Postagem em destaque

Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Artigo de opinião: PROFESSORA DE ENSINO PRIMÁRIO/S DA VIDA INTEIRA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Uma justa homenagem às nossas Rainhas do conhecimento, às Professoras Primárias que com a sua oração de sapiência diante da classe, na sala de aula, ao longo de anos, puseram toda a mestria e coração ao serviço dos mais pequenos, ajudando na criação e fortalecimento de alicerces do conhecimento, num projecto harmonioso de arquitectura estética no aparelho mental infantil, colocaram as primeiras pedras projectadas, para continuarem a crescer, progressivamente, nos caminhos do conhecimento científico e maturidade emocional, durante o percurso de vida activa e aprendizagem escolar do aluno.
Das mãos desta classe profissional, autênticas terapeutas dos afectos na relação pedagógica com o aluno, é comum vermos surgir como resultado desta interacção, um “bolo” bem confeccionado, com a melhor “massa-cinzenta” da arte de ensinar, gente especial dedicada ao aluno, que com o seu empenho e magia, transformou os alunos da primeira à quarta classe, durante o projecto educativo de ensino primário, em pessoas mais bem preparadas para a vida intelectual e criativa, com mais autonomia e capacidades, preparados para seguir em frente, depois de uma quarta classe bem trabalhada.
Altura em que as nossas Rainhas permitem substituir-se diante do seu aluno, por outros professores, para fazerem a cobertura do “bolo”, uma habilidade em saber espalhar o açúcar sobre a amostra que desconhece, este aluno que agora chegou ao Ensino Preparatório, pronto para conhecer muitos professores ao mesmo tempo, dá-se um desmame forçado e rápido, passando de um único professor durante o ano, para dez ou mais, logo a seguir, de um nome só a fixar, para muito mais e cada qual com a sua disciplina, uma mudança nada fácil do ponto de vista emocional, mas, conseguem, o desmame acontece sem colagem ao seu passado.
Esta separação física automática abre novos caminhos, longe da primeira escolinha, onde aprendeu a ler, a escrever e a contar. Vai pensar de futuro com as mesmas bases apreendidas na escola primária, “de pequeno, se torce o pepino” é uma realidade, somos hoje, muito do que nos ensinaram nesta fase cronológica, coisas primárias que aprendemos para o resto da vida, e ficaram.
Nunca mais esquecemos da Professora, esta primeira estrela, aquela que iluminou a nossa consciência pelo saber, o gosto pela aprendizagem, que incutiu valores e ensinamentos “primários”, e não esquecemos mais a primeira Professora, porque outros serão como a cereja em cima do bolo, não tem nada que ver com a massa, porque também desconhece a “farinha” de que é feito o Bolo” que há-de cobrir, este aluno novo, acabado de sair da escola-afectiva, para o primeiro baptismo de fogo diante de mais de dez professores em cada ano lectivo.

Mas na estrutura básica da formação do aluno, somente a professora primária sabe da sua receita completa para cada um deles, a massa de que foi feito o “aluno”, na formação básica, porque os outros, somente o viram já depois de quase feitos, e para continuarem um longo caminho das descobertas do conhecimento.

As Professoras Primárias são as mais importantes sabedoras desta iniciação ao conhecimento, nesta fase, mas também são hoje, muitas vezes incompreendidas neste meio institucional, como assistimos na comunicação social, ignorância e injustiças propositadas, com complexos em reconhecer e valorizar sem rodeios, esta mais bonita profissão do mundo e os seus docentes, a figura da Professora Primária.
Torna-se urgente resgatarmos da sombra esta imagem do Professor, devolver com qualidade e justiça a sua importância junto da comunidade e da família, como peça fundamental a cultivar no desenvolvimento da sociedade.

Mais depressa se aumenta o “vencimento” ao professor universitário que forma gente para o desemprego, por exemplo, do que se lembram os políticos de, pelo menos, considerarem e respeitarem esta classe profissional especializada, que trabalha numa das fases do desenvolvimento cognitivo e emocional mais importante na vida escolar do aluno.
Tudo o que se apreende nesta etapa da aprendizagem é permanente em nós e servirá para a vida inteira, tudo que aprendermos nesta fase “primária” do desenvolvimento, porque nunca mais prescindimos do seu manejo como ferramenta importante para desbravar caminhos da sabedoria e do conhecimento futuro, serão alicerces dum saber contínuo (Ensino Primário) que nunca conhecerá o “desemprego” se não com a morte.

Hoje é menos reconhecida esta classe profissional e por vezes até pouco respeitada, a figura do Professor Primário. Sentimos que estão menos protegidos na instituição ou no meio comunitário, vão perdendo o lugar especial no “pódio”, um posto cativo há séculos, porque era o Professor Primário e o Médico, os mais acolhidos na sociedade, (recebiam prendas dadas com amor e carinho dos pais dos alunos, um sentimento de gratidão e homenagem espontânea dos encarregados de educação).
Uma realidade que dispensa comentários é uma necessidade urgente de mais atenção e carinho institucional, dedicado aos professores no geral, em particular às nossas Rainhas da Escola Primária, as nossas terapeutas do afecto e da aprendizagem, que da boca para os ouvidos das crianças, criam a sua “magia” na colocação de voz, na arte de ensinar, sem dúvidas e uma competência profissional à flor da pele.
O ser-se Professor Primário sem aspas, é amar com palavras de ensinamento, para deixar sementes com a certeza absoluta de crescerem bem e serem criativos no futuro.

Dedico ao professor do Ensino Primário, esta pequena homenagem movida por sentimento de gratidão, que temos, pelo bem investido no aluno, quero referir particularmente às Professoras amigas que leccionaram nos finais dos anos sessenta, na Escola Central de Bissau, junto a Mãe-d’água em Gâmbyafada, com muita saudade do tempo em que saímos da casca do ovo, fomos orientados no saber, noutras leituras da sabedoria e do conhecimento, agradeço com carinho toda a ferramenta deixada, que aproveitamos para desbravar caminhos e novas leituras na interpretação do mundo.
Muito especialmente à minha querida Professora Olinda, que já não está entre nós, que Deus lhe dê eterno descanso e Glória, um muito obrigado cheio de saudades, deste seu aluno traquina que bem ajudou e ajuda, estas raízes não se perdem, nunca, são como na fé, não se apalpa mas está, quando entra procuramos em nós o melhor que ela pode trazer, não se perde.
Também nesta homenagem incluo com amor, à Professora Eugénia Pina (minha querida  irmã); e as Professoras: Professora Manuela Rocha; Professora Etelvina; Professora Maria José Rola; Professora Esperança Robalo e muitas mais, gente bonita e dedicada às crianças, que com a sua aptidão especial e capacidades, ajudaram longos anos a optimizar toda esta luz permanente na reflexão, o seu reflexo permanente que ilumina nossa visão do mundo, desde a infância, fazendo parte das nossas recordações mais belas trazidas até hoje.
Um infinito obrigado a todas as Professoras, pelos ensinamentos complementares, pelo amor, carinho e tolerância, com que melhor contribuíram para a nossa formação integral, como aluno e não só, no arranque de uma maratona sem meta como limite, passando pelo ensino secundário, superior, continuando, sem terminar nunca, ainda que na vida activa, aprendamos até morrer, lembrando sempre de coisas primárias que ninguém esquece desde a sua infância, uma memória que a sociedade agradece, é a criança que fomos, uma memória com conteúdos implícitos de Professora Primária dentro, é um sinal de sociedade saudável, só.

Quem não se recorda da sua própria infância, da sua meninice, das traquinices, das brincadeiras umas atrás de outras, intensamente vividas, quase sem parar, imensamente recheadas de coisas bonitas da vida, que falaram connosco o tempo todo durante a infância, adolescência e ainda, numa linguagem colada aos nossos corações, vozes e conteúdos que nunca mais deixaram de respirar nas nossas lembranças, connosco vivem enquanto existirmos na face da terra, não hão-de desaparecer, nunca, porque não param de crescer dentro de nós, a “picar” este poder da mente, brincar sempre, dentro e fora da nossa cabeça, de olhos fechados ou abertos, sozinhos ou acompanhados, sem ninguém tacteado por fora, tudo hoje é imaginado na saudade que vive connosco.
Está na memória contida, toda esta gente que não estando, só eu sei quem são os que ficaram colados na minha cabeça, porque não podendo estar fora, aqui dentro acamparam dentro do meu coração, fazendo parte, sinto como se fosse hoje, são as raízes da minha infância perdida e achada, logo existo para além de mim, onde não preciso tocar ninguém ou nenhum deles, tão perto como longe, vamos estando, ninguém saiu da “tola”, todos ficaram amarrados neste olhar internalizado, num único sentido, para dentro, o invisível em estado de alerta, silencioso, um segredo da alma partilhada, vivida em cada um de nós, permanece neste imaginário que resiste, respira sem ajuda, num corpo que é mental, mas está vivo em cada um de nós.

