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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Guiné-Eqatorial: Presidente Obiang Nguema faz parte do registro da história de presidentes com mais tempo no poder em África.

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Presidente Teodoro Obiang Nguema

O governante mais antigo da África, é da Guiné Equatorial, o Presidente Teodoro Obiang Nguema, parece destinado a ganhar um outro mandato fresco de sete anos no domingo, que também pode colocá-lo como recorde nos livros de história ao longo dos tempos para presidentes ou líderes africanos com mais tempo no poder, sendo vivo ou morto.

Depois de quase 37 anos à frente da pequena nação rica em petróleo, com 73 anos de idade atualmente, ele assumiu após um golpe de Estado em agosto 1979, mas já lidera o pacote de líderes africanos veteranos.

Ele tem um mês mais do que seu rival mais próximo, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e está a vários meses à frente do Presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

O novo mandato

O presidente camaronês Paul Biya, que está no cargo desde 1982, está na quarta posição e parece provável que ele está procura de um novo mandato em 2018.

O presidente do Congo, Denis Sassou Nguesso, é o quinto com 32 anos no comando, seguido pelo presidente de Uganda Yoweri Museveni com 30, ambos foram reeleitos este ano.

O Presidente Obiang é susceptível de manter-se no cargo sendo o mais " antigo" no cargo, ainda mais levando em conta que o Presidente José Eduardo dos Santos diz que vai se aposentar em 2018.

Boa saúde

O líder que governa com mão de ferro também é citado que no próximo ano pode pisar o pedestal do mais longo no cargo em relação aos outros líderes de África, com exceção dos reis e imperadores que estão livres das restrições das urnas.

Essa honra é actualmente detida pelo líder líbio falecido Muammar Gaddafi, que governou por 42 anos, seguido pelo líder do Gabão que já morreu, o Omar Bongo Ondimba, com 41, e do Togo, Gnassingbe Eyadema, com 38 anos.

Para continuar no registro ele vai precisar de continuar com boa saúde, o que o ajuda satisfatoriamente dado a estabilidade na Guiné Equatorial.

Estabilidade e segurança

Nascido no dia 06 de junho de 1942, Obiang parece estar saudável e é muito mais jovem do que seus dois rivais, Mugabe, que nasceu em 1924, ou Biya, nascido em 1933.

Estabilidade e segurança está em alta na sua lista de prioridades.

Obiang inicialmente assumiu o cargo frente de um golpe em 1979, expulsando seu próprio tio, Francisco Macias Nguema, que foi então rapidamente despachado antes de um pelotão de fuzilamento.

Golpes tentados

Desde então, ele agiu para antecipar a qualquer nova tentativa de golpe, regularmente alega haver tentativas de golpes anuladas e construiu um estado em fortaleza policiado pelo pessoal de segurança em cada canto e recanto da república.

Questionado por semanário francês Jeune Afrique sobre a recente chegada de soldados do Zimbábue em Malabo para impulsionar sua guarda presidencial, o chefe de Estado disse:. "Minha segurança pessoal é o meu negócio, e sobre esta matéria devo nenhuma explicação a ninguém, e eu posso recrutar quem Eu quero."

Salientando que a maior parte de sua guarda pessoal eram israelenses, que substituíram os marroquinos, ele disse que o descolamento da segurança do Zimbabué acontecerá em breve, esta estará de volta para casa uma vez que a eleição tinha acabado.

Não à quebra de Regra

Se Obiang não completar um próximo mandato de sete anos, mas ele terá permanecido no cargo mais tempo do que qualquer outro líder na história Africana.

Ele diz que não vai buscar um novo mandato após este último.

Mas se ele muda de idéia, ele estaria estabelecendo um novo recorde como o líder mais antigo no poder em qualquer lugar na história contemporânea, quebrando um recorde de 44 anos estabelecido pelo imperador etíope Haile Selassie, que manteve até metade de um século de domínio indivisível.

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“ÁFRICA PRECISA DE BOA GOVERNAÇÃO E DE COMBATER A CORRUPÇÃO”.

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mira-amaral


Com a crise internacional a criar constrangimentos orçamentais nos países desenvolvidos, levando alguns a reduzir da ajuda ao desenvolvimento, os dirigentes africanos têm de reforçar a transparência e boa governação para poderem atrair capitais, dizem diferentes especialistas.

Falando no seminário internacional “África e a Crise”, organizado pela RDP África, Mira Amaral, ex-ministro português e actual presidente da Comissão Executiva do banco luso-angolano BIC, foi o mais contundente na responsabilização dos dirigentes africanos na procura de respostas para as dificuldades actuais, apesar de os seus países estarem apenas a “apanhar por tabela”, com o abrandamento das suas economias.
“É do mais elementar realismo sobre o género humano dizer-se que têm de ser os africanos a criar condições para entrarem na economia global”, em particular práticas de boa governação, respeito pelos investidores e combate à corrupção, afirmou Mira Amaral.
Antes da crise, adiantou, já havia “problemas sérios” nos países africanos, e nalguns deles o cenário era mesmo “desastroso”, “muito por culpa dos seus dirigentes”.
“Gostamos de África, também temos travado combates por África mas obviamente que tudo tem de ter uma lógica económica subjacente”, referiu o ex-ministro.
Mira Amaral insurgiu-se contra a tendência para considerar os ocidentais como “maus da fita”, esquecendo as responsabilidades dos próprios dirigentes e de nações emergentes como a China, cujo envolvimento em África passa por “sacar o petróleo e os recursos naturais de que precisa como de pão para a boca”.
Certo, referiu, é que a ajuda ao desenvolvimento está hoje “em questão”, com aumento da dívida e diminuição da colecta dos impostos nos países desenvolvidos.
“Nós também estamos mais pobres, é tão simples quanto isto”, afirmou.
Também para Mário Machungo, então presidente do Banco Millennium BIM, cabe aos africanos decidir “qual o melhor caminho a seguir, em vez de depender das soluções apresentadas pelo exterior”.
Contudo, disse, se não forem tomadas medidas para reforçar a ajuda a alguns países africanos, os esforços recentes no combate à pobreza podem ser “anulados ou seriamente prejudicados”.
“É possível que nalguns países os governos se vejam obrigados a cortar em despesas sociais com educação, habitação ou saúde”, afirmou.
João Gomes Cravinho, na altura secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, faltou ao evento mas deixou uma mensagem gravada em que sublinha que os países africanos foram “profundamente afectados pela crise”, embora menos no caso dos mais transparentes, entre eles dois lusófonos.
“Cabo Verde e Moçambique são países que conseguiram sobreviver razoavelmente às consequências da crise, porque se adaptaram com mecanismos de transparência, responsabilização das elites políticas face às populações (…) é fundamental que isto continue”, afirmou.
“A crise confronta África com problemas muito sérios e interpela-nos a todos – africanos, não africanos e a nós portugueses pela possibilidade que temos de promoção de relação forte entre União Europeia e África – e coloca desafios sérios, que não se resolverão facilmente mas que devem também ser vistos como oportunidades”, frisou.
Cravinho deixou ainda o alerta de que os países africanos têm menos margem para respostas contra-cíclicas, “a não ser que apoio venha do exterior”, e que o cenário de manutenção do actual nível de ajuda ao desenvolvimento é “optimista”.
Isabel Mota, administradora da Fundação Gulbenkian, sublinhou que não se percam definitivamente os ganhos dos últimos anos, a nível económico e social, devem ser mantidos os níveis de ajuda mas também de investimento e de empenhamento na erradicação da pobreza.
Isto, afirmou, passa por “lutar para que sejam honrados os compromissos assumidos pelos parceiros internacionais” mas também por “uma maior transparência, previsibilidade, alinhamento e trabalho cúmplice” entre países dadores e parceiros africanos.
“É a única maneira para que o progresso económico de África continue após a crise”, que veio interromper aquela que é considerada a década de maior crescimento desde as independências, afirmou.

