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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Astro do basquete Kobe Bryant morre em acidente de helicóptero.

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Um dos maiores jogadores da história da NBA, americano de 41 anos estava em aeronave que caiu na Califórnia. As outras quatro pessoas a bordo também morreram, entre elas a filha dele de 13 anos.
O ex-jogador da NBA Kobe Bryant

O ex-jogador de basquete Kobe Bryant, de 41 anos, um dos maiores astros da história da NBA, morreu neste domingo (26/01) em um acidente de helicóptero na Califórnia, nos Estados Unidos. Outras quatro pessoas, entre eles sua filha, estavam na aeronave e não sobreviveram.
"É com grande tristeza que tomamos conhecimento da morte de Kobe Bryant e de outras quatro pessoas em um acidente de helicóptero em Calabasas. A aeronave caiu em um campo afastado perto de Las Virgenes por volta das 10h da manhã. Ninguém em terra ficou ferido", informou a cidade de Calabasas através do Twitter.
Mais tarde, o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, confirmou que Gianna, filha de 13 anos do ex-jogador, estava entre os cinco mortos. "LA está sofrendo com a família Bryant pela perda de Gianna, que morreu com seu pai e amigos na tragédia de hoje", escreveu Garcetti no Twitter.
Gianna era uma das quatro filhas de Bryant e sua mulher, Vanessa, além de Natalia, Bianca e Capri, que nasceu em junho de 2019.
Bryant e Gianna voavam para um jogo do qual a garota iria participar quando o helicóptero caiu, segundo a imprensa americana.
Autoridades do condado de Los Angeles disseram que socorristas foram enviados ao local e apagaram as chamas no helicóptero, mas não encontraram sobreviventes.
Fotos publicadas pelo departamento de polícia local mostram um caminhão de bombeiros e, de longe, a fumaça emergindo da mata em um barranco.
fonte: DW África

75 anos depois da libertação de Auschwitz, a importância de não esquecer o Holocausto.

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O dia 27 de janeiro marca os 75 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz. Uma pesquisa encomendada pela DW mostra se os alemães querem manter viva a memória dos horrores do nacional-socialismo.
Polen Gedenken l Das Konzentrationslager Auschwitz, 75. Jahrestag der Befreiung (DW/N. Batalov)
Auschwitz: A importância de não esquecer a era nazista


Exército Vermelho da antiga União Soviética libertou os poucos sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz no dia 27 de janeiro de 1945. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas no local - principalmente judeus estavam entre as vítimas.
Por iniciativa do Presidente da Alemanha, Roman Herzon, desde 1996 o dia 27 de janeiro tornou-se na Alemanha uma data para lembrar e homenagear as vítimas do nazismo. Em 2005, as Nações Unidas seguiram o exemplo e declararam o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto.
Nos últimos anos, o antissemitismo ressurgiu na Alemanha. A violência antissemita está a aumentar e, cada vez mais, judeus que vivem na Alemanha são vítimas de algum tipo de agressão nas ruas. O último episódio que intensificou o alerta das autoridades foi o ataque em Halle - cidade  localizada no Estado da Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha - em 9 de outubro de 2019.
Ouvir o áudio03:06

