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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

GUINÉ-BISSAU: OPINIÃO SOBRE A MATÉRIA - Comandos militares nas ruas de Bissau para combater assaltos.

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Bissau, Guiné-Bissau

Samuel Vieira

Nós os guineenses, nós não devemos fechar os olhos para a violência urbana se, efetivamente, não queremos que no futuro próximo sejamos trancados atrás das grades enquanto os bandidos tomam conta de tudo. Enfrentá-los agora e dizimá-los deve ser papel principal das autoridades da justiça com a colaboração da população.  Não existe país bom, quando a justiça nele é inoperante, quando o sistema de carceragem é um balcão de negócios, homens da lei que se prendem aos códigos <abertos> para manipular em seu favor a justiça beneficiando aqueles que podem pagar para ficarem impunes.

Viver em Cuba para muitos pode ser muito ruim, porém o cubano sai à noite para visitar parentes ou se divertir, sem receio de nada, porque minimamente há um controle urbano que impacta acção dos bandidos. Já no Brasil se pode tudo e ao mesmo tempo não se pode nada. Viajar de autocarro, de metrô, ou de carro próprio é um “Ave Maria” ao entrar e um “Amém” ao chegar o destino. Pois tudo pode acontecer  durante um percurso. O rico no Brasil só se sente confortável quando trancado em sua mansão ou no seu gabinete rodeado de seguranças. A vida aqui neste país roda por um fio, a qualquer hora do dia você pode ser vítima. A rede de televisão que circunda o país tem desempenhado um papel nobre denunciando actos macabros que ocorrem todos os dias no país.  E o papel da justiça tem sido eficaz para conter os crimes cometidos diariamente?

Eu diria que não. Um bandido preso depois de um grande trabalho por parte da polícia para captura-lo, ele pode ser solto pela justiça sob alegação do juiz que vocifera – eu simplesmente cumpri com a lei!  Você cidadão comum se interroga: mas como? Ele matou, estuprou e é solto? É, realmente muitas vezes não temos resposta perante a decisão do juiz.

De certa forma o cidadão guineense foi surpreendido nesses dias com a resposta rápida por parte da justiça para conter a onda de assalto que assola Bissau. Todos nós temos presente em memória o “NÔ KORDA SINTIDU”, O PROGRAMA DE GRANDE AUDÊNCIA DO RADIALISTA CANCAN. Já se foi o tempo, mas os cinquentões certamente não esquecem. BANDIDUS, KILIS GORA DÊ, NA GUINÉ, EKA TEMBA LUGAR!

Eu, muito cedo alertei sobre a questão de violência urbana. No site didinho.org, publiquei uma matéria retratando com detalhes porque constitui perigo a violência urbana. Para quem já esqueceu, eu vou passar o LINK Violência Urbana - CLICK AQUI para reviver.

Deixo aqui minhas saudações ao Delegado ou aos Delgados da polícia, Comandantes da polícia militar que agiram rapidamente para conter o crescimento da violência urbana em Bissau. Peço de minha parte que todos que estão colaborando com essa ação, que continuem a desenvolver esforços visando tornar o rosto de Bissau, o rosto conhecido por todos nós, de  rosto de cidadezinha pacata, limpa e de cidadãos muito hospitaleiros.     

Samuel Vieira
  

Comandos militares nas ruas de Bissau para combater assaltos.

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Bissau, Guiné-Bissau

Comandos Militares da Guiné-Bissau anunciaram nessa segunda-feira que vão passar a patrulhar as ruas da capital "como forma de garantir a segurança, travar actos de vandalismo e assaltos à mão armada".
O anúncio consta de um comunicado assinado pelo comandante do regimento dos Comandos, o coronel Baute Yampta Namam, que pediu aos cidadãos que liguem para dois números de telefone disponibilizados pelos Comandos.
Na semana passada, o presidente da Associação dos Comerciantes Retalhistas, Aliu Seidi, solicitou a intervenção do Governo para "travar a onda de assaltos" nos mercados e empreendimentos em Bissau, que, segundo ele, já provocaram a morte "a alguns comerciantes".
Nos últimos dias, populares da capital guineense têm denunciado assaltos à mão armada, agressões e roubos, às vezes em plena luz do dia.
#VOA

Costa do Marfim: Eleição Presidencial / Resultados parciais de acordo com a CEI: Alassane Ouattara bem à frente na contagem segundo Pascal Affi N'Guessan.

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Présidentielle:
Presidential: Abertura da noite eleitoral no CEI. Domingo, 25 de outubro de 2015. Proclamação dos resultados das eleições presidenciais em directo pela Comissão Eleitoral Independente

De acordo com os primeiros resultados parciais da eleição presidencial divulgados pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) nas antenas da RTI, o atual presidente Alassane Ouattara está bem à frente em várias localidades.

O candidato do FPI, Pascal Affi N'Guessan após ter ganho voto somente na cidade de Bongouanou sua terra natal, de acordo com os resultados divulgados.

Estes resultados parciais emitidos pelo CEI põe em evidência os 2 primeiros em cada localidade anuncia o candidato KKB na segunda posição seguido de Alassane Ouattara em algumas localidades.

Abaixo, os resultados parciais devulgados tarde da noite:

Local                              Candidato
Bloléquin                        Alassane Ouattara 77,8%        Affi 16,1%

Bocanda                          Alassane Ouattara 89,4%        Kouadio Konan Bertin 5,5%

Bondoukou                     Alassane Ouattara 82,4%        Affi 13,4%
   
Bongouanou                   Affi 59,5%                              Ouattara 38%

Bouaflé                           Alassane Ouattara 86,9%         Affi 7,3%

Dabakala                        Alassane Ouattara 98,3%          Affi 1%

Dabou                            Alassane Ouattara 70,7%          Affi 16,7%

Daloa                             Alassane Ouattara 87,4%          Affi 6,1%

Danane                          Alassane Ouattara 90,8%          Affi 4,1%

Dimbokro                      Alassane Ouattara 86,1%          Affi 7,4%

Divo                              Alassane Ouattara 83,1%          Affi 8,9%
   
Djékanou                      Alassane Ouattara 89,9%          Affi 4,8%

Grand-Bassam              Alassane Ouattara 66,9%          Affi 20,1%

Jacqueville                    Alassane Ouattara 67.95            Affi 22,1%  

Attecoub                       Alassane Ouattara 82,1%           Koudio Konan Bertin 7,3%

Cocody                         Alassane Ouattara 74,5%           Koudio Konan Bertin 11,3%

#abidjan.net

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cuba: ONU pronuncia-se amanhã sobre o bloqueio.