Brincando, fomos acontecendo frequentemente como um ser pensante em construção e igual a si próprio, dum simples reflexo que nos vem à cabeça nesta saudade, num sentimento ou num desejo, sabemos sempre o que temos dentro, como nós somos, realistas, sem “maquilhagem” enquanto pensador.
Mas saindo à rua no palco da vida, encarnamos os nossos mitos com criatividade, sendo peças originais pré-destinadas na relação humana, faz de nós quase um “brinquedo” partilhado entre mãos, num mundo escorrido e escolhido que temos, às vezes sobra muito pouco por onde escolher, só possível construir-se a partir de uma recriação selectiva, nas nossas escolhas de amor, deixando ficar dentro ou fora desta partilha, os nossos gostos ou desgostos da vida, nada se apagando fácil, tudo se lembra ou não, está dentro, guardados ou não, somos nós.
Muitas vezes sentimos este estado de espírito ao lidarmos com recordações do nosso passado, neste impulso há a certeza que temos gente dentro desta memória, nas escolhas feitas neste percurso da vida e, no entanto, algumas recordações são sinais de prova no tempo e espaço, das cruzadas de caminhos palmilhados a crescer sempre até aqui.
Somos esta verdade como prova de vida cuidada, acolhidos desde o berço pelos nossos pais, cheio de recordações vividas, renascemos mentalmente hoje e a partir de um “clíc” mágico, que nos desperta a criança que há em nós, fiel às brincadeiras, os brinquedos que nos transformaram em peças únicas e espalhadas na sociedade, fazendo parte dum puzzle infinito de peças únicas na dinâmica social e afectiva.
O que é muito amável neste mundo imaginado, inspirado noutros tempos e aparentemente separado, mas que se encontra vezes sem conta dentro de nós, fazendo parte como um conjunto abstracto de ludo-vivências, das tais coisas encaixadas no coração, mas com gente dentro.

Somos família alargada de amigos na infância, hoje a maior parte apenas estão na memória, (animais, plantas, amigos e alguns desconhecidos), as coisas marcantes com que cruzamos ficaram coladas na alma, de onde nunca saíram, por isso não se desgastaram enquanto calcávamos firmemente o palco da vida, caminhando apressado ou lentamente, consoante o ritmo da nossa vida.
Foram acontecimentos dispersos, fazendo parte de numa trajectória de vida complexa, desde a infância, aos dias de hoje, lembranças que trazemos hoje protegidas no baú dos mimos recebidos. Deste tempo que nos fez os braços ficarem longos, agarrados de nascença ainda chegaram até aqui, para abraçarmos o mundo que ficou para trás, não queremos que nos escape nada nunca, tivemos amor e chave do afecto na mão, numa escola vinculativa e perfeita entre professor e aluno. Confiantes que éramos doces preferidos das nossas Professoras, afinal qualquer um o doce que queriam que fossemos, um bom aluno.
Por amor ensinavam, avançávamos no conhecimento, no final do ano lectivo, sabíamos com peso e medida diferente entre alunos, toda a matéria, o suficiente para obter aprovação no exame da quarta classe. Nós gostávamos da nossa sala de aula, do nosso espaço criativo, colorido e cheio de novidades no dia a dia, mesmo com a Professora zangada, com qualquer um que não tivesse a matéria bem estudada, sabíamos que “passava” depressa, éramos seguros disso, era justa e tolerante nas decisões, pois tinha sempre razão, fácil era adivinhar um “ralhete”, por falta de atenção, esquecimento de material, erros no ditado, tabuada ou uma redacção que fosse preciso uma “lupa” para a encontrar no caderno, era proibido e quem se descuidasse sabia que ia haver “sopa”.
Alguém escreveu um dia em jeito de acrescentar “palha” para fazer volume na redacção, qualquer coisa como isto, “tomei o mata – bicho enquanto lavava os dentes, saí a correr para a escola e caí na água choca da porca, voltei para trás, lavei-me, fritei um ovo e comi, sem que a minha mãe soubesse de nada…” Mas, a professora podia saber, como se compreende e talvez, querendo não podia confirmar absolutamente nada, o que importava era uma redacção recheada de argumentos criativos, a uma que fosse “magrinha”, que rapidamente provocasse puxões de orelha fortes ou uma reguada de três furos nas unhas.
Sinais do tempo em que havia tempo para ensinar, com amor sem “espinhas” ou desconfianças mutuas, os pais sabiam disso muito bem, a ética, a deontologia profissional, o respeito pelo trabalho do professor, a colaboração dos pais, o intercâmbio de informação casa-escola, possibilitava uma relação gratificante que só trazia benefícios para ambas as partes, outros tempos e outros sinais.
Hoje somos ex-alunos, que brincamos na mente, mais do que nas ruas e cantos da nossa infância, cada um no seu canto espalhados pelo mundo, lembramos lugares onde deixamos raízes enterradas, como cordão umbilical desta memória de infância que temos ainda hoje, a nossa primeira cicatriz que ninguém vê, está escondida, guardada na intimidade, naquela que é intima e só nós sabemos, guardada como um selo autenticado, o segredo com transparência, embora distantes que estão hoje, vivem connosco, crescem ou morrem, sem darmos conta do seu tamanho, sua idade, seu tempo, e continuamos a crescer brincando, sem darmos conta desta brincadeira prolongada e longa que é a vida enquanto dura, vimos do tempo em que éramos felizes sem saber porquê, tudo corria bem e feliz a nossa volta, parecendo um faz de conta pegado na perfeição, que nunca acaba, e ainda bem esta infância rica e criativa.

Quando falamos de infância, uma certeza temos, haver gente dentro desta memória que cruza toda a amplitude das nossas vidas, marcantes, cheias de histórias bonitas, do tempo em que aprendemos brincando, felizes uns com os outros como família afectiva que éramos, partilhávamos este tempo entre brincadeiras e algumas regras inventadas, para não nos zangarmos uns com os outros por muito tempo, só parávamos para comer, fazer os deveres e cumprir com o horário escolar, mas tudo ficou gravado, como se não existisse mais nada a registar, somente o que é bom das nossas vidas.
Estas brincadeiras infantis acrescentaram vínculos de felicidade na Escola Primária, debaixo de “olho” da D. Maria e do Sr. Armando (funcionários da Escola Central de Bissau) durante os recreios (intervalos das aulas), tínhamos sempre alguém para cuidar de nós.
Interrompidas as brincadeiras, as Rainhas das salas de aula retomavam a sua continuidade, ensinando com mestria, as reguadas assobiavam de quando em vez, mesmo assim, encantaram as flores do seu jardim, deixando perfumada toda a nossa inteligência actual, infiltradas que foram Elas nos ensinamentos que deixaram, no que existe em nós deste período de aprendizagem, no qual aprendemos coisas primárias da vida, válidas e necessárias até hoje, um reconforto e inspiração de base que servirá de alicerce sustentável, um vínculo forte, tudo num período aparentemente frágil da nossa existência, como aprendizes da sabedoria e do conhecimento, permanecemos amantes da mesma sabedoria.
Quem não se lembra da sua Professora Primária, da sua querida e aconchegante voz expressiva e acolhedora, uma voz cheia de tudo para encher os nossos ouvidos do que era preciso, como ingrediente para crescermos sabendo para fazer depois, os conselhos e ensinamentos diluídos como adubo para a planta crescer saudável?
Só de ouvir sua voz de liderança entoada diariamente, de forma persistente para ensinar, ajudava muito. Fomos acariciados com palavras que nos estimulavam, abriram-se as pétalas para o despertar do conhecimento no ensino primário.
Trabalhos de quem conhece a couve da sua horta eram bem sucedidos, respondíamos com agrado e vontade, a todas as exigências da professora, só da leitura do seu olhar adivinhávamos o que nos esperava, adaptados ao feitio e vontades da professora, sabíamos certamente o que “a casa gastava”, quando alguém era desobediente.
O lugar onde aprendemos maneiras de estar e de ser para a vida, na sala de aula, Senhoras que moveram consciências precoces, com palavras sábias, certas para cada situação na relação pedagógica e fora dela, com envolvimento para além do estritamente curricular, eram também maternais, muito queridas e respeitadas na comunidade (outros tempos), amigas do aluno. Todos sentíamos isto.

