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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

GUINE-BISSAU: Faustino Imbali promete realizar eleição e combater tráfico de droga na Guiné-Bissau ) AH SIM! QUEM PROMETE MUITO NO LARGO DA POUCO NO ESTREITO!

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O Presidente guineense José Mário Vaz empossou no final desta terça-feira, 29, Faustino Imbali no cargo de primeiro-ministro, mesmo depois do cessante Aristides Gomes ter afirmado que só deixará a chefia do Executivo “se for pela força”.
No seu discurso de posse, Imbali, que é dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), terceiro partido mais votado nas legislativas de 10 de Março,apontou como prioridades do seu Executivo a realização das eleições presidenciais de 24 de Novembro e a luta contra o tráfico de droga e a corrupção no Estado e demais actividades criminosas.
“Eleições por imperativo da nossa função como Chefe de Governo, seremos intimados a organizá-las com maior isenção possível, transparência, imparcialidade, liberdade, sapiência e sempre imbuídos de sentido de Estado e de responsabilidade, tendo o diálogo como palavra de ordem no próximo relacionamento do Governo com partidos políticos, bem como com os candidatos às presidenciais”, afirmou Faustino Imbali, que reconhece que o país “apresenta uma situação política, económica e social bastante débil” e com um impacto “ extremamente negativo na vida das populações”.
Ele ainda prometeu investigar as circunstâncias da morte de uma pessoa durante a manifestação pacífica do passado sábado, 26, em Bissau, organizada pela oposição.
Formado em sociologia, Faustino Fudut Imbali é investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa e dirigente do PRS.
Imbali é muito próximo do presidente do PRS, Alberto Nambeia, tendo sido ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de transição de 2012 a 2013.
Ele exerceu ainda as funções do vice-primeiro-ministro e de primeiro-ministro no Governo dos renovadores entre 2000 e 2002. 

José Mário Vaz deu posse"MAS QUE POSSE ? - NES NOH GUINE KI TUDO DJINTI ABRI UDJU AOS
, NAO! PA ITEM PACIENCIA" a novo primeiro-ministro. 

fonte: VOA 

Guiné-Bissau: José Mário Vaz nomeia Faustino Imbali para primeiro-ministro.

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 Depois de demitir o Governo de Aristides Gomes, o Presidente cessante, José Mário Vaz, nomeou, esta terça-feira, um novo primeiro-ministro, que já tomou posse. PAIGC critica e CEDEAO considera ilegal.

fonte: DW Africa

Presidente guineense, José Mário Vaz


Presidente guineense, José Mário Vaz  - cara de quem reserva magoas ou rancor!

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou, esta terça-feira (29.10), Faustino Imbali para o cargo de primeiro-ministro do país. Uma nomeação que acontece poucas horas depois do chefe de Estado ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes e ter convidado o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), o segundo partido mais votado nas eleições de março, a indicar um nome para primeiro-ministro.
Esta tarde, na tomada de posse como primeiro-ministro, Faustino Imbali disse que a prioridade do seu Governo é a realização das eleições presidenciais a 24 de novembro. "Eleições que, por imperativo da nossa função como chefe do Governo, seremos intimados a levar a cabo com a maior isenção possível transparência, imparcialidade, liberdade, sapiência e sempre imbuídos de sentido de Estado e de responsabilidade", acrescentou.
O combate à corrupção e ao tráfico de droga, e garantir paz e estabilidade no país, estão também entre as prioridades de Faustino Imbali, que garantiu também que "o diálogo será a palavra de ordem no relacionamento do Governo com os partidos políticos e com os candidatos às eleições presidenciais".
Faustino Imbali Faustino Imbali já foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau, em 2001
Faustino Imbali já foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau, entre março e dezembro de 2001, e ministro dos Negócios Estrangeiros, entre 2012 e 2013. Foi fundador do partido Manifesto do Povo, mas atualmente é militante do Partido de Renovação Social (PRS), que tem acordo de incidência parlamentar com o MADEM-G15.
José Mário Vaz responsabiliza o executivo de Aristides Gomes por agravar a discórdia e desconfiança quanto ao processo de preparação das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, com a repressão de um protesto que se realizou no sábado (26.10), em Bissau, que provocou um morto, e não foi autorizado pelo Ministério do Interior.
CEDEAO considera "ilegal" decreto presidencial
José Mário Vaz terminou o seu mandato como Presidente da Guiné-Bissau em junho, mas continuou em funções por decisão dos chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise política no país. Numa cimeira em Abuja, a 29 de junho, os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO decidiram que José Mário Vaz continuaria em funções até à eleição de um novo chefe de Estado.
Esta terça-feira, após a demissão do Governo e posterior nomeação de um novo primeiro-ministro, a CEDEAO emitiu um comunicado, no qual considera que o decreto presidencial em causa é "ilegal".
"Relativamente ao decreto presidencial nº 12/2019 de 28 de outubro, demitindo o Governo atual dirigido pelo primeiro-ministro Aristides Gomes, cujo caráter ilegal é evidente", a CEDEAO "lembra que este Governo resulta de decisões da cimeira" de 29 de junho de 2019, lê-se.
 Aristides Gomes und José Mário Vaz Guinea-Bissau Aristides Gomes tomou posse como primeiro-ministro da Guiné-Bissau em junho de 2019
Na mesma nota, a CEDEAO expressa "grande preocupação pela evolução recente da situação política na Guiné-Bissau", reitera "todo o seu apoio ao primeiro-ministro Aristides Gomes e ao seu Governo" e ameaça aplicar sanções a quem perturbar o processo para as eleições presidenciais de 24 de novembro.
"Todos os que, de alguma maneira, travem o progresso harmonioso do processo eleitoral atualmente em curso com vista às eleições presidenciais de 24 de novembro serão sujeitos a sanções", afirma a CEDEAO.
Jomav não é Presidente, diz PAIGC
Por sua vez, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou que o decreto de demissão foi assinado pelo candidato José Mário Vaz e não pelo Presidente.
"Não é o Presidente que assina o decreto, é um candidato. O Presidente continua em funções com base no consenso de Abuja", lembrou Domingos Simões Pereira, acrescentando que "a atuação de José Mário Vaz está em linha com o que nos habituou nos últimos cinco anos".
Em declarações à agência de notícias Lusa, Domingos Simões Pereira disse que vai encorajar o Executivo liderado por Aristides Gomes a continuar em funções e a organizar as eleições presidenciais, e pede à comunidade internacional que atue e imponha sanções a todos os que continuarem a obstruir a ordem democrática.
Geberkonferenz von Guinea-Bissau in Brüssel Domingos Simoes Pereira Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC
Esta tarde, o PAIGC emitiu um comunicado onde reforça a opinião do seu líder: "A tentativa de decretar a exoneração do Governo constitucional, saído das eleições legislativas de 10 de março, é nula, inexistente e inválida, porquanto ilegal e inconstitucional, e um atentado ao Estado de Direito democrático, à paz e estabilidade da Guiné-Bissau, assim como uma afronta à comunidade internacional", lê-se no comunicado.
O PAIGC salienta que depois de "goradas todas as intenções anteriores de compra de votos na Assembleia Nacional Popular para o chumbo do programa de Governo, de lançar ondas de protesto para semear a desordem e o caos" e conseguir travar o processo para as eleições presidenciais, José Mário Vaz decidiu "agravar a lista de crimes cometidos contra a Nação".
Governo reage
Reunido de urgência, esta terça-feira (29.10), o Conselho de Ministros divulgou um comunicado no qual "repudia veemente a intenção do Presidente da República em instalar um clima de desordem total no país" com o intuito de "interromper o processo eleitoral". No mesmo documento, o Governo de Aristides Gomes responsabiliza José Mário Vaz "e os partidos políticos da minoria parlamentar, por todas as consequências que poderão resultar desta tentativa de desestabilizar o país".
Na manhã desta terça-feira (29.10), já depois de ter sido demitido, Aristides Gomes publicou, na sua página oficial no Facebook, fotografias de reuniões de trabalho, escrevendo que hoje é "mais um dia de serviço à Nação". Mais tarde, após o Conselho de Ministros, Aristides Gomes afirmou aos jornalistas que "só sai se for pela via da força".
Quanto ao que se passa no país, o primeiro-ministro considerou ser o início de um golpe de Estado, mas, reforçou, que foi prontamente denunciado pelo seu Governo e condenado pela comunidade internacional.