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O chanceler cubano já está nas Nações Unidas para a votação.
A comunidade internacional vai se pronunciar amanhã, 27 de outubro, sobre o bloqueio, pela primeira vez desde 17 de dezembro passado, quando Cuba e os Estados Unidos abriram um novo capítulo de sua história bilateral que permitiu o restabelecimento de relações diplomáticas e a abertura de embaixadas em Havana e Washington.
Apesar de algumas medidas executivas do presidente Barack Obama, o grosso da política de cerco econômico, financeiro e comercial se mantém em pé. Daí a necessidade de levar mais uma vez este tema à ONU, onde Cuba acumula mais de duas décadas de sólido apoio global.
O relatório anual intitulado Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba indica que as perdas acumuladas durante mais de meio século de agressões são da ordem dos 833,755 bilhões de dólares, tendo em conta as flutuações do valor do ouro.
Segundo os especialistas, esse número é conservador e na prática poderia ser muito maior, já que o bloqueio não só implica custos maiores, por ter que recorrer a mercados longínquos, mas também inclui milhões de dólares em perdas por negócios no mundo todo que não se concretizaram pelo temos às sanções, bem como a impossibilidade de Cuba de vender seus produtos nos EUA, o maior mercado global.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, está desde o dia 25 de outubro em Nova York, para participar desta nova votação e falar ante o fórum de 193 nações.
Espera-se que na terça-feira, 27 de outubro, se repita o rechaço em massa a esta política de agressão, que se mantém apesar de que ambas as nações contam com relações diplomáticas e que o próprio presidente Obama chamou o Congresso de seu país a que trabalhe para sua eliminação.
A agência Prensa Latina lembra que no mesmo fórum que acolherá a nova votação foi testemunha, há menos de um mês do reclame de chefes de Estado, de governo e chanceleres de eliminar o bloqueio.
Quase 50 mandatários dos cinco continentes referiram-se a este tema durante o debate anual da 70ª Assembleia Geral, celebrado entre 28 de setembro e 3 de outubro. Ali foram escutados qualificativos tais como anacronismo, injustiça, obstáculo para o desenvolvimento, ato sem sentido, relíquia da guerra fria e asfixia para o povo da Ilha.
A imprensa internacional fez-se de diferentes teorias respeito a como votará a delegação estadunidense nesta ocasião, devido que a ordem para pressionar um ou outro botão virá do Departamento de Estado (sujeitado ao poder Executivo) e não do Congresso.
O documento apresentado por Cuba inclui uma valorização dos passos que foram dados a partir de 17 de dezembro passado e menciona o reconhecimento feito pelo presidente Obama de que sua política para Cuba, incluído o bloqueio, é obsoleta e deve ser eliminada.
Mas enfatiza em que apesar do novo cenário, “no período se manteve o acirramento do bloqueio, em sua dimensão financeira e extraterritorial, o qual se torna evidente na imposição de multas milionárias contra bancos e instituições financeiras, como resultado da perseguição das transações internacionais cubanas”.
Recentemente, o banco francês Crédit Agricole aceitou pagar más de um bilhão de dólares a diferentes entidades reguladoras estadunidenses para resolver um processo contra ele por supostas violações das leis desse país contra Sudão, Irã, Myanmar e Cuba.
De qualquer maneira, as autoridades cubanas têm sido claras a respeito de que o andamento do processo de normalização entre os dois países dependerá dos passos que sejam dados para dar cabo do bloqueio.
Ainda, assinalam que o presidente norte-americano conserva amplas faculdades para mudar a aplicação prática dessa política que prejudica o povo cubano, isola Washington e gera o rechaço em massa das nações do mundo, o qual se tornará evidente, mais uma vez, em 27 de outubro, na ONU.
#granma.cu

O poder judicial é soberano em Angola?

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Em Angola, sociedade civil nega que o poder judicial seja soberano. Esta foi a reação às declarações do segundo secretário do MPLA, em Luanda, partido no poder, publicado no Jornal de Angola desta segunda-feira (26.10).
Palácio de Justiça em Luanda, Angola
Um artigo de primeira página, da edição desta segunda-feira (26.10) do Jornal de Angola, que se publica em Luanda, refere que “o poder judicial é soberano” em Angola. Segundo, Jesuíno Silva, segundo secretário do MPLA na capital angolana, em declarações ao referido jornal, defende que a" separação de poderes é um princípio estruturante de qualquer sistema democrático e em Angola não é diferente".
A DW África ouviu outras vozes sobre o mesmo assunto e os três entrevistados foram unânimes em afirmar que o poder judicial em Angola não é independente, contrariando Jesuíno Silva.
O advogado Luís do Nascimento considera que o poder judicial não é soberano e acrescenta que “em termos da Constituição formalmente é mas temos que compreender que a Constituição não se realiza. Há efetivamente uma grande concentração de todos os poderes nas mãos da mesma pessoa, o Presidente da República”.
O presidente da Associação Mãos Livres, Salvador Freire, afirma por seu turno que “do ponto de vista técnico não acredito porque os juízes e os procuradores são nomeados pelo Presidente da República, ou seja, ele tem competência para os nomear e ao mesmo tempo tem a possibilidade de os exonerar. E por este facto não vejo como o setor judiciário possa ser independente”.
Luís do Nascimento (dir.), advogado
Incompetência da Justiça?
E o analista político Filomeno Vieira Lopes conclui ao afirmar que “do ponto de vista prático este poder judicial não é soberano e independente, aliás como também existem problemas com todas as outras estruturas do Estado".
Lopes explica ainda o seguinte: "Porque ao longo de todos esses anos não foi possível desmantelar a estrutura do partido/Estado que nos governa. Na base destas questões todas está precisamente o facto do nosso sistema político ser ainda dirigido como se fosse no tempo de partido único."
Ainda de acordo com o analista, "do ponto de vista prático existem estruturas formais de poder/Estado, mas há um partido que domina tudo. O próprio Presidente da República tem poderes sobre toda a estrutura governativa e principalmente sobre a estrutura judiciária. Não só o poder de nomeação, que é extremamente forte, mas inclusive na própria lei e a Procuradoria Geral da República é obrigada a receber instruções diretas do Presidente da República no âmbito da representação do Estado. Portanto, até na forma não há independência deste poder judiciário”.
No artigo do Jornal de Angola, Jesuíno Silva criticou os adversários políticos e algumas entidades dentro e fora de Angola pelas situações criadas na tentativa de pressionar o Presidente da República a interferir no trabalho dos tribunais no caso dos 15 ativistas detidos acusados de tentativa de rebelião.
E o dirigente do MPLA, o partido no poder, admira que “curiosamente, são os mesmos que volta e meia questionam sem razão a independência dos tribunais angolanos, mas hoje, porque lhes convém, já acham normal que o Titular do Poder Executivo interfira no Judicial”, criticou.
Face à essas declarações de Jesuino Silva, perguntamos aos nossos entrevistados se existe aqui alguma contradição. O advogado Luís do Nascimento garantiu que “não há nenhuma contradição. Neste caso concreto não há dúvidas que a posição do Presidente da República na reunião extraordinária do Comité Central do seu partido foi como uma espécie de sentença antecipada. Daí, talvez, o facto do processo arrastar-se porque os tribunais se sentem incompetentes para resolver o assunto sem o ditame do Presidente”.
José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola
Intereferências do Presidente angolano
Por seu lado Salvador Freire debruça-se mais sobre o artigo e afirma que “o próprio articulista esqueceu-se de dizer que foi o próprio Presidente da República que antes de transitar em julgado o caso dos 15 jovens ativistas agora detidos disse publicamente que esses jovens estavam a tentar uma ação contra o Governo angolano."
Para o responsável da ONG "isto quer dizer que o próprio Presidente da República já estava a influenciar o poder judicial no sentido de condenar os jovens. E como podemos ver o próprio presidente da República neste caso concreto não é imparcial. E nesta ótica o poder judicial em Angola não pode ser independente”.

