência intelectual e política inerente, por isso mesmo, este Partido cambaleia moribundo e o Povo ainda o ama desde a luta de libertação nacional, e só por isso, vai votando no mesmo, em maioria, mas parece ter os dias contados (má labarémus na kába), acredite se quiser.

Este último Congresso do PAIGC serviu para chamar a atenção de múltiplas realidades e problemas políticos mal tratados pelos seus líderes, mas, no entanto os senhores que se candidataram, apressaram-se apenas e sobretudo na compra da “inteligência” e do voto expresso nas urnas, a rivalidade centrou-se no “charme” dos candidatos da primeira fila, não se ouviram expressar as suas ideias inovadoras para o Partido, os próprios desviaram as atenções da necessidade de uma reflexão profunda, análise exaustiva sobre o aparelho do Partido e olharam para o lado.

Paradoxalmente ao esperado, assistimos a uma luta renhida pelo poder de grupos, em quase nada tendo que ver com a filosofia de base do PAIGC (unidade do Partido), eles utilizaram o espaço do congresso para cimentar rivalidades pessoais e interesses materiais fora do Partido, deixando para trás o estado físico e psicológico duma organização, infelizmente, doente há décadas! Foi um congresso de grupos rivais dentro do PAIGC (uma tristeza), não se tratando de ideias ou ideologias opostas, mas sim de interesses pessoais opostos em jogo permanente.

Este maior partido político de sempre na Guiné-Bissau tem vindo a desistir dos seus maiores trunfos de sempre desde a independência do País, já não esconde que está ferido com gravidade nos órgãos internos e externos da sua orgânica politica, ninguém se preocupa, senão em subir, subir, não se sabendo para onde, mas com um desejo latente de chegar ao poder, mesmo sabendo que este Partido está doente, poucos estarão interessados em lavar as fraldas do “velho”, por a mão no sujo sem nojo de limpar, renovar e tratar da higiene mental do Partido no interior da sua génese.

Um trabalho que exige vinculação permanente nesta fase decadente da organização do PAIGC é preciso perceber o seu estado profundo, só depois aplicar a receita para a cura. Até parece que não se passa nada, pelo facto de terem ganho eleições, mas não chega! Vejamos os últimos acontecimentos políticos no País, já ninguém dorme nisto, há muito que frisei a necessidade de vínculo efectivo a tempo inteiro para o seu Presidente limpar a Casa, mas o poder material foi mais forte do que o poder das ideias, mas lá está agora visível, os “filhos” do poder no PAIGC estão em guerra aberta, feriram de “morte” a imagem do Partido no mundo inteiro, mais uma vez! 

Acredite se quiser, falta fazer este trabalho de casa, limpar, cuidar do estado físico e ideológico do PAIGC, há muito que o Partido parou no tempo, tem sido apenas um trampolim, é usado só para chegar ao Poder, mais tarde ser abandonado por ex-militantes/lideres, saindo quando são precisos, descolam para formar outro Partido ou melhor, para tratar de negócios, i. é, o mesmo que dizer, agora tenho o meu quintal, eles que se danem (o PAIGC).

A queda do “anjo” já é visível, o coveiro simbólico, são os próprios Camaradas do Partido, os que não fazem e não deixam fazer os interessados neste partido pelo seu valor ideológico, político e seus militantes e simpatizantes. Pois há que repensar o PAIGC no seu todo, só assim, a organização terá vida própria sem estar ligada à mentira ou morte lenta.

O SEGUNDO PASSO - Para a saída do “ouro” é a demonstração da clara aproximação do precipício, foram acontecendo há vários meses depois das eleições de 2014, já em pleno mandato (com maioria absoluta), o mesmo paradoxo assente em interesses pessoais e políticos misturados, fizeram com que um ambiente hostil se apoderasse deste triângulo do poder dentro do PAIGC (Presidência, Governo e Parlamento), provocando um conflito Institucional, já cozinhado para ser servido frio numa das três mesas apenas (kôba dy djamfa).

E aconteceu em Agosto deste Ano, as inverdades ocultas e o silêncio estratégico para o assalto final, concretizou-se, fizeram explodir a bomba “D. Antónia”, na crise política sem precedentes, depois de um ano de mandato, vieram as contradições antes colocadas debaixo do tapete e, quando tudo aparentemente ia de “vento em popa”, gerou-se um choque dentro do Partido que passou para as instituições (Presidência, Governo e Parlamento) e, já com as ameaças de derrubar o Governo de DSP, uma realidade que rapidamente levou à convocação da maior manifestação duma força política em Bissau, tudo em cima do joelho, foi evidente a água no bico desta “Megamanifestação – versos - Mega fragilidade do PAIGC”, a minha leitura de momento que, volto a sublinhar aqui novamente, este comportamento de desespero e ansiedade política dos líderes do Governo no momento, chegou como sinal de preocupação da queda do Governo, salientou a divisão do Partido, com o Primeiro-Ministro a pedir o apoio do seu eleitorado, ao mesmo tempo que a outra “metade”, desejou ver o mesmo Governo derrubado, um acontecimento inédito no País, foi verificar a guerra aberta dentro da mesma Casa, uma vergonha, que a oposição tomou logo a seu favor acrescentando, naturalmente, o “sal” a gosto!

Devo acrescentar que o Eng.º Domingos Simões Pereira neste Governo, facilitou, não dando o devido tratamento esperado em tempo record, no que concerne às suspeitas de comportamento ilícito, colado a certos membros do Governo, digamos que abusou da sorte, abusou do tempo de reacção, porque melhor do que ninguém, não digo antes de iniciar o mandato, mas poucos meses depois pôde inteirar-se acerca do mal que vinha a caminho, não era difícil de antever que algo de injurioso podia pôr em causa o Governo, e tudo por causa de alguns, no que toca à corrupção ou outras manobras ilícitas!?
Repito aqui, o Eng.º. DSP. como chefe do Governo facilitou muito, quando agiu para remodelar, já era tarde,  o seu rival político tinha alguns trunfos e preferiu jogar a matar (Áz-mata-séty) infelizmente. Digamos que o chefe do Governo agiu tarde e só quando sentiu o chão a fugir-lhe, já tarde demais!

Mas esta “queda” ensinou o Jovem Líder muita coisa de uma assentada, esperemos que faça uso devido, com consciência e sabedoria implícita, sendo exigente consigo próprio, revolucionário, que o Povo agradece.