75 da libertação de Auschwitz: a importância de não esquecer

Um homem de 27 anos, usando uniforme de combate, máscara e capacete e portando várias armas, lançou um explosivo sobre o muro de um cemitério judaico e tentou entrar numa sinagoga nas proximidades. Ele não conseguiu passar pela porta, que estava trancada. Naquele momento, 51 pessoas rezavam no local.
Sem conseguir ingressar na sinagoga, o homem disparou contra as pessoas na rua, transmitindo a ação em direto via internet. O episódio ocorreu em pleno Yom Kippur - o feriado religioso mais importante do calendário judaico.
Duas pessoas foram mortas, e o atirador confessou num depoimento no Tribunal Constitucional da Alemanha em Karlsruhe que o crime teve motivação antissemita e seu objetivo era cometer um massacre na sinagoga.
A importância da lembrança
O quão importante é lembrar o Holocausto nos dias de hoje na Alemanha? A DW encomendou uma pesquisa ao instituto Dimap para saber a opinião dos cidadãos. Foram realizadas 1.018 entrevistas telefônicas para uma amostra representativa. Como resume o pesquisador Roberto Heinrich, os resultados são "em grande parte tranquilizadores".
Meinungsforscher Roberto Heinrich (Andreas Grzesiak)
Roberto Heinrich trabalhou na pesquisa do Dimap
Em resposta à pergunta "quando você pensa no nacional-socialismo, diria que é muito lembrado, lembrado em circunstâncias apropriadas ou que os crimes do nacional-socialismo são muito pouco lembrados", mais da metade das pessoas disse que o alcance do que é chamada "cultura da lembrança" é apropriado. Um em cada quatro alemães acha que esse passado é bastante lembrado, enquanto um em cada seis, por outro lado, considera que os crimes do nacional-socialismo são muito pouco recordados na Alemanha.
"Recentemente alguém disse: 'Quase 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, não devemos mais nos preocupar tanto com o período do nacional-socialismo, mas dar um ponto-final nesta questão'." Você diria: "Esse raciocínio está certo ou não?" - esta era a segunda pergunta da pesquisa. Uma nítida maioria, 60% dos entrevistados, respondeu que era contra dar a questão como finalizada. Em contraste, 37% dos entrevistados são favoráveis a deixar para trás a era do nazismo.
Após a cultura da lembrança e o debate final, um terceiro grupo de perguntas tratou do debate sobre o nacional-socialismo. Cada três entre quatro entrevistados crê que uma visita a um memorial num antigo campo de concentração, como Auschwitz ou Buchenwald deveria fazer parte do currículo escolar.
Até 61% apoiam um exame do papel da sua própria família durante o período do nacional-socialismo. Uma ligeira maioria [55%], por outro lado, não considera necessário fornecer aos requerentes de asilo político informações obrigatórias sobre os crimes do nacional-socialismo.
Assistir ao vídeo03:07

75 anos: As memórias trágicas de Auschwitz

A vontade de lembrar
"'A educação ajuda', foi a primeira reação de um colega meu quando viu os resultados parciais do estudo", disse Heinrich. Isto é particularmente significativo nesse debate final.
Enquanto apenas uma em cada cinco pessoas com diploma do ensino médio e diploma de ingresso para estudos nas universidades de ciências aplicadas (21%) é a favor de um ponto-final nas questões em torno do nacional-socialismo, mais da metade das pessoas com diploma de ensino médio ou fundamental (56%) exige esse ponto-final.
"Em geral, há uma clara maioria que diz que devemos continuar a discutir o tema do nacional-socialismo", conclui Heinrich.
A mudança da atmosfera política e social na Alemanha nos últimos anos é demonstrada quando se compara o resultado dessa pesquisa com o de pesquisas semelhantes realizadas entre 2018 e 2019 [como a Memo Deutschland - Multidimensionaler Erinnerungsmotor]. Enquanto há dois anos apenas 26% era a favor de não se dar mais importância às questões referentes ao nazismo, esse número subiu para 33% no ano passado. Na pesquisa atual encomendada pela DW ao Dimap o número subiu mais quatro pontos percentuais.
 (DW/M. Oliveto)

AUSCHWITZ: 75 ANOS APÓS A LIBERTAÇÃO

A escolha marcada pelo ódio

Era assim que morriam os que chegavam. Ainda nos trilhos, o infame médico Josef Mengele apontava para as pessoas. Mandava para a esquerda aqueles que iriam trabalhar nos campos de concentração; e para a direita, aqueles que não estavam aptos a trabalhar, e eram, por isso, levados imediatamente para as câmaras de gás.

fonte: DW África


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Senegal: Paralisia das atividades no porto de Dakar: As empresas de transporte de contêineres vão proceder uma paralisação de trabalho hoje(24.01.2020).