Aprendemos a juntar as letras de um dia para o outro, a juntar e somar números, a fazer redacções, quase diariamente, a estar quietos e calados enquanto fala a Professora, a falar um de cada vez, quem escapasse a estas regras, era-lhe servida uma “unhada” ajustada às orelhas, que fazia abanar a cabeça, para repor o juízo e a atenção na sala de aula. Era assim que, ao final de poucos dias, todos nós aprendemos a estar com atenção e a respeitar as regras da relação pedagógica. Tudo isto, por norma, se passava em todas as salas de aula, a disciplina e a ordem cumpridas do princípio ao fim do tempo pedagógico.
Certamente que falamos de uma voz que chegou cedo e ficou gravada em primeiro plano na vida escolar e familiar do aluno, tornou-se na voz inesquecível, carregada de sinas em vários tons, de afecto que a sala de aula testemunhou e, sabe tão bem descriminar, tons igualmente doces, ríspidos quando necessário, meigos quando consolam, “chatos”, quando cobranças de tarefas escolares, persistentes e repetitivos quando correcção de um ditado, por exemplo (no mínimo escrever vinte vezes cada palavra errada), mas também eram Professoras tolerantes quando havia indícios de dificuldades de aprendizagem, e persistentes com o aluno preguiçoso (é preciso “negociar” a cada passo sua aprendizagem) na relação pedagógica, mas também justa, quando avalia positivamente ou reprova um aluno.
Também uma voz encorajadora, motivadora nas dificuldades especiais dos alunos, e de raspanetes se preciso, na ausência de educação ou falta de respeito entre alunos, chegando a voz de castigo, se necessário for, porque a disciplina era o principal amigo a conquistar, para merecermos “beijinhos” da professora.
Elogios que fazem a diferença, esta presença amiga, nas virtudes de uma boa educação maternal ou formação institucional, sempre presentes e infiltradas na relação pedagógica, este lamiré afinado em sintonia com os ouvidos da classe, que convive diariamente com a Professora, a querida de todos, a Rainha da voz encantada nos ouvidos da sala de aula, a voz muitas vezes rival da própria voz dos pais, sobretudo da mãe, lideranças que se cruzam através do aluno por motivos pedagógicos, na reconquista de “territórios”, porque na escola manda o Professor, em casa manda a Mãe.
Mas na cabeça do aluno só pensa a escola (nesta fase)“colado” à professora, é dependente do trabalho da Escola e dos desejos pedagógicos da professora, era “sagrado” para o aluno, fazer os trabalhos de casa para mostrar no dia seguinte. É de realçar este prolongamento saudável da Escola chegar a casa, onde é bem recebido, como testemunho de continuidade, partilhada na dinâmica familiar como forma de “acompanhar “ um filho na sua actividade curricular.
Seria um dos reforços positivos na motivação do aluno, confundidos neste prolongamento da exigência pedagógica do ensino, as duas lideranças (mãe e professora) são normalmente bem sucedidas no relacionamento e apoios, estão em sintonia e dedicadas ao aluno, cedo esta exigência do professor ganha esta “batalha”, consegue transferir para casa esta partilha (trabalhos para casa) e deste modo, haver participação dos pais na vida escolar e na aprendizagem do filho, que é também ensinado em casa pelos adultos da família, ou pelo menos vigiado por eles. Alguns pais, sendo analfabetos não o fazem no mesmo sentido, seria então o apoio de garantir que o filho “se sentasse” para estudar em casa, o mesmo que dizer, para fazer o TPC.
Na escola submete-se à liderança do professor, e feliz é o aluno que faz esta adaptação na relação pedagógica, sem problemas.
 A Professora e a Mãe, normalmente estão em sintonia, principalmente nesta idade escolar, cada uma no seu território (escola e casa) manda, acabando ambas por se cruzarem nos desejos e objectivos de carácter cultural e de formação pedagógica do filho. A Mãe em casa, a Professora na escola, fazendo intercepção nas fronteiras de cuidados a ter com o aluno, acaba por não haver uma separação estanque destes objectivos comuns e programados, porque ambas estão curvadas para o “berço” da formação integral do filho/aluno.
O aluno mantém-se como pólo de união entre a Professora e a Mãe por vários anos, efeitos interpessoais que contribuíram para motivação e, que moldaram a personalidade, a sensibilidade do aluno durante este período de aprendizagem na Escola Primária.
No reconhecimento e sabedorias que transportamos hoje, afinal cheios de história, com pedacinhos de coisas na vida que conseguimos juntar, dentro de tudo o que a vida ofereceu, estamos nós, em guarda até hoje da vida que vivemos, um valor cultural que deve muito, à figura da Professora Primária, que fazemos questão de chamar assim, nunca de outra maneira, porque seria redutor (chamar só professora de ensino básico), restringindo a relação de professor aluno à cientificidade na relação, só baseados nos conteúdos da relação pedagógica, presas ao currículo do aluno na escola, isso não seria justo, é muito mais e vai para além do comportamento pedagógico registados, transbordando para a relação humana, sócio-familiar e comunitária, simplesmente porque ensinavam com amor, este dom de amar o que fazemos, torna-se numa chave mestra que abre portas no mundo, chegando a muitos lados, conquista e poisa, numa adaptação quase espontânea, porque magnética e contagiante, é a figura de quem ensina o nosso filho as primeiras letras ou coisas primárias, afinal da vida inteira, qualquer síntese aqui, peca por deixar de fora esta emoção de amor, vivida na relação pedagógica durante os primeiros quatro anos de aprendizagem, só.

Antigamente existiu amor e auto-confiança na relação entre a professora primária, o aluno e a família, relação marcada fora da Escola pela figura da mãe, o aluno como peça fundamental desta inspiração, assim andávamos, num caminho de cabras, apertados e bem controlados, mas com tempo para tudo (brincar, comer, estudar e dormir).

Na Escola a professora era o prolongamento da confiança da mãe, pelo amor e preocupação como Mãe e, quem queria ver o filho triunfar, delegando na professora um papel importante, a confiança absoluta na sua mestria, permitindo-se substituir pela Professora numa confiança cega (“a professora tem sempre razão e não o contrário”) naquele adulto responsável pela aprendizagem do filho. Por isso, a Mãe apoiava e seguia os conselhos de exigência do professor, reconhecidos como sendo para o bem do aluno e com resultados positivos constatados.
Uma queixa do Professor merecia reflexão no lar, qualquer falta de educação, de respeito ou de trabalho de casa, unia família e escola à volta da mesma preocupação, sintonizada e nunca colocando em dúvida esta relação, durante o processo de aprendizagem.
A professora primária sentia o peso destas responsabilidades, a de confiarem um filho, como um sinal inequívoco de identificação com a figura parental, e estava para além da relação pedagogia, sabia depositada em si uma responsabilidade que era também partilhada com a mãe da criança de tenra idade. Era uma troca de papéis e de recados, de boca em boca, sem livro de “reclamações” dentro das pastas, uma “caderneta” dos afectos do aluno existiu.

Não era uma relação sustentada na desconfiança entre responsáveis que asseguram um projecto de desenvolvimento da criança dentro da sala de aula e não só.
Falamos aqui de Professora Primária à moda antiga, o que já diz quase tudo.
Um muito obrigado do fundo do coração para todas, pelo afecto, carinho e amor que ficaram, nesta cambada de “traquinas” que ajudaram, e muito.

Djarama. Filomeno Pina.

A mulher mais poderosa do futebol português.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Defende o futebol há dez anos, nos bastidores de um meio que era exclusivamente reservado a eles. Aos 38 anos, ela assume-se como uma mulher profissionalmente determinada que todos os dias regressa a casa para os braços dos filhos Vicente e Benedita. Conheça Andreia Couto, directora-executiva da Liga de Clubes.