Nota: Isto passou-se em Maio de 2009

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«DJAMBACATAM» CRIME ORGANIZADO CONQUISTOU TERRENO POR ENTRE VACAS E CAPIM NAS ILHAS DA GUINÉ-BISSAU.

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Quando lhe apontaram uma pistola, Armando Nhaga virou costas e fugiu da pista de aviação da ilha de Bubaque, Guiné-Bissau, onde trabalha como guarda.

Armando, 60 anos, testemunhou ao longo da última década a aterragem de voos clandestinos que se suspeita estarem ligados ao tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa.

"Na hora em que chegavam diziam-me: 'sai'. E eu saía. Não ficava para ver o que faziam. Não queria problemas. Eu tinha medo e fugia, corria para casa na vila", Bubaque, onde nasceu e reside com uma família de 10 filhos.

"Eu só tenho esta catana. É o meu trabalho", cortar o capim que cresce na pista de aviação com um quilómetro de extensão, em terra batida, e onde há sempre mais vacas a pastar que aviões.

Quem já viajou nas pequenas aeronaves turísticas para Bubaque, capital do arquipélago dos Bijagós, sabe que a primeira passagem rente à pista serve para assustar os animais e só depois se tenta aterrar.

Quando está programada a chegada de turistas há um funcionário dos serviços de imigração que se desloca ao local e faz o registo dos passageiros - sendo que, hoje, as leis aprovadas pelo Governo só deixam ali aterrar aviões que tenham descolado de Bissau.

"Mas podem continuar a aterrar outros que violem as regras", reconhece Mário Valentim,administrador local da ilha - representante do Estado, à falta de autarquias no país.

"Os aviões podem chegar que nós não temos meios para lá ir investigar", nem viaturas, nem combustível, acrescenta.

A presença de crime organizado abrandou, depois de em 2013 as autoridades norte-americanas terem capturado militares da Marinha guineense envolvidos no tráfico de cocaína, mas o arquipélago continua a servir de esconderijo.

Numa operação realizada em agosto de 2015, a Interpol detetou nas ilhas cinco pessoas que "entraram como turistas, mas tinham um mandado de captura internacional", recorda Mário Valentim.

"Esta zona insular é vulnerável", realça Luís Cabral, secretário de Estado da Administração Interna.

"Os malfeitores aproveitam-se da situação e por isso entendemos por bem que temos que reforçar as estruturas", acrescenta.

Na última semana, as Nações Unidas inauguraram na ilha um escritório permanente que se espera tenha, desde logo, um efeito "dissuasor", explicou à Lusa, Antero Lopes, um dos responsáveis pela missão política da ONU na Guiné-Bissau.

"Haverá uma série de planos que se poderão implementar e que não seria possível se não tivéssemos uma presença permanente no terreno", referiu.

De acordo com Antero Lopes, "os próprios parceiros internacionais e nacionais precisam de um ponto de contacto" para "troca de informações" e "convergência de esforços para responder a necessidades de investigação".

Pelo ar ou pelo mar, através das mais diversas embarcações, o arquipélago dos Bijagós, com cerca de 80 ilhas e ilhéus, continua praticamente sem vigilância e o novo escritório da ONU é um primeiro passo.

Outros poderão ser dados se as forças de segurança e autoridades da Guiné-Bissau partilharem melhor os meios que já foram oferecidos nos últimos anos a cada uma delas - barcos, viaturas e equipamentos.

Esse apelo à eficiência foi feito durante uma conferência sobre segurança marítima que decorreu a par da inauguração do espaço permanente das Nações Unidas.

Foi também anunciado o plano, apoiado por parceiros internacionais, de construir uma esquadra e instalações para a Polícia Judiciária.

O tempo o dirá se as ideias vão passar à prática rapidamente ou se se vão juntar à antiga placa que, numa das ruas de Bubaque, sinaliza os terrenos destinados à PJ.

A ferrugem que corrói o letreiro mostra que o combate ao crime é uma intenção antiga, inacabada.

Lusa/Conosaba

sexta-feira, 22 de abril de 2016

GUINÉ-BISSAU: "ESTA CRISE EVITÁVEL, ESTÁ A DURAR MAIS DO QUE AQUILO QUE SE PODIA ESPERAR", DIZ PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU.

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GUINÉ-BISSAU: "ESTA CRISE EVITÁVEL, ESTÁ A DURAR MAIS DO QUE AQUILO QUE SE PODIA ESPERAR", DIZ PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU


Presidente denuncia “agendas políticas preconcebidas” como responsáveis da crise.


O Presidente da República, José Mário Vaz, disse esta terça-feira, 19 de abril, na Assembleia Nacional Popular (ANP) que têm de ser criadas condições que permitam aos órgãos legítimos, e particularmente à ANP, funcionarem regularmente e no seu seio estabelecer compromissos e procurar as soluções que se considere mais adequada para a saída da crise.