E o analista político Filomeno Vieira Lopes recorda que “o Presidente da República se referiu a este caso numa das reuniões do Comité Central do MPLA dando práticamente um veredito. Tudo indica que exerceu pressões sobre o setor da justiça. O que se sabe é que muitas vezes esses orgãos estão pressionados e não podem exercer o seu papel. Tanto mais que existem orgãos ligados ao Executivo, por exemplo a Casa Militar e a Casa Civil que têm uma profunda interferência, e muito clara, nestes assuntos que pertencem ao poder judiciário. Há todo um conjunto de incongruências que o poder judicial tem sido forçado a cometer e que naturalmente o Presidente da República poderia e poderá chamar a atenção”.
Entretanto, o advogado Luís de Nascimento acha que o artigo publicado pelo Jornal de Angola tem algo que possa ser muito positivo “com essa manifestação de um órgão oficial como o Jornal de Angola talvez o Presidente da República queira efetivamente transmitir aos tribunais o poder que lhes compete. Se for assim será benéfico, mas de resto é baralhar as coisas porque o poder judicial infelizmente nem sempre é soberano”, concluiu o advogado.
#dw.de

Senegal: Karim Wade vai se juntar a Habré na prisão.

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Karim Wade | ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP 

Autoridades do Cabo Manuel, da prisão de segurança máxima em Dakar, confirmaram a transferência iminente de Karim Wade para a prisão. 

A prisão do Cabo Manuel é um edifício colonial com vista para o Oceano Atlântico que foi renovado recentemente, com financiamento da União Africana e da comunidade internacional. 

A prisão foi remodelado para servir como centro de detenção para ex-ditador chadiano Hissen Habré onde ele é mantido enquanto ele enfrenta o julgamento por alegados crimes de guerra. 

Relatos da mídia local na segunda-feira disseram que a renovação em uma cela separada que vai abrigar Karim Wade está quase completa. 

As fontes disseram que Karim Wade teria acesso a um espaço com escritório, bem como uma sala de espera, entre outras instalações na prisão de Cabo Manuel. 

Milhões de dólares 

A cela de Karim Wade estará localizada ao lado da do Sr. Habré, que completa nesta cela quase um ano agora. 

Sr. Habré foi durante vários meses presos na prisão de Rebeuss no centro de Dakar, onde Karim Wade estava aguardando e já passaram quase três anos. 

No mês passado, o Supremo Tribunal confirmou a sentença de seis anos de prisão contra Karim Wade por desvio de milhões de dólares de fundos públicos, enquanto ele exercia diversas cargos de topo durante 12 anos, no governo de seu pai. 

Calcula-se que o Filho do ex-presidente levará cerca de mais três anos na prisão de Cabo Manuel já que ele (Karim) já foi preso por quase três anos desde que ele foi detido. 

Os arranjos foram feitos pelo governo do Senegal em confiscar os ativos de Karim Wade em leilão em consonância com a decisão da Suprema Corte para compensar prejuízos para o Estado.

#africareview.com

domingo, 25 de outubro de 2015

Costa do marfim: Prevalece a paz enquanto os marfinenses decidem os resultados da eleição..

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Partidários do presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara. Eles estão confiantes na vitória, quando da votação do dia 25 de outubro de 2015. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

Nenhum grande incidente foi reportado quando da votação nas eleições presidenciais na Costa do Marfim que se aproximava do encerramento neste domingo.

Votação da primeira rodada começou pacificamente em todo o país depois que a maioria das assembleias de voto abriu a tempo.

Alguns observadores disseram que a votação poderia continuar para além dás 18 horas GMT, para permitir que mais pessoas cheguem às urnas.

A Radio Democracia na África Ocidental, no entanto, citou que alguns funcionários eleitorais disseram que não tinha sido indicados por suspeita de suas inclinações para a oposição.

Algumas assembleias de voto segundo as informações recebidas não estavam ainda abertas três horas após a votação começar às 07:00h.

Eleitores

Estima-se que 6,3 milhões de eleitores eram esperados para depositar seus votos para os sete candidatos, notadamente para o atual presidente Alassane Ouattara.

O Presidente Ouattara está preparado para um segundo mandato de cinco anos.

O chefe da Comissão Eleitoral Independente costa-marfinense, Youssouf Bakayoko, em 17 de outubro prorrogou o prazo para a distribuição dos cartões de eleitores por três dias.

Ele disse que a decisão foi em resposta aos apelos da oposição para dar mais tempo para garantir que todos os eleitores recebam seus cartões.

Mas, desde então, os partidos da oposição tinham continuado a queixar-se de que muitos de seus partidários ainda não tinha recebido os seus cartões, insinuando que são tentativas do partido no poder para manipular as eleições.

#africareview.com

sábado, 24 de outubro de 2015

Defesa de Zamora Induta duvida de julgamento justo e imparcial.

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Advogado do antigo homem-forte das Forças Armadas da Guiné-Bissau questiona constitucionalidade do funcionamento do Tribunal Militar.