"Atitude lamentável"
Em entrevista à DW África, o jurista Suleimane Cassamá diz concordar com a CEDEAO, que o decreto que exonerou o Governo é ilegal - por dois motivos: "Para além de pequenos atos cerimoniais, [José Mário Vaz] não deve proferir nenhum ato político-jurídico, porque já é candidato e, infelizmente, formalizou a sua candidatura junto do Supremo Tribunal de Justiça e foi aceite; e tem mandato caduco. Esses dois aspetos não permitem que [ele realize] sequer uma simples convocatória, para alguma reunião de nenhum órgão de soberania", explicou.
Suleimane Cassamá considera, por isso, "inexistente" o decreto em causa. "Forçar a produção dos efeitos deste decreto significa ir contra a lei, a constituição e contra o próprio país", afirma.
Também o constitucionalista Jorge Miranda chama a atenção para a mesma realidade, afirmando que os atuais poderes de José Mário Vaz são apenas protocolares. "É uma verdadeira situação de golpe de Estado, é a continuação do golpe de Estado. Já terminou o mandato e devia limitar-se a assumir protocolarmente as funções", disse.
Para o constitucionalista, que participou na elaboração da Constituição da Guiné-Bissau, esta é uma situação "lamentável".
"É mais uma crise na Guiné-Bissau. Tem tantas crises e é mais uma. É lamentável", disse Jorge Miranda, que acrescentou: "Acho que o Governo vai continuar em funções e faz bem, mas isso pode provocar um conflito. Esperemos que tudo se resolva pacificamente".
Proteste in Guinea Bissau No sábado (26.10), manifestantes saíram às ruas em protesto contra o processo eleitoral
CPLP apoia Aristides Gomes
Em declarações à Lusa, o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, explicou que o executivo liderado por Aristides Gomes "obedece aos requisitos constitucionais, como tal é um governo legítimo".
O mesmo responsável afirmou que, para a CPLP, a prioridade é também a realização das presidenciais, que a seu ver são "eleições determinantes para o futuro da Guiné-Bissau, mas difíceis e complexas".
Portugal pede "estabilidade" e eleições
Reagindo também, esta terça-feira (29.10), ao anúncio da demissão do Executivo da Guiné-Bissau pelo Presidente da República, Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, apontou que a posição do seu país "é inteiramente clara" e a sua principal preocupação é que haja "estabilidade" na Guiné-Bissau.
"O processo eleitoral na Guiné-Bissau e o processo de estabilização na Guiné-Bissau tem no próximo dia 24 de novembro um momento muito importante, que é a realização da eleição presidencial. Está marcada para 24 de novembro e, havendo necessidade de uma segunda volta, haverá uma segunda volta no fim de dezembro. Do ponto de vista do Governo português, nada deve impedir a realização das eleições presidenciais na Guiné-Bissau", declarou.
O chefe da diplomacia portuguesa considerou que a tomada de posse de Faustino Imbali "carece de legitimidade, quer jurídica quer política, e contribui para acentuar o momento de crise que se vive hoje na Guiné-Bissau". Santos Silva apelou ainda a José Mário Vaz que "reconsidere as decisões que tenha tomado" e "contribua para a realização de eleições [presidenciais] em 24 de novembro".

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

ANGOLA - João Lourenço exonera ministro da Comunicação Social.

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O Presidente angolano demitiu o ministro da Comunicação Social, João de Melo, e nomeou para o cargo Nuno dos Anjos Caldas Albino “Nuno Carnaval”.
A decisão está numa nota da Casa Civil da Presidência da República enviada às redacções nesta segunda-feira, 28, na qual também exonerou Rui Jorge Carneiro Mangueira, do cargo de embaixador no Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, e Mário Félix, de embaixador da Cote d'Ivoire.
Para Londres foi nomeado Geraldo Sachipengo Nunda, enquanto Feliciano António dos Santosn representará Angola na Polónia.
Reacção
Numa primeira reacção no Twitter, Melo escreveu: "Deixei de estar ministro. Vou ser o que de facto sou: jornalista, escritor e professor. Um abraço a todos".
João de Melo foi nomeado ministro da pasta de Comunicação Social logo após a posse de João Lourenço, em Setembro de 2017, e prometeu liberalizar e desgovernamentalizar o sector, nomeadamente a nível da autorização de mais rádios locais, dos quais não se tem notícia.
Comissão de Carteira e Ética
Ele também liderou a preparação do pacote de legislação para reforma do sector que deve ser discutido em breve no Parlamento.
Melo deixa o Executivo dois dias depois de uma Assembleia Geral de 72 delegados ter escolhido, pela primeira vez, os 10 membros da Comissão de Carteira e Ética, um organismo de direito público com competência de assegurar o funcionamento do sistema de acreditação dos profissionais, atribuir, renovar, suspender ou caçar a carteira de jornalistas e ainda apreciar, julgar e sancionar a violação dos deveres ético-deontológicos dos profissionais da comunicação social.
Integram a comissão os jornalistas Luísa Rogério, Engrácia Matias, Honorato Silva, Miquéias de Sousa, Alexandre Africano Neto, Maria Calolo, Coque Manuel (Mukuta), Adelino Nguza, Ermelinda da Costa e José (Manuel) Gimbi.
De referir que dois correspondents da VOA integram a comissáo, Coque Mukuta, em Luanda, e José Manuel, em Cabinda.

fonte: VOA
João Melo (centro) é substituído por Nuno dos Anjos Caldas Albino “Nuno Carnaval”

Mocambique: Dívidas ocultas: Filho de Guebuza entre beneficiários de vistos falsos.

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O filho do ex-Presidente Armando Guebuza e outros dois moçambicanos obtiveram vistos falsos dos Emirados Árabes Unidos em 2013, segundo procuradores norte-americanos que investigam as dívidas ocultas de Moçambique.