O que parecia manifestação de força não passou de excesso de confiança, confundiu o enterro dançante com o carnaval do Povo, os organizadores da manifestação não perceberam os sinais implícitos dum Partido enfraquecido na sua unidade interna, fragmentado, com lutas de caris individualista, mas deram atenção à fúria registada no evento (manifestação de rua), por efeito positivo e reforço do “ego”, tudo isto cegou os organizadores da megamanifestação, ao verem uma multidão a torcer pelo Governo ainda de pé, já sorriam vitoriosos, mas não chegou! O Partido é uma representação plural, sabemos que o - PAIGC – costuma assistir passivamente, quando é utilizado pelos membros para chegar ao poder, só que quando reage, y suma - kátchú dy tchébem – pica em qualquer posição ou sentido que estiver no terreno, exige cuidados no tratamento ao infractor, tem sempre uma na manga, sabemos que muitas vezes aconteceram situações tristes, onde muitos infelizes em guerra no interior do Partido, chegaram ao limite das suas vidas, infelizmente é um facto histórico que poucos sabem analisar o porquê e continuam a pisar o mesmo erro!

Na realidade alguns militantes mais novos serão sempre os últimos a perceber este fenómeno, saber do que a CASA gasta, o que fazem os mais velhos, para manter de pé o nome de família política PAIGC. O Partido sabe, “nem só do pão vivem os seus militantes”, embora alguns engordem exageradamente, é preciso cuidar da higiene ideológica desta organização de massa! É fundamental percebermos quando somos aceites ou rejeitados, saber o porquê da possível mudança do eleitorado, seguir a par e passo todos os acontecimentos políticos, dentro e fora do Partido.

Tanto o JMV como DSP, ambos têm erros a corrigir e não haverá nunca um único culpado neste conflito, o tempo o dirá, vamos estando atentos…

Esteve patente na megamanifestação a ansiedade e o medo da derrota, um receio antecipado de perda, a separação precoce de algo que se imaginou vitalício (poder executivo) ao mesmo tempo que era distante, mas veio confirmar a surpresa fatal imposta pela crise politica vivida no País, que determinou a queda do Governo de DSP.

Quero relembrar que manifestação de força muitas vezes é paradoxalmente vista como falta dela. Por causa de uns pagaram outros e por arrastamento. Houve aproveitamento deste descuido, o Governo teve tempo para substituir certos nomes, usar da transparência e sacudir os problemas, sobretudo demonstrar que não é obstrução à Justiça, em vez de resolver este problema no Governo, preferiu fazer discursos duros, que puseram em causa o Ministério Público e, por arrastamento, o PR (misturando as águas), aquando do pedido de levantamento de imunidade de certos políticos indiciados na Justiça, sabendo que ninguém está acima da lei, o Eng.º DSP deveria logo apoiar a medida e ponto final!

Várias circunstâncias e acontecimentos vêm demonstrar a fragilidade do PAIGC, uma ferida aberta em derrame, longe de estar estancado, diria que os anticorpos mais resistentes cederam lugar a “parasitas”, tornando a crise do Partido cada vez mais debilitado, visto que progride no sentido de PAIGC perder uma maioria parlamentar e passar a viver entre a prata e o bronze, deixando o pódio, como maior Partido desde a sua fundação, será?

Cuidado com as guerras na família política, fragilizam e permitem ascensão de militantes oportunistas a viver no meio do conflito, tornando cada vez menos provável uma reaproximação entre as partes desavindas, quando se zangam as comadres, ficamos a saber os podres de cada um. Neste caso, quem beneficiará é o maior Partido na oposição.

O PRS, Partido da Renovação Social está atento, esta força política nunca esteve mais próxima de se tornar no Partido mais votado na Guiné-Bissau. Se concorrer às próximas eleições com um único candidato, vamos ter surpresas, o PAIGC que se cuide!

Há novatos que brincaram com o fogo fazendo asneiras (os enurécticos da politica), e não é menos verdade que os mais antigos do PAIGC, são poucos os que têm moral para influenciar o PAIGC actual, alguns abandonaram pura e simplesmente a luta politica e social, passando a testemunha ocular com total passividade, nesta meta como fim de vida politica, já não estão integrados, neste momento, em qualquer actividade sociopolítica, daí que o barco ande à deriva, faz tempo.

Há uma falta de educação politica neste momento dentro do Partido, ausência de formação militante continuada, avaliação selectiva capaz de separar as águas entre a actividade executiva e de militância, tudo isto desde o período pós-independência, só houve nos primeiros dez anos talvez, uma acção diferente, mas a pedagogia veio esmorecendo, hoje é apenas lembrada por poucos antigos, é preciso investir na formação, preparação dos militantes, há que manter “escola política” activa para os seu militantes, uma forma de controlar o desenvolvimento ideológico do Partido, evitando uma cegueira política dentro do próprio Partido que afeta a visão dos seus militantes.

O TERCEIRO PASSO foi o último que veio desvendar mais um registo de fraqueza dentro do PAIGC, foi quando o Governo do Eng.º DSP foi derrubado, consequentemente o Ministro nomeado à revelia da Constituição da Republica, veio pedir ajuda ao PRS, para formar o novo Governo de Dr. Baciro Djá, que só durou as 48 horas mais ansiosas da vida política nacional! O importante aqui foi reconhecer que sozinhos não conseguiram fazer a festa, como não tendo o “arroz” que chegasse, saíram para pedir ao vizinho (PRS) umas canecas a juntar ao resto. Pensarão outros, mais vale adiar uma festa do que pedir a outros para fazer a festa, será.

O PRS foi o médico assistente no bloco operatório do PAIGC, assistiu à intervenção “cirúrgica” deste Partido e viu tudo, sabe da sua fragilidade, os podres, conhece a luta interna dos seus militantes pelo poder, tem boa dose de conhecimento sobre a crise deste Partido, e servirá para por em prática contra a maioria nas próximas eleições!?

De médico assistente a chefe clínico desta equipa, já falta pouco ao PRS, para abandonar a “prata” e chegar ao “OURO”, substituindo o PAIGC como maioria no pódio. Só num ano foi convidado três vezes para fazer parte do Governo, 1º: com Eng.º DSP; 2º com Dr. BD e, 3º com Eg.º CC, tudo em menos de um Ano ou pouco mais. Devo acrescentar que esta força política pediu sempre para “ir” pensar, mas pelos vistos a resposta foi sempre positiva, dando a entender que este tempo para “pensar”, tem sido, para entrar logo o mais depressa possível, será?

Querer estar no Governo é compreensível, ganha-se visibilidade e fica na memória do eleitorado, uma “vitamina” que faz bem a qualquer força política (fazer parte do Governo), faz crescer o eleitorado (há que aproveitar), mas, saber governar é muito complexo e difícil, requer ponderação, estudo continuado de projectos em curso, capacidade de gestão, inteligência, honestidade e sentido de Estado!

Posto isto, devo acrescentar que vejo positivamente algumas mudanças na vida política nacional com agrado, percursos diferentes na maturidade política dos Partidos com representação Parlamentar, no social e cultural, progressos que são necessários no avanço da Democracia e do Estado de Direito, uma coisa é certa, o País mudou para melhor, sem dúvida – VIVA A GUINÉ-BISSAU!

Djarama. Filomeno Pina.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Papa Francisco elogia cubanos.