 Zamora Induta

O antigo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau Zamora Induta foi formalmente acusado pela promotoria militar de crimes de terrorismo, alteração da ordem constitucional e homicídio, alegadamente pelo seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2012 que deixou vários mortos.
A defesa já reagiu e diz não esperar um julgamento isento por parte do Tribunal Militar, além de questionar o procedimento do Supremo Tribunal de Justiça ante o habeas corpus apresentado há 18 dias.
Em conversa com a VOA, José Paulo Semedo, que lidera a equipa de defesa de Induta, revela ter receios quanto à justeza e independência do julgamento porque tanto a promotoria militar, que investigou e acusou, como os juízes são nomeados pelo Estado-maior General das Forças, que, por sua vez, é quem denuncia o caso.
Semedo diz que quem devia acusar era o Ministério Público e questiona mesmo a constitucionalidade do Tribunal Militar.
“Não é de se esperar que faça um trabalho isento porque depende das Armadas”, acusa o advogado que considera o Tribunal Militar inconstitucional nos moldes em que funciona.
Para ele, “não há condições de garantia de um trabalho isento, imparcial e independente”.
Para impedir o julgamento, a defesa pode recorrer à impugnação contraditória, mas não se anima a fazê-lo devido ao comportamento do juiz de instrução criminal.
José Paulo Semedo diz preferir aguardar a marcação do julgamento para depois decidir que acção tomar.
Para a defesa, “o melhor mesmo é que se faça o julgamento para que definitivamente se conheça a verdade”.
Por decidir está o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Zamora Induta a 5 de Outubro.
Apesar de a lei dar 48 horas para o Supremo Tribunal decidir, o órgão preferiu remeter o processo ao Tribunal Militar para mais informações, o que, para Semedo, indicia que não havia sustentação para manter Induta em prisão preventiva.
“A decisão devia ser a libertação do contra-almirante e não o envio de um ofício ao Tribunal Militar para mais esclarecimentos”, concluiu José Paulo Semedo.
O antigo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Zamora Induta é o único militar envolvido no conhecido caso 21 de Outubro de 2013 que não foi indultado pelo Presidente José Mário Vaz no ano passado.
#VOA

Explosões em mesquitas deixam ao menos 42 mortos na Nigéria.

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Pessoas observam a destruição provocada por atentado suicida em uma mesquita na cidade de Maiduguri, nordeste da Nigéria, ao menos 28 pessoas morreram - 23/10/2015
Pessoas observam a destruição provocada por atentado suicida em uma mesquita na cidade de Maiduguri, nordeste da Nigéria, ao menos 15 pessoas morreram - 23/10/2015(VEJA.com/AFP) 

Ao menos 42 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas nesta sexta-feira em dois atentados contra mesquitas de Maiduguri e Yola, no nordeste da Nigéria. A autoria dos ataques ainda não é conhecida, mas o grupo terrorista Boko Haram já organizou diversos atentados na região. 
Em Yola, a capital do estado nigeriano de Adamawa, o atentado matou 27 pessoas na mesquita de Jambutu Juma, inaugurada há poucos dias. A explosão ocorreu às 14h00 locais (11h00 de Brasília), pouco depois de o imã terminar seu sermão inaugural, explicou Sa'ad Bello, coordenador do NEMA, Agência Nacional de Gestão de Emergências em português. 
Poucas horas antes, 15 pessoas morreram em um atentado suicida durante as orações matinais na mesquita de Maiduguri, a capital do estado de Borno, reduto histórico do grupo islamita Boko Haram. Até o momento, não estava claro se o ataque em Yola também foi um ataque suicida ou se foi provocado por um artefato explosivo escondido no prédio. 
Cidade camaronesa recuperada - No vizinho Camarões, o exército camaronês recuperou à noite o controle de Kerawa, no extremo norte do país, fazendo fugir para a Nigéria os islamitas do grupo Boko Haram que tinham se apoderado da cidade, informaram fontes de segurança. "Retiraram-se depois da chegada dos militares. Não houve mais combates", afirmou uma fonte das forças de segurança camaronesas. 
Os islamitas atacaram a cidade na quinta-feira e "mataram várias pessoas nas mesquitas", segundo uma fonte que deu um balanço de 11 mortos, um número não confirmado. Centenas de moradores fugiram buscando refúgio nas cidades vizinhas. 

(Com agência France-Presse)

COSTA DO MARFIM: O ex-PM marfinense encerra corrida presidencial.

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Presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O ex-primeiro-ministro marfinense Charles Konan Banny desistiu da corrida presidencial.

Ele disse na sexta-feira que estava deixando a corrida ", devido ao fato que a pesquisa não vai se se revelar sincera, transparente e inclusiva".

Sr. Banny torna-se o terceiro candidato a abandonar a competição após o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-presidente da Câmara respectivamente, Amara Essy e Mamadou Koulibaly abandonarem a corrida.

Sr. Essy e Sr. Koulibaly ambos tinham dado os mesmos argumentos para deixar a corrida.

A partir de agora, apenas sete candidatos vão concorrer ao cargo, incluindo o presidente Alassane Ouattara, que está concorrendo a um segundo mandato de cinco anos.

Duas mulheres entre os candidatos

Sr. Banny jogou a toalha no último dia da campanha, que encerrou à meia-noite na sexta-feira.

Estima-se que seis milhões de eleitores vão às urnas no próximo domingo para escolher os sete, incluindo duas mulheres.

O Presidente Ouattara prometeu realizar um referendo para produzir uma nova constituição que vai acabar com o artigo 35, que proíbe os candidatos cujo pai e mãe não são cidadãos da Costa do Marfim.


A nova Constituição, o Presidente Ouattara disse, só iria reduzir o limite de idade para os que almejam às presidenciais com idade entre 30-40 anos.

#africareview.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

FMI disponível para apoiar novo governo guineense.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) «está disponível para apoiar o novo governo da Guiné-Bissau», disse, em Bissau, o representante do FMI no país, Oscar Edgardo Melhado Orellana.

No final de uma audiência com Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o representante do FMI realçou o papel importante que o Parlamento pode desempenhar no desenvolvimento económico, «através da criação de mecanismos que garantam que as receitas públicas, nomeadamente as provenientes das pescas e da exportação de caju, sejam encaminhadas para o Tesouro».

Por fim, Oscar Edgardo Melhado Orellana afirmou «ser este o momento exato para reencaminhar a Guiné-Bissau no trilho do desenvolvimento económico».

#abola.pt

ONU disponível para retomar programas de cooperação com Guiné-Bissau.