“Esta crise evitável, está a durar mais do que aquilo que se podia esperar”, disse José Mário Vaz,“A crise ganhou contornos censuráveis, fruto de agendas políticas preconcebidas, com cronologias sequencialmente bem delineadas. Os objetivos não podiam ser mais claros. Ou seja, enquanto não estiverem reunidas as garantias para fazer vingar a perspetiva de alguns, bloquear o normal e regular funcionamento do Plenário da ANP, comprometer todos os esforços tendentes à busca de soluções para a saída da crise e, assim, forçar a dissolução da Assembleia Nacional Popular e consequente convocação de eleições legislativas antecipadas – numa clara lógica de «ou é tudo para mim ou é nada para ninguém» ”, denunciou o Presidente.

Para José Mário Vaz, “chegados a este ponto”, são duas as opções possíveis para por fim à crise, tendo enumerados, como a primeira saída, criar condições e permitir que os órgãos legítimos, em particular, a Assembleia Nacional Popular, funcione regularmente e no seu seio estabelecer compromissos e procurar as soluções que se considere mais adequada para a saída da crise.

A segunda saída passa por promover e facilitar a criação da desordem parlamentar e, ato contínuo, tentar alastrar o caos às demais instituições do Estado até “eleições gerais antecipadas”.

Foi neste sentido que ameaçou que enquanto Presidente da República, Chefe do Estado e garante do regular funcionamento das instituições da República, vai assumir na “plenitude” as suas responsabilidades constitucionais e tirar todas as “consequências” políticas de qualquer uma das opções que for feita.

Dois anos depois das últimas eleições, Mário Vaz realçou que o tempo que falta para o fim da legislatura é pouco para serem cumpridos todos os compromissos, mas é suficiente para devolver aos guineenses a esperança de que é possível fazer melhor. “Do passado ocupa-se a história, a nossa responsabilidade perante o presente é construir o futuro. Por isso, devemos esquecer o que ficou para traz e aproveitemos esta oportunidade para construir pontes para o futuro. Este não é o momento de celebrar vitórias nem de afogar mágoas. O momento é de compromissos e de responsabilidade coletiva”, disse Mário Vaz.

Por outro lado, Presidente da Republica afirma que acredita que vão saber vencer o que chamou de complexo desafio do presente, um desafio que se coloca a todos perante um grande exercício de democracia. “É chegado o momento das instituições funcionarem na plenitude das suas responsabilidades constitucionais”, referiu.

Em relação as eleições gerais, Mário Vaz reiterou mais uma vez que, não tenciona dissolver a Assembleia Nacional Popular e, consequentemente, convocar eleições legislativas antecipadas. “Desta vez, a resolução em concreto dos aspetos políticos desta crise terá de ser encontrada dentro do atual quadro e dinâmica político-parlamentar”, defendeu e destacou que entende que, pela primeira vez, os guineenses não irão necessitar de fazer recurso às armas para a resolução dos problemas que se criou e que as solução devem ser encontradas através das suas instituições.

Neste discurso, Mário Vaz, por várias vezes, destacou as suas competências constitucionais, lembrando o longo percurso da crise, e sublinhou que enquanto Presidente da República, cabe-lhe a responsabilidade última de garantir a preservação da dignidade do Estado, bem como o normal funcionamento das instituições da República e instou o parlamento a “uma solução política negociada que garanta os propósitos iniciais da estabilidade governativa até ao fim da presente legislatura”.

“Enquanto Chefe do Estado, resolvi acionar este comando constitucional, como forma de permitir que todos os Deputados da Nação, em total liberdade, exerçam o papel que lhes foi soberanamente confiado pelo Povo guineense, a fim de, na base do diálogo, se encontrar uma solução política consensual para a saída desta crise política parlamentar que tem impedido o seu normal funcionamento”, disse.

A terminar ele avisou que vai continuar a “olhar atentamente” sobre o que se passa na vida pública guineense e exercer o seu dever,” sempre que necessário, e de propor medidas corretivas ou alternativas ao que vai acontecendo”.

© e-Global/Conosaba

Michel Temer já assumiu a presidência do Brasil.

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O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, assumiu quinta-feira interinamente a presidência do Brasil, enquanto Dilma Rousseff viajou para Nova Iorque para procurar apoios internacionais contra o que considera o "golpe de Estado" que está a ser vítima.
Michel Temer é o primeiro na linha de sucessão e poderá assumir o cargo de Presidente temporariamente caso o Senado aceite prosseguir com o julgamento político contra Dilma Rousseff, durante uma votação que deverá ocorrer em maio.
Dilma Rousseff tentou evitar a todo o custo ver na Presidência Michel Temer, que considera um dos "líderes da conspiração" contra si e por isso cancelou várias viagens internacionais nos últimos meses, incluindo a sua participação na Cimeira Nuclear, que se realizou em Washington, no início de abril.
A Presidente brasileira também declinou o convite do Comité Olímpico Internacional para participar na cerimónia de acender a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, que decorreu na quinta-feira.
Na quarta-feira mudou de estratégia e anunciou à última hora que viajava para Nova Iorque, onde pretende denunciar na sede da ONU que é vítima de um "golpe de Estado" que, segundo Dilma Rousseff, está a ser dirigido por Michel Temer.
Dilma Rousseff viajou quinta-feira para os Estados Unidos, onde deve ficar até sábado.
Dilma Rousseff e Michel Temer durante uma cerimónia pública em março© REUTERS/Ueslei Marcelino/Arquivo Dilma Rousseff e Michel Temer durante uma cerimónia pública em março
Hoje, a Presidente vai assistir à assinatura do acordo global sobre alterações climáticas.
Na reunião na ONU, segundo fontes oficiais, Dilma Rousseff vai fazer um discurso concentrados nas conquistas do Brasil na luta contra as alterações climáticas e a desflorestação, mas também poderá aproveitar a ocasião para falar sobre a delicada situação política que o Brasil atravessa.
Segundo a imprensa brasileira, a Câmara dos Deputados terá pago a membros do parlamento para "evitar que o mundo escute a versão errada do que está a acontecer no Brasil".
#msn.com/pt-pt/noticias/mundial

GÂMBIA: Acusados o líder da oposição gambiana e outros 18.

