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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

General Dino citado no caso de imóveis construídos com fundos públicos.

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 Kilamba Kiaxi, Luanda


General Dino nega alegações e diz que reportagem da TPA atenta contra os direitos ao seu bom nome e honra
O nome de Leopoldino do Nascimento “Dino”, e de “outras altas patentes que lhe são próximas”, figura entre os suspeitos de serem os “ beneficiários últimos” dos imóveis arrestados pela Procuradoria-Geral da República, avaliados e mais de meio milhão de dólares.
A Televisão estatal angolana cita fonte da PGR como tendo revelado que o general “Dino”, e pares, poderão ter usado os nomes dos cidadão “sem qualquer historial no mundo de negócios” para servirem de testas de ferro como sócios da empresa CIF-Angola (de direito angolano).
Segundo a fonte, a PGR trabalha para identificar os verdadeiros sócios, angolanos e chineses , das duas empresas que detinham a posse dos imóveis construídos com fundos do Estado.
Os angolanos, Fernando Gomes dos Santos e Samora Borges Sebastião Albino, antigo responsável da TV Zimbo são os únicos identificados como accionistas da empresa China International Fund Angola (CIF).
Mas a PGR acredita que estes sejam apenas “testas de ferro” dos imóvies das duas centralidades-que a PGR passou a designar por “cidades fantasmas” - admitindo instaurar um processo crime contra os verdadeiros beneficiários do negócio.
Os visados poderão ser acusadosde corrupção, burla e falsificação de documentos, tráfico de influência, entre outros crimes.
Quanto à China International Fund Hong Kong, a fonte da PGR informou que decorrem trâmites para averiguar a real titularidade, que deve ser responsabilizada criminalmente.
Os imóveis construídos com fundos públicos e apreendidos pelas autoridades angolanas, no Zango Zero e Kilamba, estão avaliados em mais de USD 532 milhões e 302 mil, soube-sede fonte oficial.
O valor corresponde aos mais de mil imóveis inacabados, edifícios, estaleiros e terrenos, na urbanização Vida Pacífica (Zango Zero) e no Kilamba, apreendidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na última terça-feira.
A PGR estará a avaliar outros projectos construídos com fundos públicos, segundo a fonte.
Entretanto, o general Leopoldino Nascimento, ex-chefe de Comunicações do ex-presidente, José Eduardo dos Santos negou que seja proprietário pessoal de qualquer um dos imóveis citados”.
Numa nota de esclarecimento enviada às redacções,o general “Dino” refere que “a notícia da TPA não corresponde com a verdade dos factos e atenta contra os direitos ao bom nome, honra e verdade do visado”.

fonte: VOA

Wangari Maathai: A ambientalista queniana que ganhou o Nobel da Paz.

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 A decisão de premiar uma ambientalista com o Prémio Nobel da Paz, em 2004, foi uma surpresa. Mas acabou por dar destaque ao papel do Movimento Cinturão Verde de Wangari Maathai na construção de uma sociedade sustentável.
DW African Roots | Wangari Maathai
Nascimento: Wangari Muta Maathai nasceu em 1940 na aldeia de Tetu, nas montanhas do centro do Quénia, a cerca de 160 quilómetros da capital do Quénia, Nairobi. Na década de 1960, esteve entre os os 800 jovens africanos que foram estudar para os Estados Unidos da América (EUA) através do programa de bolsas de estudo da Kennedy Airlift – um programa organizado por Tom Mboya, pan-africanista e um dos fundadores da República do Quénia, e pelo senador John F. Kennedy, e que permitiu que vários jovens africanos promissores estudassem em faculdades americanas.
Percurso académico: Wangari Maathai estudou Ciências Biológicas nos EUA, onde se inspirou no Movimento dos Direitos Civis. Posteriormente, voltou a estudar no Quénia e depois na Alemanha. Maathai foi a primeira mulher da África Oriental e Central a obter um doutoramento e foi a primeira mulher a trabalhar como professora assistente na África Oriental e Central. Em 1976, Wangari Maathai tornou-se presidente do Departamento de Anatomia Veterinária da Universidade de Nairobi, onde assumiu o cargo de professora assistente no ano seguinte.
Como nasceu o Movimento Cinturão Verde?
Maathai começou por explicar às comunidades a importância de plantar árvores para combater o desmatamento. É neste âmbito que nasce o Movimento Cinturão Verde (MCV) ou Green Belt Movement. Um movimento que foi fundado em 1977, sob os auspícios do Conselho Nacional de Mulheres do Quénia e que surge para dar resposta à falta de energia e água que tanto prejudicava as camponesas no país. Desde que nasceu, o MCV já plantou mais de 51 milhões de árvores no Quénia. Trabalhando no país e também além fronteiras, o movimento visa promover a conservação ambiental, construir a resiliência climática; fortalecer as comunidades, especialmente as mulheres, além de fomentar o espaço democrático e a subsistência sustentável.
Como é que Wangari Maathai defendeu os direitos humanos?
Maathai ficou conhecida pela sua luta contra a expropriação de terras e pela proteção do meio ambiente no Quénia. Em 1989, quando o Quénia estava ainda sob o sistema de partido único, liderada pelo então Presidente Daniel arap Moi, Maathai liderou uma campanha contra a construção de um complexo empresarial de 60 andares do Kenya Times Media Trust no Parque Uhuru - um parque público de 13 hectares situado ao lado do centro de negócios de Nairobi.
Uma década mais tarde, em 1932, Maathai liderou um grupo de cidadãos inconformados com a luta de interesses que surgiu à volta da floresta Karura, localizada na capital. Originalmente com 1.041 hectares, a reserva foi reduzida para 564 hectares devido às incursões de promotores corruptos, indica um relatório queniano de 2005 sobre a alocação ilegal de terras.
DW African Roots | Wangari Maathai Movimento Cinturão Verde
Wangari Maathai também esteve profundamente envolvida na luta pela democracia multipartidária no seu país. Em 1992, ano das primeiras eleições multipartidárias no Quénia, Maathai assumiu a liderança de um grupo de mães que tinham feito greve de fome no Parque Uhuru, em Nairóbi. As mulheres, juntamente com outro grupo de ativistas politicos, conhecido como Libertação de Prisioneiros Políticos (RPP), exigiam a libertação dos seus filhos, que se encontravam presos sem terem sido julgados, por acusações politicamente instigadas. As mulheres despiram-se depois de as autoridades terem dispersado o protesto. O protesto das mulheres manteve-se durante quase 11 meses, após os quais o Governo recuou e libertou os prisioneiros politicos. A área do Parque Uhuru, onde ocorreu este protesto, foi mais tarde chamada "Canto da Liberdade", em homenagem ao sucedido.
Após a introdução do sistema democrático multipartidário, o Movimento Cinturão Verde, liderado por Maathai, torna-se fundamental para educar as comunidades sobre temas como a boa governança, promoção da paz e perservação do meio ambiente.
Reconhecida por: Maathai recebeu vários prémios pelas suas iniciativas inovadoras, entre eles, o Prémio Right Livelihood, o Prémio Ambiental Goldman e o Prémio Indira Ghandi. Foi ainda reconhecida pela Legião de Honra Francesa. Em 2005, onze chefes de Estado da região do Congo nomearam-na embaixadora da Boa Vontade para o Ecossistema Florestal da Bacia do Congo.
Em 2004, o Comité Nobel da Noruega distingue-a com o Prémio Nobel da Paz pela sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz no Quénia e em África.
Frases famosas:
"A geração que destrói o meio ambiente não é a que sofre as consequências. É esse o problema."
"Os direitos humanos não são coisas colocadas em cima da mesa para as pessoas desfrutarem. São coisas pelas quais se luta e depois se protege."
"Hoje enfrentamos um desafio que exige uma mudança no nosso pensamento, para que a humanidade pare de ameaçar o seu suporte de vida. Somos chamados a ajudar a Terra, a curar as suas feridas e, no processo, curar as nossas - a abraçar, de verdade toda a criação em toda a sua diversidade, beleza e maravilha. Reconhecer que o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz só resultam juntos."
"Estou muito consciente do facto de que não se pode fazer isto sozinho. É um trabalho de equipa. Ao fazer sozinho, corre o risco de que mais ninguém o faça."
Reconhecida por: Wangari Maathai morreu vítima de cancro nos ovários a 25 de setembro de 2011, aos 71 anos de idade. Em 2012, a União Africana designou o dia 3 de março, Dia do Meio Ambiente em África, como o Dia de Wangari Maathai. Em 2016, o Governo do Condado de Nairobi renomeou a Estrada da Floresta, que se passou a chamar Estrada Prof. Wangari Maathai. O Instituto para a Paz e Educação Ambiental Wangari Maathai, na Universidade de Nairobi, foi criado para honrar, reconhecer, celebrar e imortalizar os ideais e obras da professora Wangari Maathai.
DW African Roots | Wangari Maathai A também ativista de direitos humanos sensibilizou as comunidades do Quénia para a importância de plantar árvores
Foi a mãe de Wangari Maathai que lhe incutiu esta preocupação com o ambiente. Quando era criança, Wangari costumava procurar ovos de rã. Colocava-os depois num riacho ao pé de sua casa que se encontrava debaixo de uma figueira gigante que ali existia há vários anos. A mãe de Wangari nunca deixou cortar nenhuma madeira desta árvore, pois acreditava que era uma árvore onde Deus habitava.
No final dos anos 60, quando voltou à sua terra natal, e depois de concluídos os estudos nos Estados Unidos, Wangari Maathai descobriu que a figueira tinha sido cortada. O riacho tinha secado e os ovos de rã tinham desaparecido. Pouco tempo depois, as camponesas começaram a queixar-se de falta de água e lenha para cozinhar. As florestas tinham sido cortadas para o cultivo de café e chá.
Wangari Maathai não gostou do que viu e propôs a estas mulheres uma solução que passava pela plantação de árvores. Um projeto que evoluiu, mais tarde, para o Movimento Cinturão Verde. Um movimento que foi muito para além da plantação de árvores, conta a ambientalista Lilian Muchungi à DW. "Ela defendeu três pilares: a boa governança, a proteção do meio ambiente e a paz. Era como se juntos formassem um banco, em que o assento era o desenvolvimento. Não haveria desenvolvimento se um destes três pés do banco não estivesse alinhado com os outros. E a união das mulheres foi feita em torno desse banco".
Ouvir o áudio 04:11