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O representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, anunciou hoje ao novo primeiro-ministro do país, a disponibilidade da sua organização em retomar "todos os programas" de cooperação com Bissau.
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O responsável transmitiu esta indicação ao primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, com quem manteve hoje uma audiência para lhe cumprimentar pela sua indigitação ao cargo mas também para reafirmar a disponibilidade da ONU para retomar os programas de cooperação.
O governo de Carlos Correia foi empossado no passado dia 13, após mais de dois meses de impasse político que deixou a Guiné-Bissau sem executivo.
A saída da audiência e em declarações aos jornalistas, o antigo Presidente de São Tomé e Príncipe disse ter aproveitado o encontro com Carlos Correia para lhe "manifestar toda a disponibilidade" para retomar os programas e projetos que as Nações Unidas vêm desenvolvendo com o Governo da Guiné-Bissau.
O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau lembrou que a sua instituição tem estado a apoiar, a nível político, as autoridades guineenses em ações de reformas dos setores da Defesa e Segurança, da Justiça, bem como em todo o aparelho do Estado, e também ao nível de programas específicos de desenvolvimento através das agências da ONU.
"Estamos a aguardar que o Governo nos diga em que domínio e em que momento é que nós devemos atuar", observou Miguel Trovoada.
MB // EL
Lusa/Fim

JUSTIÇA? ONDE? EM ANGOLA, NÃO!

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luaty-beirão-angola

O advogado de Luaty Beirão, sob detenção e em greve de fome há 33 dias em Luanda, admitiu hoje que a Justiça do regime terá responsabilidade no que acontecer ao activista angolano, pela morosidade com que o processo está a ser tratado.

está a ser tratado.

Em entrevista à Lusa, em Luanda, Luís Nascimento apontou em concreto o facto de o Tribunal Supremo estar para decidir, há 22 dias, um pedido de ‘habeas corpus’ para libertação dos 15 jovens activistas acusados de preparação de uma rebelião e de um atentado contra o Presidente angolano – incluindo Luaty Beirão -, alegando excesso de prisão preventiva.
O advogado, que juntamente com o colega Walter Tondela defende 13 dos 17 arguidos neste processo – duas jovens estão em liberdade provisória -, recorda tratar-se do segundo ‘habeas corpus’ (o primeiro foi indeferido) interposto, recurso que, contrariamente a prazos de oito dias noutros países, não tem tempo limite de decisão em Angola.
“O processo ['habeas corpus'] é célere, mas não tem prazos. Preocupa-nos sobretudo pelo estado do Luaty, e a sua greve de fome, porque contámos muito que uma decisão do Tribunal Supremo possa beneficiar a sua situação, paralisar a sua greve de fome. Os médicos dizem que ele está estável, mas que de um momento para o outro pode acontecer uma desgraça”, apontou Luís Nascimento.
Luaty Beirão, de 33 anos e que também tem nacionalidade portuguesa, está em greve de fome, internado sob detenção (os guardas prisionais estão dentro do próprio quarto) numa clínica privada de Luanda, para onde foi transferido pelos Serviços Prisionais por precaução. Exige aguardar julgamento em liberdade ou que a prisão preventiva seja devidamente fundamentada.
Além da ausência de decisão sobre o segundo ‘habeas corpus’, que deu entrada a 30 de Setembro e que foi esta quinta-feira alvo de nova exposição dos advogados ao presidente do Supremo – alegam o excesso de prisão preventiva e que o crime de que estão acusados permite a liberdade provisória, eventualmente com o pagamento de caução -, Luís Nascimento aponta a morosidade do Tribunal Constitucional (TC) do regime.
Em causa, explicou, está o recurso do indeferimento (pelo Supremo) do primeiro ‘habeas corpus’ para o TC, em que o juiz despachou com data de 8 de Outubro no sentido de a defesa apresentar, em dez dias, as alegações, mas a decisão só foi comunicada aos advogados ao fim de 11 dias.
“Nesta situação, que é conhecida de todos, de greve de fome, infelizmente tenho de dizer que a Justiça tem responsabilidades [no que acontecer a Luaty Beirão]. Não se justifica tanto tempo, na mesma cidade, o escritório fica a passos, há meios de comunicação. Não podemos dizer que não há responsabilidades”, afirmou Luís Nascimento, assumindo a “pressão legítima” que tentam fazer para que “se decida alguma coisa” nos dois tribunais de recurso.
Essas alegações foram feitas somente esta quinta-feira, por escrito, pela defesa.
Os restantes 14 activistas em prisão preventiva estão concentrados, desde domingo, no hospital-prisão de São Paulo.
Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de Junho de 2015, quando 13 activistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso de formação de activistas, para promover posteriormente a destituição do actual regime, diz a acusação.
Outros dois jovens foram detidos dias depois e permanecem também em prisão preventiva.
Foram todos acusados – entre outros crimes menores – da co-autoria material de um crime de actos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente de Angola, no âmbito desse curso de formação, que decorria desde Maio.
Segundo a acusação, reuniam-se aos sábados para discutir as estratégias e ensinamentos da obra “Ferramentas para destruir o ditador e evitar uma nova ditadura, filosofia da libertação para Angola”, do professor universitário Domingos da Cruz – um dos arguidos detidos -, adaptado do livro “From Dictatorship to Democracy”, do norte-americano Gene Sharp.
#http://jornalf8.net/


55 mortos em ataques do Boko Haram na Nigéria.

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Duas explosões destruíram duas mesquitas no nordeste da Nigéria, matando pelo menos 55
pessoas e deixando mais de 100 feridos, além de ter ocorrido outro ataque numa cidade dos Camarões, todos atribuídos ao grupo Boko Haram. Os ataques em Maiduguri, Yola (Nigéria) e Kerawa (Camarões) demonstram a ameaça nacional e regional que representam os radicais islâmicos do Boko Haram, apesar das vitórias reivindicadas pelos militares sobre o grupo rebelde. O primeiro ataque aconteceu em Maiduguri, pouco depois das 05h00 locais (mesma hora em Lisboa), na região de Jidari, no estado de Borno, onde nasceu o Boko Haram em 2002. Vinte e oito pessoas morreram, além dos dois bombistas, e outras 20 pessoas ficaram feridas, segundo um civil que estava no local. A agência nacional de gestão de emergências (NEMA) reportou seis mortos e 17 feridos, enquanto fontes hospitalares falam em 19 mortos. Pelo menos 27 morreram esta sexta-feira na explosão de uma bomba numa mesquita recém-inaugurada em Yola, no nordeste da Nigéria, informou a agência de gestão de emergência nacional (NEMA). A explosão aconteceu por volta das 14h00 locais (mesma hora em Lisboa), na mesquita de Jambutu Jumaat, na cidade de Jimeta, logo após o imã ter terminado o seu sermão inaugural.

Ocorreu outro ataque numa cidade dos Camarões.


#correiodamanha.pt

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Zamora Induta ex-chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau acusado de terrorismo.

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O antigo chefe da Forças Armadas guineenses, Zamora Induta foi acusado de crimes de terrorismo contra o Estado guineense, tentativa de subversão da ordem constitucional e de homicídio.