fonte: DW Africa
Julgamento sobre as dívidas ocultas decorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Julgamento sobre as dívidas ocultas decorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Procuradores norte-americanos divulgaram documentos sobre as dívidas ocultas de Moçambique segundo os quais três moçambicanos obtiveram vistos de trabalho falsificados dos Emirados Árabes Unidos em 2013.
Os três suspeitos, Armando Ndambi Guebuza, filho do ex-Presidente Armando Guebuza, Teófilo Nhangumele e Bruno Tandade Langa, estão em prisão preventiva a aguardar julgamento em Moçambique, desde fevereiro. Nhangumele enfrenta ainda acusações nos Estados Unidos.
Os procuradores expuseram, na sessão do julgamento na segunda-feira (28.10), em Nova Iorque, correios eletrónicos trocados entre 2013 e 2017 entre vários suspeitos de crimes de fraude, branqueamento de capitais e subornos.
Em destaque está uma mensagem enviada, em janeiro de 2013, por Jean Boustani, principal arguido do caso nos Estados Unidos, com desejos de "Feliz Ano Novo" e anexos de três vistos de trabalho dos Emirados Árabes Unidos digitalizados.
Guebuza, Nhangumele e Langa receberam os vistos e foram todos registados como funcionários da empresa Logistics International, uma subsidiária da empresa Privinvest, que tinha contratos com empresas moçambicanas e garantias do Governo de Moçambique para projetos de pesca e vigilância costeira.
Facilidades do visto
De acordo com a acusação dos EUA, os vistos de trabalho facilitaram a criação de contas bancárias nos Emirados Árabes Unidos, onde os três suspeitos podiam guardar milhares de dólares pagos pelo seu papel num esquema de enriquecimento ilícito, alegadamente montado por Jean Boustani, negociador da empresa Privinvest.
As digitalizações dos vistos, exibidos pelos procuradores como provas incriminatórias, indicavam que Nhangumele tinha a profissão de "mecânico de motor a gasolina", Ndambi Guebuza era "mecânico de máquina hidráulica" e Langa era "mecânico de motor a diesel", todos para a empresa Logistics International, de Abu Dhabi, subsidiária da empresa Privinvest.
Teófilo Nhangumele terá sido quem apresentou ao Governo um projeto de vigilância costeira, incluído no pacote das 'dívidas ocultas', num valor de 2,2 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros). Para os procuradores norte-americanos, Nhangumele agiu em nome do gabinete do Presidente de Moçambique, à data Armando Guebuza (2005-2015).
Mosambik Armando Guebuza Armando Guebuza, ex-Presidente de Moçambique
Os procuradores norte-americanos consideraram ainda Ndambi Guebuza e Tandade Langa como cúmplices, mas não enfrentam processos legais nos EUA. Em contrapartida, o banqueiro Andrew Pearse, que já se declarou culpado de participar no esquema, afirmou no depoimento, prestado na semana passada, em Nova Iorque, que Ndambi Guebuza terá recebido cerca de 50 milhões de dólares (45,1 milhões de dólares) pela participação no esquema.
Esquema
O esquema de corrupção terá sido criado com autoridades moçambicanas, como o antigo ministro das Finanças Manuel Chang, que se encontra detido na África do Sul e enfrenta pedidos de extradição para Moçambique e para os Estados Unidos.
Manuel Chang terá autorizado os empréstimos ilegais às empresas sem anunciar ao Governo ou ao Presidente de Moçambique, na altura Armando Guebuza.
António do Rosário, do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e administrador-delegado das três empresas públicas no centro do escândalo, Ematum, Proindicus e MAM, também está detido em Moçambique e acusado também nos Estados Unidos pela sua implicação no caso.
O principal arguido do processo nos EUA é Jean Boustani, vendedor de embarcações da empresa Privinvest.
O processo das dívidas ocultas de Moçambique refere-se a um esquema de corrupção em que aquelas três empresas, detidas pelo Estado moçambicano, assumiram créditos e empréstimos no valor de mais de 2,2 mil milhões de dólares, sem conhecimento do Governo, investidores internacionais ou entidades financeiras como o Fundo Monetário Internacional.
O caso está a ser investigado e julgado pela Justiça dos Estados Unidos porque, segundo o Governo federal norte-americano, os pagamentos de subornos de centenas de milhões de dólares passaram por bancos norte-americanos.
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Guiné-Bissau: Presidente da República cessante exonera Governo.

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 Decisão de José Mário Vaz agudiza a crise a menos de um mès da eleição presidencial

O Presidente guineense José Mário Vaz demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, num decreto-lei assinado e divulgado na noite desta segunda-feira, 28.
“Face à situação política prevalecente no país e com vista a tomada de providências que se afiguram adequadas a evitar os riscos que daí possam advir, o Presidente da República convocou os partidos políticos com assento no parlamento e os membros do Conselho de Estado para procederam à análise da situação política do país”, começou por escrever o Chefe de Estado quem considera que a situação actual se “enquadra numa grave crise política e que está em causa o normal funcionamento das instituições da República”.
Em consquência, Vaz acrescenta que, em conformidade com o estatuído no número 2 do artigo 104 da Constituição da República”, e “no exercício das suas funções”, decidiu demitir o Governo de forma imediata.
A decisão de José Mário Vaz acontece depois dele ter convocado uma reunião de emergência do Conselho de Estado para hoje tendo, no entanto, à última hora adiado o encontro.
Entretanto, às 20 horas e 30 minutos, o Chefe de Estado deu início à reunião sem a presença de oito dos 15 membros do õrgão consultivo, entre eles o primeiro-ministro, Aristides Gomes.
Troca de acusações
Antes, Gomes justificou a sua decisão: ““Não fui convocado até agora. E mesmo que recebesse um convite não ia, porque eu já disse que o Conselho de Estado, tal como existe hoje, é caduco”.
O primeiro-ministro considerou ainda que o órgão não tem condições de funcionar pelo facto de os seus membros não terem sido ainda empossados, desde as eleições legislativas de Marçoe afirmou que o que se passa no país é a preparação de um golpe de Estado que, disse, "seria a única forma de parar com o processo eleitoral em curso".
Numa semana agitada politicamente em Bissau, o PAIGC, partido que lidera o Governo, emitiu um comunicado antes da decisão de José Mário Vaz, no qual questiona a legitimidade do Presidente para convocar o Conselho de Estado.
"A estranheza resulta do facto de o mandato do Presidente da República ter cessado em Junho de 2019, pelo que os poderes no cargo não lhe conferem a legitimidade necessária para a audição dos partidos ou para a convocação do Conselho de Estado, sobretudo tendo em vista a demissão do Governo", escreveu o PAIGC na nota enviada à imprensa.
O partido maioritário acusa Vaz de se "apoderar dos mecanismos de controlo do processo eleitoral para adiar ou manipular a sua realização, face à iminente derrota da sua candidatura".
"Perante uma clara tentativa de golpe de Estado, cujos actos preparatórios foram iniciados e estão em curso, ao invés de vermos José Mário Vaz a apelar para a realização de um rápido inquérito para apuramento da verdade, verificamos que quer demitir o Governo e tomar sob seu controlo a preparação e realização das eleições para garantir a sua continuidade no poder", concluiu o comunicado.
Não há reacção do primeiro-ministro à decisão de José Mário Vaz.
Recorde-se que Vaz é um dos 12 candidatos presidencias à eleiçáo do dia 24 de Novembro.

fonte: VOA


Guiné-Bissau: José Mário Vaz demite Governo liderado por Aristides Gomes

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu o Governo do primeiro-ministro Aristides Gomes. A decisão foi expressa em decreto presidencial, após reunião do Conselho de Estado. 

fonte: DW Africa

Aristides Gomes (esq.) e José Mário Vaz (dir.)
Aristides Gomes (esq.) e José Mário Vaz (dir.)
"É demitido o Governo chefiado pelo senhor Aristides Gomes", pode ler-se no decreto presidencial divulgado na noite desta segunda-feira (28.10). No documento, o Presidente guineense justifica a decisão, sublinhando que a situação prevalecente se "enquadra numa grave crise política e que está em causa o normal funcionamento das instituições da República, em conformidade com o estatuído no número 2 do artigo 104 da Constituição da República".
José Mário Vaz convocara esta segunda-feira os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, depois de no último sábado (26.10) ter responsabilizado o Governo por agravar a discórdia e desconfiança quanto ao processo de preparação das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, com a repressão de um protesto não autorizado pelo Ministério do Interior, em Bissau, que provocou um morto.