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Fotografia: AFP

O Papa Francisco recordou ontem em Havana as “feridas” do povo cubano e elogiou a sua capacidade de superação, sublinhando a importância do “serviço” aos outros.

“O santo povo fiel de Deus, que caminha em Cuba, é um povo que ama a festa, a amizade, as coisas belas. É um povo que caminha, que canta e louva. É um povo que, apesar das feridas que tem como qualquer povo, sabe abrir os braços, caminhar com esperança, porque se sente chamado para a grandeza”, declarou, na homilia da Missa que reuniu milhares de pessoas na Praça da Revolução, na capital de Cuba.
Francisco recordou, neste contexto, os mais frágeis e necessitados, advertindo os cubanos para os perigos de “projectos que podem parecer sedutores” mas que acabam por desinteressar-se de quem está ao lado. “As pessoas de carne e osso, com a sua vida, a sua história e especialmente com a sua fragilidade, são aquelas que Jesus nos convida a defender, assistir, servir”, assinalou o Papa, para quem “ser cristão comporta servir a dignidade dos irmãos, lutar pela dignidade dos irmãos e viver para a dignificação dos irmãos”. Servir significa, em grande parte, cuidar da fragilidade. Cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo. São os rostos sofredores, indefesos e angustiados que Jesus nos propõe olhar e convida concretamente a amar”, acrescentou. Francisco sublinhou que este serviço “nunca é ideológico”, porque procura o bem de pessoas concretas e não de ideias. A homilia partiu da pergunta ‘Quem é o mais importante?’, que os discípulos de Jesus debatiam entre si. “A história da humanidade está marcada pelo modo como se respondeu a esta pergunta”, precisou. Jesus, observou o Papa, evitou qualquer tipo de “elitismo” e propôs “a lógica do amor, uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos”.
“A vida autêntica vive-se no compromisso concreto com o próximo”, prosseguiu. O Presidente cubano, Raúl Castro Ruz, acompanhou a celebração, no local, juntamente com vários dirigentes do Governo e do Partido Comunista, bem como da Presidente da Argentina, terra natal do Papa, Cristina Kirchner.
A multidão começou a juntar-se no local desde as primeiras horas do dia, pintando de branco a ‘Plaza de la Revolución José Martí’, o mesmo espaço onde presidiram à Missa São João Paulo II (1998) e Bento XVI (2012) nas suas visitas. Antes da Missa, o Papa cumprimentou representantes de outras confissões cristãs presentes em Cuba. 
Na parte final da celebração, cinco crianças receberam a Primeira Comunhão das mãos do Papa, num gesto invulgar em viagens pontifícias que, segundo o Vaticano, quis simbolizar o crescimento da Igreja Católica em Cuba. Francisco iniciou sábado a décima viagem Apostólica Internacional, para visitar Cuba e Estados Unidos.   

#http://jornaldeangola.sapo.ao/

Burkina: General Diendéré compromete-se a respeitar o acordo futuro com a CEDEAO

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General Gilbert Diendéré. © © Hippolyte Sama

De acordo com um comunicado enviado à imprensa na segunda-feira, o general Gilbert Diendéré está empenhado em "entregar o poder às autoridades civis na transição após o acordo final" com a CEDEAO e em "sinal de enfraquecimento" ele anuncia também que deseja liberar o Primeiro-Ministro Isaac Zida.

"Confirmando o nosso compromisso de abandonar o poder para às autoridades civis na transição após o acordo final para acabar com a crise, sob os auspícios da CEDEAO, aceitamos a liberação de tenente-coronel Zida em sinal de apaziguamento", lido sobre o comunicado ao qual a imprensa teve acesso na segunda-feira, 21 de setembro, à tarde.

Domingo, os mediadores da CEDEAO, dentre eles o presidente senegalês, Macky Sall, propuseram um projecto de acordo político para acabar com a crise. Isso prevê a devolução do poder ao presidente deposto, Michel Kafando, para permitir aos apoiantes de Compaoré para se apresentarem as futuras eleições e anistia aos líderes do golpe, entre outros.

"Pedimos desculpas à nação e à comunidade internacional"

"Comprometemo-nos a trabalhar para a coesão do exército e apresentar as nossas desculpas à nação e a comunidade internacional", disse o comunicado. Um discurso televisionado deve ser transmitido à noite pela RTB.


Michel Kafando é quanto ele expressou pela primeira vez esta tarde desde o início dos eventos. Na RFI, ele expressou reservas sobre o projecto de acordo proposto, sob a égide da CEDEAO, o qual ele disse não estar envolvido.

#jeuneafrique.com


Ex-primeiro-ministro Simões Pereira poderá ser o novo chefe da diplomacia guineense.

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O PAIGC e o PRS, principais forças políticas na Guiné-Bissau, têm estado em reuniões nos últimos dias com vista à formação de um novo Governo a ser liderado por Carlos Correia.

Domingos Simões Pereira

Em Bissau, aguarda-se pela formação do novo Governo que será liderado por Carlos Correia. De acordo com várias fontes do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ouvidas pela DW África, Carlos Correia sugere que o primeiro-ministro demitido a 12 de agosto, Domingos Simões Pereira, ocupe a pasta do ministério dos Negócios Estrangeiros. Por várias vezes, o também líder do PAIGC tem-se manifestado disponível para integrar o novo elenco governamental desde que o chefe do Governo assim o entender.
O sociólogo guineense Miguel de Barros não vê obstáculos que possam impedir o regresso de Domingos Simões Pereira ao Governo, à frente da diplomacia guineense.

"Essa é uma decisão que cabe, em primeiro lugar, a essas figuras e, em segundo lugar, ao chefe do Governo. Acho que não devemos entrar num periodo de exclusão de partes, porque isso acaba por fazer com que os níveis de tensão, de desconfiança e até de uma certa barricagem política compliquem a situação", afirma o analista. "Neste momento, não é aconselhável transportarmos aquilo que são as lutas partidárias para as estruturas do Estado", avisa.
Carlos Correia primeiro-ministro da Guiné-Bissau
Entretanto, fontes do PAIGC avançam ainda os nomes de Geraldo Martins para o ministério da Economia e Finanças e Cadi Seide de novo para a Defesa. Estes nomes fazem parte da lista a ser enviada ao Presidente da República, José Mário Vaz.
Novas caras no Governo de Carlos Correia

As novidades no Executivo guineense serão Vicente Fernandes, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD) - que deverá sair da secretaria do Estado de Turismo para uma pasta ministerial -, bem como Idrissa Djaló, presidente do Partido de Unidade Nacional e uma das vozes críticas à atuação do Presidente da República durante esta crise.
Convidado a prever o futuro imediato do país, Miguel de Barros, sociólogo guineense, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), sobre Estudos Sociais, em Bissau, e investigador do CODESRIA - o Conselho para o desenvolvimento da pesquisa em Ciências Sociais, sedeado em Dacar - traça o perfil de quem deve ser membro deste novo Governo, destacando que "a dimensão tecnocrática é fundamental".