José Zamora Induta é acusado de vários crimes, entre os quais o de terroismo, avança o advogado da defesa José Paulo Semedo. “Parece que se estava à procura de fazer uma coleção de todos os crimes que se encontram na lei penal. Infelizmente foi isso que aconteceu".

José Paulo Semedo continua a exigir a libertação do seu constituinte apesar de até agora não ter recebido uma resposta quanto ao pedido de "habeas corpus" para Zamora Induta. "Quase duas semanas que essa solicitação foi apresentada e já deveria ter recebido uma resposta, mas até agora a decisão não foi tomada", explicou o advogado para acrescentar que "o mais caricato é que o Supremo Tribunal depois de receber todas as informações oficiou o Tribunal Militar para fornecer mais informações. Se é para fornecer informações significa que a contrariação do pedido de “habeas corpus” foi insuficiente e sendo assim o que deveria ter acontecido de imediato era colocar o nosso constituinte em liberdade. Não aconteceu porquê? Só aquele órgão pode explicar”, sublinha José Semedo.

Equipa de advogados prepara contra argumentação

Advogado José Paulo Semedo
Entretanto, foi constituída uma equipa de seis advogados, para preparar a contra argumentação das acusações agora proferidas contra o ex-chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses.
José Zamora Induta é assim atualmente o único acusado no caso da tentativa de golpe de Estado de 21 de outubro de 2012, dado que várias outras pessoas, entre as quais o líder do ataque ao quartel dos "bóinas vermelhas" em Bissau, capitão Pansau N'Tchama, ex-guarda costas de Zamora Induta, "tenha sido alvo de um indulto presidencial em 2014", disse José Paulo Semedo.

Segundo o advogado, o processo está a ser mal conduzido por órgãos sem competência constitucional para tal. "A Promotoria Militar não faz parte do Ministério Público. O nosso constituinte vai ser julgado por um tribunal dependente. Um tribunal cuja nomeação dos seus juízes depende do Estado-Maior General das Forças Armadas. Os juízes do Supremo Tribunal Militar são nomeados pelo Estado-Maior que trata também da graduação dos mesmos. E é este Estado-Maior General das Forças Armadas que acusou o nosso constituinte. Noutras palavras, o Estado-Maior acusa e o Estado-Maior encomenda o julgamento. É isto que está a acontecer” destaca o advogado de Zamora Induta.

Zamora Induta ex-chefe de Estado das Forças Armadas da Guiné-Bissau
Este processo, conhecido como o "caso 21 de outubro de 2012", diz respeito a uma alegada tentativa de golpe de Estado em que Zamora Induta foi apontado por um dos militares capturados, o capitão Pansau N'tchama, como cabecilha da ação que se saldou na morte de cinco pessoas.

Mau funcionamento da justiça na Guiné-Bissau
O facto de Zamora Induta ter sido detido sem que a defesa fosse notificada e de ser o único preso neste processo em que todos os outros acusados se encontram em liberdade, tráz à luz do dia várias discussões sobre a forma como funciona a justiça na Guiné-Bissau, notam os observadores em Bissau.
Recorde-se, que dias depois de ter regressado à Guiné-Bissau, ido de Portugal, Zamora Induta foi tema de troca de palavras entre a Presidência e o Governo, entretanto demitido. Em causa estava quem afinal autorizou o regresso de um dos militares mais temíveis dos últimos anos na Guiné-Bissau.

Mas segundo o seu advogado, antes de regressar ao país, Zamora Induta terá comunicado às autoridades políticas e militares dos seus intentos. "Acontece que dias depois foi chamado a depor no Tribunal Militar de Bissau e detido em seguida quando tentava regressar a Portugal, onde residia na sequência do golpe de Estado de abril de 2012".
Aparelho judicial guineense padece de muitos vícios
Carmelita Pires Justizministerin Guinea-Bissau
Carmelita Pires ex-ministra da Justiça da Guiné-Bissau
Face a este quadro Carmelita Pires, antiga ministra da Justiça no governo de Domingos Simões Pereira, demitido a 12 de agosto, disse que a justiça guineense padece de múltiplos vícios e está impotente.

“O aparelho judicial não está minimamente preparado para cumprir as suas funções e nem assenta numa jurisprudência consistente. Padece de múltiplos vícios como a morosidade, a incoclusividade, uma legislação desadequada e obsoleta, um défice de procuração redundando numa sensação generalizada de impunidade” concluiu Carmelita Pires.

Mais sobre Zamora Induta >>

Escuta RFI: Guiné-Bissau - Zamora Induta passível de mais de 20 anos de prisão.

#dw.de

O Exército russo afirma a sua superioridade em guerra convencional.

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O Exército russo afirma a sua superioridade em guerra convencional. 23117.jpeg

A intervenção militar de Moscovo na Síria não revirou simplesmente a sorte das armas e semeou o pânico entre os jiadistas. Ela tem mostrado ao resto do mundo, em situação de guerra real, as actuais capacidades do exército russo. Para surpresa geral, este dispõe de um sistema de empastelamento capaz de tornar a Aliança Atlântica surda e cega. Apesar de um orçamento muito maior, os Estados Unidos acabam de perder a sua preponderância militar.

Thierry Meyssan
A intervenção militar russa na Síria, que devia ser uma aposta arriscada para Moscovo (Moscou-br) face aos jiadistas, transformou-se numa manifestação de poderio que altera o equilíbrio estratégico mundial. Concebida à partida para isolar os grupos armados dos Estados que os apoiam, em violação das resoluções decisivas do Conselho de Segurança, depois destruí-los, a operação é conduzida para cegar o conjunto dos actores ocidentais e seus aliados. Estupefacto, o Pentágono está dividido entre os que tentam minimizar os factos, e encontrar uma falha no dispositivo russo, e aqueles que, pelo contrário, consideram que os Estados Unidos perderam a sua superioridade em matéria de guerra convencional e que lhes será necessário longos anos para a recuperar.

Lembre-se que em 2008, aquando da guerra da Ossétia do Sul, as Forças russas foram capazes de repelir o ataque georgiano, é certo, mas haviam mostrado ao mundo, sobretudo, o estado deplorável do seu equipamento. Ainda há dez dias atrás, o antigo secretário da Defesa, Robert Gates, e a antiga conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice, falavam do exército russo como uma força de «segundo nível». Desde o início da colocação militar (na Síria- ndT), a Rússia instalou um centro de empastelamento em Hmeymim, a norte de Lataquia. De repente, o incidente do USS Donald Cook repetiu-se, mas, desta vez, num perímetro de 300 km; incluindo a base da Otan em Incirlik (Turquia). E, ainda persiste. Tendo o evento ocorrido durante uma tempestade de areia de densidade histórica, o Pentágono acreditou, inicialmente, que os seus instrumentos de medição estavam desregulados, antes de constatar que eles estavam "baralhados". Todos alvo de empastelamento electrónico.