Para início de conversa, nada pior do que endereçar-se à directora-executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) com a formalidade de um "senhora doutora". Avessa ao título, apesar de ser formada em Direito e de possuir três pós-graduações na área, prefere um outro tipo de abordagem.

"Só Andreia, por favor". Pois bem, é Andreia Couto quem assume o cargo mais alto que uma mulher já alcançou no mundo do futebol português. Com capacidade de decisão a partir das cúpulas, a dirigente completa dez anos como parte integrante do organismo que dirige as competições profissionais do futebol nacional.

Primeiro como assessora jurídica, passou pelo cargo de secretária-geral para chegar ao estatuto de "número dois" da Liga. A evolução na carreira espelha a aposta crescente de mulheres num meio que chegou a estar reservado quase em exclusivo a homens.

"No início, houve uma reserva", confessa, em entrevista a Bola Branca. "Fui conquistando, através de trabalho e dedicação, o meu espaço. Hoje, não sinto nenhum estigma de que a mulher não percebe de futebol", frisa, recordando exemplos recentes de mais mulheres nomeadas para cargos de peso no desporto mais apreciado do país.

"Há um mês, foi eleita por unanimidade, pelos clubes, uma mulher para a Comissão de Instrução e Inquéritos [Cláudia Santos]. Outra realidade: a ex-seleccionadora Mónica Jorge é hoje vice-presidente da Federação. As mulheres já conquistaram o seu espaço profissional. Com bastantes dificuldades, deparámo-nos com uma evolução muito grande nas carreiras das mulheres", constata.

E "ela" assume-se perante "eles". Basta perceber o trato com que os dirigentes tratam Andreia numa mera Assembleia Geral de clubes sempre que desejam passar o limite da boa educação em discussões mais acesas.

"O que sinto da parte dos dirigentes é um especial cuidado com as senhoras. É fruto da edução dos homens latinos. Existem algumas palavras mais impetuosas, mas depois segue-se um pedido de desculpas [risos]. Deve-se à emoção que o futebol nos traz. A mim não me choca nada e nunca me senti incomodada com palavras impetuosas", realça a dirigente.

No trabalho, a determinação. Em casa, o carinhoNasceu em Espinho há 38 anos, é irmã de Fernando Couto, um dos mais importantes internacionais da história do futebol português e, no seio da Liga, é olhada com respeito pelos colaboradores. A educação no dia-a-dia alia-se à exigência máxima. Andreia Couto chama-lhe "determinação". É um traço de carácter.

"Sou muito determinada naquilo que faço. Para atingirmos determinados objectivos, não precisamos de estar sempre em guerra mas é preciso saber lidar com tudo para atingirmos os nossos objectivos, sempre em prol do futebol e da sua competitividade", sustenta, rejeitando o rótulo de "mulher de armas", até porque aposta, frequentemente, na defesa de um futebol imune a "guerras".

"O futebol deve viver do espectáculo e os dirigentes devem intervir para explicar e não para criar climas de guerra. A conflitualidade e competitividade fazem parte do futebol e da personalidade latina dos portugueses, mas não podemos levar isso até pontos extremos em que não haja retorno e isso possa levar ao desinteresse dos adeptos", atira.

Em casa, todos os dias, Andreia tem à sua espera, para além do marido, os filhos Vicente e Benedita. O rapaz, de quatro anos, já percebe a importância que a mãe tem. A bebé, de apenas um ano de idade, lá chegará. Certo é que ambos lidam com o mesmo factor que a mãe: a exigência de dedicação constante ao trabalho.

Daí que a conversa passe, indelevelmente, pelo sentimento de exaustão que uma progenitora sente quando tem que se desdobrar em vários papéis. Por outro prisma, o apoio familiar ajuda a compensar pelo lado positivo.

"Pelo facto de ter filhos pequenos, é muito difícil. Pela minha carreira, optei por ter os filhos mais tarde e isso provoca dificuldades. O cargo obriga a horários pós-laborais. Mas tenho um apoio fantástico da família", conclui.


fonte: sapo.pt


Cuba facilita realização de viagens ao exterior.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Com decisão, Raúl Castro aprofunda plano de reformas e de eliminação de proibições que estiveram vigentes durante décadas
Com decisão, Raúl Castro aprofunda plano de reformas e de eliminação de proibições que estiveram vigentes durante décadas.
Cuba anunciou nesta terça-feira (16) que seus cidadãos não precisarão mais pedir permissão para fazer viagens ao exterior e que eliminará o requisito da chamada carta de convite dentro de uma aguardada reforma migratória que irá vigorar a partir de 14 de janeiro de 2013.

O site oficial Cubadebate e a edição digital do diário "Granma" divulgam nesta terça a atualização da política migratória vigente para "ajustá-la às condições do presente e do previsível futuro".

"O Governo cubano, no exercício de sua soberania, decidiu eliminar o procedimento de solicitação de permissão de saída para viagens ao exterior e deixar sem efeito o requisito da carta de convite", assinala a nota publicada.

Deste modo, a partir de 14 de janeiro de 2013 "só se exigirá a apresentação do passaporte corrente atualizado e o visto do país de destino, quando necessário".

"Serão credores do dito passaporte os cidadãos cubanos que cumpram os requisitos estabelecidos na Lei de Migração".

A reforma migratória cubana também eleva a 24 meses o período máximo de permanência no exterior dos cubanos que viajarem por motivos particulares.

Com esta decisão, o Governo de Raúl Castro se aprofunda em seu plano de reformas e de eliminação de proibições que estiveram vigentes durante décadas.

A reforma migratória era uma das mais aguardadas pelos cubanos, que durante anos foram limitados por um conjunto de regulações restritivas e longos e custosos processos para poder viajar ao exterior.


fonte: uol.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Angola: Corrente pró-vida.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Tudo começou com a morte brutal de um jovem mal saído da adolescência, curtos 20 anos e toda uma vida pela frente truncada. Jorge Valério Coelho da Cruz, Tucho para os mais íntimos e Jay Jay no ambiente da música alternativa que faz heróis populares à velocidade de um post nas redes sociais.
Uma história rocambolesca, digna dos melhores achados da literatura underground criada para exaltar os gozos obscuros da mente, o sangue, a dor, a mutilação, a capacidade humana de infligir sofrimento ao seu semelhante. Desinteligências absurdas, que terão começado com insultos menores, ganharam a expressão de um sequestro inopinado que acabou com uma violenta agressão seguida de morte do jovem de apenas 20 anos, tendo como atacantes outros rapazes da sua geração.
Ao estilo das mafias mais sinistras e impiedosas, onde a honra é sempre lavada com o sangue das vítimas. Jorge Valério desapareceu da circulação, foi mantido em local secreto pelos seus algozes, sofreu torturas horríveis, até os olhos lhe foram arrancados, depois de regado com gasolina o seu corpo moldado em ginásios. Rituais macabros que deixaram a sociedade em estado de choque e desencadearam a onda de indignação que depois se transformou em vontade espontânea de sair à rua para condenar a violência em todas as suas formas de manifestação. A mobilização foi rápida, prática, sem grandes arengas nem sequer necessidade de tutelas políticas, o factor que, habitualmente, mais omnipresente está para agitar paixões e movimentar as massas entre nós.
Usaram-se de modo profuso as redes sociais, as mesmas onde a indignação e a revolta dos citadinos – jovens em grande maioria – se tinham manifestado primeiro. Um jovem estava transformado num símbolo de inconformismo de toda uma geração e os sentimentos desaguaram no que se intuiu desde o primeiro momento como saída inevitável: a marcha de milhares para um ‘basta’ ruidoso ao crescendo de violência! O relato 17 horas de sábado, no calendário 6 de Outubro. No alto, a armação de cores para o mágico pôr-do-sol dos trópicos, a arrepiante beleza de que se sente a falta quando o astro rei se perde nas profundezas do oceano, numa das mais perfeitas ilusões ópticas com que nos brinda a mãe Natureza.
Cá em baixo, em silêncio, os que assistem ao espectáculo cromático quase encontram razões para se perguntarem se vale a pena todo esse esplendor quando a cidade, com o crepúsculo e depois a noite, se vai entregar aos odiosos fantasmas de sempre, escondendo corpos insepultos e violentados nos becos e labirintos dominados por marginais indiferentes ao valor da vida? Mas a marcha faz-se. Aliás, é exactamente para impedir que se desvirtue a magia e o encanto do pôr-do-sol de cada dia e se nos retire o direito a cá andarmos que todos se enfileiram, tomam o calçadão reabilitado e partem em direcção à Ilha do Cabo, esmagados pela dor da perda uns, entusiasmados com a simples adesão outros, ensimesmados nas suas reflexões outros ainda. À frente, em passo firme e determinado, segue uma figura velha conhecida dos luandenses, um sacerdote. Não há nem políticos nem governantes, muito menos militares.
É quase uma marcha de família aberta a vizinhos. O homem da batina branca sofre. Parente do Tucho, o jovem assassinado. Proferirá dentro em breve, na Ilha, uma oração de catarse. Cônego Apolónio Graciano. De repente, transformado no rosto da marcha, que com o cair da noite chega à avenida Murtala Mohamed. Os jovens, muitos milhares, concentram-se na areia, num improvisado recinto varrido pela brisa do mar. Acendem-se velas e algumas lágrimas escorrem em rostos carregados de emoção e sentimentos de pesar.
Luís Fernando
fonte: OPAIS.NET