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Nesta sexta-feira, 24 de janeiro de 2020, o Porto Autônomo de Dakar (Pad) sofrerá interrupções devido à paralisação dos trabalhos que o Coletivo de empresas aprovadas para o transporte e entrega de contêineres no Senegal (Ceatlcs) pretende observar. Uma decisão legitimada, de acordo com Mbaye Mbengue, presidente do coletivo, por medidas tomadas pela supervisão e pela direção geral do Pad, que estão derrubando seus negócios.

Na entrevista a seguir, Mbengue diz que ele e seus colegas decidiram observar um julgamento para que as autoridades estaduais tomem consciência da impopularidade dessa medida, que ameaça a viabilidade de seus negócios. Hoje, a Ceatlcs solicita ao Ministério de Infraestrutura, Transporte Terrestre e Abertura que reconsidere sua decisão sobre sua vontade de prosseguir com a aplicação do regulamento 14 da UEMOA desde 1º de janeiro de 2020. Até que o porto seja equipado com 'pesadores de eixos' suficientes para evitar essa enorme perda de tempo.

O tempo perdido durante a remoção dificulta muito hoje a retirada de um único contêiner do terminal. Todos os dias operamos com prejuízo. Isso aconteceu desde o início do ano com a decisão do Ministério dos Transportes, que anunciou a data de entrada em vigor desta medida.

Poucas horas antes do início da paralisação, a Ceatlcs diz que decidiu proceder uma paralisação na sexta-feira, 8 de janeiro de 2020, às 8h. Uma decisão legitimada por duas medidas emblemáticas. "Esta é a aplicação de pesagem por eixo da Regra 14 para contêineres e as taxas de acesso ao porto recém-aplicadas para transportadoras aprovadas".

Hoje, eles possuem apenas uma balança de eixo móvel para lidar com 800 contêineres por dia. Isso afeta a entrega de contêineres. Porque, a partir de dois contêineres entregues por dia e por caminhão, chegamos a um nível em que ficou difícil ter um. É necessário fazer entre 14 e 16 horas do terminal Ags, passando pelo porto até a saída e pesando-os. De repente, onde um caminhão consome 20 litros de diesel para obter um contêiner, ele precisa de 40 litros, além de movimentação nos caminhões. Estamos nessa situação há 20 dias. Fizemos isso para ser conhecido por nossa autoridade supervisora ​​e pela Direção Geral do Porto de Dakar.

O outro ponto refere-se à nota circular emitida pela referida Direção-Geral. Que decidiu estabelecer uma taxa de 6.600 Fr por acesso de caminhão para transportadoras aprovadas. Ou 6.600 Fr no carregamento e tanto no descarregamento ''. Isso reflete, segundo ele, um aumento vertiginoso nos custos de acesso para caminhões que passaram de 50.000 FCFA / ano para mais de 4,8 milhões FCFA a uma taxa de 13.000 FCFA por dia por contêiner. Isso significa dizer que cada empresa com 5 caminhões terá que pagar pelo menos 25 milhões por ano apenas pelo acesso ao porto.

O presidente da Ceatlcs lamenta a situação que lhes foi imposta quando, segundo ele, nenhum membro desse coletivo lucra 25 milhões anualmente.

Todas as coisas que nos fazem, nós da Ceatlcs, decidimos cruzar os braços nesta sexta-feira. Somos fortes com mais de 100 empresas bem estruturadas e com funcionários e instalações. Nosso coletivo, desde a liberalização do transporte até os dias atuais, criou mais de 5.000 empregos diretos e indiretos.

O presidente Mbengue diz que não entende essa medida que ameaça a vida das empresas. A prova é, segundo ele, que nos últimos 5 anos, mais de 150 empresas das 300 que estavam em atividade no porto de Dakar colocaram a chave sob o capacho. E, se essa situação não for corrigida, alerta, levará à morte certa de todas as empresas aprovadas para o transporte e entrega de contêineres no Senegal.