Wangari Maathai: A ambientalista queniana que ganhou o Nobel

Ao longo da sua vida, a professora Maathai lutou pela democracia e conservação do ambiente e combateu a expropriação de terras e abusos dos direitos humanos. Ngorongo Makanga, ativista dos direitos humanos, considera que esta é uma luta que deu frutos. "Se ela não se tivesse feito ouvir, muitos lugares teriam desaparecido, como a floresta de Karura, o parque da cidade ou os rios Nairobi e Rwaka. Não os teríamos. Lembro-me que a professora Maathai costumava dizer que o nosso problema não é o tamanho da terra, mas sim a ganância", conta.
Wangari faleceu em 2011. Passados nove anos, desaparecem, em média, todos os anos, cerca de cinco hectares de florestas no Quénia. A seca tornou-se uma realidade e há conflitos crescentes por causa dos recursos. No entanto, Marion Kamau, a atual presidente do Movimento Cinturão Verde, garante que, mais do que nunca, o Governo queniano percebeu a necessidade de implementar os ideiais da professora Maathai. "Podemos ainda não ter chegado lá, mas a voz dela é mais ouvida agora do que era antes. Maathai foi criticada e mal interpretada quando disse 'vamos plantar árvores'. Hoje, o Governo queniano apoia o que Wangari Maathai disse. Hoje, estamos a plantar árvores indígenas e não precisamos de implorar para poder plantar árvores na floresta. O Governo apoia-nos e plantamos as árvores juntos", explica.
Sobre a sobrevivência no planeta Terra, Maathai foi clara: "As pessoas questionam muitas vezes se será possível proteger o ambiente e ao mesmo tempo desenvolvermo-nos? A verdade é que não temos escolha: precisamos de um equilíbrio porque precisamos do ambiente para podermos sobreviver."
O parecer científico sobre este artigo foi dado pelos historiadores Lily Mafela, Ph.D., professor Doulaye Konaté e professor Christopher Ogbogbo. O projeto "Raízes Africanas" é financiado pela Fundação Gerda Henkel.

fonte: DW África


Moçambique: "Extraditado para os EUA, Manuel Chang seria absolvido".

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 A antevisão é do jurista Elísio de Sousa, caso o ex-ministro das Finanças seja extraditado para os EUA. "A Justiça americana não se pode contradizer", depois da absolvição de Jean Boustani, afirma.


Manuel Chang, ex-ministro das Finanças de Moçambique
 Manuel Chang, ex-ministro das Finanças de Moçambique


Na segunda-feira (10.02), a Procuradoria-Geral da República (PGR) fez saber que desistiu dos dois recursos judiciais na África do Sul relativos à extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang. O objetivo é tentar acelerar a decisão final de extradição, pedida tanto por Moçambique como pelos Estados Unidos da América.
A decisão surpreendeu a muitos, suscitando inclusive interrogações, como por exemplo ao académico Elísio Macamo: "Não me parece fazer sentido investir tanto num assunto para, antes da sua resolução, dizer 'vamos ver outras maneiras de fazer a coisa'. Não se percebe essa atitude. Há quem ache que é um cálculo muito bem pensado por parte do Governo, que foi influenciado pela decisão do tribunal americano no caso Jean Boustani. Não sei até que ponto isso faz sentido".
Elísio Macamo Universität Basel (DW/Johannes Beck) Elísio Macamo, académico
"Na verdade, até tenho dúvidas que isso faça sentido, porque qualquer caso que for julgado nos EUA vai ser julgado de acordo com os seus próprios méritos. Então, não há-de haver nenhuma memória que vá obrigar quem vai julgar [em Moçambique] usando este caso como precedência", acrescenta.
Em Moçambique, Chang "terá de responder como um réu qualquer"
A par do argumento "Jean Boustani", usado como justificação pela PGR para retirar os recursos, o jurista Elísio de Sousa recorda que a Procuradoria representa os interesses do Estado e este, por sua vez, tem interesse em que os seus concidadãos sejam julgados no seu país. É neste contexto que faz de tudo para ter Chang e outros indiciados nacionais a responder e exercer todos os direitos em Moçambique.
O que acontecerá ao ex-ministro moçambicano se for extraditado para a sua terra natal?
"Provavelmente, havendo ainda mandado de captura ainda em vigor, será eventualmente preso e terá de responder como um réu qualquer", responde o jurista.
Ouvir o áudio 03:29

Moçambique: Nos EUA, Manuel Chang seria absolvido?

Manuel Chang vai para os EUA?
Tudo permanece ainda nas mãos da Justiça da África do Sul, país onde o detido Manuel Chang aguarda por um veredito sobre a sua extradição.
Contudo, o desfecho do processo, que durou mais de um ano, está para breve, segundo o especialista em direito internacional Andre Thomashausen: "O assunto pode realmente ser decidido pelo ministro da Justiça e penso que, para a semana talvez, já haverá uma decisão."
Olhando para a natureza do processo judicial, o seu regulamento e historial, é possível advinhar a decisão do ministro da Justiça sul-africano?
"Se considerarmos as argumentações que o Ministério da Justiça apresentou no processo ao tribunal, penso que é muito provável que o ministro da Justiça vai favorecer uma extradição para os EUA", advinha Thomashausen.
Mosambik Elisio Sousa Anwalt Kriminalist (privat) Elísio de Sousa, jurista
Absolvição de Chang nos EUA?
E se Manuel Chang for extraditado para os EUA? Sem hesitação, o criminalista Elísio de Sousa antevê:"Absolvição. Não tenho dúvidas de que será absolvido na sequência da absolvição de Boustani".
O criminalista esclarece que, face a "duas pessoas que praticaram o mesmo ato, a Justiça americana não se pode contradizer, nem que tenha de ser outros juízes, porque eles têm um sistema jurisprudencial em que a decisão judicial sobre um caso tem efeitos sobre outro caso. Diferentemente do nosso sistema romano-germânico, que é um pouco de análise casuística. O deles é muito mais dependente do precedente jurídico."

 fonte: DW África

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Caso "500 milhões": José Eduardo dos Santos ignora perguntas do Tribunal Supremo de Angola.