Sem "qualificados", Mo Ibrahim não dá prémio de governação.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Mo Ibrahim, empresário britânico de origem sudanesa criador da Fundação Mo Ibrahim

Fundação criada por Mo Ibrahim (foto) diz que nenhum dos candidatos atende a critérios de boa governação do galardão. Cabo Verde ocupa o 2º lugar no índice de governação todavia divulgado esta segunda-feira (15.10).
Pela terceira vez o prémio da Fundação Mo Ibrahim, destinado a distinguir a boa governação no continente africano, não foi atribuído. "O comité determinou que nenhum dos candidatos ao prémio cumpre os critérios", discursou esta segunda-feira (15.10) em Londres o antigo presidente da Tanzânia, Salim Ahmed Salim.

Tal como sucedeu em 2009 e 2010 o júri decidiu não atribuir o prémio, que é a nível mundial aquele que dispõe de uma maior dotação financeira: 5 milhões de dólares. Em causa está, justificou Ahmed Salim, a exigência de "excelência".
Fundação Mo Ibrahim não atribuiu prémio de governação porque nenhum dos candidatos cumpre os critériosFundação Mo Ibrahim não atribuiu prémio de governação porque "nenhum dos candidatos cumpre os critérios"
Excelência sem exceções

"Os critérios estão claramente definidos: nós distinguimos a excelência. E não fazemos compromissos porque isso iria por em causa a credibilidade do prémio", disse Mo Ibrahim, o magnata britânico das telecomunicações de origem sudanesa e criador da Fundação Mo Ibrahim.

No ano passado o prémio foi entregue ao antigo presidente cabo-verdiano,   Pedro Pires, "por ter transformado Cabo Verde num modelo de democracia, estabilidade e crescente prosperidade". Também o ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano foi distinguido em 2007.

Índice de governação em África

Além de anunciar a decisão relativa ao prémio a Fundação Mo Ibrahim, sediada em Londres, também divulgou o seu índice de governação em África.

"O índice mostra-nos como está África, que África está a avançar na direção certa", disse Mo Ibrahim. Este avanço não se verifica "em todos as categorias, mas mesmo assim regista-se uma evolução positiva. E nós esperamos que no futuro haja líderes africanos que continuem a fazer avançar o continente", disse o criador da Fundação.

Em matéria de boa governação há cinco países africanos no topo da tabela: a Mauritânia, Cabo Verde, Botswana, Seychelles e a África do Sul. O país pior classificado é a Somália.
Pedro Pires, ex-presidente de Cabo Verde, o vencedor de 2011; país é o segundo colocado no índice de governação Mo IbrahimPedro Pires, ex-presidente de Cabo Verde, o vencedor de 2011; país é o segundo colocado no índice de governação Mo Ibrahim
Deterioração de direitos humanos prejudica classificação de Angola

Segundo o índice, constata-se uma melhoria clara na última década, em particular no domínio da saúde, no sector rural, na economia e na igualdade de género. Havendo todavia uma degradação quanto à situação dos direitos do homem, os quatro países motor do continente africano – Egito, África do Sul, Nigéria e Quénia – não registaram evoluções positivas neste domínio, pelo contrário.

É precisamente a deterioração em termos de direitos humanos e participação cívica que impede uma melhor classificação de Angola no índice Mo Ibrahim. Angola subiu uma posição na classificação passando a estar em quadragésimo lugar num total de 52 países. Quanto aos outros países lusófonos a Guiné-Bissau tem a pior classificação neste índice ocupando o 45º lugar. Moçambique situa-se na 21ª posição, São Tomé é o 11º classificado, e Cabo Verde mantém o exemplar segundo lugar nesta tabela.

Autora: Helena Ferro de Gouveia
Edição: Renate Krieger
fonte: DW

Mali: Amadou Sanogo, o Capitão Todo-Poderoso?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Amadou "Haya" Sanogo, o principal protagonista do golpe de Estado de 22 de Março, no Mali, é depois de 8 Outubro passado, o Presidente do Comité Militar para acompanhar a reforma das forças de defesa e segurança. Portanto, é agora um dos principais jogadores na política do Mali.

Este posto altamente estratégico foi conferido por um decreto assinado pelo Dioncounda Traoré, presidente da transição para a preparação de uma intervenção militar que se fará no Norte. Mas atribuição é na verdade o resultado do golpe de Estado de 22 de março que derrubou o capitão do Exército no pico mais alto do estado do Mali.

Professor de Inglês, um jovem oficial ou responsáveis ​​por trotes, mas que é realmente o capitão Sanogo?

Filho de aposentados e quarto filho de uma família de sete, Amadou Sanogo nasceu em 1972 e passou seus primeiros anos em Segou (240 km de Bamako) antes de ingressar na escola e academia militar de Kati de onde ele é originário pelo que dizem.


" aos 18 anos e alguns dias a mais jovem sub-oficial da história do exército maliano"
Sua carreira militar continua como professor de Inglês em Prytanée Kati e como um instrutor na escola militar de armas Koulikoro, onde ele está suspenso da mesma forma que todos os instrutores, em outubro de 2011, depois de um trote que vitimou (5 pessoas mortas). Ele também fez parte dos militares que receberam treinamento nos Estados Unidos, professor de Inglês e como uma boa parte ele lutou contra o terrorismo no Mali. Isso o levou a fazer algumas passagens neste primeiro país entre 2004 e 2005, depois em 2007, 2008 e 2010. Médio, e voz rouca, ele é apreciado por seus homens.

O Capitão Amadou Sanogo na televisão nacional do Mali (ORTM), na noite de 22 de março de 2012, durante o golpe. O jovem oficial, no entanto não tem nenhuma experiência com o poder.


Desconhecido no batalhão, a sua vida mudou no dia de 21 março de 2012.

"Na sequência de pedidos e demandas que não foram cumpridos, o encontro desses homens com o Ministro da Defesa (nota, o então general Sadjo Gassama) deu errado, e eles tomaram armas e munições para se defenderem. O diálogo não é mais possível, que era a voz de armas. Quando um membro deseja ser ouvido nas vozes de armas, ninguém pode imaginar o alcance. Eu disse, com alguns colegas, por que não aproveitar a situação e não deixar que esses homens ajam só, porque não é o bastante. Isto é o que nos levou a este golpe de Estado ".


A idéia de um golpe que nunca tinha passado pela minha cabeça e que a iniciativa foi tomada de acordo com ele, pelos sargentos e soldados ao seu redor. Como qualquer bom autocrata, ele argumenta que seria seu séquito que foram eleitos Presidente da Comissão Nacional para a Reestruturação e Restauração da Democracia e do Estado (CRNDRE), criado na noite de quarta-feira 21 a quinta-feira 22 a marcha para enfrentar "o déficit do Estado."