No fim da reunião do Conselho de Estado, o porta-voz do Conselho, Vitor Mandinga, teceu gaves acusações contra Aristides Gomes e o seu Governo. Segundo Mandinga, a Guiné-Bissau tem "sucessivamente problemas ao nível do tráfico de droga" e "branqueamento de capitais" e o primeiro-ministro "fugiu de responder na Assembleia Nacional Popular".
"Este país não pode continuar a depender de pessoas com panaceias, ilusões, vendedores da banha da cobra sobre uma promessa irrealizável para reter e sequestrar os guineenses apenas com intenção de dominar este país", afirmou Vítor Mandinga, acrescentando que "os conselheiros entenderam por bem dizer ao senhor Presidente que deve retirar os poderes constitucionais que tem e dissemos que as eleições não podem ser adiadas".
Repressão policial
Outra razão pela qual o governo teria que ser demitido, é a mortífera repressão policial contra uma marcha pacífica de cidadãos no sábado passado, segundo o porta-voz do Conselho de Estado da Guiné-Bissau:
"Logo numa primeira manifestação de contestação do senhor primeiro-ministro e deste Governo tinha havido imediatamente uma morte. Isto não augura bons tempos", afirmou Vítor Mandinga.
Em conferência de imprensa no domingo, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, afirmou que a pessoa que morreu não foi vítima de confrontos com as forças de segurança e que está a decorrer um inquérito para determinar o local da sua morte.
Aristides Gomes disse também que há "ameaças sérias" para a estabilização do país e criticou a posição do Presidente, que acusou de condenar, sem julgar.
O chefe do Governo guineense já tinha denunciado a semana passada uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo o candidato às presidenciais do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15, líder da oposição).  A Guiné-Bissau tem eleições presidenciais marcadas para 24 de novembro.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Senegal: Presidential-2024: Aliou Sall recruta os...

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Estilhaçado no caso Petro-Tim pelo qual ele é acusado de corrupção e que ainda está muito longe de conhecer seu epílogo, Aliou Sall quer obter uma boa imagem com os senegaleses. Para fazer isso, informa Les Echos em seu lançamento nesta segunda-feira, o prefeito de Guédiawaye recrutou "influenciadores da Web" para preparar seu retorno ao cenário político, em vista ao Presidential-2024.

O irmão mais novo do presidente Macky Sall está sendo ajudado por altos funcionários da Aliança pela República (APA) em sua busca por "reabilitação". O ex-diretor geral da Caisse des Dépôts et Consignations (Cdc), que se prepara para retornar ao cenário político, quer concorrer ao cargo supremo. Uma fonte comunicou o jornal: "Ele me falou de sua ambição pelo Senegal e, por isso, tem o desejo de reunir todos os jovens líderes".


fonte: seneweb.com 

Senegal: Terceiro mandato polêmico - "Existe força de vontade para manter a imprecisão e a boa opinião".

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 O acadêmico Jean Charles Biagui acredita que o poder não aprendeu as lições de 23 de junho, à luz da nova controvérsia sobre a possibilidade de um terceiro mandato de Macky Sall. Para ele, "o poder deve tirar as lições de 23 de junho para evitar que as mesmas causas produzam os mesmos efeitos". Nas colunas de segunda-feira de Walf, o professor da faculdade de direito e analista político observa que o poder está deliberadamente mantendo essa situação.

"Existe uma força de vontade para manter a imprecisão, sondar e preparar a opinião pública para a possibilidade de um terceiro mandato", lamenta Biagui, segundo o qual esse mal está enraizado na sociedade senegalesa. Porque: "Em nossa sociedade, quando os indivíduos têm uma parcela de poder, costumam querer se apegar a ela como se fosse um bem privado.

Em nossas comunidades, nossos bairros, nossas igrejas, nossas mesquitas, nossas administrações, nossas universidades ..., os indivíduos que dirigem frequentemente carecem de uma cultura democrática. O problema é social ", analisa o cientista político. "Os senegaleses ainda lamentam Biagui, ainda não internalizaram suficientemente a idéia de que a renovação das elites é um imperativo em um sistema democrático. Em nossa sociedade como um todo, dificilmente aceitamos o pluralismo de idéias ".


fonte: seneweb.com

Senegal: O que você não sabia (talvez) sobre Sokhna Aïda Diallo

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Em um dossiê de duas páginas, o jornal L'Observateur revelou na segunda-feira, até agora, partes desconhecidas da trajetória da musa de Thiantacones, que é Sokhna Aida Diallo.

Sokhna Yarame Diallo, seu nome verdadeiro, nasceu em 21 de dezembro de 1979 em Dagana. Ela vem de uma família de quatro filhos. Seu pai, polígamo, se chama Idy Yaram Diallo e morreu em 1989. Sua mãe, Ndèye Fatou, ainda vive em Médinatoul Salam.

Confiada aos 3 anos de idade à tia-mãe que mora em Dakar, ela estudou na escola Mame Thierno Birahim Mbacké, em Fass. Depois de terminar a escola, a pequena Aida foi para a rodoviária, onde vendia rosquinhas e sorvete para a tia.

Ela jurou lealdade ao xeque Béthio Thioune em 1993, quando tinha apenas 14 anos de idade. Um Talibee simples, ela limpava a casa do Sheikh todos os domingos. Mas ela nunca foi a "boa" de seu falecido marido.



fonte: seneweb.com










Donald Trump confirma morte de líder terrorista

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, ontem, a morte do líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.





















“Abu Bakr al-Baghdadi está morto”, disse Trump numa comunicação ao país, na Casa Branca. O Presidente norte-americano disse que o líder do grupo ‘jihadista’ se tinha escondido num túnel durante a operação militar e detonou um colecte de explosivos, o que lhe provocou a morte, bem como a três dos seus filhos.
“Morreu como um cão, morreu como um cobarde, a fugir e a chorar”, disse Trump.
Segundo o Presidente norte-americano, um “grande número” de combatentes do Estado Islâmico morreu na operação. No sábado à noite, Donald Trump tinha anunciado no Twitter que “algo muito importante acabou de acontecer!”, sem dizer do que se tratava.
Nas declarações feitas , ontem, Trump agradeceu à Rússia, Turquia, Síria, Iraque e aos curdos. A morte de al-Baghdadi foi anunciada a vários ‘media’ norte-americanos, no sábado, à noite, por fonte oficial norte-americana que pediu anonimato.
Segundo a fonte, o líder do grupo extremista morreu na província de Idlib, no noroeste da Síria.
A Organização Não-Governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse ter detectado, no sábado à noite, um ataque militar, perpetrado por um esquadrão de oito helicópteros e um avião de guerra da coligação internacional, contra posições de um grupo com ligações à al-Qaeda, o Hurras al-Deen, na zona de Barisha, no norte da cidade de Idlib, capital da província com o mesmo nome.
Segundo o Observatório, os helicópteros dispararam intensamente contra alvos do Estado Islâmico durante cerca de 120 minutos e foram visados por disparos dos “jihadistas”.
A ONG documentou nove mortes durante o ataque, sem confirmação de que al-Baghdadi tivesse sido um deles.
A morte de al-Baghdadi representa um êxito importante de política externa de Trump, numa altura em que o Presidente norte-americano enfrenta fortes críticas pela decisão de retirar as tropas norte-americanas do nordeste da Síria.
A retirada, argumentam muitos críticos, pode permitir ao grupo ‘jihadista’ reagrupar-se e recuperar o território que tinha perdido.