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 Tribunal Supremo não recebe resposta a perguntas formuladas pela defesa de um dos réus ao ex-Presidente sobre o seu papel na transferência supostamente irregular de 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola.

José Eduardo dos Santos Angola Präsident (Reuters)
 Dos Santos também não formalizou que não vai prestar declarações


O ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos não respondeu às perguntas requeridas pelo Tribunal Supremo no âmbito do julgamento da suposta transferência irregular de 500 milhões de dólares [quase 460 milhões de euros] do Banco Nacional de Angola para uma conta em Londres. O filho do ex-Presidente, José Filomeno "Zenu" dos Santos, é arguido no processo.
A solicitação para ouvir José Eduardo dos Santos sobre a tese de que teria orientado a referida operação foi feita no início do julgamento, a 9 de dezembro de 2019, pela defesa do arguido Valter Filipe, ex-governador do Banco Nacional de Angola.
Filipe está a ser julgado juntamente com "Zenu", antigo presidente do Fundo Soberano de Angola; Jorge Gaudens Sebastião, empresário angolano, e António Bule Manuel, diretor do Departamento de Gestão de Reservas do BNA.
José Filomeno dos Santos (Grayling) Zenu é réu no processo dos "500 milhões"
Em resposta dada esta quarta-feira (12.02) ao referido requerimento, o tribunal disse ter diligenciado no sentido de obter as respostas, conforme solicitação da defesa, mas sem obter qualquer resposta "nem sequer a manifestação de não prestar declarações", informou o juiz conselheiro principal do processo, João da Cruz Pitra.
Nesse sentido, "tendo em consideração o interesse da defesa e sem querer coartar esse direito, o tribunal considera que deve a mesma diligenciar no sentido de obter este meio de prova", informou Pitra em declaração publicada pela agência Lusa. O tribunal suspendeu a sessão, que será retomada na terça-feira da próxima semana.
O Jornal de Angola adianta que o Tribunal Supremo também desistiu de obter declarações do ex-Presidente José Eduardo dos Santos. Além disso, o juiz Pitra não considera haver fundamento para proceder as acareações solicitadas pela defesa de Filipe.
Entenda o caso
O processo envolve uma suposta transferência indevida do Estado angolano para um banco no estrangeiro. Os réus são acusados de diversos crimes. Sobre "Zenu" e Sebastião pesam as acusações de burla por defraudação, branqueamento de capitais e tráfico de influência. Bule Manuel e Filipe são julgados por suposta defraudação, branqueamento de capitais e peculato.
Angola Luanda Justizpalast (DW/C.V. Teixeira) Tribunal Supremo de Angola atendeu a pedido da defesa de Filipe
O caso remonta ao ano de 2017, altura em que Sebastião apresentou a José Filomeno dos Santos uma proposta para o financiamento de projetos alegadamente estratégicos para o país, que encaminhou ao Executivo, por não fazer parte do pelouro do Fundo Soberano de Angola. A proposta previa a constituição de um Fundo de Investimento Estratégico, que captaria para o país 35 mil milhões de dólares [28.500 milhões de euros].
O negócio envolvia como "condição precedente", de acordo com um comunicado do Governo angolano, emitido em abril de 2018, que anunciava a recuperação dos 500 milhões de dólares, a capitalização de 1.500 milhões de dólares (1.218 milhões de euros) por Angola, acrescido de um pagamento de 33 milhões de euros para a montagem das estruturas de financiamento.
Foram assinados acordos entre o Banco Nacional de Angola e a Mais Financial Services - empresa detida por Sebastião, amigo de Zedu. Um deles envolvia montagem da operação de financiamento, tendo sido em agosto de 2017 transferidos 500 milhões de dólares para a conta da PerfectBit – empresa "contratada pelos promotores da operação", para fins de custódia dos fundos.

fonte: DW África
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75 anos depois, legado da Guerra ainda pesa sobre Dresden.

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 Em 13 e 14 de fevereiro de 1945, cidade alemã foi destruída por intenso bombardeio dos Aliados. Neonazistas perpetuam mito do meio milhão de vítimas, mas cidadãos mostram que sabem se opor à manipulação da tragédia.

Dresden em ruínas após bombardeios aliados nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945 Dresden em ruínas após bombardeios aliados nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945


Deve-se a Viktor Klemperer algumas das descrições mais vívidas dos ataques aéreos a Dresden nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945. O escritor e linguista registrou o inferno dos bombardeios em seu famoso diário.
"Logo se pôde ouvir os zumbidos cada vez mais profundos e mais fortes dos esquadrões se aproximando. As luzes se apagaram, um estrondo nas proximidades... Pausa para respirar, a gente se ajoelhava entre as cadeiras, de alguns grupos vinham gemidos e choro – e nova aproximação, nova angústia pelo medo da morte, novo ataque. Não sei quantas vezes isso se repetiu."
Klemperer era um judeu convertido ao cristianismo. A tragédia que matou 25 mil pessoas acabou evitando sua deportação para um campo de extermínio. Os originais de seu diário, de relevância histórica sobre o período nazista, estão hoje na biblioteca da Universidade de Dresden, no estado alemão da Saxônia.
O destino dessa cidade, bela ainda hoje, apesar das várias cicatrizes de guerra, é um exemplo de como mitos são deliberadamente construídos e de como é difícil combatê-los, por mais falsos e mentirosos que sejam.
Sim, os ataques aéreos dos Aliados, nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945, tão perto do fim da Segunda Guerra Mundial, são militarmente questionáveis. Mas não, o bombardeio de alvos específicos, que também gerou enorme sofrimento a inocentes, não muda em nada a culpa do Reich alemão de Adolf Hitler pela guerra.
A sobrevivência de Klemperer foi mera sorte. Seu diário registra também seus pensamentos sobre a morte. "Diante de mim havia um amplo espaço livre, no meio do qual estava um enorme fuzil. Estrondos, clarão do dia, impactos. Eu não pensava em nada, nem mesmo tinha medo, havia apenas uma enorme tensão em mim. Acho que eu aguardava o fim."
Victor Klemperer, escritor e linguista que relatou os bombardeios em seu diário Victor Klemperer relatou os bombardeios em seu diário
Em outro ponto, ele escreveu: "Não conseguia distinguir mais nada, eu apenas via chamas por toda parte, ouvia o barulho do fogo e dos ataques, sentia a terrível tensão interna."
Número de mortos foi determinado
Testemunhos tão profundamente humanos de um sobrevivente não impressionam extremistas de direita e antissemitas. Especialmente por virem de alguém que os nazistas forçaram a usar a estrela amarela que marcava os judeus.
Para os nazistas de hoje, trata-se de renegar a história e inflar o número de vítimas. Para isso incorporam as mentiras de seus ídolos criminosos e alardeiam que houve meio milhão de mortos, numa tentativa de fazer um contraponto aos crimes nazistas.
Os fatos não importam para eles. Assim, ignoram conclusões de cientistas, como Thomas Widera, do Instituto Hannah Arendt para Pesquisa do Totalitarismo de Dresden. Ele integrou a comissão de historiadores que, em 2010, determinou o número de mortos pelos bombardeios, após cinco anos de pesquisas: no mínimo 18 mil; no máximo 25 mil.
Pesquisas meticulosas em arquivos e análises de materiais mostraram que outros números não passam de imaginação. Widera dá como exemplo a suposição de que haveria centenas de milhares de refugiados não registrados entre os mortos.
O argumento de que o fogo teria atingido um calor de 2.000 ºC e incinerado dezenas de milhares de pessoas sem deixar rastros é incorreto. Essa hipótese foi excluída através de análises de temperatura. "Elas refutam a alegação de que um amplo número de mortos teria sido transformado em cinzas", afirmou Widera.
Segundo o historiador, a maior parte dos mortos foi enterrada nos meses que se seguiram ao ataque e após o fim da guerra. Entretanto, durante muito tempo não estava claro quantas pessoas de fato perderam a vida no inferno das chamas. A remoção sistemática dos destroços em Dresden começou apenas no final dos anos 1940. Restos humanos foram encontrados, mas não em grandes quantidades.
Na antiga Alemanha Oriental – onde ficava Dresden – se falava em 35 mil mortos. Esse número se baseava no registro de cadáveres e em projeções, explica Widera. Mesmo errado, era bem mais próximo do número real do que o meio milhão alardeado pelos neonazistas.
Resistência aos neonazistas
Depois da Reunificação, neonazistas escolheram Dresden como seu principal local de manifestação. No auge dos protestos, mais de 6 mil marcharam pelas ruas da cidade, entrado em confronto com manifestantes esquerdistas. Entre 2009 e 2011, Dresden era a Meca da extrema-direita na Europa.
Iniciativas da sociedade civil surgiram para fazer frente a essa situação. Uma delas é o grupoAG 13. Februar (Grupo de Trabalho 13 de fevereiro). Uma grande variedade de organizações sociais integra esse grupo que, ano após ano, planeja atos em memória da guerra e da destruição da cidade.
Joachim Klose é o moderador de vários encontros que reúnem partidos políticos, comunidade religiosas, instituições culturais e muitas outras. Segundo ele, o grupo de trabalho conseguiu "pacificar" o 13 de fevereiro.
A aliança de esquerda Dresden Nazifrei (Dresden livre de nazistas) também ajudou a diminuir o ímpeto dos neonazistas. Durante muito tempo, os moradores assistiram impassíveis a marchas neonazistas travestidas de "marchas em homenagem às vítimas". Mas esses tempos já se foram.
Desde 2010, oAG 13. Februar organiza uma corrente humana no centro histórico da cidade no dia do aniversário do bombardeio. No primeiro evento, 17 mil pessoas se deram as mãos, ao badalar de sinos, para lembrar as vítimas e ao mesmo tempo dar um exemplo de resistência ao extremismo de direita.
72. Jahrestag der Zerstörung Dresdens Corrente humana lembra os mortos na destruição de Dresden na Segunda Guerra
Klose gostaria que mais pessoas "mostrassem a cara", mas muitos preferem ficar em casa por medo de que haja violência. O AG 13. Februar convocou uma manifestação também para o dia 15 de fevereiro, quando extremistas de direita planejam marchar novamente pela cidade.
O AG 13. Februar se tornou uma autoridade moral em Dresden, observa Klose, uma espécie de fórum para debater como a cidade lida com o seu passado e constrói o seu futuro.
Widera também sente o quanto a data ainda é complicada. "É claro que existe uma alta emotividade", diz o historiador. Essa se manifesta também no cotidiano e na política, por exemplo na grande votação do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e do movimento xenófobo Pegida, fundado em Dresden, em 2014.
Para Widera, datas como o 13 de fevereiro em Dresden deveriam ser livres de viés político e colocar os mortos em primeiro plano. "Qualquer outra coisa é inapropriada", afirma.