"A cessação de nossas atividades terá um forte impacto na economia", alerta o presidente da Ceatlcs. Gerará, entre outras coisas, impostos adicionais, cessação de atividades no porto. Uma situação que forçará os navios de transporte de contêineres a permanecer no porto. O que lhes custará custos que variam entre 5,9 e 8,9 milhões de nossos francos. Hoje, a Ceatlcs convida o Estado a isentar temporariamente a Dpw de sua escala de eixos, enquanto o Porto de Dakar se equipa e, acima de tudo, derruba essa nova tarifa de acesso de caminhões ao Porto.

fonte: seneweb.com

Senegal: Macky Sall desencadeia nos calcanhares dos Ministros.

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Para "fortalecer a função de controle nos ministérios e garantir o desempenho da ação pública", o Chefe de Estado, Macky Sall, tomou uma decisão que causará muita tinta e saliva.
Segundo L'As, o Presidente da República solicitou, durante o Conselho de Ministros de ontem, a Inspeção Geral do Estado (Ige) para lançar, sem demora, um estudo sobre o ambiente de controle nos ministérios .

O jornal nos lembra, para que todos saibam, que essa auditoria ocorre no contexto de uma nova gestão pública caracterizada pelo estabelecimento de orçamentos de programas.

fonte: seneweb.com

Senegal: Depois de abril, Macky 2012 (também) sob fissuras.

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Presidente Macky Sall

A maioria presidencial se desintegrará? Depois da Aliança para a República (abril), que está à beira da implosão, é a coalizão "Macky 2012" que está quebrando. De acordo com o The Daily, uma nova plataforma chamada Macky 2012 Iniciativa de Refundação " Refoundation Initiative "
(Irm 2012) foi lançada.
O movimento é liderado por Mohamed Moustapha Diagne, da Sinergia Republicana, Mously Diakhaté, do Movimento A3J, Adji Mergane Kanouté, da União para o Desenvolvimento do Senegal / Autentica, El Hadji Ibrahima Mbow, da União Bunt-Bi, Awa Marie Coll Seck do Comitê de Ética em Valores e Ação (Comeva), Serigne Bassirou Mbacké Diakhaté da Aliança para o Desenvolvimento do Senegal (Ads / R) e Alla Dieng da  "Union des Forces Citoyennes (Ufc) "

Objetivo Irm 2012: "Dar novas direções, uma nova dinâmica e melhor credibilidade à coalizão". Os membros do Irm 2012, dirigidos pelo deputado Adji Mergane Kanouté, que reafirmaram sua companhia ao Presidente da República, pretendem "participar da popularização de seu ambicioso programa e de suas realizações lucrativas para o povo senegalês.

seneweb.com

Lei para a saída da UE promulgada pela Rainha.

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O contestado Projecto de lei que formaliza a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) foi ontem promulgado pela Rainha Isabel II, viabilizando o "Brexit" dentro de uma semana, a 31 de Janeiro.

Rainha Isabel de Inglaterra promulgou a Lei do “Brexit”
Fotografia: DR


O vice-presidente da Câmara dos Comuns, Nigel Evans, confirmou que o Projecto de Lei de Saída da UE recebeu o selo real, o que faz do texto lei.
O consentimento da Rainha veio horas depois do Projecto ter concluído a passagem pelo Parlamento britânico, obtendo a aprovação da Câmara dos Lordes (Câmara alta).
Por sua vez, a Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu aprovou, também ontem, uma recomendação que espelha a posição favorável da assembleia europeia ao Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia (UE), faltando só a 'luz verde' final em plenário. Três anos e meio depois de o "Brexit" ter sido decidido num referendo por 52 por cento dos eleitores, em Junho de 2016, o processo provocou uma crise política devido ao impasse no Parlamento, que rejeitou três vezes o acordo negociado pela antiga Primeira-Ministra, Theresa May e forçou o adiamento da saída.
Theresa May acabou por se demitir e foi substituída por Boris Johnson, que só conseguiu ultrapassar o impasse após as eleições legislativas de 12 de Dezembro do ano passado, as quais venceu com maioria absoluta.
"Às vezes parecia que nunca iríamos passar a linha de chegada do "Brexit", mas conseguimos", afirmou o actual Chefe de Governo.
A saída do Reino Unido da UE será oficialmente registada às 23h00 horas (GMT) de 31 de Janeiro.
fonte: jornaldeangola