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A corte dos magistrados da Gâmbia criticou a carga de seis contagem contra o líder da oposição do país Ousainou Darboe.
Sr. Darboe do Partido Democrático Unido (UDP) e 18 dos seus membros do partido, foram acusados ​​em Banjul na quarta-feira à noite.

As acusações incluem a incitação à violência, resultante de uma batida com veículos, segurando um protesto sem autorização e desobidiêccia de uma ordem para dispersar de uma reunião ilegal.

A detenção
Os acusados alegaram ter passado mais de 72 horas de detenção depois que eles foram acoados pela polícia no último sábado.

Sr. Darboe e os seus apoiantes estavam pacificamente marchando contra a morte sob custódia do Estado do secretário nacional da UDP, o Sr. Ebrima Solo Sandeng.

Sr. Sandeng morreu pouco depois de sua prisão, conduzindo um protesto pró-democracia com marcha em demanda de reformas eleitorais antes da eleição presidencial de Dezembro de 2016.

Os réus
O Presidente Yahya Jammeh, que tomou o poder em um golpe militar em 1994, está contestando um quinto mandato que deve acontecer na sondagem de Dezembro.

O Sr. Antouman Gaye e nove advogados estão se unindo em defesa dos réus que permanecerão na cadeia Mile 2 como o produto de teste.

Analistas acreditam que o julgamento vai durar mais de seis meses e vai comprometer seriamente sonho do Sr. Darboe de ganhar a votação, cujos resultados ele sempre tinha contestado no passado.

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ANGOLA: FALAR, SAMAKUVA FALA….

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O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, considerou hoje que Angola vive uma crise económica, financeira, política e social, agravada com as frequentes violações aos Direitos Humanos, pelo que as críticas da comunidade internacional são “um direito”.

Por Maria Caluquembe
Não serão também um atestado de incompetência ao regime esclavagista de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, e aos partidos da Oposição – sobretudo os que têm representação parlamentar – que se limitam a reagir em vez de agir?
Em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República portuguesa, em Lisboa, Isaías Samakuva criticou também a postura de Luanda que acusou Portugal ingerência nos assuntos internos angolanos.
Por outro lado, defendeu que as violações dos Direitos Humanos não são só de hoje, mas desde sempre, pelo que a detenção, julgamento e condenação dos 17 activistas angolanos não é causada pela actual crise que assola o país.
“A UNITA tem denunciado constantemente a violação de direitos humanos pelo Governo angolano. Além do caso dos activistas, que é bastante badalado, há várias outras violações de que não se fala mas que acontecem praticamente desde sempre em Angola”, afirmou Isaías Samakuva.
Segundo o líder do maior partido da oposição, a UNITA “tem adequado a sua voz” para pedir a atenção da comunidade internacional para as violações “que persistem”.
“A crise que se vive em Angola é de tudo – do Estado de Direito, do sistema democrático, económico, de tudo. A prisão dos activistas não tem nada a ver com esta crise económica. A situação é de crise económica, financeira e social, com dimensões políticas, porque o descontentamento resultante das exiguidades que existem transformam-se em reivindicações que acabam por ser políticas”, sustentou Isaías Samakuva.
Questionado sobre as críticas frequentes feitas em editoriais do estatal Pravda, Jornal de Angola, à alegada ingerência de Portugal nos assuntos internos angolanos, Isaías Samakuva lembrou que o país é parte integrante da comunidade internacional.
“Angola faz parte da comunidade internacional e, no caso de Portugal, partilha a presença com os países de Língua Portuguesa. Os compromissos que Angola assume no quadro das organizações e da própria comunidade internacional exigem da parte da própria comunidade internacional também o pedido de algumas explicações para se saber o que se passa”, afirmou.
“Achamos que é o que acontece. As acusações de interferência vemo-las apenas como o direito da comunidade internacional exigir do seu parceiro o cumprimento dos compromissos internacionais que assumem”, frisou o líder da UNITA.
A Oposição em geral e a UNITA em particular está no meio de um complicado fogo cruzado. Mesmo nada fazendo é sempre culpada de tudo fazer. Já começou a reedição da velha história de que o Galo Negro tem armas escondidas em paióis dispersos pelo país, ou até mesmo à divulgação da prisão de militantes com armas na mão. O recente caso da Kalupeteka e da tentativa oficial de a ligar à UNITA é, só por si, prova de que o regime não olha a meios para atingir os seus fins.
Os angolanos estão assim, como era esperado, entre a espada e a parede. Se nada fizerem continuarão a ser enxovalhados, se reagirem vão ser acusada de estar a fomentar a rebelião, de acções terroristas, ou até mesmo de estarem a preparar uma nova guerra.
Também não deixa de ser verdade que a UNITA está mais virada para o seu umbigo do que para a barriga vazia dos angolanos, mais (ou totalmente) disposta a escorraçar os que pensam de forma diferente, mais preocupada em reagir do que em agir.
Almeida da Silva Pinheiro, politólogo brasileiro, diz que “salvo muito raras excepções, a UNITA está desde 2002 a interpretar na perfeição o papel teatral que lhe foi destinado pelo MPLA, ou seja o de fingir que actua mas estando, de facto, acomodada no seu luxuoso canto”.
“Ao contrário de Jonas Savimbi, Isaías Samakuva não faz questão em dizer e mostrar com o seu exemplo que é preferível ser livre de barriga vazia do que escravo com ela mais ou menos cheia”, considera Almeida da Silva Pinheiro.
O politólogo reconhece que, contudo, “a missão dos partidos da Oposição em Angola é muito complicada porque, por experiência própria, em alguns casos dramática, sabem que a luta é desigual e que o regime tem um poderia bélico capaz de em pouco tempo transformar em pó todos os que se lhe opõem”.
Almeida da Silva Pinheiro também é da opinião que a solução está nas mãos do Povo: “Só uma sublevação popular conseguirá alterar o curso da situação, não que seja condição sine qua non para o regime cair, mas porque poderá levar as Forças Armadas a reagir contra as injustiças que, acredito, também preocupam os militares”.
“Até mesmo no estrito âmbito político, diz Almeida da Silva Pinheiro, não se compreende a estratégia da UNITA. Neste âmbito tem ido de derrota em derrota, parecendo que espera ansiosamente pela derrota final. Digamos que, de forma caricatural, Isaías Samakuva quer ganhar a “guerra” com comandantes que ao primeiro tiro passam para o outro lado”.
Diz-nos a história recente, que a direcção da UNITA não gosta, um pouco à semelhança do próprio MPLA, de quem pensa de maneira diferente. O sacrificado povo angolano, mesmo sabendo que foi o MPLA que o pôs de barriga vazia, não viu, não vê e dificilmente verá na UNITA a alternativa válida que durante décadas lhe foi prometida.
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Filipe Nyusi promete empenho na resolução de crises em Moçambique.