fonte: DW África

"Luanda Leaks": "Se calhar, alguns de vocês são mais ricos do que Isabel dos Santos".

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 Economista Pedro Hipólito acha que o "império" de Isabel dos Santos é insustentável e prevê que empresária venda mais de suas participações em negócios após o congelamento de seus bens e contas em Angola e Portugal.

Milliardärin Isabel dos Santos (imago images/ITAR-TASS) Economista diz que fortuna de Isabel dos Santos (foto) é insustentável

 
A avaliação que o consultor Pedro Hipólito fez sobre a fortuna de Isabel dos Santos após o escândalo "Luanda Leaks" tem sido um sucesso nas redes sociais. Em poucos dias, o vídeo "Luanda Leaks: O império de Isabel dos Santos é insustentável" teve dezenas de milhares de acessos e comentários no canal de Hipólito no YouTube.
Nesta entrevista à DW África, o diretor-geral da Five Thousand Miles - uma empresa de consultoria e desenvolvimento de negócios internacionais com escritórios em Lisboa, Lagos, Durban e São Paulo - explica como chegou à conclusão de que a fortuna de Isabel dos Santos corre sérios riscos após o arresto de bens da empresária em Angola e do congelamento das suas contas em Portugal.
DW África: Como se pode concluir que a fortuna de Isabel dos Santos está realmente ameaçada?
Pedro Hipólito (PH): O grupo de Isabel dos Santos tem dois lados. Tem um lado angolano e um lado internacional. Durante muito tempo, o lado angolano financiou o lado internacional, [por exemplo, através de] participações de empresas públicas angolanas nos investimentos internacionais onde a engenheira Isabel dos Santos também tinha património… A participação dela na GALP terá sido financiada por empresas angolanas, vimos a aquisição da [joalharia] De Grisogono também com participação da empresa de diamantes de Angola [a estatal Sodiam]. Os dividendos dos empréstimos das empresas dela e as empresas públicas angolanas apoiavam o grupo fora de Angola. Com a situação que está em curso, todas as operações em Angola foram arrestadas. Todas essas empresas (BFA, Unitel, Eurobic, e Zap) foram arrestadas pela Justiça angolana. Não podem libertar recursos para o resto do grupo internacional.
Todas as empresas públicas angolanas, nesse contexto de credibilidade fragilizada, vão ter resistência em continuar a investir em empresas participadas pela família dos Santos. De Angola não sai mais nada. Em cima de não sair mais nada, há um pedido de restituição de mil milhões de dólares [por parte da Justiça angolana]. Toda a parte internacional era uma parte alavancada com dívida. Nós vimos o caso da De Grisogono – [de aquisição] apoiada pela empresa estatal de diamantes - que já faliu. Vemos o caso de empresas muito boas, como a Efacec, que era apoiada com dívidas até de bancos internacionais… E esta dívida não desaparece. Portanto, quando a grande fonte de receita de um grupo económico de dimensão seca, há claims de justiça e de credibilidade em cima, e os investimentos internacionais são todos alavancados com dívida - serviço da dívida e juros a pagar - é uma questão de tempo até haver uma erosão generalizada nos ativos - pelo menos aqueles conhecidos e públicos.
DW África: A De Grisogono faliu dias depois do escândalo "Luanda Leaks" vir à tona e a empresa de bebidas SODIBA corre o risco de fechar. Isabel dos Santos vendeu as suas posições no Eurobic e já anunciou que vai sair da estrutura acionista da Efacec Power Solutions. Seriam esses sinais claros de que ela está a perder a sua fortuna?
PH: É difícil dizer. Depende muito também dos credores. As posições internacionais, em grande medida, eram financiadas com dívida até de bancos ou por vezes da própria petrolífera angolana [Sonangol]. Esses bancos agora vão ter que fazer uma escolha. O cenário "A" é forçar o cumprimento dos contratos, dizendo que tem mesmo que pagar os juros e amortizar os empréstimos. Se fizerem isso, vão declarar a degradação do "império" de Isabel dos Santos, que provavelmente não tem cashflow para se sustentar.
Portugal Pedro Hipólito (Privat) O economista Pedro Hipólito é diretor-geral da consultora Five Thousand Miles
Portanto, vão ser executadas garantias que podem ser as ações do próprio grupo [de Isabel dos Santos] nas várias empresas. Mas isso pode pôr os bancos expostos a reconhecerem imparidades. Porque vão ter que reconhecer que aquele crédito, ao fim e ao cabo, entrou em default. O cenário "B" seria fazer o rollover dos créditos cedidos e dar tempo para uma restabilização. Portanto, depende muito do comportamento que os credores vierem a ter. Mas eu julgo que esse comportamento tem que ocorrer de imediato, estamos a falar num par de semanas. Vimos o Eurobic transacionado, o banco de Isabel dos Santos. Outros investimentos em Portugal, como a Efacec, que são muito alavancados, vão abrigar uma decisão dos bancos. Provavelmente com venda de participações de Isabel dos Santos e, depois disso, um novo apoio da banca ou novo investidor.
DW África: Qual seria a próxima a cair?
PH: Eu não quero falar de informação privada, mas quem lê os jornais percebe que a posição do grupo Isabel dos Santos da Efacec foi adquirida com muita dívida. A Efacec é uma empresa portuguesa de produtos de qualidade, tecnologia e know-kow. Eu imagino que, neste momento, não exista a capacidade para servir essa dívida. Não quero falar da sustentabilidade da empresa Efacec. O que estou a dizer é que veículos criados para fazer a aquisição da participação de Isabel dos Santos em cerca de 70% da Efacec podem ficar muito fragilizados. Não a Efacec em si, mas os veículos que têm as ações. Eu julgo que isso será visível muito rapidamente. Terá que haver uma rápida alteração nos contratos de vencimento.
DW África: Qual é o setor mais fragilizado neste cenário?
PH: Ela tem três áreas principais históricas. A primeira é as telecomunicações - foi fundadora da Unitel em Angola e da Zon em Portugal. O segundo setor é o da banca, com BIC, BFA… Ela chegou a ter o BPI em Portugal. O Eurobic, ela vendeu há alguns dias. O terceiro setor é o da energia, com a Galp. Ela tem uma participação na Galp, mas está dentro de um veículo que também tem a Sonangol como investidor. E a posição dela na Galp, como se diz, foi financiada em 75 milhões de dólares pela Sonangol. E há uma questão na Justiça sobre o pagamento desta dívida, porque a engenheira Isabel dos Santos quereria pagar em kwanzas um crédito que lhe foi dado em dólares. Portanto, eu acho que o que está dentro desse perímetro tem mais alguma resistência do que aquilo que está fora. E tudo o que estamos a ver é o que está a colapsar primeiro. Nós vimos imediatamente os administradores associados a Isabel dos Santos a demitirem-se das empresas… Tudo em Angola nesse setor está arrestado. Julgo que é inevitável que o setor core vai ter impacto, inclusive a participação na Galp.
Ouvir o áudio 03:37