Portugal e Angola podem cooperar na investigação aos negócios de Isabel dos Santos, diz jurista português.

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Isabel dos Santos, constituída arguida em Angola
Isabel dos Santos, constituída arguida em Angola

As autoridades judiciais portuguesas podem abrir uma investigação às denúncias reveladas pela investigação Luanda Leaks aos negócios da empresária Isabel dos Santos e do marido Sindika Dokolo, tanto no país como em Angola.

A opinião é do jurista português Paulo Sá e Cunha para quem Portugal e Angola “no âmbito da CPLP, têm acordos judiciais que lhes permitem uma cooperação jurídica”.
Em conversa com a VOA, Sá e Cunha acrescentou que “no quadro dos mecanismos de cooperação judiciária internacional, o que a justiça portuguesa pode e deve fazer é colaborar com aquilo que lhe for solicitado pelas autoridades judiciais angolanas”.
O Ministério Público português, caso for solicitado, diz o jurista, “pode ouvir testemunhas, realizar diligências de provas, enviar documentos, proceder a diligências necessárias à instrução do processo-crime que decorre em Angola” a pedido das autoridades de Luanda.
Paulo Sá e Cunha afirma, no entanto, que a justiça portuguesa pode ir mais além e avançar com a instauração de inquéritos para investigação de factos que podem constituir crimes à luz do direito penal português, independentemente deles terem origem em Angola ou noutros países.
“Há normas jurídicas que hoje estendem a competência para investigação e repressão penal de factos relacionados com o branqueamento a diversos Estados”, sustenta Sá e Cunha.
A investigação conhecida por Luanda Leaks revelou uma enorme teia de negócios de Isabel dos Santos e marido em Angola, Portugal e em mais cerca de 40 países.
Ontem a Procuradoria-Geral da República de Angola constituiu arguidos Isabel dos Santos, Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol, Mário Leite da Silva, gestor da empresária e presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento Angola (BFA), Paula Oliveira, amiga de Isabel dos Santos e administradora da NOS, e Nuno Ribeiro da Cunha, diretor do Eurobic, encontrado morto no mesmo dia, na zona de Restelo, em Lisboa.
O caso refere-se às denúncias de corrupção feitas pelo sucessor da filha do antigo Presidente angolano à frente da Sonangol, Carlos Saturino.
Entretanto hoje, o PGR de Angola, Hélder Pita Grós, encontrou-se com a sua homóloga portuguesa, em Lisboa, Lucília Gago, a quem, segundo disse à chegada a Portugal, foi “pedir ajuda”, sem dar mais detalhes.

fonte: VOA

"Luanda Leaks" aproxima procuradores de Angola e Portugal.

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Procurador-Geral da República de Angola esteve em Lisboa para encontro com integrantes do Ministério Público em Portugal. Hélder Pitta Grós espera ajuda portuguesa no âmbito das investigações sobre corrupção.
Sitz der Generalstaatsanwaltschaft - Angola (DW/Borralho Ndomba)

O Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, reuniu-se nesta quinta-feira (24.01) com a homóloga portuguesa, Lucília Gago, para analisar o processo que envolve a empresária angolana Isabel dos Santos.
Os procuradores encontraram-se dias depois de a justiça angolana ter declarado arguidos a empresária Isabel dos Santos e executivos portugueses. A filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos e executivos portugueses são acusados de branqueamento, abuso de poder, falsificação de documentos e tráfico de influências no âmbito de um suposto esquema de desvio de dinheiro da estatal petrolífera Sonangol.
Após encontro de trabalho de cerca de uma hora em Lisboa, Grós e Gago não concederam qualquer declaração aos diversos jornalistas portugueses e da imprensa internacional presentes no edifício do Ministério Público.
Symbolbild Schmiergeld (Fotolia/granata68)
Investigações contra a corrupção aproxima PGRs de Portugal e Angola
Atos após a arguição
Isabel dos Santos renunciou ao seu direito de voto no banco EuroBic, pondo à venda 42,5% de participação no banco dirigido pelo ex-ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos. A decisão foi já comunicada ao Banco de Portugal.
Um dos mais visados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola era o executivo Nuno Ribeiro da Cunha, encontrado morto em sua residência, em Lisboa, na manhã desta quinta-feira (24.01). Cunha era o gestor de conta da empresária angolana no EuroBic.
O executivo foi o responsável por algumas das transferências suspeitas reveladas pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação no último domingo (19.01) no âmbito da "Luanda Leaks".
O Ministério Público português confirmou esta semana que as investigações sobre os negócios irregulares de Isabel dos Santos em Portugal prosseguem sob a direção do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Rafael Marques (DW/J. Beck)
Rafael Marques: "Deve haver comprometimento"
Suprindo carências
Em entrevista que concedeu à DW-África, o jornalista angolano Rafael Marques referiu que devia haver um comprometimento entre Portugal e Angola no combate à corrupção e branqueamento de capitais.
"Primeiro Angola tem de reformar o seu próprio sistema judicial, isso por um lado. Por outro, vemos que Portugal, com o peso da corrupção em Angola, viu as suas instituições, sobretudo o seu próprio sistema judicial, também conspurcado, enlameado, pela relação com Angola", disse Marques.
O primeiro-ministro português, António Costa, negou que Isabel dos Santos teve tratamento especial por parte do seu governo. Costa prometeu que Portugal vai colaborar com Angola na área da investigação. "Aquilo que nos compete fazer é colaborar totalmente com as autoridades angolanas, como temos vindo a fazer e como iremos fazer", disse.
Costa espera que este caso permita à justiça angolana "tratar aquilo que tem a tratar e as empresas portuguesas continuar a desenvolver a sua atividade dentro do maior quadro de estabilidade que seja possível para a economia portuguesa".
 
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"Luanda Leaks" aproxima procuradores de Angola e Portugal

Próximos passos
Três funcionários da empresa de telecomunicações NOS - suspeitos de envolvimento nos esquemas de Isabel dos Santos - vão ser ouvidos na segunda-feira (27.01) pela Comissão de Ética da empresa. Além da empresa Efacec, na petrolífera Galp e demais empresas com capital de Isabel dos Santos o ambiente é de preocupação e de desilusão.
"Quanto às empresas, insisto, a investigação ou qualquer vicissitude que atinja um acionista não tem que contaminar essa empresa nem deve contaminar essas empresas. Sobretudo se elas tiverem boas práticas de gestão", disse António Costa.
Outra reação às investigações no âmbito da "Luanda Leaks" vem do Bloco de Esquerda, que vai pedir no Legislativo da cidade do Porto a retirada da Medalha de Mérito - entregue pela Câmara Municipal ao colecionador de arte Sindika Dokolo em 2015. O marido de Isabel dos Santos também é acusado de envolvimento nos negócios e esquemas ilícitos.
fonte: DW África

Angola e Moçambique melhoram em índice da transparência em 2019.