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As crises política e financeira em Moçambique foram questões frequentemente abordadas pelo Presidente no arranque da sua visita a Bruxelas. Porém, Filipe Nyusi não avançou detalhes sobre soluções que prometeu encontrar.
Filipe Nyusi foi recebido pelo rei Filipe da Bélgica, no Palácio Real, em Bruxelas (21.04)
O Presidente moçambicano está de visita à capital da União Europeia (UE), na Bélgica, numa altura em que aumenta a ânsia dos moçambicanos por um esclarecimento sobre os escândalos financeiros. Os casos da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) e Proindicus já fizeram com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) recuasse na intenção de uma visita de avaliação ao país.
Em contrapartida, as idas frequentes de governantes moçambicanos a Washington para prestar esclarecimentos ao FMI e ao Banco Mundial sobre as revelações de novos empréstimos são interpretadas como uma tentativa desesperada de não manter este parceiro.
O tema também é assunto em Bruxelas. Questionado sobre as consequências desses casos na relação com os doadores da UE, Filipe Nyusi respondeu que "o importante é a atitude que o país toma".
FMI cancelou uma missão prevista para esta semana a Moçambique
Segundo o chefe de Estado, nos encontros mantidos com representantes dos países que apoiam Moçambique, estas questões foram abordadas "de forma direta e frontal". O que, segundo Nyusi, "encoraja" o seu Governo "a continuar com essas medidas, que é o que está acontecer".
Quem recebe esclarecimentos sobre os empréstimos avaliados em 884 milhões de euros é o FMI, segundo o Presidente moçambicano. Nyusi diz que conta para isso com a participação de parceiros e instituições bancárias.
O FMI acusa as autoridades moçambicanas de terem escondido parte dos empréstimos. Mas Filipe Nyusi já tem ideia do tipo de apoio que precisa: o mesmo do caso EMATUM. "A dívida está reestruturada e esperamos que as outras que possam vir a acontecer também sejam reestruturadas", declarou em Bruxelas.
Solução interna para crise política
Relativamente aos impactos desta crise, o Presidente não foi capaz de especificar, limitando-se apenas a garantir que já se está a trabalhar na sua avaliação. Outro assunto que também se mostra difícil de medir é a crise política que se arrasta há meses no país.
Federica Mogherini, alta representante para os Negócios Estrangeiros e vice-presidente da Comissão Europeia
Enquanto entendidos preferem qualificá-la como "guerra não declarada", Filipe Nyusi prefere falar em "distúrbios". Mediadores nacionais ainda não conseguiram resultados satisfatórios. A UE, por sinal proposta pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, como uma das mediadoras das negociações, ofereceu-se já para ajudar o país a sair da crise.
Subtilmente, o Presidente moçambicano deixou claro que a solução interna ainda é a principal aposta. "Moçambique tem referências de comunicação", sublinhou. " Já me reuni com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, duas vezes, o que significa que pode haver uma terceira ou quarta vez". Nyusi lembrou ainda que já indicou "um grupo que deve preparar o encontro".
Em fevereiro passado, em Maputo, a alta representante para os Negócios Estrangeiros e vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, já tinha oferecido ajuda para ultrapassar a crise. Na altura, disse recear que os confrontos colocassem em causa todas as conquistas alcançadas nas últimas décadas, também com a ajuda da UE.
Esta sexta-feira (22.04), segundo e último dia da visita a Bruxelas, Nyusi tem previstos encontros com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a comunidade moçambicana. Espera-se ainda que no balanço da visita, agendado para esta tarde, o Presidente moçambicano fale sobre os temas que dominaram os encontros que manteve com a Comissão Europeia.
#dw.de

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Filipe Nyusi na Alemanha: "Moçambique vai ultrapassar todas as crises".

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Em entrevista exclusiva à DW, o Presidente moçambicano culpa a RENAMO por não aceitar as regras do jogo democrático, pondo em perigo a paz. Filipe Nyusi desvaloriza ainda as notícias sobre os escândalos económicos.
De visita à capital alemã, Berlim, Filipe Nyusi destaca a sua vontade pessoal, assim como do seu partido, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e o seu Executivo, de encontrar soluções pacíficas, políticas e negociadas para o conflito político-militar que assola o país. "Porque a paz é o garante de todos os investimentos", sublinha.
A chanceler Angela Merkel anunciou terça-feira (19.04) que a Alemanha está disponível para apoiar o restabelecimento da paz em Moçambique. "Vamos ver que canais podem ser aproveitados para melhorar as possibilidades de diálogo e claro que isso tem de ser levado a cabo pelos representantes do Governo e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO)", afirmou Merkel, após um encontro com Nyusi.
A chanceler assegurou ainda que os Governos de Berlim e Maputo vão prosseguir os contactos, envolvendo também a União Europeia (UE). "E ver onde é que a Europa pode dar o seu contributo", declarou.
Na entrevista à DW África, o chefe de Estado moçambicano desvaloriza ainda as notícias sobre sucessivos escândalos económicos e financeiros no seu país, que surgiram nos últimos tempos, e que levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a suspender as suas negociações com Moçambique. "Estamos de cabeça erguida", afirma Nyusi.
DW África: Veio aqui à Alemanha falar com a chanceler Angela Merkel. Também esteve com o presidente da República Federal da Alemanha, Joachim Gauck. Que mensagem lhe veio passar sobre a situação atual em Moçambique?
Filipe Nyusi (FN): Nós não nos desviamos da agenda principal. Moçambique e Alemanha têm relações há 40 anos, relações diplomáticas, de amizade e cooperação. Já construímos uma reserva memorial suficiente para podermos, de tempo em tempo, avaliar e o que significa esta cooperação. Inauguramos um novo ciclo de governação em Moçambique no dia 25 de janeiro do ano passado e recebemos imediatamente o convite para visitar este país.
A chanceler alemã, Angela Merkel, está disponível para contribuir para paz em Moçambique
Normalmente, quando os ciclos mudam, há um esforço de poder alinhar o pensamento e as atividades para poder lograr mais êxitos. Viemos mais para reforçar a nossa cooperação com este país e reafirmar que continuaremos aquilo que foi dito, mas sobretudo viemos manifestar a nossa ambição de querer mais. E neste querer mais trilhamos mais por uma cooperação e uma diplomacia económica, razão pela qual também venho muito acompanhado pelo empresariado moçambicano.
DW África: Quais foram os pontos mais importantes que focou com a parte alemã?
FN: Durante a nossa conversa, com a chanceler e o Presidente, um dos pontos que mais focamos foi a necessidade de aprimorar a paz em Moçambique. Porque a paz é o garante de todos os investimentos. A Alemanha, por ser um país amigo e irmão, anseia que os moçambicanos vivam tranquilos e, por isso passamos algum tempo a discutir o dossier da paz. Apesar de Moçambique ser um país estável, há esses focos de desestabilização em algumas zonas. Falamos também da atividade económica e empresarial, que é base da nossa deslocação. Acreditamos que a nossa política e a nossa diplomacia só se tornam sustentáveis se existirmos economicamente.
DW África: Falando da questão da paz, o que é que o senhor e o seu Governo fazem concretamente para assegurar que exista uma solução pacífica e negociada?
FN: Em princípio, os que conhecem o que acontece em Moçambique, normalmente não questionam a negociação de uma forma linear. Porque a negociação de um país democrático são as regras que estabelece antes dos seus pleitos eleitorais. É uma competição, um jogo. O Bayern de Munique antes de jogar com o Manchester United sabe o que é um fora de jogo, o que é um pénalti. Essas regras foram estabelecidas para nós e temos ido a eleições ciclicamente, de cinco em cinco anos, como também fomos agora (2014). E as eleições foram declaradas livres e transparentes.