fonte: jornaldeangola






Guiné-Bissau: Primeiro-ministro fala em "ameaças sérias" à estabilização do país

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O primeiro-ministro guineense aponta a realização de manifestações não autorizadas como uma das "ameaças" à estabilização do país, após a morte de um cidadão em protesto. Comité de sanções da ONU vai avaliar situação.
fonte: DW Africa
Aristides Gomes, primeiro-ministro da Guiné-Bissau
Aristides Gomes, primeiro-ministro da Guiné-Bissau
Na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro Aristides Gomes disse este domingo (27.10) que há "ameaças sérias" para a estabilização do país e criticou a posição do Presidente da República, José Mário Vaz, que acusa o Governo de não servir os interesses do país.
"Estamos face a ameaças muito sérias para a estabilização do nosso país. Temos dois fatores que concorrem para o objetivo que seria parar o processo conducente à realização das eleições" presidenciais, marcadas para 24 de novembro, afirmou Gomes, que falava em conferência de imprensa na sua residência oficial, em Bissau.
O chefe do Governo guineense apontou como primeira "ameaça" o alegado áudio do candidato às presidenciais Umaro Sissoco Embaló, que o levou a denunciar uma tentativa de golpe de Estado.
Neste áudio, segundo Aristides Gomes, há palavras chaves, nomeadamente "golpe de Estado" e "prisão do primeiro-ministro e membros do Governo".
Manifestações não autorizadas
O segundo fator, de acordo com o primeiro-ministro, é a tentativa de realizar manifestações não autorizadas para que o vandalismo tenha lugar. No último sábado (26.10), um protesto não autorizado pelo Ministério do Interior e disperso pelas forças de segurança resultou em dois feridos e um morto.
No entanto, o Governo afirma que o manifestante não morreu no local, nem devido a confrontos físicos com as forças de segurança.
Proteste in Guinea Bissau Protesto de sábado (26.10) foi marcado pela repressão policial
"O objetivo é criar uma situação sombria para o país para justificar a interrupção do processo para a realização de eleições", salientou. "Por isso, é que o Presidente, como alguém que está implicado diretamente neste processo, nesta ação sombria, tem um discurso, uma narrativa, que precipita a criação dessa situação sombria", frisou Aristides Gomes.
"Governo não está a servir os interesses do país"
Ainda no sábado, o Presidente José Mário Vaz disse que a repressão do protesto agrava a discórdia e as desconfianças sobre o processo eleitoral e que o Governo não está a servir os interesses do país.
Entretanto, Aristides Gomes disse que o Presidente "não permite ao Governo explicar-se, não permite ao Governo fazer inquérito, nem sequer pede que um inquérito seja realizado, e decide imediatamente que tudo é da responsabilidade do Governo".
 Aristides Gomes und José Mário Vaz Guinea-Bissau Primeiro-ministro ao lado do Presdiente José Mário Vaz (dir.)
"Horas depois de ter feito uma reunião com os atores que quiseram fazer uma manifestação sem autorização, que estavam a violar a lei, o Presidente faz uma reunião com eles e logo a seguir faz uma declaração a culpar o Governo sem que um inquérito tenha tido lugar", acrescentou.
Para Aristides Gomes, há uma "estratégia previamente concebida e há um julgamento sumário em que o Governo deveria ser executado" sem ser ouvido. "Estas circunstâncias são gravíssimas e nunca as vimos na história da democracia do país", salientou.
O primeiro-ministro garantiu que o Governo está vigilante em "relação à estratégia de demolição, à estratégia de criar uma zona sombria para o país, às ações para organizar uma destruição pensada das coisas".
Inquérito
Os organizadores do protesto de sábado pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) e às Nações Unidas a abertura de um inquérito para investigar a morte do manifestante.
O presidente do comité de sanções para a Guiné-Bissau do Conselho de Segurança das Nações Unidas chegou este domnigo (27.10) a Bissau para avaliar a situação política no país.
Em comunicado enviado à imprensa, a Missão Integrada da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) refere que o embaixador Anatólio Ndong Mba vai permanecer no país até quarta-feira.

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Angola prepara admissão de mais quadros na União Africana

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O Ministério das Relações Exteriores está a preparar uma estratégia para a inserção de mais quadros angolanos nas estruturas da União Africana (UA), com sede em Addis-Abeba, Etiópia.

  Francisco da Cruz tem feito contactos para a identificação de oportunidades para nacionais
Fotografia: Santos Pedro| Edições Novembro

Para o efeito, a Embaixada de Angola na Etiópia e a Representação Permanente junto da UA e Comissão Económica das Nações Unidas para África está a trabalhar junto da Comissão da União Africana para reverter a situação actual da “incipiente presença” de quadros nacionais nas estruturas da organização.
O assunto foi analisado, no sábado, em Addis Abeba, num encontro entre o embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da UA, Francisco da Cruz, e funcionários angolanos na organização continental.
De acordo com uma nota dos Serviços de Imprensa da Embaixada de Angola na União Africana, os participantes trocaram impressões sobre uma melhor estratégia de inserção de quadros nacionais alinhada ao estatuto de Angola como um dos seis maiores contribuintes para a organização continental e Fundo de Paz.
Nas contribuições estatutárias, Angola vem a seguir à Argélia, Egipto, Nigéria, África do Sul e Marrocos, entre os 55 Estados- membros da UA, posição que não se reflecte no preenchimento das 39 vagas a que tem direito, ocupando pouco mais de 10 por cento, o que preocupa as autoridades, nomeadamente o Ministério das Relações Exteriores.
Na reunião, que aconteceu seis meses depois de outra com o mesmo objectivo, Francisco da Cruz prestou uma informação sobre os contactos mantidos com responsáveis da UA para a identificação de oportunidades, visando a admissão de quadros angolanos.
O embaixador exprimiu esta inquietação por duas ocasiões ao vice-presidente da Comissão da União Africana, Kwesi Quartey, e, mais recentemente, a 21 de Outubro, ao comissário para a Paz e Segurança, Smail Chergui, na sequência de uma outra similar, ocorrida em Maio. Em todas as ocasiões, o diplomata solicitou a devida transparência no processo de recrutamento.
Para o orçamento de 2019, Angola contribuiu com 27,6 milhões de dólares, sendo 5,2 milhões para o Fundo de Paz.  


fonte: jornaldeangola

Moçambique: Filipe Nyusi reeleito Presidente com 73% dos votos, oposição alega fraude

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O Presidente moçambicano foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato com 73% dos votos, anunciou hoje a Comissão Nacional de Eleições, ao revelar os resultados oficiais da votação de 15 de outubro.
fonte: DW Africa
Wahlen in Mosambik (Getty Images/AFP/G. Guercia)
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato, com 73% dos votos, anunciou neste domingo (27.10) a Comissão Nacional de Eleições (CNE), na divulgação dos resultados oficiais da votação de 15 de outubro.
Filipe Nyusi foi candidato da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder desde a independência. Em segundo lugar ficou Ossufo Momade, candidato da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido da oposição, com 21,88%, e em terceiro Daviz Simango, líder da Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 4,38%.
Mário Albino, candidato pela Ação de Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI), obteve 0,73%. A abstenção foi de 49,26%, com o número de votantes a ascender a 6.679.008 de um total de 13.162.321 inscritos, anunciou a CNE.
Os resultados foram anunciados numa cerimónia pública em Maputo, em que Abdul Carimo, presidente da CNE, leu uma por uma as tabelas de resultados de cada círculo eleitoral relativas a cada eleição - presidenciais, legislativas e provinciais.
"Resultados de há cinco anos"
Armando Guebuza und Filipe Nyusi Treff des Zentralkomitees von FRELIMO (DW/Leonel Matias) Filipe Nyusi e Armando Guebuza há cinco anos
Com os resultados de hoje, Filipe Nyusi viu reforçado os resultados de há cinco anos. Na altura, quando que se candidatou para suceder a Armando Guebuza, Nyusi teve 57,03% dos votos e o seu principal opositor, Afonso Dhlakama, antigo líder da Renamo (falecido em maio de 2018), recolheu 36,61%, cabendo 6,36% dos votos a Daviz Simango, do MDM.
Nestas eleições, Nyusi e a FRELIMO venceram com maioria absoluta nas três eleições em todos os círculos eleitorais - 11 no país, mais dois no estrangeiro (África e Resto do Mundo).
No parlamento, a FRELIMO reforça a maioria e vai passar a ter mais de dois terços dos lugares, cabendo-lhe 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, restando 60 (24%) para a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e seis assentos (2,4%) para o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), anunciou a CNE.
A FRELIMO consegue mais 40 deputados que há cinco anos, a RENAMO perde 29 e o MDM perde 11.
A maioria de dois terços é requerida para aprovar alterações à Constituição, para matérias referentes ao estatuto da oposição, para a eleição do Provedor de Justiça e ainda para acionar ações penais contra o Presidente da República ou impedir vetos presidenciais a leis reexaminadas, lê-se na própria lei fundamental.
A FRELIMO conseguiu ainda vencer com maioria absoluta cada uma das eleições para as assembleias provinciais, onde, pela primeira vez, o governador é eleito em vez de ser nomeado pelo poder central. Em 2014, a RENAMO tinha conseguido conquistar a maioria dos lugares em três das 10 assembleias provinciais do país, na Zambézia, Tete e Sofala.
"Fraude generalizada"
Mosambik Quelimane Wahlergebnisse (DW/M. Mueia) Membro da CNE em Moçambique durante as eleições
Os resultados não foram aceites pelos partidos da oposição no Parlamento, RENAMO e MDM, alegando fraude generalizada. Ambas as forças políticas anunciaram através dos seus órgãos, já há vários dias, repúdio pela forma como decorreu o processo eleitoral e os seus representantes na CNE, bem como alguns membros da sociedade civil, votaram contra o apuramento final.
Os resultados foram aprovados com nove votos a favor e oito contra na reunião de sexta-feira da CNE. Os resultados deverão agora ser enviados para validação do Conselho Constitucional.
A marcação da data de investidura dos candidatos eleitos para deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais deve acontecer até 15 dias após a publicação em Boletim da República dos resultados do apuramento, lê-se no calendário oficial.
Até oito dias após a investidura do novo Parlamento, cabe ao Conselho Constitucional marcar a data exata da tomada de posse do Presidente da República.
A realização das eleições presidenciais, parlamentares e provinciais deveria servir para consolidar o acordo de paz assinado em agosto por Nyusi e Momade, o terceiro desde o final da guerra civil, que aconteceu entre 1977 e 1992 e deixou um milhão de mortos.
Há temor, no entanto, que o estado de conflito seja retomado, após a recusa da RENAMO de aceitar os resultados, os classificando como a "maior fraude jamais vista em Moçambique e no mundo".