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Iniciativas nos casos Isabel dos Santos e dívidas ocultas melhoram desempenhos de Angola e Moçambique na Percepção da Corrupção. PALOP tiveram desempenho positivo na edição 2019 do índice da Transparência Internacional.
Internationales Büro von Transparency International in Berlin (DW/C.Vieira Teixeira)
Angola e Moçambique melhoram em índice da Transparência Internacional

Os países de língua oficial portuguesa melhoraram o desempenho no Índice de Perceção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional (TI) lançado em nível global esta quinta-feira (23.01).
O documento refere que, após quatro décadas de regime autoritário, Angola deu um salto significativo para mais sete pontos em relação à edição passada - estando hoje na 146ª posição. Moçambique, que igualmente ocupa a 146ª posição, recuperou a pontuação, subindo 12 posições.
Angola Treibstoffschmuggel | Sonangol (DW/N. Sul d`Angola)
Sonangol é um dos alvos da ofensiva contra a corrupção em Angola
Aparentemente, a ofensiva do Governo de Angola contra a corrupção conferiu ao país mais sete pontos em relação à edição anterior do IPC. Para o economista Carlos Rosado, o processo que envolve Isabel dos Santos e casos como o julgamento do ex-ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, dão sinais de que há vontade política para o combate à corrupção.
Rosado admite que "Angola tornou-se um país mais transparente" e diz que o resultado disso deve ser creditado à administração do Presidente João Lourenço.
O economista considera aprovável começar pela a filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, entretanto há necessidade de dar passos para além de Isabel dos Santos. "É preciso avançar para outras personalidades, para outros protagonistas, e é isto que esperamos todos que aconteça, que não estejamos em presença de um combate à corrupção de alguma maneira seletivo."
Embora o relatório reconheça o esforço de recuperação de 4.500 milhões de euros em ativos roubados em Angola, recomenda que é preciso fazer mais para fortalecer a integridade e promover a transparência na monitoria das receitas do petróleo.
 Mosambik T-shirt von CIP Kampagne #Eu não pago dívidas ocultas (CIP)
Pressão da sociedade civil gerou tomada de atitudes das autoridades moçambicanas
Detenções da PGR moçambicana
Relativamente a Moçambique, assistiu-se um desempenho atípico da Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2019 - com detenções de altos quadros do Governo e pessoas influentes como antigos ministros dos Transportes e Comunicações e do Trabalho, Paulo Zucula e Maria Helena Taipo. Ambos foram acusados de crimes de corrupção.
O filho do ex-presidente Armando Guebuza, Ndambi Guebuza, e quadros seniores do Estado foram também alvo de detenções no âmbito do caso das dívidas ocultas. Para Edson Cortez, Diretor Executivo do Centro de Integridade Pública (CIP), antena da Transparência Internacional em Moçambique, o acesso à informação contribuiu para a pontuação do país.
"O CIP disponibilizou informação, mostrou parte dos contornos deste caso e deixou a PGR numa situação em que, se não reagisse, seria muito pior para a sua reputação e para o poder político. Isso fez com que tivéssemos uma Procuradoria mais proativa", explica Cortez.
 
Ouvir o áudio02:35

Angola e Moçambique melhoram em índice de transparência

Governos devem prevenir "compra de votos"
Guiné-Bissau contrariou a tendência do ano passado, tendo conquistado 18 pontos e subido quatro posições, ficando em 168ª. Já São Tomé e Príncipe manteve os 46 pontos e a 64ª posição que tinha na edição anterior.
Cabo Verde alcançou a 41ª posição, com 58 pontos. O país subiu quatro lugares, tendo consolidado a sua posição como o terceiro país mais bem colocado na África Subsaariana, a seguir às Seicheles (52ª) e ao Botsuana (34ª).
Para além de uma classificação, o relatório da TI faz recomendações aos governos como a necessidade de salvaguardar a separação de poderes, fortalecer a independência judicial, a obrigação dos partidos políticos de divulgarem as suas fontes de financiamento, entre outras recomendações.
Criado em 1995, o índice classifica 180 países e territórios pelo nível de perceção de corrupção no setor público, de acordo com especialistas e empresários. A classificação segue uma escala de zero a 100, onde zero é altamente corrompido e 100 é muito transparente.
fonte: DW África

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