"Quadros nacionais com experiência no país ou no exterior, competências comprovadas que possam ser capazes de uma ação executora do Governo numa lógica que permite garanrtir a confiança da própria população, no sentido de saber que existem capacidades a trabalhar no Governo", explica.
José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau
Para o sociólogo guineense, a população da Guiné-Bissau deve ser capaz de exigir ao novo Governo que inclua figuras que estejam acima de qualquer suspeita "quer sob o ponto de vista da sua conduta moral ou da sua passagem por outros Governos, nomeadamente no que diz respeito às questões ligadas à transparência da gestão da coisa pública".
Ação governativa
Segundo Miguel de Barros, os ministros e os titulares dos órgãos públicos num contexto de fragilidade do Estado "têm de ser autênticos embaixadores nos seus pelouros. Por outro lado, devem ter também um reconhecimento internacional que lhes permita fazer com que a ação governativa não seja centralizada na figura do primeiro-ministro", conclui.

Sobre um pacto de estabilidade que deverá assinado pelos atores políticos e sociais para garantir a estabilidade governativa, Miguel de Barros considera que vem demasiado tarde. "Do ponto de vista governativo, aspetos como, por exemplo, o respeito pela Constituição, as margens onde cada órgão de soberania deve atuar, deveriam ter sido clarificadas naquela altura".
Entretanto, o Partido da Renovação Social promete dizer 'sim' ou 'não' à sua participação no próximo Governo apenas nesta terça-feira (21.09). A segunda maior força política confirmou apenas ter recebido o convite para integrar um novo Governo do PAIGC.
#dw.de

domingo, 20 de setembro de 2015

Guiné-Bissau: Conselho Nacional Islâmico preocupado com atrasos salariais.

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Muçulmanos culpam José Mário Vaz
Presidente José Mário Vaz

O Conselho Nacional Islâmico (CNI) da Guiné-Bissau está preocupado com os atrasos nos salários da função pública que se prolongam há mais de um mês, revela, este domingo, a Rádio China Internacional.

Segundo a agência chinesa, que cita uma fonte anónima do CNI, os muçulmanos da Guiné-Bissau culpam o presidente, José Mário Vaz pela situação económica do país, que ameaça a Festa do Sacrifício e a peregrinação a Meca.

«Será um pesadelo para muitas famílias muçulmanas se os salários não forem pagos até a próxima quarta-feira, na véspera da celebração [Festa do Sacrifício]», revelou o dirigente da CNI, «é inaceitável para viver nesta situação. O Presidente da República, José Mário Vaz, é responsável por tudo o que aconteceu», concluiu.

#abola.pt

Brasil: A direita odeia isso: Filho de pedreiro e catadora se forma - Leia (vale a pena conferir!)

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A direita odeia isso - Filho de pedreiro e catadora se forma. 22952.jpeg

"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus"

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25anos, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.
A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.
(...)
"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.
A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.
"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.
Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.
"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.


Fonte: Conversa Afiada

#pravda.ru

Burkina Faso prendendo a respiração para a 'boa notícia'.

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Os membros da organização da sociedade civil Burkinabé Balai Citoyen (Broom do Cidadão) cantando o slogans durante uma manifestação em frente ao Hotel Liaco em Ougadougou em 20 de setembro de 2015, no local de onde os mediadores anunciaram um plano para acabar com a atual crise em Burkina Faso. FOTO | AFP

O Burkina Faso prendeu a respiração neste domingo para uma solução para a crise desencadeada pelo golpe nesta semana depois de mediadores africanos prometerem um anúncio de "boa notícia".

Embora os mediadores liderados pelo presidente Macky Sall do Senegal dizerem que iriam fazer o anúncio na manhã de domingo, falando em um hotel na capital Ouagadougou, mas não mostraram sinais de que a negociação estenderia para o terceiro dia.

O mediador Thomas Boni Yayi, presidente do Benin, havia dito no sábado que "todos os atores" da crise iria anunciar "boas notícias", insinuando um retorno ao poder de um governo interino que está em vigor desde o outubro 2014 com a queda de Blaise Compaoré.

"Sim, um retorno para a transição", disse Yayi em resposta à pergunta de um repórter.

As tensões vieram à tona neste domingo, quando dezenas de partidários do golpe militar invadiram o hotel Laico que organizou estas conversações, cantando slogans e efectuando destruição de mobiliário.

Um jornalista da AFP no local disse que os partidários do general Gilbert Dienderé estavam apontando claramente para pressionar os mediadores, que também incluem o representante da ONU na África, Mohamed Ibn Chambas.

O General Dienderé, ex-chefe de gabinete de Compaoré, havia dito no Sábado: "Eu nunca disse que queria manter-me no poder ... Agora é uma questão de como proceder."

O Presidente Sall, que também é presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), havia dito anteriormente que os negociadores estavam buscando o retorno ao poder do presidente interino do Burkina Faso Michel Kafando, que está sob prisão domiciliar depois de ser detido no palácio presidencial na quarta-feira.

Não havia nenhum sinal de que os golpistas receberiam algo em troca se eles entregassem o poder de volta para o governo interino.

A Junta do General Dienderé afirmou que Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré de tomar parte nas eleições marcadas para 11 de outubro.

A eleição é considerada como uma forma de marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré que foi derrubado por um levante popular após 27 anos no poder.

Mayhem no hotel

O Regimento de Segurança Presidencial (RSP), uma unidade de elite do exército de 1.300 homens leais ao Compaoré, declarou oficialmente o golpe de Estado na quinta-feira e anunciou Dienderé como o novo líder.

Chegando ao hotel, antes que qualquer anúncio pudesse ser feito, os partidários de Dienderé forçaram a entrada, causando o pânico com lobby que decolou novamente.

"O que nós queremos é que Diendere fique para organizar eleições rapidamente, como ele prometeu. Estamos matando uns aos outros no próprio país por causa da exclusão, precisamos de eleições inclusivas", disse um torcedor de Dienderé sob condição de anonimato.

Pouco antes de os partidários de Dienderé chegarem, os manifestantes do movimento Balai Citoyen (Civic Broom) que levantaram a revolta contra Compaoré também se reuniram em frente ao hotel, procurando "manter a pressão" sobre as conversações.

Sábado à noite estava calma após dias de protestos e confrontos que opunham jovens anti-golpe contra as autoridades e paralisaram o tráfego em muitas partes do país.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e 113 ficaram feridas em confrontos provocados pela detenção do presidente interino e primeiro-ministro por oficiais da RSP na quarta-feira, uma fonte no principal hospital de Ouagadougou disse à AFP.

A ex-colônia francesa anteriormente denominado Alto Volta, o Burkina Faso tem tido uma longa história de instabilidade desde que ganhou a independência em 1960.