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Presidencial 2020, Presidente Bedie em '' Jeune Afrique '': "Não corro atrás do dinheiro, não corro atrás das honras ... estou esperando Laurent Gbagbo na Costa do Marfim" (entrevista completa)

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Por CGSEN em Sem categoria...

Costa do Marfim - Henri Konan Bédié: "Presidente Reposto? Seria uma vingança. 21 de setembro de 2019 às 16:08 - Por Anna Sylvestre-Treiner

Uma reunião com Laurent Gbagbo em julho, outra com Guillaume Soro em setembro ... Em um ano da eleição, a Esfinge assume os jogos de alianças e sua ruptura consumida com o RHDP.
O segredo dele? Um pouco de ginástica, uma boa fisioterapia, sem álcool e, de tempos em tempos, um charuto cubano. Aos 85 anos, Henri Konan Bédié está em ótima forma. Quando ele nos recebe, em 10 de setembro, em seu luxuoso apartamento parisiense, o ex-presidente se regozija. Em um ano da eleição presidencial, ele acaba de conhecer Guillaume Soro e ainda desfruta dessa viagem de ida e volta, realizada no final de julho em Bruxelas, onde foi visitar Laurent Gbagbo. O que importa se esses dois elefantes são adversários históricos. No grande jogo do mentiroso do poker da Costa do Marfim, todos os tiros são permitidos. Seu novo aliado não dominará seu destino por muitos meses, condenado ao silêncio e residindo longe de Abidjan, desde que o promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) apelou de sua absolvição em 16 de setembro. Então Henri Konan Bédié, à frente do estilingue anti-Ouattara.
Após quinze anos de um casamento de conveniência, o líder do Partido Democrata da Costa do Marfim (PDCI) encerrou seu sindicato e recuperou toda sua amargura contra o chefe de Estado. "Esse intervalo deu a ele um gosto pela política", diz um de seus parentes. Vinte anos depois de ser deposto pelas forças armadas do general Guei, ele parece estar sonhando com um retorno ao palácio presidencial. Mais do que uma vingança, seria uma ressurreição. Não o chamamos de Esfinge?

Jeune Afrique: Há um mês e meio, você visitou Laurent Gbagbo em Bruxelas. Desde então, o PDCI e o FPI [Frente Popular da Costa do Marfim] fizeram sua primeira aposta organizando uma grande reunião conjunta em Abidjan. Onde está sua aliança?
Henri Konan Bédié: O que decidimos em Bruxelas ainda permanece. O PDCI e o FPI agora estão trabalhando juntos como parte de uma única plataforma de política.

No nível ideológico, seus dois partidos não têm muito em comum. Que forma essa aliança assumirá?
Eles são socialistas e nós somos liberais, então nossa plataforma não é ideológica nem rígida. É um acordo para trabalharmos juntos em metas específicas para a eleição presidencial de 2020.

Você concorda com um candidato comum?
Não. Cada partido terá seu candidato. Mas no segundo turno, os melhores colocados receberão apoio do outro.

Quando você o viu em 29 de julho, como estava Laurent Gbagbo?
Ele estava bem.

Você o verá novamente em breve?
Não devo ir a Bruxelas imediatamente. Para dizer a verdade, estou esperando-o na Costa do Marfim.

No início de setembro, você também viu o ex-presidente da Assembléia Nacional da Costa do Marfim, Guillaume Soro, em Paris. Será que vai fazer parte dessa plataforma?
Tenho boas relações com Guillaume, temos a mesma visão e os movimentos que o apóiam fazem parte da nossa aliança.

Ele lhe disse se ele será um candidato?
Nós não conversamos sobre isso.

Se ele se apresentar, ele apoiará no segundo turno aquele de vocês que estará melhor colocado?
Exatamente.

Laurent Gbagbo concordou em unir forças com Guillaume Soro? Seus relacionamentos têm algo a ser difícil ...
Por que devemos procurar o acordo de Laurent Gbagbo? Por um lado, os movimentos políticos de Guillaume Soro, por outro, o FPI, de Laurent Gbagbo. Cada entidade não precisa concordar com a outra para fazer isso ou aquilo.

Finalmente, o lema desta plataforma é "qualquer coisa menos Ouattara"?
Não é dirigido contra ninguém. Mas, de fato, somos um grande encontro de oposição, e Alassane Ouattara não é um deles.

Quando ele comentou a sua reunião, o presidente da Costa do Marfim disse: "Eu sei o que Laurent Gbagbo e Henri Konan Bédié pensam um do outro", o que implica que você não tem grande estima ...
Ele tem certezas assim, ele acha que sabe o que as pessoas pensam. Muitas vezes, quando ele entende que estava errado, o despertar é brutal.

NA POLÍTICA, NADA É DEFINITIVO. MAS PARA O MOMENTO, MINHA ALIANÇA COM ALASSANE OUATTARA É ROMPIDA.
Em relação ao seu relacionamento com Laurent Gbagbo, ele está errado?
Sim. Quando temos tais certezas, nos expomos a decepções.

A sua pausa com Alassane Ouattara é definitiva?
Na política, nada é definitivo. Mas, no momento, nossa aliança está quebrada. Não vejo como poderia ser de outra maneira.

Ainda existem canais de discussão entre vocês dois?
Muito pouco. Ele não fala mais com você?
Entre nós, não há mais diálogo. Mas, de tempos em tempos, nos comunicamos, como quando perdeu a nora, ou por ocasião do feriado nacional.

fonte: pdcirda.ci

Etiópia admite uma guerra com o Egipto

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O Primeiro-Ministro etíope, Abiy Ahmed, e prémio Nobel da Paz deste ano, admitiu, ontem, que o seu país poderá mobilizar milhões de pessoas, se entrar em guerra com o Egipto devido ao diferendo sobre uma barragem, mas defendeu antes o recurso ao diálogo. Segundo a agência Reuters, o governante defendeu que o impasse apenas pode ser ultrapassado com negociações.