Em algumas zonas foram feitas algumas observações, mas em todos os comunicados e declarações ficou claro que não havia nada que impedisse que o resultado seguisse. Quando começam a aparecer regras a posteriori, implicando negociação, estamos a abrir um precedente que vai criar a dificuldade de se acreditar na democracia. Se faz sentido ou não. Ou faz-se eleições, mas quando alguém ganha tem de se renegociar.
DW África: Quer isso dizer que o seu Governo não aceita mudar as regras para garantir a paz? Isso não significa que o conflito em Moçambique vai continuar?
FN: Obviamente que nós, como moçambicanos, não somos um povo conflituoso. Somos um povo que acredita que as pessoas quando falam chegam a conclusões, a soluções. E o é que estamos a fazer agora. O meu Governo está a aprimorar e a dar prioridade ao diálogo, com toda a tolerância possível e às vezes até tolerância em demasia. Não imagino que país europeu iria permitir um partido armado… Qualquer que seja a explicação, o modelo de democracia ou a razão, ninguém está em condições de acreditar nisso. Mas estamos a fazer tudo para que a própria Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) se desarme sozinha e depois volte à mesa do diálogo. Acreditamos que falando, nós, moçambicanos, encontramos soluções.
DW África: Quanto aos refugiados da província de Tete que fogem para o Malawi, o que sabe sobre esta questão? Por que motivo as pessoas fogem dessa região?
FN: Pelo que ouvimos, as pessoas fugiram de maus-tratos e de algumas atitudes desumanas. Só que é preciso estudar o povo moçambicano. O Exército moçambicano já teve missões de glória, no Burundi, por exemplo, nas missões de pacificação nesse país e não há registo de casos como esses. Mas neste caso concreto dos moçambicanos que estão no Malawi, diz-se que estão a fugir a atos de guerra na zona centro do país. As pessoas não devem sofrer. Se saem de uma zona onde não se sentem confortáveis, se para onde vão forem acolhidos, isso nós saudamos e solidarizámo-nos. E tudo fazemos para que seja esclarecido e que sejam apoiados.
DW África: Mas porque é que as pessoas fogem concretamente da zona de Nkondedzi, na provínca deTete?
Nyusi foi recebido com honras de Estado em Berlim
FN: Como se sabe, perto dessa zona de Nkondedzi está Moatize, uma cidade onde vivem pessoas. Existe Tete… As pessoas não tinham necessariamente de atravessar a fronteira e ir para um sítio perto onde podem viver bem. Ouvi no outro dia que saíram de Nkondedzi para a zona de Kapise, no Malawi, mais de 11 mil moçambicanos. É estranho porque na zona de Nkondedzi não há 11 mil pessoas. Se saíram 11 mil pessoas, já não há ninguém. Eu penso que é possível que estejam lá moçambicanos, e há moçambicanos, mas não na dimensão que se diz… Malawi é um centro onde se dá comida e as pessoas naquela zona estão com problemas de seca, sobretudo do lado do Malawi. O meu Governo esteve no local e eu, pessoalmente, estou a organizar-me para ir compreender melhor qual é o tipo de apoio que podemos dar a esses moçambicanos.
DW África: O que pode dizer sobre a situação económica de Moçambique? E a que se devem os atuais problemas económicos?
FN: Avaliar a economia de Moçambique dissociando-a da economia do mundo é uma distração fatal. É claro o que está a acontecer. As importações aumentaram em detrimento das exportações e, como se não bastasse, os preços de grandes mercadorias, como o camarão, o caju, algodão e o próprio carvão, baixaram no mundo. É preciso vermos a conjuntura. Este ano é um ano desafiante.
DW África: E nos últimos dias o seu Governo até chegou a falar de estado de calamidade em algumas regiões de Moçambique.
FN: Temos problemas de seca no sul. Nem o nosso gado tem água para beber. Temos enxurradas no norte e os campos agrícolas estão inundados. São fenómenos exógenos que temos de gerir. O importante é não cairmos em desespero.
DW África: Outro desafio para o seu Governo deve ser manter a credibilidade financeira de Moçambique. Não deixar que o rating baixe demasiadamente. Também tem havido problemas neste aspecto.
Schiffe von EMATUM in Mosambik
Endividamento por causa da EMATUM continua a causar polémica
FN: Estamos a gerir uma dívida, já conhecida, e estamos a trabalhar com as instituições financeiras internacionais. Naturalmente queremos ver como podemos escalonar o pagamento. Há medidas que estão a ser tomadas porque não queremos cair no desespero. Estamos de cabeça erguida. O importante é sabermos esclarecer as nossas preocupações e possibilidades e traçar medidas sustentáveis de contenção, de transparência e de abertura. Achamos quie vamos controlar, mas ainda vai levar algum tempo.
DW África: E não haverá consequências dos casos EMATUM e Proindicus? Não haverá demissões e mudanças no seu Governo por causa disso?
FN: Eu não trabalho assim. Trabalho na base de factos. Ir para a imprensa dizer que vai haver isso por causa disso… Primeiro vamos lidar com o problema, percebê-lo e sempre na perspetiva de sairmos airosos e de resolvermos o problema.
DW África: O FMI interrompeu os contactos que tinha com Moçambique. Como avalia isso?
FN: Demos a cara quando soubemos e isso significa trabalhar com o FMI. Estamos satisfeitos porque eles aceitam trabalhar connosco para juntos podermos esclarecer o problema. E esse é um passo fundamental nesse processo.
#dw.de