Em face da condenação global do golpe, o General Diendere insistiu na sexta-feira que ele estava agindo no interesse do país pobre sem litoral na África Ocidental.

"Nós simplesmente queremos ter propostas para as eleições que devem se realizar com serenidade e paz, e para que os resultados que sejam incontestáveis", disse ele ao canal de televisão francês TV5 Monde.

A União Africana composta por 54 membros suspendeu o Burkina Faso e impôs uma proibição de viajar e o congelamento dos bens dos elementos da junta.

(AFP)

Presidente cubano recebe o papa Francisco em uma visita de cortesia.

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Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes.



O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu a visita de cortesia do papa Francisco na tarde de domingo, 20 de setembro.
Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes. Após a cerimônia, o Sumo Pontífice irá à Catedral de Havana, onde já está sendo esperado pelo povo no município de Havana Velha.
Em seu percurso para a Catedral, o povo está reunido nas ruas para cumprimentar Sua Santidade.

O papa Francisco visitou Fidel

Segundo Federico Lombardi a conversa entre o papa Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
MONSENHOR Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou em uma entrevista coletiva, neste domingo, 20 de setembro, que o papa Francisco teve um encontro com o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao terminar a Santa Missa.
Segundo Lombardi a conversa entre Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
O Sumo Pontífice e Fidel trocaram presentes: o papa lhe entregou livros ao comandante-em-chefe e o líder cubano entregou a Sua Santidade um exemplar do livro Fidel e a religião, que neste ano completou o 30º aniversário de sua primeira edição.

“Muito obrigado a todos aqueles que se esmeraram para preparar esta visita pastoral”.

Expressou o Sumo Pontífice em suas primeiras palavras em Cuba. Texto na íntegra de suas palavras.
Photo: Roberto Suárez

Senhor presidente,
Distintas Autoridades,
Irmãos no Episcopado,
Senhoras e senhores:
MUITO obrigado, senhor presidente, por sua acolhida e suas atentas palavras de boas-vindas em nome do governo e de todo o povo cubano. Minha saudação também vai encaminhada às autoridades e aos membros do corpo diplomático que tiveram a amabilidade de estarem presentes neste ato.
Ao cardeal Jaime Ortega y Alamino, arcebispo de Havana, a monsenhor Dionisio Guillermo García Ibáñez, arcebispo de Santiago de Cuba e presidente da Conferência Episcopal, aos demais bispos e a todo o povo cubano, agradeço sua fraternal recepção.
Obrigado a todos aqueles que trabalharam com esmero para preparar esta visita pastoral. Gostaria de pedir-lhe, senhor presidente, que transmita meus sentimentos de especial consideração e respeito a seu irmão Fidel. Ao mesmo tempo, gostaria que a minha saudação chegasse especialmente a todas aquelas pessoas que, por diversos motivos, não poderei encontrar e a todos os cubanos dispersos pelo mundo todo.
Como o presidente expressou neste ano 2015 se celebra o 80º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas sem interrupção entre a República de Cuba e a Santa Sé. A Providência me permite chegar hoje a esta querida Nação, seguindo as pegadas indeléveis do caminho aberto pelas inesquecíveis viagens apostólicas que fizeram a esta Ilha meus dois predecessores, são João Paulo II e Bento XVI. Sei que sua recordação suscita gratidão e carinho no povo e as autoridades de Cuba. Hoje renovamos estes laços de cooperação e amizade para que a Igreja continue acompanhando e alentando o povo cubano em suas esperanças e em suas preocupações, com liberdade e com os meios necessários para levar o anúncio do Reino até as periferias existenciais da sociedade.
Esta viagem apostólica coincide, ainda, com o 1º Centenário da declaração da Virgem da Caridade do Cobre como Padroeira de Cuba, por Bento XV. Foram os veteranos da Guerra da Independência, encorajados por sentimentos de fé e patriotismo, os que pediram que a Virgem ‘mambisa’ fosse a padroeira de Cuba como nação livre e soberana. Desde então, Ela tem acompanhado a história do povo cubano, sustentando a esperança que preserva a dignidade das pessoas nas situações mais difíceis e levando a bandeira da promoção de tudo aquilo que dignifica o ser humano. Sua crescente devoção é testemunho visível da presença da Virgem na alma do povo cubano. Nestes dias terei ocasião de ir ao Cobre, como filho e peregrino, para pedir a nossa Mãe por todos seus filhos cubanos e por esta querida Nação, para que transite pelos caminhos de justiça, paz, liberdade e reconciliação.
Geograficamente, Cuba é um arquipélago que olha para todos os caminhos, com um valor extraordinário como “chave” entre o Norte e o Sul, entre o Leste e o Oeste. Sua vocação natural é ser ponto de encontro para que todos os povos se reunam em amizade, tal como sonhou José Martí, “acima da língua dos istmos e a barreira do mar” (A Conferência Monetária das Repúblicas da América, in Obras Escogidas II, Havana 1992, 505). Esse mesmo foi o desejo de são João Paulo II, em seu fervente apelo para “que Cuba se abra com todas suas magníficas possibilidades ao mundo e que o mundo se abra a Cuba” (Discurso na cerimônia de chegada, 21-1-1998, 5).
Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, após anos de distanciamento. Esse processo é um sinal da vitória da cultura do encontro, do diálogo, do “sistema do acrescentamento universal… acima do sistema, morto para sempre, de dinastia e de grupos” (José Martí, ibíd.). Encorajo os responsáveis políticos para continuarem avançando por este caminho e desenvolver todas suas potencialidades, como prova do alto serviço que estão chamados a prestar a favor da paz e o bem-estar de seus povos, de toda a América, e como exemplo de reconciliação para o mundo todo.
Nestes dias, ponho sob a intercessão da Virgem da Caridade do Cobre, dos beatos Olallo Valdés e José López Piteira e do venerável Félix Varela, grande propagador do amor entre os cubanos e entre todos os homens, para que aumentem nossos laços de paz, solidariedade e respeito mútuo.

sábado, 19 de setembro de 2015

SENEGAL - ÚLTIMOS MINUTOS: O GENERAL GILBERT DIENDÉRÉ ACEITA DEVOLVER O PODER AO PRESIDENTE DERRUBADO, Michel Kafando.

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Estamos caminhando para um acordo na crise no Burkina Faso. O General Gilbert Diendéré, autor do golpe que depôs o presidente da transição Burkinabé, Michel Kafando, finalmente concordou em devolver o poder a este último, depois de intensas negociações iniciadas pelo Presidente Macky Sall, o Presidente em exercício da CEDEAO, e o seu homólogo Yayi Boni, o Presidente de Benin. Ele também decidiu pela participação eleitoral de todos os partidos que tinham inicialmente apresentado candidatos, alguns dos quais, próximos ao ex-presidente Blaise Compaoré, que teriam sido descartados. Ele fez saber que após 72 horas de detenção, Michel Kafando, o presidente interino do Burkina e dois de seus ministros foram libertados por seus homens. O golpe foi fortemente denunciado por organismos internacionais, a França e a União Africana. Gilbert Diendéré vai fazer uma declaração importante nas próximas horas.