Ora, a moderna guerra convencional repousa no «C4i»; uma sigla correspondendo aos termos em Inglês de «command» (comando), «control» (contrôlo), «communications» (comunicações), «computers» (computadores) e «intelligence» (inteligência). Ossatélites, osaviões e os drones (aviões teleguiados), os navios e submarinos, os blindados, e garatém me smo que os combatentes estão ligados uns aos outros por comunicações permanentes, que permitem aos estados maiores com andar das batalhas. É todo este conjunto, o sistema nervoso da Otan, que está actualmente empastelado na Síria e numa parte da Turquia.

Segundo o perito romeno Valentin Vasilescu a Rússia teria instalado vários Krasukha-4, teria equipado os seus aviões de aparelhos de guerra electrónica SAP / SPS-171 (como o avião que sobrevoou o USS Donald Cook), e os seus helicópteros Richag -AV. Além disso, usaria o navio-espião Priazovye (da classe Projecto 864, Vishnya na nomenclatura da Otan), no Mediterrâneo.
Parece que a Rússia assumiu o compromisso de não perturbar as comunicações de Israel ---coutada guardada dos E. U.---, de modo que se guarda de implantar o seu sistema de empastelagem no Sul da Síria.

As aeronaves russas deram-se ao luxo de violar um monte de vezes o espaço aéreo turco. Não para medir o tempo de reação da sua Força Aérea, mas para verificar a eficácia do empastelamento-electrónico na zona requerida, e para vigiar as instalações colocadas à disposição dos jiadistas na Turquia.

Mísseis de cruzeiro de ultra-desempenho
Finalmente, a Rússia utilizou várias novas armas, como os 26 mísseis de cruzeiro furtivos 3M-14T Kaliber-NK, equivalentes aos RGM/UGM-109E Tomahawk. Disparados a partir da Frota do Mar Cáspio--- sem qualquer fundamento militar---, eles atingiram e destruíram 11 alvos situados a 1.500 km de distância, na zona não-empastelada --- afim de que a Otan pudesse apreciar o desempenho---. Estes mísseis sobrevoaram o Irão e o Iraque, a uma altitude variável de 50 a 100 metros, segundo o terreno, passando a quatro quilómetros de um drone norte-americano. Nenhum se perdeu, ao contrário dos americanos cujos erros se situam entre os 5 e os 10%, segundo os modelos. De passagem, estes disparos mostram a inutilidade das despesas faraónicas do «escudo» anti-mísseis construido pelo Pentágono em volta da Rússia -mesmo se era oficialmente justificado como estando dirigido "contra os lançadores iranianos.

Sabendo que estes mísseis podem ser disparados a partir de submarinos, localizados em qualquer ponto dos oceanos, e que eles podem transportar ogivas nucleares, os Russos recuperaram o seu atraso em termos de lançadores.
Em última análise, a Federação da Rússia seria destruída pelos Estados Unidos--- e vice-versa--- -em caso de confrontação nuclear, mas sairia vencedora em caso de guerra convencional.

Apenas os Russos e os Sírios estão à altura de avaliar a situação no terreno. Todos os comentários militares vindos de outras fontes, aqui incluídos os jiadistas, são infundados, porque só a Rússia e a Síria tem uma visão do terreno. Ora, Moscovo e Damasco entendem tirar o máximo partido da sua vantagem e, mantêm pois, o sigilo sobre as suas operações.
Dos poucos comunicados públicos, e confidências de oficiais, pode concluir-se que pelo menos 5.000 jiadistas foram mortos, entre os quais numerosos chefes da Ahrar al-Sham, da al-Qaida e do Emirado Islâmico. Pelo menos 10.000 mercenários fugiram para a Turquia, Iraque e Jordânia. O Exército Árabe Sírio e o Hezbolla reconquistaram o terreno sem esperar pelos anunciados reforços iranianos.

A campanha de bombardeamentos deverá terminar no Natal ortodoxo. A questão que se colocará então será saber se a Rússia está autorizada, ou não, a terminar o seu trabalho, perseguindo para tal os jiadistas que se refugiam na Turquia, no Iraque e na Jordânia. Caso contrário, a Síria seria salva, mas, o problema também não seria resolvido por completo. Os Irmãos Muçulmanos não deixariam de procurar uma revanche e os Estados Unidos de os utilizar, de novo, contra outros alvos.

Areter:
A operação russa na Síria foi concebida para privar os grupos jiadistas do apoio estatal de que dispõem, sob a cobertura de ajuda aos «opositores democráticos».
 Ela exigiu a utilização de armas novas e transformou-se numa demonstração de força russa.
A Rússia dispõe agora de uma capacidade de empastelamento-electrónico de todas as comunicações da Otan. Ela tornou-se a primeira potência em matéria de guerra convencional.
 Este desempenho ateou a discórdia em Washington. É muito cedo para dizer se ela será favorável ao presidente Obama ou se isto será utilizado pelos «falcões liberais» para justificar um crescimento do orçamento militar.

Thierry Meyssan
Tradução Alva
Rede Voltaire
Voltaire, edição internacional.

#pravda.ru


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

“Não há estabilidade política, económica e social em Angola”.

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Não existe estabilidade política, económica e social em Angola. A questão da sucessão presidencial já está a provocar uma certa instabilidade política no país.
Protesto de taxistas em Luanda (05.10.15)
A estabilidade política foi alegada, na última quinta-feira (15), pelo vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, no discurso sobre o Estado da nação na abertura do ano legislativo de 2015/2016.
Entretanto, o investigador-coordenador do CEIC – Centro de Estudos e Investigação Cientifica da Universidade Católica de Angola, Nelson Pestana “Bonavena”, não concorda com os pronunciamentos de Manuel Vicente e diz que “não há estabilidade política e prova disso é que o regime tem necessidade de forma reiterada de falar de estabilidade e decretar a estabilidade. Nos países efetivamente estáveis, os governantes nem sequer falam sobre estabilidade política é uma condição natural da vida destes países, por isso, não precisam constantemente de lembrar aos actores políticos que vivemos em estabilidade”.
Falando sobre a sucessão presidencial, “Bonavena” é de opinião que esta questão concorre, por si só, para uma instabilidade politica. "Ninguém sabe quando vai acontecer, como vai acontecer, o que poderá acontecer. Há uma expectativa negativa em relação à sucessão já anunciada pelo Presidente da República e isso é concorrente para a própria instabilidade política”, declara.
Crise financeira associada à instabilidade social
Manuel Vicente vice-Presidente de Angola considerou estável a situação política no seu país (Discurso no Parlamento -15.10.2015)
O país está ser assolado por uma crise financeira. O académico diz que esta realidade se associa à instabilidade social.
“Não há estabilidade social devido à crise económica e também não há estabilidade social porque a crise económica tem efeitos negativos na vida das famílias angolanas”.
Sediangany Mbimbi, presidente do PDP-ANA, partido extraparlamentar, aponta a violação sistemática da Constituição da República de Angola, como exemplo de instabilidade politica. "A ida do vice-presidente da República à Assembleia Nacional é uma violação da Constituição e viola o artigo 119º da mesma. Esta é a primeira instabilidade que José Eduardo dos Santos colocou em Angola".
Também Isaías Samakuva, presidente da UNITA, na sua réplica sobre o discurso do Estado da nação, disse que "existe instabilidade em Angola".
#dw.de