África do Sul confirma primeiro caso de zika; paciente é colombiano.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Vírus foi detectado em homem durante sua visita a Joanesburgo.
Empresário apresentou febre e erupção, mas está totalmente recuperado.


Pesquisa propõe dupla infecção do mosquito Aedes aegypti para evitar transmissão de dengue, chikungunya e zika  (Foto: Cameron P. Simmons/Divulgação)
Pesquisa propõe dupla infecção do mosquito Aedes aegypti para evitar transmissão de dengue, chikungunya e zika (Foto: Cameron P. Simmons/Divulgação)

A África do Sul confirmou seu primeiro caso de vírus da zika neste sábado (20), em um homem colombiano, disseram autoridades de saúde.
O vírus, que está causando alarme internacional depois de se espalhar através de grande parte das Américas, foi detectado no homem durante sua visita a Joanesburgo, afirmou o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.
"O empresário apresentou febre e uma erupção cerca de quatro dias após a chegada na África do Sul, mas agora está totalmente recuperado", disse ele.
A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de zika uma emergência internacional de saúde pública em 1º de fevereiro, observando sua associação com dois distúrbios neurológicos - microcefalia em bebês e síndrome de Guillain-Barré.
#http://g1.globo.com/

terça-feira, 19 de abril de 2016

ANGOLA: AS CRÓNICAS ATRASADAS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

joão-m

Perdemos o rasto do João quando o Presidente Obama decidiu apoiar os revoltosos na Líbia. Pensámos que tivesse aderido a uma daquelas organizações de voluntários, que organizam os bancos alimentares ou constroem habitações, com dignidade, para os pobres e negligenciados, na América Latina, em África, nos subúrbios das cidades dos países da ex-União Soviética, que se tornaram independentes, ou em Luanda. Não.

Por Domingos Kambunji
OJoão estava nos Estados Unidos da América a escutar os comentadores da CNN, e da Fox News, para depois plagiar as opiniões e ir para Angola escrever esses pensamentos, cinco anos mais tarde, como se eles fossem originais. Queremos aqui relembrar que nos EUA as pessoas não são presas, acusadas e condenadas como pertencentes a uma Organização de Malfeitores por lerem livros ou as crónicas do João. O voluntariado e mecenato são bastante valorizados em termos sociais.
Não sabemos por onde andava o João quando o MPLA decidiu iniciar a guerra civil em Angola, em 1975, com apoio de militares portugueses, extremistas, e depois, sob a custódia de russos e cubanos, o que contribuiu para que muitas centenas de milhar de vidas humanas fossem ceifadas. Nós estávamos em Angola. Também ignoramos o paradeiro do João durante o 27 de Maio de 1977, o que levou ao fuzilamento de muitas dezenas de milhar de angolanos, sob a batuta macabra do MPLA. Nós estávamos em Angola.
Nessas ocasiões em que não conseguimos localizar o João, ele andava a recolher elementos para posteriormente desenvolver as teorias que fundamentam as suas teses na defesa do e na militância no Socialismo Sanzaleiro, que, abusivamente, ele designa por democrático.
Já nos apercebemos que as teorias e as teses do João variam muito, com o estado do tempo e com os ventos que sopram nas modas em Moscovo, Astana, BáCu, Bishkek, Duchambé, Luanda ou Pyongyang (que também dizem ser a capital de um país democrático, a República Democrática Popular da Coreia do Norte).
O filósofo, ideólogo e porta-voz do MPLA, o Gene Bento Kangamba, também diz, à boca cheia, que Angola é uma Reipública “Dimucrática”, o que afirma que as epidemias ocorrem em Angola, devido ao sanzaleirismo do socialismo e cabritismo do MPLA, no sistema nacional de saúde, acontecem porque “Angola istá a chuverê”.
O João, cinco anos após os ataques americanos na Líbia, conclui que essa intervenção foi desastrada. O primeiro a reconhecer tal facto foi o Presidente Obama, há já bastante tempo. Mais uma vez o João chega atrasado porque essa notícia já passou, há muitas semanas, nos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países democráticos. Este tipo de informação parece estar a chegar muito atrasada a Angola, país em que os órgãos de informação da propaganda do Reigime de Socialismo Sanzaleiro parecem demorar muito tempo para compreenderem as notícias civilizadas. Todavia, o mundo inteiro sabe que, na Líbia, foi deposto um ditador com uma cultura e práticas bastante semelhantes às do Presidente da Reipública de Angola.
O João leu a notícia de que a Líbia necessita de um Plano Marshall. Nós lemos isso, há já muitas semanas, mas também lemos as notícias de que, em Angola, as desigualdades sociais são vergonhosas, a mortalidade infantil é muito elevada, as epidemias alastram, o Kwanza não pára de desvalorizar, Angola necessita de um Resgate do FMI… (Atenção porque os Arautos do Reigime, os Louvalozédus de Carvalho, já afirmaram de que o Resgate do FMI não é um Resgate. Não é um Resgate porque é um Resgate. É assim como que um Resgate…). O Reigime Angolano define Resgate como Diversificação Económica. Ou será Ecómica?
Barack Obama assumiu a responsabilidade do mau planeamento na intervenção militar na Líbia, há cinco anos. José Eduardo dos Santos já assumiu a responsabilidade da intervenção militar do MPLA, em Angola, durante quatro décadas, que causou e está a causar muitíssimo mais vítimas mortais do que as que aconteceram na Líbia?
Para nós cada vida humana é importante e também sabemos que, quase sempre, os vencedores das guerras são os que conseguem matar mais e depois assumem-se como os únicos donos da verdade e da razão. Também é assim em Angola. É por isso que o João é um dos megafones do MPLA, para poder lucrar com a situação!
Há uma diferença muito grande entre Obama e Dos Santos. Barack Obama fez a sua formação nas universidades de Columbia e Harvard. José Eduardo dos Santos é engenheiro de Bá Cu. Quanto ao João, nem sequer conseguiu concluir a licenciatura que iniciou em Portugal. Teve necessidade de emigrar para outros paradeiros com o objectivo de obter o título de Doutor.
Agora até é professor, em Angola, e escreve crónicas sobre a Líbia, plagiando as opiniões de políticos e comentadores dos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países civilizados, tentando apresentá-las como originais, com muitas semanas, meses e anos de atraso!
#http://jornalf8.net/