# Seneweb News - Seneweb.com

Os líderes africanos em novas conversações de mediação em Burkina Faso.

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Presidente Thomas Yayi Boni do Benin (4º, à direita) e presidente senegalês, Macky Sall (5º, à direita), reúnem-se em um hotel com líderes da oposição do Burkina Faso e membros da sociedade civil neste sábado, 19 de setembro de 2015 em Ouagadougou. FOTO | AFP

Dois líderes africanos retomaram as conversas de mediação na capital do Burkina Faso, neste sábado, portanto, três dias depois do golpe de Estado que reacendeu a violência no estado conturbado do Sahel.

As tensões permaneceram elevadas na capital Ouagadougou, onde a maioria das lojas permaneceu fechada depois de um confronto na sexta-feira entre as tropas de elite e os manifestantes.

O presidente senegalês, Macky Sall, o atual Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e o Presidente Thomas Yayi Boni do Benin, reuniram-se em um hotel com líderes da oposição e membros de grupos da sociedade civil.

Eles também foram para se reunir com o presidente interino do país, Michel Kafando, que foi sequestrado na quinta-feira e depois detido pelos líderes do golpe.

O Presidente Sall, falando após encontro com o líder do golpe, o General Gilbert Diendere, o ex-chefe de gabinete do presidente deposto Blaise Compaoré, que foi apelado na sexta-feira para a unidade.

"Temos de criar uma dinâmica de reconciliação nacional ... para permitir que o país se reposicione no seu caminho e em sua marcha para a democracia", disse o líder senegalês.

A ex-colônia francesa anteriormente denominado Alto Volta, e atualmente de Burkina Faso tem tido uma longa história de instabilidade desde que ganhou a independência em 1960.

O país estava se preparando para realizar eleições presidenciais e legislativas em 11 de outubro antes de ocorrer o golpe de quarta-feira.

Supõe-se que a eleição é para marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré - no poder desde 1987 - foi derrubado por um levante popular em outubro de 2014.

Suspensão da UA

O último golpe foi orquestrado por uma unidade de elite do exército leal a Compaoré, que afirma que Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré de tomar parte na votação.

Durante a noite de sexta-feira, o General Diendere reiterou que ele estava agindo no interesse do país.

"Nós simplesmente queremos as propostas para as que as eleições decorram com serenidade e paz, e para os resultados não sejam incontestáveis", disse ele ao canal de televisão francês TV5 Monde.

A União Africana composta por 54 membros suspendeu o Burkina Faso e impôs uma proibição de viajar e o congelamento dos bens da junta.

"Todas as medidas tomadas por aqueles que tomaram o poder pela força em Burkina Faso são nulas e sem efeito", disse na sexta-feira embaixador da UA, o Ugandês Mull Katende.

Líderes do golpe sequestraram Kafando e dois ministros na sexta-feira, descrevendo a decisão como "um sinal de alívio de tensões", mas o primeiro-ministro Isaac Zida permanece sob prisão domiciliar.

Os militares também levantaram o toque de recolher e reabriram as fronteiras terrestres e aéreas que haviam sido fechadas depois da tomada do poder.

Seis pessoas foram mortas e pelo menos houve 13 feridos em confrontos, disse um médico no principal hospital de Ougadougou à AFP, nesta sexta-feira.

Como os dois mediadores africanos chegaram na sexta-feira, os membros do Regimento da elite da Segurança Presidencial (RSP), que lideraram o golpe disparando para o ar para dispersar manifestantes que tentavam marchar pela Praça da Revolução, o epicentro da revolta do ano passado contra Compaoré.

As casas de dois antigos aliados de Compaoré - o ex-prefeito de Ouagadougou Simon Compaoré, e Salif Diallo, que se juntaram a oposição em 2014 - foram saqueadas durante a noite de sexta-feira, um repórter da AFP viu.

Outros protestos foram realizados em várias outras cidades e vilas, incluindo Bobo-Dioulasso, a capital econômica do país e que é o local do levante contra Compaoré.

#africareview.com

Analistas pedem medidas firmes para pôr fim à tensão em Moçambique.

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É preciso obrigar o Governo e a RENAMO a encontrar "caminhos acertados" para pôr termo à tensão política, defendem especialistas, depois dos vários apelos para uma investigação sobre o ataque à comitiva de Dhlakama.

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama (esq.), encontrou-se com o Presidente Filipe Nyusi em fevereiro, em Maputo.

Missões diplomáticas acreditadas em Moçambique apelaram à realização de uma "investigação célere" do ataque contra uma coluna em que seguia o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama. O epsiódio teve lugar no sábado (12.09) em Chibata, quando a comitiva regressava de um comício em Macossa e se encaminhava para Chimoio, capital de Manica.
A RENAMO atribuiu a emboscada a elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) das forças de defesa e segurança moçambicanas. A polícia negou o envolvimento no ataque. A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, classificou a emboscada como uma "simulação" do maior partido da oposição.
Os apelos das missões diplomáticas acreditadas em Moçambique são fundamentais para a solução rápida da tensão política que o país vive, defendem analistas, que, no entanto, divergem quanto aos resultados destas exigências.
Por um lado, receia-se que, devido à complexidade do problema e a escassez de fontes que permitam o apuramento da veracidade do ocorrido o assunto termine em meras trocas de acusações.
Apelos não chegam
As acções da comunidade internacional perante a tensão política que Moçambique vive são "demasiado suaves", considera Domingos do Rosário, do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Eduardo Mondlane. "Se a situação chegou onde está hoje, eles também são responsáveis. Porque tinham muitas formas de travar a maneira como este país foi governado durante muito tempo. Eles bateram palmas porque também beneficiavam desse clientelismo", critica.
O académico defende que, mais do que simples apelos, a comunidade internacional deve encontrar caminhos para influenciar os atores políticos, com vista a ultrapassar o principal problema: a exclusão social e económica que ainda prevalece no país.
"Essa solução passa por a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e a RENAMO sentarem-se e falarem seriamente", sugere. "Como disse o porta-voz da FRELIMO, como é que dentro da própria FRELIMO há dois movimentos contraditórios? Não há reconciliação nacional porque a reconciliação nacional não é um discurso, é uma prática".
O analista Egídio Vaz acredita que o Governo, liderado pela FRELIMO, dará ouvidos à chamada de atenção dos diplomatas e de todas as vozes que se levantam contra a intolerância política e a guerra no país. "É um apelo direto ao Governo, mas também um apelo indireto à RENAMO para que, dentro das suas possibilidades e a todo o custo, continue a preservar a paz e que cinjam o jogo democrático dentro do quadro legal".
Encontro entre Nyusi e Dhlakama
Dércio Alfazema, do Instituto para a Promoção da Democracia, acredita também que o Governo irá ceder à pressão das missões diplomáticas acreditadas em Moçambique, mas sugere uma intervenção mais firme de toda a sociedade para pôr termo a esta instabilidade.
Joaquim Chissano (esq.) e Afonso Dhlakama assinaram o Acordo Geral de Paz a 4 de outubro de 1992
"Perante a situação que estamos a viver, não precisamos de culpados. Precisamos é de soluções, de encontrar saídas. E ninguém melhor do que os dois que estão diretamente envolvidos nisso para trazer esta solução e buscar algum tipo de consenso", sublinha o especialista.
O encontro entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, continua a ser a porta para a solução desta instabilidade, sublinham os analistas.
O ex-chefe de Estado moçambicano Joaquim Chissano já se mostrou disponível para mediar um encontro entre os dirigentes políticos, a quem apela para que aprendam a gerir conflitos. Em 1992, em Roma, Chissano assinou com Dhlakama o Acordo Geral de Paz que pôs termo a 16 anos de guerra civil em Moçambique.
#dw.de