“Se calhar, vocês são mais ricos do que Isabel dos Santos”

DW África: Não há como estabelecer prazos?
PH: O mais importante é perceber a tendência. Prever números, datas e transações específicas é difícil. Temos mais possibilidades de perceber uma dinâmica geral, que me parece imparável. O que vai acontecer provavelmente é que as participações de Isabel dos Santos terão de ser vendidas a outros investidores ou deixarão de ter valor. […] Não passa pela cabeça que estas empresas grandes sejam afetadas por isso. O que vai haver é uma alteração na ownership dessas empresas.
DW África: Fez um vídeo no seu canal no YouTube em que disse a seguinte frase: "Se calhar alguns de vocês são mais ricos do que Isabel dos Santos". Ela tem uma fortuna avaliada em 2 mil milhões de euros pela revista Forbes…
PH: Nós, muitas vezes, somos iludidos, porque confundimos ativos com capital próprio. O valor de uma organização é o balanço. "Ativos" menos "passivos" são o capital próprio. Quando nós vemos as avaliações das revistas Forbes e tudo mais, os ativos são muito fáceis de avaliar, porque vimos que ela tem as empresas, vimos que tem casas… Mas o passivo, que é a dívida, é muito difícil de avaliar e até de identificar. Quem faz uma avaliação tem dificuldade de conseguir encontrar dados específicos sobre o passivo de alguém, sobretudo se for financiado com contratos com empresas públicas de outro país, em mercados emergentes. Quando o passivo é maior do que o ativo, quando as dívidas são maiores do que os ativos, tudo colapsa - independentemente do tamanho dos ativos. Então, alguém que tem 1 euro pode "valer" mais do que alguém que tem mil milhões de euros, mas deve 2 mil milhões. […] A pessoa pode ter uma vida luxuosa, pode ter empresas, muitos ativos, mas se tiver dívidas significativas, esses ativos não são dela. Se eu comprar um palácio com o dinheiro emprestado por um banco, o palácio no fundo é do banco. Até eu pagar.

fonte: DW África


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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Criança olhando muito mal Homem na tela. - Foto de stock de Pedofilia royalty-free

 O jornal L'Observateur levanta um véu sobre a controversa personalidade de Olivier Brice Sylvain, revelando "o lado oculto do suposto pedófilo de Dakar Sacré-Coeur".

O jornal "conduziu uma investigação sobre seu passado na França e as circunstâncias de sua chegada ao Senegal", enquanto fazia revelações sobre sua "devastação" no centro de treinamento de jovens jogadores de futebol do DSC.

Nascido em Madagascar, Olivier, 33 anos, chegou à França aos 15 anos. Ele jogou em vários clubes da National 1 na França antes de obter seu diploma de preparador físico. Ele é especialista em "re-atletismo" para atletas.

Ele era gerente da seleção nacional de futebol de Madagascar, de onde foi demitido por incompetência. Ele ficou no Senegal por uma semana em março de 2019, como parte da partida de volta às eliminatórias do Can 2019.

Ele aproveitou essa estadia para estabelecer contatos com os líderes de Dakar, onde a equipe de Madagascar estava treinando. Demitido por Nicolas, Depois da equipe nacional malgaxe, ele voltou à França e fez contato com Dakar Sacré-Coeur.

Uma vez em Dakar, ele será nomeado chefe do "centro de desempenho" do centro de treinamento.

"Na França, ele procurou um treinador"

Em 2018, Olivier foi recrutado no centro de treinamento Avranches dos EUA na National 1. Gilbert Guérin, presidente do clube que o contratara, deu testemunhos edificantes sobre ele.

"Nos vícios sexuais dele, tivemos um momento de suspeita. Fizemos a pergunta no meio da temporada, entre outubro e novembro de 2018. Ele havia se aproximado de um treinador, que disse que não iria mais dormir às -lo. "

Ele teria dado uma pequena massagem "empurrada" ao filho de um treinador

Mesma história com o técnico dos EUA Avranches Frédéric Reculeau. "Sempre suspeitamos de seu lado homossexual e os jogadores pensaram que ele era homossexual, mas eles não quiseram revelá-lo. (...) Ele tinha fotos bastante provocantes em suas redes sociais. Muscular, ele mostrou suas medidas corporais e abdominais. Os jogadores o levaram nisso ", explica Reculeau.

Além disso, o último quase brigou com Olivier porque ele teria dado uma pequena massagem "empurrada" ao filho que estava sofrendo de dor adutora.


fonte: seneweb.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Senegal: Rodovias terrestres e com pedágio - Macky Sall alerta França.

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Segundo o L'Observateur, Macky Sall levantou a voz após as saídas de Philippe Lalliot, embaixador francês no Senegal, e do diretor administrativo do Senac SA, Xavier Idier.

O primeiro nomeado sustentava que a circulação de Ter, planejada para o próximo abril, é impossível.

Quanto ao segundo, excluiu qualquer ideia de renegociação do contrato de concessão da rodovia que liga o Senac Sa ao Estado do Senegal.

O Chefe de Estado, que não apreciou essas duas saídas, enviou, por seu Ministro de Infraestrutura, Sr. Oumar Youm, uma carta de protesto, datada de 10 de janeiro, ao Estado francês.

Em relação à Ter, o Estado do Senegal, que pretende cumprir rigorosamente os termos do contrato, reserva-se o direito de aplicar multas por atrasos indevidos.
 
fonte: seneweb.com

Após massacre com 30 mortos, jihadistas intensificam ações na Nigéria.

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 Desde domingo, radicais islâmicos mataram mais de 30 pessoas e atacaram forças de segurança no nordeste da Nigéria. Efetivo militar foi reforçado no Estado de Borno.



Nigeria | Niedergebrannte Fahrzeuge in Auno (Getty Images/AFP/A. Marte)
 Vítimas foram mortas dentro de viaturas


Jihadistas mataram cinco agentes de segurança em três ataques separados no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram fontes militares à agência AFP nesta quarta-feira (12.02).
O ataque foi perpetrado por combatentes do grupo jihadista do Estado islâmico da África Ocidental (ISWAP) nas cidades de Rann, Tungusche e Gajiganna.
Tungushe - a 22 km da capital do Estado de Borno, Maiduguri - tem sido alvo do ISWAP e de combatentes da fação rival Boko Haram. Os terroristas atacam tropas e invadem aldeias à procura de comida e gado.
Desde domingo, o Governo nigeriano decidiu reforçar a presença militar em Borno, após integrantes do Boko Haram matarem mais de 30 pessoas, incendiando carros onde dormiam. O massacre ocorreu no último domingo na cidade de Auno, a 20 Km de Maiduguri.
Cenas macabras
Nigeria Maiduguri Zerstörte Häuser nach Boko Haram Attacke (Getty Images/AFP/A. Marte) Auno tem sofrido vários ataques de extremistas
As cenas narradas pelas testemunhas são de absoluto terror. O grupo armado queimou corpos de vítimas baleadas. Outras pessoas foram mortas dentro de carros em chamas.
"Estávamos sentados no banco da frente do carro e, inesperadamente, ouvimo-los gritar Allahu Akbar, que significa 'Deus é grande'. Depois, começaram os tiros", disse uma das testemunhas ouvidas pela agência France Presse.
Outra testemunha diz que escapou por pouco. "Mataram uma senhora no banco da frente do carro e depois nós começámos a fugir. Vi-os matar mais de dez pessoas e a queimar dois bebés no carro. Também sequestraram vários homens e mulheres", disse outra testemunha.
O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, visitou, na segunda-feira (11.02), o local da tragédia, onde alguns dos carros continuavam em chamas.
Auno sofreu seis ataques do Boko Haram em sete meses. Militares acusam os motoristas das viaturas incendiadas de terem desrespeitado um aviso militar sobre o encerramento da estrada onde ocorreu o incidente.
Por outro lado, o Governador de Borno acusou as forças de segurança de não protegerem os viajantes e pediu-lhes que restabelecessem uma base militar naquela zona, para além de reforçarem as patrulhas na estrada.
Ouvir o áudio 02:55