Brasil: Pedido de impechment será lido hoje no plenário do Senado.

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Pedido de afastamento de Dilma chega ao Senado e será lido hoje em plenário.

Cunha esteve com Renan para levar o processo de impeachment aprovado na Câmara: por causa do feriado de quinta-feira, comissão especial será instalada na semana que vem

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mais uma vez com o argumento de isenção no exercício do cargo, colocou limitações ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que podem atrasar a tramitação do caso. Além de não garantir que a comissão que analisa o processo seja instalada ainda nesta semana, Renan freou o acordo entre PMDB e oposição, que haviam fechado consenso para indicação da presidência e relatoria da comissão. A posição do senador diverge da conduta de celeridade adotada pelo presidente da Câmara e colega de partido de Renan, Eduardo Cunha (RJ).

Ontem, Renan também se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para discutir como será o andamento do processo de impeachment caso o Senado aprove a admissibilidade do pedido votado na Câmara na noite de domingo. Ficou acertado que técnicos dos gabinetes das presidências do Senado e do STF vão se reunir para estabelecer qual será o roteiro exato do impeachment de Dilma. O “passo a passo” do processo valerá a partir de um eventual afastamento temporário de Dilma por 180 dias, caso ela perca a primeira votação no plenário do Senado. Não há prazo para o roteiro ser definido, que deverá ser aprovado em sessão administrativa do STF. “Como presidente do Senado, eu queria repetir: nós vamos observar todos os prazos, garantir direito de defesa, processo legal e eu vou como presidente do Senado, em todos os momentos, manter a isenção e a neutralidade, que são fundamentais para que nós possamos chegar a bom termo”, disse.
Renan também confirmou que a leitura da notificação de chegada da autorização do processo de impeachment pela Câmara será feita no plenário do Senado nesta terça-feira. Seguindo a lei, ele também informou que vai aguardar 48 horas até instalar a comissão, o que coincidiria com o feriado de Tiradentes, na quinta-feira. Desta forma, o presidente afastou a possibilidade de instalar a comissão nesta semana, já que não há sessão ordinária do Senado às sextas-feiras. Na prática, a votação da instauração do processo pode ser adiada em uma semana com esta decisão.

O posicionamento não agradou à bancada de oposição, que gostaria de ver a comissão instalada o mais brevemente possível. Eles vão trabalhar por novo entendimento e pressionar Renan. A posição também contrasta com a opinião de Cunha, que foi pessoalmente entregar a autorização de impeachment de Dilma ao Senado.

Cunha moderou a fala e disse que não cabia a ele opinar sobre a condução do impeachment no Senado, mas não deixou de pedir rapidez na tramitação. “A demora é muito prejudicial para o país, porque você está com um governo que ficou meio governo”, afirmou. “Ou ele vira de novo governo, ou deixará de ser governo. Essa decisão, o Senado vai proferir. Agora, a demora não é boa para o país e nem para o próprio governo”, continuou o deputado, após o encontro com Renan.

Para cumprir a cerimônia de entrega do processo, Cunha fez visita pouco usual ao Senado. Mas entrou pela porta dos fundos e não cruzou o Salão Azul. O presidente da Câmara chegou acompanhado de outros deputados pró-impeachment, enquanto funcionários do Congresso trouxeram em um carrinho os 34 volumes, mas de 12 mil páginas, que descrevem o processo de impeachment na Câmara, e entregaram o material à Mesa Diretora do Senado.

Frustrando os planos da oposição, assim como os da ala do PMDB aliada ao vice-presidente Michel Temer, Renan afirmou que tanto o presidente quanto o relator da comissão que vai analisar o processo terão de ser eleitos, e não apenas indicados. “Há um detalhe, já observado na Câmara dos Deputados, é que o relator, diferentemente do que acontece nas comissões, precisa ser eleito, a exemplo do presidente da comissão”, afirmou o presidente do Senado, afastando as possibilidades de que os nomes apenas fossem indicados.

Considerando o critério do tamanho das bancadas e excluindo PT e PMDB da disputa, por considerá-los parte interessada no afastamento ou manutenção de Dilma no cargo, a oposição já contava com o nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a presidência, enquanto a senadora Ana Amélia (PP-RS) assumiria a relatoria.

A decisão havia sido referendada pelo presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), que inicialmente queria que o próprio partido relatasse a matéria e indicou o nome do líder do partido, Eunício Oliveira (CE). Após Eunício recuar da decisão, Jucá passou a defender que caberia a ele indicar outro nome. Nos bastidores, a indicada seria Ana Amélia.

Conversas
Desanimados após a derrota expressiva na Câmara, quando os votos contrários ao impeachment ficaram muito abaixo dos 172 necessários para barrar o processo, o governo começa agora a pensar na batalha do Senado. Pela manhã, a bancada do PT no Senado se reuniu para fazer uma avaliação do cenário e reconheceu que o quadro é difícil. “Mas a presidente é como o Botafogo. Deixa escapar vitórias fáceis e cresce em partidas consideradas impossíveis”, disse um interlocutor do governo.

Como o colegiado do Senado é menor, a estratégia será conversar de maneira seletiva. Dilma deve procurar o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e a ex-governadora Roseana Sarney, que, por ter uma relação histórica com o PMDB, ficou constrangida de se posicionar contra Michel Temer. Mas pesou, sobretudo, a proximidade de Dilma com o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Dino chegou à Brasília na quinta-feira e articulou até o último momento na esperança de virar votos desfavoráveis ao Planalto.

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