No processo, ele suspende instituições, constituição, fronteiras fechadas e estabelece um toque de recolher. Frente ao banco da comunidade internacional, a Comunidade Económica dos Francofonos e Africano do Estados Oeste (CEDEAO), o capitão Boina Verde não tem escolha senão negociar um plano de saída pela crise com a autoridade de sub-regional, após várias tentativas de mediação e do estabelecimento de um embargo. 06 de abril passado, ele concorda em assinar um acordo de devolver o poder às autoridades civis e recupera o status de um ex-chefe de Estado (que serão removidas algumas semanas mais tarde pela CEDEAO).


No entanto, tem a mão superior em assuntos atuais do país. Ele teria gostado de "tomar o seu termo de responsabilidades ao cargo por 40 dias impostos pela Constituição ao presidente interino (prorrogado por um ano a instituição sub-regional) e Paranoico, " convencido da existência de uma conspiração, em Kati a cidade é fechada com as suas certezas e ambição de salvador da nação.

"Eu posso ir onde eu quiser, quando eu quiser. Eu tenho uma forte escolta de soldados treinados que podem lidar com um ataque ou emboscada, mas ditames com sabedoria cautela. De acordo com as informações que temos, eu sou o alvo de adversários de mudança que eu represento. Como evitar dar-lhes a oportunidade de ter sucesso do golpe e mergulhar o país no caos."

Por Kaourou Magassa

fonte: SlateAfrique





Seleção cabo-verdiana recebida em festa após qualificação para CAN 2013.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Praia, Cabo Verde (PANA) - A seleção de futebol de Cabo Verde foi acolhida em grande festa pela população da capital cabo-verdiana, Praia, à sua chegada esta segunda-feira de manhã ao Aeroporto Internacional Nelson Mandela após garantir pela primeira vez a sua qualificação para a fase final dum Campeonato Africano das Nações (CAN), constatou a PANA.

Apesar do atraso de algumas horas registado na chegada do voo da caravana, muita gente deslocou-se ao aeroporto para ovacionar e agradecer à equipa que conseguiu um feito inédito para o desporto cabo-verdiano ao qualificar-se para o CAN de 2013 na África do Sul não obstante a derrota no jogo da segunda mão das eliminatórias por 1-2 diante dos Camarões em Yaoundé.

Antes de se dirigir ao hotel onde esteve instalada antes de partir para o jogo decisivo nos Camarões, a caravana seguiu em cortejo automóvel pelos diversos bairros da cidade da Praia onde foi saudada entusiasticamente pelos populares que estavam praticamente a levantar da cama para iniciar mais um dia de trabalho.

A qualificação de Cabo Verde para a fase final do CAN 2013 começou a ser comemorada pela população do arquipélago logo que o árbitro da partida contra os Camarões, o egípcio Greisha Gihed, apitou o final do encontro que ditou o apuramento dos "Tubarões Azuis" graças à vitória por 2-0 no jogo da primeira mão das eliminatórias em setembro passado em Praia.

As ruas da cidade da Praia e de outros locais do arquipélago foram literalmente invadidas por pessoas ostentando bandeiras e cachecóis  com as cores de Cabo Verde para manifestarem a sua alegria pelo feito inédito alcançado pelos "Tubarões Azuis".

Dezenas de viaturas começaram a circular pelas ruas da capital, com as buzinas abertas numa autêntica explosão de alegria.

Tanto o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, como o primeiro-ministro, José Maria Neves, exprimiram  a alegria e o grande orgulho dos cabo-verdianos face à qualificação inédita de Cabo Verde para o CAN de 2013.

"É uma satisfação enorme. Devemos ficar muito orgulhosos da seleção, de uma equipa que mostrou muita ambição e vontade de vencer. Se tivermos em conta as duas mãos, fomos muito superiores. Tivemos melhor fio de jogo e jogámos de forma inteligente", disse o Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV).

O chefe de Estado cabo-verdiano felicitou ainda os jogadores, a equipa técnica e os dirigentes federativos por aquilo que ele considera como “um grande feito da seleção” e  “motivo de grande satisfação e orgulho para Cabo Verde”.

“Vamos saborear a qualificação e preparar o CAN com a maior dignidade", afirmou, por seu lado, o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, que se encontrava em visita à ilha de São Nicolau, e disse sentir-se o "homem mais feliz" de Cabo Verde.

"Estou extraordinariamente feliz. Estamos na moda e, se continuarmos juntos, podemos ir longe. Aproveito para mandar um grande abraço aos jogadores, treinador e dirigentes", sublinhou.

José Maria Neves recordou os recentes êxitos desportivos de Cabo Verde no basquetebol, modalidade em que o arquipélago está classificado para o próximo Afroobasket, a que se junta agora o futebol

"Ganhámos. Estamos no CAN 2013, na África do Sul, e agora vamos todos trabalhar arduamente para irmos o mais longe possível. O que interessa é que a bandeira de Cabo Verde estará hasteada na África do Sul", concluiu o primeiro-ministro.

fonte: PANA CS/TON 15 out 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

Direto - François Hollande: "o tempo de Françafrique está revolucionado!"

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O chefe do governo francês fez sua primeira visita à África, de Dacar a Kinshasa. Discurso muito aguardado, o primeiro passo de François Hollande na capital senegalesa irá definir o tom.

Os Presidentes Macky Sall e François Hollande chegam ao Palácio Presidencial, em Dakar, 12 de outubro de 2012. REUTERS / Philippe Wojazer.


Em visita oficial ao Senegal, François Hollande pronuncia às 16:50 h (hora de Paris) o seu "discurso em Dakar" perante a Assembleia Nacional do Senegal. O chefe do Estado francês em sua primeira visita ao continente Africano, afirmou que "o tempo Françafrique está revolucionado".
À noite, François Hollande irá abordar a comunidade francesa com residência na França, às 22 horas (20h GMT).
O chefe do Estado francês, François Hollande chegou na capital senegalesa, Dakar, em 12 de Outubro às 13:40, horário de Paris. François Hollande, então, viajará para Kinshasa para a Cimeira da Francofonia a realizar de 12 de outubro a 14.
Na véspera de sua partida, em uma entrevista, François Hollande, disse: "Eu vim escrever com a África uma nova página" e "tonar o discurso de abertura, com transparência e respeito."
Sexta-feira 12 outubro.

20:50 [APS] Aqui está o discurso completo de François Hollande:

Cinco anos depois do discurso de Nicolas Sarkozy na Universidade Cheikh Anta Diop, François Hollande fez o seu discurso em Dakar perante a Assembleia Nacional.

Obs.: Para você que sabe falar francês, vale a pena conferir.

Vídeo: Discurso de François Hollande.

fonte: SlateAfrique.


Discurso de Eduardo dos Santos vai ser como "os de Castro ou Pinochet" - diz analista.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Discurso do Presidente da República na sessão de abertura da Assembleia Nacional, na segunda-feira, é um imperativo constitucional.

LUANDA — Na próxima segunda-feira, dia 15 de Outubro José Eduardo dos Santos, Presidente da Republica de Angola discursa pela segunda vez à nação, na Assembleia Nacional.

A primeira aconteceu também em Outubro, mas no dia 18 do ano de 2011. O discurso do Presidente da Republica na casa das leis do país é um imperativo constitucional, dos artigos 118 e 119, da lei magna de 5 de Fevereiro de 2010.

Escute o discurso: Palavras do Presidente José Eduardo dos Santos.
Este ano José Eduardo dos Santos já se dirigiu à nação, não no parlamento mas na Praça da Republica em Luanda, no acto de investidura do presidente e vice-presidente da republica. Na ocasião, José Eduardo deixou patente que o seu mandato vai primar por renovação, na continuidade.

"Este executivo, dirigido por mim, vai primar por uma governação de renovação na continuidade; renovar o que está mal, para melhorar e continuar a apostar em novas obras", declarou o presidente.

José Eduardo dos Santos, no poder em Angola desde 1979. Afinal o que se espera do discurso à nação de José Eduardo dos Santos, na próxima segunda-feira?

O observador de politica nacional, Domingos Teixeira, licenciado em Ciência Política pela Universidade Agostinho Neto, sustenta que não se espera por grandes novidades.

"Por mim, é mais um discurso dos discursos, o que se espera de um discurso de Fidel Castro, Raul Castro ou Pinochet? Os discursos são permanentemente os mesmos, com abordagem de manter as pessoas estáticas nos mesmos lugares; não permitir que as pessoas pensem muito, e aí aparece a media que sustenta estes lideres, para dizer que está tudo bem, e nunca as coisas mudam" diz Teixeira.