Primeiro-Ministro etíope promete concluir as obras no Nilo
Fotografia: DR

 O político falava durante uma sessão de perguntas e respostas no Parlamento, em Addis Abeba, naquela que foi a primeira aparição pública desde que venceu o Nobel da Paz, no dia 11 deste mês.
Abiy Ahmed defendeu a distinção, depois de ter sido questionado sobre se a mereceu. “Algumas pessoas estão a ter dificuldades a aceitar o prémio Nobel da Paz. Já foi atribuído ao Abiy, e não lhe vai ser retirado. É isto! Este é um assunto encerrado! Agora o nosso foco deveria ser como motivar outros jovens a vencer o prémio. As pessoas que continuam a insistir nisto estão a perder tempo”, sustentou. O Primeiro-Ministro, de 43 anos, que recebeu o prémio devido às importantes reformas políticas que desenvolveu e por ter garantido a paz com a Eritreia, rival de longa data, respondeu a perguntas dos deputados sobre vários temas sensíveis, nomeadamente a Grande Barragem do Renascimento Etíope.
No início do mês, fracassaram as negociações sobre a construção da barragem, com um custo estimado em cinco mil milhões de dólares. Setenta por cento do projecto está completo e espera-se que venha a providenciar electricidade aos 100 milhões de etíopes.
No entanto, o Egipto, com uma população semelhante, receia que a barragem hidroeléctrica, no Nilo, vá reduzir a sua parte do rio, procurando defender a sua principal fonte de água fresca. A imprensa egípcia pró-Governo colocou a questão como uma ameaça à segurança nacional que poderia justificar acções militares.
Mas Abiy Ahmed garantiu que a Etiópia está determinada em terminar o projecto, que foi iniciado por executivos anteriores, “porque é excelente”.

fonte: jornaldeangola

Senegal: Por que Macky Sall ficou (de repente) sem concessão.

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 Resultado de imagem para Macky Sall; imagem

O chefe de Estado está mais do que nunca determinado a ordenar seu partido e seu governo.

Após as demissões de Sory Kaba, Moustapha Kâ e Samba Ndiaye Seck, sem esquecer El Hadji Kassé, ele ainda vai cortar a cabeça.

De acordo com Rewmi Quotidien, Macky Sall está determinado a punir quem violar as diretrizes dadas no seminário sobre comunicação presidencial.

O slogan é claro e circula em todos os níveis, para que ninguém o ignore.

As únicas áreas em que a comunicação é permitida é a avaliação do Chefe de Estado, suas realizações e todas as declarações no sentido de defender o grande Manitou.


fonte: seneweb.com

 

Senegal: Assassinato, sexo ...: as revelações do guarda-costas de Yaya Jammeh

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Single PostEx-Presidente da Gambia - Yaya Jammeh

Sua história é fria nas costas! O ex-guarda-costas de Yaya Jammeh, Youssoupha Sané, conhecido como "Guarda-Costas", fala sobre os excessos do ex-presidente da Gâmbia. Para ele, Yaya tinha uma atração louca pela mulher.

"As cenas estavam acontecendo em sua cidade natal, Kanilai. Ele costumava convidar mulheres soldados, às vezes mulheres de outras partes da Gâmbia, às vezes até estrangeiros. Ele nos pediu para fazer chá para seus convidados e lá ficou com eles mais de 20, 30 minutos ou 1 hora de tempo na sala. Não sabíamos o que estava acontecendo como guarda-costas a essa hora tardia da noite. Yaya Jammeh, foi um mistério ''

Youssou Sané descreve seu ex-presidente aqui como um ditador sedento de sangue. "Uma vez, participei de uma operação. Foram oito indivíduos acusados ​​de serem mercenários. Eles foram levados aqui para a Senegâmbia, levados para Kanilai e executados lá ".

No entanto, o guarda-costas alivia suas responsabilidades, ele diz que não participou diretamente da referida missão. "Foi no final que percebi que eram indivíduos que precisavam ser executados. Fomos comandados por oficiais como Bodian, Touboulou Tamba, Malick Diatta e outros ", diz ele.


Alguns anos depois, Youssoupha relata que Yaya Jammeh conspirou contra ele, o prendeu e enviou-o e seus dois pais para a prisão.


fonte: seneweb.com 


Senegal: Touba: Serigne Mountakha aceita as desculpas de Sokhna Aida Diallo e reitera suas diretrizes.

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As desculpas públicas apresentadas por Sokhna Aïda Diallo ao Khalifa Geral des Muride não foram em vão. De fato, informa "Dakaractu", Serigne Mountakha Mbacké reagiu nos seguintes termos: "Qualquer que seja a gravidade da falha cometida, um perdão sempre pode ser concedido ao autor se este concordar em se arrepender e se comprometer nunca mais, então aceitamos as desculpas de Sokhna Aïda Diallo e esperamos que sejam sinceras ... ".

Por outro lado, o patriarca mouride ainda está apegado às diretrizes que ele havia dado à viúva de Serigne Béthio Thioune, ou seja, "para se conformar mais com a Sharia e os ensinamentos de Serigne Touba".

Sem dúvida, uma decisão que provavelmente acalmará o clima entre Sokhna Aida Diallo e a comunidade Muride.


fonte: seneweb.com 

Alemanha distingue queniana Juliana Rotich com Prémio África.

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Juliana Rotich foi galardoada pelo seu trabalho na área da tecnologia, não só no Quénia, mas mundialmente. Prémio África 2019 foi entregue pela chanceler alemã, Angela Merkel, que considerou a queniana uma inspiração.
A chanceler Angela Merkel entregou Prémio África 2019 a Juliana Rotich

A chanceler Angela Merkel entregou Prémio África 2019 a Juliana Rotich
"O sucesso de Juliana Rotich encoraja muitas outras mulheres. Mostra o que e o quanto se pode alcançar com boas ideias e determinação. Precisamos de pessoas como ela, que tenham coragem para fazer algo novo e que, com isso, consigam inspirar outros", disse Angela Merkel.
Juliana Rotich é consultora de Tecnologias da Informação e dedica-se ao desenvolvimento de inovações tecnológicas. Aos 42 anos, conta com um vasto currículo. Fundou a BRCK, que é hoje a maior fornecedora de Wi-Fi na África Subsaariana. Criada com o objetivo de colmatar as falhas de energia, tão recorrentes em Nairobi, a BRCK comercializa um router alimentado por bateria que funciona até oito horas sem energia elétrica.

Ushahidi em mais de 160 países
Também a plataforma Ushahidi tem a sua assinatura. O projeto que surgiu quando a violência eclodiu no Quénia, após as eleições de 2007, e permitia que os cidadãos denunciassem casos de violência nas suas regiões através da aplicação.
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Alemanha distingue queniana Juliana Rotich com Prémio África

Mais de uma década depois, a Ushahidi é utilizada em mais de 160 países como ferramenta de resposta a crises. A plataforma já foi usada para denunciar crimes de ódio durante as eleições nos Estados Unidos e apoiar o trabalho humanitário após desastres naturais em países como o Chile e o Nepal.
Em 2010, serviu de ajuda após o terremoto no Haiti. "Foi o primeiro grande destaque da plataforma Ushahidi numa crise humanitária. A ajuda humanitária usou a aplicação para recolher informação inicial antes de avançar para a área do desastre, tendo conseguido avaliar a situação previamente", explica Juliana Rotich.
Para quando novas empresas e empregos?
Esta quarta-feira (23.10), em Berlim, Juliana Rotich agradeceu a distinção e afirmou que o prémio - atribuído pela Fundação Alemã para a África desde 1993 - não é apenas uma honra para ela.
"Este prémio também distingue o potencial das economias digitais em sítios onde não se esperaria que elas existissem. Por isso, estou muito grata. Significa muito para mim, mas também para outros jovens", disse na capital alemã.
No futuro, a empresária queniana quer continuar a contribuir para a resolução de problemas sociais em África através de inovações tecnológicas. E por isso, esta quarta-feira, chamou a atenção para uma das realidades que a preocupa: o crescimento demográfico.
"Cada vez mais jovens estão a entrar nos mercados de trabalho, mas não estamos a criar novas empresas e empregos com a rapidez suficiente. Não estamos a recuperar o atraso", alertou.

fonte: DW Africa

Opinião: Uma vitória da FRELIMO com muitas manchas nas eleições em Moçambique.