Chegará a Cuba o papa Francisco.

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O papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, chegará a Cuba, no sábado, 19 de setembro, para iniciar uma visita apostólica ao nosso país, a qual se estenderá até 22 de setembro.



O papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, chegará a Cuba, no sábado, 19 de setembro, para iniciar uma visita apostólica ao nosso país, a qual se estenderá até 22 de setembro.
Sua Santidade realizará uma visita de cortesia ao presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Raúl Castro Ruz e cumprirá um programa de atividades pastorais em Havana, Holguín e Santiago de Cuba.

Videomensagem de Sua Santidade Francisco ao povo de Cuba.

Photo: Internet

"Vou visitá-los para compartilhar a fé e a esperança, para que nos fortaleçamos mutuamente no acompanhamento de Jesus", expressou o Sumo Pontífice em sua mensagem ao povo.
Queridos irmãos:
Faltam já poucos dias para minha viagem a Cuba.
Com este motivo desejo enviar-lhes uma saudação fraternal antes de encontrarmo-nos pessoalmente.
Vou visitá-los para compartilhar a fé e a esperança, para que nos fortaleçamos mutuamente no acompanhamento de Jesus. Faz-me muito bem e me ajuda muito pensar em sua fidelidade ao Senhor, no ânimo com que enfrentam as dificuldades de cada dia, no amor com que se ajudam e sustentam no caminho da vida. Obrigado por esse testemunho tão valioso.
Da minha parte, quero transmitir-lhes uma mensagem muito simples, mas penso que é importante e necessária. Jesus quer muito vocês a sério. Ele leva vocês sempre no coração. Ele sabe melhor que ninguém o que cada pessoa necessita, o que anseia, qual é seu desejo mais profundo, como é nosso coração e Ele nunca nos abandona, e quando não nos comportamos como Ele espera, sempre fica ao nosso lado, disposto a acolher-nos, a confortar-nos, a dar-nos uma nova esperança, uma nova oportunidade, uma nova vida. Ele nunca parte, Ele está sempre aí.
Sei que vocês se estão prontificando para esta visita com uma oração, agradeço isso infinitamente. Necessitamos orar, necessitamos a oração, esse contato com Jesus e com Maria, e sinto uma alegria imensa que seguindo o conselho dos meus irmãos bispos de Cuba estejam repetindo muitas vezes ao dia essa oração que aprendemos quando crianças: “Sagrado Coração de Jesus, fazei meu coração semelhante ao teu”. É bonito ter um coração como o de Jesus, para saber amar como Ele, perdoar, dar esperança, acompanhar.
Quero estar entre vocês como missionário da misericórdia, da ternura de Deus. Mas permitam-me que os anime também a que vocês sejam missionários desse amor infinito de Deus, que não falte a ninguém o testemunho de nossa fé, de nosso amor; que todo mundo saiba que Deus sempre perdoa, que Deus sempre está de nosso lado, que Deus nos quer.
Vou ir também ao Santuário da Virgem do Cobre como mais um peregrino, como um filho que está desejando chegar à casa da mãe. A Ela confio esta viagem e também a confio a todos os cubanos.
E por favor, lhes peço para orarem por mim, que Jesus os abençoe e a Virgem Santa os cuide.
#granma.cu

Burkina Faso: A UA suspende o Burkina Faso, dando uma tapa com sanções à junta golpista.

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O General Gilbert Diendere (à direita) fala com Ibn Chambas Mohamed no (centro), o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Ocidental, e Kadre Desire Ouedraogo, presidente da Comissão da CEDEAO, em Ouagadougou em 18 de Setembro de 2015. FOTO | AFP

A União Africana suspende o Burkina Faso e impôs sanções aos líderes do golpe militar, os soldados que tentaram parar os manifestantes que estavam a marchar na Praça da Revolução, na capital.

O bloco composto de 54 países membros também impôs a proibição de viajar e o congelamento de bens dos líderes da junta, o representante do Uganda denunciou o seqüestro de líderes interinos do Burkina nesta quarta-feira como um ato "terrorista".

O último golpe foi orquestrado por uma unidade de elite do exército leais ao presidente deposto Blaise Compaoré que afirmou que o presidente interino Michel Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré às próximas eleições de 11 de outubro.

"Todas as medidas tomadas por aqueles que tomaram o poder pela força em Burkina Faso são nulas e sem efeito", disse o Ugandês Mull Katende embaixador da União Africana.

A forte reação União Africana veio dos presidentes: senegalês, Macky Sall, Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), do Benin, o Presidente Thomas Yayi Boni  que reuniram com o líder do golpe, o General Gilbert Diendere - o ex-chefe de pessoal de Compaoré - em Ouagadougou.

"Temos de criar uma dinâmica de reconciliação nacional ... para permitir que o país se reposicione no seu caminho e em sua marcha para a democracia", disse Sall nesta sexta à noite.

General Dienderé, entretanto, disse mais tarde que, por enquanto as conversações são "frutíferas", mas nada ainda tinha sido acordado.

"Eu prefiro não ficar à frente da linguana na água, porque nada foi decidido até o momento", disse ele, usando uma expressão local.

Com um par de líderes que chegaram a liderar os membros da elite de Segurança Presidencial  do Regimento de Compaoré (RSP) no golpe com disparos para o ar para dispersar manifestantes que tentavam marchar na Praça da Revolução, o epicentro da revolta popular que derrubou Compaoré em outubro 2014 .

Campaoré foi forçado a fugir do país depois de tentar estender seu governo de 27 anos sobre a nação da África Ocidental empobrecido.

Espátulas e vassouras

Os líderes do golpe disseram que o afastamento do Presidente Kafando e de dois ministros na Sexta-feira -  era "um sinal de aliviar as tensões" - mas o primeiro-ministro Isaac Zida, um ex-oficial da RSP, permanece sob prisão domiciliar.