A preocupação destes lideres, segundo o analista politico, vai sempre na contra-mão dos interesses do povo.

"Estes lideres de 20, 30 anos não estão preocupados com o povo; estão é preocupados com a manutenção do seu poder; no entanto há uma distancia muito grande, entre o que dizem e o que deixam de dizer, porque eles não tem compromisso com o povo".


fonte: VOA


Nigéria, um país a caminho da separação?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O motivo para a falta de integração na Nigéria seria a atuação recorrente do grupo extremista islâmico Boko Haram


As especulações sobre uma eventual divisão da Nigéria já existem há algum tempo. Mas foram recentemente reforçadas pelos numerosos e violentos ataques do grupo terrorista islâmico Boko Haram.
Poucos nigerianos se sentem realmente nigerianos no país mais populoso do continente africano: são pessoas das etnias hausa, yoruba, ibo, de religião cristã ou muçulmana, ou vêm das cidades de Lagos, de Port Harcourt ou de Bauchi.
O norte da Nigéria é dominado pelo Islão, e os cristãos são uma pequena minoria na região.
Há três anos, Jonathan Nyebe é pastor da igreja Evangelical Church of West África (Igreja Evangélica da África Ocidental, sigla ECWA), na cidade nortenha de Sokoto.
Ele conta que vem do Estado de Benue, no centro da Nigéria, a 750 km dali, e que teve de se adaptar a esta nova realidade.
Jonathan Nyebe, pastor da Igreja Evangélica da África Ocidental, diz que teve que se adaptar à realidade de Sokoto
Jonathan Nyebe, pastor da Igreja Evangélica da África Ocidental, diz que teve que se adaptar à realidade de Sokoto
„Estou me acostumando às pessoas aqui e aprendo a entender as diferenças culturais, que são grandes", diz.
Jonathan Nyebe é um homem calmo. Descreve a nova morada com cuidado. Não quer provocar a raiva sendo cristão – ou seja, minoria – numa área dominada pelo grupo étnico Hausa.
Apesar disso, a contenção do pastor evangélico só dura poucos minutos. Responde com raiva à pergunta se poderia construir uma nova igreja no centro de Sokoto.
"Não, não, não, jamais”, garante. Segundo Nyebe, em Sokoto, existe uma lei não escrita que diz que não há terreno disponível para uma igreja.
“Se a comunidade tem o dinheiro para a construção, não pode comprar a terra. Por outro lado, o governo permite a construção de mesquitas e paga aos Imãs com dinheiro dos cristãos", explica.
Enquanto uma lei não escrita diz que não há terreno disponível para uma igreja, o governo permite a construção de mesquitas
Enquanto uma lei não escrita diz que não há terreno disponível para uma igreja, o governo permite a construção de mesquitas
Conflito religioso ou terrorismo?
Há muitos anos, os cristãos no norte da Nigéria reclamam do que consideram uma injustiça, já que muçulmanos podem construir mesquitas sem maiores problemas no sul do país.
Outros críticos dizem, no entanto, que o problema é que o governo na Nigéria nada faz por uma integração nacional.
Segundo observadores, as chances de uma rápida aproximação entre etnias e religiões na Nigéria não são muito boas.
O motivo apontado por eles é a atuação recorrente do grupo extremista islâmico Boko Haram, que quer introduzir um Estado islâmico com base na lei islâmica Sharia neste país africano. Desde 2010, o Boko Haram teria assassinado pelo menos 1.400 pessoas.
Também quando supostos porta-vozes do Boko Haram destacam que lutam contra o governo nigeriano e não contra os cristãos, muitos destes sentem que não são bem vindos no norte do país.
Em Kano, todos os visitantes de uma igreja Católica são revistados para verificar se carregam explosivos e armas
Em Kano, todos os visitantes de uma igreja Católica são revistados para verificar se carregam explosivos e armas
Solução estaria no reforço da presença do Estado
Observadores pedem uma atuação mais forte do governo do Presidente Goodluck Jonathan que, segundo os críticos, parece não ser capaz de proteger a população de novos ataques.
Exatamente por isso, no sul do país, a ideia de uma separação do norte da Nigéria parece estar ganhando cada vez mais adeptos.
Mas o cientista político Hussaini Abdu, diretor regional da organização não governamental Action Aid, acha que uma separação do país mais populoso da África é improvável.
“Vejo que o país está diante de um abismo e de grandes desafios. Não podemos negar isso. Mas não acho que o país vá se dividir – até porque essa divisão não é um processo racional, mas é ligado a sentimentos e a contextos específicos", afirma.
Autoras: Katrin Gänsler (Sokoto)/Renate Krieger
Edição: Cristiane Vieira Teixeira / Helena Ferro de Gouveia
fonte: DW

Agência nigeriana apreende 297.957 substâncias narcóticas no aeroporto de Lagos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Lagos, Nigéria (PANA) - A Agência Nacional de Luta contra as Drogas na Nigéria (NDLEA) apreendeu 297 mil e 957 quilogramas de substâncias narcóticas em passadores no aeroporto internacional Murtala Muhammed de Lagos, entre janeiro e setembro de 2012, anunciou quarta-feira o seu comandante no aeroporto, Hamza Umar.

Ele explicou que estas drogas foram encontradas em 95 passadores (81 homens e 14 mulheres) que foram detidos com substâncias narcóticas que eles tentavam sair do país durante este período.

Um total de 62 mil e 765 quilogramas de cocaína, 61 mil e 680 quilogramas de heroína, 64 mil e 100 quilogramas de cannabis, 77 mil e 630 de mefanfetamina e 31 e 800 quilogramas de efedrina foram apreendidos, precisou Umar.

Apesar duma redução drástrica das quantidades de droga apreendidas no aeroporto, a NDLEA considera preocupante a tendência inabitual de fazer passar a droga com os passadores que utilizam métodos cada vez mais engenhosos para dissimular as drogas.

Segundo Umar, os passadores escondem a droga em equipamentos desportivos e em cartões embalados ao acaso.

Ele explicou igualmente que a NDLEA, através do reforço das suas operações, salvou a vida a 21 Nigerianos que teriam arriscado a pena de morte se não fossem detidos no aeroporto, por terem introduzido droga em países como a Malásia, a Singapura, a China e a Arábia Saudita, onde o tráfico de droga é passível da pena capital.

Ele indicou que 18 suspeitos detidos deviam levar droga à Maláisia e que os três outros deslocavam-se a outros países onde os traficantes de drogas são enforcados.

Ele sublinhou que em 2010 foram apreendidas no aeroporto era de 400 quilogramas de droga, mesmo se uma colaboração internacional reforçada com os parceiros permitiu reduzir a quantidade de substância narcótica apreendidas.

O chefe da NDLEA no aeroporto de Lagos precisou, contudo, que ele continuava a receber ameaças de morte por telefone.

fonte: panapress

Camarõe"Leões Indomáveis" serenos antes de jogo contra Cabo Verde.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Yaoundé, Camarões (PANA) - Os jogadores da seleção nacional de futebol dos Camarões, os "Leões Indomáveis", apareceram serenos e confiantes quanto ao jogo de domingo contra os "Tubarões Azuis" de Cabo Verde, durante a conferência de imprensa conjunta antes do jogo  com o novo selecionador, Jean-Paul Akono, esta sexta-feira em Yaoundé.

Segundo o selecionador Jean-Paul Akono, a serenidade reina na equipa e os 26 futebolistas convocados estão prontos para o jogo de domingo contra Cabo Verde, pontuável para a segunda mão da última volta das eliminatórias do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2013.

Ele disse que os seus jogadores estão em boa saúde, excepto Léopold Chedjou, lesionado.

Para Jean-Paul Akono, "não basta vencer Cabo Verde domingo, mas é preciso bater-se pelo Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2013 na África do Sul".

Nicolas Nkoulou, jogador dos "Leões Indomáveis", sublinhou que um bom ambiente reina entre os atletas antes de declarar a sua determinação em bater Cabo Verde domingo próximo em Yaoundé, capital camaronesa.

Uma última sessão de treino dos "Leões Indomáveis" estava prevista para esta sexta-feira à noite no estádio omnidesportivo Amadou Ahidjo de Yaoundé.