Após massacre, jihadistas intensificam ações na Nigéria

Instabilidade 
Durante o ataque, os terroristas raptaram várias pessoas, incluindo mulheres e crianças. Pelo menos oito camiões com mercadorias foram incendiados, e os assaltantes abandonaram o local do assalto depois de pilharem casas e lojas.
O noroeste da Nigéria vive há anos em alerta permanente devido à violência perpetrada pelo Boko Haram. O grupo radical islâmico luta há dez anos para implantar um Estado de cunho islâmico no país - que tem maioria muçulmana no norte e cristã no sul.
Em 2014, os jihadistas raptaram em Chibok mais de 270 meninas, captando a atenção mundial. 112 acabaram por ser recuperadas após negociações com o Governo. A maioria, porém, permanece desaparecida.
O especialista em segurança nigeriano Kabiru Adamu tem cada vez menos esperança quanto à recuperação das vítimas. "Temos que estar cientes de que há atos de guerra nesta região, lançaram-se bombas. As milícias terroristas que as mantiveram prisioneiras anunciaram que já venderam as crianças. Algumas delas casaram à força, o que mostra o quão difícil será para serem libertadas", explica.
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O que é o Estado Islâmico?

A origem do "Estado Islâmico"

A trajetória do "Estado Islâmico" (EI) começou em 2003, com o derrube do ditador iraquiano Saddam Hussein pelos EUA. O grupo surgiu da união de diversas organizações extremistas sunitas e grupos leais ao antigo regime, que lutavam contra a ocupação americana e contra o domínio dos xiitas no Governo do Iraque.

fonte: DW África

Sudão: Omar al Bashir será entregue ao Tribunal Penal Internacional.

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Omar al-Bashir


O governo de transição do Sudão concordou em entregar ao Tribunal Penal Internacional o antigo presidente Omar al Bashir.
A decisão foi anunciada depois de encontros na capital do Sudão do Sul entre representantes do governo sudanês e rebeldes que lutam na província de Darfur.
Um porta-voz do Movimento para a Justiça e Igualdade daquela região disse que todas as partes concordaram em que quatro cidadãos sudaneses indiciados pelo tribunal serão entregues para julgamento.

Contudo o porta-voz disse tal apenas acontecerá quando houver um acordo de paz com as partes em luta no Sudão.
Bashir é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

fonte: VOA

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Marcelino dos Santos (1929-2020), o líder histórico que assumia: “Sou a Frelimo” .

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Marcelino dos Santos, ao centro, com Agostinho Neto, após a proclamação da independência de Angola em novembro de 1975
Alain MINGAM/Getty Images

Nascido em 20 de maio de 1929, na Ilha de Moçambique, norte do país, Marcelino dos Santos interessou-se pela causa da independência de Moçambique muito antes de se juntar à Frelimo, movimento criado em 1962.

 Marcelino dos Santos, que morreu esta terça-feira de doença, aos 92 anos, viveu tão intensamente a sua ligação à causa nacionalista e à Frente de Libertação de Moçambique que afirmou: "Não sou da Frelimo, sou a Frelimo".

Nascido em 20 de maio de 1929, na Ilha de Moçambique, norte do país, Marcelino dos Santos interessou-se pela causa da independência de Moçambique muito antes de se juntar à Frelimo, movimento criado em 1962. Durante a sua passagem por Lisboa (1948-1951) destacou-se, na Casa dos Estudantes do Império e no Centro de Estudos Africanos, como militante anticolonialista.
Após abandonar a capital portuguesa por volta de 1951, devido à impiedosa perseguição movida pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), rumou para Paris, onde estreitou a relação com o nacionalista angolano Mário Pinto de Andrade.
Os dois estabeleceram vínculos de amizade e camaradagem com quase todos os dirigentes dos movimentos que conduziram as antigas colónias francesas de África à independência.
Marcelino dos Santos exerceu um papel crucial na mobilização de muitos intelectuais franceses, que escreveram a Salazar a exigir-lhe a independência para as colónias e a libertação imediata do nacionalista, e mais tarde primeiro Presidente da República Popular de Angola, Agostinho Neto, que estava preso.
Com Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Aquino de Bragança, Marcelino dos Santos criou em 1961 a Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP), tendo sido eleito seu secretário-geral em Rabat, capital de Marrocos.
Ainda nesse ano, Marcelino dos Santos adere à União Democrática Nacional de Moçambique (Udenamo) e escreve os estatutos desta organização. A Udenamo participou mais tarde na fusão das três organizações que resultaram na fundação da Frelimo.
Redigiu os estatutos da Frelimo, tendo-se tornado chefe das Relações Exteriores e chefe do Departamento de Orientação Política. Nessas funções, foi determinante no reconhecimento internacional da Frelimo como representante legítimo da causa da luta do povo moçambicano pela independência e na definição da estratégia de luta política e armada para o alcance desse objetivo.
Em pleno auge das guerras contra o colonialismo português, Marcelino dos Santos, Agostinho Neto e Amílcar Cabral, histórico nacionalista do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) foram recebidos pelo papa Paulo VI no Vaticano, em 01 de julho de 1970, provocando a ira do Governo português.
Com o assassinato do primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane, em 3 de fevereiro de 1969, Marcelino dos Santos fez parte do triunvirato escolhido para a liderança do movimento até à escolha de uma nova direção. Na sequência do afastamento de Uria Simango do triunvirato, devido a divergências internas, Samora Machel foi eleito presidente da Frelimo e Marcelino dos Santos vice-presidente.
Após a independência de Moçambique em 25 de junho de 1975 e a assunção da chefia do novo Estado moçambicano pela Frelimo, Marcelino dos Santos foi nomeado, em 1977, ministro para a Coordenação Económica e posteriormente secretário da Comissão Permanente da Assembleia Popular (depois Assembleia da República). Em 1986, assume a presidência da Assembleia Popular, cargo que exerce até à investidura da primeira Assembleia da República multipartidária, em 1994.
Fiel aos princípios em que acreditava e marxista-leninista assumido, sempre se referiu à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), hoje principal partido da oposição, como "bandidos armados", em alusão ao envolvimento da organização na guerra civil que durou 16 anos até à assinatura do Acordo Geral da Paz.
Marcelino dos Santos negou publicamente cumprimentar o falecido líder da Renamo Afonso Dhlakama e declarou várias vezes o seu desencanto com a viragem para o capitalismo da "sua" Frelimo. Debilitado pela doença, aparecia raramente em público nos últimos tempos, deslocando-se com um andarilho. Além de político, era um entusiasta da poesia, tendo assinado vários poemas com os heterónimos 'Kalungano' e 'Lilinho Micaia'.

fonte: expresso.pt

Contas bancárias de Isabel dos Santos em Portugal foram congeladas.

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 Duas fontes bancárias confirmaram ao Expresso que as contas da empresária angolana em Portugal foram congeladas.

Contas bancárias de Isabel dos Santos em Portugal foram congeladas As autoridades judiciais portuguesas ordenaram o congelamento das contas bancárias de Isabel dos Santos em Portugal, noticia o Expresso, que diz que a informação foi confirmada por duas fontes do setor bancário.
Segundo o semanário, uma das contas bancárias congeladas terá sido a Banco Comercial Português.
No final do ano passado, o tribunal de Luanda ordenou o arresto das participações de Isabel dos Santos e do marido Sindika Dokolo, nas empresas onde têm posição acionista, como por exemplo na Sonangol, na Unitel e nos bancos BIC e BFA. Para além disso, o tribunal decidiu também congelar as contas bancárias do casal.

fonte: sabado.pt






Costa do Marfim: como Alassane Ouattara está preparando sua reforma constitucional.