Protestos anti-golpe se espalharam para várias cidades e vilas. Na capital econômica do país Bobo-Dioulasso, as mulheres se reuniram na sexta-feira segurando espátulas e vassouras - símbolos da Balai Citoyen, o movimento na vanguarda dos protestos anti-Compaoré do ano passado - que mostrou que eles queriam limpar o jogo político no país .

O Burkina Faso estava se preparando para realizar sua primeira eleição em décadas de independência antes do último golpe que jogou a democracia nascente em turbulência.

A comunidade internacional condenou unanimemente o golpe, com a ONU, a UA, União Europeia, Ecowas, os Estados Unidos, e a ex-potência colonial a França denunciando a junta.

Grupos que se opõem à Compaoré na sexta-feira exigiram a restauração das autoridades de transição e pediram que as eleições tenham lugar em Outubro como planejado.

As partes, lideradas pelo ex-favorito Roch Marc Christian Kaboré as presidenciais, apelou a uma campanha de desobediência civil e um fim imediato à "opressão brutal e assassina" dos líderes do golpe.

Em Ouagadougou havia menos carros na estrada nesta sexta-feira do que é habitual, com algumas lojas fechadas. Confrontos entre forças golpistas e manifestantes desde quarta-feira deixaram pelo menos seis mortos, segundo fontes hospitalares, com três pessoas mortas na sexta-feira.

Os militares tinham anunciado anteriormente um toque de recolher e fecharam as fronteiras terrestres e aéreas, reabrindo-as na sexta-feira à tarde.

Orquestração

Muitos dos cidadãos do país têm desafiado as regras, no entanto, os residentes de Bobo-Dioulasso ainda está fazendo o seu caminho lotando as tabernas locais para discutir as últimas notícias, e para beber.

"Nós já não estamos mais trabalhando, então não temos mais dinheiro", disse Abbas Traoré, um eletricista.

"O pouco que tenho é para Tchapalo", acrescentou, referindo-se a um tipo de cerveja local.

O Chefe do Golpe, o General Dienderé negou que o golpe foi orquestrado por Compaoré, cujo paradeiro é desconhecido.

Mas os analistas têm dúvidas sobre sugestões de que Compaoré poderia estar completamente inconsciente dos planos para assumir o poder por parte do seu antigo assessor.

"É uma pergunta que não posso responder - porque, por definição, Blaise Compaoré nunca fala", disse Rinaldo Depagne, analista do International Crisis Group com sede em Dakar.

"Mas é difícil imaginar que Blaise Compaoré fosse inconsciente de um projeto que foi tão meticulosamente preparado."

O General Dienderé tem insistido de que ele está comprometido com a realização de eleições, dizendo na quinta-feira à noite que : "Nós não temos a intenção de arrastar isso, nós não pretendemos ficar."

As eleições presidenciais e legislativas previstas para outubro como foi suposto era para marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré ter sido derrubado.

"Considerações a Blaise" - ele havia governado o país desde que assumiu o poder em um golpe em 1987, que terminou com a morte misteriosa do presidente Thomas Sankara, ainda visto por muitos na África Ocidental como um herói revolucionário.

(AFP)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Olusegun Obasanjo quer pacto de estabilidade na Guiné-Bissau.

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Olusegun Obasanjo, antigo presidente da Nigéria e mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
Olusegun Obasanjo, antigo presidente da Nigéria e mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
Getty Images

Ao felicitar-se com o epílogo da crise alcançado ontem com a nomeação de Carlos Correia como Primeiro-Ministro, o mediador da CEDEAO, Olusegun Obasanjo, propôs que os actores políticos do país adoptem um pacto de estabilidade de modo a evitar que a Guiné-Bissau torne a conhecer a instabilidade.

Enviado especial da CEDEAO para ajudar os guineenses na resolução do impasse político, Olusegun Obasanjo declarou-se feliz com o desfecho da crise, mas sobretudo pelo facto de a solução ter sido encontrada pelos próprios guineenses. Contudo, o ex-presidente da Nigéria, deixou um aviso: para que situações como aquela que o país vivenciou nas últimas semanas não voltem a acontecer, os líderes da Guiné-Bissau, partidos políticos e sociedade civil, deveriam assinar um pacto de estabilidade baseado nos princípios da cooperação, concertação e colaboração.
A nível dos partidos, o PAIGC e o PRS, as duas principais forças políticas do país, admitiram a pertinência desse pacto, esta proposta surgindo alguns dias depois dos líderes da CEDEAO terem proposto, no mesmo sentido, que se dê prioridade à adopção de uma revisão constitucional para evitar novos contenciosos.
Lembramos ainda que 35 dias depois de ter sido demitido o governo de Domingos Simões Pereira, a Guiné-Bissau voltou a ter um novo chefe do executivo, Carlos Correia, que foi empossado ontem pelo Presidente José Mário Vaz que considerou "existirem condições para trabalharem juntos". Também positiva foi a reacção da sociedade civil que se mostrou satisfeita com a resolução da crise na Guiné-Bissau.
#RFI

Burkina Faso: Novo líder diz que o presidente deposto está 'são e salvo'.

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Brigadeiro-General Gilbert Diendere
Brigadeiro-General Gilbert Diendere

O Presidente interino deposto, Michel Kafando, e o primeiro-ministro, estão 'sãos e salvos, disse hoje o líder do novo conselho que governa o Burkina Faso, Brigadeiro-General Gilbert Diendere.
“Em breve serão soltos,” prometeu Diendere.
Antes, o Coronel Mamadou Bamba havia confirmado, na televisão pública, na capital Ouagadougou,  golpe de estado. O derrube do governo de transição foi dirigido por militares da guarda presidencial.
Diendere disse que os militares fizeram o golpe porque a situação política do país estava comprometida. Ele prometeu iniciar um diálogo político inclusivo, que culminará com a realização de eleições em data a determinar.
As eleições presidências no Burkina Faso estavam marcadas para 11 de Outubro, um ano após o derrube do Presidente Blaise Blaise Compoaré.
Campaore foi afastado pelo povo, na sequência da sua tentativa de mudar a constituição para se manter na presidência depois de 27 anos no cargo.
No início deste ano, as autoridades de transição aprovaram novas regras eleitorais que impedem a candidatura de apoiantes de Compaoré. O anterior partido no poder condenou a medida alegando que as eleições não seriam livres e justas.
Diendere, que dirige o chamado Conselho Nacional para a Democracia, é um aliado de longos anos de Compaoré.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu a libertação do Presidente interino e do primeiro-ministro, e condenou a detenção dos dois.
O Secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki-Moon, disse que o acto era uma “flagrante violação” da constituição de Burkina Faso.
A Embaixada dos Estados Unidos pediu também a libertação do presidente e disse que os Estados Unidos “condenam fortemente qualquer tentativa de tomar o poder por vias não constitucionais”.
#VOA

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