Por seu turno, os "Tubarões Azuis " de Cabo Verde, após cinco dias de estágio em Portugal, são aguardados esta sexta-feira por volta da meia noite em Yaoundé.

No jogo da primeira mão em setembro passado na capital cabo-verdiana, Praia, os "Tubarões Azuis" bateram os "Leões Indomáveis" por 2-0.

Fonte: PANAPRESS

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Abdou Diouf reconhece impotência da comunidade internacional na prevenção de conflitos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Paris, França  (PANA) - O secretário-geral  da Organização Internacional da Francofonia ( OIF), Abdou Diouf, admitiu em Paris "a impotência" da comunidade internacioanal a agir antes da eclosão das crises, "mesmo quando vê sinais precursores».

« Todos sabem no seio da comunidade internacional que a prevenção, quer dizer agir antes da crise, antes que ela inicie, é um exercício particularmente difícil na sua implementação», reconheceu Diouf em entrevista à PANA quarta-feira em Paris, nas vesperas da 14ª Cimeira da Francofonia prevista para sábado e domingo próximos em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC).

O antigo Presidente do Senegal (1981-2000) sublinhou igualmente que os casos de crise são numerosos no espaço francófono e que essas situações tendem a perdurar, tornando mais complexa a busca de soluções.

«Os nossos textos, a Declaração de Bamako e a de Saint- Boniface, o notável trabalho do painel de alto nível sobre a prevenção e alerta precoce definiram bem o papel da OIF no domínio das crises e estão perfeitamente adaptados e pertinentes tendo em conta as realidades atuais», notou o secretário-geral da OIF.

As crises na Côte d'Ivoire, na Guiné, no Mali, em Madagáscar e na RDC deverão figurar  entre as prioridades das discuções dos chefes de Estado e dos Governos dos 75 países membros e observadores da Francofonia.

As situações de crise chamarão atenção igualmente dos ministros dos Negócios Estrangeiros do espaço francófono reunidos quinta e sexta-feiras  na capital congolesa em prelúdio da 14ª cimeira.

Várias mesas redondas temáticas, das quais uma sobre "A Emergência de África e Boa Governação" e uma outra sobre "Autonomização da Mulhere para um Empreendedorismo Feminino Sustentável" estão previstas à margem da Cimeira.

fonte: panapress



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os pró-Gbagbo realmente querem se aliar a Ansar Dine?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Segundo a RFI, um relatório da ONU menciona a relação entre combatentes pró-Gbagbo e os islâmicos da AQMI no norte do Mali. Um explosivo potencial da desestabilização.


Soldados da Costa do Marfim durante uma operação, Abidjan, julho de 2011. © KAMBOU SIA / AFP


Que foram fazer em junho, partidários do ex-presidente Laurent Gbagbo à fronteira da Mauritânia e do Senegal?

Resposta de um relatório de 26 páginas da Organização das Nações Unidas: mercenários recrutados por Ansar Dine, um grupos armados islâmicos que controlam a metade do norte do Mali, para se preparar para o fogo na Costa do Marfim.

O relatório deve permanecer confidencial, e foi lançado em 14 de setembro por um painel de especialistas no Conselho de Segurança. A Radio France Internationale (RFI) obteve uma cópia, e revelou os contornos, em 6 de outubro.

O relatório defende que Laurent Gbagbo deve ter contactado  também no final de junho, com os membros da antiga junta militar do Mali o Capitão Amadou  Sanogo, que ainda controla o acampamento do exército de Kati, em Bamako.

Soldados que não vêem com bons olhos a implantação de uma força de paz no solo Oeste Africano do Mali, e pode ter inimigos comuns como a transição civil no Mali, mas também na Costa do Marfim de Alassane Ouattara.

Presidente marfinense, atual presidente da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), cresce fora a intervenção militar desde o golpe de 22 de Março e da secessão do norte do Mali.

Enfraquecer a CEDEAO e Ouattara

Este relatório traz água ao moinho dos partidários de tal intervenção militar para expulsar os islamitas da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI).

Ele cai como bateria, quando a França defende uma resolução do Conselho de Segurança para permitir a implantação de uma força Oeste Africano no norte do Mali, que seria apoiado pela logística da França, Alemanha e Reino Unido Estados.

Os islâmicos, que tomaram o controle de um vasto território, representam a ameaça de uma "Africanistan" ou um novo Afghanisan no Sahel, espalhando suas filiais em outros lugares na África Ocidental.

Seus contatos com o nigeriano islâmico da seita Boko Haram já estão estabelecidos, e novas ligações com a Costa do Marfim representam uma nova ameaça de desestabilização em uma sub-região já frágil.

Marfinenses que estão envolvidos? O relatório dá nomes: Justin Koné Katinan, o ex-porta-voz de Laurent Gbagbo, a segunda esposa Nady Bamba (muçulmanos) do ex-presidente, e Charles Ble Goude, ex-líder do Jovens Patriotas, que se apressou a negar e enfatizar a "falta de imparcialidade do grupo de peritos", que não entrou em contato para verificar o que foi apresentado no relatório como um fato.

Também implicado, Damana Pickass, o homem que puxou o lençol diante das câmeras dos resultados eleitorais que dá Alassane Ouattara como vencedor, a 30 de novembro de 2010. De aliado Laurent Gbagbo que  fugiu para Gana, onde ele se tornou presidente da Coalizão da Costa do Marfim de patriotas no exílio (Copiado).

Ele negou ter enviado dois emissários ao Mali e diz que "caiu do céu" essa informação. Da mesma forma, Marcel Gossio, ex-diretor do porto de Abidjan, exilado em Marrocos, suspeito de financiar planos militares liderados pelos partidários de Gbagbo, negou veementemente essa ação.

O mesmo relatório menciona a existência de três grupos de aliados do presidente Gbagbo a viver no exílio desde o fim da crise pós-eleitoral na Costa do Marfim.

Estes três grupos, cada um composto por militares e civis, teriam se conhecido em 12 de julho em Takoradi, no Gana e decidem unir forças contra o regime de Alassane Ouattara.

Ataques armados têm aumentado desde junho na Costa do Marfim, contra as bases militares ou prisões. Eles são regularmente executados em Abidjan por partidários de Laurent Gbagbo no exílio na Libéria e Gana, que desmentem.

A insegurança levou ao encerramento temporário de fronteiras com o Gana, por vezes, acusado de jogar uma desordem (Costa do Marfim e Gana decidiram reabrir suas fronteiras, a partir de 8 de outubro).


De um lado, Accra se recusa a seguir mandados de prisão  emitidos pelas autoridades da Costa do Marfim contra figuras proeminentes do regime de Gbagbo, refugiados em seu território. Por outro lado, o país extraditou 5 02 marfinenses e um ganês preso pela polícia em outubro e 4 de setembro, na cidade de Cape Coast. Homens suspeitos de quererem comprar 600 fuzis de assalto para conduzir operações militares na Costa do Marfim.

Gana, um refúgio de paz e estabilidade em uma conturbada sub-região, tem sido um ponto de trânsito do tráfico de armas para o norte do Mali.

O motivo? A presença em Accra da forte comunidade de imigrantes Songhai, um dos grupos étnicos negros no norte do Mali.

O relatório, que derramou muita tinta na Costa do Marfim, é interpretado pela imprensa "azul" pró-Gbagbo ainda com outra manipulação de informações, a arma de guerra real exercido por ambos os lados em toda a crise pós-eleitoral.

"Muito barulho por nada" pode ser lido no site incluindo conexão marfinense, ou até mesmo "relatório da falso ONU" no Abidjan.net ...

Gritos de indignação do regime

No campo de Ouattara, nós nos ofuscamos em ver o atual presidente apontado pelo relatório de violar o embargo de armas.

Além disso, levantam-se as questões:

"Até provar em contrário, nós podemos pensar que a ONU não será obrigado a se comprometer com um relatório tão esmagador para um indivíduo ou uma estrutura a partir dos elementos sem consistência. O que beneficiaria a organização e que graça teria a organização com os exilados pró-Gbagbo? O argumento apresentado pelo entrevistado, que a ONU está sob pressão, pode realmente ser levado a sério? "Questões como Le Pays, Burkina Faso.

Por: Sabine Cessou

fonte: SlateAfrique



Total de visualizações de página