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 Papel do vice-presidente, eleição para uma rodada, retorno do limite de idade para candidatos à presidência ... O que mudará a reforma constitucional liderada pelo presidente da Costa do Marfim?

Por vários meses, Alassane Ouattara (ADO) e seu primeiro círculo trabalham em um projeto de reforma constitucional.

Foi convocado o comitê de especialistas que redigiu a Constituição de 2016. O chefe de Estado ainda não decidiu vários pontos importantes, como o papel do vice-presidente. Segundo um de seus parentes, a abolição da função de primeiro-ministro no Senegal o levou a questionar a utilidade de manter esse cargo de vice-presidente, criado em 2016.


Senegal: Macky vende o porto de Ndayane para a DP World por 1000 bilhões.

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O futuro porto multifuncional de Ndayane foi vendido por Macky Sall à Dubai Ports World, informa a L'Observateur em sua publicação na terça-feira.

O acordo do plano de investimento para este projeto de cerca de 1000 bilhões de FCFA foi assinado na sexta-feira passada em Dubai.

O porto de Ndayane, que abrange 600 hectares, será um porto de águas profundas com 18 metros de profundidade e um dos maiores da África Ocidental e Central.

Por fim, será capaz de receber pós-Panamax, isto é, navios porta-contêineres que podem vir com 10.000 contêineres, foi explicado.

Também oferecerá uma forte oportunidade de conexão com a Zona Econômica Integrada Especial, além de se beneficiar da proximidade do Aeroporto Internacional Blaise Diagne (AIBD) de Dakar.

Quando entrar em serviço, esta plataforma servirá como uma alternativa ao porto de Dakar, que atualmente captura 95% do comércio do Senegal.
 
fonte: seneweb.com

Testes de confirmação para o coronavírus na África Ocidental: a OMS mandata o Instituto Pasteur em Dakar

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 No momento em que o coronavírus, que matou quase mil pessoas na China, alargando-se, as autoridades de saúde estão tranquilizando as medidas tomadas pelo nosso país para prevenir a doença. "O Senegal possui um sistema eficiente de vigilância de epidemias", tranquiliza Amadou Sall, administrador geral do Instituto Pasteur em Dakar. Nas colunas do jornal diário nacional Le Soleil desta terça-feira, o especialista em doenças virais informa que o Instituto Pasteur de Dakar recebeu um mandato do OMS para realizar testes nos casos de coronavírus de todos os países africanos da costa ocidental da África.

fonte: seneweb.com

Senegal: Terceiro mandato - Mesmo que Macky Sall se aventurasse a correr, ele perderia.

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 Questionado pela RFI e pela França 24 sobre um possível terceiro mandato, o presidente guineense Alpha Condé disse que não entendeu: "Eu não entendo, há muitos países que mudaram sua Constituição e foi como uma carta ao posto, quando se trata da Guiné, como Alpha Condé é um homem independente que tem sua franqueza, talvez isso chateie muita gente ”.

Em vinte anos, mais de dez presidentes africanos mudaram a constituição de seu país para concorrer a mais um mandato. É assim que muitos presidentes africanos mantêm o claro-escuro sobre a questão do terceiro mandato. No Senegal, o presidente Sall se recusa a ser claro sobre o assunto por seus próprios motivos. Por que você gostaria de estar à frente de um país pobre, onde todos os setores estão em agonia, pobreza em todas as esquinas e pessoas desempregadas que estão aumentando em 400.000 diplomados por ano? Por que o africano gosta de se apegar ao poder fugaz?

Era uma vez o homem mais educado da Cidade do Cabo no Cairo

Em uma entrevista concedida em 18 de setembro de 2009 à VOA, Abdoulaye Wade anunciou que iria concorrer a um terceiro mandato. Imediatamente após esse anúncio, os líderes da oposição zombaram da decisão, dizendo que era apenas o estratagema do presidente deixar de lado a questão imobiliária até que ele pudesse posicionar melhor seu filho, Karim Wade para substituí-lo.

Na antiga constituição do Senegal, não havia limites no número de mandatos para o cargo de presidente. O presidente Wade foi eleito em 2000 sob esta constituição. Em 2001, o Senegal adotou uma nova constituição que introduziu um limite de dois mandatos consecutivos para a presidência e reduziu o mandato para cinco anos. No entanto, essa lei não foi aplicada retroativamente ao primeiro mandato do presidente Wade porque ele foi eleito antes da entrada em vigor da nova constituição. Por esse motivo, seu primeiro mandato foi de sete anos e os dois mandatos consecutivos começaram com o segundo, iniciado em 2007. No entanto, em uma emenda posterior, a Assembléia Nacional do Senegal, a pedido do Presidente Wade, estendeu o prazo para sete anos. Essa alteração não foi aplicada retroativamente ao segundo mandato, que seria de cinco anos e terminou em 2012.

A Assembléia Nacional havia se preparado para outra emenda constitucional para mudar a eleição do presidente de duas rodadas para um sistema de primeiro após o posto. Wade sabia que nem ele nem seu herdeiro poderiam coletar os 50% necessários para evitar o segundo turno. Amadou Gallo Ndiaye, ex-deputado do PDS, chegou a dizer que a questão havia sido resolvida de antemão e que a eleição presidencial seria realizada em uma rodada. Em resposta, o falecido Ousmane Tanor Dieng, ex-secretário-geral do PS, disse que seria o canudo que quebraria as costas do camelo.

Compreender melhor o eleitorado incompreensível

À medida que a recessão persiste, o presidente Senghor entrega seu suposto golfinho Abdou Diouf em 1980. Uma decisão aplaudida pela opinião internacional, mas criticada pela oposição senegalesa. Em 6 de março de 1983, os resultados publicados pelo Supremo Tribunal Federal foram os seguintes: dos 1.928.257 eleitores registrados, 1.093.244 votados, com 4.169 cédulas estragadas, o número de votos emitidos foi de 1.089.075 e isso é naturalmente, o presidente Diouf venceu com 908.879 votos, ou 83,45%.
Foi com dificuldade que esse mandato decorreu, as políticas econômicas fracassaram, a dívida era de 800 bilhões de francos CFA, ou cerca de 70% do PIB e o serviço da dívida, que representava 50% da receita orçamentária. Apesar de tudo isso combinado com a reclamação dos estudantes e o Ano Branco, o Presidente Diouf venceu as eleições de 1988 com 73,20% dos votos expressos.

A renúncia do Presidente do Conselho Constitucional foi um golpe brutal ao regime socialista, pois implicava que os resultados foram fraudados. Os resultados das eleições de 1993 não chegarão até 20 dias após a eleição e o assassinato de Maitre Babacar Seye, vice-presidente do Conselho Constitucional. O presidente Diouf venceu no primeiro turno com 58,40% dos votos.

Durante o desenraizamento do baobá em 2000, o presidente Diouf obteve 41,33% dos votos no primeiro turno e 41,51% no segundo turno e Abdoulaye Wade se tornou o terceiro presidente da República do Senegal com 58,49% vozes. Após sete anos no poder e em grandes projetos, o Presidente Wade conseguiu convencer os senegaleses durante as eleições de 2007 de que ele vencerá no primeiro turno com 55,90% dos votos. Durante seu segundo e tecnicamente último mandato, o desfalque e o filho foram a fonte de um grande problema para muitos senegaleses. No entanto, ele decide aparecer pela terceira vez.


fonte: seneweb.com

ONU quer mais dinheiro para combater praga de gafanhotos em África.

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 A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou ontem à comunidade internacional por “mais fundos” financeiros para apoiar de “imediato os países afetados” pela maior praga de gafanhotos no continente africano nos últimos 25 anos.