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Segundo os resultados provinciais, a FRELIMO e Filipe Nyusi venceram as eleições em Moçambique. O pleito pouco teve a ver com o funcionamento duma democracia exemplar, diz Johannes Beck, chefe de redação da DW África.
Beck Johannes Kommentarbild App Johannes Beck chefia a DW África

As eleições em Moçambique foram "calmas e pacíficas", de acordo com vários relatórios sobre as eleições em Moçambique a 15 de outubro. De uma forma ou de outra, um veredicto espantoso perante dois manifestantes mortos e numerosos feridos por tiros disparados pela polícia em Nacala-Porto, província de Nampula, no norte do país.
Mas para que as eleições sejam livres, justas e transparentes não conta apenas o próprio dia da votação, mais importante são os meses e anos anteriores. Eleições justas requerem um clima aberto de competição democrática que respeite outras posições e filiações partidárias. Infelizmente, há anos, Moçambique não tem dado um bom exemplo.
Problema 1: Violência contra membros da oposição
Nos últimos anos, várias figuras importantes da oposição, como o edil de Nampula, Mahamudo Amurane, e intelectuais críticos, como o constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac, foram assassinados. Em quase todos os casos, os assassinos escaparam impunemente.
Uma exceção foi o último assassinato na província de Gaza, onde, a 7 de outubro, quatro membros de uma unidade de elite da polícia moçambicana alvejaram o observador eleitoral Anastácio Matavel. Foram apanhados em flagrante delito e identificados pela polícia local, que aparentemente não tinha conhecimento dos planos.
O resultado destes assassinatos políticos é um clima de intimidação. Um clima em que membros da oposição, os seus familiares e jornalistas críticos são intimidados ou até ameaçados de morte. E já parece quase normal em Moçambique que os funcionários da administração pública sejam obrigados a participar nos eventos do partido FRELIMO durante o seu horário de trabalho.
Problema 2: Violência da oposição
Mosambik Wahllokale und Wahlurnen in Niassa abgebrannt (DW) Locais de voto no Niassa incendiados
Mas mesmo o maior partido da oposição, a RENAMO, está a ajudar a envenenar o clima democrático. Nos últimos anos, tem atacado repetidamente automóveis, autocarros e camiões, matando muitas pessoas inocentes. A RENAMO tem criado uma tensão constante com as suas ameaças, diretas ou indiretas, de escalada da luta armada.
Embora o líder do partido Ossufo Momade tenha assinado um acordo de paz com o chefe de Estado Filipe Nyusi ainda antes das eleições, o desarmamento dos combatentes da RENAMO não teve boa progressão desde então. Um grupo radical, liderado por Mariano Nhongo, questiona abertamente a autoridade do líder do seu partido.
No dia das eleições, os apoiantes da RENAMO também cometeram excessos violentos em alguns locais: incendiaram seis mesas de voto na província do Niassa, no norte do país, e tentaram roubar urnas na província central de Sofala, porque suspeitavam da ocorrência de fraude eleitoral. Isto também não contribui para um clima pacífico para que uma concorrência saudável de ideias possa florescer.
Problema 3: Recenseamento eleitoral injusto e irregularidades na contagem
Wahlen Mosambik Symbol (DW/C. V. Teixeira) Votação na Alemanha
Foram alcançados resultados surpreendentes no período que antecedeu as eleições quando o recenseamento eleitoral teve lugar. Na província de Gaza, baluarte da FRELIMO no sul de Moçambique, as autoridades eleitorais fizeram um grande trabalho. Aqui foram registados mais 230.000 eleitores do que a província tem de habitantes adultos, de acordo com as estatísticas oficiais. Por outro lado, os eleitores nos bastiões da oposição foram registados de forma lenta e não tão abrangente.
O resultado em Gaza com 95% para a FRELIMO e Filipe Nyusi fala por si mesmo. Faz lembrar os resultados de países socialistas e monopartidários.
Em quase todas as províncias, inúmeras irregularidades foram reportadas por observadores e partidos da oposição durante a votação e a contagem. Enchimento de urnas, invalidação de votos válidos que não foram a favor da FRELIMO, falta da afixação dos resultados em lugares públicos são apenas algumas. Os dois maiores partidos da oposição, a RENAMO e MDM, já anunciaram que contestam os resultados.
Mas mesmo sem estas irregularidades no registo dos eleitores e sem as manipulações na contagem dos votos comunicados pelos observadores, penso que a FRELIMO teria provavelmente vencido as eleições a nível nacional, já que a sua vantagem nos resultados provinciais publicados até agora é muito clara.
Vitória da FRELIMO não significa apenas algumas manchas
As irregularidades, porém, não são apenas manchas, mas sim o resultado de deficiências profundas no sistema democrático de Moçambique.
O antigo movimento de libertação governa o país há 44 anos, ou seja, desde a independência de Portugal em 1975. Até à data, a FRELIMO não conseguiu estabelecer uma cultura democrática em que fosse possível uma coexistência pacífica e uma concorrência leal entre diferentes ideias e partidos em todo o país.
Estes são problemas que os doadores ocidentais ignoraram durante muito tempo. Parecia mais fácil apresentar Moçambique como um modelo para uma ajuda ao desenvolvimento bem sucedida.
De cinco em cinco anos, após as eleições, os doadores fizeram advertências para que o Governo melhorasse a sua atuação, apenas para brevemente esquecer os próprios avisos. Mas a verdadeira democracia tem de ser vivida todos os dias, não apenas em dias de eleição: Moçambique ainda tem grandes desafios pela pela frente!

fonte: DW Africa
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Guiné-Bissau: Primeiro-ministro denuncia tentativa de golpe de Estado.

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Aristides Gomes pede "atenção e vigilância" perante uma tentativa de golpe de Estado para tentar impedir a realização de eleições presidenciais. Chefe do Governo guineense aponta o dedo a Umaro Sissoco Embaló. 

fonte: DW Africa





Guinea-Bissau - Aristides Gomes, Premierminister von Guinea Bissau (Präsidentschaft von Guinea-Bissau)

"O momento exige de cada um a máxima atenção e vigilância porque o país está a ser empurrado para uma situação de subversão da ordem constitucional por pessoas que querem a todo o custo chegar ao poder. Está em preparação um golpe de Estado com vista a interromper o processo da preparação das eleições presidenciais de 24 de novembro", pode ler-se numa publicação dirigida aos guineenses e com o título de "urgente" publicada na segunda-feira (21.10) à noite na página do Facebook do primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.
Segundo o primeiro-ministro, o ato "conduziria à prisão do primeiro-ministro, assim como de alguns ministros" do Governo e iria ser concretizado no seguimento de "ações de vandalismo também em preparação para as próximas horas".
"As provas materiais dos preparativos para a efetivação do crime estão seguramente guardadas para serem exibidas na altura devida", salientou Aristides Gomes.

Umaro Sissoco Embaló é o responsável, diz PM
Umaro Sissoco Embalo Umaro Sissoco Embaló é candidato às presidenciais de novembro.
Na publicação, o primeiro-ministro revela também que o autor daqueles atos "está devidamente identificado de forma inequívoca e chama-se Umaro Sissoco Embaló".
Umaro Sissoco Embalo, antigo primeiro-ministro guineense e dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.
"Não obstante essas manobras que vão claramente contra o espírito da democracia, reafirmamos a nossa determinação em continuar a garantir todas as condições necessárias para que as eleições presidenciais tenham lugar a data marcada", referiu o primeiro-ministro, que está ausente do país, segundo fonte do seu gabinete.
A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.
A campanha eleitoral, na qual vão participar 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, vai decorrer entre 01 e 22 de novembro.

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