Guiné-Bissau: Zamora Induta acusado de terrorismo.

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Dois antigos CEMGFA de Guiné-Bissau: à esquerda António Indjai, à direita Zamora Induta
Dois antigos CEMGFA de Guiné-Bissau: à esquerda António Indjai, à direita Zamora Induta
AFP

Isabel Pinto Machado
A defesa do contra-almirante Zamora Induta detido há um mês no quartel de Mansoa, foi hoje formalmente notificada de que o arguido é acusado de crimes de organização terrorista, de inversão da ordem constitucional e de homicídio, no caso da alegada tentativa de contra golpe de Estado ocorrida há precisamente três anos.

José Paulo Semedo, advogado de defesa do antigo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas confirma ter recebido esta quarta-feira (21/10) a formalização da acusação de que é alvo Zamora Induta, detido no Quartel de Mansoa desde 22 de Setembro.
A defesa continua a exigir a sua libertação e não obteve resposta quanto ao pedido de "habeas corpus", mas foi constituída uma equipa de seis advogados, para preparar a contra argumentação, às "acusações de crime de organização terrorista, crime de inversão da ordem constitucional, crime de homicídio e outros no género", de que o também antigo Chefe de Estado Maior da Armada é acusado.
José Zamora Induta é assim actualmente o único acusado no caso do tentativa de golpe de Estado de 21 de Outubro de 2012, dado que várias pessoas entre as quais o líder do ataque ao quartel dos "bóinas vermelhas" em Bissau, capitão Pansau N'Tchamaex guarda costas de Zamora Induta, denunciou-o como sendo o cabecilha do golpe, foi alvo de um indulto presidencial em 2014.

#rfi.fr

Congo - Brazzaville: " Reencontrar, respeitar e apaziguar" ... a mensagem do Presidente francês Holande para o Presidente Congolês Sassou Nguesso

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François Hollande e Denis Sassou Nguesso, na terça-feira, 7 de julho de 2015 em Paris. © Dominique Faget / AFP.

O presidente francês, François Hollande, nesta quarta-feira pediu ao seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso, para "assegurar em conjunto, respeitar e acalmar", enquanto seu país está enfrentando nos últimos dias confrontos entre manifestantes anti-referendo e as forças de ordem.

"Denis Sassou Nguesso pode consultar o seu povo, que é parte do seu direito e as pessoas devem responder. Em seguida, certificar-se sempre de reunir, atender e acalmar ", disse, em 21 de outubro, François Hollande numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente maliano Ibrahim Boubacar Keïta, de visita de Estado em Paris.

O presidente francês também lembrou que a posição da França foi "em todas as circunstâncias para não reconhecer os atos de força e convocar as eleições."

Encontro entre Fabius e Gabosso

A declaração do chefe do Estado francês que interveio horas antes da reunião anunciada no final da tarde entre o chanceler francês Laurent Fabius e Jean-Claude Gakosso, o seu homólogo congolês. Uma reunião denunciada pela associação "Survie"

"Esta entrevista com Laurent Fabius é uma provocação criminal, um insulto ao povo congolês e todos os democratas africanos. A França deve anunciar imediatamente a suspensão da sua cooperação militar e policial com o regime, e contribuir para isolar urgentemente os dirigentes congoleses ", solicitou Mathieu Lopes, vice-presidente da associação.

#jeuneafrique.com

Facebook promete África mais Internet.

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Facebook. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP 

Gigante de mídia social Facebook vai ajudar as comunidades que vivem na África subsaariana o acesso remoto e conectividade rápida à Internet usando um satélite israelense. 
Fazendo o anúncio, fundador do Facebook, Mark Zuckerberg disse que está em parceria com operador do satélite europeu Eutelsat para conectar milhões de pessoas na África sub-saariana com Internet. 

"Eu estou feliz em anunciar o nosso primeiro projeto para lançar à Internet no espaço. Ao longo do último ano, o Facebook tem vindo a explorar maneiras de usar aviões e satélite para acesso ao feixe de Internet para baixo em comunidades dos céus", disse Zuckerberg em um post. 

Sr. Zuckerberg disse que conectar as pessoas que vivem em regiões remotas usando a infra-estrutura tradicional tem sido difícil e ineficiente, daí a necessidade de investir em novas tecnologias. 
Redes de satélite são bem adequados para conectar as pessoas em baixo para áreas de média densidade populacional. 

satélite AMOS-6 construído pelas Industrias Aerospace de Israel, estará pronto para lançamento no próximo ano, de acordo com o Sr. Zuckerberg. 

Os muitos usuários 

"Nós vamos trabalhar com parceiros locais em todas as regiões para ajudar as comunidades a começar a aceder serviços de Internet prestados através do satélite", disse Zuckerberg 

Em declarações à África revisão a partir de Israel, através de fornecedores de satélite Amos pelo chefe de vendas da Spacecom, Amir Carmeli disse que já haviam estabelecido uma base no espaço aéreo do Gabão, a um custo de US $ 300 milhões. 

A capacidade de satélite foi otimizado para a comunidade e o acesso direto ao usuário de internet, tornou-se acessível. 

"O satélite tem vigas altas e pontuais que irão cobrir grandes partes do oeste, leste e sul da África, isso vai aliviar a demanda reprimida para conectividade dos muitos usuários na África", disse Carmeli. 

Amos pelo Spacecom já funcionou em Camarões através do ministério do país de correios e telecomunicações para fornecer banda larga e conectividade à Internet para 125 escolas e centros comunitários. 
África Subsaariana vai começar a desfrutar dos serviços de internet rápida em abril do próximo ano.

#africareview.com

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