De acordo com o comunicado divulgado na página oficial das Nações Unidas na internet, o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, afirmou que o apoio financeiro é destinado a 13 milhões de pessoas na Etiópia, Somália, Quénia, Djibuti e Eritreia que estão a ser afetadas pela ‘nuvem’ de gafanhotos.
Segundo a nota da ONU, “uma nuvem (de gafanhotos) de até 2,4 mil quilómetros quadrados foi observada no nordeste do Quénia” e estima-se que “os cerca de 200 mil milhões de insetos observados” consigam comer o equivalente para “alimentar 84 milhões de pessoas” num dia. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla inglesa) pediu 70 milhões de dólares, em 30 de janeiro, para mobilizar urgentemente a ajuda necessária às populações do Quénia, Somália e Etiópia, prossegue o comunicado.
O valor foi, entretanto, “atualizada para 76 milhões de dólares para cobrir as necessidades crescentes no Djibuti e na Eritreia”. Contudo, o apelo para o apoio financeiro não deverá ficar por aqui, uma vez que o avanço da praga de gafanhotos “coloca outras cerca de seis milhões” de pessoas “em grande risco de passar fome no Sudão do Sul e no Uganda”.
Mark Lowcock considera urgente a resposta a este apelo, uma vez que os “países afetados com a situação já estão sobrecarregados”. A praga de gafanhotos que assola o Corno de África foi declarada "emergência nacional" na Somália, onde estes insetos têm devastado o aprovisionamento alimentar de uma das regiões mais pobres do mundo, anunciou em 02 de fevereiro o Ministério da Agricultura do país.
A Somália foi o primeiro país da região a mobilizar-se para combater a praga de gafanhotos, cujo surgimento, segundo os especialistas, se deve às variações climáticas extremas. Nuvens espessas de gafanhotos famintos têm se espalhado da Etiópia e Somália para o Quénia, onde a agência das FAO estimou no final de janeiro que apenas uma dessa nuvem cobriria uma área de 2.400 quilómetros quadrados, o tamanho do Luxemburgo.
Entretanto, milhões de gafanhotos que atingem parte do Quénia, na pior praga dos últimos 70 anos, estão a ser combatidos por aviões que lançam pesticidas, o único meio efetivo de controlo, segundo os especialistas. Trata-se de um trabalho desafiante, especialmente em partes remotas do Quénia, onde não existe rede de telemóvel e as equipas em terra não conseguem comunicar facilmente coordenadas ao pessoal de voo.
Cinco aviões estão atualmente a dispersar 'spray' no Quénia e outras autoridades estão a tentar impedir os gafanhotos de se espalharem aos vizinhos Uganda e Sudão do Sul. As Nações Unidas afirmaram que são necessários imediatamente 76 milhões de dólares para desenvolver tais esforços no leste de África. Especialistas avisaram que sem controlo, o número de gafanhotos pode crescer 500 vezes até junho, quando o tempo mais seco poderá ajudar a controlar o surto.

fonte: jornaldeangola


Itália: agressão racista em Palermo, senegalês espancado e ferido.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Líder de milícia investigado pela morte de Marielle Franco abatido pela polícia brasileira.

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 A polícia brasileira matou hoje a tiro um líder de uma milícia do Rio de Janeiro que estava a ser procurado pelas autoridades e investigado pelo assassínio da vereadora e activista Marielle Franco, ocorrido em 2018, divulgaram fontes locais.






















Adriano Magalhães da Nóbrega, antigo capitão de uma unidade de elite da polícia do Rio de Janeiro, morreu durante uma troca de tiros com agentes policiais no município de Esplanada, no Estado da Baía, no nordeste do Brasil, onde estava escondido.
Conhecido como “Capitão Adriano”, salienta a Lusa, o chefe da milícia, que estava em fuga desde 2019, era acusado de liderar o chamado “Escritório do Crime”, um alegado grupo de assassinos de elite suspeito de estar envolvido na morte de Marielle Franco em Março de 2018. Desconhecem-se, até à data, os autores morais do crime. Segundo a Secretária de Segurança Pública da Baía, Adriano Magalhães da Nóbrega, de 43 anos, foi localizado pelas autoridades hoje de manhã numa casa situada numa zona rural do município de Esplanada.
Quando os agentes tentaram executar a ordem de prisão emitida contra ele, o líder da milícia apresentou resistência e respondeu com tiros. Durante a troca de tiros, Adriano Magalhães da Nóbrega ficou gravemente ferido e morreu, de acordo com a versão fornecida pelas autoridades brasileiras.
Na operação policial, as autoridades apreenderam várias armas, que estavam distribuídas por vários pontos da casa.
“A intenção era executar a prisão, mas preferiu reagir com disparos”, afirmou o secretário de Segurança Pública da Baía, Maurício Teles Barbosa, citado num comunicado.O Ministério Público sustenta que Magalhães da Nóbrega era amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor do actual senador Flávio Bolsonaro, um dos filhos do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro quando este era deputado regional do Rio de Janeiro. Os dois estão a ser actualmente investigados no Rio de Janeiro por desvio de dinheiros públicos e branqueamento de capitais.
Marielle Franco, vereadora e activista dos direitos humanos, foi assassinada na noite de 14 de Março de 2018, quando circulava de carro no centro do Rio de Janeiro, depois de ter participado num ato político. 
O condutor do carro, Anderson Gomes, também foi assassinado. As autoridades brasileiras suspeitam que por detrás deste crime, que chocou o Brasil e foi condenado por organizações internacionais, estejam grupos de milícias, compostos por ex-polícias e agentes corruptos ainda no activo. As investigações continuam a decorrer quase dois anos depois. Até ao momento, os dois presumíveis autores materiais do crime foram presos.

fonte: jornaldeangola

Executivo tem instrumentos para ordenamento das cidades.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 José Meireles / Abu Dhabi

 Angola está a criar instrumentos de ordenamento do território, para acautelar , no futuro, o crescimento desordenado das cidades, disse, ontem, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, a ministra Ana Paula de Carvalho.



À margem da cerimónia de abertura do 10º Fórum Urbano Mundial, realizada na manhã de ontem, a ministra do Ordenamento do Território e Habitação disse que tanto Angola, como muitos outros países são chamados a acautelar a questão do crescimento desordenado das cidades, através da planificação.
Ana Paula de Carvalho sublinhou a necessidade de planificação do ordenamento do território quanto antes, porque a tendência da população é viver em zonas urbanas.
"Para que não aconteça uma ocupação desordenada, como temos vindo a assistir no país, há necessidade, cada vez mais de planificar o ordenamento do território, para que essa ocupação seja planificada e também ordenada", defendeu a governante.
Instada a clarificar o que existe de forma prática, neste domínio, a governante disse haver planos de Ordenamento de algumas províncias já aprovados pelo Executivo, que aguardam por financiamento para a sua implementação.
A ministra apelou a que sejam feitos mais loteamentos, "como solução imediata, ainda que não sejam completamente infra-estruturados, mas ordenados "
A intenção, de acordo com a ministra, é levar paulatinamente as populações a fixarem-se, de forma ordenad,a em zonas de sua preferência.
A ministra do Ordenamento do Território e Habitação referiu que Angola não é um caso isolado no que diz respeito ao surgimento de bairros desordenados, em plena capital.
A guerra, de acordo com a governante, foi causas que contribuiram para que a população optasse por viver em Luanda, em grande número, quando era a província mais pequena do país, em termos de extensão territorial.
Cerimónia de abertura
A directora executiva da Organização das Nações Unidas para a Habitação chamou à atenção dos Governos para a necessidade de uma boa planificação territorial, com vista a evitar cenários de desigualdades e privações das populações.
Maimunah Sharif fez o apelo quando procedia à aberura oficial do 10º Fórum Urbano Mundial, que decorre até o dia 13, em Abu Dhabi, sob o lema:"Cidades de Oportunidades: Cultura e Inovação". Maimunah Sharif recomendou aos Governos a "transformar os desafios em oportunidades", porque, como vincou, até 2030 presume-se que 60 por cento da população mundial viva em áreas urbanas.
Segundo a diplomata, nos últimos 40 anos, a UN-Habitat tem vindo a trabalhar com muitos governos para demonstrar que a integração, honestidade e planificação territorial participativa podem transformar a organização dos Estados, com a nova Agenda Urbana Mundial.
A directora executiva da UN-Habitat referiu, na alocução, que há uma grande janela de oportunidades para o desenvolvimento sustentável da Nova Agenda Urbana Mundial, através da realização deste evento, organizado pela ONU.
Para ela, as organizações e os cidadãos são considerados os pontos de entrada para o cumprimento dos 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável.

fonte: jornaldeangola


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